Palestra no auditório do IBGE - Arquitetura de Informação

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Palestra no IBGE, no auditório da Avenida Chile. 9 de Setembro de 2009. por Luiz Agner

Palestra no IBGE, no auditório da Avenida Chile. 9 de Setembro de 2009. por Luiz Agner

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  • 1. Testando a usabilidade e a arquitetura da informação estatística: metodologia de pesquisa no estudo de caso do portal do IBGE LUIZ AGNER
  • 2. Apresentação
  • 3.
    • Disciplina derivada da ergonomia (interação homem-máquina)
    • Preocupada com o design de sistemas computacionais eficientes, funcionais e agradáveis aos usuários.
    Interação humano-computador
  • 4. Interação humano-computador ENIAC 1946
  • 5. Interação humano-computador Usabilidade hoje
  • 6. Interação humano-computador sistema contexto tarefa homem
  • 7.
    • Significa garantir aos usuários dos sistemas: 1 - efetividade 2 - eficiência 3 - satisfação (ISO 9241 / International Standards Organization)
    Usabilidade: o conceito
  • 8.
    • Usabilidade é definida como a medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação num contexto específico de uso. (ISO 9241 / International Standards Organization)
    Usabilidade: o conceito
  • 9. Usabilidade: o conceito
    • Fatores:
    • · facilidade de aprendizado ;
    • · facilidade de memorização ;
    • . maior produtividade ;
    • · redução de erros ;
    • · satisfação subjetiva do usuário.
  • 10. Como são planejados os sites
  • 11. Mapa de atenção
  • 12. Como realmente usamos a web
  • 13. Como realmente usamos a web
  • 14. Pergunta no ar:
    • Se nossas intenções são as melhores possíveis, então... Por que os usuários não agem conforme o planejado?
  • 15. O usuário está orientado à tarefa
    • Uma interface mal desenhada requer que o usuário decomponha as suas tarefas de modo não-intuitivo (que não espelha o seu modelo mental) isto gera erros e problemas de navegação.
  • 16. Princípios da usabilidade
    • 10 critérios heurísticos
    • Jakob Nielsen Pesquisador e consultor de usabilidade.
  • 17. 1- Visibilidade do status do sistema
  • 18. 2 – Sistema e mundo real
  • 19. 3 – Liberdade e controle do usuário
  • 20. 4 – Consistência e padrões
  • 21. 4 – Consistência e padrões
  • 22. 4 – Consistência e padrões
  • 23. 5 – Prevenção de erros
  • 24. 6 – Reconhecer x relembrar
  • 25. 7 – Flexibilidade e eficiência
  • 26. 8 - Design minimalista
  • 27. 9 – Mensagens de erro
  • 28. 9 – Mensagens de erro
  • 29. 10 – Ajudas e documentação
  • 30. Conceito de information overload
    • A era da explosão da informação
  • 31. Conceito de information overload
    • Uma edição do The New York Times em um dia de semana contém mais informação do que o comum dos mortais poderia receber durante toda vida na Inglaterra do século XVII. (WURMAN, 1991).
    • Em 2013, a residência média terá 10 terabytes de dados armazenados (fotos, filmes, músicas), mais do que os maiores bancos tinham há 5 anos. (Joel Schwartz, vice-presidente da EMC).
  • 32. A explosão dos dados
    • A era da informação é, na verdade, uma explosão da não-informação – uma explosão de dados.
    • Informação deve ser aquilo que leva à compreensão (WURMAN, 1991).
  • 33. Cadeia conceitual da ciência da informação
  • 34. Arquitetura de informação
    • É um novo campo no webdesign.
    • difere do design ou programação visual, pelo fato de focalizar a estrutura do website e não a funcionalidade ou aspecto.
    • tem como objetivo a construção de websites fáceis de usar, que preencham as necessidades dos clientes e os objetivos dos usuários (VAN DIJCK, 2003)
  • 35. Classificação da informação
  • 36. Classificação da informação
    • VINHOS:
    • País
    • Regiões
    • - Ano de produção
    • - Tipo de uva
    • - Preço
    • - Combinações
    • - Vinícolas
    • - Tipo de vinho
  • 37. Classificação da informação CA Vídeo Cobal Humaitá
  • 38. Classificação da informação CA Vídeo Cobal Humaitá
  • 39. Classificação da informação CA Vídeo Cobal Humaitá
  • 40. Classificação da informação Você organizaria melhor?
  • 41. Classificação da informação Locadora Tijuca
  • 42. Modelos mentais Modelo do usuário Modelo do projetista Modelo do sistema
  • 43. Modelos mentais Modelo do usuário Modelo do projetista Modelo do sistema
  • 44. Comportamentos de busca da informação
    • Busca por um item conhecido
    • Exploração
    • Usuário não sabe o que precisa
    • Reencontrar um item
  • 45. Testes de usabilidade
    • Técnica de pesquisa etnográfica.
    • Processo empírico de se aprender sobre a usabilidade de um produto, observando os usuários durante a sua utilização.
  • 46. Testes de usabilidade
    • São empregados para avaliação de: - Web sites e aplicações na Internet, - na indústria de software , - na telefonia móvel, - na comunicação técnica - produtos industriais etc.
  • 47. Testes de usabilidade
    • É o processo que envolve o feedback vivo de usuários operando tarefas reais, registrados em vídeo ou gravações de áudio e em condições controladas.
    • Define se os usuários podem encontrar e utilizar os recursos, dentro do tempo e com o esforço que desejam despender.
  • 48. Testes de usabilidade Testes do Projeto Better Desktop.Org
  • 49. Testes de usabilidade Teste do Portal IBGE PUC-Rio
  • 50. Testes de usabilidade
    • Existem várias estruturas possíveis para a realização de testes de usabilidade.
    • O ideal é a utilização de duas salas – uma reservada aos testes e outra reservada à observação.
  • 51. Laboratórios de usabilidade
  • 52. Laboratórios de usabilidade
  • 53. Laboratórios de usabilidade
  • 54. Laboratórios de usabilidade
  • 55. Laboratórios de usabilidade
  • 56. Laboratórios de usabilidade
  • 57. Ciclo do produto
  • 58. Métricas
    • O tempo da tarefa;
    • A porcentagem de tarefas completadas ;
    • A porcentagem de tarefas não completadas ;
    • Número de erros ;
    • Tempo de navegação em busca da informação;
    • Número de passos ;
    • Número de cliques ;
    • Quantidade de informações encontradas;
    • Número de acessos à ajuda .
  • 59. Softwares (exemplo)
  • 60. Amostra
  • 61. Amostra
    • Participantes:
      • Os participantes devem representar usuários reais: membros do grupo que utiliza ou que vai utilizar o produto.
      • Os participantes devem executar tarefas reais.
  • 62. Testes de campo Locais – Campi universitários do Rio, residências e locais de trabalho dos pesquisadores.
  • 63. Tarefa 1
    • A partir da home page do portal IBGE, identifique em que estado do Brasil reside a maior concentração de pessoas idosas.
  • 64. Tarefa 2
    • A partir da home page do portal IBGE, descubra em que bairro da cidade de Recife reside a maior concentração de cidadãos da terceira idade.
  • 65. Testes de campo
  • 66. Testes de campo
  • 67. Testes de campo
  • 68. Participantes
  • 69. Participantes
  • 70. Participantes
  • 71. Participantes
  • 72. Participantes
  • 73. Participantes
  • 74. Resultados
  • 75. Resultados
  • 76. Resultados
  • 77. Resultados
  • 78. Respostas ao questionário
  • 79. Respostas ao questionário
  • 80. Respostas ao questionário
  • 81. Problemas emergenciais Problema que pode até ser importante, mas não é estritamente considerado um problema de usabilidade. Outros 5 Problema localizado ou menor; pode ser objeto de futuro aprimoramento. Menor 4 Gera um impacto moderado na usabilidade. Médio 3 Problema que gera uma significativa demora ou frustração. Maior 2 Problema que impede a realização das tarefas e que precisa ser urgentemente corrigido. Emergencial 1 Descrição Grau severidade
  • 82. Conclusões
    • A pesquisa não tem a pretensão de se tornar a palavra final sobre o assunto. É apenas uma primeira abordagem.
    • Novas pesquisas precisam ser realizadas com outros segmentos do público-alvo do IBGE: - usuários avançados
    • - jornalistas
    • - adolescentes
    • - crianças
  • 83. Conclusões
    • Os problemas relacionam-se largamente à ineficiência dos mecanismos de busca, à taxonomia aparentemente ilógica ou incompleta, à falta de clareza dos rótulos e links, e aos problemas de redação.
  • 84. Conclusões
    • Modelo mental:
    • Os usuários esperavam acessar a informação partindo de um nível temático geral para o específico.
    • A metáfora geográfica também representou forte referência mental.
      • O portal não refletiu as expectativas.
  • 85. Conclusões
    • Deve adotar novas formas de organizar e estruturar a sua informação, de modo a facilitar o acesso dos dados aos pesquisadores que não estão familiarizados com os nomes, terminologias ou as metodologias de suas pesquisas.
  • 86. Conclusões
    • Prover diferentes dimensões de acesso à informação:
    • Taxonomias alternativas:
      • temas,
      • localização geográfica,
      • formatos,
      • eventos da vida
      • públicos-alvo e
      • títulos das pesquisas.
  • 87. Conclusões
    • A consistência do sistema de rotulação deve ser garantida quanto a
      • estilo de apresentação, sintaxe, granularidade, completude e linguagem do usuário.
    • O sistema de rotulação deve evitar o emprego de jargões da organização como a sigla SIDRA.
  • 88. Conclusões
    • Além das linguagens técnica , jornalística e pedagógica , uma quarta linguagem precisará ser concebida para facilitar a apresentação de informações ao cidadão e garantir a compreensão.
    • A linguagem do cidadão comum .
  • 89. Conclusões
    • Questionar a opção estética pelo estilo visual de “portal”, inspirado em sites famosos.
    • A estética de portal levou a uma grande aglutinação de rótulos, links e itens de informação na primeira página – o que é interpretado, por considerável parte dos usuários, como “poluição visual”.
  • 90. Vantagens da usabilidade
  • 91. Vantagens da usabilidade Fonte: NN Group
  • 92. Vantagens da usabilidade
    • Aumento na percepção da qualidade da empresa como um todo
    • Redução no tempo e custo de desenvolvimento
    • Redução na taxa de abandono do site
    • Redução nos custos de atendimento
    • Aumento do sucesso em compras e transações
    • Aumento no nível de fidelização dos usuários
  • 93. Institucionalização da usabilidade
    • Incorporar os métodos e técnicas de avaliação de usabilidade.
    • Desafio da tomada de consciência da usabilidade como uma disciplina formal do Design.
    • Importância da institucionalização da usabilidade .
  • 94. Consideração final
  • 95. Consideração final
  • 96. Consideração final
  • 97. Consideração final
  • 98. Consideração final
    • Sugestão : Testes de usabilidade e outras pesquisas com usuários podem ser incorporadas, dentro do processo de desenvolvimento e contratação das interfaces do IBGE, como diferencial de qualidade.
  • 99. Consideração final
    • O IBGE deve desenvolver uma cultura interna de apoio a este tipo de metodologia.
    • Usabilidade como mudança cultural.