Filosofia antiga

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Aula de Filosofia 3º Ano (1º Bimestre)

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Filosofia antiga

  1. 1. Filosofia AntigaPensamento Pré-socrático Prof. Aldenei Barros E.E. Prof.ª Sebastiana Braga
  2. 2. IntroduçãoIniciemos esta viagem pelo tempo e investiguemos como aconsciência racional começou a suplantar a consciência míticana Grécia antiga, engendrando essa aventura do pensamento, afilosofia, da qual derivaram todas as ciências.Quem foram os principais atores desse processo inaugural?O que buscavam, o que encontraram?É o que veremos em seguida.
  3. 3. Pólis e FilosofiaA passagem do mito ao logos
  4. 4. Na história do pensamento ocidental, a filosofia nasce na Gréciaentre os séculos VII e VI a.C., promovendo a passagem do sabermítico (alegórico) ao pensamento racional (logos).Essa passagem ocorreu durante longo processo histórico, semum rompimento brusco e imediato com as formas deconhecimentos utilizadas no passado.
  5. 5. Conforme analisa o historiador francês Pierre Grimal (1912-1996) em A mitologia grega: O mito se opõe ao logos como a fantasia à razão,como a palavra que narra à palavra que demonstra. Logos e mito são as duas metades da linguagem,duas funções igualmente fundamentais da vida do espírito. O logos, sendo uma argumentação, pretendeconvencer. O logos é verdadeiro, no caso de ser justo econforme à "lógica"; é falso quando dissimula alguma burlasecreta (sofisma).
  6. 6. Mas o mito tem por finalidade apenas a si mesmo. Acredita-se ou não nele, conforme a própriavontade, mediante um ato de fé, caso pareça "belo" ouverossímil, ou simplesmente porque se quer acreditar. O mito, assim, atrai em torno de si toda a parcelado irracional existente no pensamento humano; por suaprópria natureza, é aparentado à arte, em todas as suascriações. (p. 89).
  7. 7. Mitologia uma série de deuses (Zeus, Hera, Ares, Atena etc.),Os gregos cultuavam grega.além de heróis ou semideuses (Teseu, Hércules, Perseu etc.).Relatando a vida desses deuses e heróis e seu envolvimento com oshumanos, criaram uma rica mitologia, isto é, um conjunto de lendas ecrenças que, de modo simbólico, fornecem explicações para a realidadeuniversal.Integra a mitologia grega grande número de "relatos maravilhosos" e delendas que inspiraram e ainda inspiram diversas obras artísticas ocidentais.O mito de Édipo, rico em significados, é um exemplo disso. Na Antiguidade, foi utilizado pelo dramaturgo Sófocles (496-406 a.C.), natragédia Édipo rei, para uma reflexão sobre as questões da culpa e daresponsabilidade dos indivíduos perante as normas e os tabus(comportamento que, dentro dos costumes de uma comunidade, éconsiderado nocivo e perigoso, sendo por isso proibido a seus membros).
  8. 8. Pólis e razãoRetornemos a nosso tema, o nascimento da filosofia.Segundo análise do historiador francês Jean-Pierre Vernant (1914-2007), o momento histórico da Grécia antiga em que se afirma autilização do logos (a razão) para resolver os problemas da vidaestaria vinculado ao surgimento da pólis, cidade-Estado grega.A pólis foi uma nova forma de organização social e políticadesenvolvida entre os séculos VIII e VI a.C.Nela, eram os cidadãos que dirigiam os destinos da cidade.Como criação dos cidadãos, e não dos deuses, a pólis estavaorganizada e podia ser explicada de forma racional, isto é, deacordo com a razão.
  9. 9. Tales de Mileto ( 640-546 a.C.) Segundo geralmente se acredita, pode ser considerado o primeiro filósofo de que se tem notícia. Foi um notável cientista, que conseguiu prever com exatidão um eclipse solar em 585 a.C. O princípio originador de todas as coisas, para Tales seria a água. E ia mais longe, ao afirmar que todas as coisas existentes no universo derivam da água.
  10. 10. Anaximandro (610-547a.C.) Anaximandro tomou uma direção oposta à de Tales. Enquanto Tales acreditava que todo o universo derivava de uma única substância material, Anaximandro ensinava que o princípio originador de todas as coisas era o apeiron. Embora não se conheça com exatidão a tradução exata, Anaximandro qualificava o apeiron como uma realidade indeterminada ou o infinito, ou ainda , o ilimitado , segundo algumas traduções de alguns fragmentos de seus escritos. Os atributos que o apeiron possui são, evidentemente, atributos de divindade, já que o mesmo é eterno, imortal, transcendental, imperecível e não-gerado. Podemos afirmar, que Anaximandro “chegou perto de um conceito de divindade”.
  11. 11. Anaxímenes (588-524 a.C.) Segundo o escritor Jostein Gaarder, para Anaxímenes, “o ar ou o sopro de ar era a substância básica de todas as coisas” (3). Segundo Anaximandro , todas as coisas eram produtos do ar e a ele retornavam , por um duplo movimento de condensação e rarefação. O ar se condensaria e se transformaria em água. Através da compressão, a água se transformaria em terra, a terra em fogo e assim por diante.
  12. 12. Pitágoras (c. 570-490 a.C.)Resposta bastante distinta na busca da arché veio de Pitágoras de Samos.Profundo estudioso da matemática, Pitágoras defendeu a tese de quetodas as coisas são números.Se para Pitágoras "tudo é número", isso quer dizer que o princípiofundamental (a arché) seria a estrutura numérica, matemática, darealidade. A diferença entre as coisas resultaria, essencialmente, de uma questãode números.Os pitagóricos entendiam, por exemplo, que os corpos eramconstituídos por pontos e a quantidade de pontos de um corpo definiriasuas propriedades.
  13. 13. Heráclito (535 – 475 a.C.) Assim como os pensadores de Mileto, Heráclito observava que a realidade é dinâmica e que a vida está em constante transformação. Mas, diferentemente dos milésios - que buscavam na mudança aquilo que permanece -, decidiu concentrar sua reflexão sobre o que muda. Assim, o filósofo dirá que tudo flui, nada persiste nem permanece o mesmo. O ser não é mais que o vir a ser. "Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio, porque novas águas correm sobre ti" (HERÁCLITO, em SOUZA, Pré-socráticos, p. XXXI).
  14. 14. Parmênides de Eléia ( “a filosofia de ParmênidesC.)pode Segundo García Morente, 515-450 a. não ser compreendida se não se coloca em relação polêmica com a filosofia de Heráclito .(...) Parmênides, analisando a ideia mesma de devir, de fluir, de mudar, encontra nessa ideia o elemento de que o ser deixa de ser o que é para tornar-se outra coisa, e , ao mesmo tempo que se torna outra coisa, deixa de ser o que é para tornar-se outra coisa. Verifica-se, pois, que, dentro da ideia do devir, há uma contradição lógica: que o ser não é; que aquele que é não é, visto que o que é neste momento já não é neste momento , antes passa a ser outra coisa. (...)Como pode alguém compreender que o que é não seja, e , o que não é seja? (...)Temos, pois, que opor às contradições, aos absurdos, à ininteligibilidade da filosofia de Heráclito um princípio de razão, um princípio de pensamento que não possa nunca falhar. Qual será este princípio? Este: o ser é; o não ser não é.(...)As coisas tem um ser, este ser é. Se não tem ser, o não-ser não é” (9).
  15. 15. Zenão de Eléia (490-430 a.C.) Coube a Zenão, discípulo de Parmênides, elaborar a apologia ao pensamento do mestre, como Platão faria a respeito de Sócrates, alguns anos mais tardes. Russel Norman Champlin fez uma análise detalhada dos chamados paradoxos de Zenão. Trata-se de uma série de seis argumentos elaborados por Zenão, a fim de criticar a teoria heraclítica do movimento e assim, reafirmar a concepção parmenideana da imutabilidade do ser. Zenão tornou-se famoso por seu método de investigação filosófica conhecido como reductio ad absudum ( redução ao absurdo) outra regra consagrada da lógica.
  16. 16. Empédocles ( 490 – 430 a. C.) Ocupou-se em refutar a noção de que todas as coisas no universo vieram à tona através de um princípio. Segundo ele, não existe aquilo que podemos chama de “criação”, já que o que existe são ciclos eternos de começos e fins. Também introduz a idéia de que, ao invés do que ensinavam Tales, Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito , não haveria um único “elemento primordial” e sim quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Todos esses elementos seriam unidos pelo amor, o que equivale ao início de um novo ciclo, e separados por Conflito, ocasionando a separação dos elementos e também ao fim de um ciclo. Segundo ele, tal processo se repetiria eternamente. Apesar de oferecerem outras alternativas para a questão do princípio originador de todas as coisas, Anaxágoras e Empédocles não apresentaram uma solução satisfatória para a oposição existente entre ser e devir, razão pela qual, o filósofo Platão de Atenas e Sócrates, seu antecessor e mestre, retomarão o tema e a partir deste, constituirão uma nova escola filosófica: o idealismo.
  17. 17. Demócrito (460 – 370 a.C.) Demócrito foi o filósofo responsável - junto com seu mestre, Leucipo - pelo desenvolvimento de uma doutrina conhecida pelo nome de atomismo. Concordava com a necessidade de plenitude e unidade do ser (como havia afirmado Parmênides), mas não aceitava que o não ser (o movimento, a multiplicidade) fosse uma ilusão. Para ele, a experiência d’o movimento era justamente a prova da existência de um não ser, que em sua concepção era o vazio. Segundo sua doutrina, todas as coisas que formam a realidade são constituídas por partículas invisíveis (porque muito minúsculas) e indivisíveis. Denominou-as, por isso, átomos, palavra de origem grega que significa "não divisível" (a, negação; tomo, "parte, divisão"). O átomo democrítico seria equivalente ao ser parmenídico: uno, pleno e eterno. No entanto, além dos átomos, Demócrito concebeu a noção de que toda a realidade é composta também do vazio, que representaria a ausência de ser (o não ser).

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