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Primeiros socorros

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  • 1. SEJAM BEM VINDOS !
  • 2. PRIMEIROS SOCORROS Esta matéria é de grande importância e se tornou obrigatória no curso teórico - técnico de formação de condutores de veículo. Primeiros socorros é o tratamento imediato e provisório ministrado a uma vítima de trauma ou doença, fora do ambiente hospitalar, com o objetivo de prioritariamente evitar o agravamento das lesões ou até mesmo a morte e estende-se até que a vítima esteja sob cuidados médicos. OBS : Deixar de prestar socorro a vítima de acidente de trânsito podendo fazê-lo constitui crime de omissão de socorro, mesmo não tendo envolvimento. 2/16
  • 3. QUEM DEVE PRESTAR SOCORRO AS VÍTIMAS O conselho Federal de Medicina recomenda que o socorro seja prestado pela pessoa mais capacitada no momento e mais próxima do local do evento de emergência: -Socorrista; -Médico ou outro profissional de saúde presente; -Pessoas leigas, mas que conheçam noções de primeiros socorros ou suporte básico de vida; -Pessoas leigas, mas que não tenham noções de Primeiros socorros. 3/16
  • 4. QUAIS SÃO AS PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS? É comum encontrar em locais de acidentes cenas de sofrimento e nervosismo e pânico, pessoas inconsciente e outras situações que exijam providências imediatas. 1. Sinalizar o Local; 2. Chamar por socorro especializado. Após sinalizar o local e proteger as vítimas acione o serviço especializado informando : 1. Seu nome e nº de telefone 2. Ponto de referência 3. Números de vítimas e estado das mesmas 4. Gravidade dos ferimentos 5. Situação do trânsito no local e n º de veículos envolvidos Telefones de EMERGÊNCIA : PM 190 PRF 191 SAMU 192 BOMBEIROS 193 4/16
  • 5. ATENDENDO ÀS VÍTIMAS Existem critérios internacionalmente aceitos no que se refere à abordagem para prestar socorro a uma vítima. As principais etapas são: -AVALIAÇÃO PRIMÁRIA ou AVALIAÇÃO INICIAL DO PACIENTE; -MANUTENÇÃO DOS SINAIS VITAIS; -AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA; -PROCEDIMENTOS EMERGENCIAIS (parada cardiorrespiratória, estado de choque, hemorragias, fraturas, etc.). 5/16
  • 6. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA – é uma avaliação inicial, obedecida uma sequência padroniza, é feito um rápido exame na vítima, sendo corrigidos imediatamente os problemas que forem encontrados. Segue-se a seguinte sequência: - Desobstrução das vias aéreas e estabilização da coluna cervical; - Respiração; - Circulação, hemorragia e controle de choque; - Nível de consciência; - Exposição e proteção da vítima.
  • 7. 1. Desobstruir as vias aéreas e controlar a coluna cervical. Quando se observar que a vítima está impossibilitada de respirar, precisa-se rapidamente agir, desobstruindo suas vias aéreas. Pois se não fizer o necessário, ela poderá morrer ou ter danos irreversíveis no cérebro. Como fazer? Vamos posicionar a cabeça da vítima da melhor maneira possível, levantando assim o queixo dela levemente, para que assim lhe facilite a respiração. •Vamos então abrir a boca da vítima, e com os dedos vamos remover (pontes, dentaduras, balas, líquidos, sangue, etc,) objetos que estiverem ali presente impedindo-a de respirar perfeitamente. * Tomar muito cuidado com a coluna cervical (pescoço quebrado), evitando qualquer tipo de movimento com a cabeça e pescoço, pois podem causar lesões sérias na medula; e se isso acontecer a pessoa ficará tetraplégica por esse descuido.
  • 8. Desobstruir as vias aéreas e controlar a coluna cervical.
  • 9. 2. Verificar a respiração. Ouvir, Ver e Sentir são atos importantes para se poder comprovar se a vítima está respirando. Deve se aproximar dela para escutar a boca e o nariz, observando também se há movimentos do tórax e abdômen. Se não estiver respirando, é preciso entrar imediatamente com os procedimentos de uma Parada cardiorrespiratória. Para isso será necessário aplicar as técnicas de respiração artificial. Existem três tipos: Boca-a-boca, Boca-máscara e por Aparelhos. Para determinar a respiração, o socorrista deve gastar de 3 a 5 segundos na avaliação.
  • 10. 3. Verificar a circulação. Pela pulsação podemos ter informações importantes sobre o estado da vítima. Por exemplo: Se a vítima estiver com o pulso fraco, pálida ou lábios arroxeados, isso é sinal de um estado de choque. Se não houver pulsação, provavelmente a vítima está com uma Parada Cardiorrespiratória. Podemos verificar a pulsação de uma vítima por dois modos: * Colocando dois dedos na Artéria Radial que fica localizada bem na base do polegar. * Ou colocando dois dedos na Artéria Carótida, que fica localizada no pescoço, entre o músculo e a traquéia. A pulsação fica mais fácil de ser identificada.
  • 11. 3. Verificar a circulação.
  • 12. 4. Verificar o estado de consciência. Para se identificar o nível de consciência da vítima, temos de nos certificar de que a mesma se comunica perguntando se ela nos ouve, qual o nome dela, ou como se sente. * Se ela estiver consciente, devemos conversar com ela procurando sempre a acalmar.. Pergunte se sente dores no pescoço, se sente as pernas e os braços (para ver se há fraturas na coluna). * Se não houver comunicação, vamos ver se ela reage a estímulos verbais: Peça que faça algum movimento (olhos, mãos, pés). * Se mesmo assim ainda não houver resposta, vamos ver se ela reage ao toque no qual eu o farei provocando a dor (um aperto, beliscão em alguma parte de seu corpo).
  • 13. * Sempre que a vítima estiver inconsciente, podemos desconfiar de fratura na coluna ou parada cardiorrespiratória. Sendo assim, procure não movimentar muito a vítima. * Se ela estiver inconsciente e respirando devemos colocá-la na posição lateral de segurança (gire o corpo 90 graus). * Se ela não estiver respirando, então devemos aplicar imediatamente a respiração artificial. (boca-a-boca, boca- máscara ou por aparelhos). Movimentar a vítima somente se o socorro estiver demorando pra chegar e o quadro clínico for se alterando. ATENÇÃO: não se deve dar líquidos para beber.
  • 14. 5. Proteção da vítima. Vamos procurar se há outros ferimentos na vítima, mas sempre evitando os movimentos. Devemos aquecê-la com cobertor e roupa, pois rapidamente perde o calor vital. Os cinco passos vistos até agora são também chamados de sinais vitais. Devemos mantê-los durante todo o atendimento, e, conforme for se alterando algum destes, devemos iniciar os procedimentos emergenciais.
  • 15. AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA O principal propósito da análise secundária é descobrir lesões ou problemas diversos que possam ameaçar a sobrevivência da vítima, se não forem tratados convenientemente. É um processo sistemático de obter informações e ajudar a tranquilizar a vítima, seus familiares e testemunhas que tenham interesse pelo seu estado, e esclarecer que providências estão sendo tomadas. Os elementos que constituem a análise secundária são: Entrevista objetiva ( conseguir informações); Exame da cabeça aos pés (avaliação pormenorizada); Sintomas (tontura, náuseas); Sinais vitais (pulso e respiração); Outros sinais (cor da pele e temperatura, diâmetro da pupila).
  • 16. PARADA RESPIRATÓRIA Qualquer perturbação, acidente ou patologia que compreende o sistema respiratório ocasionado uma parada respiratória. SINTOMAS: -AGITAÇÃO E ANSIEDADE; -DIFICULDADES DE RESPIRAR E FALAR; -TOSSE; -CIANOSE; -INCONSCIÊNCIA. Respirar é essencial. Se esse processo básico cessar todas as outras funções vitais também serão paralisadas.
  • 17. PARADA RESPIRATÓRIA Com a parada respiratória, o coração em pouco tempo também vai deixar de bater. Quando isso ocorre, lesões irreversíveis nas células do sistema nervoso central começam acontecer, após um período de aproximadamente seis minutos. VIAS AÉREAS - Dentro da análise primária, o socorrista deve promover a abertura das vias aéreas e assegurar, desta forma, a respiração adequada.
  • 18. Respiração artificial - É o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração que deve ser ministrado imediatamente, em todos os casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca. Os pulmões precisam receber oxigênio, caso contrário ocorrerão sérios danos ao organismo no aspecto circulatório, com grandes implicações para o cérebro. A respiração artificial pode ser feita de cinco modos: a) boca a boca; b) boca-nariz; c) boca-nariz-boca; d) boca-máscara; e) por aparelhos (entubação).
  • 19. Lesões na boca ou na mandíbula podem inviabilizar a respiração artificial pelo método boca-boca. Neste caso, o socorrista deve optar pela manobra conhecida como boca- nariz, que consiste em: •Manter as vias aéreas abertas; •Cobrir com a boca o nariz da vítima; •Ventilar durante um a um segundo e meio; •Abrir a boca da vítima para auxiliar na exalação. VERIFICAR OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA
  • 20. VERIFICAR OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA CAUSAS: Causada pela língua; Causada por corpos estranhos. SINAIS DE OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA PARCIAL: Respiração dificultosa, cianose (principalmente lábio), está tossindo. (forçar a tossir) OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA COMPLETA: Vítima inconsciente , cabeça flexionada para frente ou com objeto (travesseiro), retirada do objeto e abertura das vias.
  • 21. VERIFICAR OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA OBSTRUÇÃO CAUSADA POR CORPO ESTRANHO – VÍTIMA INCONSCIENTE. -RESISTÊNCIA A LIVRE CIRCULAÇÃO DO AR; - ABRIR VIAS AÉREAS; -NÃO SUCESSO, DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS RESTABELECENDO A RESPIRAÇÃO (MANOBRA DE HEIMLICH).
  • 22. MANOBRA DE HEIMLICH Segure seu punho com a outra mão e dê quatro apertões rápidos e vigorosos (para dentro e para cima).
  • 23. VERIFICAR OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA OBSTRUÇÃO CAUSADA POR CORPO ESTRANHO – VÍTIMA CONSCIENTE. - PARA CONSTATAR ESSA OBSTRUÇÃO O SOCORRISTA DEVE QUESTIONAR A VÍTIMA: “VOCÊ PODE RESPIRAR?”; “VOCÊ PODE FALAR?”; “VOCÊ ESTÁ ENGASGADO?”. -REALIZAR TAMBÉM MANOBRA DE HEIMLICH.
  • 24. MANOBRA DE HEIMLICH EM BEBÊS -BEBÊ NOS BRAÇOS COSTAS PARA CIMA; -CINCO PANCADAS PALMA DA MÃO ENTRE AS ESCÁPULAS; -GIRAR O BEBÊ, AINDA COM CABEÇA MAIS BAIXA, CINCO COMPRESSÕES TORÁCICAS ATRAVÉS DA PRESSÃO DOS DEDOS INDICADOR E MÉDIO SOBRE O OSSO EXTERNO. -COLOCAR BEBÊ EM SUPERFÍCIE PLANA E TENTAR RETIRAR OBJETO, UTIIZANDO O DEDO MÍNIMO; -PROCEDER DUAS VENTILAÇÕES, CASO DE INSUCESO REPETIR TODA SEQUENCIA
  • 25. MANOBRA DE HEIMLICH EM BEBÊS
  • 26. PARADA CARDÍACA Quando o coração deixa de bombear sangue para o organismo, as células deixam de receber oxigênio. Existem órgão que resistem vivos até algumas horas, mas os neurônios do SNC, não resistem mais que seis minutos sem serem oxigenados e entram em processo de necrose. IDENTIFICAÇÃO: Inconsciência, Palidez excessiva, Ausência de pulsação e batimentos cardíacos; Pupilas dilatadas; Pele e lábios roxos.
  • 27. PARADA CARDÍACA TRATAMENTO: O socorrista deve iniciar a massagem cardíaca externa o mais cedo possível. -Em adultos utilização das duas mãos; -Crianças entre 1 e 8 anos, a pressão deve ser exercida com apenas uma mão; -Bebês de 0 a 1 ano, com dois dedos. NO CASO DE PARADA RESPIRATÓRIA E CARDÍACA SIMULTÂNEAS, DEVE-SE INTERCALAR A RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL COM A MASSAGEM CARDÍACA, MÉTODO CONHECIDO COMO RCP.
  • 28. REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR As diretrizes da AHA 2010 para RCP e ACE recomendam uma alteração na sequência de procedimentos se SBV de A-B-C (via aérea, respiração, compressões torácicas) para C-A-B (compressões torácicas, via aérea, respiração) em adultos, crianças e bebês. UM SOCORRISTA: - ADULTO – 2 ventilações por 30 compressões, de 80 a 100 vezes por minuto; - CRIANÇA – 2 ventilação por 30 compressões, 100 vezes por minuto; - BEBÊ – 1 ventilação por 5 massagens, 100 a 120 vezes por minuto.
  • 29. REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR
  • 30. HEMORRAGIA - é quando ocorre uma ruptura dos vasos (artéria, veias ou capilares) ocasionando a saída de sangue. Evite qualquer contato com sangue ou secreções das vítimas nos acidentes. HEMORRAGIAS INTERNA – São difíceis de serem reconhecidas porque o sangue se acumula nas cavidades do corpo, tais como: estômago pulmões, bexiga, cavidade craniana, etc. SINTOMAS: Fraqueza, sede, frio, ansiedade ou indiferença. SINAIS : Alteração do nível de consciência ou inconsciência, agressividade ou passividade, tremores e arrepio do corpo, pulso rápido e fraco, respiração rápida e artificial; pele pálida, fria e úmida; sudorese; e pupilas dilatadas. 30/16
  • 31. IDENTIFICAÇÃO Além dos sinais e sintomas clínicos, suspeita-se que haja hemorragia interna quando houver: acidente por desaceleração (acidente automobilístico); ferimento por projétil de arma de fogo, faca ou estilete, principalmente no tórax ou abdome; e acidente em que o corpo suportou grande pressão (soterramento, queda). Se houver perda de sangue pela boca, nariz e ouvido, existe suspeita de uma hemorragia no cérebro. Se a vítima apresentar escarros sanguinolentos, provavelmente a hemorragia será no pulmão; 31/16
  • 32. IDENTIFICAÇÃO se vomitar sangue será no estômago; se evacuar sangue, será nos intestinos (úlceras profundas); e se houver perda de sangue pela vagina, poderá estar ocorrendo um processo abortivo. Normalmente, estas hemorragias se dão (se não forem por doenças especiais) logo após acidentes violentos, nos quais o corpo suporta pressões muito fortes (colisões, soterramentos, etc.). 32/16
  • 33. Hemorragia Externa As hemorragias externas dividem-se em: arterial, venosa e capilar. Nas hemorragias arteriais, o sangue é vermelho vivo, rico em oxigênio, e a perda é pulsátil, obedecendo às contrações sistólicas do coração. Esse tipo de hemorragia é particularmente grave pela rapidez com que a perda de sangue se processa. As hemorragias venosas são reconhecidas pelo sangue vermelho escuro, pobre em oxigênio, e a perda é de forma contínua e com pouca pressão. São menos graves que as hemorragias arteriais, porém, a demora no tratamento pode ocasionar sérias complicações. As hemorragias capilares são pequenas perdas de sangue, em vasos de pequeno calibre que recobrem a superfície do corpo. O torniquete não deve ser utilizado para estancar hemorragia externa. 33/16
  • 34. Métodos para Detenção de Hemorragias Elevação da região acidentada: pequenas hemorragias nos membros e outras partes do corpo podem ser diminuídas, ou mesmo estancadas, elevando-se a parte atingida e, consequentemente, dificultando a chegada do fluxo sanguíneo. Não elevar o segmento ferido se isto produzir dor ou se houver suspeita de lesões internas.
  • 35. Métodos para Detenção de Hemorragias Tamponamento: pequenas, médias e grandes hemorragias podem ser detidas pela obstrução do fluxo sanguíneo, com as mãos ou, preferencialmente, com um pano limpo ou gaze esterilizada, fazendo um curativo compressivo. É o melhor método de estancar uma hemorragia. Compressão arterial: se os métodos anteriores não forem suficientes para estancar a hemorragia, ou se não for possível comprimir diretamente o ferimento, deve-se comprimir as grandes artérias para diminuir o fluxo sanguíneo. 35/16
  • 36.  Hemorragia nasal - causada por um choque da cabeça do condutor ou passageiro contra as partes internas do veículo. PROCEDIMENTO: Sentar a vítima, respirar pela boca, não assoar o nariz, pressionar o nariz e levantar a cabeça, se inconsciente fazer rolamento 90º.
  • 37. Tratamento da Hemorragia Interna Deitar o acidentado e elevar os membros inferiores. Prevenir o estado de choque. Providenciar transporte urgente, pois só em hospital se pode estancar a hemorragia interna. Tratamento da Hemorragia Externa Deitar a vítima; o repouso da parte ferida ajuda a formação de um coágulo. Se o ferimento estiver coberto pela roupa, descobri-lo (evitar, porém, o resfriamento do acidentado). Deter a hemorragia. Evitar o estado de choque. 37/16
  • 38. Estado de choque – É a falência do sistema circulatório, provocando a interrupção ou alteração no abastecimento de sangue ao cérebro com acentuada depressão das funções do organismo. A causa mais comum do estado de choque é a perda de sangue. Sintomas : pele fria e úmida, suor na testa e nas mãos, face pálida, náuseas, vômitos, respiração irregular, pulso fraco ou rápido, lábios e extremidades arroxeados, sensação de frio, fraqueza e inconsciência. Desmaio - a perda súbita dos sentidos, normalmente momentânea, com interrupção das atividades normais do cérebro. Sintomas : inconsciência, suor abundante, pulso e respiração fracos, palidez, vista embaralhada ou nublada. Se a situação prolongar-se por mais de 2 minutos agasalhe a vítima e procure atendimento médico.
  • 39. Convulsões - contratura involuntária e descontrolada da musculatura, com movimentos desordenados e perda de consciência, causada por alterações de funções do cérebro, que costuma durar alguns minutos. PROCEDIMENTOS: Afastar objetos próximos, não tentar impedir os movimentos convulsivos, colocar a vítima deitada de costas e com a cabeça de lado para não se afogar com a saliva. 39/16
  • 40. FRATURAS Fraturas – Quebra ou ruptura de qualquer osso do corpo humano, necessitando de imobilização. Os dois tipos de fraturas que existem são : FECHADA ou COBERTA– o osso quebrado não aparece na superfície e a pele não é perfurada. ABERTA ou EXPOSTA – o osso ao quebrar rompe a pele e se exterioriza.
  • 41. FRATURAS
  • 42. FRATURAS FECHADAS Aqui o primeiro passo consiste em impedir o deslocamento das partes quebradas evitando maiores danos. Proceder imobilização: Movimentar a vítima o mínimo possível; Colocar talas para sustentar o membro; As talas deverão ultrapassa a articulação; Envolver as talas em panos; O braço com suspeita de fratura deverá ser imobilizado junto ao peito.
  • 43. FRATURAS ABERTAS (EXPOSTAS) Aqui, além da fratura propriamente dita, deve-se cuidar do ferimento da pele, evitando contaminações, infecções e hemorragias: • Fazer um curativo protetor sobre o ferimento, com gaze ou pano limpo. • Se houver hemorragia abundante (sinal indicativo de ruptura de vasos) aplicar os procedimentos já vistos. • Imobilizar o membro fraturado, da mesma forma que uma fratura fechada. • Providenciar socorro especializado para o acidentado.
  • 44. FRATURAS ABERTAS (EXPOSTAS) ATENÇÃO: em alguns casos, a vítima pode apresentar também entorses e luxações nas articulações.
  • 45. Entorse e luxação  Entorse - É uma lesão que ocorre quando se ultrapassa o limite normal de movimento de uma articulação. Normalmente, ocasiona distensão dos ligamentos e da cápsula articular e, consequentemente, dor intensa ao redor da articulação, dificuldade de movimentação em graus variáveis e, às vezes, sangramentos internos. Luxação – Luxação é o deslocamento de um osso da articulação, geralmente acompanhado de uma grave lesão de ligamentos articulares. Isso resulta no posicionamento anormal dos dois ossos da articulação. A luxação pode ser total ou parcial – os dois ossos da articulação ainda permanecem em contato. Sintomas: Dificuldades e dores nos movimentos, inchaço, etc. Procedimentos: Imobilize a região atingida e encaminhe a vítima a um hospital.
  • 46. Entorse e luxação ENTORSE LUXAÇÃO
  • 47. Fratura da coluna vertebral Constitui uma das emergências mais delicadas e, se a vítima for mal atendida pode ter sequelas permanentes e graves. Sintomas : Dor muito intensa, perda dos movimentos, perda da sensibilidade ou formigamento nos membros. Evite movimentar ou mexer nas vítimas com suspeita de fratura de coluna, devendo esperar sempre que possível o socorro especializado.
  • 48. Fratura de crânio : As fraturas de crânio são sempre graves, tendo em vista a possibilidade das lesões atingirem o cérebro, e estas nem sempre são visíveis. Sintomas : Dor de cabeça, perda de sangue pelo nariz ouvidos ou boca, tontura seguida de desmaios e com possibilidade de perda de consciência, enjôo e vômitos, podendo ainda ocorrer alteração no tamanho das pupilas. Fratura de quadril ou bacia : A vítima com suspeita de fratura de bacia ou quadril apresenta fortes dores no local, e restrição no movimento das pernas. Deitar a vítima numa posição plana movimentando-a o mínimo possível, pois qualquer movimento desnecessário pode ocasionar perfuração dos órgãos internos. Fratura de costela - é um traumatismo na região torácica que pode determinar a fratura de uma ou mais costelas.
  • 49. QUEIMADURAS São lesões decorrentes do calor excessivo, do ataque de produtos químicos , líquidos e vapores, podendo também ocorrer pelo frio intenso e por radiação, inclusive solar e elétrica. Classificação das queimaduras : 1º, 2º e 3º graus. 1º GRAU – Vermelhidão e dor local, sem formação de bolhas. 2º GRAU – Vermelhidão, dor e formação de bolhas na camada superficial, com posterior descamação. 3º GRAU – Pele destruída em todas as camadas, atingindo músculos, nervos, outros órgão e até os ossos.
  • 50. QUEIMADURAS PROCEDIMENTO:  Afaste o elemento causador da queimadura  Quando se tratar de fogo, apague-o  Deite a vítima com a cabeça e o tórax mais alto que o restante do corpo.  Não perfure as bolhas  Não remova a roupa, salvo de em razão de produtos químicos;  Utilize água corrente ou compressas frias  Se a vítima estiver consciente, acalme-a e dê-lha líquidos  Encaminhe-a para atendimento médico. As áreas do corpo mais críticas em caso de queimaduras são as vias aéreas, as partes genitais e a face.
  • 51. FERIMENTO NOS OLHOS Qualquer tipo de ferimento nos olhos pode ser muito grave e, por isso, a vítima deve ser levada imediatamente a um especialista. PROCEDIMENTOS: Não permitir que a vítima esfregue os olhos; Em caso de contato com produtos químicos, lavá-los com água abundante; Não tentar retirar cacos ou objetos cravado; Utilizar ataduras para cobrir os dois olhos, mesmo que um deles esteja sadio.
  • 52. FERIMENTOS Ferimentos – A ferida ocorre em consequência de acidentes, e é caracterizada pelo rompimento da pele. Ferimento com abdômen aberto: Não retirar corpos estranhos dos cortes e perfurações; Cobrir o ferimento com um compressa ou pano limpo; No caso de órgão internos expostos, não tocar diretamente neles, nem tentar recolocá-los. Cobrir com uma compressa ou pano limpo, umedecido em água limpa ou soro fisiológico.
  • 53. Ferimento com abdômen aberto Tampar ferimentos externos que possa ter atingidos pulmões; Pressione o ferimento diretamente com uma gaze ou pano limpo; Prender o curativo com uma faixa ou cinto; 53/16
  • 54. Os três tipos de envenenamento são : I. Pela pele II. Por inalação III. Por ingestão AIDS O vírus da AIDS atua silenciosamente no organismo durante muitos anos, diminuindo as defesas imunológicas. Ao socorrer vítima de acidente, verifique se possui lesões abertas que possam entrar em contato com o socorrista, utilize se de luvas descartáveis e lave bem as mãos após o socorro. ACIDENTE DE MOTO NÃO RETIRAR IMEDIATAMENTE O CAPACETE DA VÍTIMA.
  • 55. AMPUTAÇÕES TRAUMÁTICAS Lesões onde ocorre a separação de um membro e/ou seu segmento. Podem ser causadas por objetos cortantes, por esmagamentos ou por forças de tração. CONDUTA: - Abrir vias aéreas e prestar assistência ventilatória, se necessário. - Controlar a hemorragia. - Controlar o estado de choque, caso presente, enquanto a vítima esteja sendo encaminhada para assistência qualificada com o segmento amputado. Cuidados com o segmento amputado, para o reimplante: - Lavar a parte amputada o mais rapidamente possível com sabão líquido protegendo a face interna (cruenta) e em seguida irriga-la com soro fisiológico em grande quantidade. - Envolver o segmento numa compressa de gaze estéril ou tecido de algodão bem limpo, embebido com soro fisiológico (nunca mergulhar a peça em soro diretamente). - Envolver o material dentro de um saco plástico duplo bem limpo e fecha-lo. - Acondicionar o saco plástico num recipiente de isopor ou similar com gelo, de forma que seja mantida uma temperatura interna aproximada de 4 ° C, porém sem contato direto com o gelo.
  • 56. FIM