Projeto de pesquisa sobre web semântica - a web que aprende

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O artigo aborda a evolução da web para a Web Semântica ou Inteligente, suas possíveis aplicações, interferências ou impacto nos atuais processos de indexação, editoração, recuperação da informação e sua influência no Comércio Eletrônico com a produção de eficientes catálogos eletrônicos e em sites não comerciais, levando a um tratamento mais acurado das informações da Web.

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Projeto de pesquisa sobre web semântica - a web que aprende

  1. 1. UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA EM COMÉRCIO ELETRÔNICO Alexandre Grolla Pereira WEB SEMÂNTICA: A WEB QUE APRENDEUM ESTUDO SOBRE O FUTURO DO TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES NA WEB E SUA APLICAÇÃO NO COMÉRCIO ELETRÔNICO SÃO PAULO 2011 1
  2. 2. Alexandre Grolla Pereira WEB SEMÂNTICA: A WEB QUE APRENDEUM ESTUDO SOBRE O FUTURO DO TRATAMENTO DAS INFORMAÇÕES NA WEB E SUA APLICAÇÃO NO COMÉRCIO ELETRÔNICO Projeto de Pesquisa apresentado como requisito para a obtenção do título de Especialista no Curso de Pós-Graduação – MBA em Gestão Estratégica em Comércio Eletrônico da Universidade Anhembi Morumbi. Orientadores: Profª Msc Leila Rabello de Oliveira e Profº Msc Maurício Salvador. SÃO PAULO 2011 2
  3. 3. RESUMOO artigo aborda a evolução da web para a Web Semântica ou Inteligente, suaspossíveis aplicações, interferências ou impacto nos atuais processos de indexação,editoração, recuperação da informação e sua influência no Comércio Eletrônico coma produção de eficientes catálogos eletrônicos e em sites não comerciais, levando aum tratamento mais acurado das informações da Web.Palavras Chaves: Web Semântica; Web 3.0; Ontologia; Gestão de RecursosInformacionais; Comércio Eletrônico. ABSTRACTThe article discusses the evolution of the Web to the Semantic Web or intelligent,their possible applications, interference or impact on current processes of indexing,publishing, information retrieval and its influence on e-Commerce with theefficient production of electronic catalogs and non-commercial sites, leading to amore accurate information from the Web.Keywords: Semantic Web, Web 3.0, Ontology, Information ResourcesManagement, e-Commerce. 3
  4. 4. SUMÁRIOINTRODUÇÃO .................................................................................................... 05 I. Contextualização............................................................................. 05 II. Problema......................................................................................... 05 III. Hipóteses......................................................................................... 05 IV. Justificativa...................................................................................... 06OBJETIVOS ......................................................................................................... 07METODOLOGIA .................................................................................................. 07CAPITULO 1 – Histórico e Conceitos de Web Semântica ................................... 08 1.1. A evolução da Web ............................................................................. 08 1.2. Como tornar uma Web Semântica ...................................................... 11 1.3. Metadados .......................................................................................... 13 1.4. Ontologias ........................................................................................... 15 1.3. Agentes ............................................................................................... 16 1.4. Construindo uma Web Semântica: Arquitetura e Camadas ............... 16CAPITULO 2 – O Comércio Eletrônico no Brasil ................................................. 26 2.1. Estatísticas .......................................................................................... 26 2.2. Balanço 2010 e expectativas para 2011 ............................................. 27CAPITULO 3 – Aplicação da Web Semântica no Comércio Eletrônico ............... 29 3.1. As etiquetas RFIDs e a nova cadeia de suprimentos no varejo ......... 29 3.2. Os dados vinculados e o “comércio passivo” ...................................... 31 3.3. A pesquisa e o marketing na Web Semântica .................................... 36CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 39REFERÊNCIAS .................................................................................................... 41 4
  5. 5. INTRODUÇÃO I. ContextualizaçãoEste artigo aborda a evolução da web para a Web Semântica ou Inteligente, e suaspossíveis aplicações, interferências ou impacto nos atuais processos de indexação,editoração e recuperação da informação. Apresenta a recente história da WebSemântica que objetiva compreender, estruturar e gerenciar os conteúdosarmazenados na web, a partir de valoração semântica desses conteúdos. Sãoanalisados no artigo, os componentes básicos necessários para implementação daWeb Semântica: (a) representação do conhecimento, expressa pelas linguagens demarcação (SGML, HTML, XML, RDF); (b) ontologia, a disciplina que estuda edetermina as relações entre conceitos estabelecendo regras lógicas de raciocíniosobre estes conceitos gerando linguagens que são compreendidas peloscomputadores e, (c) agentes que são programas gerados para coletar conteúdos naweb a partir de fontes diversas, processar a informação e permutar os resultadoscom outros programas permitindo através de linguagem que expressa inferênciaslógicas resultantes do uso de regras e informação como aquelas especificadas pelasontologias. Tendo como razão maior deste estudo, as aplicações da Web Semânticano Comércio Eletrônico com a produção de eficientes catálogos eletrônicos e emsites não comerciais, levando a um tratamento mais acurado das informações daWeb. II. ProblemaDiscute-se a importância e as implicações da integração corporativa dentro docontexto da Web Semântica, com o uso de ontologias e de mapeamentos entremodelos, como uma maneira de garantir que as aplicações funcionarão de formaintegrada e as informações que trafegam pela Web, sejam compreendidas eacessadas por todos, ampliando assim a vantagem competitiva das organizações.III. HipótesesEsse estudo pretende responder as seguintes questões: 5
  6. 6. • Como organizar os dados dispostos na Web semanticamente? • O que fazer para facilitar a obtenção de informações e serviços relevantes? • Como proporcionar mais eficiência e usabilidade por parte da máquina? • Como a obtenção de dados semanticamente irá contribuir para melhorar o relacionamento digital entre empresas e consumidores?IV. JustificativaVivemos em um mundo em que uma quantidade significativa de informação éproduzida em meio digital e disponibilizada através da Internet. Este cenárioproporciona um acesso fácil e barato a uma grande quantidade de informação, vistoque são superados aspectos como localização geográfica e suporte físico. A superoferta de informação proporcionada por este cenário, entretanto, traz dificuldades àspessoas em encontrar aquelas informações que lhes são relevantes.Esta dificuldade deve-se principalmente a pouca organização da informação da web,que impede a construção de estratégias e mecanismos de busca eficientes. Paraamenizar o problema da sobrecarga de informação, as comunidades de Ciência daInformação e da Ciência da Computação têm convergido em diversos aspectos, nosentido de encontrar mecanismos para organizar as informações da web, comoclassificadores automáticos, diretórios abertos, metadados, ontologias e WebSemântica. Este artigo trata desses aspectos e estende o problema da busca dainformação para a descoberta, localização e uso de recursos da web, que podem sertanto documentos contendo informações quanto sites simples, sites de comércioeletrônico, catálogos digitais, sistemas, computadores, páginas pessoais, etc. 6
  7. 7. OBJETIVOO objetivo maior deste estudo é analisar as aplicações da Web Semânticaessencialmente em sites de Comércio Eletrônico, visando alcançar maior e melhorintegração das informações digitais de mercados para facilitar a relação entreempresa/comprador e entre empresas. METODOLOGIAPara elaboração do artigo, será utilizada a Metodologia Indutiva, obtendo conclusõesde caráter geral, a partir de casos particulares. Tendo como delineamento paraseleção da fonte de dados, pesquisas bibliográficas de fontes secundárias ouindiretas sobre o assunto, levantando a bibliografia já publicada em forma de livros,revistas, teses, publicações avulsas e imprensa escrita. E pesquisa documentaldisponível como: documentos oficiais, cartas, contratos, reportagens veiculadas ajornais (on e off line), diários, entre outros. 7
  8. 8. CÁPITULO 1. Histórico e Conceitos de Web Semântica Semântica: [se.mân.ti.ca] sf (gr semantiké, de sema) 1 Ling Estudo da evolução do sentido das palavras através do tempo e do espaço; semiótica, semiologia, semasiologia, sematologia. S. descritiva: a que estuda a significação atual das palavras de uma língua. S. geral: a que estuda a relação entre as palavras e as coisas, ou seja, entre a linguagem, o pensamento e a conduta. michaelis.uol.com.br1.1. A Evolução da WebA internet é um espaço em constante evolução. Passamos de um espaçodenominado Web 1.0 – caracterizada pela elaboração de conteúdos porespecialistas, enquanto o usuário realizava leitura e mantinha contatos através dastecnologias de informação como chat, e-mail, ou seja, o usuário era “passivo” – paraoutro cenário, de participação, de tal forma que o usuário pode também criar,utilizando diversas mídias.Assim passamos a incorporar estes recursos em nossas vidas, de forma bemtransparente, sem que precisemos conhecer suas características técnicas. Essenovo espaço da web denomina-se Web 2.0, cujo termo “busca descrever o atualperíodo da rede cuja ênfase passa da publicação (que caracterizou os primeiros dezanos da web) para a colaboração” (Primo & Smaniotto, 2006). Dessa forma, o focoda Web 2.0, não está na tecnologia, mas nas pessoas e também nos serviços deempresas que estas pessoas utilizam.A diferença entre a Web 1.0 e a Web 2.0 está no significado das palavras downloade upload, ou seja, enquanto na Web 1.0 o usuário baixava conteúdos que lheinteressava na Web 2.0 ele também pode enviar e editar arquivos de textos e outrasmídias (Alves , 2008, p. 3).As principais características da Web 1.0 e Web 2.0 são destacadas na tabela abaixo,onde nota-se a participação dos usuários através de elaboração de blogs, comutilização de sistemas amigáveis, e, entre outros elementos, a construção coletiva ecolaborativa de conhecimentos. 8
  9. 9. Web 1.0 Web 2.0 Leitura Escrita compartilhada Publicação Participação Controle de Conteúdo Construção Coletiva / Colaborativa Sociedade da Informação Sociedade do Conhecimento Páginas Pessoais Blogs Estática Dinâmica Desktop (disco rígido) Laptop (disco remoto) Navegador Plataforma Web Cliente Servidor Serviço Web Webmaster Todos HTML XML Geeks Aficionados Tabela 1. (do autor)Embora a evolução da web tenha proporcionado um cenário de comunicação,participação e colaboração, continuamos a nos deparar com uma grande quantidadede dados, de tal forma que a busca da informação que desejamos em muitassituações se torna demorada, e não atende às nossas necessidades.Esta web atual é sintática e, dessa forma, possui páginas direcionadas parapessoas, e não para o processamento, sendo seu principal foco a apresentação dainformação, e assim o processo de interpretação é feito pelo usuário. (Lóscio, 2007)Frente a esse problema, surge a Web 3.0 ou Web Semântica, que “utiliza uma novalinguagem que permite incorporar informação sobre o significado de cada recurso,assim como sua relação com outros dados disponíveis na rede.” (Lago & Cacheiro,s/d, p. 2) (Tradução livre do espanhol)A web semântica possibilita a pesquisa dos dados de forma mais fácil, ajudando aresolver os dois grandes problemas atuais que são a sobrecarga de informação eheterogeneidade de fontes de informação.Lago & Cacheiro (s/d, p. 2), citando Koper, destacam que “o propósito da websemântica é permitir agentes de software que interpretem os conteúdos da web paraajudar os usuários a desempenharem suas tarefas.” 9
  10. 10. Reig (2009) reforça a importância da base de dados e a interoperabilidade na websemântica. A web semântica é aquela que se constrói em linguagem que os computadores possam entender. (...) é uma web de dados escritos em formatos interoperáveis, de base de dados compatíveis que constroem algo como âmbitos conceituais globais em toda web. São dados em que os computadores podem interpretar, relacionar com outros, etc, para devolver resultados ou uma experiência mais cômoda e satisfatória para o usuário. Para que isso seja possível, é necessário padrões (W3C é o encarregado para isso), traduzir conceitos do mundo para códigos da informática. (Reig , 2009 p.2) (Tradução livre do espanhol)Para que isso ocorra, são utilizados mecanismos que ajudam a converter a web emuma infraestrutura global, de tal forma que seja possível compartilhar e reutilizardados e documentos entre diferentes tipos de usuários. A nova geração de formatos está encabeçada por XML (Extensible Markup Language), RDF (Resource Description Framework), incluindo ontologias – taxonomias de conceitos com atributos e relações que proporcionam um vocabulário consensual para definir redes semânticas de unidades de informação inter-relacionadas – que especificarão as regras lógicas para que os agentes de software reconheçam e classifiquem cada conceito. (Pero jo & Le ón, 2005, p. 1) (tradução livre do espanhol)As aplicações para a web semântica permitirão processar, reutilizar e partilhar ainformação inteligentemente, com ou sem ajuda humana. A web transformar-se-áassim numa enorme base de conhecimento compartilhado, constantemente lida eescrita não só por humanos, mas também por aplicações semânticas. (Gonçalves,2007, p. 72)Com a evolução da internet, passamos da etapa de leitor de conteúdos (Web 1.0)para a etapa de leitor e criador de conteúdos, de tal forma que não há necessidadede muito conhecimento técnico para que possamos expressar nossas opiniões esentimentos (Web 2.0). Apesar desse avanço, e talvez devido a esse avançotambém, a forma como acessamos a informação em muitas situações não atende asnossas necessidades. O desenvolvimento da web semântica pode propiciar um novocenário de busca de informação e interação com as pessoas. 10
  11. 11. 1.2. Como tornar uma Web SemânticaO primeiro passo para dotar a Web de semântica é a construção das chamadasontologias de domínio. Para Berners-Lee, Hendler e Lassila (Scientific American,2001), uma ontologia típica para a Web é composta de uma taxonomia 1 e umconjunto de regras de inferência. Mas elas não seriam suficientes para imprimirsemântica à Web, requerendo a adoção de tecnologias novas, como XML(Extensible Markup Language) e RDF (Resource Description Framework) 2. XMLpossibilita a criação de tags, campos de texto que ficam escondidos nas páginasweb. Os programas ou scripts podem fazer uso dos tags de várias formas, mas oprogramador precisa saber o significado de cada tag criado pelos autores daspáginas para utilizá-los. Ou seja, XML permite que o usuário adicione estruturasarbitrárias a seus documentos, mas não permite representar o significado de cadaestrutura. Este seria o papel desempenhado pelo RDF - expressar significado àsestruturas. O RDF codifica os tags em um conjunto de triplas, sendo cada tripladotada de um sujeito, verbo e objeto de uma sentença simples. Essas triplas podemser escritas utilizando XML tags. Em RDF, um documento pode fazer assertivassobre relações entre coisas tais como Maria (sujeito) é irmã (verbo) de Pedro(objeto). Essa estrutura tende a ser uma maneira natural de descrever a maioria dasinformações processadas pelos computadores. O sujeito e o objeto desta sentençasão identificados, cada um, por um indicador universal denominado URI (UniversalResource Identifier), como os utilizados em links nas páginas web, já que a URL(Uniform Resource Locator) é o tipo mais comum de URI. Os verbos também seriamidentificados por URIs, facilitando a definição de novos verbos ou conceitos apenaspela criação de novas URIs em qualquer lugar na Web (Scientific American, 2001).Utilizando URIs para codificar informações de relacionamentos entre objetosassegura-se que esses conceitos não são somente palavras escritas em umdocumento, mas também são definições únicas acessíveis a todos na Web. Se, porexemplo, tivéssemos acesso a vários bancos de dados contendo informações sobrepessoas, inclusive seus endereços e se quiséssemos encontrar alguém que reside1 Michaelis: (cs) sf (taxo2+nomo3+ia1) V taxionomia: (cs) sf (táxio+nomo3+ia1) 1 Estudo dos princípios geraisda classificação científica. 2 Distinção, ordenação e nomenclatura sistemáticas de grupos típicos, dentro de umcampo científico.3 Biol Ramo que se ocupa da classificação natural dos seres vivos, animais e vegetais; biotaxia,sistemática. 4 Gram Parte que trata da classificação das palavras. Var: taxinomia e taxonomia.2 Respectivamente em http://www.w3.org/XML e http://www.w3.org/TR/2000/CR-rdf-schema-20000327 11
  12. 12. em um código de endereçamento postal específico, precisaríamos saber que campoem cada banco de dados se refere ao nome desta pessoa e qual se refere aocódigo, para realizarmos esta busca. O RDF seria capaz de representar estainformação através de sentenças que utilizam URI para cada termo.É possível que vários bancos de dados utilizem identificadores diferentes paraconceitos iguais. Um programa que queira comparar ou utilizar informações dedistintos bancos de dados precisa saber que diferentes termos têm o mesmosignificado. Esse objetivo é alcançado através da criação de coleções deinformações denominadas Ontologias. Ontologia, na filosofia, significa teoria arespeito da natureza da existência. Pesquisadores e estudiosos das áreas deInteligência Artificial e Web incluíram esse termo em seus jargões com umsignificado adaptado que é documento ou arquivo que define formalmente asrelações entre os termos.A taxonomia define classes de objetos e relacionamentos entre os mesmos. Porexemplo, um endereço pode ser definido como um tipo de localização e códigos decidade pode ser definido como aplicáveis somente às localizações. Classes,subclasses e relacionamentos entre entidades são muito úteis para uso na Web.Entre elas existe o conceito de herança de propriedades, ou seja, é possívelassociarmos propriedades às classes que suas subclasses herdamautomaticamente essas propriedades. Por exemplo, se códigos de cidade sãodefinidos como do tipo cidade que, por conseguinte, possui Web sites, entãopodemos associar um determinado código de cidade a um site Web sem existir umrelacionamento direto entre os dois.As regras de inferência são de essencial importância para as ontologias. Atravésdelas é possível expressarmos, por exemplo, que “se um código de cidade estiverassociado a um determinado estado, então os endereços que utilizam este códigode cidade também estão associados a este estado”. Um programa poderia deduzirque se a Rua Paissandu, localizada na cidade do Rio de Janeiro, pertence ao estadodo Rio de Janeiro e, por conseguinte, ao país Brasil, então, as informações devemseguir os padrões brasileiros de formatação. O computador realmente não entendeesse tipo de informação, mas consegue manipulá-lo de maneira a desempenhar umpapel mais significante e eficaz de ajuda ao usuário.Páginas Web baseadas em ontologias são o começo de muitas soluções para osproblemas de terminologia. O significado de alguns termos e códigos XML utilizados 12
  13. 13. nas páginas podem ser definidos através da criação de ponteiros para ontologias.Continuarão existindo alguns problemas inerentes aos usuários, pois se uma pessoacria um ponteiro para uma ontologia que define um endereço através da informaçãode CEP e outra pessoa cria um ponteiro para uma ontologia que também defineendereço, mas utilizando a informação de caixa postal. É necessário que ambas asontologias ou outro serviço web qualquer seja capaz de identificar que a informaçãode CEP é equivalente a de caixa postal.As ontologias podem agregar valor ao funcionamento da Web, já que podem tervárias aplicações diferenciadas. A forma mais simples seria aumentar a precisão dosmecanismos de busca de informação. Os programas de busca pesquisariamsomente em páginas que fizessem referência a um conceito pré-definido ao invés depesquisar todas as que contenham palavras-chave. As aplicações mais avançadasàs utilizariam com o objetivo de relacionar o conteúdo das páginas às suasestruturas existentes de conhecimento e regras de inferência.O potencial da Web Semântica será realmente compreendido quando foremdesenvolvidos programas que sejam capazes de efetuar buscas de informação dediferentes fontes disponíveis na Web, as processem e compartilhem os resultadoscom outros programas. A eficácia dos programas, baseados em agentes, tende aaumentar na medida em que houver mais conteúdo na Web estruturado de maneiraque possa ser utilizado pelos computadores. Os agentes seriam responsáveis porcaptar as necessidades do usuário, pesquisar e disponibilizar os resultadosesperados de forma interativa.1.3. MetadadosMetadados, também conhecidos como informações sobre dados, são utilizados paradocumentar e organizar de forma estruturada e padronizada as informações dedocumentos com o objetivo de facilitar e tornar mais efetiva a busca e recuperaçãoda informação na Web. O metadado é estruturado com elementos de descrição doconteúdo dos dados. Cada bloco de informações deve conter, por exemplo, autor,título, data de publicação etc. e para cada campo pode conter as seguintesinformações: nome do campo, descrição do campo, tipo de dados, formato, etc. equalquer informação que seja relevante para a recuperação da informação. No 13
  14. 14. contexto da Web, três aspectos devem ser considerados no desenvolvimento demetadados: descrição de recursos, produção e uso de metadados.O primeiro aspecto refere-se a quais informações estarão sendo consideradas nosmetadados. Um metadado tem que ser suficientemente flexível para capturarinformações de diversas fontes distintas. O segundo aspecto refere-se à construçãode metadados.Os metadados nada mais são do que sumários sobre uma determinada informação.Utilizar trabalho humano para gerar estes metadados seria caro e cansativo. Atendência é automatizar este processo o máximo possível. Já o terceiro e últimoaspecto trata de como os metadados serão acessados e utilizados. Eles têm queestar disponibilizados de maneira que possam ser processados preservando seuconteúdo semântico.Quanto à sua utilização, podem servir de forma especialmente relevante nalocalização de recursos na Web, contendo informação descritiva dos recursos eonde estes podem ser encontrados.No entanto, devido ao aspecto dinâmico dos recursos na Web, a disponibilização demetadados causa alguns desafios, já que freqüentemente novas versões derecursos são acrescentadas a Web e documentos são renomeados edisponibilizados em outros endereços. Outras questões também importantes aserem discutidas a respeito dos metadados são (Iannella, R., 2011): • Possibilidade de descrever um recurso a partir de mais de um conjunto de qualificadores devido ao grande número de padrão de metadados; • Necessidade de existência de um conjunto de padrões específicos para cada tipo de recurso de forma a acomodar todos os tipos diferentes; • Internacionalização dos padrões, já que a maioria dos padrões é baseada em qualificadores em Inglês; • Metadados devem ser gerados na medida em que um recurso é criado e disponibilizado na Web, sendo alterado na medida em que o recurso é modificado. Entretanto alguns tipos de metadados mais específicos podem ser gerados à parte, tais como: críticas sobre um filme ou artigos; • Metadados também são dados e por isso apresentam características de armazenamento e acesso, e dificuldades de interpretação de seu conteúdo. 14
  15. 15. 1.4. OntologiasA necessidade de melhores ferramentas de busca e tratamento de informação paraa Web terminou por disseminar o termo “agente” para praticamente vários outrosramos da informática. Nesta trilha, o novo termo da moda, que vem herdando essapopularidade, face às promessas de melhoria destas atividades, é ontologia. Estãopresentes em sistemas, ferramentas e produtos de manipulação de informação ecomércio eletrônico, representadas como hierarquias de palavras-chave, conceitos,e muitas outras formas. Contudo, ontologias devem possuir um significado eabrangência muito mais profundos do que as simples hierarquias de conceitos epalavras-chaves empregadas por muitos engenhos de busca.Apesar da palavra “ontologia” denotar uma teoria sobre a natureza do ser ouexistência, em Inteligência Artificial ela pode ser interpretada como o conjunto deentidades com suas relações, restrições, axiomas e vocabulário. Uma ontologiadefine um domínio, ou, mais formalmente, especifica uma conceitualização acercadele (Gruber 95). Normalmente, uma ontologia é organizada em hierarquias deconceitos (ou taxonomias). Pelo fato de, idealmente, não refletirem nenhumformalismo específico, e de representarem com freqüência um vocabulário comumentre usuários e sistemas (Clark 99), pode-se considerar as ontologias como amaterialização do nível de conhecimento.Podemos, também, definir o termo ontologia a partir dos requisitos para possibilitarsua aplicação em informática: “Uma ontologia é uma especificação explícita e formal de uma conceitualização compartilhada”. (Studer et al 98)Esclarecendo os requisitos desta definição: • Por especificação explícita, podemos entender as definições de conceitos, instâncias, relações, restrições e axiomas. • Por formal, que é declarativamente definida, portanto, compreensível para agentes e sistemas. • Por conceitualização, que se trata de um modelo abstrato de uma área de conhecimento ou de um universo limitado de discurso. 15
  16. 16. • Por compartilhada, por tratar-se de um conhecimento consensual, seja uma terminologia comum da área modelada, ou acordada entre os desenvolvedores dos agentes que se comunicam.De fato, ontologias pré-construídas sobre domínios restritos têm sido bastantereutilizadas e podem vir a representar um papel fundamental como fornecedoras deconhecimento para a inferência dinâmica realizada por agentes inteligentes.1.5. AgentesAo contrário dos sistemas baseados na arquitetura cliente-servidor, já se encontraem andamento um novo paradigma de computação baseada em rede. Nestemodelo, conteúdo (dados e código), comunicação e computação convergem e arede torna-se o que o computador fora em outra hora. Um dos novos padrões defuncionamento neste modelo é a delegação de tarefas.Por exemplo, um utilizador pode especificar um conjunto de tarefas e de objetivos(pesquisa, filtro e obtenção de informações, compra ou venda de produtos, etc.), quesua aplicação especializada deverá realizar. Este tipo de aplicação designa-se poragente de software, a qual é responsável por suportar delegação de tarefas, gerirrespectiva complexidade, suportar mobilidade dos utilizadores, adaptar-se ao seuutilizador, adaptar-se ao seu meio, aprender de forma adaptativa, etc.O conceito de “agente” é uma metáfora utilizada em inúmeras áreas doconhecimento, desde a Psicologia, Sociologia, Biologia até as áreas das Ciências daComputação (Silva, 2007).Foi a comunidade de Inteligência Artificial que adotou pela primeira vez esteconceito. Esta primazia é geralmente associada a Carl Hewitt pela sua proposta dosistema Actor (Hewitt, 2007). No seu modelo, Hewitt propõe o conceito de objetoauto-contido, interativo e com execução concorrente. Cada objeto encapsula o seuestado interno e pode responder a mensagens de outros objetos similares. “Um agente é uma componente de software e/ou de hardware capaz de atuar de forma a resolver tarefas em nome do seu utilizador.”(Nwana, 2007).1.6. Construindo uma Web Semântica: Arquitetura e Camadas 16
  17. 17. A visão da Web Semântica é estender os princípios da Web dos documentos paraos dados com o objetivo de criar um meio universal que permita a troca de dados eforneça sentido para que possa ser interpretada por máquinas. São os chamadosMetadados. Metadados são recursos de informação. Significa dados sobre dados.Podem descrever identificar e localizar o conteúdo de documentos web. Ou seja, osmetadados são dados que descrevem informações altamente estruturadas quedescrevem conteúdo, qualidade, estado e outras características dos dados.Para acessar essas informações, elas devem estar programadas utilizando alinguagem RDF, quer irá extrair informações do banco de dados e criar um formatomais compreensível para as máquinas. Com esta informação nós podemos fazerdeduções lógicas, combinar informações e gerar novas informações a partir de umcomplexo de consultas existentes para motores de busca.Os principais componentes da Web Semântica são XML, XML Schema, RDF, RDFSchema e OWL. A descrição OWL de Inglês "Web Ontology Language" descreve ospapéis e as relações de cada componente. Resumindo: • XML: fornece uma sintaxe básica para a estrutura de conteúdo dentro de documentos. • XML Schema: Uma linguagem de fornecimento e de restringir a estrutura e o conteúdo dos elementos contidos nos documentos XML. • RDF: É uma linguagem simples para expressar modelos de dados, que se referem a objetos "recursos" e suas relações. Um modelo baseado em RDF pode ser representado na sintaxe XML. • RDF Schema: é um vocabulário para descrever propriedades e classes de recursos baseados em RDF, com semântica para hierarquias de generalização de propriedades e classes. • OWL: um mecanismo para desenvolver temas e vocabulários específicos em que podemos associar esses recursos.O Consórcio da Web ou W3C (World-Wide Web Consortium) tem se inclinado apadronizar novas linguagens para definição de páginas e seus respectivos padrões,baseadas em conhecimento estruturado em ontologias. Em 2000, o W3C apresentouuma proposta (Koivunen & Miller 2001) definindo várias novas camadas para a Web,e sugerindo linguagens e padrões para as camadas, delineadas na figura abaixo: 17
  18. 18. Figura 1. As camadas da Web semântica (Koivunen & Miller 2001).Analisaremos cada uma destas camadas separadamente a fim de criar umaarquitetura completa para representação da Web Semântica.1ª Camada (Base) – Unicode e URI UNICODE URI Figura 2.(do autor)A primeira camada garante o uso padronizado do mesmo conjunto de caracteres(Unicode) e uma forma unívoca para a identificação e localização de páginas (URI –Uniform Resource Indicator, indicador uniforme de recursos).Unicode é um padrão que permite aos computadores representar e manipular, deforma consistente, texto de qualquer sistema de escrita existente.Atualmente, é promovido e desenvolvido pela Unicode Consortium, uma organizaçãosem fins lucrativos que coordena o padrão, e que possui o objetivo de um diasubstituir esquemas de codificação de caractere existentes pelo Unicode e pelosesquemas padronizados de transformação Unicode (chamado UnicodeTransformation Format, ou UTF). Seu sucesso em unificar conjuntos de caractereslevou a um uso amplo e predominante na internacionalização e localização deprogramas de computador. O padrão foi implementado em várias tecnologiasrecentes, incluindo XML, Java e sistemas operacionais modernos. 18
  19. 19. Segundo a W3C3, um Identificador Uniforme de Recursos (URI) (UniformResource Identifier) é uma cadeia de caracteres compacta usada para identificarou denominar um recurso na Internet. O principal propósito desta identificação épermitir a interação com representações do recurso através de uma rede,tipicamente a internet, usando protocolos específicos. URIs são identificadas emgrupos definindo uma sintaxe específica e protocolos associados.Um URI pode ser classificado como um localizador (URL) ou um nome (URN), ouainda como ambos. Um URN (Uniform Resource Name) é como se fosse o nomede uma pessoa, enquanto que um URL (Uniform Resource Locator) é seuendereço. O URN define a identidade de um item, enquanto que o URL nos dá ummeio para encontrá-lo.2ª Camada – XML e XML Schema XML + XML Schema UNICODE URI Figura 3.(do autor)Vejamos um trecho de código de uma página que discorre sobre um livro, codificadona atual linguagem de anotação de páginas HTML 4: <html> <body> <h2>Being a Dog Is a Full-Time Job</h2> <p> by Charles M. Schulz</p> <p>ISBN: 0836217462</p> </body> </html>Como se pode perceber, HTML possui severas limitações: não existem recursos nalinguagem para anotação semântica – os comandos <h2> e <p> são apenas deeditoração, para aumentar o tamanho da fonte e pular linha. Estes recursos trariamsignificado aos dados da página. Para descrever algum tipo de semântica daspáginas, a linguagem HTML provê apenas tags opcionais como título, descrição,sumário e palavras-chave. Devido a essa deficiência, HTML foi abstraída para XML(eXtensible Markup Language), que, na verdade é uma meta-linguagem de3 http://www.w3.org/4 adaptado de (van der Vilt 2000). 19
  20. 20. editoração, pois permite a representação de outras linguagens de formapadronizada. Vejamos alguns recursos de XML, através do mesmo exemplo: <library> <book> <title>Being a Dog Is a Full-Time Job</title> <author>Charles M. Schulz</author> <isbn>0836217462</isbn> </book> </library>No exemplo, os dados estão descritos por elementos, o que facilita seu tratamento,se o software que trata a página conhece este formato. Este formato é especificadopor definições de tipos de documentos (DTDs), ou por esquemas XML (XMLSchemas ou XMLS). Um DTD define o aninhamento léxico de um documento, asclasses e os atributos destas, valores default para estes (opcional) e a ordem deaparecimento dos dados das instâncias das classes definidas pelo DTD. Abaixo,temos o DTD da biblioteca (library) que definiu o livro mencionado como parte dabiblioteca: <!DOCTYPE library [ <!ATTLIST book id ID #IMPLIED> <!ATTLIST author id ID #IMPLIED> <!ATTLIST ISBN id ID #IMPLIED>]>DTDs definem a estrutura e sintaxe de um documento, ajudando a validar se eleestá em conformidade com uma estrutura. Esquemas XML têm a mesma função,mas são um pouco mais ricos. A idéia é que esta camada descreva a estrutura dodocumento, deixando para as que estão acima dela à definição de seu conteúdo.3ª Camada – RDF e RDF Schema RDF + RDF Schema XML + XML Schema UNICODE URI Figura 4.(do autor)RDF (Resource Description Framework, ou modelo de descrição de recursos)adiciona mais semântica a um documento, com a vantagem de não precisar referir-se à sua estrutura (Fensel 2001). RDF descreve “recursos” da Web, que devem ter 20
  21. 21. um identificador na Web, seja ele parte específica de um documento ou dados comolugares, pessoas, etc. (Koivunen & Miller 2001)Para expressar algo sobre os recursos, o modelo de dados de RDF equivale emtermos formais às redes semânticas. Os recursos são descritos como trios deobjetos-atributos-valores, semelhantes ao sujeito-verbo-objeto das redessemânticas. Os objetos são recursos e os valores são recursos ou strings. Triosdescritos em RDF podem ser representados como grafos diretos rotulados (Klein2001). Segue um exemplo de grafo ligando duas páginas da Web: namoraCom www.qqr.com/~ze www.qqr.com/~maria nome sobrenome nome sobrenome José Virgulino Maria Bonita Figura 5. Grafo direto rotulado de um trio RDF (baseado em Klein 2001).O grafo acima indica a anotação de que o dono da primeira página “namora com” adona da segunda. Ele tem o seguinte código RDF: <rdf:Description about=http://www.qqr.com/~ze> <nome>Jose</nome> <sobrenome>Virgulino</sobrenome> <namoraCom> <rdf:Description about=http://www.qqr.com/~maria> <nome>Maria</nome> <sobrenome>Bonita</sobrenome> </rdf:Description> </namoraCom> </rdf:Description>A vantagem de RDF como linguagem de descrição de recursos sobre DTDs eesquemas XML reside na liberdade de ignorar as imposições da estrutura dodocumento, referindo-se apenas a dados sobre o conteúdo. Para uma padronizaçãode uso de RDF, foram criados os esquemas RDF (RDF Schemes ou RDFS), quefornecem tipos básicos para a criação de esquemas voltados à aplicaçõesespecíficas. As primitivas a serem usadas para modelar novos esquemas RDFincluem classe, subclasse (herança), propriedade, sub-propriedade (para construirhierarquias de propriedades), instância e restrição. A classe Pessoa e o atributonome do exemplo acima são assim definidos: 21
  22. 22. <rdf:Description ID=”Pessoa”> <rdf:type resource=”http://www.w3c.org/TR/1999/PR-rdf-schema- 19990303#Class”> <rdfs:subClassOf rdf.resource=”http://www.w3c.org/TR/1999/PR- rdf-schema-19990303#Resource”> </rdf:Description> <rdf:Description ID=”nome”> <rdf:type resource=”http://www.w3c.org/TR/1999/PR-rdf-schema- 19990303#Property”> <rdfs:domain rdf:resource=”#Pessoa”> <rdfs:range rdf.resource=”http://www.w3c.org/TR/xmlschema- 2#string”> </rdf:Description>O código diz que Pessoa é do tipo classe e herda as características de um recurso.Observe que, pelo código, tanto classe como recurso estão definidos por URIs queapontam para o sítio da W3C. Já o atributo nome é uma propriedade cujo domíniosão elementos da classe Pessoa e cuja imagem é uma string. Também propriedadee string estão definidos URIs que apontam para no sítio da W3C. Como se vê,especificar código RDF pode ser um pouco complicado à primeira vista. Existemferramentas para edição e parsing sobre RDF, que têm a finalidade de auxiliar ousuário.Para esta camada, existem outras linguagens candidatas, como a precursora SHOE(Simple HTML Extensions, ou simples extensões de HTML) (Luke 96) e a XOL(Ontology eXchange Language, ou linguagem de trocas de ontologias) (Karp 99),baseada no OKBC. Porém RDF/RDFS tornaram-se padrões de fato, apesar daexpressividade de representação deste par ainda deixar a desejar quanto àmodelagem de ontologias.4ª Camada – Ontologias OWL (Ontology Vocabulary) RDF + RDF Schema XML + XML Schema UNICODE URI Figura 6.(do autor) 22
  23. 23. Com base em uma revisão da linguagem DAML+OIL (W3C Notes, 2001),acrescentadas de características aprendidas no desenvolvimento e nas aplicaçõesdesta, criou-se a OWL. Esta linguagem é ideal para representação de informaçõescontidas em documentos que precisam ser processados por aplicações, pois elafacilita à máquina uma maior legibilidade ao conteúdo da Web do que aquelassuportadas pelo XML, RDF e RDF Schema, pelo fato de fornecer um vocabulárioadicional juntamente com uma semântica formal. Além disso, com ela é mais fácilexpressar a semântica. A OWL possui três sub-linguagens, que foram projetadasconforme o grupo de implementadores e usuários: OWL Lite, OWL DL e OWL Full(W3C Recomendations, 2007). • OWL Lite - sua finalidade principal é dar suporte para que classificações hierárquicas com restrições simples sejam criadas. Por exemplo, restrições de cardinalidade são permitidas para apenas valores iguais a zero ou um. • OWL DL - sua finalidade é prover um maior grau de expressividade onde todas as conclusões são computáveis (completude) e todas as computações terminam em tempo finito. OWL DL corresponde a description logic. • OWL Full - sua finalidade é prover o máximo de expressividade e liberdade sintática. Com OWL Full, os usuários podem aumentar o vocabulário pré- definido de RDF ou OWL, porém sem nenhuma garantia computacional. Assim, máquinas de inferência poderão não derivar conclusões ou poderão não ser computáveis em tempo finito.Uma ontologia OWL inicia com uma declaração, em RDF, contendo os namespacesque serão utilizados na ontologia. Basicamente, a ontologia começa da seguinteforma (W3C Recomendations, 2007): <owl:Ontology rdf:about=” ”> <rdfs:comment>An exmple OWL ontology</rdfs:comment> <owl:priorVersion rdf:resource=”http://www.w3.org/2001/sw/WebOnt/guide-src/wine-112102.owl”/> <owl:imports rdf:resource=http://ww.w3.org/2001/sw/WebOnt/guide-src/food.owl/> …As três primeiras declarações indicam o namespace associado à ontologia que estásendo desenvolvida, a qual refere-se a vinhos e comidas. Na quinta linha, é indicadoo namespace específico da OWL e nas linhas subseqüentes têm-se as referênciasaos vocabulários do RDF, RDF Schema e XML Schema, respectivamente.Uma vez que os namespaces estão definidos, inclui-se, através da tag<owl:Ontology>, informações como comentários, controle de versões e inclusão de 23
  24. 24. outras ontologias, caso esteja havendo extensão de uma já existente. No códigoabaixo, apresenta-se uma referencia a estas informações (W3C Recomendations,2007): <owl:Ontology rdf:about=””> <rdfs:comment>An exemple OWL ontology</rdfs:comment> <owl:prioVersion rdf:resource=http://www.w3.org/2001/sw/WebOnt/guide-src/wine-112102.owl/> <owl:imports rdf:resource=http://www.w3.org/2001/sw/WebOnt/guide-src/food.owl/> …Têm-se no código a representação de um cabeçalho OWL contendo informaçõesdiversas representadas por: • rdfs:comment – apresenta algum comentário referente à ontologia modelada; • owl:priorVersion – é uma tag padrão utilizada para o controle de versões da ontologia; • owl:imports – indica a importação de uma ontologia já existente definida pelo recurso apresentado em seguida.As classes e subclasses OWL são definidas, respectivamente, através doselementos owl:Class e rdfs:subClassOf. Por exemplo: 1. <owl:Class rdf:ID=”Curso” /> 2. <owl:Class rdf:ID=”Graduação”> 3. <rdf:subClassOf rdf:resource=”#Curso” /> 4. … 5. </owl:Class>Neste código, tem-se a declaração de duas classes: Curso e Graduação. Sendoque, na linha 3, é identificado que Graduação é subclasse de Curso.Através do elemento owl:ObjectProperty define-se as propriedades das classes esubclasses. Utiliza-se, em conjunto com a tag de propriedades, o elementordfs:domain para especificar a qual classe a referida propriedade está sendoatribuída. Segue um simples exemplo: 1. <owl:ObjectProperty rdf:ID=”nome” /> 2. <rdfs:domain rdf:reseource=”#Aluno” /> 3. </owl:ObjectProporty>A propriedade duração está sendo declarada na primeira linha (código acima) eidentificada que pertence à classe Curso na linha 2.A OWL oferece vários elementos como owl:Restriction, owl:cardinality,owl:minCardinality, owl:maxCardinality, owl:inverseOf, entre diversos outros, osquais permitem determinar, respectivamente, as restrições, cardinalidades,cardinalidade mínima, cardinalidade máxima, relação inversa, de modo a obter umaontologia mais completa e melhor modelada. 24
  25. 25. Camadas Superiores – Assinatura Digital (Signature e Encription), Lógica,Prova e Validação Validação Prova Lógica Assinatura Digital OWL (Ontology Vocabulary) RDF + RDF Schema XML + XML Schema UNICODE URI Figura 7. (do autor)Assinatura Digital (Signature + Encription)Signature: Conjunto de tecnologias desenvolvidas com o intuito de substituir, emambiente computacional, a função exercida pela assinatura formal de uma pessoaem um suporte físico como papel. Segundo Pfützenreuter (2004), a assinatura digitalgarante a integridade dos dados e a comprovação da procedência dos recursos;Encryption: Consiste de um processo em que as informações são cifradas de modoque não possam ser interpretadas por qualquer pessoa ou sistema computacional,garantindo assim a confidencialidade das informações. Segundo Nakamura e Geus(2003, p.287), “[...] encryption é o processo de disfarçar a mensagem original, [...], detal modo que sua substância é escondida em uma mensagem com texto cifrado”.Lógica, Prova e ValidaçãoAs camadas mais altas da proposta de Web semântica ainda não tomaram corpo. Acamada lógica permite a especificação de regras que atuam sobre instâncias erecursos, enquanto a camada de prova as executa, e a de validação avalia se aprova está correta ou não (Koivunen & Miller 2001). Para que estas camadas entremem operação, as camadas inferiores devem estar bem sedimentadas, o que aindaestá acontecendo. Além do mais, sob o ponto de vista ontológico, não é interessanteantecipar o uso de ontologias com regras, pois isto pode restringir a suaaplicabilidade. 25
  26. 26. CÁPITULO 2. O Comércio Eletrônico no Brasil “Se você pensa que está no controle, você está se enganando. Tão logo começar a ouvir o que as pessoas têm a dizer, você perceberá que não está no controle. E abrir mão do controle lhe trará mais rendimentos e resultados.” Charlene Li2.1. Estatísticas 5 • No ano de 2010 foram faturados R$ 14,8 bilhões em vendas de bens de consumo no e-commerce brasileiro, o que significou um acréscimo de 40% ante os R$ 10,6 bilhões registrados em 2009. • Em 2010, foram registrados mais de 23 milhões de e-consumidores que fizeram, ao menos, uma compra online até hoje, com 40 milhões de pedidos em todo território nacional. • As datas sazonais (Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal) representaram aproximadamente 30% do bolo total do ano (R$ 4,5 bilhões). • As categorias mais vendidas em 2010 foram Eletrodomésticos (14%), Livros, Assinaturas de Revistas e Jornais (12%), Saúde, beleza e medicamentos (12%), Informática (11%), e Eletrônicos (7%). • O valor médio das compras em 2010 foi de R$ 373. Em 2009, o número fechou em R$ 335, um crescimento, portanto de 11%. • O tíquete médio das compras femininas aumentou de R$ 240 em 2005 para R$ 314 em 2010. No entanto, continua significativamente menor ao tíquete médio dos gastos efetuados pelos homens que foi de R$ 425. • No primeiro semestre de 2011, a estimativa é de um faturamento em torno de R$ 8,8 bilhões. Esse valor é maior do que todo o faturamento do ano de 2008 (R$ 8,2 bilhões). • Somente nos primeiros 6 meses de 2011, 4 milhões de pessoas farão sua primeira compra virtual, somando assim 27 milhões de e-consumidores que fizeram, ao menos, uma compra online até hoje.5 Fonte: www.webshoppers.com.br/webshoppers/WebShoppers23.pdf 26
  27. 27. 2.2. Balanço de 2010 e expectativas para 2011Mais um ano que se encerra registrando resultados expressivos para o comércioeletrônico brasileiro. Superando a curva de desenvolvimento anual de 25% nosúltimos 4 anos, no ano de 2010 foram faturados R$ 14,8 bilhões em vendas de bensde consumo no setor virtual, o que significou um acréscimo nominal de 40% ante osR$ 10,6 bilhões registrados em 2009.A entrada de novos players, a consolidação de grandes grupos de varejo e oaumento da renda do consumidor, influenciou na confiança dos e-consumidores nosetor, ajudando a alavancar as cifras. Evolução do faturamento (em bilhões) 16 14 12 10 8 6 4 2 0 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: e-bit Informação (www.ebitempresa.com.br)Os números do e-commerce brasileiro não param de crescer. Em 2010, chegamos a23 milhões de e-consumidores que fizeram, ao menos, uma compra online até hoje.Esses consumidores, aliás, são responsáveis por outro índice importante no setor:Foram mais de 40 milhões de pedidos no ano. Em 2009, foram 30 milhões deencomendas realizadas via web.O bom rendimento do comércio eletrônico não deve parar em 2011, e seguirá numritmo acelerado. A expectativa é que, com a maior consolidação do setor, aliada àsnovas ferramentas que auxiliam os consumidores na hora de realizar uma compra,como as redes sociais, o faturamento do e-commerce brasileiro apresente expansão,ainda que menor ao ano passado. 27
  28. 28. A previsão é que o setor fature R$ 20 bilhões nesse ano, um crescimento nominal de30% em relação ao ano de 2010 (R$ 14,8 bilhões).Se analisarmos somente os seis primeiros meses do ano, a estimativa é de umfaturamento em torno de R$ 8,8 bilhões. Esse valor, além de representar cerca de45% do total de vendas na web em 2011, é maior do que todo o faturamento do anode 2008 (R$ 8,2 bilhões). Projeção de faturamento para o 1º semestre de 2011(em bilhões) 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: e-bit Informação (www.ebitempresa.com.br)Desde o início da bolha do comércio eletrônico, no final da década de 90, o setorvem sofrendo transformações em suas características. Algumas categoriasperderam espaço ao longo do tempo e deram lugar a novos segmentos de produtos.Atualmente o comportamento de compras mudou bastante em relação aos“primórdios da internet”, pois com o nível de confiança e maturidade alcançadaaliado às lojas tradicionais do varejo vendendo na web, vemos e-consumidorescomprando produtos que antes eram considerados mais “difíceis” de seremadquiridos, como roupas e assessórios.A falta de padronização e diversidade de players especializados no setor ainda sãouma carência para potencializar as vendas nesta categoria.A cada ano que passa, o comércio eletrônico coleciona mais adeptos. Impulsionadospela imensa quantidade de informação disponível na web, e com a realidade de tirarproveito de redes sociais e opiniões de outros consumidores para a decisão decompra. 28
  29. 29. CÁPITULO 3. Aplicação da Web Semântica no Comércio Eletrônico “Precisamos de linguagens para expressar as relações entre os diferentes tipos de dados: uma “web semântica” que permita que todos os dados sejam vistos como uma única grande base de dados. A web semântica será revolucionária para o e-commerce.” Tim Berners-Lee3.1. As etiquetas RFIDs e a nova cadeia de suprimentos no varejoImagine que você é dono de um supermercado. Suponha que neste supermercadotenha vários caixas e que quatro deles são destinados a clientes que compram até10 itens, no intuito de estimular pessoas a entrarem para fazer pequenas compras.Você contrata uma consultoria para avaliar seu negócio e eles dizem que estápenalizando seus melhores clientes, que clientes com mais de dois carrinhos devemser mais valorizados dos que compram pouco, pois são mais lucrativos. Aconselhamvocê a diminuir o número de caixas para poucos itens e a reservar um caixa paraclientes com dois carrinhos ou mais.O que você faz? Sua consultoria está pensando em tornar um sistema antigoligeiramente melhor, mais centrado no cliente, quando novas tecnologias poderiameliminar os caixas, gerando economia para você e oferecendo ao cliente exatamenteo que ele deseja: sair da loja sem precisar passar pelo caixa.Em Tönisvrorst, norte da Alemanha, o Grupo Metro testou sua nova cadeia desuprimentos em uma megaloja de subúrbio que atende, basicamente, aposentados 6.Ao entrar na loja, um funcionário instala um aplicativo de compras em seu celular. Sevocê não tiver celular pode pegar um emprestado. Utilizando a câmera do celularpara scannear o código de barras dos produtos, você terá informações detalhadas,preços e ofertas personalizadas. Ao adicionar o produto ao carrinho, é só informar aquantidade e o celular faz um inventário dos produtos e mostra o total da compra.Também é possível adicionar produtos a uma lista outra lista de compras, para ter jáo produto cadastrado e poder comprar de onde estiver.6 Saiba mais em http://www.future-store.org ou http://info.abril.com.br/corporate/aplicacoes-de-gestao/grupo-alemao-une-bi-ao-rfid.shtml 29
  30. 30. Na hora de pagar a conta, posso passar o cartão de crédito/débito diretamente namáquina da loja, acessar minha conta bancária e pagar diretamente pelo celular ouaté mesmo pagar com minha impressão digital.Porém, o Grupo Metro está a um passo de melhorar ainda mais este procedimento.Alguns de seus produtos, principalmente perecíveis, possuem etiquetas RFID(Radio-Frequency Identification – identificação por radiofreqüência) querastreiam produtos individualmente. Todas as carnes e peixes têm essa etiquetajunto com o código de barra e o preço, e são expostos em “refrigeradoresinteligentes”. Ao pegar a embalagem, o refrigerador sabe que o item de estoque foiretirado, faz o pedido de reposição e informa ao balconista quais produtos estão comvalidades vencidas e que devem ser removidos. Quando as etiquetas RFID setornarem baratas o suficiente, a maioria dos produtos será equipada com elas e oscarrinhos terão um scanner RFID que transmitirá a informação diretamente ao seucelular, que monitorará automaticamente os produtos que entram e saem de seucarrinho.Também na Alemanha, na Galeria Kaufhof 7 em Essen, a maioria de seus produtospossuem etiquetas RFID e existem leitores por todo canto. Nos provadores, vocêpode ter uma amostra virtual sua trajando tudo que quiser, é necessário apenassegurar a roupa na frente da tela. A tela ainda exibe cores, tamanhos e quantidadesdisponíveis em estoque. Nesta loja os depósitos são conectados e a informaçãoretorna integralmente ao fabricante.A DHL em parceria com a IBM já montaram uma “cadeia fria” 8 para despacharmedicamentos que fornece leituras de temperatura em tempo real feitas poretiquetas RFDIs e que podem interromper a remessa no próximo ponto de controlese a temperatura do medicamento estiver fora da faixa.A compra de varejo é só a ponta do iceberg, quando um consumidor pega umproduto da prateleira, ele está na verdade puxando toda a cadeia de suprimentos,desde os distribuidores e fabricantes até as empresas que fornecem todas as peçase serviços até a chegada do produto nesta mesma prateleira.As etiquetas RFID podem ser de todos os tamanhos, do porte de um grão de arrozque pode ser injetado sobre a pele, a um adesivo plano do tamanho de um pente debolso ou um cartão de visita e podem ser coladas sobre qualquer superfície. Você7 http://www.galeria-kaufhof.de8 http://bit.ly/jSThpr 30
  31. 31. poderá colocar RFIDs em suas jóias, óculos e animais de estimação, configurar seucelular para bipar se sair do clube de tênis sem sua raquete e qualquer dispositivocom recurso GPS poderá informar onde as coisas estão ou estiveram 9.Como varejista, chegará uma época (talvez não muito distante) em que, ou vocêetiqueta seus produtos ou estará fora do jogo. Se você fabrica tênis de corrida,descobrirá que seu concorrente acabou de começar a colocar etiquetas RFIDs eseus calçados não param nas prateleiras porque os corredores querem inscrever-senas corridas utilizando o número exclusivo associado a seu tênis e monitorar todosos resultados em um único local. Se vende vinho, seus clientes vão exigi-las parapoder monitorar seus estoques em suas adegas.Quando tudo estiver devidamente estruturado, os clientes puxarão os produtosatravés da cadeia de suprimentos, em vez do contrário. Trata-se, não apenas datecnologia, mas de mudar a forma como encaramos nossos clientes e seus papéisdentro de nossas empresas.3.2. Os dados vinculados e o “comércio passivo”Atualmente, gastamos tempo demais procurando informações em locais muitoamplos e é praticamente impossível manter-se atualizado sobre o que acontece emvirtude do constante tráfego de dados. Na web semântica, os dados não se movem– eles permaneceram em um lugar onde sempre poderemos pegá-los, usá-los oucombiná-los com outras informações. A essência da web semântica é oferecermetadados disponíveis e atualizados que sempre podem ser encontrados.Um bom exemplo desta migração (ou unificação, ou padronização) de dados é oGood Relations10. O Good Relations descreve mais de um milhão de produtos, devárias fontes, incluindo preços. Pode conter um volume fenomenal de informações,bem como estabelecer conexões lógicas e conclusões, encontrar compatibilidadesou conflitos e incluir outras ontologias que surgirem. O objetivo é ter informaçõesprofundas sobre milhões de produtos, sendo recurso a ser conectado a qualquersistema de comércio eletrônico sem limitações. O Good Relations é um projeto9 Costuma perder seus óculos? Acesse http://www.eyeglassrescue.com/ e encomende um que informa as pessoascomo devolvê-los.10 http://www.heppnetz.de/projects/goodrelations/ 31
  32. 32. acadêmico que está começando agora e pretende avançar em vários sistemas de e-commerce.Já é possível usar toda a web como um recurso, um depósito de dados estruturados,como s fosse um grande banco de dados. Chamamos isso de “dadosvinculados” 11. Na “web aberta”, todas as informações que entram on-line emformato semânticos para que todos os usuários possam compartilhá-las e utilizá-lasde várias maneiras. Os dados permanecem on-line, disponíveis a qualquer pessoaque tenha permissão de acesso. Chamamos isso de cloud computing. O que tornaa cloud computing diferente dos datas centers tradicionais é que uma vez on-line,dados e programas de diferentes origens podem ser combinados e reunidos,conforme necessários, e devolvidos a nuvem (cloud) quando o trabalho estiverconcluído. A computação é realizada pelos aplicativos on-line, não por umdispositivo móvel ou computador 12.Em cloud computing, como existe um nome exclusivo para algumas coisas, eleaponta para o respectivo local atual. Você pode transferir seus dados para qualquerlugar e apenas atualizar o endereço associado ao nome. Não importa onde estãoarmazenados os dados, ou se foram transferidos de lugar, desde que tenham umnome exclusivo que nunca mude. Desta forma, dados estruturados saem da webnos padrões atuais para web aberta, formando a base para web semântica.Agora vamos supor que todas as descrições genéricas de um produto estejam naweb aberta. Para descrever um produto específico, como um carro, você abriria adescrição genérica e acrescentaria informações como cor, número da placa, data defabricação, opcionais, quilometragem, condições internas e externas e assim pordiante. Felizmente você não precisará fazer isso, seu carro e tudo que você possuivirão com uma certidão de nascimento digital.Cada fabricante usará os metadados semânticos para gerenciar toda linha deprodução do início ao fim, essas certidões aparecerão on-line como conseqüênciado lançamento do produto e os dados permanecerão on-line para sempre, comoparte dos dados vinculados do veículo.Cada certidão de nascimento incluirá informações específicas do veículo (série, cor,opcionais, etc.) e links para todas as certidões digitais de cada peça fabricada porum fornecedor externo. Haverá campos para descrição de serviços, quando um11 Tim Berners-Lee e parceiros criaram um site que possui coletâneas de dados vinculados: http://linkeddata.org/12 Veja um bom exemplo de cloud computing em http://www.salesforce.com/br/ 32
  33. 33. serviço é executado, a oficina atualiza a certidão automaticamente que irá refletir ascondições reais do veículo, incluindo cada abastecimento e quilômetro rodado.A certidão de nascimento permanecerá atualizada por toda a vida do produto. Acertidão de uma câmera dirá quantas fotos foram tiradas. Se você acabou de tomaruma garrafa de vinho, pode inserir todas as informações sobre sabor, com quemdegustou a bebida, aonde, etc. depois os metadados irão para o cemitério degarrafas em sua adega on-line para que haja um histórico completo da cada garrafaconsumida.Se estiver em seu escritório, poderá estar cercado de paredes nas quais sãoprojetadas cenas do pôr do sol, uma praia agradável, ou um feed de um jogo ao vivode seu time favorito em uma parede e sua rua favorita de Paris na outra. Seuescritório será um ambiente repleto de feeds de dados ao vivo, mapas, gráficos,informações estratégicas, atualizações táticas, ambientes de trabalho colaborativos,materiais de referência e qualquer outra coisa disponível em seu armário de dadoson-line.No futuro semântico, a informação viverá on-line a espera de ser acessada por suateia de dispositivos. Sua música ou canal de notícias preferido entrará no ar assimque você entrar no carro que acabou de alugar, pois, ao abrir a porta do veículo,você acessou seu armário de dados pessoais, e esse automóvel (incluindo osajustes de assento e espelho) estará ligado a sua ontologia pessoal.Em vez de ter informações em arquivos eletrônicos ou computadores desktops, vocêterá tudo on-line em seu armário de dados pessoais. Quando você acessa um dosserviços do Google, Yahoo ou Wordpress desde que você continue utilizando omesmo browser estará, automaticamente, conectado aos demais serviços que elesoferecem. Essa é a idéia por trás do OpenID13. O OpenID resolve o problema demuitos logins e senhas, possibilitando manter uma senha para abrir todos os silos naweb. Seu armário de dados pessoais provavelmente será a base principal de seuOpenID. É só acessar que estará conectado em qualquer lugar, desta forma vocênão precisará mais preencher inúmeros formulários cada vez que entrar em um site,os sites receberão suas credenciais de identificação mediante sua permissão eautenticação. Dessa forma, você armazenará suas informações particulares de13 Mais de 50 mil sites já concordaram em oferecer o serviço de OpenID, veja mais em http://openid.net/ 33
  34. 34. forma segura e poderá fornecer apenas as informações necessárias caso queirarealizar transações.Seu armário de dados pessoais incluirá uma seção sobre seu inventário pessoal.Tudo de valor que você possui terá um link de prioridade que levará a respectivacertidão de nascimento em algum lugar da web semântica. Se algum de seus benspessoais não possuir certidão de nascimento digital on-line, você terá que criá-lapartindo da descrição genérica encontrada no site da empresa e acrescentandodetalhes específicos do produto, como: data e hora da compra, comprado de quem,condições quando comprado, histórico das condições (troca de pulseira, fecho,consertos, etc.), características especiais, fotos, etc. Se algum dia você vender essebem, os metadados serão transferidos ao novo proprietário que não precisará sepreocupar mais em alimentar essa descrição.Isso se aplicará a tudo que possui. Qualquer coisa de valor vai para a seção “bens”do seu armário de dados pessoais on-line. O valor atual de todos seus bens éincluído em seu balanço pessoal e atualizado constantemente. Se sua casa fordestruída por um incêndio, todos seus documentos originais, fotos, contratos,registros e uma lista de todos seus bens continuarão intactos on-line, seu valor dereposição é calculado automaticamente para entrar com um processo deindenização de seguro.Agora, imagine que seu um armário de dados já possui a descrição padrão de todosseus bens, de forma que os mecanismos de busca poderão ver e entender.Suponha que um de seus bens seja um carro antigo, que você reformou e equipoude acordo com suas preferências pessoais. Uma ferramenta de preços pesquisa asvendas recentes e diz que o valor de mercado de seu carro é de, digamos, $50 mil.Contudo, você não deseja vendê-lo, então preenche o campo “valor de venda” nacertidão de nascimento digital do veículo com o valor de $200 ou $500 mil, pois, sealguém estiver disposto a pagar esse valor você fechará negócio. A esse valor,provavelmente você não receberá nenhuma proposta, porém colecionadorespoderão acrescentar o veículo em suas listas de desejos se quiserem. Você tambémpoderá incluir um “valor de aluguel” se tiver essa intenção.Um dia, por algum motivo, você decide vender esse veículo, então você baixa o“preço de venda” para $100 mil. Seu carro começará a aparecer no radar de outroscolecionadores e você passará a receber algumas perguntas em sua caixa deentrada. Baixe ainda mais o preço e passe a receber propostas mais rapidamente. 34
  35. 35. Quando seu carro for vendido, os metadados irão para o novo proprietário, seunome permanecerá no histórico de propriedade e você deixará de receber ofertasimediatamente.O armário de dados será seu centro de comandos e controle, de onde você receberáe oferecerá ofertas do mondo todo em um único “painel de controle”, sem precisarnavegar em site algum. A web aberta será o mercado, os armários de dadosrepresentarão a oferta e a demanda, os mecanismos de busca farão o trabalho e aslistagens serão gratuitas.Seu armário de dados pessoais guardará sua ontologia pessoal. Ela o ajudará aencontrar programas e filmes, conhecer vinhos, achar promoções e ofertas, planejarviagens, eventos, restaurantes, etc. Vincule sua ontologia pessoal às suasatividades diárias e transformará seu armário de dados em um assistente virtual“inteligente”, que aprenderá ao longo de seu cotidiano. Pense em todos os rastrosinformativos e transacionais semânticos que você deixa para trás a cada dia, suaontologia reunirá todos os dados sobre sua vida e aprenderá se adicionar detalhes,como foi bom o show, ou a comida do restaurante. Conforme você responde e-mails,exclui spams, vê fotos, adiciona produtos em sua lista de desejos, ouve músicas,sua ontologia estará sempre atenta, funcionando como seu assistente pessoalpronta para lhe servir.Um convite para um jantar poderá indicar seu perfil de saúde, alertando que você éalérgico a mariscos, e os funcionários saberão onde você está sentado (se vocêautorizar). Uma reserva de hotel poderá conter informações como preferências detemperatura, minibar, mídia, etc.Seu body scan (escaneamento corporal) também fará parte de seu armário de dadospessoal, então não haverá mais necessidade de ir a lojas, basta enviar sua ontologiapessoal para experimentar roupas, criar móveis adaptados a seu peso e altura ouencomendar um aparelho ortopédico.Procurando emprego? Quando os currículos estiverem em formato único 14 e osvocabulários semânticos estiverem em operação, você adicionará seu currículo umaúnica vez ao armário de dados on-line. Para procurar emprego, basta indicar quevocê está mais interessado em encontrar emprego hoje do que ontem, sua ontologiapessoal fará a filtragem dos convites para entrevista de acordo com suas14 O primeiro currículo universal é o microformato hResume, atualmente adotado pelo LinkedIn, saiba mais emhttp://microformats.org/wiki/hresume. 35
  36. 36. prioridades. Seu currículo será um documento vivo, semântico e será atualizadoautomaticamente quando você entrar na faculdade, aceitar um emprego ou comoresultado de suas notas ou desempenho no trabalho.3.3. A pesquisa e o marketing na Web SemânticaAs pessoas gastam muito tempo tentando encontrar a forma correta de expressar oque estão procurando 15. Estima-se que, em média, um terço das pesquisas nãoresulta em um único clique. Se uma pessoa faz três pesquisas, utilizando trêspalavras-chaves diferentes até encontrar o que está procurando, é provável que90% das pesquisas não atinjam o desejo inicial do usuário. Isso é ótimo para osmecanismos de busca, pois eles não ganham dinheiro quando você não encontra oque está procurando, mas clica no link logo acima ou ao lado em algo que lheinteressa.Os mecanismos de busca baseados em chave de pesquisas podem ter contido asinformações que você busca em determinado momento, ter palavras-chavessemelhantes, não ter nada de interessante ou ter a resposta exata que estavabuscando. Cabe a você acessar as páginas exibidas e decidir por conta própria.Algumas pessoas perceberam a necessidade de unidades básicas de informaçõessimples e reutilizáveis e deram início a um movimento de base para criá-las eadministrá-las, os microformatos 16. Os microformatos forma “projetados para osseres humanos em primeira instância e para as máquinas em segunda”, o quesignifica que eles podem ser gerados e lidos com facilidade como os primeiros sitesda web. Seu objetivo é expandir a web com pacotes leves de dados semânticos àmedida que sua necessidade é percebida.A grande diferença entre a pesquisa estruturada e a pesquisa semântica é que apesquisa semântica funciona com muito mais freqüência. Em lugar da adivinhaçãodos mecanismos de busca, as pessoas com as informações colocam-nas em umformato padrão e as disponibilizam on-line. As linhas aéreas, por exemplo, vãocomeçar a publicar rotas e horários programados em um formato que todos osmecanismos de buscas possam entender e, ao mesmo tempo, exibir as informações15 Curiosidade: o Google detectou que as pessoas chegam a soletrar “Britney Spears” em mais de 500 formasdiferentes: http://www.google.com/jobs/britney.html.16 Saiba mais em http://microformats.org/ 36
  37. 37. legíveis por seres humanos em seus próprios sites. Um restaurante pode publicarseu menu em seu próprio site em microformato e todos os mecanismos de pedidosde restaurante virão consultá-lo.A unidade básica de uma pesquisa semântica é uma consulta – uma pergunta queum mecanismo de busca pode entender sem ter que adivinhar. Quando nossosarmários de dados fizerem as perguntas por nós e filtrarem as respostas de acordocom nossas ontologias pessoais, a pesquisa do futuro, na verdade, serádesnecessária.O marketing no mundo semântico por sua vez, representará definitivamente amudança de poder, onde os serviços serão finalmente centrados no cliente e emsuas necessidades, desejos e vontades. Teremos que entender à necessidades dosclientes em tempo real, em vez de tentar fazê-los engolir os produtos que temos emmãos.A propaganda continuará fazendo parte da experiência de busca e influenciando nosresultados da pesquisa, mas quando se tornarem mais semânticas, as pessoascomeçarão a aplicar suas ontologias pessoais às suas pesquisas e os consumidorespassarão a buscar propagandas que considerem úteis, que amplie suasexperiências, dando aos publicitários, em troca, acesso a suas vontades, desejos,necessidades e experiências. Através do meu armário de dados pessoal podereiavaliar as propagandas (se eu gostar você ficará sabendo, se não gostar idem). Emdeterminado momento, estarei atrás de alguma coisa, a propaganda poderá ajudar-me a encontrar o que procuro, poderá (se eu autorizar) consultar minha agenda,conhecer meu passado, minhas experiências, o que tive e o que fiz. Ganhar minhaconfiança, fazer a diferença, minha ontologia pode informar o que gosto e comogosto que seja feito.Vejamos mais um exemplo: suponha que você esteja trabalhando até tarde com suaequipe e você interaja com seu armário de dados através de qualquer dispositivodisponível (celular, fone de ouvido, display...) e digite apenas uma palavra: comida.Seu armário de dados responderá: jantar para quatro? Ou seja, seu armário dedados sabe quem está na sala. Ele tem acesso aos armários de dados de seuscolegas de trabalho (lembrando que sempre deverá haver autorizações prévias).Sabe o tipo de comida que vocês gostam, além de aversões, alergias ou outrosrequisitos. Sabe que vocês ainda estão no trabalho, que horas são e que vocêscomeram comida chinesa na noite passada. Ele consegue enxergar todo um mundo 37
  38. 38. de fornecedores locais, com resenhas semânticas e descrições de produtos. Após30 minutos, três tipos de pizzas diferentes que todos na sala apreciam(acompanhada de três refrigerantes normais e um diet) serão entregues na porta deseu trabalho e o entregador já recebeu a gorjeta. Se a pizza agradar, você informaseu armário de dados que ele fez uma boa escolha. Caso contrário, especifique oque não gostou que, da próxima vez, ele escolherá melhor.Onde fica o fornecedor nesse cenário? Onde está a mensagem publicitária? Oslogotipos e slogans? Onde fica a fidelidade a marca? Para ser relevante, você temque estar na arena e esta será, cada vez mais, a arena do desempenho.Em breve todos os dados do consumidor pertencerão ao próprio consumidor. Sejauma ontologia pessoal de gostos e preferências, um body scan, um prontuáriomédico, um registro de compra e venda de ações, um histórico de compras, osclientes irão coletar suas próprias informações e virar a mesa junto com oscomerciantes. A mudança de poder decorrente da web semântica colocará osclientes no comando. Permanecer relevante será uma enorme prioridade para oscomerciantes rumo à economia do desempenho. Para ser encontrável, ou somentese manter no jogo, será necessário tornar semântica todas suas descrições. Maspara ser relevante, você terá que fazer uma grande diferença na vida das pessoas. 38
  39. 39. CONSIDERAÇÕES FINAIS “Faça o que eu digo. Encontre o que eu preciso. Saiba o que eu sei”. Mills DavisDesde maio de 2009, a cidade de Vancouver no Canadá aprovou uma moção quelhe proporcionou a agenda de dados públicos mais aberta e progressiva do quequalquer outra cidade do mundo 17. Dentre as sanções destacam-se os princípios: • Dados abertos e acessíveis. A cidade de Vancouver compartilhará livremente com os cidadãos, empresas e outras jurisdições o maior volume de dados possível, respeitando a privacidade e a segurança. • Padrões abertos. A cidade de Vancouver avançará o mais rapidamente possível na adoção dos principais padrões abertos em vigor para dados, documentos, mapas e outros formatos de mídia. • Softwares de código aberto. Quando substituir um software ou analisar novos aplicativos, a cidade de Vancouver colocará os softwares de código aberto em condições de igualdade com os sistemas comerciais durante os ciclos de aquisições.Vancouver passou a contar com um plano estratégico para melhor integração dedados e para web semântica. A cidade pode não ter usado as palavras “websemântica”, mas está no caminho para economia de desempenho.Dentre as informações levantadas nesse estudo, um princípio básico surge dastendências apresentadas: um movimento de estruturas hierárquicas ou de controlecentral para autonomia maior. Seja através de uma ontologia pessoal ou por equipescorporativas dedicadas a alcançar um objetivo em comum, o fato é que um númerocada vez maior de indivíduos ganhará mais autonomia. E isso ocorrerá graças aosnossos dispositivos e armários de dados, que terão as informações disponíveis epoderão interpretá-las graças à web semântica.Veremos o florescimento das redes mesh 18 e dos mapas de dados para atender àsnovas demandas. Cada empresa, das grandes corporações às empresas individuais,utilizará o mesmo software, com os dados baseados na nuvem (cloud).17 No mês de maio deste ano (2011) aconteceu em Brasília (DF) o IV Congresso Internacional Software Livre eGoverno Eletrônico (Consegi) que contou com a presença de David Eaves, conselheiro da prefeitura deVancouver e ativista da política de Dados Abertos. Saiba mais em http://blog.consegi.gov.br/. Ou veja odocumento direto na fonte: http://vancouver.ca/ctyclerk/cclerk/20090519/documents/motionb2.pdf 39
  40. 40. O próximo passo provavelmente não será uma pequena evolução, nem tampoucouma explosão de atividades semânticas. Vários varejistas já exigem etiquetas RFIDno nível de paletes. O comércio passivo e a personalização em massa ainda devemdemorar alguns anos. Os microformatos já são populares para currículos e hácentenas de milhões de OpenID em uso. Repositórios centrais e dados vinculados jáoferecem suporte a vários setores. Estamos começando a conversar sobredesempenho, resultados e sobre a agilidade em uma nova escala.Em nossas vidas e no mundo tudo está ligado a tudo. Em nossos dados e no mundoon-line estamos prestes a alcançar essa realidade. Usando informações de formainteligente, temos uma chance de usar os recursos de modo mais eficiente e desermos mais generosos com o planeta.“A capacidade de uma organização aprender a traduzir rapidamente esseaprendizado em ação é a vantagem competitiva definitiva.” Jack Welch18 Veja um exemplo atual de utilização de rede mesh em http://bit.ly/jK7nYc. 40
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