Identificação de Necessidades dos Usuários e Requisitos IHC

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Trabalho apresentado na disciplina: Usabilidade na Interação Humano Computador

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  • 1. IDENTIFICAÇÃO DE NECESSIDADES DOS USUÁRIOS E REQUISITOS IHC
  • 2. Na atividade de análise devemos coletar requisitos de uma variedade de fontes e utilizar essas informações para determinar: As funcionalidades que devem ser incluídas; As tecnologias que devem ser utilizadas; Os fatores que devem ser privilegiados; As tarefas que devem ser apoiadas.
  • 3. OBJETIVO DA ANÁLISE Identificar os requisitos dos usuários e as metas de design de IHC.
  • 4. Requisitos do Usuário PRODUTO Objetivos do usuário que o produto deve apoiar; De que maneiras o produto deve se comportar. Características e atributos que o produto deve ter;
  • 5. identificar os requisitos dos usuários e as metas de design de POR QUE IHC
  • 6. Sharp e coautoras destacam quatro pontos principais envolvidos na coleta de dados:  Definição dos Objetivos: Identificar as razões do porque coletarmos dados;  Relacionamento profissional: O esclarecimento ajuda a formar um relacionamento entre as partes, bem como assegurar aos participantes o uso adequado das informações que eles forneçam.  Triangulação: Estratégia de utilizar mais de uma técnica de coleta de dados para obter diferentes perspectivas.  Estudo Piloto: Uma previa do estudo principal, com o objetivo de assegurar que o estudo é viável e permitirá coletar os dados desejados e realizar as análises planejadas.
  • 7. QUE DADOS COLETAR? A atividade mais essencial no desenvolvimento de um produto de qualidade é entender quem são seus usuários e de que eles precisam.
  • 8. No geral, são coletados dados os seguintes tipos de dados:Dados demográficos Experiência profissional Informações sobre a empresa Educação Experiência em computadores Experiência com um produto especifico Tecnologia disponível Treinamento Atitudes e valores Conhecimento do domínio Objetivos Tarefas Gravidade dos erros Motivação para o trabalho Idiomas e jargões
  • 9. DE QUEM COLETAR OS DADOS? ?
  • 10. É importante traçar o perfil de: Usuários primários: utilizam constantemente o produto; Usuários secundários: utilizam ocasionalmente o produto; Outras partes interessadas: são afetadas pelo uso do produto.
  • 11. QUEM? Devemos descobrir: utilizará o sistema? definiu os processos a serem apoiados pelo sistema? será afetado pelo produto? É o responsável por decidir quais os objetivos que o sistema deve apoiar? Quais funcionalidades o sistema deve ter?
  • 12. Podemos buscar dados que nos ajudem a aprender sobre o produto através de diferentes fontes, tais como: Feedback dos usuários:; Arquivos de log: Análise competitiva: Pesquisa:
  • 13. ASPECTOS ÉTICOS DE PESQUISA ENVOLVENDO PESSOAS É de responsabilidade da equipe de design proteger o bem- estar físico e psicológico dos participantes de qualquer estudo, pesquisa ou analise realizada (Johnson, 2001).
  • 14. Confidencialidade e a privacidade. Explicar os objetivos; O Pesquisador deve: Garantir o anonimato.
  • 15.  O avaliador deve obter permissão para gravar a voz ou imagem de qualquer pessoa, antes de começar a gravação;  A participação na pesquisa deve ocorres apenas com consentimento livre e esclarecido dos participantes;  O conforto dos participantes deve ser cuidadosamente considerado;  O participante tem o direito e a liberdade de se recusar a participar em qualquer fase da pesquisa; Os participantes devem ter autonomia plena para decidir participar ou não do estudo; O pesquisador tem que combinar com o participante formas de incentivo à participação da avalização; O participante deve assinar um acordo de confidencialidade.
  • 16. COMO COLETAR DADOS?
  • 17. Dentre as técnicas utilizadas frequentemente para coletar dados e levantar os requisitos dos usuários, destacam-se: Entrevistas; Grupos de foco; Questionários; Brainstorming de necessidades e desejos dos usuários; Classificação de cartões; Estudos de campo; Investigação contextual.
  • 18. ENTREVISTAS
  • 19. Coleta de dados e levantamento de requisitos Individual ou em grupo ( grupo de foco ) As perguntas podem ser: abertas ou fechadas
  • 20. Classificação de entrevistas : Estruturadas : Segue fielmente o roteiro Sem liberdade para explorar tópicos novos Normalmente as perguntas são fechadas
  • 21. Classificação de entrevistas : Não estruturadas: Perguntas flexíveis e abertas Aprofundamento de tópicos
  • 22. Semiestruturadas: Normalmente perguntas abertas Liberdade para explorar as respostas Sempre montar o foco nos objetos da entrevistas Classificação de entrevistas :
  • 23. Tipos Face a face Chat comunicação Videoconferência sincronia E-mail assíncrona
  • 24. Analise das entrevistas Inter participante: Para cada pergunta individual, todas as respostas de todos os entrevistados são analisados sistematicamente e rigorosamente. Intra participação: Para cada entrevistado individual, todas as respostas de todos os entrevistados são analisadas, buscando identificar possíveis conflitos de opiniões.
  • 25. QUESTIONÁRIOS
  • 26. Formulário impresso ou on-line com perguntas que deverão ser respondidas pelos usuários Coleta de dados de um grande número de pessoas Poder ser abertos ou fechados
  • 27. Tipos de perguntas e respostas Múltipla escolha Faixa de valores Escalas Perguntas abertas
  • 28. GRUPO DE FOCO
  • 29. Nos grupos de foco os participantes ( entre três e dez ) são reunidos por uma ou duas horas. Coleta de informações, sobre um publico alvo Consegue-se obter, em pouco tempo, múltiplos pontos de vista É necessária a presença de um moderador (Função: integração e controle)
  • 30. BRAINSTORMING DE NECESSIDADES E DESEJOS
  • 31. Coleta de dados sobre os tipos de conteúdo e características que usuários querem e desejam Funciona com qualquer serviço e produto 8 a 12 usuários finais
  • 32. CLASSIFICAÇÃO DE CARTÕES
  • 33. O que é? Classificação de cartões é uma técnica para explorar como as pessoas agrupam itens de informação.
  • 34. Pra que serve? A classificação de cartões nos permite aprender sobre como as pessoas pesam em categorias e conceitos, como os descrevem e quais informações pertencem a quais categorias. Segundo Courage e Baxter (2005), essa técnica nos diz como as características de um produto podem ser estruturadas para se encaixarem nas expectativas dos usuários sobre de que maneira essas características estão relacionadas.
  • 35. Método Um conjunto de cartões ou fichas são preparados com amostras ou descrições de conteúdo e fornecidos a um grupo de pessoas que devem organiza-los em grupos, de acordo com a similaridade entre os cartões. O critério de similaridade é definido pelos próprios participantes. A classificação de cartões pode ser conduzida com indivíduos ou com um grupo de usuários trabalhando individualmente.
  • 36. Categorias principais Itens
  • 37. Procedimentos Spencer (2009) enumera os seguintes passos para a condução de uma classificação de cartões: 1. Decidir o que queremos descobrir; 2. Selecionar o método; 3. Selecionar o conteúdo; 4. Selecionar e convidar os participantes; 5. Conduzir a sessão de classificação de cartões e registrar os dados; 6. Analisar os resultados; 7. Utilizar os resultados no projeto.
  • 38. Definição dos Objetivos O primeiro passo é definir o objetivo do estudo. Spencer (2009) enumera os seguintes objetivos típicos:  1. Aprender sobre como as pessoas pesam sobre o conteúdo e seus principais agrupamentos e utilizar essa informação para criar categorias de alto nível e subcategorias;  2. Aprender se há conceitos de alto nível nesse conteúdo e utilizar essa informação para aprender melhor os relacionamentos entre os itens de conteúdo;  3. Envolver autores de um Web site como forma de mostrar-lhes que as pessoas pensam de diferentes maneiras, e em particular como elas pensam sobre o seu próprio conteúdo;
  • 39. Definição dos Objetivos  4. Explorar se há um esquema principal de classificação para o conteúdo ou se há mais de um esquema. Utilizar essa informação para definir se as informações devem ser oferecidas de mais de uma maneira;  5. Descobrir por que uma pequena seção do Web site não está funcionando ao explorar diferentes métodos de categorização. Utilizar essa informação para decidir se e como o conteúdo deve ser reorganizado;  6. Coletar termos e expressões a serem utilizados para rotular grupos e categorias de conteúdo.
  • 40. Tipo de Classificação A classificação de cartões possui duas variantes básicas: as formas aberta e fechada.  Classificação Aberta – Os participantes descrevem os grupos de cartões que eles criaram. Devemos ter em mente que a classificação aberta permite aprender mais sobre os esquemas de classificação dos usuários.  Classificação Fechada – São fornecidos cartões que representam categorias predefinidas.
  • 41. Seleção do Tipo de Classificação  A classificação aberta permite aprender mais sobre os esquemas de classificação dos usuários;  Mas existem casos, no entanto, em que uma classificação fechada é preferencial como, por exemplo, quando temos um conjunto de categorias que não pode ser modificado.
  • 42. Classificação de Cartões em Grupo O principal risco de conduzirmos uma classificação de cartões em grupo é haver um membro dominante que force sua opinião sobre as opiniões dos outros. Quando isso não acontece os participantes fornecem insumos preciosos para o estudo.
  • 43. Seleção de Conteúdo Uma das principais causas para o insucesso de uma sessão de classificação de cartões é a seleção de conteúdo inadequado. Ao selecionarmos o conteúdo, devemos assegurar que os itens selecionados sejam:  Representativos;  Relevantes;  Passiveis de agrupamento.
  • 44. Cuidados: Não incluir conteúdos que parecem categorias; Não abusar de termos que induzam o participante a classificação; Manter todos os itens num nível semelhante de abstração.
  • 45. Condução da Sessão Estudo- piloto / visa avaliar instruções e todo o material gerado No inicio da sessão, devemos informar/instruir aos participantes:  Objetivo do estudo;  Conteúdo dos cartões;  Agrupamento dos cartões. Ao término da atividade deve-se pedir a opinião dos participantes sobre os grupos formados para avaliar o quanto estão satisfeitos e confiantes com o resultado.
  • 46. Análise de resultados A fase de análise se inicia com a observação das similaridades e diferenças entre as várias estruturas criadas e consiste em verificar:  Quais grupos foram formados;  Qual esquema de classificação as pessoas utilizaram;  Quais itens de conteúdo foram classificados em cada grupo;  Quais termos e expressões foram utilizados para descrever os grupos.
  • 47. O resultado da classificação de cartões não fornece uma resposta direta sobre como organizar as informações, mas sim ideias para a elaboração da arquitetura de informação. Segundo ela, o principal valor da classificação de cartões é aprender sobre o seu usuário coisas que não saberíamos de outro jeito. Análise de resultados
  • 48. ESTUDO DE CAMPO
  • 49. Durante um estudo de campo , um pesquisador visita usuários finais no seu próprio ambiente e os observa enquanto desempenham uma atividade. Duração Podem durar desde algumas poucas horas até diversos dias Objetivo Entender o comportamento natural do usuário final no contexto do seu próprio ambiente de atuação.
  • 50. Por quê? Ao observarmos o usuário em seu próprio ambiente, podemos capturar informações que afetam o uso de um produto. O resultado é tornar explícitos os aspectos e processos implícitos do ambiente do usuário.
  • 51. Quando Utilizar? Estudos de campo podem ser utilizados em qualquer momento durante o ciclo de vida de desenvolvimento de um produto, mas geralmente são mais proveitosos durante as atividades iniciais de levantamento.
  • 52. Cuidados Anotações demasiado simplificadas; Comportamento dos participantes.
  • 53. Formas  Observação pura, sem interação do observador com os participantes;  Observação guiada por um conjunto de tópicos de interesse;  Áudio e vídeo no ambiente de atuação dos participantes;  Coleta ou cópia dos artefatos utilizados pelos participantes;  Diários mantidos pelos participantes;  Registros de vídeo por câmeras instaladas no ambiente;  Investigação contextual.
  • 54. Investigação Contextual É uma das formas mais comuns de estudo de campo. Trata-se de um estudo de campo com o envolvimento intenso do investigador como um participante aprendiz, incluindo entrevistas e observações.
  • 55. Objetivo Revelar todos os aspectos da pratica do trabalho. Obter dados sobre a estrutura do trabalho na prática; Tornar explícito o conhecimento tácito e não articulado sobre o trabalho; Conhecer os detalhes do trabalho que se tornaram habituais e visíveis.
  • 56. Modelo Modelo mestre-aprendiz – o entrevistador exerce o papel de aprendiz do trabalho do usuário. O usuário, no seu papel de mestre, ensina o seu trabalho enquanto o trabalho é realizado. Esse modelo facilita:  Tornar os usuários cientes do que fazem, ao fazê-lo;  Interromper o trabalho para pensar sobre ele;  Revelar todos os detalhes de uma prática de trabalho;  Apontar e explicar as diferenças entre o essencial e o irrelevante;  Revelar padrões ou princípios atuantes, que influenciam ou determinam a forma como trabalham.
  • 57. Princípios A investigação contextual se baseia nos seguintes princípios:  Contexto – o investigador deve ir ao local dos seus usuários e observá- los realizando seu trabalho.  Parceria – a parceria com os usuários é firmada através de conversas sobre o trabalho deles, com o objetivo de nos tornarmos seu colaborador no entendimento da prática de trabalho.  Interpretação – consiste em desenvolver um entendimento compartilhado com o usuário sobre os aspectos relevantes do trabalho.  Foco – a investigação deve ser guiada por um entendimento claro do seu objetivo, para atribuir significado ao trabalho.
  • 58. Entrevistas Uma investigação contextual geralmente envolve, para cada papel, 6 a 10 entrevistas de três horas com pessoas que trabalham de formas bem diferentes, e segue a seguinte estrutura:
  • 59. Entrevista convencional – um membro da equipe de design faz:  Apresentação  Descrição do foco  Importância (participante e trabalho)  Correção de erros (do designer)  Coleta de opinião (ferramentas)
  • 60. Transição – fornece informações ao participante sobre o que vai acontecer quando passarem da parte da conversa para a observação. Entrevista contextual – o usuário começa a fazer o seu trabalho enquanto o entrevistador observa e interpreta.
  • 61. Ao final da entrevista: Repassar os dados com o usuário; Correção de interpretação.
  • 62. FIM
  • 63. Este capítulo descreveu: Os tipos de dados coletados durante a análise;  As fontes de informação que fornecem esses dados;  Os cuidados éticos envolvidos na captura dos dados;  Algumas técnicas de investigação e analise. Com o objetivo de entender as necessidades dos usuários e de definir os requisitos de IHC de um sistema interativo.