A Higiene da Criança
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A Higiene da Criança

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  • 1.  Os hábitos de higiene por parte da criança são adquiridos ao longo do seu processo de desenvolvimento, por isso são os pais que têm um papel fundamental para que a criança consiga interiorizar a importância desses hábitos. É importante que os pais apoiem e ensinem a criança a responsabilizar-se pela sua própria higiene, criando desde cedo rotinas e promovendo, gradualmente, a autonomia nos seus cuidados pessoais e gosto pela imagem. A falta de higiene não é apenas um problema que pode interferir com a saúde pois está paralelamente relacionada com a auto- estima e o bem-estar, podendo causar nos jovens dificuldades de relacionamento entre os seus pares. A higiene pessoal da criança inclui: tomar banho, limpar os ouvidos e nariz, pentear o cabelo e lavar os dentes.
  • 2.  O banho diário pode ser uma das melhores formas de promover a saúde. Deverá transmitir à criança as várias razões da importância do banho diário, tais como: a limpeza da pele, a prevenção de infecções, a estimulação da circulação sanguínea, o relaxamento da tensão muscular e, naturalmente, a melhoria da imagem perante os outros (muito importante na adolescência) e o bem-estar. Explique-lhe a importância da mudança de roupa após o banho, pelo menos da roupa interior, pois ao estar mais em contacto com o nosso corpo, requer uma maior atenção. O cabelo também precisa de ser lavado, pois acumula poeira e suor e para que cresça saudável e forte, também deve ser cortado e escovado com regularidade.
  • 3.  A lavagem das mãos é algo de extrema importância, e por isso mesmo tem de ser incutido nas crianças logo desde cedo. O simples ato de lavar as mãos faz com que se remova bactérias, células descamativas, suor, sujidade (que nas crianças é muito frequente devido à sua atividade de exploração do meio envolvente) e oleosidade da pele. A lavagem das mãos é um comportamento aprendido. Para ser efetiva, uma correta lavagem das mãos deve ser ensinada, com tempo e calma. É bom que, para além da aprendizagem das regras de lavagem, se faça também ver às crianças que não se trata de um “frete” a fazer mas sim de uma rotina que deve prolongar-se ao longo da vida.
  • 4. LAVAGEM ADEQUADA DAS MÃOSUma lavagem correta das mãos deve incluir os seguintes passos:
  • 5. 1. Antes de preparar uma refeição ou de comer;2. Após ida à casa de banho;3. Após mudar as fraldas ou limpar uma criança que foi à casa de banho;4. Depois e antes de estabelecer contacto direto com pessoas doentes;5. Depois de assoar, tossir ou espirrar;6. Depois de mexer num animal;7. Depois de mexer no lixo;8. Depois e antes de tratar de um corte ou ferida;9. Após a chegada ao trabalho/escola;10. Depois e antes de dar medicação.É muito importante lavar as mãos depois de comer, especialmente as crianças que comem com as mãos, de modo a diminuir a quantidade de saliva nas mãos, a qual pode conter microorganismos.Até aos 2 anos de idade ou enquanto a criança não for autónoma, a lavagem das mãos nos momentos apropriados está dependente dos educadores.
  • 6. É fundamental secar bem as mãos, por várias razões: Ajuda a prevenir as fissuras das mãos, Reduz a contaminação das mãos (molhadas contaminam-se mais facilmente), Remove algumas bactérias e vírus.
  • 7. LIMPAR OS OUVIDOS E O NARIZOs ouvidos A presença de cera nos ouvidos não é sinal de sujidade mas de que o canal auditivo externo está a funcionar. Por esta razão, não se deve limpar os ouvidos com cotonetes porque só servirá para empurrar as secreções para locais mais fundos do canal auditivo. Quanto muito, poder-se-á limpar a parte de fora do ouvido com muito cuidado. Cotonetes com protecção redonda maior devem ser preferidos para limpar a orelha.O Nariz Deve ser limpo cuidadosamente, pelo menos uma vez por dia de forma completa. Assoar-se e não fungar. São palavras de ordem que têm de ser repetidas até à exaustão, sobretudo a partir dos 2 anos e meio de idade, altura em que já é possível uma criança assoar-se. Uma criança desta idade não tem ainda responsabilidade suficiente para se assoar quando precisa, como tal, é preciso que os pais e educadores andem constantemente a lembrar ou então associem o assoar-se com outro momento que faça parte da rotina, como por exemplo, as idas à casa de banho. Pode ser boa ideia insistir que, para além da lavagem das mãos, também peguem num papel e se assoem, mesmo que não tenham muito ranho.
  • 8. CONTROLO DOS ESFÍNCTERES O treino do chamado “controlo dos esfincteres”, ou seja, do aprender a fazer no bacio ou na sanita, faz-se por etapas e com uma lógica sequencial. Não devemos exigir à criança que já use o bacio ou a sanita, sem que ela esteja preparada para tal. Na maioria dos casos, as crianças começam a controlar os esfincteres entre os 2 e os 4 anos, embora tenhamos que ter em conta várias fases: controlo das fezes e da urina, controlo diurno, à hora da sesta e noturno. Factores que podem acelerar ou atrasar este processo: Maturidade biológica – a criança consegue controlar a bexiga de forma a manter-se seca durante algumas horas. Esta maturidade costuma acontecer entre os 2 e os 3 anos. Maturidade psicológica – é reconhecer que “apetece-me fazer” ou “preciso de fazer”, “tenho de ir já” e “tenho de ir antes de”.O excesso de expectativas pode causar frustrações - em média são necessários quatro meses para que a aprendizagem se faça, mas estamos a falar apenas do controlo diurno. Quanto mais as oportunidades para as crianças exercitarem este comportamento, mais rapidamente se fará a aprendizagem.
  • 9. COMO SABER SE A CRIANÇA JÁ ESTÁ PREPARADA?O despertar deste passo de desenvolvimento pode revelar-se por: Interesse pelo bacio ou pela sanita; Ver os adultos na casa de banho Perguntar coisas; Encolher-se a um canto da sala quando está a fazer; Dizer “fiz”.Deve-se entusiasmar a criança a dizer mal sente vontade de fazer. Progressivamentevai tentando, mas ainda não chegando a tempo, depois então, sim, começará a“conseguir”.É essencial que se entendam estas fases como normais, dizendo sempre que foimuito bom o que a criança sinalizou. Não conseguiu chegar a tempo, paciência.
  • 10. COMO POTENCIAR E APOIAR Não tentar acelerar o processo. Estar interessado em aprender não significa que já se tenha aprendido. Dar estímulos positivos (“Que bom deixares de usar essas fraldas, vais ficar lindo com cuecas”). Não entrar em chantagens com a criança porque o controlo não depende da vontade expressa da criança. Conhecer bem os hábitos da criança e levá-la ao bacio ou à sanita nos momentos em que prevemos que terá vontade de fazer. Não castigar a criança ou olhá-la com desprezo e humilhá-la, chamando-lhe “porcalhona”. Ter presente que este é um processo longo, com alguns avanços e retrocessos, mas que a atitude dos adultos pode ser decisiva.
  • 11. Como prevenir e evitar o aparecimento de cáries? Limpar diariamente os dentes da criança; Não deixar que adormeça com o biberão com sumo ou leite; Não deixar que chuche por longos períodos de tempo no biberão; Dar apenas água se tiver sede à noite; Não molhar a chupeta em mel ou outros líquidos doces; Ir regularmente com a criança ao médico dentista; Pensar que o fator tempo é muito importante: quanto mais tempo o dente for exposto a um produto açucarado, maior é o risco de cárie. MOTIVAR PARA A ESCOVAGEM Para que a criança se interesse pelos cuidados com a higiene oral, o momento da escovagem dos dentes deve tornar-se divertido e não ser visto como uma obrigação ou castigo.
  • 12. De seguida apresentamos algumas atividades acerca deste tema, que propomos que realizem com as crianças:1) Propomos que os Pais e/ou educadores ensinem ás crianças uma música relacionada com o este assunto, que lhes expliquem a importância da escovagem dos dentes e o que acontece caso não o façam;
  • 13. Um copo com água Um copo com águaUma escova e pasta Para lavar os dentes É o que me bastaEsfrego, esfrego, esfrego Com muito cuidadinhoCom os dentes lavados Que rico cheirinho
  • 14. 2) Apresentação de imagens com a representação de um dente saudável e outro com cáries. Os pais ou educadores explicam o que provoca as cáries e pedem às crianças que lhe deem ideias de boas práticas para prevenir estas situações; 3) Propomos também que no Jardim de Infância a educadora faça uma escova de dentes de grandes dimensões, possivelmente em esferovite, para que as crianças possam decorá-la. Depois disto a educadora pode expor este trabalho na sala para que as crianças o vejam todos os dias, e assim se lembrem da importância de escovar os dentes.
  • 15. • Luís Baía• Binta Baldé• Lunelma