Clima no início de fevereiro já bate recordes

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Clima no início de fevereiro já bate recordes

  1. 1. A4 CORREIO POPULAR Campinas, terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 Cidades Sugestões de pautas, críticas e elogios: cidades@rac.com.br ou pelos telefones 3772-8221 e 3772-8162 Editores: Adriana Villar, Claudio Liza Junior, Jorge Massarolo, Luís Fernando Manzoli e Marcia Marcon Atendimento ao assinante: 3736-3200 ou pelo e-mail saa@rac.com.br Chefe de reportagem: Guilherme Busch Fotos: Leandro Ferreira/AAN No mesmo ponto da Praça Carlos Gomes, homem se molha, o pequeno Israel bebe água ajudado pelo irmão Ítalo e jovens se refrescam: flagrantes de uma tarde de calor escaldante VERÃO ATÍPICO ||| AÇÃO EMERGENCIAL Operação Estiagem é antecipada e prevê multa contra desperdício Punição para quem lavar calçamento com água tratada terá valor 3 vezes maior que a taxa de consumo Maria Teresa Costa DA AGÊNCIA ANHANGUERA teresa@rac.com.br A baixa vazão do Rio Atibaia e a pouca perspectiva de chuva levaram o prefeito Jonas Donizette (PSB) a antecipar, de julho para fevereiro, as restrições para o uso de água tratada em Campinas, com a aplicação de multa de três vezes o Prefeitura estuda incentivos para que a população economize valor da última conta de consumo para quem for flagrado desperdiçando água. Decreto nesse sentido será publicado hoje no Diário Oficial. Além da multa, Jonas pediu à Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (Sanasa) que estude a possibili- dade de incentivos econômicos para quem reduzir o consumo, a exemplo do que ocorre em São Paulo, e faça campanha para que a população economize. Assim, até agosto, serão multadas as pessoas que forem flagradas usando água tratada para limpeza e lavagem de calçamentos e passeios públicos residenciais e comerciais de Campinas, exceto em situação de necessidade extrema. A Prefeitura considera necessidade extrema o uso de água para construção de imóvel, realização de reformas e construção de calçamento. Na primeira infração, haverá advertência e, na segunda, a multa. Além dessas restrições, Jonas também está determinando que a rega de jardins e canteiros centrais seja feita exclusivamente com água de reúso. “Estamos em um momento preocupante para o abastecimento da cidade, que poderá até chegar ao racionamento se medidas de economia não forem adotadas.” O vereador Carlinhos Camelô (PT) protocolou projeto de lei, ontem, criando incentivo financeiro para quem economizar água no período de estiagem. Segundo a proposta, quem economizar 15% no consumo terá um desconto de 25% na tarifa. Para valer, a proposta tem ainda que ser aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito. Não há prazo para a votação. Amanhã Jonas irá se reunir com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, para discutir as perspectivas de abastecimento nas Bacias PCJ e orientações para este período de estiagem fora do tempo. Uma das regras que Jonas quer discutir é em relação ao Banco de Águas, uma reserva virtual no Sistema Cantareira, formada pela economia que as bacias fazem ao longo do ano. A Bacias PCJ estão sem banco por conta de uma regra operativa que estipula que, toda vez que os reservatórios tiverem que verter água para evitar rompimentos, o banco é zerado. Isso ocorreu em 2010, e desde então a região não conseguiu mais repor. Agora, não tem reserva para usar. “Não concordo com essa regra. Temos que mudá-la”, disse o prefeito. A Grande São Paulo tem água em seu banco e vem utilizando. Na semana passada, na reunião da Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico, o Ministério Público sugeriu que apenas as vazões primárias fossem utilizadas nesse atual estágio em que se encontram os reservatórios. A proposta foi acatada e transformado numa moção que será submetido aos presidentes dos Comitês PCJ Federal e da parcela mineira e caso aprovada será enviada à ANA, ao Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM). Nesse sentido, continuariam a ser enviados os 3m3/s para as Bacias PCJ e a Grande SP passaria a receber 24,8m3/s, que são as vazões primárias estabelecidas. Essa medida tem como objetivo evitar o rebaixamento demasiado dos reservatórios do Sistema Cantareira, uma vez que, abaixo de 20%, torna-se difícil a transposição por gravidade da água de um reservatório para outro. LEIA MAIS NAS PÁGINAS A5 E B5 Clima no início de fevereiro já bate recordes Temperaturas máxima e mínima dos últimos dias são as mais altas para o mês desde 1956, diz o IAC Fotos: Dominique Torquato/AAN Fevereiro começou com registro de temperaturas mínima e máxima mais altas para o mês em Campinas. Desde 1956, quando o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, iniciou as medições, a cidade não vivia dias tão quentes no período. No último sábado, 1º dia do mês, os termômetros registraram uma temperatura máxima de 35,3ºC. A máxima mais alta registrada em fevereiro anteriormente foi em 1956, quando a temperatura chegou a 35,2ºC. Com os termômetros Rafael Souza e José Oliveira em obra de rodovia: proteção contra o sol SAIBA MAIS O termômetro do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) tem registrado temperaturas ainda mais elevadas que os do IAC nos últimos dias. No último domingo, o equipamento mostrou 36,1ºC, entre 16h e 17h, a marca mais alta do ano. A previsão do Cepagri é de que nesta semana o tempo continuará ensolarado na maior parte do dia e à tarde as nuvens aumentam com possíveis pancadas de chuva de forma isolada e rápida. marcando 24,2ºC, a madrugada de ontem foi a mais quente dos últimos oito anos. O recorde de mínima anterior havia sido registrado em 1999, quando os termômetros atingiram 18,6ºC. O termômetro do IAC está instalado no Centro Experimental do instituto, que fica na Fazenda Santa Elisa, no bairro Vila Nova. De acordo com o pesquisador Mário José Pedro Júnior, do IAC, a cidade vive uma adversidade climática, principalmente em relação às temperaturas mínimas. Segundo ele, o aumento das temperaturas decorre, principalmente, da falta de chuva. “Quando chove, a água evapora e a temperatura baixa. Sem chuva, com as temperaturas em torno de 34ºC, 35ºC por vários dias, o calor fica acumulado, elevando a temperatura inclusive na madrugada.” Segundo ele, a média das temperaturas mínimas dos últimos dias está 6ºC mais alta que os anos anteriores, que giravam em torno dos 18ºC. O calor excessivo vem afetando principalmente as pessoas que trabalham diretamente ao ar livre. O varredor de rua João Carlos Teodoro da Silva disse que nunca tinha passado tanto calor. “Trabalho na rua há 12 anos, mas este ano está muito forte o calor. A gente pas- Os varredores João Silva e Wilson Batista: cuidados incluem muita água sa protetor solar que a empresa oferece, usa boné, blusa de manga, luva, bota e bebe muita água”, disse. “O superior falou que sempre que der é para a gente correr para sombra”, contou o colega de Silva, Wilson Aparecido Rocha Batista. O ajudante de obra José Adaílton Oliveira, que trabalha na ampliação de uma rodovia de Campinas há sete meses, leva um protetor de pano especial para o pescoço e procura beber dois copos de água de 250 ml a cada 20 minutos. “A empresa oferece tudo. Protetor solar, luva, camisa de manga longa, bota, óculos, capacete, mas eu decidi trazer esse pano para proteger o pescoço, que estava ficando manchado. É melhor passar mais calor do que se queimar”, afirmou. A carteira Roseli Jorge, de 40 anos, contou que para suportar o calor tem tomado pelo menos cinco garrafinhas de água por dia, além de sorvetes e suco. “Sempre que dá eu vou caminhando pela sombra, mas às vezes não tem jeito. Tem hora que parece que a gente vai cair.” (Fabiana Marchezi/ AAN) NA INTERNET Vídeo www.correio.com.br

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