Apostila aidc 2010_2

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Apostila aidc 2010_2

  1. 1. Universidade Regional de Blumenau Centro de Ciências Sociais Aplicadas Departamento de Ciências Contábeis Curso de Graduação em Ciências Contábeis AAAuuudddiiitttooorrriiiaaa IIInnndddeeepppeeennndddeeennnttteee dddaaasss DDDeeemmmooonnnssstttrrraaaçççõõõeeesss CCCooonnntttááábbbeeeiiisss PPrrooffeessssoorr:: MMaannffrreeddoo KKrriieecckk learned@learned.com.br www.learned.com.br (47) 3222-1601 Blumenau - SC 2010/2
  2. 2. 2 INDICE: 1. AUDITORIA CONTÁBIL – APLICAÇÃO E CONCEITO ___________________________ 04 Funções Contábeis. Campo de Ação da Contabilidade. Exercícios Propostos. 2. AUDITORIA DAS CONTAS PATRIMONIAIS ATIVAS ____________________________ 08 Introdução. Objetivos. Procedimentos de Auditoria. Revisão dos Controles Internos. Principais Contas. Exercícios Propostos. 3. AUDITORIA DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA __________________________ 14 Introdução. Objetivos. Revisão dos Controles Internos. Procedimentos de Auditoria. Casos Especiais na Análise dos Saldos de Caixa. Exercícios Propostos. Casos Práticos. 4. AUDITORIA DE CONTAS A RECEBER _________________________________________ 24 Introdução. Objetivos. Revisão dos Controles Internos. Procedimentos de Auditoria. Falsas Apresentações de Contas a Receber. Exercícios Propostos. Casos Práticos. 5. AUDITORIA DE ESTOQUES ___________________________________________________ 34 Objetivos. Procedimentos de Auditoria. Conhecimento do Negócio, da Companhia, e de seus Produtos. Revisão do Controle Interno. Inspeção Preliminar. Importância das Observações do Levantamento Físico. Observação dos Procedimentos de Contagem Física. Testes de Contagens de Estoque. Segregação de Entradas e Saídas “Antes” e “Após” o Inventário. Estoques em Poder de Terceiros e Estoques de Terceiros em Poder da Companhia. Programa de Contagens Rotativas Substituindo o Levantamento Físico Completo. Teste de Exatidão Aritmética. Teste de Avaliação – Custo. Teste de Avaliação – Mercado. Estoques Obsoletos e Morosos. Transações entre a data da Contagem Física e a Data do Balanço. Reserva de Estoque. Estoques Iniciais, quando da Primeira Auditoria. Técnicas de Auditoria em Estoques. Valor Justo. Faturamento Antecipado, Vendas para Entrega Futura, Mercadorias em Trânsito, Adiantamento a Fornecedores e Importações em Andamento. Exercícios Propostos. Casos Práticos. 6. AUDITORIA DE INVESTIMENTOS _____________________________________________ 46 Introdução. Participação no Capital Social de Outras Empresas. Outros Investimentos (Propriedades para Investimentos). Investimentos Avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial. Principais Procedimentos de Auditoria. 7. AUDITORIA DO IMOBILIZADO _______________________________________________ 51 Aspectos Contábeis. Controles Internos. Objetivos. Procedimentos de Auditoria. Exercícios Propostos. Casos Práticos. 8. AUDITORIA DO ATIVO DIFERIDO ____________________________________________ 58 Introdução. Aspectos Contábeis Adotados até a Lei nº 11.941/09. Procedimentos de Auditoria. 9. AUDITORIA DOS INTANGÍVEIS _______________________________________________ 60 Introdução. Condições para Reconhecer no Balanço um Ativo Intangível. Formas de Contabilização, segundo a Lei 11.638/07 e Lei nº 11.941/09. Ativos Intangíveis Enquadrados no CPC 04. Custo de Ativo Intangível Adquirido Separadamente. Custos que não Fazem Parte do Ativo Intangível. Custo na Aquisição de Combinação de Negócios. Gastos de Pesquisa e Desenvolvimento. Teste de Recuperabilidade de Intangíveis. Custo de Ativo Intangível Gerado Internamente. Reconhecimento de Despesas. Mensuração Após o Reconhecimento do Intangível. Principais Procedimentos de Auditoria. 10. AUDITORIA DAS EXIGIBILIDADES ___________________________________________ 65 Introdução. Objetivos. Procedimentos de Auditoria. Eventos Subseqüentes. Passivos Contingentes. Principais Contas. Comitê de Pronunciamentos Contábeis. Exercícios Propostos. 11. AUDITORIA DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO ______________________________________ 76 Aspectos Contábeis. Importância do Patrimônio Líquido nas Demonstrações Contábeis. Princípios Contábeis Geralmente Aceitos. Classificação do Patrimônio Líquido no Balanço Patrimonial e Diretrizes Contábeis. Objetivos. Procedimentos de Auditoria.
  3. 3. 3 12. AUDITORIA DAS CONTAS DE RESULTADO ____________________________________ 80 Introdução. Objetivos. Aspectos Contábeis. Aspectos de Controle Interno. Procedimentos de Auditoria – Receitas e Despesas. Procedimentos Específicos de Auditoria para Contas de Receitas e Despesas. Exercícios Propostos. 13. AUDITORIA DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS _______________________________ 85 Conceito. Necessidade de Auditoria de Demonstrações Contábeis. Benefícios da Auditoria de Demonstrações Contábeis. Relação das Normas de Auditoria com os Procedimentos a serem Aplicados. Auditoria das Principais Peças que Compõem as Demonstrações Contábeis. Notas Explicativas. Exercícios Propostos.
  4. 4. 4 11 AAUUDDIITTOORRIIAA CCOONNTTÁÁBBIILL -- AAPPLLIICCAAÇÇÃÃOO EE CCOONNCCEEIITTOO 1. FUNÇÕES CONTÁBEIS Contabilidade é a ciência destinada a estudar e controlar o patrimônio das entidades, do ponto de vista econômico e financeiro, observando seus aspectos quantitativo e qualitativo e as variações por ele sofridas. Caracteriza-se como um contínuo processo de fornecimento das informações referentes, primordialmente, às atividades financeiras das entidades econômicas, sendo considerada como um valioso instrumento que mede os resultados das entidades, avalia o desempenho dos negócios e fornece diretrizes para a tomada de decisões. Os que utilizam informações contábeis classificam-se em duas amplas categorias: aqueles de dentro da entidade, usuários internos, e aqueles de fora da entidade, usuários externos. Os administradores de entidades, obviamente, são usuários internos, enquanto que credores, investidores, entidades normativas e autoridades fiscais são os principais usuários externos. O objeto da Contabilidade é, pois, o patrimônio administrável, à disposição das entidades, sobre o qual ela fornece as informações necessárias à avaliação da riqueza patrimonial e dos resultados produzidos por sua gestão. Finalmente podemos dizer que as Entidades usam a linguagem contábil, para transmitir os resultados de seus esforços às partes interessadas. 2. CAMPO DE AÇÃO DA CONTABILIDADE Para atingir os seus objetivos a contabilidade, utiliza-se de técnicas, as quais são descritas a seguir. 2.1. Escrituração A escrituração é o registro dos fatos que ocorrem no patrimônio. Esse registro obedece a princípios e normas contábeis consagrados pela doutrina e pela técnica e é feito em ordem cronológica, o que dá à Contabilidade característica de verdadeira história do patrimônio. Os registros evidenciam a expressão monetária dos fatos, selecionando-os, segundo critérios técnicos, de acordo com a natureza de cada um, o que permite sejam eles reunidos em grupos homogêneos, que distinguem os diversos componentes do patrimônio e suas variações. Os seguintes elementos são fundamentais para uma adequada escrituração: a) Documentos hábeis b) Plano de Contas c) Software/Hardware d) Arquivos e) Profissional habilitado 2.2. Demonstrações Contábeis O simples registro e seleção dos fatos, dado seu volume e heterogeneidade, não são elementos suficientes para atingir a finalidade informativa da Contabilidade. Daí esses fatos reunidos, em demonstrações sintéticas, que recebem a denominação genérica de demonstrações contábeis. As demonstrações contábeis são preparadas sob a égide da estrutura conceitual elaborada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC em correlação com as Normas Internacionais de Contabilidade (Framework for the Preparation and Presentation of Financial Statement) – IASB. O Pronunciamento Conceitual Básico que dispõe sobre a estrutura conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis apresenta os seguintes itens para destaque na auditoria contábil: a) Como pressupostos básicos: o regime de competência e a continuidade. b) Como características qualitativas das demonstrações contábeis: a compreensibilidade, a relevância, a materialidade, a confiabilidade, representação adequada, a primazia da essência sobre a forma, a neutralidade, a prudência, a integridade, e a comparabilidade. c) Os elementos das demonstrações contábeis: ativos, passivos, patrimônio líquido, as receitas e despesas.
  5. 5. 5 Quando essas demonstrações têm em vista as exposições dos componentes patrimoniais, recebem o nome de Balanço Patrimonial. Quando visam demonstrar as variações patrimoniais, bem como o resultado econômico de um período administrativo, recebem a denominação de Demonstração do Resultado do Exercício. Outras demonstrações contábeis estão consagradas pelo uso, podendo destacar-se: Demonstração do Fluxo de Caixa: com o objetivo de proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis, uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa, ou equivalente de caixa, bem como as necessidades da entidade para utilizar esses recursos. Tornou-se obrigatória a partir da Lei nº 11.638/07 para as companhias fechadas com PL de R$ 2.000.000,00 ou mais, na data do balanço. Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos: destinada a demonstrar como surgiram os recursos econômico-financeiros manipulados no exercício e onde foram aplicados. Revogada pela Lei nº 11.638/07, porém, pode ser apresentada como quadro complementar. Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados: substituída, com vantagem, pela demonstração das mutações do Patrimônio Líquido: pois esta abrange as variações sofridas no exercício por todas as contas integrantes do Patrimônio Líquido. Demonstração do Valor Adicionado: representa um dos componentes do balanço social e tem por finalidade evidenciar a riqueza gerada e a sua distribuição. Obrigatória para as companhias abertas, os dados são obtidos principalmente a partir da demonstração de resultados. Balanço social: destacando os benefícios sociais da entidade perante a sociedade. As Notas Explicativas, que são complementos das demonstrações contábeis, integram as mesmas, e se destinam, precipuamente, a esclarecer os principais critérios adotados na avaliação dos elementos patrimoniais e na apropriação dos resultados, além de propiciar outras informações, tornando mais inteligíveis as demonstrações contábeis e permitindo análise mais segura do patrimônio e de suas variações. 2.3. Estrutura das Demonstrações Contábeis para Fins de Análise Como algumas das demonstrações contábeis são sintéticas e nem sempre esclarecem a composição analítica do patrimônio e de suas variações, a Contabilidade dispõe de mais uma técnica especializada, denominada Análise de Balanços, que permite decompor, comparar e interpretar essas demonstrações contábeis, oferecendo, aos interessados, dados analíticos e interpretação sobre os componentes do patrimônio e sobre os resultados da atividade econômica desenvolvida pela entidade, sob a ótica de desempenho (análise tradicional), e de riscos, principalmente com análise dinâmica do capital de giro próprio e suas necessidades. A análise de balanços é mais eficaz após a realização da auditoria. 2.4. Auditoria 2.4.1. Introdução Os usuários das demonstrações contábeis precisam ter a certeza que as informações e análises que lhes são fornecidas são dignas de confiança, exatas e apresentadas honestamente e isentas de distorções. Para mensurar a adequação e confiabilidade dos registros e das demonstrações contábeis, a contabilidade utiliza-se de uma técnica que lhe é própria, chamada auditoria, que consiste no exame de documentos, livros e registros, inspeções, obtenção de informações e confirmações internas e externas, obedecendo à norma apropriada de procedimento, objetivando verificar se as demonstrações contábeis representam adequadamente a situação nelas demonstradas, de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos aplicados de maneira uniforme. 2.4.2. Objetivos Para muitos profissionais e mesmo empresários, a conceituação de auditoria não tem ultrapassado aquela de uma função destinada a garantir a inexistência de erros na documentação processada pela contabilidade. Porém a auditoria contábil é um sistema permanente de atividades especializadas exercidas em uma entidade, compreendendo: o conhecimento das leis, normas ou costumes que regem as atividades; a observação dos controles internos mantidos; o exame dos registros contábeis e dos documentos de suas operações; a verificação física dos bens ou valores; confirmação dos débitos e créditos de terceiros, com a finalidade de apurar:
  6. 6. 6 a) se os demonstrativos contábeis (Balanços e relações discriminativas) expressam a realidade patrimonial e suas relações com terceiros; b) se as operações foram conduzidas conforme as Leis e normas vigentes; c) se os bens ou valores administrados não sofreram fraudes, desvios ou extravios. 2.4.3. Definição Podemos definir a auditoria como: " A técnica contábil que através de procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame dos registros e documentos, inspeção e na obtenção de informações e confirmações, objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período examinado e as demais situações nelas demonstradas". Pode-se dizer que é a técnica utilizada para confirmar a veracidade dos registros contábeis, principal meio de que se vale a Contabilidade para alcançar seu fim. Com isto não queremos afirmar que a ação da auditoria se limita aquilo que está registrado nos livros, pois ela, poderá também, apurar o que foi omitido nos registros. Ela se vale, portanto, de todos os meios de prova ao seu alcance, para apurar a veracidade dos registros, mesmo, que tenha de recorrer a provas extracontábeis, ou mesmo fora da entidade auditada. A apuração da falta de registros que deveriam ter sido feitos, por exemplo, é uma das formas de comprovar que inexiste exatidão nas demonstrações contábeis, principal objetivo da auditoria.
  7. 7. 7 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 1. Para atingir os seus objetivos, a contabilidade utiliza-se de algumas técnicas. Com relação a estas técnicas podemos afirmar que: a) Quando as demonstrações contábeis visam demonstrar as variações patrimoniais, bem como o resultado econômico de um período administrativo, recebem o nome de Demonstração do Valor Adicionado. b) A escrituração contábil é o registro dos fatos que ocorrem no patrimônio. c) Com o objetivo de mensurar a adequação e confiabilidade dos registros e das demonstrações contábeis, a contabilidade utiliza-se de uma técnica chamada Estrutura das Demonstrações Contábeis para fins de análise. d) Auditoria contábil é um sistema permanente de atividades especializadas exercidas em uma entidade, compreendendo, entre outros procedimentos, o exame dos registros contábeis e dos documentos de suas operações. e) As notas explicativas são destinadas a demonstrar como surgiram os recursos econômico-financeiros manipulados no exercício e onde foram aplicados. 2. A principal finalidade de uma auditoria contábil é: a) Elaboração de demonstrativos contábeis. b) Exame e confirmação da fidedignidade dos registros contábeis e correta apresentação das demonstrações contábeis. c) Conferência física dos registros contábeis das contas. d) Elaboração e avaliação dos registros contábeis. e) Apuração correta do lucro do exercício. 3. A Contabilidade se caracteriza como um contínuo processo de fornecimento das informações referentes, primordialmente, às atividades financeiras das entidades econômicas, sendo considerada como um valioso instrumento que mede os resultados das entidades, avalia o desempenho dos negócios e fornece diretrizes para a tomada de decisões. O objeto da Contabilidade é o: a) documento hábil da entidade. b) plano de Contas Contábil da entidade. c) software/hardware. d) profissional habilitado. e) patrimônio administrável, à disposição das entidades. 4. Constitui objeto da técnica de auditoria: a) Verificar se a contabilidade é satisfatória do ponto de vista sistemático e de organização. b) Registrar os fatos administrativos, de conformidade com as normas da ciência contábil. c) Planejar a maneira pela qual as transações deverão ser registradas, sintetizadas e evidenciadas. d) Estudar e controlar o patrimônio, para fornecimento de informações sobre sua composição e suas variações. e) Denunciar os funcionários descontentes com a política salarial da entidade. 5. Assinale a alternativa que não é pertinente ao objeto da auditoria: a) Verificar se as normas e procedimentos de controles internos foram implantadas de maneira satisfatória e se estão sendo observadas pelos funcionários da entidade. b) Sugerir as providências cabíveis para prevenir contra erros e fraudes. c) Comprovar, pelo registro, se são exatos os fatos patrimoniais. d) Estudar e controlar o patrimônio, registrando todos os fatos administrativos.
  8. 8. 8 22 AAUUDDIITTOORRIIAA DDAASS CCOONNTTAASS PPAATTRRIIMMOONNIIAAIISS AATTIIVVAASS 1. INTRODUÇÃO A auditoria das contas do ativo fundamenta-se no exame e na comprovação da existência e valor dos bens tangíveis ou intangíveis, e em dados de observação ou em confirmação pessoal. Desta forma os auditores conseguem reunir provas satisfatórias sobre a existência e adequação dos valores registrados. 2. OBJETIVOS Embora os objetivos de auditoria possam variar ligeiramente de um para outro tipo ativo, eles se aplicam, de modo geral a quase todos. Enfocamos a seguir os objetivos básicos, usualmente relacionados com os vários itens do ativo. a) EXISTÊNCIA: A verificação do item do ativo deve ser o objetivo primordial da auditoria. Este objetivo sugere um procedimento, principalmente no caso de ativos tangíveis; o exame do bem pelo auditor, pessoalmente. A confirmação (averiguação por escrito) muitas vezes fornece provas da existência de um bem, assim como o fazem a averiguação verbal e o exame de documentos. Em certos casos, é necessária evidência qualitativa e quantitativa, para se estabelecer a existência de um bem. Nessas circunstâncias, muitas vezes se exigem procedimentos especiais que dêem ao auditor a necessária certeza. Esses procedimentos podem envolver a contratação de um especialista para verificar a existência de bens. Os aspectos qualitativos da existência de um bem relacionam-se estreitamente com o objetivo da avaliação. b) AVALIAÇÃO: A determinação do valor dos ativos é outro objetivo primordial da auditoria, em que são exigidos procedimentos específicos, com a finalidade de reunir provas referentes a seu valor. Dentre as que se usam para obter provas do valor de um bem, citam-se: b.1) consulta às cotações de mercado; b.2) determinação de valor justo; b.3) exame das listas de preços, catálogos e outros dados sobre custos, no caso de estoque; b.4) classificação por vencimentos e confirmação, no caso de contas a receber; b.5) cálculo do valor em uso, ou valor líquido de mercado (recuperabilidade de ativos); b.6) cálculo de ajuste a valor presente de créditos e obrigações. As Leis nºs 11.941/09 e 11.638/07 introduziram modificações quanto ao critério de avaliação dos ativos, dispostos no artigo 183 da Lei das S/A. 1) As aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo, serão avaliadas: a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; 2) Os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; 3) Os investimentos em participação no capital social serão avaliados por equivalência patrimonial ou pelo custo de aquisição (dependendo do enquadramento determinado), deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas;
  9. 9. 9 4) Os demais investimentos serão avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; 5) Os direitos classificados no imobilizado serão avaliados pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão; 6) Os direitos classificados no intangível serão avaliados pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; 7) Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante. Considera-se valor justo: a) as matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado; b) os bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de lucro; c) os investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. d) os instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro: d.1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares; d.2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza, prazo e risco similares; ou d.3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de instrumentos financeiros. 8) A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de: a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. 9) A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam: I - registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou II - revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização. 10) Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil (ex.: estoques de produtos agropecuários).
  10. 10. 10 c) AUTORIZAÇÃO: O auditor tem de se certificar de que o ativo é constituído de bens adquiridos com autorização. Esta autorização tem de ser expressa, como por exemplo: a política que determina que se compre estoque apenas mediante requisição pelo departamento de produção e após concorrência para escolha do melhor preço, pelo departamento de compras. A autorização, no tocante a contas a receber, também tem caráter geral, normalmente, pelo fato de a política de crédito para autorizar vendas a crédito a clientes que preencham determinadas exigências. Em geral, exige- se autorização específica para a aquisição de itens muito importantes e para investimentos em outras entidades. Nesses casos, a diretoria, ou até um comitê de investimentos nomeado pela diretoria, vota para aprovar ou não as referidas aquisições. O auditor deve adotar a prática de examinar os manuais de procedimentos da entidade e outros documentos, para conhecer sua política oficial, e de ler atas de assembléias, reuniões de diretoria ou de outros grupos, para se cientificar das autorizações específicas. d) PROPRIEDADE: O auditor precisa, também, determinar a propriedade dos itens de ativo. Em muitos casos, a posse de um bem, corroborada por uma nota ou fatura, é o bastante para comprovar a propriedade, e isso vale, especialmente, no tocante a estoques, títulos, maquinário, etc. A posse de veículos pode ser também evidenciada através de certificados de propriedade, documentos de registro e recibos de impostos. A de um bem imóvel pode ser estabelecida examinando-se contratos, recibos, guias de imposto predial. e) RESTRIÇÕES: A determinação de um item de ativo é estreitamente ligada a outro objetivo, que é o de ver se há ônus ou restrições de qualquer natureza sobre o bem em questão. Se houver, devem ser divulgadas nas demonstrações financeiras. Por isso, é essencial que o auditor se empenhe em descobrir eventuais restrições ou ônus. f) EXATIDÃO DE VALORES: Um objetivo comum no exame de qualquer tipo de ativo é a verificação se os valores apresentados são exatos. Esse objetivo está estreitamente ligado a determinação da existência quantitativa do bem, mas concentra-se mais especificamente na exatidão matemática. Dentre os procedimentos empregados para atingir esse objetivo, estão a verificação física, como por exemplo, contagem, confirmação e, também, exame e verificação dos registros contábeis e documentação hábil. g) UTILIDADE: No caso de muitos itens de ativo, o objetivo de auditoria é tirar conclusões a respeito do uso potencial da propriedade. Já se disse antes que no caso de ativo imobilizado, os valores de mercado são, na maioria das vezes, os mais relevantes. É um dado muito importante para o auditor a indicação de que um item é obsoleto ou de que é usado na fabricação de um produto que poderá ser tirado de linha. Além disso, os estoques obsoletos ou invendáveis, por qualquer outro motivo, também são pouco úteis. h) APRESENTAÇÃO NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS: É o último, porém, crucial objetivo de auditoria. É a verificação se os diversos itens de ativo são apresentados corretamente nas demonstrações contábeis. E se atinge através de análise das características de cada bem e da aplicação judiciosa das regras de classificação que compreendem, descrições bem feitas, métodos de avaliação, divulgação entre parênteses de valores alternativos, referências às notas explicativas e descrições de ônus e restrições. O auditor deve estar consciente de que um erro de classificação ou descrição inadequada pode ser tão grave quanto um erro de valor. Conseqüentemente, todo exame deve conter procedimentos que assegurem que as demonstrações contábeis são fidedignamente apresentadas. Os ativos são divididos em dois grandes grupos: ativo circulante e ativo não circulante. Deixou de existir a partir de 2008 a demonstração de grupo “ativo permanente”. Caso existam evidências claras de que ativos estão avaliados por valor não recuperável no futuro, a entidade deverá imediatamente reconhecer a desvalorização por meio da constituição de provisão para perdas. Definição de circulante e não circulante: Segundo o parágrafo único do artigo 179, na companhia em que o ciclo operacional tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou a longo prazo, terá por base o prazo desse ciclo. Além da definição acima, o artigo 179 estabelece a seguinte regra de classificação contábil: I) no ativo circulante, serão classificados: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. II) no ativo realizável a longo prazo, serão classificados: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituíssem negócios usuais na exploração do objeto da mesma.
  11. 11. 11 3. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Os procedimentos básicos adotados no exame das contas do ativo são: a) Avaliação dos controles internos adotados, na salvaguarda dos mesmos; b) Comprovação de sua adição através de documentação hábil; c) Exame físico e contagem; d) Confirmação de saldos através de fontes externas; e) Conferência de cálculos de avaliação. 4. REVISÃO DOS CONTROLES INTERNOS As medidas básicas de controle interno, aplicáveis às contas do ativo são: a) Segregação de funções entre a custódia e o registro dos ativos; b) Conciliação mensal do saldo dos controles analíticos com os registros contábeis; c) Identificação física dos bens. 5. PRINCIPAIS CONTAS As contas a examinar de acordo com a sua representatividade são basicamente: - Caixa e equivalentes de caixa - Duplicatas a receber - Estoques - Investimentos - Imobilizado - Intangíveis
  12. 12. 12 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 1. Embora os objetivos de auditoria possam variar ligeiramente de um para outro tipo ativo, eles se aplicam, de modo geral a quase todos. Quanto aos objetivos básicos relacionados com os vários itens do ativo, pode-se afirmar que: a) A existência de restrições sobre o uso dos bens (ônus, garantias) modifica o valor dos ativos, portanto exige um ajuste nas demonstrações contábeis. b) A segregação de funções entre a guarda e o registro dos ativos constitui um procedimento básico de auditoria nas contas do ativo. c) Os aspectos qualitativos da existência de um bem relacionam-se estreitamente com o objetivo da propriedade. d) O auditor tem de se certificar de que o ativo é constituído de bens adquiridos com autorização. e) Um objetivo comum no exame de qualquer tipo de ativo é verificar se os valores apresentados são exatos. 2. A auditoria das contas patrimoniais ativas fundamenta-se no exame com o objetivo de reunir provas sobre a adequação dos saldos demonstrados. Neste sentido, quais os objetivos básicos relacionados às contas do ativo: a) Existência, Avaliação, Autorização, Propriedade, Contagem física, testes, exatidão de valores e restrições. b) Existência, Avaliação, Propriedade, Apresentação nas demonstrações contábeis, Utilidade, Exatidão dos valores e restrições e autorização c) Existência, Avaliação, Restrições, Controle, exame, Contagem física, Utilidade, Exatidão de valores. d) Existência, Avaliação, Exatidão de Valores, Contagem física, saldos, testes, revisão analítica e Utilidade e) Existência, Avaliação, Utilidade, Circularização, confirmação e restrições. 3. Relativo ao assunto Auditoria das Contas do Ativo, assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A auditoria das contas do ativo fundamenta-se no exame e na comprovação da existência e valor dos bens tangíveis e intangíveis. b) A verificação da existência física do ativo não é objetivo primordial da auditoria. c) A existência física de ativos deve ser evidenciada sob a ótica quantitativa e qualitativa. d) O exame de listas de preços, catálogos e outros dados correntes sobre custos, não podem ser usados como provas do valor de um bem. e) O auditor deve estar consciente de que um erro de classificação ou descrição inadequada das contas nas demonstrações contábeis pode ser tão grave quanto um erro de valor. 4. Interrelacione os critérios de avaliação identificados na coluna da esquerda, com os ativos relacionados na coluna da direita: ( 1 ) Valor Justo ( ) Investimentos reconhecidos contabilmente pelo custo. ( 2 ) Ajuste a valor presente ( ) Aplicações em instrumentos financeiros destinados à negociação ou disponíveis para a venda. ( 3 ) Valor provável de realização, quando este for inferior ( ) Aplicações financeiras de liquidez imediata ou com vencimento pré-fixado. ( 4 ) Equivalência patrimonial ( ) Investimentos em controladas. ( 5 ) Valor de mercado, quando for inferior ao custo ( ) Elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo.
  13. 13. 13 5. De acordo com o item “APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS” que envolve a auditoria de ativos, pode-se afirmar de forma correta que o ativo é composto dos seguintes grupos: a) Ativo circulante, ativo não circulante e ativo permanente. b) Ativo circulante e não circulante. c) O imobilizado, intangível e investimentos fazem parte do ativo permanente. d) O realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível compõem o grupo de ativo não circulante. e) O ativo diferido continua existindo, porém, classificado como ativo circulante.
  14. 14. 14 33 AAUUDDIITTOORRIIAA DDOO CCAAIIXXAA EE EEQQUUIIVVAALLEENNTTEESS DDEE CCAAIIXXAA 1. INTRODUÇÃO O caixa e equivalentes de caixa, por representarem um ativo de pronta liquidez, são normalmente as mais sujeitas a uma utilização indevida. Nesta área, mesmo que haja um bom sistema de controle interno, o auditor efetua um maior volume de testes, já que os riscos envolvidos são maiores. São constituídos de: Numerário em caixa; Depósitos bancários de livre movimentação; Aplicações financeiras de liquidez imediata. 2. OBJETIVOS A auditoria do caixa e equivalentes de caixa tem a finalidade de: a) Determinar sua existência, que poderá estar na entidade, em bancos ou com terceiros; b) Determinar se pertencem à entidade; c) Determinar se foram utilizados os princípios contábeis geralmente aceitos, para o registro das transações em bases uniformes; d) Determinar a existência de restrições (vinculação ou garantias) na sua utilização; e) Determinar se está corretamente classificado nas demonstrações contábeis; f) Avaliar os controles internos e procedimentos adotados pela entidade. 3. REVISÃO DOS CONTROLES INTERNOS O volume de transações de caixa e bancos (pagamentos e recebimentos) na maioria das entidades, excede o de qualquer outro grupo de contas, tendo em vista que praticamente todas as transações são finalmente liquidadas através de operações envolvendo caixa ou bancos. Considerando ainda, ser a parcela do ativo de maior liquidez, é de suma importância a existência de um sistema de controle interno eficaz. A revisão tem a finalidade de determinar qual a confiabilidade depositada no controle interno, para que se possa definir quais e quando os procedimentos de auditoria serão utilizados e em qual extensão. Entre os vários aspectos de controles internos, podemos citar alguns que servem de fortalecimento para a área do disponível e que podem ser classificados em: 3.1. Aspectos Gerais a) Segregação de funções entre Tesouraria e Contabilidade. É recomendável, sempre que possível, haja uma separação das funções de tesouraria das de contabilidade. Portanto em todas as entidades de tamanho suficiente para justificar esse procedimento, a responsabilidade pela guarda dos fundos de caixa e títulos de renda deve ser do tesoureiro. A responsabilidade pelo controle contábil e revisão de transações de caixa e da contabilidade. Mesmo em entidades de pequeno porte as funções de caixa devem ser segregadas de forma a oferecer maior segurança sobre as transações efetuadas. b) Abertura de contas bancárias autorizadas pela diretoria. Todas as contas bancárias e as pessoas designadas para assinaturas de cheques, devem estar expressamente autorizadas. As contas bancárias deverão estar em nome da entidade. c) Seguro fidelidade ou carta de fiança. Para os empregados que manuseiam dinheiro ou valores, a entidade deve contratar seguro fidelidade ou obter carta de fiança, de modo a assegurar a recuperação de possíveis apropriações indevidas. d) Concessão de férias regulares aos empregados responsáveis pelo caixa. A concessão de férias regulares aos responsáveis pelo caixa, poderá facilitar a descoberta de possíveis irregularidades.
  15. 15. 15 e) Conciliações bancárias. As contas bancárias devem ser conciliadas regularmente a cada final de mês. É desejável que as conciliações sejam criteriosamente revisadas. f) Sistema formal de comunicação entre as entidades e bancos. Os bancos deverão ser informados por escrito das normas adotadas pela entidade (débitos em conta, cheques com duas assinaturas, limites de valores, cobrança de encargos financeiros, etc.) e do cancelamento de procurações. A saída de empregados com procurações para movimentação de numerário e endossos de duplicatas devem ser imediatamente comunicadas aos bancos. g) Controle das disponibilidades diárias. O saldo das disponibilidades em caixa e bancos deverá ser mantido nos níveis mínimos necessários, possibilitando à entidade a aplicação financeira dos valores disponíveis. 3.2. Recebimentos a) Controle contábil e controle físico. Os recebimentos deverão ser controlados por pessoas independentes às funções de custódia das duplicatas, conferência da seqüência numérica dos recibos e checagem dos valores efetivamente depositados. b) Endosso restritivo de cheques. O endosso restritivo, como por exemplo "somente para depósitos em nome da entidade" deve ser aposto no ato do recebimento dos cheques, como mais um controle para evitar possíveis apropriações dos valores recebidos através de cheques. c) Depósito integral dos recebimentos. Os recebimentos devem ser depositados intactos e diariamente, evitando ser misturados com outros fundos de caixa, bem como, utilizados para pagamentos de contas ou despesas. Deve ainda ser evitada a utilização de recebimentos para troca de cheques de funcionários e clientes. d) Cobranças. A cobrança de juros e encargos de mora, deve ser verificada regularmente por pessoa alheia às funções de caixa, preferencialmente por um auditor interno, certificando- se de que os valores recebidos estejam de acordo com os índices (percentuais) estabelecidos pela entidade. Essa verificação torna-se eficaz com o uso de sistema eletrônico de processamento de dados utilizando parâmetros para confrontação com o efetivamente recebido. 3.3. Pagamentos a) Pagamentos acima de um limite, exclusivamente através de cheques nominais. Com exceção dos pagamentos efetuados através do fundo fixo de caixa, todos os demais deverão ser efetuados por cheques nominais aos favorecidos. É recomendável que a entidade estabeleça este limite. b) Cheques com duas assinaturas. O procedimento de duas assinaturas deve ser levado a efeito conscientemente ou não atende aos objetivos propostos. Assinaturas de cheques em branco, ou uma das partes deixar para a outra a revisão dos comprovantes de pagamentos, anulará a finalidade e vantagens de cheques com duas assinaturas. Os cheques deverão ser emitidos com cópias, as quais deverão conter o visto das pessoas que assinaram os cheques. c) Inutilização dos documentos pagos. Todos os comprovantes de pagamentos (notas fiscais/faturas, recibos, avisos de débitos, etc.) Devem ser inutilizados através de carimbo específico (por exemplo, "pago", "liquidado", etc.) por ocasião da liquidação dos mesmos. Este procedimento visa eliminar a possível reapresentação do documento para novo pagamento.
  16. 16. 16 d) Controle sobre os cheques em branco. Somente as pessoas autorizadas a preparar cheques devem ter acesso aos cheques em branco. Todos os cheques requisitados junto aos bancos deverão ser controlados adequadamente. e) Débitos em conta e senhas. O procedimento de duas senhas para autorizar pagamentos através de instituições financeiras deve ser levado em consideração para maior segurança da entidade e confiabilidade aos empregados. 3.4. Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata As aplicações em instrumentos financeiras têm sido operação de destaque no critério de avaliação dos ativos na lei nº 11.638/07 que alterou parcialmente a lei nº 6.404/76, destacando-se neste caso o art. 183. O auditor deve estar atento à natureza das aplicações e riscos envolvidos (ex. derivativos) e à necessidade de ajustes ao valor provável de realização, quando inferior ao valor contábil, ao valor de mercado ou equivalente, com reflexos no resultado do exercício e/ou patrimônio líquido. 4. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Dentre os procedimentos de auditoria que o auditor poderá utilizar no desenvolvimento dos trabalhos na área de caixa e equivalentes de caixa, podemos citar: 4.1. Contagem de caixa Para a realização de contagem de caixa, o auditor deverá observar no mínimo, as seguintes técnicas: a) A contagem de caixa deve ser previamente planejada; b) É necessário que o auditor tenha conhecimento prévio das modalidades de caixa existentes e do seu funcionamento (caixa geral, caixa recebimentos, caixa pagamentos, caixa fundo fixo); c) A contagem de caixa deve ser efetuada em caráter de surpresa; d) Todos os fundos existentes em poder do caixa devem ser incluídos na contagem; e) Quando existirem mais de um caixa, os mesmos deverão ser contados simultaneamente; f) A contagem deverá ser efetuada na presença do responsável pelo caixa; g) O auditor deverá estar atento para as situações anormais (cheques antigos, cheques de funcionários, comprovantes de desembolsos de caixa sem data ou com data antiga, vales, etc.); h) Todos os comprovantes de desembolsos incluídos no saldo de caixa, deverão ser analisados quanto a autenticidade e evidência de aprovação por um titular responsável; i) O trabalho efetuado pelo auditor deverá ser evidenciado nos papéis de trabalho; j) A contagem de caixa deverá ser demonstrada em formulário específico, preenchido a caneta e conter os seguintes dados: - nome da entidade; - nome do responsável pelo caixa; - data e hora da contagem; - nome do auditor que efetuou a contagem; - composição da contagem (notas, moedas, cheques, comprovantes de pagamentos e recebimentos não lançados no caixa); - declaração assinada pelo responsável pelo caixa de que os valores contados representam a totalidade dos fundos de caixa em seu poder e que os mesmos foram devolvidos. 4.2. Exame das conciliações bancárias Normalmente as entidades preparam mensalmente as conciliações bancárias, as quais representam uma conciliação do saldo da conta corrente bancária (extrato fornecido pelo banco) com o saldo apresentado pelo razão analítico. Analisando as conciliações bancárias, o auditor interno pode assegurar-se dos controles internos mantidos nesta área. Os passos a serem seguidos na análise das conciliações bancárias são basicamente: a) Verificar se são elaboradas mensalmente para todos os bancos com os quais a entidade opera; b) Verificar se são preparadas e revisadas por empregados alheios as funções de caixa e controle de saldos bancários;
  17. 17. 17 c) Verificar se são preparadas em formulário específico, mencionando as datas e natureza das pendências constatadas; d) Conferir as somas e os saldos com o razão e extratos. e) Analisar os itens pendentes, verificando as providências tomadas para regularização e a liquidação subseqüente das mesmas. 4.3. Circularização bancária A circularização bancária, consiste em obter diretamente dos bancos a confirmação dos saldos das contas movimento, bem como, de quaisquer outras transações mantidas entre a entidade e os bancos. A resposta deverá ser remetida diretamente aos auditores. De posse dos valores informados pelos bancos, o auditor tem meios de confirmar os saldos registrados pela entidade, como também, tomar conhecimento da existência de possíveis transações não registradas. Os pedidos de informação de saldos deverão ser assinados pelos titulares da entidade. 4.4. Análise das aplicações financeiras As aplicações financeiras, classificadas no disponível, são as aplicações temporárias de numerários com prazos de resgate de curtíssimo prazo. O auditor deverá aplicar os procedimentos de auditoria de acordo com as circunstâncias que podem ser de contagem física, confirmação, exame da documentação comprobatória, e verificação da contabilização dos rendimentos de acordo com o regime de competência. 4.5. Exame das transferências de numerário É comum as entidades efetuarem transferências de numerário de um banco para outro, ou ainda, entre bancos situados em locais diferentes (praças). Estas transferências ocorrem com maior freqüência quando as entidades mantêm filiais ou escritórios em diferentes locais. O trabalho do auditor consiste em verificar se as transferências foram efetuadas de acordo com as necessidades da entidade e se os valores transferidos foram colocados à disposição da mesma, no mesmo dia da emissão do cheque ou autorização de débito. Este procedimento visa evitar a manipulação de numerário da entidade por terceiros ou pelos próprios bancos. 4.6. Transações de caixa - Pagamentos e recebimentos A análise das transações de caixa compreende a verificação dos comprovantes de pagamentos e recebimentos durante um determinado período, com o objetivo de verificar se as transações estão suportadas por documentação hábil e que referem-se as operações normais ao ramo de atividade da entidade. Ressalte-se aqui a característica destacada pela Estrutura Conceitual para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis, conhecida como “primazia da essência sobre a forma”. Para que a informação represente adequadamente as transações e outros eventos que ela se propõe a representar, é necessário que essas transações e eventos sejam contabilizados e apresentados de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não meramente sua forma legal. A essência das transações ou outros eventos nem sempre é consistente com o que aparenta ser com base na sua forma legal ou artificialmente produzida.... 5. CASOS ESPECIAIS NA ANÁLISE DOS SALDOS DE CAIXA 5.1. O Estouro Dá-se o estouro de caixa, quando uma Entidade deixa de registrar receitas ou recebimentos. Em conseqüência, o saldo de Caixa torna-se insuficiente para suportar os lançamentos de pagamentos, no dia em que estes ocorrem. Quando o estouro de caixa é representado por saldos credores na conta de fornecedores (cujas duplicatas já foram pagas, mas, por insuficiência de saldo no caixa real da entidade, não podem ser baixadas), as obrigações passam de um período para outro, como se fossem reais (PASSIVO FICTÍCIO). O estouro de caixa representa, normalmente, omissão de receitas não oferecidas à tributação na época oportuna.
  18. 18. 18 Contudo, cada estouro deve merecer atenção especial do auditor, pois nem sempre caracteriza omissão de receitas. Somente após a investigação contábil, poder-se-á determinar se a natureza do estouro de caixa é efetivamente decorrente de uma omissão de receita ou da não contabilização, na época oportuna, de um ingresso de numerário. 5.2. Suprimentos Denomina-se suprimento de caixa o ato de prover os recursos necessários para fazer frente as obrigações pagas, através de empréstimos efetuados, normalmente pelos titulares da entidade. O ato em si não configura fraude, todavia, representa um forte indício de sua ocorrência.
  19. 19. 19 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 1. Além da contagem de caixa, existem outros procedimentos de auditoria que o auditor poderá se utilizar no desenvolvimento dos trabalhos na área de caixa e equivalentes de caixa. Em relação a estes procedimentos, seria correto afirmar que: a) As aplicações financeiras, classificadas no caixa e equivalentes de caixa, são aplicações de numerários com prazos de resgate de longo prazo. b) No exame de transferência de numerário, o trabalho do auditor consiste em verificar se as transferências foram efetuadas de acordo com as necessidades da entidade e se os valores transferidos foram colocados à disposição da mesma no mesmo dia da emissão do cheque ou autorização de débito. c) O procedimento de circularização bancária visa evitar a manipulação de numerário da entidade por terceiros ou pelos próprios bancos. d) A análise das transações de caixa compreende a verificação dos comprovantes de pagamentos e recebimentos durante um determinado período, visando verificar se as transações estão suportadas por documentação hábil e que referem-se as operações normais ao ramo de atividade da entidade. e) Somente através da análise das conciliações bancárias, o auditor interno pode confirmar os saldos registrados pela entidade, bem como tomar conhecimento da existência de possíveis transações não registradas. 2. Você é o auditor designado para realizar um exame das reconciliações bancárias da Entidade MODELO. Qual(is) do(s) exame(s) abaixo você irá aplicar para cumprir satisfatoriamente sua tarefa? a) Conferir os saldos mencionados na reconciliação com os constantes no extrato bancário e no razão. b) Ir pessoalmente ao banco para solicitar a confirmação do saldo e cópia do extrato bancário. c) Certificar-se que os itens pendentes nas reconciliações conferem, estão fundamentados e que foram tomadas as providências para sua regularização. d) Examinar a existência de cheques pendentes (não apresentados no banco) há longa data, os quais poderão indicar a emissão de cheques pré-datados. e) Verificar se o encarregado pela preparação das reconciliações, seja funcionário independente das funções de caixa e contas a pagar e a receber. 3. Relativo ao assunto Auditoria de caixa e equivalentes de caixa, assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) No sistema de fundo fixo de caixa, define-se uma quantia fixa de dinheiro que é fornecida ao responsável pelo fundo, suficiente para pagamentos relativos a diversos dias, e para cujos desembolsos não são necessários comprovantes, pois a reposição é efetuada através de cheque que serve de suporte para a contabilização. b) A intitulação de caixa e equivalentes de caixa é usada para designar dinheiro em caixa em bancos, bem como valores equivalentes como cheques em mãos e em trânsito que representam recursos com livre movimentação e aplicações financeiras de liquidez imediata. c) As contas bancárias com saldos negativos devem ser obrigatoriamente demonstradas como redução dos demais saldos bancários disponíveis. d) Podem integrar a conta de caixa e equivalentes de caixa as contas bancárias vinculadas, quando a restrição existente é inferior a um ano. e) As contas bancárias para finalidades especiais, tais como: pagamento de folha de pessoal, 13° salário, dividendos a pagar, etc., podem ser considerados como sendo de livre movimentação, portanto classificáveis como disponível. f) A finalidade primordial e exclusiva das conciliações bancárias vinculadas, quando a restrição existente é de curtíssimo prazo (até 30 dias). g) As receitas de aplicações financeiras deverão ser apropriadas de acordo com o regime de competência exceto os casos das aplicações em que a retenção do imposto de renda na fonte ocorre por ocasião do resgate.
  20. 20. 20 CASO PRÁTICO – CONTAGEM DE CAIXA 1) Você foi escalado para fazer uma contagem de caixa geral da sua entidade, uma indústria de papel. a) Quais serão as suas providências iniciais? 2) Você se apresentou ao caixa em 22/02 às 07:30 horas (início do expediente). 2.1. – O que fazer primeiro? 2.2. – Você encontrou a seguinte situação: - Em dinheiro 790,00 - Em cheques de funcionários 2.200,00 - Em cheques para depósito imediato 1.000,00 - Em cheques pré-datados 33.000,00 - Em vales de funcionários 2.500,00 39.490,00 Cheque do próprio caixa de 10/02 700,00 Cheque de outros – diversos 1.500,00 (Todos sem autorização) 2.3. – Você solicitou ao caixa o último caixa emitido e ele apresentou a seguinte posição: Boletim de caixa do dia 18/02 escriturado (sábado e domingo – sem expediente); com um saldo de .................................................................... 22.300,00 22.300,00 2.4. – No dia 21/02 ocorreu o seguinte movimento, ainda não lançado. Vendas a vista (10 notas) 38.800,00 Pagamentos – diversos – 07 (17.600,00) 2.5. – O saldo final que deveria existir seria de.....................: 43.500,00 3) Ao elaborar o boletim de contagem de caixa você encontrou a seguinte situação (elaborar a tinta ou por computador): 4) Que providências adicionais a adotar: 1 1
  21. 21. 21 FORMULÁRIO DE CONTAGEM DE CAIXA NOME DA ENTIDADE: NOME DO CAIXA: DATA HORA CONTAGEM FEITA POR DATA DA ÚLTIMA CONTAGEM R$ SALDO DO ÚLTIMO MOVIMENTO DE CAIXA: ____/____/____ ..................... ------------------------------ e/ou FUNDO FIXO CONF. RAZÃO ..................................................................................----------------------------- = SALDO EM CAIXA CONFORME LIVROS ...........................................................---------------------------- + COBRANÇAS REALIZADAS ( * ) .........................................................................----------------------------- ( - ) PAGAMENTOS EFETUADOS ( * ) ...................................................................( ---------------------------) + OUTROS VALORES ( * ) ........................................................................................ ---------------------------- ( - ) OUTROS VALORES ( * ) ................................................................................... ( --------------------------) = VALOR CONFORME MOVIMENTO DO CAIXA .............................................. ----------------------------- VALOR ENCONTRADO, CONFORME CONTAGEM REALIZADA: - EM DINHEIRO .........................................................................................................----------------------------- - EM CHEQUES DE CLIENTES ( * ) .........................................................................---------------------------- - EM CHEQUES DE FUNCIONÁRIOS ( * ) .............................................................----------------------------- - EM VALES ( * ) ....................................................................................................... ----------------------------- - OUTROS ( * ) ............................................................................................................ ---------------------------- T O T A L .........................................---------------------------- DIFERENÇA CONSTATADA – SOBRA (FALTA).................................................. ----------------------------- DECLARAÇÃO DO CAIXA: A importância acima, de R$ ------------------------- representa a totalidade dos fundos em meu poder e me foi devolvida intacta. ___________________________________ Rubrica do Caixa ( * ) RELACIONAR NOS PAPÉIS DE TRABALHO
  22. 22. 22 CASO PRÁTICO – DISPONIBILIDADES - TRANSAÇÕES DE CAIXA - CIA. "CASH-AÇA" A Cia. "Cash-Aça" com sede em XA-RAGUÁ tem tido acréscimo de vendas muito grande em função do aumento da popularidade do seu principal produto a "Caninha Vauchim". O volume de operações tem crescido tanto após o plano de estabilização econômica, que a administração da entidade solicitou à auditoria interna, um exame de auditoria nos comprovantes de transações de caixa (pagamentos e recebimentos), visando principalmente obter sugestões para melhoria dos controles internos. Você foi designado para desenvolver os trabalhos, e um dos procedimentos que você terá que cumprir é o teste de recebimentos e pagamentos. Para tal tarefa você se interou dos seguintes detalhes: a) Objeto Social: indústria e comércio das famosas caninhas "Vauchim". b) Observações sobre pagamentos: Os pagamentos efetuados pelo caixa referem-se a quaisquer desembolsos da entidade. O Sr. K. Ninha, administrador, tem completa confiança na Sra. K. I. Pirinha, caixa da sua entidade, razão pelo qual somente despesas superiores a $ 5.000 precisam conter sua aprovação verbal. Como além de exercer as funções de caixa a Sra. K. I. Pirinha é responsável pelo setor de contas a pagar, exercendo assim o controle dos cheques da entidade a das dívidas perante terceiros; o recinto do caixa localiza-se no meio setor de contas a pagar facilitando sobremaneira o serviço de dona K. I. Pirinha, e para que em caso de necessidade sua função possa ser ocupada por outra pessoa. Os vouchers (jogo com os documentos referentes a uma transação de pagamento) depois de verificados, conferidos e pagos são arquivados num arquivo da seção, sem constar qualquer evidência do pagamento o que, na opinião da Sra. K. I. Pirinha, só iria onerar os custos da entidade. c) Observações sobre recebimentos: A maioria dos recebimentos por caixa é referente a duplicatas em carteira que para maior rapidez no atendimento do cliente ficam em poder da Sra. K. I. Pirinha. Os demais recebimentos são totalmente atípicos podendo ocorrer esporadicamente. Se o recebimento é em cheque o caixa espera completar o total de $ 50.000 após o que providencia seu depósito em conta bancária. A média de recebimentos diários é de $ 20.000. K. I. Pirinha nos informou que atua desta maneira com o intuito de facilitar o seu serviço e para não ter que ir muitas vezes ao banco. Se o recebimento é em dinheiro, o numerário fica em caixa passando a fazer parte do total a ser aplicado para os pagamentos. d) Quantidade de pagamentos: 2.448 numerados seqüencialmente a partir do número 1. e) Quantidade de recebimentos: 535, normalmente pagamentos de duplicatas em carteira, numerados seqüencialmente a partir do número 1. Com base na avaliação dos controles internos, determinou-se a base da seleção que resultou no seguinte: Pagamentos selecionados....... n°s: 200, 400, 800, 1600, 2448 Recebimentos selecionados.... n°s: 120, 220, 320, 420, 535. O Anexo contém o papel de trabalho preparado com os dados de cada transação. Argüida sobre o assunto: "fundo fixo", a caixa nos informou não gostar do sistema fundo fixo de caixa, pois traria a ela muita responsabilidade, uma vez que teria que assinar um recibo, ainda mais "há 35 anos sou caixa da entidade e nunca ninguém reclamou de nada e, aliás, minha importância é tão grande que nunca pude tirar férias, apesar da insistência do Sr. I. de Hota chefe do departamento pessoal". Analisando todo o contexto pedimos: a) colocar ao lado de cada operação os documentos mais importantes que você inspecionaria; b) indicar também a contrapartida adequada caso que a do cliente não seja correta;
  23. 23. 23 CIA "CASH-AÇA" TESTE DE RECEBIMENTOS 31/12/XA Nº do registro Natureza Cliente Valor Contrapartida Documentos a inspecionar Contrapartida correta 120 Venda de Pinga Scar Pin Guço 5.100 C - Contas a receber 220 Venda de veículo Cambirita 3.000 C - Clientes 320 Retorno de numerário; Sobra de adiantamento de despesas de viagem I. de Hota 4.500 C - Receita financeira 420 Venda de Gim - produto secundário Gim das Selvas 2.000 C - Provisão para Devedores Duvidosos 535 Recebimento de Seguros por sinistro da fábrica Cia. Seguros Piromania 10.000 C - Receita de Vendas CIA. "CASH-AÇA" TESTE DE PAGAMENTOS 31/12/XA Nº do registro Natureza Cliente Valor Contrapartida Documentos a inspecionar Contrapartida correta 200 Despesas com cafezinho Café Pecado 300 D - Serviços de Terceiros 400 Aquisição de uma fazenda para instalação de uma destilaria V. Matheus 9.250 D - Edifícios e construções 800 Pagamentos de prêmio de seguro - vigência: 31/12/XA a 30/12/XB Cia. de Seguros Não Morra 5.400 D - Despesas com prêmios de seguros 1600 Despesas com escritura da fazenda Cartório Central 1.500 D - Despesas legais 2448 Compra de 2.525 apitos para o carnaval do ano XB (brinde) Loja da Matriz 4.900 D - Despesas com publicidade.
  24. 24. 24 44 AAUUDDIITTOORRIIAA DDEE CCOONNTTAASS AA RREECCEEBBEERR 1. INTRODUÇÃO A terminologia de contas a receber é utilizada no sentido amplo, uma vez que inclui os valores a receber, que podem ser dentre outros, duplicatas a receber por vendas, adiantamentos concedidos a terceiros ou empregados, cheques, notas promissórias, etc. Os objetivos a serem atingidos com a auditoria são basicamente os mesmos para os diversos valores, todavia a determinação dos procedimentos em cada um dos casos deverá ser feita de tal sorte que se obtenham resultados satisfatórios de acordo com cada uma das circunstâncias. Considerando a materialidade dos valores normalmente constantes desta conta, daremos especial ênfase às contas a receber decorrentes de vendas a clientes. 2. OBJETIVOS Os objetivos do auditor nesta área, além de certificar-se sobre a adequação das normas e controles internos são: Verificar se as contas a receber refletem com propriedade os valores; Determinar a existência de ônus ou outras restrições ou vinculações; Determinar se os valores a receber estão corretamente classificados; Verificar se foram adequadamente estimadas as prováveis perdas na realização dos referidos valores. 3. REVISÃO DOS CONTROLES INTERNOS A revisão dos controles internos tem a finalidade de determinar qual a confiança que pode ser depositada nos referidos controles, bem como determinar a extensão dos trabalhos e os procedimentos recomendados nas circunstâncias. Os controles internos recomendados nesta área são basicamente os seguintes: Segregação de funções entre a custódia das contas a receber e a contabilização; Conciliação periódica entre a custódia e a contabilidade; Autorização para concessão de descontos ou abatimentos por pessoa independente de sua guarda; Análise permanente das contas a receber atrasadas e esforço para seu recebimento; Utilização e recebimento por via bancária; Confirmação dos devedores, por pessoa independente da custódia. 4. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Para alcançar os objetivos o auditor deverá desenvolver normalmente os seguintes procedimentos: a) "CUT-OFF" das operações: Chamamos a especial atenção para este procedimento. Nenhum exame, salvo exceção, na área de Contas a Receber, poderá ser desenvolvido, com total segurança, sem que antes se faça o CORTE das operações, mediante o exame das últimas entradas e saídas. Poderemos afirmar que o "cut-off" é o ponto de partida dos demais exames. b) Exame da movimentação das contas e flutuações significativas: É importante o exame da movimentação das contas e análise dos saldos finais analíticos de duplicatas e outras contas a receber. Em qualquer das contas, os possíveis lançamentos anormais e flutuações significativas deverão ser investigadas. c) Circularização de duplicatas e contas a receber: Selecionada a data base para a circularização, feito o “cut-off” das operações far-se-á a seleção dos clientes (e/ou devedores outros) para circularização.
  25. 25. 25 Esta circularização poderá ser positiva (no corpo da carta circular será solicitado ao devedor qualquer manifestação “confirmando” ou “contestando”) ou negativa (em parágrafo específico no corpo da carta circular constará que a não resposta caracterizará “confirmação do débito”). Há de se observar que tudo é feito pelo próprio Auditor, desde a seleção do devedor, remessa das circulares (primeiro e quando necessário também o segundo pedido), até o exame final de tudo. É importante lembrar que, sobre todos os saldos circularizados, temos obrigatoriamente que chegar a alguma conclusão. d) Levantamentos físicos: É também um dos exames importantes, integrante do objeto de controle de DEVEDORES. Feito o “cut-off” das operações na data base e o exame das operações ocorridas até a data, o Auditor poderá então fazer o levantamento físico das contas a receber em carteira (dentro do possível fazer o “tie-up” - assunto que apresentaremos a seguir). O Auditor, neste exame, assim como em qualquer levantamento físico, deverá dedicar atenção a 3 (três) quantidades e/ou cifras: Quantidade $ a) o que encontramos X XX b) o que os controles informam existir Y YY c) o que efetivamente deveria existir (caso não houvesse os ERROS, FRAUDES e OMISSÕES que constatamos Z ZZ O trabalho somente estará concluído, quando, X = Y= Z e XX = YY = ZZ. e) Exame das contas a receber por idade dos saldos "aging- list": O "aging-list" é um demonstrativo preparado pela própria Entidade, onde é facilmente identificada a idade (vencido/a vencer/etc) das contas a receber. O Auditor deverá dedicar atenção especial a 2 (dois) aspectos: a) a exatidão do relatório; b) as variações ocorridas para melhor ou pior (em valor e porcentagem) e possibilidade/expectativa de realização das contas vencidas. f) Resumo das duplicatas a receber, por localização "tie-up": A data base para preparação do "tie-up" deverá coincidir com a da circularização das Instituições Financeiras (estas confirmarão dados sobre duplicatas descontadas, em cobrança etc.), Escritórios Regionais, Advogados, etc., e também com a data base do levantamento físico das contas a receber em carteira e carga em poder dos cobradores. g) Dias de vendas contidos no total de duplicata a receber: As importâncias, propriamente ditas, isoladamente, não oferecerão dados para avaliação. O objetivo neste exame, é identificar dias de vendas contidos no montante de DUPLICATAS A RECEBER EM DETERMINADA DATA BASE. A quantidade de dias encontrada, deverá ser referenciada com cálculos idênticos efetuados em datas bases anteriores (trimestres, e/ou semestres, e/ou exercício anterior). As variações em DIAS, que deverão ser obrigatoriamente explicadas, identificarão (confirmando as conclusões que obtivermos no exame "aging-list") as mudanças na política de PRAZOS a clientes, melhoras ou então quedas na eficiência do Departamento de CRÉDITO, ou do Departamento de COBRANÇA, etc. h) Exame dos eventos subseqüentes à data base selecionada (recebimentos, devoluções, etc.) No fechamento periódico de contas, o Auditor, jamais poderá emitir opinião/conclusão sobre DEVEDORES, sem antes efetuar o exame do que aconteceu com as Contas a Receber nos dias subseqüentes à data base do exame. Devoluções de vendas, abatimentos, descontos, etc., anormais, exigirão investigação, bem como Recebimentos em montante inferior às expectativas.
  26. 26. 26 i) Exame das outras contas a receber Da mesma forma que dedicamos atenção as duplicatas a receber, dedicaremos as demais contas a receber. Não raro, isto implicará em exame de contratos, guias de depósitos compulsórios autenticados pelo órgão arrecadador, etc. Podemos afirmar, sem dúvidas, de que, tudo o que foi apresentado anteriormente se aplicará também no exame destas contas. j) Exame das provisões constituídas e/ou necessárias Obrigatoriamente, antes de se efetuar exame da existência/suficiência dos valores provisionados, teremos que dedicar atenção à movimentação de todas as contas (a receber e as retificadoras) no período anterior a data e também aos quadros disponíveis (“aging-list” etc). Quando do exame da conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa, deveremos, em base de teste, examinar os comprovantes hábeis dos débitos contabilizados. Os aspectos fiscais (IR) e as normas da Entidade deverão ser levadas em consideração na realização do exame. Caso a Entidade ofereça aos seus clientes, descontos substanciais (descontos que interessam ao cliente) para pagamento antecipado das duplicatas (exemplo: vencimento em 30 dias com 10% de desconto ou 60 dias líquido), o Auditor deverá examinar a necessidade de se constituir uma Provisão para Possíveis Descontos a serem Concedidos (base de cálculo - total de duplicatas com possibilidade de liquidação ainda com o desconto). k) Exame da demonstração e classificação das contas a receber nas demonstrações contábeis: As contas a receber vencidas e as a vencer até 360 dias serão classificadas e demonstradas no Realizável a Curto Prazo (Ativo Circulante). As demais (a vencer após 360 dias) serão demonstrados no Realizável a Longo Prazo. As contas retificadoras (provisão para Devedores Duvidosos, etc) serão classificadas e demonstradas, destacadamente, deduzindo os valores originais: O montante de duplicatas/contas a receber, descontadas em banco, será demonstrado e classificado no ativo, destacadamente, diminuindo os valores originais. Os ônus que pesam sobre as contas a receber (contas/duplicatas dadas em garantia) deverão ser identificados nas Notas Explicativas as Demonstrações Contábeis. l) Teste de Ajuste a Valor Presente: Para determinar o valor presente do Fluxo de Caixa Futuro (FCF), são requeridos: o valor do fluxo futuro, a data do referido fluxo futuro e a taxa de desconto aplicável a cada operação. Cabe ao auditor validar a estimativa do valor corrente de um fluxo de caixa futuro (FCF), no curso normal de operações da entidade. A partir da Lei nº 11.638/07, convalidada pela Lei nº 11.941/09, foi acrescido ao artigo 183, o item VIII, que estabelece a obrigatoriedade de ajustar a valor presente os elementos de ativo decorrentes de operações de longo prazo, sendo os demais créditos ajustados quando houver efeito relevante. Para regulamentar a obrigatoriedade desse procedimento no Brasil, instituiu-se o CPC nº 12, cuja meta a ser alcançada, ao se aplicar o conceito de valor presente deve-se associar à mensuração de ativos e passivos, levando-se em consideração o valor do dinheiro no tempo e as incertezas a eles associados. Os riscos e incertezas são determinantes para a taxa de desconto, a ser utilizada a partir da data da operação. Nessa oportunidade ocorre a redução da receita de vendas, e com o passar dos dias os ajustes das reversões são contabilizados como receitas financeiras. m) Teste de Vendas: O Auditor, nesta área, trabalhará suportado nos seguintes objetivos básicos: m1) Certificar-se que as normas refletem as exigências da entidade e que estão sendo seguidas;
  27. 27. 27 m2) Certificar-se que os aspectos fiscais envolvidos estão sendo integralmente observados. O universo de aspectos, situações, responsabilidades, etc., faz com que este objeto de controle se transforme, para o Auditor, num dos mais complexos exames a realizar. 5. FALSAS APRESENTAÇÕES DE CONTAS A RECEBER 5.1. Reduções indevidas nas contas a receber A contabilização antecipada de recebimentos nas contas a receber de clientes, é artifício destinado a encobrir as deficiências de caixa para o giro normal, deficiências estas decorrentes de omissões de receita. As antecipações de entradas de numerário pela contabilidade, nestes casos, são feitas nos finais de períodos, para evitar temporariamente os saldos negativos de caixa nos balanços e balancetes. Trata-se de artifício ilegal, para encobrir apenas temporariamente a sonegação de receita. Diz-se temporariamente, porque tem efeito a prazo curto, verdadeiro "tapa furos". A apuração se faz pelo cotejamento das datas dos vencimentos dos efeitos a receber com as respectivas datas de "liquidações". Ainda nas contas a receber, os créditos não contabilizados, decorrentes das vendas sem nota e respectivas faturas, ou ainda cujas notas e faturas foram omitidas na escrituração, constituem forma de ocultação de vendas. Estas últimas reduções indevidas nas contas a receber, podem ser pesquisadas nas cobranças bancárias dos efeitos a receber, diretamente nos extratos e avisos dos bancos, correspondências, ou ainda, mais remotamente, junto aos clientes. 5.2. Majoração indevida nas Contas a Receber Mediante o artifício de não baixar contabilmente as contas representadas por títulos, duplicatas e outros papéis a receber, ao mesmo tempo registrando os novos papéis emitidos para substituir os títulos originais para prorrogação da dívida, pode-se gerar uma irrealidade contábil com os reflexos seguintes: a) aumento indevido no ativo circulante para fins de créditos bancários e com fornecedores; b) aumento do ativo circulante (contas a receber) para compensar reduções ilegais do mesmo ativo circulante (estoques), evitando a apresentação de falta de liquidez imediata; c) possibilidade de aumento nas provisões para liquidação de contas ativas, dedutíveis do resultado operacional. Os lançamentos de contrapartida no passivo, ao se registrarem os novos títulos, duplicatas e papéis emitidos poderiam evidenciar a situação, mas a ocultação é possível mediante o disfarce pela utilização de contas de denominação ambígua, tais como "efeitos e regularizar", etc. É de se esclarecer que esta prática tem efeito limitado, eis que as contas terão que ser ajustadas e os títulos deverão ser baixados, e assim não poderão permanecer indefinidamente. 5.3. Contas a Receber - Faturamentos Fictícios Entidades audaciosas, com dificuldades de obter financiamentos, por deficiências temporárias de faturamentos, já tem praticado o artifício de emitir duplicatas e faturas representando fictícias vendas, para obtenção de lastro creditório para descontos bancários de duplicatas ou contratos de financiamentos com base em vendas a longo prazo (prestações). 5.4. Abonamento de Contas a Receber Artifício contábil fraudulento destinado a sonegar lucros. Pode ser praticado pelo simples abandono de parcelas, saldos ou partes de contas a receber de sócios, administradores ou seus parentes, e até mesmo de clientes. Envolve a aplicação de conhecimento técnico do profissional da contabilidade, sonegação dolosa, onde a má fé fica patente, pois que o ato não terá outra finalidade senão a sonegação e o proveito na redução dos lucros. Raramente pode acontecer, às vezes possível, praticado pelo profissional da contabilidade, em conluio com o credor, quando o contabilista interfere na gestão de negócios. 5.5. Faturamentos de Produtos não Embarcados ou de Vendas na Condição CIF O auditor deve estar atento à ocorrência de procedimentos que resultam na antecipação de tributos e no reconhecimento de lucros ainda não realizados
  28. 28. 28 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 1. A terminologia contas a receber é utilizada no sentido amplo para designar direitos efetivamente conversíveis em dinheiro e podem ser representadas por: duplicatas a receber, títulos a receber, adiantamentos concedidos sob a forma de empréstimos, cheques em cobrança, notas promissórias, impostos a recuperar. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) Os controles internos recomendados nesta área são basicamente os seguintes: segregação de funções, conciliação periódica, autorização para concessão de descontos e abatimentos e definição dos procedimentos de concessão de crédito e cobrança. b) Para constituição da provisão para devedores duvidosos devem ser considerados: histórico das perdas, situação atual das contas a receber em atraso e expectativas do comportamento de liquidez da economia. c) O relatório demonstrativo por idade dos saldos das contas a receber (aging-list) e o cálculo de dias de vendas contidos no saldo ajudam na determinação da adequação da estimativa de perdas nas contas a receber. d) Os adiantamentos a fornecedores de mercadorias para revenda ou matérias primas poderão ser classificados no grupo de estoques, assim como os adiantamentos para aquisição de bens do ativo imobilizado poderão ser classificados neste grupo. e) A circularização de contas a receber é efetuada após o corte nas operações (cut-off) para determinada data base e constitui-se num dos procedimentos fundamentais para comprovar a exatidão dos saldos de contas a receber. 2. A possibilidade da apresentação de falsas demonstrações das contas a receber é um risco para o auditor por ocasião do exame destas contas. Assinale a(s) afirmativa(s) correta(s): a) A contabilização antecipada de recebimentos de clientes é artifício destinado a encobrir insuficiência de caixa para o giro normal, decorrentes normalmente da prática de omissão de receita, representando assim uma redução indevida de contas a receber. b) A majoração indevida das contas a receber é um artifício usado para aumentar ficticiamente o saldo da conta, não reconhecendo os pagamentos efetuados pelo devedor, ficando o dinheiro retido com o cobrador. c) O faturamento fictício representa uma falsa venda, cuja operação é efetuada para demonstrar uma melhor lucratividade e o alcance de metas estabelecidas. d) O abonamento de contas a receber é um artifício contábil que consiste na baixa forçada de valores a receber com o objetivo de aumentar o lucro. e) As situações de fraudes praticadas na área de contas a receber não são passíveis de serem detectadas pelos procedimentos de auditoria. Marque “V” para as afirmações verdadeiras e “F” para as falsas: 1. Os trabalhos de auditoria na área de Contas a Receber, devem incluir, entre outros, os seguintes procedimentos: a) ( ) conferir as listas dos saldos das contas a receber com os razões individuais; b) ( ) conferir os relatórios de localização das duplicatas (tie-up); c) ( ) efetuar apreciação do conteúdo dos saldos; d) ( ) circularizar as contas de diretores e empregados; e) ( ) circularizar outras contas a receber; f) ( ) conferir o relatório por idade de saldos (aging-list); g) ( ) testar a movimentação das contas no período; h) ( ) conferir somas. i) ( ) Conferir os cálculos de ajuste a valor presente dos créditos, as suas taxas aplicadas e a contabilização na data da operação, e posteriormente, até o vencimento final. 2. Das informações abaixo, quais as que incluiria nos papéis de trabalho? a) ( ) explicações sobre motivos de flutuações nas contas em comparação com o período anterior; b) ( ) relação das explicações acima com: vendas e estoques.
  29. 29. 29 c) ( ) os testes de ajustes a valor presente, em substituição às explicações sobre a provisão para créditos de liquidação duvidosa. 3. As duplicatas descontadas devem ser classificadas no balanço como: a) ( ) passivo circulante; b) ( ) dedução das duplicatas a receber. Estas aparecerão pelo líquido; c) ( ) dedução das duplicatas a receber, mas destacadamente. 4. ( ) A provisão para devedores duvidosos deve ser calculada sobre as contas a receber já deduzidos das duplicatas descontadas. 5. O resumo das duplicatas a receber, por vencimento (“aging”) ajuda-nos a julgar: a) ( ) se há controles sobre a localização de duplicatas; b) ( ) Há adequação da provisão para devedores duvidosos. 6. Com referências a provisão para devedores duvidosos, nossos papéis de trabalho devem conter, entre outras informações: a) ( ) Uma apreciação do “aging” e comparação com o do ano anterior; b) ( ) Comentários do auditado sobre o esperado sucesso com relação às cobranças ou contas a receber em atraso; c) ( ) Testes efetuados sobre contas perdidas durante o exercício; d) ( ) Indicação dos fregueses concordatários, falidos, desaparecidos, etc., ou cobranças difíceis que se encontram sob a responsabilidade do (s) advogado (s). 7. ( ) A provisão para devedores duvidosos é necessariamente calculada a base de 3% sobre o saldo de duplicatas a receber unicamente. 8. O exame dos “DIAS DE VENDAS” pode indicar quando comparado com a situação do exercício anterior: a) ( ) se são adequadas as provisões constituídas para atender as perdas, descontos e abatimentos na cobrança das duplicatas a receber. b) ( ) Se forem concedidas aos fregueses, no presente exercício prazos diferentes dos que eram concedidos no ano anterior. c) ( ) Se o departamento de crédito e cobrança aumentou ou diminuiu sua eficiência. 9. ( ) A ocorrência, após a data do encerramento do balanço de devoluções de vendas efetuadas no exercício sob exame, pode indicar a existência de vendas frias. 10. O número de clientes a serem circularizados, ou seja, a extensão necessária está basicamente em função de: a) ( ) Quantidade (número) de clientes. b) ( ) Ramo de atividade da entidade que está sendo auditada. c) ( ) Controles internos. 11. O ajuste a valor presente dos créditos deve estar contabilizado em: a) ( ) Conta retificadora do ativo. b) ( ) A crédito de receita de vendas quando referir-se à venda de produtos. c) ( ) A débito da receita de vendas, quando referir-se à venda de produtos. d) ( ) Com o passar do tempo, a diferença entre o valor presente e o valor que será recebido é apropriado ao resultado do exercício como receita financeira.
  30. 30. 30 CASO PRÁTICO - CONTAS A RECEBER CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS Durante o exame de encerramento do exercício em 31.12.20XC na Companhia Bela S.A., o auditor analisou a conta "Contas a Receber de Clientes", encontrando a seguinte composição: $ Saldo devedor - proveniente de venda de mercadorias 74.886 Saldos credores provenientes de devoluções de mercadorias (1.000) Pagamentos adiantados (4.604) Adiantamentos aos vendedores 1.782 Duplicatas a receber de cliente 896 Subscrições a receber pela venda de ações ordinárias 2.000 Mercadoria reavida de clientes 382 74.342 Ficou constatado também que, dos saldos devedores $ 5.400,00 estavam vencidos e eram considerados incobráveis (falidos). A provisão para Devedores Duvidosos apresenta saldo credor de $ 2.473,00, e atende ao limite fiscal estabelecido pela legislação. Existe um saldo credor de ajuste a valor presente de $ 800,00 de contas a receber já liquidado pelo cliente. 1) Dizer quais são os lançamentos de ajuste a serem propostos pelo auditor. 2) Dizer como as várias contas a receber devem ser apresentadas no balanço.
  31. 31. 31 CASO PRÁTICO – UM CASO DE FRAUDE Como auditor interno da CIA SUTCA recém contratado, você é informado em 05 de maio de 20X1 pelo Sr. "ZEZE" diretor geral da CIA, que o Sr. "ZE LIGEIRO" encarregado pelo caixa abandonou o emprego sem qualquer explicação. As funções exercidas pelo encarregado pelo caixa eram entre outras: Encarregado do fundo fixo de caixa; Efetuar as cobranças e depositar os valores recebidos; Preparar os depósitos bancários e efetuar pessoalmente os mesmos junto aos bancos; Contabilizar os depósitos bancários, avisos de débitos e avisos de crédito; Receber a correspondência bancária e distribuí-la aos setores competentes. O diretor geral informou ainda, que obteve um extrato do Banco de Blumenau (único banco com o qual a entidade opera) e que o saldo confere com o razão, o que, na sua opinião, lhe permite ficar tranqüilo. A preocupação do diretor é com relação ao fundo fixo de caixa, razão pela qual solicitou que se faça uma contagem de caixa e que se reconcilie a mesma com os registros contábeis. Após efetuar a contagem e revisar os movimentos de caixa dos últimos meses, você não observa nenhum indício de fraude. O trabalho a ser desenvolvido consiste em: Complementar a investigação iniciada pelo Sr. ZEZE, mediante o exame do extrato bancário, os registros auxiliares de contas a receber e pagamentos a fornecedores, razão e a reconciliação bancária em 31 de março de 20X1. Indicar procedimentos complementares considerando a modalidade da fraude praticada. BANCO DE BLUMENAU EXTRATO DE CONTA CORRENTE Data Histórico Débito Crédito Saldo MARÇO 31 9.000,00 ABRIL 02 CH 457 1.300,00 7.700,00 03 DEP 6.000,00 13.700,00 04 CH 460 3.500,00 10.200,00 05 DEP 4.000,00 14.200,00 06 COBRANÇA BANCÁRIA 45.326,00 59.526,00 06 DEP 3.300,00 62.826,00 09 CH 461 9.000,00 53.826,00 10 DEP 4.000,00 57.826,00 10 CH 462 13.500,00 44.326,00 12 DEP 4.674,00 49.000,00 12 DEP 1.000,00 50.000,00 13 CH 463 17.000,00 33.000,00 16 CH 464 2.000,00 31.000,00 16 DEP 4.000,00 35.000,00 17 DEP 2.000,00 37.000,00 19 CH 465 16.000,00 21.000,00 20 DEP 4.000,00 25.000,00 23 CH 466 14.000,00 11.000,00 24 DEP 3.000,00 14.000,00 26 CH 467 9.000,00 5.000,00 30 SALDO 5.000,00
  32. 32. 32 RAZÃO GERAL BANCO DE BLUMENAU Data Histórico Débito Crédito Saldo MARÇO 31 (SALDO) 7.700,00 ABRIL 30 RECEBIMENTO DO MÊS 81.300,00 89.000,00 ABRIL 30 PAGAMENTO DO MÊS 84.000,00 5.000,00 REGISTRO AUXILIAR DE CONTAS A RECEBER ABRIL DE 20X1 Data Histórico $ Proveniente de 02 COBRANÇA 6.000,00 CLIENTES 04 COBRANÇA 4.000,00 CLIENTES 05 COBRANÇA 3.300,00 CLIENTES 09 COBRANÇA 14.000,00 CLIENTES 11 COBRANÇA 11.000,00 CLIENTES 13 COBRANÇA 4.000,00 CLIENTES 16 COBRANÇA 12.000,00 CLIENTES 19 COBRANÇA 14.000,00 CLIENTES 24 COBRANÇA 13.000,00 CLIENTES 81.300,00 REGISTRO AUXILIAR DE PAGAMENTOS A FORNECEDORES ABRIL DE 20X1 Data Histórico $ Proveniente de 02 CH 460 3.500,00 FORNECEDORES 09 CH 461 9.000,00 FORNECEDORES 10 CH 462 13.500,00 FORNECEDORES 12 CH 463 17.000,00 FORNECEDORES 13 CH 464 2.000,00 FORNECEDORES 19 CH 465 16.000,00 FORNECEDORES 22 CH 466 14.000,00 FORNECEDORES 26 CH 467 9.000,00 FORNECEDORES 84.000,00 FORNECEDORES
  33. 33. 33 RECONCILIAÇÃO BANCÁRIA BANCO: BLUMENAU DATA BASE: 31.03.X1 Saldo conforme extrato bancário 9.000 Itens contabilizados não correspondidos dos extratos..................................... Mais = depósitos não creditados Data Documentos Valor Menos = cheques não apresentados Data Num. Detalhes Valor 31.03 457 1.300 1.300 Itens constantes dos extratos não lançados no razão Mais = despesas, juros, etc. Data Detalhes Valor Menos = cobranças não lançadas, etc. Data Detalhes Valor Mais = outras pendências Data Detalhes Valor = Saldo conforme razão .................................................................................. Preparado por Visto da Gerência Conferido por Data: _____/_____/______
  34. 34. 34 55 AAUUDDIITTOORRIIAA DDEE EESSTTOOQQUUEESS 1. OBJETIVOS O objetivo do exame dos estoques é determinar se: a) As quantidades representam, adequadamente, produtos, matérias-primas e materiais diversos em mãos, em trânsito, em armazéns ou em consignação, pertencentes à companhia. b) Os itens de mercadorias e produtos do comercio, matérias primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado estão valorizados ao custo de aquisição ou produção, aplicados em bases uniformes com as do período anterior, deduzidos de produção para ajustá-los ao valor de mercado, quando este for inferior. c) As listagens de estoque estão compiladas, multiplicadas, somadas e resumidas com exatidão, e os totais estão corretamente refletidos nas contas. d) Os itens excessivos, morosos, obsoletos e defeituosos estão reduzidos a seus valores líquidos realizáveis. e) Não há quaisquer ônus gravando os estoques e, se houver, determinar se estão adequadamente demonstrados nas contas ou em notas ao balanço. f) Os estoques finais do período foram determinados quanto à quantidade, preços, cálculos, estoques excessivos, etc., em bases consistentes com as dos estoques no fim do ano anterior. g) A avaliação dos estoques de mercadorias fungíveis, pelo valor de mercado, quando este for o costume mercantil. 2. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Como a natureza dos estoques pode variar significativamente entre entidades comerciais e industriais, não é praticável estabelecer procedimentos padrão de auditoria para estoques. O escopo da auditoria pode ser determinado somente considerando-se as circunstâncias específicas de cada caso. Como em outras fases do serviço, isto requer, entre outras coisas, a revisão dos procedimentos contábeis e do grau da eficiência do sistema de controle interno. Os principais procedimentos, geralmente aplicáveis à auditoria dos estoques, são aqui discutidos. 3. CONHECIMENTO DO NEGÓCIO, DA COMPANHIA, E DE SEUS PRODUTOS Antes que quaisquer passos específicos sejam tomados para verificar os estoques, o auditor deve adquirir um conhecimento das características do ramo, a posição que tem na indústria a companhia sob exame, e a natureza dos diversos produtos e processos de fabricação. Este conhecimento é importante na compreensão das tendências gerais nos estoques e custos, e na orientação do rumo apropriado para a auditoria. Dados atuais operativos e financeiros sobre as principais companhias, no ramo em questão, deveriam ser revistos para que se possa determinar a posição que a companhia sob exame ocupa. É de boa prática a leitura de revistas e jornais dedicados ao ramo. Alguns negócios são afetados por fatores importantes de obsoletismo, tais como mudanças de estilo e modelo, procura sazonal, perecibilidade de produtos, etc.; estes fatores irão influenciar a extensão da análise de obsoletismo. Outra característica a ser considerada é o efeito da pesquisa e aperfeiçoamento de produtos e métodos. Um conhecimento global dos processos de produção do cliente - materiais e maquinaria empregados, operações de mão de obra, ciclos de produção, etc. - deve ser obtido através da observação, discussão com o pessoal de operações, e , quando indicado, através da leitura de revistas e publicações do ramo, análises técnicas e econômicas do negócio ou da companhia, etc.
  35. 35. 35 4. REVISÃO DO CONTROLE INTERNO Um memorando compreensivo dos procedimentos contábeis e controle interno do cliente deveria ser preparado. Fluxogramas mostrando os principais procedimentos nas compras, produção e ciclo de vendas, juntamente com cópias dos principais formulários contábeis e de estoques auxiliarão neste sentido. Os principais assuntos que devem ser incluídos no memorando de estoques são os seguintes: a) Produtos e processos de fabricação, itens incluídos em estoques e localização. b) Controle sobre quantidades físicas, incluindo detalhes de registros perpétuos (caso sejam mantidos), e procedimentos para inventários físicos periódicos. c) Controle sobre custos, incluindo um esboço do sistema do custeio, suplementado por fluxograma, operação das contas de controle contábil dos estoques e bases para valorizar o inventário. d) Procedimentos para determinação de estoques morosos e obsoletos, estoques em armazéns gerais e cobertura de seguros. É desejável preparar um memorando sobre os procedimentos de controle de produção. 5. INSPEÇÃO PRELIMINAR Antes de se determinar os procedimentos específicos de auditoria, dever-se-ia fazer uma revisão dos relatórios disponíveis dos estoques e uma inspeção das áreas de armazenagem e processamento. Relatórios de índices de rotação de estoques e lucratividade de produtos, se disponíveis, podem revelar categorias de estoques, às quais se deve dar maior consideração, particularmente com respeito a possível obsoletismo, baixas nos preços de mercado, etc.. 6. IMPORTÂNCIA DAS OBSERVAÇÕES DO LEVANTAMENTO FÍSICO Uma vez que é comum uma, porção vultosa dos estoques estar nas fábricas ou armazéns da companhia, a observação do inventário físico representa um procedimento de auditoria importante na verificação das quantidades dos estoques. Estoques mantidos fora da entidade, e inventários mantidos com terceiros (consignações, garantias, etc.), geralmente são verificados por meio de confirmações diretas ou outros procedimentos de auditoria. Nos casos em que estoques, significativos são guardados em armazém de terceiros, e desejável que o auditor faça testes de contagem física. 7. OBSERVAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE CONTAGEM FÍSICA O auditor não é responsável pelo levantamento ou supervisão do levantamento físico do estoque. A direção da entidade é responsável pela tomada dos inventários, bem como pela avaliação e cômputo do inventário. As atividades do auditor com respeito aos inventários físicos consistem, primariamente, em observar os procedimentos seguidos na contagem e anotação das quantidades, na execução apropriada de testes para determinar se os procedimentos estão sendo seguidos adequadamente e que se está realizando um inventário físico satisfatório. As instruções da entidade para os inventários físicos devem ser revisadas previamente pelo auditor para satisfazer-se de que os procedimentos planejados são adequados. Pela informação obtida na revisão preliminar e na inspeção dos estoques, o auditor deve estar em posição de planejar e programar seu trabalho de auditoria. A programação cuidadosa é importante para que, uma vez completada a contagem, não haja demoras indevidas, nem se faça a entidade esperar que o auditor conclua os seus testes. Se uma entidade tem um bom controle interno sobre estoques, seus inventários físicos podem ser tomados numa data anterior ao balanço.
  36. 36. 36 Onde são mantidos registros perpétuos de quantidade e a entidade usa procedimentos de contagem rotativa para verificar a exatidão de tais registros, o auditor pode fazer testes de contagens e observar os procedimentos de contagem periodicamente no decorrer do ano como uma base para formar sua opinião com respeito às quantidades de estoque no fim do ano. Por outro lado, se uma entidade não tem um sistema de custos ou fichas adequadas de quantidades, mas depende inteiramente de um inventário físico no fim do ano contábil, as observações do auditor e seus testes de contagem devem, necessariamente, ser feitos na data do balanço. Durante a observação, deve-se dirigir atenção particular para determinar se: (a) Os itens de estoques estão bem arrumados, de forma a facilitar contagens precisas. (b) Os funcionários que executam a contagem compreendem, e seguem, as instruções escritas. (c) As contagens e descrições estão sendo anotadas com precisão e com os detalhes necessários. (d) A supervisão dos procedimentos do inventário e verificação das contagens pela companhia são adequadas, e (e) São boas as práticas usadas para segregar entradas e saídas entre antes e após o inventário, reconhecer itens morosos, de baixa rotação, etc. 8. TESTES DE CONTAGENS DE ESTOQUE Testes de contagem de estoques são feitos com o propósito primordial de: (a) Testar a exatidão e aceitação dos procedimentos da entidade para contagem do estoque físico e (b) Testar os procedimentos da entidade para compilação e anotação das quantidades identificadas fisicamente como sendo disponíveis na data do inventário. Procedimentos de contagem de estoques são verificados através de testes selecionados de contagens. Procedimentos de compilação de estoques são verificados através da comparação das contagens anotadas nas folhas de trabalho com os resumos feitos pela entidade. Ao testar os procedimentos da contagem física da entidade, o auditor deverá fazer contagens corretas de itens selecionados. Ao testar as anotações de quantidades físicas das etiquetas de contagem, as quantidades exatas dos itens que o auditor anotou deverão ser localizadas nos resumos das quantidades contadas. Testes de contagem que devem ser localizados nos resumos devem incluir uma descrição completa dos itens para facilitar sua identificação (nome, número de item, departamento onde está localizado, prateleira, etc., estágio estimado de fabricação e medida unitária). Os testes de contagem do auditor devem ser representativos dos itens que integram o estoque. Os itens devem ser selecionados de cada departamento principal ou localização e devem incluir tanto itens de alto como de baixo valor. Onde dois ou mais indivíduos ou equipes da entidade são usados na execução de contagens de estoques, dever-se-á fazer testes sobre exatidão e cuidado com que cada indivíduo ou equipe desempenha sua tarefa . Cada teste de contagem, feito pelo auditor, deve concordar com a contagem mostrada na etiqueta do estoque. Quando as contagens não concordam, a contagem do auditor deve ser reconferida. Se a contagem da entidade for incorreta, deve-se pedir que o cliente faça uma recontagem, e a contagem final de ambos, isto é, do cliente e do auditor deve ser registrada. Erros freqüentes nas contagens e/ou nas descrições, revelados pelos testes do auditor, podem indicar deficiências de procedimento ou negligência na contagem, e dever-se-á dar consideração à expansão dos testes de auditoria. Se tais erros parecem ser em larga escala, o assunto deveria ser levado à atenção da pessoa responsável pelo levantamento do estoque e dever-se-á considerar a necessidade de recontar as áreas afetadas. Deve-se observar o estado dos itens que estão sendo contados, e qualquer indicação de obsoletismo, estoques excessivos, ou deterioração física deverá ser investigada. Poeira, ferrugem, etiquetas antigas, etc., podem indicar inventários morosos ou obsoletos. Tais itens preferivelmente, devem ser segregados fisicamente para contagem e valorização em separado.

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