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Infecção e Antibioticoterapia em cirurgia
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Infecção e Antibioticoterapia em cirurgia

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Infecção e Antibioticoterapia em cirurgia Presentation Transcript

  • 1. Introdução  Na primeira metade do século XIX os pacientes cirúrgicos morriam de sangramento ou infecção.  Um obstetra de Viena, Ignaz Semmelweis, introduziu a lavagem das mãos.  Na mesma época um cirurgião inglês chamado Joseph Lister passou a borrifar ac. Carbólico no C.C . e nas enfermarias, assim como esterilizar os materiais cirúrgicos, baseado nas observações de Luis Pasteur.  Pouco tempo depois Robert Koch, identificou uma bactéria como causa de infecção.  Dessa forma os índices de infecção diminuíram de 90% em procedimentos cirúrgicos para 10% e após 1940 com a introdução dos antibióticos para 5%. CIRURGIA GERAL
  • 2. Conceito de infecção  O ser humano é colonizado por inúmeras bactérias e fungos.  Quando há desequilíbrio da flora endógena, contaminação de feridas, cavidades ou tecidos estéreis, ou ainda, acesso de flora exógena de alta virulência, pode ocorrer infecção. CIRURGIA GERAL
  • 3. Evolução da infecção  Pode apresentar como restrita e auto-limitada com evolução espontânea (como uma celulite ou abscesso subcutâneo).  Devido à maior lesão das barreiras físicas e/ou maior virulência do agente, pode produzir alterações sistêmicas (SEPSE), necessitando de tratamento.  Em outras situações a infecção é subclínica, tornando o paciente portador, podendo manifestar a doença mais tarde (Hepatite B e C, HIV, Tb).  Variantes como virulência do organismo e resposta inflamatória do hospedeiro (desnutrição, estresse, alcoolismo, diabetes).  Muitas vezes não sabemos como será a evolução da infecção. CIRURGIA GERAL
  • 4. Causas de infecção em cirurgia  Fatores relacionados ao microorganismo:  Infectividade  capacidade do agente causar infecção – invadir, instalar-se e multiplicar-se no hospedeiro  Virulência  é a capacidade do agente em acarretar o aparecimento dos efeitos maléficos, isto é de agravos ao microrganismo.  Capacidade imunogênica  potencial do agente em provocar no hospedeiro um estímulo imunitário específico. CIRURGIA GERAL
  • 5. Causas de infecção em cirurgia  Fatores relacionados ao microorganismo:  Resistência  capacidade do agente em superar as adversidades do ambiente, quando em ausência de parasitismo.  Variabilidade  mecanismo seletivo de adaptação do agente a uma situação adversa, alternando suas características antigênicas para iludir os mecanismos de defesa do hospedeiro.  Persistência  reflete a capacidade de um agente permanecer por tempo prolongado ou indefinidamente. CIRURGIA GERAL
  • 6. Causas de infecção em cirurgia Fatores relacionados ao hospedeiro:  Integridade da barreira cutaneomucosa.  Flora bacteriana endógena.  Ph ácido.  Fluxo (intestinal, gástrico, esofágico, sanguíneos, etc.).  Presença de anti-corpos nas secreções.  Ação dos granulócitos (imunidade inespecífica).  Ação dos linfócitos (imunidade específica). CIRURGIA GERAL
  • 7. Causas de infecção em cirurgia Fatores predisponentes:  Grandes feridas, contusões ou queimaduras.  Sondas e cateteres.  Antibioticoterapia prolongada  diminui flora endógena.  Estase e alcalinização das secreções.  Doenças auto-imunes, DM, desnutrição, alcoolismo, uso de imunossupressores, quimioterápicos, corticóides, e imunodeficiências adquiridas (infecções crônicas, AIDS, neoplasias) CIRURGIA GERAL
  • 8. Profilaxia da infecção em cirurgia  Identificação e correção dos fatores de risco.  Internar o paciente o menor tempo possível antes da cirurgia.  Realizar tricotomia, no máximo, uma hora antes do procedimento.  Antibiótico profilático, nas cirurgias limpas e potencalmente contaminadas, já na indução anestésica.  Preparo de cólon em cirurgias de cólon e reto (sempre que possível).  Preceitos de assepsia e anti-sepsia.  Técnica cirúrgica.  Sutura com pontos espaçados e bordas cooptadas suavemente. CIRURGIA GERAL
  • 9. Cefalosporinas 1ª geração  Possui atividade contra bactérias produtoras de penicilinase, estafilococos e estreptococos methicillin-sensível.  Também sobre algumas cepas de E.coli, K.pneumoniae, e P.mirabilis.  Sem atividade para B.fragilis , enterococcos, estafilococos e estreptococo methicillin-resistentes, Pseudomonas, Acinetobacter, Enterobacter, certas cepas de Proteus e Serratia.  Cefadroxil (Cefamox).  Cefalexina (Keflex).  Cefalotina (Keflin).  Cefazolina (Kefazol). CIRURGIA GERAL
  • 10. Cefalosporinas 2ª geração  Possui maior atividade para bactérias gram negativas e produtoras de penicilinase.  Atividade menor sobre gram positivos.  Cefaclor (Ceclor).  Cefprozil (Cefzil).  Cefurozime (Zinnat).  Cefoxitina (Mefoxin)  Possui atividade agentes anaeróbicos. CIRURGIA GERAL
  • 11. Cefalosporinas 3ª geração  Largo espectro de ação com ênfase em gram negativos.  Úteis no tratamento de infecções hospitalares.  Têm penetração pela barreira hemato-encefálica, podendo ser utilizadas em quadros de meningites.  Ceftriaxone (Rocefin).  Ceftazidime (Fortaz)  Possui atividade contra pseudomonas. CIRURGIA GERAL
  • 12. Cefalosporinas 4ª geração  Largo espectro de ação com atividade para gram positivos como as de 1ª geração.  Têm mais resistência a beta-lactamases que as de 3ª geração.  Também cruzam barreira hemato-encefácica, podendo ser utilizadas em quadros de meningites.  Cefepime. CIRURGIA GERAL
  • 13. Cefalosporinas 5ª geração ??  Potente ação anti-pseudomonas, baixo índice de resistência.  Ceftobiprole. CIRURGIA GERAL
  • 14. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico:  Abscessos de subcutâneo e musculares – S. aureus – drenagem + penicilina ou cefalosporina de 1ª geração. CIRURGIA GERAL
  • 15. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico:  Fasciítes necrotizantes e pé diabético – flora mista – debridamento + aminoglicosídeo ou cefalosporina de 3ª geração associado a metronidazol (500mg 8/8h), cloranfenicol (1g 6/6h) ou clindamicina (600mg 6/6h). CIRURGIA GERAL
  • 16. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico: Empiema – drenagem + tratamento da BCP se associada. CIRURGIA GERAL
  • 17. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico:  Apendicite aguda – simples – cirurgia + cefalosporina de 1ª geração.  Apendicite aguda – complicada – cirurgia (drenagem?) + cefalosporina de 3ª geração + cobertura para anaeróbios (Cefoxitina ?). CIRURGIA GERAL
  • 18. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico:  Colecistite aguda – E.coli - cirurgia (?) + cefalosporina de 2ª geração ou 3ª ou quinolonas associada à cobertura para anaeróbios. CIRURGIA GERAL
  • 19. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico:  Colangite aguda – E.coli – drenagem + cefalosporina de 2ª ou 3º geração ou quinolona associada à cobertura para anaeróbios. CIRURGIA GERAL
  • 20. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico:  Diverticulite aguda – drenagem (?) + cefalosporina de 3ª geração ou quinolona associada à cobertura para anaeróbios. CIRURGIA GERAL
  • 21. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções comunitárias de tratamento cirúrgico:  Abscesso hepático – drenagem (?) + gentamicina ou ceftriaxona, realizar cultura. CIRURGIA GERAL
  • 22. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções hospitalares de tratamento cirúrgico:  Infecção de ferida operatória – abertura + gentamicina ou cefalosporina de 3ª geração + cobertura para anaeróbio. CIRURGIA GERAL
  • 23. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções hospitalares de tratamento cirúrgico:  Abscessos intracavitários – drenagem (sempre que possível) + cefalosporina de 3ª geração + cobertura para anaeróbio  cultura. CIRURGIA GERAL
  • 24. Tipos de infecção em cirurgia e antibioticoterapia empírica  Infecções hospitalares de tratamento cirúrgico:  Colangite pós papilotomia endoscópica – P. aeruginosa - drenagem das vias biliares + cefalosporina de 3ª geração. CIRURGIA GERAL
  • 25. Febre no pós operatório  Como fator isolado não deve causar preocupação.  Investigar :  Ferida operatória.  Deiscências de anastomoses.  Flebites.  Pneumonias.  Infecções urinárias.  A partir do 6º dia pensar em complicações operatórias. CIRURGIA GERAL
  • 26. Febre no pós operatório  Como fator isolado não deve causar preocupação.  Causas não infecciosas :  Atelectasias.  Hematomas.  Tromboses venosas. CIRURGIA GERAL
  • 27. Muito Obrigado! CIRURGIA GERAL