Your SlideShare is downloading. ×
Avaliação do Desempenho Docente       Em todos os ambientes educacionais, quer seja na construção de conhecimento(universi...
1. Como avaliar – para garantir um sistema de avaliação válido, é necessário que todos oscritérios considerados como benef...
 Planejamento e preparação           (Sistematização da Prática): demonstração deconhecimento de conteúdo e pedagogia; de...
teorias e modelos de avaliação, pois a acredita-se que a ingenuidade da humanidade éacreditar que a construção de teorias ...
c) Trata os alunos equitativamente com respeito;( ) Age como um mediador nas questões relacionadas ao convívio harmonioso ...
c) Conhece uma variedade de estratégias eficazes de gestão da sala de aula;( ) Estimula aprendizados relacionados à respon...
( ) Utiliza os critérios da Avaliação Formativa;( ) Utiliza diferentes instrumentos de avaliação (provas, auto-avaliação, ...
3 – quase sempre       4 - sempreReflexões Finais       Como podemos notar a educação sempre apresenta carências e pontos ...
ESTEVES, Manuela (2009). Construção e desenvolvimento das competênciasprofissionais dos professores. Sísifo. Revista de Ci...
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Avaliação do Desempenho Docente

2,870

Published on

Trabalho de Conclusão de Disciplina

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
2,870
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
58
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "Avaliação do Desempenho Docente"

  1. 1. Avaliação do Desempenho Docente Em todos os ambientes educacionais, quer seja na construção de conhecimento(universidades) ou na viabilização das diferentes teorias (escola), é possível perceber que aeducação está em crise. Esta situação nos faz refletir em quais caminhos/possibilidadesdevemos considerar para a melhoria da qualidade de ensino, pois se acredita que oprocesso de ensino/aprendizagem é o principal objetivo de todos envolvidos neste processoprincipalmente o professor. Por ter papel importante nas questões relacionadas ao desenvolvimento do aluno, odocente é alvo de muitas críticas no que se refere a sua atuação, pois quase sempre ele éapontado como o principal culpado pelo fracasso de seus alunos ( DIAS & LOPES, 2003). Aprincipal idéia de nossa reflexão, não é levantar causas e conseqüências deste fracasso,mas sim pensar em possibilidades de auxilio na atuação docente no que se refere àavaliação do desempenho deste profissional. Para isso, é imprescindível que se esclareçaqual a real intenção desta avaliação, pois segundo FERNANDES (2008), a avaliação dodesempenho docente pode ter várias intenções: melhorar o desempenho dos professores;responsabilização e prestação pública de contas; melhorar práticas e procedimentos dasescolas; compreender problemas de ensino e de aprendizagem, contribuindo para aidentificação de soluções possíveis; compreender as experiências vividas por quem estáenvolvido numa dada prática social. O autor comenta ainda: “...os fins a que se destina a avaliação têm necessariamente de ser considerados quando se escolhem os procedimentos de recolha de dados, o tipo de interacção que o avaliador vai estabelecer com os avaliados ou, em geral, o design do sistema que se pretende concretizar”. De Ketele (2010), comenta ainda que a avaliação pode assumir várias funções,sendo que as mais importantes, no domínio do ensino, da formação e da educação, são asfunções de orientação, regulação e de certificação. Ao se avaliar não podemos deixar de considerar que, ao iniciarmos este processo,como comenta Gérard de Figari (2007), estamos a julgar, a prestar contas e a comparar,portanto é comum que este processo não seja bem visto pelos envolvidos.Por isso, corroborando com Charlotte Danielson (2010), é necessário estabelecer critériospara a realização da avaliação:
  2. 2. 1. Como avaliar – para garantir um sistema de avaliação válido, é necessário que todos oscritérios considerados como benefícios para a boa prática pedagógica sejam capazes deserem demonstrados;2. Quando avaliar – a fim de promover desenvolvimento contínuo dos avaliados, énecessário estabelecer períodos de avaliação que melhor atendam as exigências doprocesso;3. Os avaliadores – aqueles que julgam avaliações devem ser treinados adequadamentepara que seus julgamentos sejam precisos, consistentes e baseados em provas; Para continuarmos promovendo uma diferenciação no que se refere às intenções daavaliação, apresentamos as abordagens de avaliação docente, que segundo FERNANDES(2008) deve ser a partir: Do desempenho está claramente associado àquilo que o professor efetivamente fazquando está a trabalhar (e.g., ensinar, preparar aulas, participar em reuniões do conselho deturma); Da competência do professor refere-se a um sistema de saberes diversificados eespecíficos que o professor domina, utiliza ou em que acredita.Da eficácia do professor como sendo o efeito do desempenho (tudo aquilo que o professorfaz) sobre os alunos.Nestas condições, a eficácia do professor depende da sua competênciae do seu desempenho mas também do que os alunos forem capazes de responder emdeterminadas situações. Além do que foi apresentado, é imprescindível que se identifique qual referencial dequalidade de ensino se espera alcançar,ou seja o que avaliar, que segundo FERNANDES(2008) deve pode ser avaliado: O desempenho está claramente associado àquilo que o professor efetivamente fazquando está a trabalhar (e.g., ensinar, preparar aulas, participar em reuniões do conselho deturma); A competência do professor refere-se a um sistema de saberes diversificados eespecíficos que o professor domina, utiliza ou em que acredita. A eficácia do professor como sendo o efeito do desempenho (tudo aquilo que oprofessor faz) sobre os alunos.Nestas condições, a eficácia do professor depende da suacompetência e do seu desempenho mas também do que os alunos forem capazes deresponder em determinadas situações. Seguiremos nossa reflexão com a idéia de que a avaliação a partir dascompetências do docente pode ser uma possibilidade, pois para Manuela Esteves (2009),competências são certo número de traços particularizáveis evidenciados na ação, quepodem ser observados e descritos sem que necessariamente se tenha que lhes atribuirvalor. De acordo com Charlotte Danielson (2010), compõe uma boa prática pedagógica:
  3. 3.  Planejamento e preparação (Sistematização da Prática): demonstração deconhecimento de conteúdo e pedagogia; demonstração de conhecimento dos alunos;estabelecimento de resultados do ensino; demonstração de conhecimento de recursos;planejamento de ensino coerente; planejamento das avaliações dos alunos. Ambiente sala de aula (Convívio Escolar): criação de um ambiente de respeito e debom relacionamento; estabelecimento de uma cultura pelo aprendizado; gerenciamento deprocedimentos de sala de aula; gerenciamento do comportamento dos alunos; organizaçãodo espaço físico; Ensino (Didática): comunicação com os alunos; uso de técnicas de questionamentos ediscussões; envolvimento dos alunos com o aprendizado; uso da avaliação no ensino;demonstração de flexibilidade e reação; Responsabilidades profissionais (Comprometimento com a profissão): reflexão sobrea prática pedagógica; manutenção de registros precisos; comunicação com a família;participação em comunidade profissional; crescimento e desenvolvimento profissional;demonstração de profissionalismo; Apresentamos também, as contribuições de Perrenoud (2002) nos que se refere àscompetências do docente:1. Organizar e animar situações de aprendizagem;2. Gerir a progressão das aprendizagens;3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação;4. Envolver os alunos na sua aprendizagem;5. Trabalhar em equipe;6. Participar da gestão da escola;7. Informar e envolver os pais;8. Utilizar novas tecnologias;9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão;10. Gerir a sua própria formação contínua; Como citamos anteriormente, a avaliação deve ter um comprometimento com amelhora da qualidade ensino, para isso não basta apenas recolher as informações sobre areal/atual situação das ações pedagógicas dos docentes, é necessário promover osencaminhamentos a partir destas informações, que e referem à formação continuada dodocente. É comum, pela falta desses encaminhamentos, a avaliação ser mal interpretadapelos docentes, pois vêem a avaliação como um ato de perseguição por parte dasautoridades escolares. Só assim poderemos envolver todos os docentes no processo deavaliação de maneira efetiva, pois ainda precisamos entender que não é possível melhorar aqualidade de ensino sem uma sistematização do processo e sem criticidade no que tange as
  4. 4. teorias e modelos de avaliação, pois a acredita-se que a ingenuidade da humanidade éacreditar que a construção de teorias estandardizadas conseguirá sanar todas asinsuficiências da complexidade humana. Matriz de Avaliação do Desempenho Docente Ao iniciarmos uma reflexão sobre a avaliação na educação de modo geral, notamos queestamos em constante busca da melhor maneira de se avaliar. Não é diferente quando sefala do desempenho docente, pois ainda estamos carentes de um modelo de avaliaçãocapaz de contribuir de maneira efetiva para a formação inicial e continuada do docente e amelhora da qualidade de ensino. Esta construção tem como finalidade, antes de tudo,promover a reflexão sobre a importância da avaliação e a auto-avaliação dentro do processoeducacional, além de propor uma construção coletiva de valores/competências a fim reunir omaior número de informações para o desenvolvimento contínuo da comunidade escolar.1. Instrumento de recolha de registro de evidencias: Referencial de competênciaspara os professores das escolas primárias e secundária de Ontário: I. Envolvimento com os alunos e as suas aprendizagens;a) Preocupa-se com o bem estar e o desenvolvimento de todos os alunos;( ) Cria um ambiente favorável para a aprendizagem;( ) Estimula a participação efetiva dos alunos nas atividades;( ) Elabora estratégias levando em consideração a Zona de Desenvolvimento Proximal decada aluno;( ) Age como um mediador nas questões relacionadas ao convívio harmonioso entre osalunos;b) Faz prova de dedicação em matéria de ensino e favorece a aprendizagem e o rendimento dos alunos;( ) Elabora estratégias levando em consideração a Zona de Desenvolvimento Proximal decada aluno;( ) Se envolve de forma efetiva no processo de ensino/aprendizagem;( ) Promove “novas aprendizagens” aos alunos;
  5. 5. c) Trata os alunos equitativamente com respeito;( ) Age como um mediador nas questões relacionadas ao convívio harmonioso entre osalunos;( ) Não é conivente a comportamentos preconceituosos e discriminatórios;( ) Se apresenta como ”autoridade” e não como “autoritário”;d) Assegura um meio de aprendizagem que encoraja os alunos a resolver osproblemas, a tomar decisões, a ser capaz de aprender ao longo da vida e a tornar-semembro ativo da sociedade em evolução;( ) Provoca conflito cognitivo e promove atividade mental do aluno, necessárias paraEstabelecer a relação entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios;( ) Ajuda o aluno a adquirir habilidades relacionadas com o aprender a aprender, que lhepermitam ser cada vez mais autônomos em suas aprendizagens;( ) Estimula por meio de estratégias a auto-estima e o auto conceito em relação asaprendizagens que se propõem, que o aluno possa sentir que em certo grau aprendeu e queo esforço valeu a pena; II. Conhecimentos profissionais:a) Conhece a matéria, o currículo da escola em questão e a legislação sobre aeducação;( ) Segue o plano político pedagógico da escola de maneira critica e reflexiva;( ) Planeja e aplica os conteúdos de maneira contextualizada e atualizada;( ) Domina os conteúdos que aplica;( ) Os alunos enxergam o professor como autoridade no que se refere à matéria;b) Conhece uma variedade de métodos eficazes de ensino e de avaliação;( ) Utiliza aulas expositivas;( ) Aplica estratégias de construção coletiva;( ) Leva em consideração as diferentes dimensões de objetivos e conteúdos (conceitual,procedimental e atitudinal);( ) Sempre aplica as mesmas estratégias;
  6. 6. c) Conhece uma variedade de estratégias eficazes de gestão da sala de aula;( ) Estimula aprendizados relacionados à responsabilidade compartilhada aos seus alunos;( ) Favorece a criação do ambiente democrático em sala de aula;( ) As aulas são construídas com começo, meio e fim;( ) Aplica aulas improvisadas;c) Sabe como os alunos aprendem e os fatores que influenciam a sua aprendizageme o seu rendimento;( ) Conhece os níveis de desenvolvimento dos alunos (cognitivo, sócio-afetivo e motor)( ) Aplica os conteúdos de maneira contextualizada e atualizada;( ) Os objetivos e conteúdos são propostos de forma que sejam significativos e funcionaispara os alunos; III. Prática profissional:a) Aplica os seus conhecimentos profissionais e a sua compreensão dos alunos, docurrículo, da legislação, dos métodos de ensino e das estratégias de gestão de salade aula para favorecer a aprendizagem e o rendimento dos alunos;( ) Compartilha os objetivos com a comunidade escolar;( ) Os objetivos e conteúdos são propostos de forma que sejam significativos e funcionaispara os alunos;b) Comunica-se eficazmente com os alunos, os pais e os colegas;( ) Promove encontros de pais e mães de alunos a fim de divulgar os avanços dos alunos;( ) Envolve a comunidade escolar em ações pedagógicas;( ) Promove debates em sala de aula para trocas de saberes;( ) Favorece a criação do ambiente democrático com a comunidade escolar;c) Efetua uma avaliação contínua do percurso dos alunos, avalia o seu rendimento ecomunica regularmente os resultados aos alunos e pais;
  7. 7. ( ) Utiliza os critérios da Avaliação Formativa;( ) Utiliza diferentes instrumentos de avaliação (provas, auto-avaliação, trabalhos eobservação);( ) confecciona e entrega relatórios contendo informação sobre o processo deaprendizagem dos alunos;d) Adapta e aperfeiçoa os seus métodos de ensino, por meio da reflexão e daaprendizagem contínua, recorrendo a uma variedade de recursos ;( ) Avalia suas estratégias levando em consideração a melhoria do processo deensino/aprendizagem;( ) Promove o processo adaptativo = criativo = evolutivo = Readaptativo;d) Utiliza a tecnologia apropriada no quadro do seu ensino e de suasresponsabilidades profissionais conexas;( ) Promove vivencias em laboratórios;( ) Utiliza recursos midiáticos para discussões de conteúdos com seus alunos;( ) Alimenta os meios de comunicação da escola com informações relacionadas ásintervenções pedagógicas; IV. Liderança nas comunidades de aprendizagens;a) Participa nas atividades de aperfeiçoamento profissional contínuo para melhorar oseu ensino;( ) Participa de Congressos, fóruns, seminários, simpósios e eventos científicos;( ) Divulga seus trabalhos a fim de contribuir para a construção de conhecimento;( ) Compromete-se com a pesquisa;( ) Participa das reuniões que tem como objetivo a troca de saberes entre o corpo docente;2. Para avaliarmos as competências apresentadas a seguir, utilizaremos os seguintes valores: 0 – nunca 1 – quase nunca 2 – às vezes
  8. 8. 3 – quase sempre 4 - sempreReflexões Finais Como podemos notar a educação sempre apresenta carências e pontos a melhorar eisso ocorre em todos seus ambientes. Com a avaliação de modo geral, e especificamentecom a avaliação do desempenho docente não é diferente, pois não temos ainda um modeloque consiga contribuir para o crescimento e formação dos profissionais envolvidos noprocesso de ensino aprendizagem. Este módulo foi eficiente no que se refere a promoverreflexões a cerca deste fenômeno, a fim trazer algumas possibilidades para a melhora daqualidade de ensino. Vale ressaltar quão coerente é a grade curricular do nosso curso, poisé possível refletir em possibilidade de formação do professor reflexivo em todos osmomentos de sua atuação, desde a formação inicial até a avaliação de seu desempenhocom um caráter de formação contínua em busca da autonomia para toda comunidadeescolar. A disciplina nos deu subsídios tanto teórico como prático para que possamoscontribuir para a melhora da tão almejada melhora da qualidade de ensino. Tomo aliberdade de aproveitar para agradecer pelo comprometimento e atenção de todosenvolvidos neste módulo.Referências BibliográficasDANIELSON, Charlotte (2010). Novas tendências na avaliação do professor, Rio deJaneiro: Fundação Cesgranrio, pp.DE KETELE, Jean-Marie (2010). A avaliação do desenvolvimento profissional dosprofessores: postura de controlo ou postura de reconhecimento? In ALVES, Maria Palmira.& MACHADO, Eusébio André (2010). O pólo de excelência: caminhos para a avaliaçãodo desempenho docente. Porto, Areal editores.DIAS, Rosanne Evangelista. & LOPES, Alice Casimiro. (2003). Competências naFormação de Professores no Brasil: O que (não) há de novo, Educ. Soc., Campinas, vol.24, n. 85, p. 1155-1177, Dezembro 2003.
  9. 9. ESTEVES, Manuela (2009). Construção e desenvolvimento das competênciasprofissionais dos professores. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 08, pp. 37-48.FERNANDES, D. (2008). Avaliação do desempenho docente: Desafios, problemas eoportunidades. Cacém: Texto Editores.FIGARI, Gérard (2007). A Avaliação dos Professores entre o Controlo e oDesenvolvimento. In Avaliação de professores. Visões e realidades. Actas daConferência Internacional. Lisboa, Maio de 2007, pp. 17-26.PERRENOUD, P. A prática reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razãopedagógica. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.TARDIF, Jacques. & FOUCHER, Caroline.(2010) Um conjunto de balizas para aavaliação da profissional idade dos professores. In ALVES, Maria Palmira. &MACHADO, Eusébio André (2010). O pólo de excelência: caminhos para a avaliação dodesempenho docente. Porto, Areal editores.

×