DESENVOLVIMENTO E ENVELHECIMENTO: PARADIGMAS CONTEMPORÂNEOS  Profa. Dra. Célia Pereira Caldas
Teorias Psicológicas - o envelhecimento como desenvolvimento. <ul><ul><ul><li>Algumas teorias psicológicas do envelhecimen...
Teorias em psicologia do envelhecimento <ul><li>1- Paradigma da mudança ordenada </li></ul><ul><li>Fases do desenvolviment...
<ul><li>1- Paradigma da mudança ordenada ou Perspectiva de ciclo de vida </li></ul><ul><li>Fases do desenvolvimento psicol...
Perspectiva de Ciclo de Vida (1950) <ul><ul><ul><li>Erikson (1950) consagrou o termo quando o utilizou em sua teoria de de...
 
<ul><li>2 -  Paradigma Contextualista </li></ul><ul><li>Teoria do Relógio Social - Neugarten (1969);  </li></ul><ul><li>Ta...
<ul><li>3- O paradigma do desenvolvimento ao longo de toda vida (Life-Span Development) </li></ul>
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Elementos da perspectiva de Curso da Vida  <ul><ul><ul><li>1- O envelhecimento acontece desde o nascimento até a morte (nã...
Paradigma de Desenvolvimento ao Longo de Toda a Vida (Life-Span) de orientação dialética (Gerontologia)
LIFE-SPAN <ul><li>Em Biologia  - Extensão de vida da espécie - potencial máximo de duração da  vida. </li></ul><ul><li>Em ...
<ul><li>O primeiro teórico a propor este paradigma foi Klaus Riegel - no âmbito da psicologia do desenvolvimento. </li></ul>
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A perspectiva dos Eventos da Vida (Riegel, 1975, 1976) <ul><li>Nesta perspectiva considera-se que a pessoa vai se transfor...
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Ingredientes-chave da posição dialética: <ul><ul><ul><li>Foco na mudança; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Interação di...
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1)  Variáveis normativas graduadas por idade   <ul><ul><ul><li>São influências biológicas e socioculturais claramente asso...
2)  Variáveis normativas ligadas à história   <ul><ul><ul><li>Eventos de alcance genérico, que são vividos por indivíduos ...
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Resumindo... (Baltes, 1987, 1997) <ul><ul><ul><li>A idade cronológica não causa o desenvolvimento nem o envelhecimento, ma...
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REFERÊNCIAS <ul><li>Neri, A L. Paradigmas contemporâneos sobre o desenvolvimento humano em psicologia e em sociologia. In:...
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Módulo 1 - Aula 4

  1. 1. DESENVOLVIMENTO E ENVELHECIMENTO: PARADIGMAS CONTEMPORÂNEOS Profa. Dra. Célia Pereira Caldas
  2. 2. Teorias Psicológicas - o envelhecimento como desenvolvimento. <ul><ul><ul><li>Algumas teorias psicológicas do envelhecimento visam características amplas como a personalidade, enquanto outras exploram facetas particulares da percepção ou memória. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Em qualquer caso, o propósito da psicologia de desenvolvimento adulto e do envelhecimento é explicar como o comportamento se organiza no adulto e em que circunstâncias se torna ótimo ou desorganizado. </li></ul></ul></ul>
  3. 3. Teorias em psicologia do envelhecimento <ul><li>1- Paradigma da mudança ordenada </li></ul><ul><li>Fases do desenvolvimento psicológico - Bühler (1935) </li></ul><ul><li>Teoria Junguiana do desenvolvimento - Jung (1930) </li></ul><ul><li>As oito idades do Homem- Erikson (1950) </li></ul><ul><li>2- Paradigma Contextualista </li></ul><ul><li>Teoria do Relógio Social - Neugarten (1969); </li></ul><ul><li>Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice - Havighurst (1951) </li></ul><ul><li>3- O paradigma do desenvolvimento ao longo de toda vida (Life-Span Development) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>1- Paradigma da mudança ordenada ou Perspectiva de ciclo de vida </li></ul><ul><li>Fases do desenvolvimento psicológico - Bühler (1935) </li></ul><ul><li>0-15 criança dependente/ 15-25 expansão/ 25-45 culminância/ 45-65 conflito/ + 65 contração </li></ul><ul><li>Teoria Junguiana do desenvolvimento - Jung (1930) </li></ul><ul><li>Anima e Animus - o velho sábio e a grande mãe </li></ul><ul><li>As oito idades do Homem- Erikson (1950) </li></ul>
  5. 5. Perspectiva de Ciclo de Vida (1950) <ul><ul><ul><li>Erikson (1950) consagrou o termo quando o utilizou em sua teoria de desenvolvimento – as oito idades do homem. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>As idades representam ciclos; também a vida humana, uma vez completa, representa um ciclo. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O autor exerceu influência sobre os teóricos dos modelos de curso de vida e Life-span </li></ul></ul></ul>
  6. 7. <ul><li>2 - Paradigma Contextualista </li></ul><ul><li>Teoria do Relógio Social - Neugarten (1969); </li></ul><ul><li>Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice - Havighurst (1951) </li></ul>
  7. 8. <ul><li>3- O paradigma do desenvolvimento ao longo de toda vida (Life-Span Development) </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Perspectiva de Ciclo de vida (psicologia) </li></ul><ul><li>Perspectiva de Curso de vida (sociologia) </li></ul><ul><li>Desenvolvimento ao longo de toda a vida -Life-span development (Gerontologia) </li></ul>Bases teóricas do paradigma do desenvolvimento ao longo de toda a vida
  9. 10. <ul><li>Perspectiva de Ciclo de Vida (1950)– Psicologia. Adota o critério de estágios como princípio organizador do desenvolvimento. (Paradigma da Mudança Ordenada) </li></ul><ul><li>Perspectiva de Curso de vida (a partir de 1970)– Sociologia. A sociedade constrói cursos de vida na medida em que prescreve expectativas e normas de comportamento apropriado para as diferentes faixas etárias. (Teorias Sociológicas de terceira Geração) </li></ul><ul><li>Paradigma de Desenvolvimento ao Longo de Toda a Vida (Life-Span) de orientação dialética (1987)- Psicologia </li></ul>Contextualizando...
  10. 11. Teorias sociológicas da terceira geração (década de 90) <ul><li>Teoria do construcionismo social (processos influenciados por definições sociais e pela estrutura social) </li></ul><ul><li>Teoria Crítica (conceitos de poder, ação social e significados sociais) </li></ul><ul><li>Perspectiva do curso de vida (moldado por fatores coorte) </li></ul>
  11. 12. A Perspectiva de Curso de Vida <ul><ul><ul><li>Começa a firmar-se nos anos 70 no campo da sociologia e da psicologia. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Vem sendo usada para análise de questões como: a natureza dinâmica e processual do envelhecimento; como o envelhecimento é moldado pelo contexto, pela estrutura social e pelos significados culturais; e como o tempo, o período histórico e a coorte moldam o processo de envelhecimento, tanto para indivíduos como para grupos sociais. </li></ul></ul></ul>
  12. 13. A Perspectiva de Curso de Vida <ul><ul><ul><li>Critérios de classe social etnia, profissão e educação se entrelaçam com a idade para determinar a posição dos indivíduos e dos grupos na sociedade. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Em sociologia pode ser identificado a partir da teoria da estratificação por idade (Segunda geração), mas se firma como uma perspectiva de terceira geração; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>É influenciada pelas teorias psicológicas do relógio social e das tarefas evolutivas (paradigma contextualista em psicologia). </li></ul></ul></ul>
  13. 14. Elementos da perspectiva de Curso da Vida <ul><ul><ul><li>1- O envelhecimento acontece desde o nascimento até a morte (não há um foco exclusivo na velhice); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>2- O envelhecimento envolve processos sociais, psicológicos e biológicos; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>3- A experiência de envelhecer é marcada por fatores históricos de coorte. </li></ul></ul></ul>
  14. 15. Paradigma de Desenvolvimento ao Longo de Toda a Vida (Life-Span) de orientação dialética (Gerontologia)
  15. 16. LIFE-SPAN <ul><li>Em Biologia - Extensão de vida da espécie - potencial máximo de duração da vida. </li></ul><ul><li>Em Demografia - Extensão média de vida = expectativa de vida de uma população - duração média de vida esperada a partir do nascimento. </li></ul><ul><li>Em Psicologia - extensão ou abrangência, quer da vida em toda a sua duração quer de algum período em particular. </li></ul>
  16. 17. <ul><li>O primeiro teórico a propor este paradigma foi Klaus Riegel - no âmbito da psicologia do desenvolvimento. </li></ul>
  17. 18. A perspectiva dialética da cognição (Riegel, 1973) <ul><li>Esta teoria refere-se à capacidade de viver em meio a contradições e a uma habilidade que o ser humano tem se sintetizar o conhecimento como resultado de uma longa experiência de vida. </li></ul><ul><li>Neste ponto de vista, os idosos podem não ser vem sucedidos em operações formais em testes cognitivos, mas são bem sucedidos em avaliações dialéticas.Operações formais não representam a medida da inteligência na maturidade. O pensar em qualquer idade é essencialmente dialético e não orientado pela busca do equilíbrio. </li></ul>
  18. 19. A perspectiva dos Eventos da Vida (Riegel, 1975, 1976) <ul><li>Nesta perspectiva considera-se que a pessoa vai se transformando à medida que a estrutura social se transforma. Assim, a situação pessoa-ambiente é totalmente passível de intervenção através de medidas física, psicológicas e sociais. </li></ul>
  19. 20. Processos que influenciam a progressão do desenvolvimento: <ul><li>1- processo biológico interno de maturação e declínio sensorial na idade avançada; </li></ul><ul><li>2- processo extra-físico de maturação que envolve eventos traumáticos; </li></ul><ul><li>3- Processos de maturação psicológica; </li></ul><ul><li>4- Processos de maturação sociológica. </li></ul><ul><li>Os dois últimos processos envolvem a capacidade de interagir em sociedade. </li></ul>
  20. 21. Ingredientes-chave da posição dialética: <ul><ul><ul><li>Foco na mudança; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Interação dinâmica; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Causalidade recíproca; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ausência de completa determinação; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Preocupação com processos de mudança determinados pela atuação conjunta de processos individuais e históricos </li></ul></ul></ul>
  21. 22. Paradigma life-span de orientação dialética no âmbito da Gerontologia (Baltes, 1987) <ul><ul><ul><li>Baltes sintetiza as idéias de Riegel, a perspectiva contextualista ( Teoria do Relógio Social e teoria das Tarefas evolutivas da vida adulta e da velhice) e a teoria da aprendizagem social; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Integra com o paradigma da mudança ordenada (Bühler e Erikson); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Resultando na seguinte proposição: existem três classes de influência sobre o desenvolvimento - 1)normativas, graduadas por idade; 2)normativas, graduadas por história; e 3) não normativas. </li></ul></ul></ul>
  22. 23. 1) Variáveis normativas graduadas por idade <ul><ul><ul><li>São influências biológicas e socioculturais claramente associadas à passagem do tempo. Ex: maturação física; casamento, etc. </li></ul></ul></ul>
  23. 24. 2) Variáveis normativas ligadas à história <ul><ul><ul><li>Eventos de alcance genérico, que são vividos por indivíduos de uma dada unidade cultural e que guardam relações com mudanças biossociais que afetam todo o grupo etário. Ex; guerra, crises econômicas, etc. </li></ul></ul></ul>
  24. 25. 3) Variáveis não normativas <ul><ul><ul><li>Podem ser de caráter biológico ou ambiental e não atingem a todos os indivíduos de um grupo etário ao mesmo tempo. Ex: desemprego, divórcio, adoecer repentinamente, etc. </li></ul></ul></ul>
  25. 27. <ul><ul><ul><li>A descrição do envelhecimento cognitivo como um duplo processo que prevê o aperfeiçoamento da inteligência cristalizada e ao mesmo tempo, o declínio da inteligência fluida exemplifica essa questão. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O paradigma de desenvolvimento ao longo de toda a vida (life-span) adota uma perspectiva de &quot;declínio com compensação&quot;. De fato, há prejuízos nas capacidades biológicas e comportamentais, no entanto o declínio é moderado por experiências sociais que produzem capacidades socializadas estáveis ou até crescentes. </li></ul></ul></ul>
  26. 28. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997) <ul><ul><ul><li>A idade cronológica não causa o desenvolvimento nem o envelhecimento, mas é um importante indicador; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O desenvolvimento se estende por toda a vida; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O desenvolvimento e o envelhecimento envolvem uma seqüência de mudanças: a) graduadas pela idade; b) graduadas pela história; c) não normativas; </li></ul></ul></ul>
  27. 29. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997) <ul><ul><ul><li>O desenvolvimento é um processo finito, limitado por influências genético-biológicas que determinam que, na velhice, o indivíduo seja cada vez mais dependente dos recursos da cultura e, ao mesmo tempo, cada vez menos responsivo às suas influências; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Com o envelhecimento diminui a plasticidade comportamental, definida como a possibilidade de mudar para adaptar-se ao meio; </li></ul></ul></ul>
  28. 30. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997) <ul><ul><ul><li>Fica resguardado o potencial de desenvolvimento, dentro dos limites da plasticidade individual, a qual depende das condições histórico-culturais; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Cada idade tem sua própria dinâmica de desenvolvimento; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O envelhecimento é uma experiência heterogênea; </li></ul></ul></ul>
  29. 31. Resumindo... (Baltes, 1987, 1997) <ul><ul><ul><li>Envelhecimento normal, ótimo e patológico podem funcionar como categorias orientadoras para a pesquisa e intervenção; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O estudo do desenvolvimento e do envelhecimento exige a contribuição de várias disciplinas. </li></ul></ul></ul>
  30. 32. REFERÊNCIAS <ul><li>Neri, A L. Paradigmas contemporâneos sobre o desenvolvimento humano em psicologia e em sociologia. In: Neri, A L. (org). Desenvolvimento e envelhecimento . Campinas, SP: Papirus, 2001. </li></ul><ul><li>Neri, A L. Teorias Psicológicas do Envelhecimento. IN: Freitas, E V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 </li></ul><ul><li>Siqueira, M E C. Teorias Sociológicas do Envelhecimento. IN: Freitas, E V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 </li></ul>
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