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Card Sorting

From agner, 8 months ago

Aula sobre o emprego do Card Sorting na Arquitetura de Informaçã more

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Slide 1: organização de cartões - categorização de cartões - card sorting

Slide 2: dimensões da AI Objetivos da organização, ROSENFELD e políticas, cultura, MORVILLE tecnologia e recursos Contexto humanos Audiências, tarefas, necessidades, Documentos, comportamento de busca formatos/tipos, objetos, de informação, metadados, estrutura experiência, vocabulário existente Conteúdo Usuários

Slide 3: dimensões de pesquisa Métodos e técnicas Reuniões de Entrevistas com Infraestrutura Contexto estratégia stakeholders tecnológica Avaliação Inventário de Análise de Conteúdo heurística conteúdo conteúdo Análise dos Testes de Card sorting Usuários dados de uso usabilidade

Slide 4: card sorting • Categorização de cartões - é uma técnica de prototipagem rápida utilizada pela arquitetura de informação.

Slide 5: por que categorizar? • Categorizar, ou classificar, é agrupar entidades (objetos, idéias, ações, etc.) por semelhança. • Categorizar é o processo cognitivo de dividir as experiências do mundo em grupos de entidades, ou categorias, para construir uma ordem dos mundos físico e social em que o individuo participa. • Categorização é um mecanismo cognitivo fundamental que simplifica a interação do indivíduo com o ambiente.

Slide 6: • Categorização é quase sempre um processo inconsciente. caixas sólidas quadrados verdes blocos oliva esferas pequenas círculos laranja bolinhas de gude montanhas altas • Quando definimos triângulos azuis categorias, escolhemos figuras ocas quais atributos ou propriedades a destacar.

Slide 7: categorização

Slide 8: categorização VINHOS: -País -Regiões - Ano de produção - Tipo de uva - Preço - Combinações - Vinícolas - Tipo de vinho

Slide 9: categorização

Slide 10: categorização

Slide 11: categorização - Locadora Tijuca - Locadora CAVídeo

Slide 12: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 13: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 14: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 15: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 16: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 17: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 18: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 19: categorização Você organizaria melhor?

Slide 20: categorização Locadora Tijuca

Slide 21: categorização Locadora Tijuca

Slide 22: categorização Submarino

Slide 23: categorização CA Vídeo Cobal Humaitá

Slide 24: como organizar informações? O mesmo conjunto de informações pode ser organizado de várias formas, seguindo diferentes esquemas de organização. As notícias de um jornal, por exemplo, podem ser organizadas pelo seu assunto ( política, economia, esportes, etc.), cronologicamente pela data em que foi publicada, ou alfabeticamente pelo nome do repórter.

Slide 25: esquemas de organização - ambíguos - exatos

Slide 26: esquemas ambíguos Por Assunto • Divide a informação em diferentes tipos, diferentes modelos ou diferentes perguntas a serem respondidas. – Ex: Páginas Amarelas, Editorias do jornal, Supermercado. Por Tarefa • Organiza a informação em conjuntos de ações. Usado muito em software transacionais. Raramente utilizado sozinho na Web. – Ex: Menu aplicativos Windows (Editar, Exibir, Formatar).

Slide 27: esquemas ambíguos Por Público-Alvo • Indicado quando se deseja customizar o conteúdo para diferentes públicos-alvos. – Ex: Lojas de departamento (classifica seus produtos em masculino, feminino e infantil). Por Metáfora • Utilizado para orientar o usuário em algo novo baseado- se em algo que lhe é familiar. Normalmente limita a organização. – Ex: Desktop de um computador (utiliza a metáfora de uma mesa de escritório).

Slide 28: esquemas ambíguos Híbrido • Reúne 2 ou mais esquemas anteriores. Normalmente causa confusão ao usuário.

Slide 29: esquemas exatos Alfabeto • Indicado para grandes conjuntos de Informação e públicos muito diversificado. – Ex: Dicionários, Enciclopédias, Listas Telefônicas. Tempo • Indicado para mostrar a ordem cronológica de eventos. – Ex: Livros de História, Guias de TV, Arquivo de notícias.

Slide 30: esquemas exatos Localização • Compara informações vindas de diferentes locais. – Ex: Previsão do tempo, pesquisa política, Atlas de anatomia. Seqüência • Organiza itens por ordem de grandeza. Indicado para conferir valor ou peso a informação. – Ex: Lista de preços, Top musics.

Slide 31: organizando conteúdos • Se você quer que as pessoas encontrem as coisas que procuram, você deve organizar os conteúdos com base no que as pessoas conhecem sobre esses conteúdos. • A organização de uma loja de roupas deve refletir o modo como as pessoas acham que as roupas são organizadas. As palavras usadas devem refletir as palavras que as pessoas utilizam e o layout do site deve refletir a tarefa de as pessoas comprarem (Wodtke, 2003).

Slide 32: organizando conteúdos • As pessoas grandes o suficiente para alcançarem um teclado viveram o suficiente para ter uma idéia sobre como o mundo está organizado. • Você - como designer - pode ignorar isso e impor um novo esquema, ou pode aprender sobre como as pessoas percebem o âmago do seu conteúdo e usar isso para ser mais eficaz (Wodtke, 2003).

Slide 33: organizando conteúdos • 4 boas maneiras de aprender: • Observar os outros: ir a uma loja real. • Estudar o inimigo: visitar os sites concorrentes. • Olhar os seus logs de busca. • Aplicar um Card Sorting: estudar usuários potenciais, através da organização de cartões.

Slide 34: um erro clássico • Segundo Nielsen (2004), um erro nos sites e intranets é estruturar a informação baseado em como a empresa enxerga a sua informação. • Isso resulta em diferentes subsites para cada um dos departamentos ou para cada provedor interno de informação (espelhamento do organograma).

Slide 35: o que é card sorting • É uma técnica para obter dados sobre o modelo mental dos usuários no que diz respeito ao espaço de informação (Nielsen, 2004). • Faz parte de uma abordagem centrada no usuário, onde o objetivo é aumentar a probabilidade do usuário encontrar um nó de informação, quando estiver navegando.

Slide 36: o que é card sorting • Segundo Willis (2003), é uma técnica para compreender como o usuário agrupa informações dentro de um domínio. • Os participantes organizam cartões representando tipos específicos de informação. Willis, Dan. 2003. Http://www.dswillis.com/tools

Slide 37: quando aplicar • No projeto de um novo site; • Na criação de uma nova área do site; • No redesign de um site. (Maurer & Warfel)

Slide 38: quando aplicar • Segundo Maurer & Warfel, o Card Sorting não é uma técnica de avaliação e não deve ser usado para que se identifiquem erros. Sua aplicação consiste na exploração do modelo mental do usuário. • E ele é mais eficaz quando já se conhecem: - As necessidades dos usuários; - O inventário do conteúdo;

Slide 39: comparação • Testes de usabilidade - Método de avaliação. Já partimos de um design. O objetivo é descobrir se este está adequado à natureza humana e quais os seus problemas. • Card sorting - Método de geração. Não parte de um design. Seu objetivo é descobrir como as pessoas pensam, sobre um tema. Acessar o seu modelo mental e o vocabulário utilizado. Pode-se combinar os dois métodos, utilizando-se protótipos em papel (Nielsen, 2004).

Slide 40: card sorting • Robertson (2001) salienta que, ao término de sua aplicação, ainda não está finalizado o design da informação. Outros aspectos devem ser levados em conta: – Requisitos da empresa; – Direcionamento estratégico; – Limitações e objetivos técnicos; – Princípios de usabilidade.

Slide 41: tipos de card sorting • Warfel classifica o Card Sorting segundo o aparato utilizado: Alta fidelidade: é quando há o uso de um programa de computador para executar o trabalho (exemplos: EZSort, OptimalSort) e os dados são tratados automaticamente; Baixa fidelidade: forma tradicional, onde são distribuídos cartões físicos aos participantes, e os dados são tratados pelo pesquisador.

Slide 42: tipos de card sorting • Segundo Montero & Fernandez (2004), há dois tipos de Card Sorting: • Aberto: o usuário agrupa livremente os itens criando o número de conjuntos que achar necessário; • Fechado: os grupos são previamente criados e rotulados pelo pesquisador, e o usuário apenas agrega itens a grupos pré-existentes.

Slide 43: tipos de card sorting • Aberto: quando se lança um novo produto, ou quando é possível uma completa remodelagem de um existente. Os participantes podem nomear suas categorias (Willis, 2003) • OBS - Pode-se evitar um número excessivo de categorias, sugerindo uma limitação prévia (ex: oito categorias). Pode-se ainda permitir uma reunião progressiva de categorias em categorias mais abrangentes.

Slide 44: tipos de card sorting • Fechado: os participantes organizam os cartões dentro de categorias já existentes. Usado para reorganizar ou aprimorar uma arquitetura existente (Willis, 2003) • VARIAÇÕES - Pode-se considerar não aceitar uma categoria de miscelânea. Pode-se permitir ou não a colocação de um mesmo item em mais de uma categoria.

Slide 45: amostra • Robertson (2001) determina que o número mínimo de participantes de uma seção de Card Sorting deve ser de 4 pessoas. O número de seções a serem realizadas será determinado pela quantidade de grupos que forem possíveis de se identificar dentre os usuários finais do sistema.

Slide 46: amostra • Gaffney (2000) desaconselha a execução do experimento em grupo, já que existe o risco da percepção individual se perder frente ao consenso do grupo. Nielsen (2000, 2004) mantém o posicionamento de realizar 1 seção por usuário.

Slide 47: amostra • Apesar de defender que para os testes de usabilidade 5 usuários seriam o suficiente, Nielsen (2004) recomenda que o número seja de 15 participantes na aplicação do Card Sorting. Porque não existe ainda produto a ser testado. Se existir, ele não é considerado durante o experimento.

Slide 48: amostra • O modelo mental e o vocabulário das pessoas podem variar muito. • É necessário usar um número maior de sujeitos na amostra para obter resultado confiável.

Slide 49: procedimentos (fechado) • Preparar dois grupos de cartões: coloridos e brancos; • Escrever nos coloridos as chamadas principais; • Escrever nos brancos os itens (dados ou links) que compõem a interface; Distribuir os cartões coloridos sobre uma mesa;

Slide 50: procedimentos (fechado) • Embaralhar os cartões brancos e entregá-los; • Solicitar ao usuário que agrupe os cartões brancos de acordo com as chamadas dos cartões coloridos, da maneira mais apropriada; • Ao término, registrar (p.ex: fotografar) disposição dos itens em relação às chamadas principais; OBS - Se sobrarem cartões, deve-se pensar na inclusão de uma nova chamada, ou em um novo nome mais abrangente.

Slide 51: procedimentos (aberto) • Escrever os nomes (e uma breve descrição opcional) de cada item em um cartão de papel; • Misturar os cartões e entregar todos os cartões para o usuário; • Solicitar ao participante que agrupe os cartões em pilhas, colocando juntos os que pertencem ao mesmo grupo. O usuário pode criar tantos grupos quanto ele quiser. Os grupos podem ser pequenos ou grandes;

Slide 52: procedimentos (aberto) • Opcionalmente, solicitar que crie grupos maiores e mais genéricos. No final, pode-se pedir ao usuário que nomeie as pilhas (Nielsen). OBS - Ao nomear as pilhas, o usuário fornecerá idéias para palavras e sinônimos, que serão usados em rótulos, links, títulos e otimização de mecanismos de busca.

Slide 53: procedimentos (aberto) • O Card Sorting é um exercício tão simples como colocar as coisas juntas: • 1 - Pegue seu arquivo de receitas. • 2 - Jogue todas as receitas no chão. • 3 - Misture-as bem. • 4 - Agora, comece a agrupá-las. Quando ver coisas parecidas com outras, coloque-as juntas. • 5 - Quando acabar, pegue alguns post-its e dê um nome a cada grupo (Wodtke). Agora você tem um esquema organizacional.

Slide 54: abordagens • De cima pra baixo: começa-se das categorias superiores, dividindo-as em subcategorias lógicas; • De baixo pra cima: vão se agrupando os itens em categorias e essas categorias juntam-se para formar outras mais altas (Garret).

Slide 55: analisando dados (Wodtke) • 1 - Olhar qual é o esquema de organização dominante: Se for um site de receitas, a maior parte de suas categorias são baseadas em ingredientes? Pratos principais? Culturas? Tipicamente, um vai se sobressair.

Slide 56: analisando dados (Wodtke) • 2 - Ajustar a consistência da nomenclatura. • 3 - Analise as categorias singulares.

Slide 57: analisando dados (Wodtke) • 4 - Agora, analisar o todo: - Os rótulos são adequados? - Há mais de um item em cada categoria? - Há categorias muito estensas, precisando ser subdivididas?

Slide 58: taxonomia (Wodtke) • Depois deste refinamento, você terá uma taxonomia. Ela é simplesmente um sistema de organização hierárquico. Na web muito útil para a busca (browsing). Se você tiver feito o trabalho a contento, ninguém nunca vai notar que a taxonomia existe.

Slide 59: análise qualitativa • A análise dos dados pode ser feita tanto de forma qualitativa quanto de forma quantitativa. • É indicado fazer uma análise qualitativa quando as categorias e os participantes não são numerosos. • É um processo elaborado que envolve um detalhamento maior das circunstâncias. Nela o pesquisador tem um peso maior no resultado, pois dependerá de sua análise subjetiva.

Slide 60: análise quantitativa • A outra forma seria a análise quantitativa - baseada em cálculos estatísticos para determinar os resultados. • É mais adequada quando o número de participantes e categorias é elevado. • É comum aqui usar programas de computador para gerar diagramas. • Ferramenta online: OptimalSort.

Slide 61: análise visual • Frisoni & Steil (2005) levam em consideração o modo como os participantes dispuseram os cartões para compor o menu do site (diagramação). • Não há referências sobre isso na revisão de literatura. Trata-se de uma inovação Card Sorting.

Slide 62: conclusões • Existem muitas formas de aplicar o Card Sorting. • Cabe ao pesquisador refletir sobre os objetivos de sua pesquisa para extrair o melhor da técnica. • No caso da análise qualitativa, os resultados foram explorados de forma mais rica e abrangente. Isso leva a uma arquitetura mais próxima do modelo mental do usuário e a soluções mais criativas e eficazes. PIRAUÁ, J; MOURA, D e PADOVANI, S. Discutindo o Card Sorting: uma análise da técnica. 6. USIHC

Slide 63: bibliografia • PIRAUÁ, J; MOURA, D e PADOVANI, S. Discutindo o Card Sorting: uma análise da técnica. 6. USIHC – 6. Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade, Design de Interfaces e Interação Humano-Computador. 2006. FAAC/UNESP. Bauru, SP. • Wodkte, Christina. Information Architecture: Blueprints for the Web. , 2003. New Riders. • Nielsen, Jakob. Card Sorting: How Many Users to Test. Alertbox. July, 2004. • Site OptimalSort. http://www.optimalsort.com/

Slide 64: arquitetura de informação Arquitetura invisível