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Caminho mais doce para a laranja
 

Caminho mais doce para a laranja

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    Caminho mais doce para a laranja Caminho mais doce para a laranja Document Transcript

    • II – São Paulo, 123 (234) Diário Oficial Poder Executivo - Seção I quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 Geraldo Alckmin - Governador Volume 123 • Número 234 • São Paulo, quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 www.imprensaoficial.com.br O Brasil domina o mercado mundial de suco de laranja e 2/3 da produção saem das plantações do Estado de São Paulo. Mesmo assim, o fruto sofre, ainda, principalmente de três doenças, o greening, o cancro cítrico e a clorose variegada dos cítricos (CVC). As duas primeiras são incuráveis e a única forma de erradicação é o corte da planta infectada. A praga ataca as folhas da laranjeira e impossibilita o crescimento do fruto, inviabilizando sua utilização para suco ou consumo em mesa. Já a CVC pode ser debelada ou pelo menos tolerada, conforme pesquisa do Centro de Citricultura do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Cordeirópolis. FOTOS: CLEO VELLEDA Caminho mais doce para a laranja Alessandra examina planta atacada pela Xylela fastidiosa: problema perto de solução Pode estar saindo dos laboratórios do IAC, em Cordeirópolis, a solução para o combate da Xylela fastidiosa, uma das piores pragas dos laranjais A clorose é causada pela bactéria Xylela fastidiosa, que forma colônias chamadas biofilmes nas folhas, as quais impedem que a planta receba água e nutrientes do solo. “É como se um ser de célula única se tornasse pluricelular”, explica a bióloga e pesquisadora Alessandra Alves de Souza, do IAC de Cordeirópolis. Ela conta que após anos de estudo descobriu-se que a molécula de um aminoácido, a N-acetilcisteína (NAC), usada na saúde humana, combate a Xylela. A substância é o princípio ativo de um medicamento para pro- A praga impede o crescimento do fruto Curiosidades da laranja • Originária da China • É rica em vitaminas do complexo B, tem um pouco de vitamina A e é considerada grande fonte de vitamina C • Evite as laranjas muito maduras. Elas devem ser consumidas no ponto certo de maturação • A vitamina C começa a desaparecer quando a polpa entra em contato com o ar. Só descasque na hora de consumir • Para cortar, use faca de aço inoxidável. Outros metais oxidam a vitamina C • Quanto mais ácida for a laranja, mais vitamina C (Fonte: site www.gestaonocampo.com.br) blemas respiratórios no homem. Misturada ao fertilizante, a cisteína é depositada no solo, absorvida pela raiz da árvore e age contra a formação do biofilme. Para chegar a essa conclusão, foi necessário construir o sequenciamento genético da bactéria da CVC (com cerca de 2,8 mil genes). Alguns deles são causadores A cisteína é misturada ao fertilizante da doença. Já era conhecida a atuação da molécula NAC no ser humano, análoga à ação da Xylela na laranjeira. “Foi aí que começamos a pesquisar a cisteína no combate à CVC”, recorda Alessandra. O IAC participou do sequenciamento da bactéria com outros institutos parceiros. Ela ressalta que, por enquanto, o trabalho foi feito em projeto piloto utilizando plantas de dois a três anos, crescidas na estufa do centro de pesquisa do IAC. Mas ainda este mês ela e sua equipe de estudantes pretendem iniciar o trabalho de campo, em duas fazendas de Araraquara e São Carlos, num projeto mais ambicioso. Alessandra prevê a conclusão da pesquisa em dois anos, quando o resultado será repassado aos produtores. O trabalho nos pomares das fazendas será custeado por empresas privadas do setor e por fabricantes de fertilizantes, além de receber o apoio de instituições de fomento à ciência nos âmbitos estadual e federal. Flagelo da laranja – A doença mais devastadora dos cítricos ainda é o gree- ning, também conhecido como huanglongbing. Seu poder de destruição é devastador. As únicas formas de conter a disseminação desse mal são cortar a árvore atingida ou usar inseticida para matar o transmissor, um psilídeo que não tem mais do que alguns milímetros de tamanho. O fruto fica murcho, cobre-se de manchas e cai do pé. Outro problema grave do setor, informa Alessandra, é o cancro cítrico, que torna a laranja imprestável. Também não tem cura, e a solução é erradicar a planta infectada. Assim como a CVC, o greening e o cancro são causados por bactérias. O transmissor da CVC é um inseto chamado cigarrinha, que se contamina numa árvore infectada e leva a bactéria para outra, até então sadia. Há que se controlar a cigarrinha com inseticidas. Já o micro-organismo que causa o cancro cítrico é transmitido pelo ar ou pela contaminação de uma ferramenta de poda, por exemplo. Maior acervo – O centro de pesquisa de Cordeirópolis, criado em 1928 numa área de 199 hectares, reúne o maior acervo mundial de cítricos, com aproximadamente 3 mil variedades, mantidas em estufas e no campo, informa o engenheiro agrônomo e diretor da unidade, Marcos Antonio Machado. Entre as variedades desenvolvidas nos seis laboratórios do centro para a indústria de sucos, ele cita cinco tipos, que correspondem a 80% da produção brasileira. Para consumo em mesa, foram desenvolvidos seis tipos de mexerica (ponkan, morgote e outras) e cinco laranjas, entre elas a bahia, a lima e as pigmentadas, de polpas vermelhas. Nos limões, destacam-se tipos lisboa, taiti e galego. Machado explica que as variedades são fornecidas, geralmente, em forma de uma vareta de aproximadamente 25 centímetros para viveiros de planta, onde é feito o enxerto. Cada peça produz mais de dez borbulhas (brotos) para a enxertia. A indústria e o produtor compram as mudinhas nos viveiros especializados em cítricos. O engenheiro assegura que as varetinhas são vendidas dentro de parâmetros de segurança genética e fitossanitária, isentas de pragas ou outra contaminação. Para conseguir essa pureza, o centro do IAC de Cordeirópolis utiliza estufas invioláveis e seis laboratórios, como os de biotecnologia, fitopatologia e de genética, por exemplo, onde trabalham técnicos, estudantes e estagiários. “Somos procurados por estudantes de biologia, agronomia e áreas afins para trabalhos de pesquisa durante o curso normal ou depois, para doutorado”, garante o diretor. Otávio Nunes Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial A IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO SA garante a autenticidade deste documento quando visualizado diretamente no portal www.imprensaoficial.com.br quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 às 02:20:04.