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ARTIGO: IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS DO LIXO

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Artigo sobre os impactos socioambientais do lixo produzido no município de Pau dos Ferros (RN).

Artigo sobre os impactos socioambientais do lixo produzido no município de Pau dos Ferros (RN).

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  • 1. I - TÍTULO DO ARTIGO: IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS DO LIXO PRODUZIDO NO MUNICIPIO DE PAU DOS FERROS/RN II - ÁREA TEMÁTICA: RESPONSABILIDADE SOCIAL E CONTABILIDADE SOCIOAMBIENTALRESUMO:O lixo urbano é um grave problema que afeta a qualidade de vida de bilhões de pessoas nomundo, desde a produção até o destino final. Um dos maiores desafios com que se defronta asociedade moderna é o equacionamento da questão do lixo urbano. Além do expressivocrescimento da geração de resíduos sólidos, sobretudo nos países em desenvolvimento,observam-se, ainda, ao longo dos últimos anos, mudanças significativas em suascaracterísticas. O estudo de caso aqui tratado é a cidade de Pau dos Ferros localizada noEstado do Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil. O objetivo geral desta pesquisa é mostraro destino dado ao lixo urbano na cidade de Pau dos Ferros/RN e a influência na vida depessoas de renda nenhuma, que sobrevivem nos lixões. E para enfatizar esta questão, adota-secomo metodologia, uma revisão bibliográfica incluindo nesta, artigos, textos, materiaiscoletados na internet e uma pesquisa de campo. Por fim é um trabalho de caráter quali-quantitativo.Palavras Chave: Lixo, Catadores e Responsabilidade Socioambiental.
  • 2. 1 INTRODUÇÃO O homem e o ambiente estão interligados, tanto é que, uma das preocupaçõescentrais do homem moderno relaciona-se à qualidade de seu meio ambiente. Os problemasinter-relacionados com o manejo dos resíduos sólidos nas sociedades modernas são muitocomplexos em virtude da quantidade e natureza diversa de seus componentes formadores, dodesenvolvimento espalhado das áreas urbanas, das limitações dos recursos econômicosdisponíveis, dos impactos tecnológicos e das limitações que surgem para a utilização daenergia dos materiais brutos (PAES, 1982). Os problemas relacionados com o sistema de limpeza urbana e o destino dado aolixo na cidade de Pau dos Ferros, localizada no Estado do Rio Grande do Norte, Nordeste doBrasil não fogem à regra da maioria dos municípios de pequeno e médio porte brasileiros noque se refere à ausência de prioridade voltada a esse serviço. O manejo dos resíduos sólidos,da cidade de Pau dos Ferros/RN, depende do seu modo de organização espacial comoacondicionamento, coleta, transporte e destino final. “A importância deste sistema é ressaltadaquando se analisa o problema do manejo considerando os impactos sócio-ambientaisproduzidos pelo lixo” (PAES, 1982:243). O lixo é um material indesejado. Todos procuram dele descartar-se. Até pagampara dele se verem livres. O que é pior, o lixo é inevitável. Não se consegue parar de produzi-lo, todos os dias. “Além disso, do processo produtivo resulta sempre a geração de resíduos, deduas formas distintas: em um primeiro momento, como conseqüência do próprio ato deproduzir; posteriormente, após a cessação da vida útil dos produtos” (CALDERONI 2003). No cenário atual, o lixo ganha força como campo de trabalho. Assim, o objeto deinvestigação desta pesquisa é, Mostrar os impactos socioambientais causados pelo lixo nomunicípio de Pau dos Ferros/RN e a influência na vida de pessoas de renda mínima,que sobrevivem nos lixões. Como Objetivos Específicos, destacam-se:• Analisar o perfil da cidade de Pau dos Ferros/RN.• o destino dado a todo o lixo produzido no município de Pau dos Ferros/RN• Enfocar a situação das pessoas que sobrevivem no lixão de Pau dos Ferros/RN;• Estudar soluções para a destinação do lixo de Pau dos Ferros/RN; O interesse pelo tema surgiu a partir das questões relativas ao meio ambiente emque vivemos, considerando seus elementos físicos e biológicos, e os modos de interação dohomem com a natureza, por meio do trabalho, da ciência e da tecnologia, e dando ênfase ao
  • 3. destino do lixo urbano, produzido no município de Pau dos Ferros – RN, através daconscientização dos impactos socioambientais causados por esse material. Esta pesquisa esta fundamentada em textos pesquisados na internet, livros, artigos,revistas e pesquisa de campo. É, portanto, um trabalho de caráter qualiquantitativo.2 LIXO NO PLANETA, UM PROBLEMA SOCIAL A palavra lixo tem origem no Latim e quer dizer cinza. O lixo é gerado pelasatividades humanas e é considerado resíduo sólido. No entendimento de Moreira (2002 s.p. ?),boa parte desses resíduos pode ser reciclada, gerando muitos benefícios. Para garantir aqualidade do meio ambiente e proteger pessoas de possíveis doenças, é necessário destinar olixo para locais próprios e adequados. Segundo definição buscada na internet, "Resíduo ou lixo, é qualquer materialconsiderado inútil, supérfluo, e/ou sem valor, gerado pela atividade humana, e a qual precisaser eliminada. É qualquer material cujo proprietário elimina, deseja eliminar, ou necessitaeliminar". São resultantes da atividade domestica, comercial e industrial. A sua composiçãovaria de população para população. Vai depender da situação sócio-econômica e dascondições e hábitos de vida de cada um. Existem também alguns tipos de resíduos que são denominados tóxicos. Quenecessitam de um destino especial para que não contaminem o ambiente, como aerosóisvazios, Pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, restos de medicamentos, lixo hospitalar etc. Na era da reciclagem é fácil entender que papel não é lixo, lata (metais) não élixo, plástico não é lixo. Esses materiais, por serem recicláveis, têm valor, são essenciais aoprocesso fabril de muitos produtos indispensáveis à sociedade, além de ofereceroportunidades para ‘catadores gerar renda, comercializando-os com a indústria. Para Calderoni (1998, p. 25), “O lixo é um material mal amado (...) Vive-se, em conseqüência, uma imensa crise. Ao mesmo tempo em que cresce o volume de lixo produzido, resultante do aumento desvairado do consumo, são cada vez mais caras, mais raras e mais distantes as alternativas tradicionais de disposição do lixo em aterros”. Esta afirmação serve para ilustrar o que vem ocorrendo nas cidades, o tipo detratamento que se dá ao lixo, “o material mal amado” pela grande maioria da população, é
  • 4. simplesmente depositado em locais abertos, gerando mais um problema ambiental, tendoem vista a poluição dos lençóis freáticos pelo chorume, e ainda, por ser fonte de seleção demateriais recicláveis e de alimentos para inúmeras pessoas que sobrevivem no anonimatodestes lixões, expostos a graves problemas de saúde. O homem é o único ser responsável por este tipo de substância na terra. Apesar detodas as atividades humanas terem como matéria-prima recursos naturais, muitos dosprodutos produzidos por esta transformação não podem ser decompostos pela natureza, poisos processos de transformação que estes recursos naturais sofreram para se tornarem produtosde consumo humano são irreversíveis. (Os materiais “naturais” passam por um processo de“artificialização”, e para se integrarem novamente ao meio natural precisam passar por longosprocessos naturais de decomposição (FIGUEREDO, 1995; MELLO, 1981; PEREIRA NETO,1999) o grande problema da questão do lixo está na sua quantidade, em sua diversidade e notempo que é necessário para que este seja decomposto. Lixão é a disposição final de lixo sem qualquer tratamento. É a forma que maiscausa danos ao homem e ao meio ambiente. Segundo o IBGE (2007), mais de 90% do lixo emtodo o país é jogado ao ar livre. Como os lixões não são controlados nem medidos por ninguém, qualquer pessoaou empresa sem responsabilidade social, pode jogar ali, resíduos perigosos como lixohospitalar, produtos radioativos ou muito tóxicos, que deveriam ter um tratamento especial. O lixão a céu aberto também atrai catadores de lixo (adultos e crianças que secontaminam com doenças variadas) e animais domésticos, que comem aqueles restos.3 COMO É FEITA A COLETA DO LIXO NO BRASIL No Brasil, a coleta do lixo cobre cerca de 70% da população das áreas urbanas,em media. Nos estados do sul, sudoeste e centro-oeste a coleta do lixo atinge um percentualmaior da população, sendo a media de domicílios sem coleta de lixo nessas regiões de 12%.Nas regiões norte e nordeste, essa média é de 42% (NATHIELI 2005, SANDRO 2005). O lixo que é coletado diariamente é de cerca de 230 mil toneladas. De todo esselixo, apenas 4% é reciclado e, do restante, 20% dos municípios jogam em rios e vázeas.Apenas 8% dos municípios brasileiros têm programas de coleta seletiva de lixo. (IBGE,2007). O Brasil produz aproximadamente 230 mil toneladas de lixo por dia. Cadabrasileiro gera, em média, 500 gramas de lixo diariamente, podendo chegar até a mais de 1
  • 5. kg, dependendo do poder aquisitivo e local em que mora. Todo o material descartado e que setransforma no lixo das cidades, em grande parte, deve ser destinado de outra maneira para serrecuperado como matéria-prima, podendo assim ser reutilizado na fabricação de um novoproduto. Esse processo denomina-se Reciclagem. Reciclar é aproveitar o material de que foi feito um objeto, uma embalagem ouqualquer coisa fabricada e que já tenha sido usada. Dessa maneira evita-se que o materialacabe no lixo. “Jogar fora” se torna constante na vida do brasileiro, o que é um grandedesperdício. “Jogar fora” significa jogar aqui mesmo no nosso planeta, quase sempre emlugares errados, sujando as águas, o solo e destruindo os lugares mais interessantes. Por isso, a CSLU (Coleta Seletiva do Lixo Urbano) em conjunto com areciclagem é um grande meio para a solução do problema. Isso ajuda a minimizar aquantidade de lixo que se produz nas cidades. A maior parte das coisas que se joga no lixonão está suja, torna-se suja depois de misturada. E aí é muito difícil de separar com ummelhor aproveitamento. Segundo pesquisa coordenada pelo UNICEF em 1997, em 88% das cidades doPaís, o lixo é despejado em locais abertos. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000, realizada pelo IBGE, revelauma tendência de melhora da situação de destinação final do lixo coletado no país nos últimosanos. Em 2000, o lixo produzido diariamente no Brasil chegava a 125.281 toneladas, sendoque 47,1% era destinado a aterros sanitários , 22,3 % a aterros controlados e apenas 30,5 % alixões. Ou seja, mais de 69 % de todo o lixo coletado no Brasil estaria tendo um destino finaladequado, em aterros sanitários e/ou controlados. Todavia, em número de municípios, oresultado não é tão favorável: 63,6 % utilizavam lixões e 32,2 %, aterros adequados (13,8 %sanitários, 18,4 % aterros controlados), sendo que 5% não informou para onde vão seusresíduos. Em 1989, a PNSB mostrava que o percentual de municípios que vazavam seusresíduos de forma adequada era de apenas 10,7 %. As 13 maiores cidades do Brasil são responsáveis por 31,9% de todo o lixourbano brasileiro. Dos 5.507 municípios brasileiros, 4.026, ou seja 73,1%, têm população até20.000 habitantes. Nestes municípios, 68,5% dos resíduos gerados são vazados em lixões eem alagados. Se tomarmos, entretanto, como referência, a quantidade de lixo por eles gerada,em relação ao total da produção brasileira, a situação é menos grave, pois em conjuntocoletam somente 12,8 % do total brasileiro (20.658 t/dia). Isto é menos do que o gerado pelas13 maiores cidades brasileiras, com população acima de 1 milhão de habitantes. Só estas,coletam 31,9 % (51.635 t/dia) de todo o lixo urbano brasileiro, e têm seus locais de disposição
  • 6. final em melhor situação: apenas 1,8 % (832 t/dia) é destinado a lixões, o restante sendodepositado em aterros controlados ou sanitários. Os vazadouros a céu aberto, conhecidos como “lixões”, ainda são o destino finaldos resíduos sólidos em 50,8% dos municípios brasileiros, mas esse quadro teve umamudança significativa nos últimos 20 anos: em 1989, eles representavam o destino final deresíduos sólidos em 88,2% dos municípios. As regiões Nordeste (89,3%) e Norte (85,5%)registraram as maiores proporções de municípios que destinavam seus resíduos aos lixões,enquanto as regiões Sul (15,8%) e Sudeste (18,7%) apresentaram os menores percentuais.Paralelamente, houve uma expansão no destino dos resíduos para os aterros sanitários,solução mais adequada, que passou de 17,3% dos municípios, em 2000, para 27,7%, em 2008.Em todo o país, aproximadamente 26,8% dos municípios que possuíam serviço de manejo deresíduos sólidos sabiam da presença de catadores nas unidades de disposição final de resíduossólidos. Para o IBGE (1997, p. 30-31), destino do lixo é: “O lixo proveniente dos domicílios particulares permanentes foi classificado de acordo com os seguintes destinos: Coletado – Quando o lixo domiciliar fosse coletado diretamente por serviço ou empresa de limpeza, pública ou privada, que atendia ao logradouro onde se situava o domicílio, ou fosse depositado em caçamba, tanque ou depósito de serviço ou empresa de limpeza, pública ou privada, que posteriormente recolhia; ou Outro – Quando o lixo domiciliar fosse queimado ou enterrado na propriedade, jogado em terreno baldio, logradouro, rio lago ou mar ou tivesse outro destino que não se enquadrasse nos anteriormente descritos”. Assim, o quadro abaixo mostra os dados referentes à pesquisa: destinação dolixo total e os percentuais da área urbana e rural, realizada pelo IBGE nos domicíliosbrasileiros.Distribuição dos domicílios particulares permanentes: Destino do Lixo em Percentual. TOTAL URBANA RURAL Coletados Outros Coletados Outros Coletados Outros 76,3 23,7 90,7 9,3 14,5 85,5Fonte: IBGE 1997. Não há dados mais recentes ? Percebe-se, a partir desses dados que 76,3% do lixo no Brasil é recolhido pelopoder público ou por empresas particulares que realizam os serviços mediante licitaçãomunicipal, e que 23,7%, tem outra destinação como, por exemplo, são incinerados pelosmoradores ou simplesmente jogados nos rios e mares.
  • 7. Comparando os dados referentes à área urbana com a rural, percebe-se que acoleta do lixo na área urbana é bem expressiva 90,7% contra 9,3% que tem outradestinação. Na área rural 85,5% é de outras formas de destinação do lixo e coleta-se apenas14,5% do lixo produzido por essa população. Face ao exposto, vê-se que embora o poder público cobre dos moradores a taxade limpeza urbana e realize a coleta, o problema ainda persiste com relação a deposiçãofinal do lixo. A solução pode vir pela implantação do sistema de coleta seletiva, promovendoo fomento de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, objetivando a reciclagem eo esclarecimento dos moradores dos perigos advindos da má disposição final do lixo. Para atingir estas metas, deverão ser utilizados todos os recursos materiais ehumanos disponíveis, envolvendo as mais diversificadas entidades existentes nos locais, taiscomo: igrejas, escolas, associações de moradores, clubes de mães, empresários locais, opoder público, dentre outros, servindo-se da educação ambiental e de outros educadorescom suas disciplinas respectivas, para atingirem as metas educativas de esclarecerem osmoradores a respeito da problemática ambiental. Assim, o inicio do trabalho de sensibilização com relação ao meio ambiente,poderá ocorrer através da coleta seletiva do lixo nos municípios, pois segundo o UNICEF1999, ainda são poucos municípios que implementaram a coleta seletiva do lixo, “apenas100 dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros têm coleta seletiva do lixo”.3 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O município de Pau dos Ferros situa-se na mesorregião Oeste Potiguar, limitando-se com os municípios de Francisco Dantas, São Francisco do Oeste, Marcelino Vieira, RafaelFernandes, Antonio Martins, Serrinha dos Pintos e Encanto e com o Estado do Ceará,abrangendo uma área de 277 km², inseridos na folha Pau dos Ferros (SB.24-Z-A-II), na escala1:100.000, editada pela SUDENE. Onde, Quando em Quê... A sede do município tem uma altitude média de 193 m e coordenadas 06°06’39,6”de latitude sul e 38°12’32,4” de longitude oeste, distando da capital cerca de 417 km, sendoseu acesso, a partir de Natal, efetuado através das rodovias pavimentadas BR-304 e BR-405. O município de Pau dos Ferros foi criado pela Resolução Provincial nº 344, de04/09/1856, desmembrado de Portalegre. As principais atividades econômicas são: agropecuária, extrativismo e comércio.
  • 8. FIGURA 01: Mapa do Estado do Rio Grande do Norte em destaque o município de Paudos Ferros.FONTES: IBGE 2010 O município de Pau dos Ferros atualmente conta com uma população de 27.809habitantes segundo dados do IBGE (2010) é uma área de 277 Km2, com uma densidade de106,0 hab./ Km2 .4 DISCUSSÕES E RESULTADOS A problemática maior em Pau dos Ferros/RN é a destinação final do lixo. Por nãoter uma política de saneamento voltado para o tratamento do lixo produzido pela a populaçãolocal, o mesmo é depositado em lixões a céu aberto, o que torna um grave problema para apopulação e, conseqüentemente, para o meio ambiente. Em Pau dos Ferros existiam doisdepósitos a céu aberto, um muito próximo da cidade que todos os dias pessoas iam cataralimentos que, na opinião deles, se encontrava em bom estado, que na atualidade encontra-sedesativado e o outro que se situa a exatos 4 km do bairro São Geraldo, pertencente à cidade ea 3 km do rio Mossoró e de um açude particular, onde a água é utilizada para consumo animale humano. Nas imediações do primeiro depósito surgiu um novo bairro, o Manoel Domingos.A população desse bairro era muito afetada pela proximidade desse lixão, e depois de muitodebate com as autoridades locais, os moradores conseguiram com que não fosse mais
  • 9. depositado lixo nesse local, mas as seqüelas provocadas pelo lixo ficaram, principalmentedevido à variedade de lixo depositado nessa localidade, que recebia inclusive lixo hospitalar. Diante dessa situação os poderes públicos, representados pela prefeitura, resolvemfazer outro depósito, mas o problema continua o mesmo ou até pior. O desmatamentopromovido pela prefeitura na referida área para construção desse depósito a céu aberto, podetrazer graves conseqüências para o meio ambiente. Nesse contexto, notamos que a falta de políticas públicas que garantam osaneamento do lixo, praticamente inexistem, provocando com isso, graves conseqüências paraa vida das pessoas, tanto no presente quanto numa perspectiva futura. Os dados levantados na pesquisa revelam que os problemas do lixo urbano emPau dos Ferros/RN estão associados ao: i) desconhecimento involuntário com omissão de suaexistência; ii) desconhecimento das soluções existentes; iii) falta de meios econômicos paraadotar a solução técnica adequada de gerenciamento. Estas causas, somadas a ausência deuma legislação específica, aumentam ainda mais, a responsabilidade do poder municipal noque concerne a um eficiente e adequado desempenho do acondicionamento, coleta, transportee, principalmente, disposição final do lixo. A preocupação maior da municipalidade e da população em geral, é de se livraremdo lixo, pouco importando como a disposição final dos resíduos está se processando. Nesteaspecto, observa-se que o município lança os resíduos no lixão ou em terrenos baldios, quenão apresentam as mínimas condições técnicas ou ambientais de funcionamento, submetendoa população e o meio ambiente a graves riscos sanitários e à deterioração dos recursosnaturais da região. Além disso, ainda há o problema da existência de pessoas - os catadores –que sobrevivem da coleta de materiais reprocessáveis, que submetidos a condiçõesdegradantes, incorporam uma face social no espectro dos problemas causados por esse tipoinadequado de destinação final dos resíduos sólidos. Existe um interesse latente da parte dos catadores atuais em que seja estimulada acriação de uma associação de catadores, onde o poder público local pode contribuir com adotação de uma infra-estrutura mínima. Além disso, verificou-se também o interesse dapopulação de que sejam implantados programas de coleta seletiva e de reciclagem do lixo.Entretanto, para que tal programa funcione é necessário que seja implantado um eficienteprograma de educação e conscientização ambiental, envolvendo os diversos atores ligados àquestão do lixo. Pôde-se observar durante a pesquisa que no local do lixão, existem construções deum aterro sanitário, com galpões, banheiros, energia elétrica, porém encontra-se abandonado,
  • 10. sem acesso, totalmente cercado, mas em ruínas, dominado pelo lixo, hoje fazendo parte docenário do lixão. Em entrevista com os catadores, que são em cerca de 38 pessoas que do lixãoretiram sua sobrevivência, entre eles, homens, mulheres, crianças e idosos, foi feita a pesquisacom 18 catadores, pois a maioria não aceita dar entrevistas e nem todos estão ao mesmotempo na coleta naquele local. Serão apresentados os resultados analisados e discutidos a partir das informaçõesfornecidas pelos os catadores entrevistados, mediante a aplicação do instrumento de coleta dedados elaborando para presente pesquisa, feita nos dias 06, 07 e 08 de janeiro de 2011.Tabela 1 Dados Sócio-demográficos dos entrevistados (Catadores) de Pau dos Ferros – RN Pau dos Ferros – RNDados Sócio-Demográficos - n %Estado CivilCasado 9 50Solteiro 2 11Divorciado 3 17Concubinato 4 22EscolaridadeEns. Fundamental Completo - -Ens. Fundamental Incompleto 12 671 Grau Completo -2 Grau Completo -Não Alfabetizado 6 33Renda MensalEntre 1 e 2 salários - -1 Salário 3 17Menos de 1 salário 15 83Fonte: Pesquisa Direta, 2011 Na tabela 1 observa-se os dados sócio – demográficos da amostra. No que serefere ao estado civil verificou-se que 50% dos catadores são casados, 22% concubinatos,17% divorciados e 11% são solteiros. No que diz respeito ao grau de instituição e renda familiar foram encontrados osseguintes resultados: 67% da amostra cursaram o ensino fundamental incompleto e a rendamensal era de menos de 1(um) salário mínimo é de 83%. Isso implica sobre as questõessociais local, ao acesso do nível educacional dos catadores.
  • 11. Tabela 2 – Quantidade do lixo produzido na cidade de Pau dos Ferros/RN Quantidade Dia Semana Mês 20.000 kg 140.000 kg 600.000 kgFonte: Pesquisa Direta, 2011 Observando o histórico de produção do lixão da cidade de Pau dos Ferros a mediade coleta de resíduos sólidos é muito grande em media por mês recolhem +/ - 600.000toneladas de lixo na cidade de Pau dos Ferros – RN, segundo dados coletados na secretariamunicipal de meio ambiente e urbanismo. Na pesquisa, obtivemos a resposta de que a coleta é feita de forma individual, nãohá uma cooperativa nem associação de catadores, cada qual faz sua coleta e qualquer pessoaque queira chegar no local e coletar materiais, o acesso é livre. Constatamos que há disposição final inadequada do lixo em terreno baldios e vale.Também registramos a crença local de que o lixo afastado do leito dos rios e ruas nãoprejudica o morador local, como é o caso do lixão da cidade. Situações de poluição pela disposição inadequada de lixo provocam impactosambientas negativos em diferentes lugares, como leitos dos rios, estradas e entre outros locais.Isso são determinadas pelos valores culturais, crenças e hábitos instruídos. Com a entrevista podemos constatar que diariamente há “queimadas” dosmateriais no local, uma vez que essas queimadas ocorrem através da combustão dos materiaisque ali se encontram. Foto 04 – Lixão da cidade de Pau dos Ferros/RN
  • 12. Foto 03 – Poluição do Lençol Freático de Pau dos Ferros/RN Fonte: Pesquisa Direta, 2011. A inadequada utilização do lixo em ambientes acena um comportamento observável eimplicam em dados ambientais graves. Existem pessoas que não só coletam esses materiais, mas vivem local, moram embarracos de papelão, sem nenhuma condição de higienização, e conversando com eles, dizemque moram no local por opção, pois fica mais próximo da coleta diária. As fotos de 5 á 10 permite visualizar o processo de acondicionamento em locaisdiferentes de materiais do lixo de acordo com os seguintes grupos: material seco ( plástico,vidros, lixo orgânico e o lixão a céu aberto).Foto 05 – Material coletado no lixão - vidros Fonte: Pesquisa Direta, 2011.
  • 13. Foto 06 e 07 - Material coletado no lixão – plásticosFonte: Pesquisa Direta, 2011.Foto 08 - Material coletado no lixão – papelão Na área do lixão são visíveis grandes problemas de ordem ambiental e saúdepública já que todos os resíduos coletados entram em decomposição a céu aberto, tornando-sepraticamente impossível residir nas proximidades, também foi constatado uma proliferaçãomuito grande de insetos, moscas, baratas, ratos e etc, a poluição do ar, contaminação do solopelo chorume da decomposição do lixo e uma grande ameaça para os recursos hídricos já quefica próximo a um açude e na época do inverno esses dejetos podem ser carreados pela forçada água para o leito do açude. O lixo coletado nas vias públicas pelos garis, é transportado em caminhões para olixão da cidade, transportado de forma inadequada, sem nenhuma separação, uma vez que,como não há uma educação para a população fazer a separação, o lixo urbano é levado todomisturado com restos de alimentos, papeis, animais mortos e demais dejetos.
  • 14. Foto 10 – Lixão á céu aberto Pau dos Ferros – RN – coletaFonte: Pesquisa Direta, 2011. Os objetivos da pesquisa foram alcançados, uma vez que foi possível levantardados acerca da percepção que os catadores de lixo têm da relação de trabalho e de suaprofissão. A utilização de entrevistas também se mostrou adequada, uma vez que possibilitoulevantar informações dos trabalhadores que compõem a categoria de catador representados notema, bem como do problema pesquisado. . Dentre as alternativas de tratamento para o lixo urbano, a reciclagem configura-secomo importante elemento, pois possibilita o reaproveitamento de materiais descartadosnovamente incorporados ao circuito produtivo e traz benefícios ambientais através daeconomia de recursos naturais, energia e água. Além do inquestionável aspecto ambiental, a reciclagem possibilita ganhos sociaisao absorver no seu circuito produtivo os catadores de materiais recicláveis. Essestrabalhadores desempenham um papel preponderante para o processo de reciclagem, pois,atualmente, o fruto de seu trabalho é ponto de partida para o abastecimento, com matérias-primas, das indústrias de reciclagem. Contudo, trata-se de uma inclusão perversa, pois como se pode verificar, com alucratividade assegurada pelos processos de reciclagem, estes estão sendo realizados porpessoas de diferentes segmentos e até mesmo por organizações terceirizadas, o que conduzpaulatinamente para nova exclusão dos catadores. O problema do lixão é um agravante crônico, e nas entrevistas, ao questionarmoso apoio do poder público, todos deixam evidentes que apesar de terem conhecimento da
  • 15. situação precária que essas pessoas vivem e sobrevivem naquele ambiente, não tem nenhumaassistência de qualquer natureza por parte do poder público. Trata-se de um tema relevante e atual, e seguramente não se esgotará em umapesquisa, sugere-se que outras pesquisas sejam desenvolvidas aprofundando as formas deinclusão perversa e a alienação dos catadores de lixo.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta pesquisa, permitiu concluir que o acondicionamento e o destino final do lixo,não estão sendo adequadamente norteados pelas ações das instituições publicas responsáveis.Possibilitou os primeiros passos no processo de integração, (com quê) ?. Mostra arelevância do tema e a urgência com que devemos resolver o problema, considerando ascrianças encontradas trabalhando no lixão. As informações coletadas, sistematizadas emnúmeros absolutos e relativos, ajudaram na elaboração de analises e estudos, objetivando apesquisa em geral. Com isso atinge seus objetivos. É preciso que as pessoas tenham uma conscientização a respeito desse problema,busquem formas de diminuir os danos causados ao meio ambiente por esses resíduos.Concluímos que a questão da produção versus destino final é um problema grave para asociedade moderna que é extremamente consumista gerando uma quantidade muito elevadade lixo sem se preocupar com o seu destino final que na maioria das vezes é feito de formairregular causando danos irreversíveis a saúde da população e ao meio ambiente. Na área do lixão são visíveis grandes problemas de ordem ambiental e saúdepública já que todos os resíduos coletados entram em decomposição a céu aberto, tornando-sepraticamente impossível residir nas proximidades, também foi constatado uma proliferaçãomuito grande de insetos, moscas, baratas, ratos e etc., a poluição do ar, contaminação do solopelo chorume da decomposição do lixo e uma grande ameaça para os recursos hídricos já quefica próximo a um riacho e na época do inverno esses dejetos podem ser carreados pela forçada água para o leito do riacho. Ocorre também nas áreas desses lixões a presença dos catadores, inclusive decrianças, que além de não possuírem os EPI - Equipamentos de Proteção Individual como:luvas, roupas especiais, máscaras, óculos e calçados, ficam expostos ao mau cheiro, vidros emetais cortantes e doenças infecto-contagiosas, ocasionando, portanto, problemas de ordemsanitária e social.
  • 16. 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANTUNES, R. (1995). Adeus ao trabalho? – Ensaio sobre as meta-morfoses e acentralidade do mundo do trabalho. (6ª. ed.). Campinas, SP: Cortez.BARROS, V.A.; Sales M.M. & Nogueira, M.L.M. (2002). Exclusão, favela e vergonha:uma interrogação ao trabalho. Em Goulart, Í.B. (Org.). Psicologia organizacional e dotrabalho: teoria, pesquisa e temas correlatos. São Paulo: Casa do Psicólogo.BORGES, A.F. & Goulart, I. (Eds.). (2002). Psicologia organizacional e do trabalho: teoria,pesquisa e temas correlatos. São Paulo: Casa do Psicólogo.BRASIL. ministério da educação fundamental, Parâmetros curriculares nacional. Brasíliamec/sef 1998CALDERONI, Sabetai. os bilhões perdidos no lixo. São Paulo: humanitas livraria fflch/usp, 2005 4 ed 346 p.CODO,W. (1993). Indivíduo, trabalho e sofrimento: uma abordagem interdisciplinar.Petrópolis, RJ: Vozes.DEJOURS, C. (1994). A loucura do trabalho: contribuições da escola dejouriana àanálise da relação prazer, sofrimento e trabalho. (2ª ed.). São Paulo, SP: Atlas.DEJOURS, C. (1999). A banalização da injustiça social. (4ª ed.). Rio de Janeiro, RJ:Editora da FGV.FELIZ, r . A .z coleta seletiva em ambiente escolar.revista. Eletrônica do mestrado emeducação ambiental. São Paulo. Vol.18 p.56-71, 2007. disponível em :http://www.remea.furg.br acessado em 20 de dezembro de 2009.GONZALEZ, l.t. V;reis , m.f.c.t; Diniz , r. E .s. educação ambiental na comunidade: umaproposta de pesquisa- ação. revista eletrônica do mestrado em educação ambiental. São
  • 17. Paulo. V 18, janeiro-junho de 2007.disponível em ;http:// www.remea.furg.br acessado em 20de dezembro de 2009.INSTITUTO DE PESQUISA TECNOLÓGICA – IPT (2003). Cooperativa de catadores demateriais recicláveis: guia para implantação. São Paulo: SEBRAE.KINDEL, Isaia Aita Eunice, Silva Weber, Sammarco Micaela Yanina, vários olhares evárias práticas. Porto Alegre: Editora mediação, 2006 2 edição 107 p.LOUREIRO, B. Frederico Carlos, Layrargues Castro de Souza Ronaldo. Pensamentocomplexo, dialetica e educaçao ambiental, São Paulo, editora cortez, 2006,213p.MAGERA, M. (2003). Os empresários do lixo: um paradoxo da modernidade. Campinas,SP: Átomo.MARX, K. (1978). O capital, Livro I, capítulo VI (inédito). São Paulo: Editora da USP –Ciências Humanas.MATTOSO, J. (1999). O Brasil desempregado: Como foram destruídos mais de 3milhões de empregos nos anos 90. São Paulo: ABRAMO.MIGUELES, C. P. (2004). Significado do lixo e ação econômica – a semântica do lixo e otrabalho dos catadores do Rio de Janeiro. Em Encontro Nacional da Associação Nacionalde Pós-graduação em Pesquisa em Administração – ENANPAD, Curitiba – PR.NATHIELI, K. Takemori- Silva, Sandro Menezes Silva. Educação ambiental e cidadania,Curitiba-PR, iesde, 2005. 180p.PEDRINE, Gusmão Alexandre. Metodologias em educação ambiental, petropolis-rj:editoras vozes, 2007,239 p.www.agenda21.com.br acessado em 09 de janeiro de 2011www.ibge.org.br. acessado em 09 de janeiro de 2011
  • 18. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10004 – Resíduos sólidos –classificação. Rio de Janeiro, 1997.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHARIA SANITÁRIA EAMBIENTAL.Saneamento ambiental: o Brasil mostra sua cara. Revista Bio, v. 9, n. 3, p.22-31, jul./ago. 1997.EMMI, Marília Ferreira. Oligarquia do Tocantins e o domínio dos castanhais. Belém:UFPa/CFCH/NAEA, 1987. 196 p.MANSUR, Gilson Leite. O que é preciso saber sobre limpeza urbana. Rio de Janeiro,IBAM/CPU, 1993.MOREIRA, Valéria Cristina Soares. Lixo urbano e a reciclagem de latas de alumínio.Disponível em www.univap.br/. Entrada dia 24/01/2006.PARÁ. Secretaria Executiva de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças - SEPOF.Estatísticas Municipal: São Domingos do Araguaia, 2005. Disponível emwww.sepof.pa.gov.br/. Acessado em 31/01/2006.PARANAGUÁ, Patrícia et al. Belém Sustentável. Belém: Imazon, 2003.TCM – Tribunal de Contas dos Municípios – Pará. Os Municípios: São Domingos doAraguaia. Belém: Ano I, n. 05, ago/1998.VELHO, Otávio Guilherme. Frentes de expansão e estrutura agrária: estudo do processode penetração numa área da Transamazônica. Rio de Janeiro, Zahar, 1981.
  • 19. ANEXO I
  • 20. Questionário sobre o destino final de lixo urbano.Localidade: Lixão Município: Pau dos Ferros- RNPesquisa: Breve analise sobre o destino final do lixo urbano na cidade de Pau dos Ferros I. Caracterização sócia demográfico da amostra: 11 Sexo Masculino ___ Feminino ___ Idade ___ 1.2 Formação escolar a) Ensino fundamental ( ) completo ( ) incompleto ( ) b) Ensino médio ( ) completo ( ) incompleto ( ) 1.3 Renda familiar media: ( ) menos de 1 salário mínimo ( ) entre 1 e 2 salários mínimos ( )1 salário mínimo ( )2 salários mínimos II. Questionamentos específicos 2.1 Você pensa em montar um tipo de cooperativa de reciclar esses resíduos sólidos para se ter uma renda certa? Sim ( ) Não ( ) 2.2 Como funciona a separação do lixo? ( ) individual ( ) Coletiva 2.3 Qual a freqüência das queimadas no lixão? ( ) Diariamente ( ) Casualmente 2.4 Você já recebeu alguma orientação relacionada do meio ambiente? Sim ( ) Não ( ) Se sim, quem orientou? _________________________ 2.5 Você acha que a população esta preocupado quanto o consumo racional dos resíduos sólidos e como saber aproveitá-los ? Sim ( ) Não ( ) Se sim quais? ________________________ 2.6 Você acha que se houver uma transformação perante o poder municipal juntamente com população, melhoraria a qualidade de vida da cidade? Sim ( ) Não ( ) 2.7 Existem pessoas morando no local? Sim ( ) Não ( ) 2.8 O poder público tem dado algum apoio a vocês catadores? Sim ( ) Não ( ) 2.9 Há quanto tempo vivem no lixão? ( ) Menos de 1 ano ( ) Mais de 1 ano ( ) mais de 5 anos ( ) Mais de 10 anos