O mundo

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Aula do 2º Ano (1º Bimestre)

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O mundo

  1. 1. O MUNDOProf. Aldenei BarrosE.E. Sebastiana Braga
  2. 2. Sustentando dois mundos - Hartwig Kopp Delaney
  3. 3. Questões filosóficas.Como surgiu o universo?Como são essencialmente as coisas?Qual é o lugar do ser humano no universo?Como se entende o espaço?
  4. 4. Metafísica – A busca da realidade essencialO que é o serDefinir o substantivo ser no contexto filosófico é uma tarefabastante delicada.Como se observa em relação a vários outros conceitosfilosóficos, cada pensador deu uma pincelada, tirou ouacrescentou algo, às vezes até colocando suas distintasinterpretações em contradição.E quanto mais abstrato o conceito, mais isso parece ocorrer.Podemos dizer, no entanto, de maneira simplificada, que ser éum termo genérico usado para se referir a qualquer coisa que é,qualquer coisa que existe - por exemplo, um homem, umamulher, um pássaro ou uma pedra.Nesse sentido, o termo mais adequado e específico seria ente.
  5. 5. O que é o serNormalmente, porque esses entes "se apresentam" a nós demaneira caracteristicamente própria e distinta - isto é, de tal formaque um não se confunde com outro, como um pássaro não seconfunde com uma pedra, uma mesa ou um ser humano -,tendemos a pensar que eles são algo caracteristicamente próprio edistinto.Ora, se supomos que todas essas "coisas" são de maneiracaracteristicamente própria e distinta, acabamos inferindo que elas"têm" algo que lhes é inerente, intrínseco, essencial, que asconstitui e determina.Portanto, o termo ser também pode ser definido, stricto sensu,como aquilo que uma coisa (um ser ou ente) é ou "tem" que lhe épróprio e que não depende de outros seres ou de quaisquercircunstâncias para ser.O ser, neste último sentido, ficou conhecido mais tarde, no jargãofilosófico, como coisa em si, expressão adotada pelo filósofoalemão Immanuel Kant no século XVIII.Assim, no primeiro sentido, seria a coisa; no segundo, a coisa emsi.
  6. 6. O que é o serInerente - que está em algo (ou alguém), fazendo partedele de maneira inseparável.Intrínseco - que vem de dentro e faz parte de algo (oualguém) como próprio (por oposição a extrínseco, que vemde fora).Assim, articulando a primeira acepção de ser com asegunda, podemos entender que o estudo do "serenquanto ser" é o estudo daquilo que existe em seustermos mais essenciais e absolutos.Por isso dizemos que a metafísica é a busca da realidadefundamental de qualquer coisa ou de tudo.É a tentativa de saber como as coisas são de verdade,livres das aparências.
  7. 7. Ontologia e metafísicaA definição "ciência do ser enquanto ser" foi formulada por Aristóteles para oque ele chamava filosofia primeira (aquela que vem antes e fundamenta todasas outras).A palavra metafísica, porém, não existia ainda em sua época.Acredita-se que teria surgido no século I a.C. com a expressão grega tà metà tàphysiká para referir-se às "[obras] depois da física" [de Aristóteles], passando aser usada como unidade semântica (metaphysiká) somente na Idade Média (cf.LALANDE, Vocabulário técnico e crítico da filosofia, vl. II, p. 83.).Durante o século XVII, no entanto, cunhou-se um novo termo, ontologia (dogrego óntos, "ser" + logia), que significa literalmente estudo do ser (enquantoser).A partir do século XVIII, a ontologia começou a ser entendida, por algunsestudiosos, como uma disciplina independente da metafísica, já que ametafísica incluía também outras investigações (cosmológicas, teológicas,epistemológicas), não apenas as ontológicas.Apesar dessa distinção, ainda hoje as palavras metafísica e ontologia sãoempregadas com frequência como sinônimas em diversos contextos.
  8. 8. Problemas da Realidade Distintas intuições do mundo levaram a distintasreflexões sobre a natureza fundamental da realidade.
  9. 9. Problemas da RealidadeAlgumas pessoas olham um cachorro e veem apenas umser que é como uma máquina biológica, que está aí paranos ajudar ou incomodar.Outras enxergam esse mesmo cão como um serinteligente e sensível, com direitos semelhantes aos doshumanos.Algumas pessoas olham o céu e pensam em um espaçorepleto de corpos siderais.Outras fazem o mesmo e entendem que aí existem seressobrenaturais, Deus ou deuses, anjos etc.Algumas pessoas veem um copo com água pela metade eentendem que está meio cheio; outras, que está meiovazio.
  10. 10. Problemas da RealidadeOs primeiros filósofos - por primeiros filósofos nosreferimos aos pensadores gregos da Antiguidade - fizeramisso.Eles procuraram descobrir não apenas a origem de cadaser, ou de tudo o que existe, mas também seu propósito,sua finalidade.Alguns se perguntaram sobre a constituição de cada coisa,ou de todas as coisas, e se havia uma relação, uma ordemou uma hierarquia entre tudo o que existe.Outros se voltaram para os processos observados narealidade, como o crescimento e o envelhecimento,vinculados ao passar do tempo.
  11. 11. Problemas da RealidadeSubstância.Quando observamos as coisas em busca de sua naturezaintrínseca, fundamental, essencial, tendemos a pensarnaquilo que, em filosofia, se designa substância.Não se trata da substância como comumente aentendemos hoje, isto é, uma entidade material qualquer(por exemplo, leite ou cal), que pode ser concebidatambém física ou quimicamente (por exemplo, cálcio ouóxido de cálcio).Na metafísica, especula-se a respeito da substância dequalquer coisa: dos corpos, dos pensamentos, daspalavras ou mesmo de Deus.
  12. 12. Problemas da RealidadeSubstância.Quando observamos as coisas em busca de sua naturezaintrínseca, fundamental, essencial, tendemos a pensarnaquilo que, em filosofia, se designa substância.Não se trata da substância como comumente aentendemos hoje, isto é, uma entidade material qualquer(por exemplo, leite ou cal), que pode ser concebidatambém física ou quimicamente (por exemplo, cálcio ouóxido de cálcio).Na metafísica, especula-se a respeito da substância dequalquer coisa: dos corpos, dos pensamentos, daspalavras ou mesmo de Deus.
  13. 13. Problemas da RealidadeDevir ou vir a ser.Quando pensamos que todo ser deve ter uma substância, isto é,uma realidade necessária e constante, estamos observando apermanência nas coisas, aquilo que não varia (ou que supomosque não varia).No entanto, alguns filósofos - o primeiro foi Heráclito, queestudaremos mais tarde - olharam para o universo e tiveram umaintuição distinta.Eles focalizaram sua atenção sobre a mudança.Nesse caso, em vez de realizar uma reflexão sobre o ser,desenvolveram uma sobre o vir a ser.Vir a ser ou devir são termos sinônimos que se referem aoprocesso de transformação dos seres e das coisas, ao conjunto demudanças que se manifestam à medida que o tempo evolui."Talvez nada permaneça no universo, tudo seja devir", pensaramalguns estudiosos.Nesse caso, se podemos falar em "essência" da realidade, ela seriaa impermanência.
  14. 14. Problemas da RealidadeCausa e causalidadeAté agora estávamos trabalhando alguns conceitosmetafísicos vinculados à pergunta "o quê?": "O que é talcoisa?", "O que é essencial nela?", "O que é acidental?".Mas, quando olhamos o mundo e seus fenômenos paraprocurar entendê-los, também tendemos a perguntar "porquê?".Ao fazer isso, estamos investigando as causas - ou, emmetafísica, as causas primeiras, fundamentais.Como escreveu Aristóteles, "não acreditamos conhecernada antes de ter apreendido cada vez o seu porquê (istoé, apreendido a primeira causa)
  15. 15. Problemas da RealidadeCausa e causalidadeAristóteles distinguia quatro tipos de causa: material,eficiente, formal e final. Modernamente, no entanto, quando falamos em causa,estamos nos referindo geralmente àquilo que dá origem,ou induz a algo mais, ou que o determina (umacombinação entre as causas material e eficiente, dofilósofo grego).Esse algo mais é o efeito, justamente aquilo que queremoscompreender, o que nos remete a uma causa.Causa e efeito seriam, portanto, coisas ou fenômenos quesupomos vinculados por uma relação de causalidade, istoé, de "influência" da primeira (a causa) sobre o segundo (oefeito).
  16. 16. Problemas da RealidadeCausa e causalidadeAssim, a busca pela causa traz implícita a noção de quetodo ser, fenômeno ou acontecimento deve ter sidooriginado ou determinado por outro ser ou acontecimentoque o precede no tempo.Trata-se do chamado princípio de causalidade, o qualsustenta que todo fenômeno tem uma causa.O princípio de causalidade acabou tornando-se um dosprincípios fundamentais do pensamento moderno econtemporâneo, especialmente nas ciências.

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