Acessibilidade em bibliotecas digitais
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Aula sobre acessibilidade em bibliotecas digitais.

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    Acessibilidade em bibliotecas digitais Acessibilidade em bibliotecas digitais Presentation Transcript

    • Acessibilidadeem Bibliotecas Digitais ©2012 Cláudio Diniz Alves e Janicy Rocha
    • O conceito de biblioteca digital ainda não é único e nem definitivo,mas uma das definições correntes é que a informação que ela contémexiste apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentesde armazenagem e ser acessada tanto em locais específicos quantoremotamente pelas redes de computadores.ROSETTO, M. Bibliotecas Digitais – Cenário e Perspectivas. Revista Brasileira deBiblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v.4, n.1, p. 101-130, jan./jun. 2008.Outros termos são usados na literatura referindo-se a bibliotecasdigitais, como, repositórios digitais, bibliotecas virtuais,bibliotecas eletrônicas, repositórios institucionais. Mesmotendo suas especificidades, todos possuem o mesmo objetivo: ocompartilhamento de informações digitais.
    • Sistemas de biblioteca digital são usados para o armazenamento edisponibilização de objetos digitais de forma remota. Universidadesfazem uso intenso desses sistemas, para publicação de sua produçãolocal, que também têm potencial de desempenhar papel importanteem cursos de Educação à Distância (EAD). A legislação brasileira,pelo “Decreto nº 5.622, de 9 de novembro de 2005”, estabelece quecursos nessa modalidade devem oferecer bibliotecas adequadas, comacervo on-line que atendam a seus estudantes.RECK, J. G. S. Bibliotecas Digitais Acessíveis: Promovendo o Acesso à Informação com Recursosda Informática. 2010. Universidade Federal do Pampa (Bacharelado em Ciência da Computação.)
    • Características das Bibliotecas Digitais• Acesso remoto pelo usuário, por meio de um computador conectado a uma rede;• Utilização simultânea de um documento por uma ou mais pessoas;• Inclusão de produtos e serviços de uma biblioteca ou centro de informação;• Possibilidade de acessar não somente a referência bibliográfica, mas também o documento completo;• Provisão de acesso em linha a outras fontes externas de informação (bibliotecas, museus, bancos de dados, instituições públicas e privadas);• Utilização de maneira que a biblioteca local não necessite ser proprietária do documento solicitado pelo usuário;• Utilização de diversos suportes de registro da informação tais como texto, som, imagem e números;• Existência de unidade de gerenciamento do conhecimento, que inclui sistema inteligente ou especialista para ajudar na recuperação de informação mais relevante.CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da Informação, Brasília,v. 28, n. 3, p. 255-266, 1999.
    • “As Bibliotecas Digitais são sistemas de informação que propiciamcriação, gestão, distribuição e preservação de fontes complexas deinformação. Seu objetivo é permitir uma interação eficaz e eficientedos usuários que se beneficiam do seu conteúdo e serviços. Para quese possa atingir o grau desejado de satisfação do usuário não pode-se ignorar a acessibilidade web.”CUSIN, C. A. VIDOTTI, S. A. B. G. Acessibilidade Web em Bibliotecas Digitais Universitárias. XVSeminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU).
    • O espaço digital passou, assim, a ser a via mais transitável portodas as pessoas que procuram informações e dispõem de acessoà Internet e aos computadores. E este pode ser um espaço maissocialmente inclusivo, caso ofereça acessibilidade a todos,respeitando suas capacidades e limitações.Torres, E. F.; Mazzoni, A. A.; Alves, J. B. da M., A acessibilidade à informação no espaço digital,2002, Ciência Informação.
    • A Declaração dos Direitos da Pessoa Usuária dos Serviços Prestadospor Profissionais da Informação, pela Federação Internacional dasAssociações de Bibliotecários (IFLA), em 29 de março de 1999,conclama os bibliotecários a: “garantirem e facilitarem o acesso a todas as manifestações do conhecimento e da atividade intelectual; a adquirirem, preservarem e tornarem acessíveis a mais ampla variedade de materiais que reflitam a pluralidade e a diversidade da sociedade”.
    • Não devemos pensar apenas na acessibilidade das páginas Web deuma biblioteca digital, mas também do conteúdo disponibilizado apartir desta e nas tecnologias assistivas que mediam o acesso a elas: • ocumentos PDF podem não ser acessíveis a leitores de tela d dependendo da forma como foram gerados, • ídeos devem ter legendas e/ou transcrição para LIBRAS, v • rquivos de áudio devem ser disponibilizados também no a formato texto para que sejam acessíveis a pessoas com surdez.
    • Conforme a NBR 15599/08, as bibliotecas, centros de informática e similares de uso público,devem dispor de:a) espaço construído e sinalizado corno especificado na ABNT NBR 9050;b) pessoal capacitado para atendimento de pessoas com deficiência;c) acervo com versões de obras em meio sonoro e visual, ou serviços para que a versãoalternativa seja obtida e utilizada, tais como: • programa de ampliação de tela; • sistema de leitura de tela, sintetizador de voz e display Braille; • thermoform e impressora Braille ou sistema de leitura de tela que tenha interação com linhas Braille; • scanner, com sistema para reconhecimento ótico de caracteres; • outros dispositivos facilitadores e adaptados para pessoa com deficiência, como resenhas gravadas em vídeo ou DVD, com a informação cultural e social; • obras da literatura interpretadas em LIBRAS, Braille ou formato Daisy.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 15599 acessibilidade: comunicação naprestação de serviço. Rio de Janeiro, 2008.
    • Biblioteca acessível x Biblioteca adaptadaA biblioteca acessível engloba a questão da acessibilidade físicae virtual, o serviço de referência adequado e o trabalho sobre ashabilidades dos usuários, no uso da informação, para que cheguemao acesso intelectual.A biblioteca adaptada é aquela com as regras do desenho universalpara a acessibilidade física aplicada, ou seja, rampas, banheirosadaptados, elevadores, maçanetas do tipo alavanca, sinaleirasBraille, entre outras.NASCIMENTO, Manuella Oliveira do. E-Acessibilidade em bibliotecas: uma análise sobredisponibilidade, direito e limitações do acesso à informação na web. 2011. Bacharelado emBiblioteconomia, UFRN.
    • Proposta de uma metodologia para estruturação deserviços informacionais, para usuários cegos e comvisão subnormal (adaptável a outras deficiências).SOUZA, Salete Cecília de. Acessibilidade: Uma Proposta de Metodologia de Estruturaçãode Serviços Informacionais para Usuários Cegos e com Visão Subnormal em BibliotecaUniversitária. 2004. (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal de SantaCatarina, Florianópolis, 2004.
    • a) Conhecer o usuário a que se destina o serviço: • fazendo o levantamento dos alunos com deficiência matriculados na instituição; • utilizando os estudos de usuários e seus instrumentos de coleta de dados para se ter uma imagem prévia do usuário a ser atendido.
    • b) onhecer políticas, legislações, normas que possam prover ou Cinterferir no processo; • É imprescindível conhecer as políticas, normas e leis não só da instituição, mas também do município, estado e país, além da normalização internacional. Também é preciso conhecer diferenças e relações entre conceitos básicos que circundam a questão e buscar trocas e parcerias com outras universidades e organizações.
    • c) Conhecer a área física a ser disponibilizado o serviço: • O planejamento do espaço dedicado a usuários deficientes deve ser pensado por uma equipe composta pelo gestor da biblioteca, engenheiros, arquitetos e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, tendo como documento norteador a norma NBR 9050/04, que trata da Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos.
    • d) onhecer as técnicas e tecnologias a serem aplicadas: C • formando um grupo de trabalho entre biblioteca e Assessoria de Tecnologia da Informação; • identificando quais as TIC necessárias para o serviço de informação e quais a biblioteca já possui; • identificando fornecedores e orçando o valor a ser investido; • após obtenção dos recursos, verificando junto à equipe da BU quais os colaboradores que irão manusear as tecnologias e possíveis técnicas necessárias para colocá-las em funcionamento; • verificando qual o conhecimento dos usuários quanto as TIC associadas ao ato da pesquisa e leitura a partir do uso das mesmas.
    • e) Conhecer as necessidades informacionais versus acervo: • colocando a bibliografia básica dos cursos em formatos acessíveis para pessoas com deficiência; • estabelecendo com professores e/ou coordenadores de cursos um cronograma relacionando datas e bibliografias a serem estudadas, com atenção ao tempo necessário para que a conversão seja efetuada.
    • f) Conhecer recursos humanos para efetivar o serviço: • É preciso preparar, capacitar e engajar pessoas para composição de uma equipe capaz de “aprender a conhecer”, “aprender a fazer”, “aprender a interagir com usuários”.
    • g) onhecer os possíveis mecanismos de medição e avaliação do Cserviço; • Considerar a relação eficácia, custo-eficácia e custo benefício, através dos itens: 1. Pessoal; 2. Materiais consumidos; 3. Equipamentos e mobiliários; 4. Espaço ocupado e sua manutenção, 5. Distribuição; 6. Meios de comunicação utilizados; 7. Acervo (físico e intangível); 8. Identificação de custos adicionais.
    • h) valiar os passos. A • Considerar se houve uma lacuna entre o ideal e a eficácia conseguida pelo realizável através das ações implantadas.
    • O livro digital para a promoção da acessibilidade
    • A Lei nº. 10.753/03, que estabelece a Política Nacional do Livro,garante o acesso da pessoa com deficiência visual ao livroacessível. O livro em formato digital tem seu acesso estendidoa outras pessoas como os portadores de Mal de Parkinson eDislexia, pois elimina a necessidade de manusear suas páginasimpressas ou correr os olhos linha a linha, ações substituídaspelo leitor de tela.
    • A Lei 9.610, de 19/02/1998 de Isenção do Direito Autoral, noCAPÍTULO IV Das Limitações aos Direitos Autorais prescreve:“Art. 46 Não constitui ofensa aos direitos autorais: ... I - areprodução: ... d.) de obras literárias, artísticas ou científicas,para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que areprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistemaBraille ou outro procedimento em qualquer suporte para essesdestinatários.”
    • A partir de 1994 as principais bibliotecas produtoras de livrosem Braille passaram a trabalhar em conjunto para estabeleceruma norma internacional para a produção de livros digitaisfalados e em Braille. Este padrão da nova geração de livrosdigitais é chamado “Digital Accessible Information System” -DAISY.BRASIL. Biblioteca Digital do Senado Federal: Sala de Acessibilidade. 2007
    • O padrão DAISY é uma modalidade de livro acessível digitalem formato DTB (Digital Talking Book) que integra recursos deleitura visual, sincronizada a narração em áudio.Inclui navegabilidade plena (anotações, marcadores eapresentação de imagens), dando ao usuário a possibilidadede inserção de marcas, mudança de frase, parágrafo, seção,capítulo, página, ir para frente, para trás, navegando pelodocumento de forma suave e mantendo o sincronismo entre avoz e o texto escrito.BRASIL. Biblioteca Digital do Senado Federal: Sala de Acessibilidade. 2007.
    • Alguns programas para leitura de livros DaisyFSReader (Freedom Scientific Reader): leitor de livros digitais da famíliaJAWS, vem instalado por padrão desde a versão 6.0 do leitor de telas JAWS.Não faz a conversão para o padrão Daisy. Prós: Integração com o JAWS, interface simples e fácil de usar. Contras: Software proprietário; não permite personalização de configurações.Dorina Daisy Reader (DDReader): desenvolvido pela Fundação Dorina Nowillpara Cegos, também funciona como extensão do Firefox. Prós: Brasileiro; gratuito; lê em português, inglês e espanhol. Contras: Não faz a conversão para o padrão Daisy, apenas a leitura.
    • MECDaisy: Desenvolvido por meio de parceria do Ministério daEducação com o Núcleo de Computação Eletrônica da UniversidadeFederal do Rio de Janeiro - NCE/UFRJ - o Mecdaisy possibilita ageração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio. Prós: Brasileiro; gratuito, faz a conversão e a leitura de livros no padrão Daisy. Contras: Não faz a conversão para o padrão Daisy, apenas a leitura.
    • Conversor de documentos do Word para DAISY Daisy Translator: Plugin gratuito a ser baixado e instalado no editor de textos Word. Após a instalação do plugin, no Windows 2003, surgirá no Menu Arquivo a opção para exportar o documento no formato DAISY. No Windows 2007, aparecerá a aba “Suplementos”, com a opção “Save as DAISY”.