Personas na prática - Um estudo de caso (re)pensado
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Personas na prática - Um estudo de caso (re)pensado

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Apresentação sobre a aplicação do uso da técnica de personas inserida em um processo de software.

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Personas na prática - Um estudo de caso (re)pensado Personas na prática - Um estudo de caso (re)pensado Presentation Transcript

  • PERSONAS NA PRÁTICA Um estudo de caso (re)pensado ALAN VASCONCELOS
  • PERSONAS NA PRÁTICA •Definição •Como era feito antes •Estudo de caso •Nem tudo são flores •Perguntas
  • DEFINIÇÃO •É uma técnica de análise de contexto de uso que utiliza pessoas fictícias para representar usuários de um produto. •A técnica é considerada barata, fácil e divertida para a equipe de desenvolvimento. •A persona é como uma ficha de personagem de RPG do usuário-modelo do sistema, criada a partir de dados reais. Contém, entre outros, o nome, gostos, hábitos, e habilidades dos usuários. View slide
  • DEFINIÇÃO Personas são também um meio muito eficaz de comunicação interna da equipe. Quando uma descoberta importante é feita sobre o projeto, é muito mais fácil comunicar a equipe toda. Por exemplo, utilizar "o Adalberto não está conseguindo usar nossa ferramenta de busca" é melhor do que "uma quantidade representativa dos participantes dos de testes de usabilidade tiveram problemas com a ferramenta de busca". View slide
  • DEFINIÇÃO As vantagens dessa técnica são: •Engaja e conscientiza a equipe de projeto; •Chega-se a um consenso dos interesses do usuário; •Mantém o foco no usuário durante todo o projeto; •Agiliza a tomada de decisões, porque não é preciso consultar usuários reais a cada etapa do projeto.
  • DEFINIÇÃO Pode ser usada tanto pelo Marketing, Design de produto e Design de interface Exemplo: •QUAL DESTES “PARADIGMAS DE USO” É O SEU PREFERIDO? •POR QUAIS RAZÕES?
  • COMO ERA FEITO ANTES?
  • COMO ERA FEITO ANTES
  • COMO ERA FEITO ANTES? •Análise de contexto •Produz resultados de estudos ambientais e comportamentais •Observa as tarefas •Observa os objetivos do negócio •ERUSw – Especificação de requisitos de usabilidade de software •DDISw – Descrição do desenho da interação de software. •Criação de “cenários” e “Modelos mentais” •Prototipação •Avaliação heurística e teste com usuários •Implementação •Avaliação heurística e teste com usuários •Testes automáticos e manuais
  • ESTUDO DE CASO
  • ESTUDO DE CASO Notícia boa x notícia ruim
  • ESTUDO DE CASO – Notícia boa •Com as Personas, a criação dos cenários e do Modelo mental ficaram mais realistas. •As soluções adotadas na fase de prototipação são voltadas para a persona específica daquele caso de uso. •Os check-lists de testes são melhor direcionados.
  • ESTUDO DE CASO – Por onde começamos Definição das variáveis Objetivo de uso do produto: O que as pessoas querem fazer Atitudes: Como eles percebem a própria experiência Comportamento: como eles fazem isso. Motivações e Frustrações
  • ESTUDO DE CASO – Por onde começamos Definição das variáveis No nosso caso, o público era muito bem definido, o que facilitou a pesquisa. Não precisamos coletar alguns dados como gosto musical, preferência de programa de TV, pois o objetivo do usuário ao usar o sistema a ser construído é exclusivamente a execução das suas atividades profissionais.
  • ESTUDO DE CASO – Por onde começamos Definição dos dados a serem levantados pela pesquisa Com base na definição das variáveis, a equipe se reúne para decidir o que exatamente deverá ser descoberto pela pesquisa. Por exemplo, cheguem a um consenso se a idade é mesmo relevante, ou os hábitos culturais, etc... Elaboração do questionário É o produto da etapa anterior
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Agora vem a notícia ruim...
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Segmentação dos usuários •Esse processo é colaborativo: É necessário o envolvimento de toda a equipe. (marketing, designers, gerentes de produto...) •Testando os seguimentos: 1. Os Segmentos explicam as diferenças chaves que você tem observado? Conversando com seus usuários você nota diferença entre indivíduos? O que eles fazem, como eles fazem isso, o que eles pensam e/ou quem eles são. A abordagem de segmentação utilizada mostra essas diferenças chaves? 2. Os segmentos são suficientemente diferentes dos outros? Se a única diferença entre dois segmentos é a idade dos usuários, então eles são o mesmo segmento.
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Segmentação dos usuários •Testando os seguimentos: 3. Os segmentos representam as pessoas reais? Idealmente, cada segmento seu deve imediatamente lembrar você de uma ou mais pessoas que entrevistou. 4. A segmentação pode ser descrita rapidamente? É melhor encontrar um, dois ou três fatores que melhor define cada segmento, descrever bem esses fatores e simplificar ligeiramente visando aumentar a compreensão. 5. Os segmentos cobrem todos os usuários? Deve estar claro que todo usuário que entrevistou ou que sabe sobre ele, se ajuste a um dos segmentos que está explorando. Você não precisa criar personas para todos os segmentos, mas deve considerá-los no processo.
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Segmentação dos usuários •Testando os seguimentos: 6. Está claro como esses segmentos afetam a tomada de decisões? Pergunte a você mesmo como você usaria as personas se você estivesse com essas opções de segmentação. 7. Questão Fundamental: Você pode contar histórias com esses segmentos? Se você pode transformar esses segmentos em histórias (cenários) sobre pessoas reais em situações reais que a sua equipe pode utilizar quando forem tomar decisões, então você está no caminho certo.
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Segmentação dos usuários Segmentação qualitativa: Segundo Cooper, o recomendado para o designer de interação é levantar as variáveis comportamentais: Atividades, atitudes, habilidades, motivações e objetivos do usuário ao usar o produto.
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Segmentação dos usuários Segmentação por objetivos: Os objetivos podem ser mapeados por meio de entrevista. Discretamente, faça perguntas a fim de responder as seguintes questões:
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Exemplo: Suponha que você interrompeu o seu usuário enquanto ele estava acessando o site e fez as seguintes perguntas as quais ele respondeu: •Você: O que você está tentando fazer nesse exato momento? •Usuário: Eu estou tentando descobrir como navegar nesse site. •Você: Porque você está tentando fazer isso? •Usuário: Porque estou tentando aprender como o processo de encontrar uma casa funciona. •Você: porque você está fazendo isso? •Usuário: Porque quero comprar uma casa. •Você: Porque? •Usuário: Porque quero ser mais independente. •Você: Porque? •Usuário: Porque quero ser Feliz.
  • TÁ... EU SEI QUE PARECE IDIOTA, MAS...
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Com essas perguntas e respostas foi possível construir uma árvore de objetivos: 1. Ser feliz (é a motivação suprema) 2. Ser independente (motivação) 3. Comprar uma casa (objetivo) 4. Entender o processo (necessidade) 5. Descobrir como navegar no site (tarefa)
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Ser Feliz Ser independente Comprar uma casa Entender o processo Aprender o site
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! No topo da árvore, está a motivação suprema, que poderá ser útil para diversos segmentos. É possível concluir que diferentes objetivos resultem em diferentes personas. Ser Feliz Ser independente Comprar uma casa Entender o processo Aprender o site
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Segmentação dos usuários Segmentação por ciclo de vida: Quando a segmentação por objetivos não fizer sentido. Por exemplo, uma pessoa (ou persona) que quer comprar outra casa 5 anos depois de ter comprado a primeira por meio do site. Só isso já configura uma outra persona.
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Segmentação dos usuários Segmentação por comportamento e atitude:
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Análise dos resultados Análise Cross Tabs ou análise estatística Cross Tabs ( a que nós usamos): É valiosa para ver as diferenças chaves nas respostas de usuários que confirmem ou não a segmentação. Entretanto, ela não necessariamente mostra se as diferenças que você está vendo são estatisticamente reais, ou seja, não mostram quão significantes as diferenças são. Porém é mais fácil de usar, não requer conhecimento em estatística e pode ser utilizada por meio de um assistente do Excel. Análise estatística para validar as diferenças: É uma complementação à análise Cross-tab. Utiliza-se do cálculo da variância para mostrar quão significantes as diferenças encontradas nas respostas de usuários são.
  • ESTUDO DE CASO – A etapa mais fod... difícil! Análise dos resultados Análise Cross Tabs Agora com todos os dados separados, pode-se começar a avaliar se a opção de segmentação escolhida é útil para o trabalho que irá realizar. a) No exemplo utilizado aqui, os segmentos parecem ter uma clara diferença entre eles. b) Os usuários que procuram apartamento são jovens (26 anos em média), sabem pouco do domínio, não usam sites competidores, exceto o NetImóveis e tendem a ser solteiros. c) Os usuários que vendem casa, por outro lado, sabem um pouco mais sobre o domínio, são bem mais velhos (48 anos em média), são passíveis de utilizar múltiplos sites competidores e provavelmente são casados ou divorciados.
  • MAS TOME CUIDADO...
  • MAS TOME CUIDADO... Nem tudo são flores... a) Considere os problemas com a tecnologia usada. (Frameworks, linguagens, etc...) b) Pelo amor de Deus!!! Faça os questionários durante o levantamento de requisitos! (Usuários odeiam responder questionários. Ainda mais se tiverem de fazê-lo por duas vezes!) c) Quanto mais variáveis usar para fazer a segmentação, mais difícil fica entender o gráfico montado e lembrar as histórias que se constroem com as personas. d) Não há uma maneira certa de fazer segmentação. Trata-se de uma “arte” - Mesmo com análise e pesquisa quantitativa, segmentação não é uma ciência.
  • HEIN?!?!? ?
  • VALEU! ALAN VASCONCELOS – www.alanvasconcelos.com
  • BIBLIOGRAFIA The user is Always Right: A practical Guide to Creating and Using Personas for the Web. The Persona Lifecicle: Keeping People in mind Throughout Product Desing NIELSEN, Jakob; LORANGER, Hoa.; FURMANKIEWICZ, Edson. Usabilidade na Web: projetando websites com qualidade. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, Campus, 2007. PAULA FILHO, Wilson de Pádua. Engenharia de software: fundamentos, métodos e padrões. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003. PUPO, Deise Talarico; MELO, Amanda Meincke; PÉREZ FERRÉS, Sofia. Acessibilidade: discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP/Biblioteca Central Cesar Lattes, 2006. PRATES, Raquel Oliveira. Introdução à Interação Humano- Computador. Qualidade de Interação. 2006. Disponível em <http://homepages.dcc.ufmg.br/~rprates/ihc/aula3_qualidade_de_uso.pdf>. Acesso em: 20 jun. 2009. PREECE, Jennifer; ROGERS, Yvonne; SHARP, Helen. Design de interação: além da interação homem-computador. Porto Alegre: Bookman, 2005. 548p. PAULA FILHO, Wilson de Pádua. Engenharia de software: fundamentos, métodos e padrões. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003. TORRES, Elisabeth Fátima; MAZZONI, Alberto Angel; ALVES, João Bosco da Mota. A acessibilidade à informação no espaço digital. Ciência da Informação, Brasília , v.31, n.3 , p.83-91, set./dez. 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n3/a09v31n3.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2009.