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  1. 1. PORTUGUÊS Durante a leitura, é preciso que sejam LÍNGUA PORTUGUESA explicitadas as pistas e os procedimentos utilizados pelos diferentes leitores (os alunos) que possibilitaram determinadas compreensões. Para COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE tanto, é importante que sejam feitas questões ao TEXTOS longo da leitura para propiciar inferências e antecipações, assim como a verificação das mesmas a partir de pistas lingüísticas. Por LEITURA E COMPREENSÃO DE TEXTOS exemplo:INTRODUÇÃO: Você acha que a Chapeuzinho Vermelho irá seguir o caminho da floresta ou o caminho do rio? Interpretar significa comentar, explicar algo.Podemos dizer que interpretar um texto é dar a ele Por quê?um valor simbólico, uma explicação. Você acha que o lobo irá conseguir realizar o Por exemplo, um fato ocorre em uma via seu intento? Por quê?pública, várias pessoas são testemunhas dessefato, contudo, cada pessoa dará a ele um valor, Por que esse fato - o da proibição dauma prioridade distinta, pois cada um traz uma utilização das rocas em todo o reino (em “A Belahistória pessoal e será essa história que permeará Adormecida”) - foi mencionado agora, logo noas análises, os símbolos de cada interpretação. começo da história? Então... como interpretar textos em prova, se Será que o príncipe irá encontrar a princesa?cada pessoa possui seu modo específico de ver os Por quê? O que faz você pensar assim?fatos? No que se refere ao produto do processo de A resposta não é simples. Não obstante, o valor leitura e compreensão do texto, as questões devemsubjetivo do texto possui uma estrutura interna estimular os alunos a realizarem inferências ebásica e independente de quem o lerá. Essa reconstrução de informações de trechos do texto eestrutura textual garante uma interpretação não apenas a localização de informações. Porprimordial que trabalha o texto e que o vê como exemplo:um objeto a ser analisado em seu interior, objetiva-mente. Quais fadas estiveram no bati- zado/nascimento da Bela Adormecida? Para efeito didático, vamos dizer que hábasicamente três tipos de estruturas de texto, que De que animal o caçador retirou o coraçãoirão se mesclar, conforme o estilo, intenção, etc., para enganar a rainha (em “Branca de Neve”)?do autor. Vamos chamá-las de MACRO-ESTRUTURAS: NARRAÇÃO, DESCRIÇÃO e Inferência: que sentido faz descobrir que aDISSERTAÇÃO, que irão se organizar a partir de princesa identifica um grão de ervilha colocadoelementos característicos de cada uma. A seguir, embaixo dos colchões (em “A Princesa e airemos estudar as MACRO-ESTRUTURAS e seus Ervilha”)?elementos característicos. Reconstrução de informações: por que o lobo IDENTIFICAÇÃO DO ASSUNTO conseguiu chegar à casa da vovó antes de Chapeuzinho? A partir da leitura do título do texto e daarticulação dessa informação com outras como por Esses tipos de questões e estratégias de leituraexemplo, autoria, fonte e características do gênero, podem levar à compreensão efetiva do texto.é importante solicitar aos alunos que hajainformações prévias do que o leitor irá encontrar ESTRUTURAÇÃO DE TEXTOSno texto. Por exemplo: Considerando que o título do texto é “A MACRO-ESTRUTURASPrincesa e as Ervilhas”, que tipo de assunto vocêacha que o texto abordará? a) NARRAÇÃO: Você acha que será uma história, uma Identificamos um texto narrativo quando ele senotícia, um poema...? propõe a contar algo, seja real ou fictício. Qualquer história, qualquer assunto contado será uma Sabendo que quem o escreveu foi o mesmo narração. Podemos exemplificar o texto narrativoautor de “Chapeuzinho Vermelho”, você mantém como o conto, romance, novela.suas respostas anteriores ou as modifica? Por quê? b) DESCRIÇÃO: E sabendo que ela foi publicada em um livrocujo título é “Um Tesouro de Contos de Fadas”, que Identificamos um texto descritivo quando elehipóteses levantadas até agora você mantém? caracteriza, detalha, “fotografa” um objeto, uma 5
  2. 2. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSpessoa, um sentimento, etc. Geralmente, a A caracterização das personagens está relacionadadescrição acompanha a Narração e a Dissertação. à expectativa que o autor tem de seu tema, ou seja, conforme a intenção do autor, ele irá criarc) DISSERTAÇÃO: personagens que reiteram ou não sua intenção. Personagens podem ser pessoas, animais, objetos,Identificamos um texto dissertativo quando ele sentimentos, etc. As personagens PRINCIPAISpropõe uma idéia, quando defende uma opinião, atuam no encaminhamento do enredo central daquando traz argumentos sobre algum tipo de tese. história. Quando as personagens são boas,Podemos exemplificar o texto dissertativo como o chamamos de PROTAGONISTAS; quando agem naensaio, crônica, crítica. esfera do mal, ANTAGONISTAS. Num texto, devemos identificar quais ou qual a NARRAÇÃO personagem principal, a seguir caracterizá-la como antagonista ou protagonista e em alguns casos, Noite na Taverna – Álvares de Azevedo identificar as duas coisas. As personagens secundárias atuam num segundo plano, podem ser apenas mencionadas ou aparecerem apenas num (...) Godofredo Walsh era um desses velhos determinado instante do texto, sempre atuam nosublimes, em cujas cabeças as cãs semelham o intuito de reforçar as personagens principais.diadema prateado do gênio. Velho já, casara em Personagens SECUNDÁRIAS também podem sersegundas núpcias com uma beleza de vinte anos. objetos, forças da natureza, etc.Era pintor: diziam uns que este casamento fora umamor artístico por aquela beleza romana, como que 4) O COMO SE DEU O ENREDOfeita ao molde das belezas antigas - outros criam-no compaixão pela pobre moça que vivia de servir É modo pelo qual as personagens alcançaram osde modelo. O fato é que ele a queria como filha - objetivos. É nesse ponto que devemos ter bastantecomo Laura, a filha única de seu primeiro atenção, porque será nesse momento que o autorcasamento - Laura, corada como uma rosa, e loira dará as pistas, fará o suspense, apresentará álibis.como um anjo. Podemos dizer que esse é o “meio” do texto, pois Eu era nesse tempo moço era aprendiz de daí sairão as definições das personagens, as pistaspintura em case de Godofredo. Eu era lindo então! para o leitor.Que trinta anos lá vão! Que ainda os cabelos e asfaces me não haviam desbotado como nesses 5) O ESPAÇO FÍSICO, O LOCALlongos quarenta e dois anos de vida! Eu era aqueletipo de mancebo ainda puro do ressumbrar infantil, Pode ser descrito em detalhes, ou simplesmente serpensativo e melancólico como o Rafael se retratou mencionado com algumas características. Há casosno quadro da galeria Barberini. Eu tinha quase a em que o espaço da ação é dentro dasidade da mulher do mestre. Nauza tinha vinte - e personagens: o corpo físico ou as emoções. Oeu tinha dezoito anos. espaço físico também pode ser omitido em funçãoAmei-a, mas meu amor era puro como meus de um clima pretendido, seja mistério, suspense,sonhos de dezoito anos. Nauza também me amava: drama, etc.era um sentir tão puro! Era uma emoção solitária eperfumosa como as primaveras cheias de flores e 6) O TEMPO DA AÇÃO, QUANDO OCORREU O FATOde brisas que nos embalavam aos céus da Itália... DO TEXTO(...) Pode ser tratado de duas formas: cronologicamente Dissemos que narrar é contar, relatar fatos. ou psicologicamente.Nesse relato ocorre com a presença de No tempo cronológico, há indicação de quandodeterminados elementos, que poderão aparecer ou ocorrem as ações do texto, isto é, através de datas,não na ordem abaixo exposta: horários, dias, indicações climáticas, estações do ano, enfim, tudo que fizer referência ao tempo que1) O NARRADOR passa / passou / passará é uma marcação do tempo cronológico.É aquele que nos conta o fato, a história. Onarrador pode contar a história a partir de suas No tempo psicológico, o narrador (aquele que nosposições, que chamamos de PONTO DE VISTA. conta o fato) não organiza as ações dentro de uma seqüência temporal. Isto significa que ele, o2) O FATO, A AÇÃO, O ENREDO narrador, pode relembrar os fatos sem ordená-los na ordem do acontecimento, pois não há interesseDefine o que aconteceu, o que ocorreu; Trata-se de em precisar o tempo correto da história, e a açãoum conjunto de fatos em as ações e se encadeiam, seguirá o registro dos fatos sem a preocupação deque as personagens se envolvem num determinado uma ordem temporal.tempo e lugar. Então, num texto, precisamosidentificar o que está ocorrendo e em que as 7) O PORQUÊ DOS FATOS, O MOTIVO DAS AÇÕESpersonagens se envolvem para definirmos seuenredo. Podemos dizer que nesse momento do texto o leitor terá parte do texto compreendido, isto porque será3) AS PERSONAGENS o momento da explanação do porquê das atitudes 6
  3. 3. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSdas personagens e aí, então, compreende-se suas entrever o retrato psicológico da mesma,opções ou pelo bem ou pelo mal. Por exemplo, o caracterizando suas idiossincrasias. Basta lembrarantagonista tornou-se “ruim” devido a uma Quincas Borba, em “Memórias Póstumas de Bráscarência na infância, ou um trauma, etc. Alguns Cubas”, de Machado de Assis.textos não trazem esse porquê devidamenteexplanado, vai depender exclusivamente da Quanto à descrição técnica, aqui sim, háintenção do autor, de seu estilo característico. grande preocupação com a exatidão dos detalhes e precisão vocabular. É uma descrição objetiva. O DESCRIÇÃO autor descreve o ser tal qual ele se apresenta na realidade. Há predomínio da denotação. Iracema, a virgem dos lábios de mel, quetinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e Qualquer manual de instruções de aparelhosmais longos que seu talhe de palmeira. O favo da ou mecanismos é uma descrição técnica.jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha Poderíamos também citar outros exemplos, como:recendia no bosque como seu hálito perfumado. descrição de um mineral, descrição anatômica deMais rápida que a ema selvagem, a morena virgem um corpo, etc.corria o sertão e as matas do Ipu onde campeavasua guerreira tribo da grande nação tabajara, o pé 3) CARACTERIZAÇÃO FORMALgrácil e nu, mal roçando alisava apenas a verdepelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Com relação ao aspecto formal da descrição, devem-se evitar os verbos e, se isso não for (Iracema – José de Alencar) possível, que se usem então as formas nominais, o presente e o pretérito imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos verbos que 1) CONCEITUAÇÃO indiquem estado ou fenômeno. A descrição, ao contrário da narrativa, não Todavia, deve predominar o emprego dossupõe ação. É uma estrutura pictórica, os aspectos adjetivos e advérbios, que conferem colorido aosensoriais predominam. texto. Toda técnica descritiva implica umacontemplação e uma apreensão de algo objetivo ou 4) ESQUEMA DA DESCRIÇÃOsubjetivo, o redator, ao descrever, precisa possuirum certo grau de sensibilidade. Real? Assim como o pintor capta o mundo exterior O que se descreve?ou interior em suas telas, o autor de uma descriçãofocaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua Imaginário?sensibilidade. Objetivamente? 2) TIPOS Como se descreve? A descrição, conforme o objetivo que se Subjetivamente?propõe, pode ser literária ou técnica. Na primeira, não deve haver preocupação 5) EXEMPLO DE TEXTO DESCRITIVO (autorquanto à exatidão da imagem descrita, porque a consagrado)finalidade é transmitir a impressão sensorial que acoisa vista causa no autor. A Casa Materna Isso não implica preocupação com detalhes.O que importa é que o conjunto, ao deixar Vinícius de Moraessobressair os traços principais, seja enfatizado. Há, desde a entrada, um sentimento de É importante a seleção desses traços, para tempo na casa materna. As grades do portão têmque o trabalho mais precioso não dê a impressão uma velha ferrugem e o trinco se oculta num lugarde uma fotografia, mas, sim, seja a imagem do que só a mão filial conhece. O jardim pequenoobjeto (como o autor vê e sente esse objeto). parece mais verde e úmido que os demais, com suas palmas, tinhorões e samambaias que a mão Na descrição literária, predomina o aspecto filial, fiel a um gesto de infância, desfolha ao longosubjetivo. O autor transfigura o ser de acordo com da haste.suas vivências psicossensoriais. Aqui predomina aconotação. É sempre quieta a casa materna, mesmo aos domingos, quando as mãos filiais se pousam sobre Com relação à descrição de tipos, pode-se a mesa farta do almoço, repetindo uma antigadescrevê-los física ou psicologicamente. A imagem. Há um tradicional silêncio em suas salas eprimeira será uma descrição em que predomina a um dorido repouso em suas poltronas. O assoalhoobjetividade; na segunda, porém, predominará a encerado, sobre o qual ainda escorrega o fantasmasubjetividade. da cachorrinha preta, guarda as mesmas manchas e o mesmo taco solto de outras primaveras. As Às vezes, o autor, através da caricatura coisas vivem como em prece, nos mesmos lugaresintencional dos traços físicos da personagem, deixa onde as situaram as mãos maternas quando eram 7
  4. 4. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSmoças e lisas. Rostos irmãos se olham dos porta- é uma marca de humanidade, podemos dizerretratos, a se amarem e compreenderem que somos apenas humanos ao desejá-lo.mudamente. O piano fechado, com uma longa tirade flanela sobre as teclas, repete ainda passadas Patrícia Aragão – Professora de Línguavalsas, de quando as mãos maternas careciam Portuguesasonhar. Um texto dissertativo não nos conta uma A casa materna é o espelho de outras, em história, não nos descreve um lugar; um textopequenas coisas que o olhar filial admira ao tempo dissertativo apresenta-nos uma idéia a serem que tudo era belo: o licoreiro magro, a bandeja defendida, argumentada através de exemplos,triste, o absurdo bibelô. E tem um corredor à estatísticas, etc. O texto dissertativo é formado deescuta de cujo teto à noite pende uma luz morta, três partes: Introdução, Desenvolvimento ecom negras aberturas para quartos cheios de Conclusão.sombras. Na estante, lei, inclusive, seu gêneroliterário. Com ele, aprendi a cantar e a viver: John - INTRODUÇÃOWinston Lennon. Deverá apresentar o assunto chave do texto. DISSERTAÇÃO Normalmente, vem expresso em um parágrafo, mas pode acontecer de possuir mais de um.O Donjuanismo na poesia de Florbela Espanca - DESENVOLVIMENTO O donjuanismo pode ser visto por ângulos É a parte mais importante da dissertação. Será nela distintos. O primeiro se caracteriza através da que o autor apresentará os exemplos, as conquista pela conquista, pela satisfação dos justificativas, o aspecto positivo e negativo do instintos, em que o Outro não possui valor assunto em questão. algum, sendo considerado apenas como um corpo sem alma, uma forma de chegar ao - CONCLUSÃO prazer. Don Juan, em “El Burlador de Sevilla” (2002), Aqui o leitor terá acesso à opinião formalizada do de Tirso de Molina, diz que é um homem sem autor; formalizada porque a mesma já foi sendo nome (MOLINA, 167), ou seja, um homem, um desenvolvida no corpo de todo o texto até chegar à sexo, que seduz e engana o Outro com conclusão. promessa de amor eterno e união. A promessa de casamento é, para ele, uma forma de iludir OBSERVE O SEGUINTE ESQUEMA: a sua vítima, que será apenas um meio de Qual é o tema? Qual é o saciar seu desejo de infinito, revigorando sua INTRODUÇÃO problema? energia para uma nova conquista e, ao mesmo Exemplos tempo, reforçando a auto-estima do Narciso Estatísticas que o habita. Fatos Concretos Por outro lado, o donjuanismo pode representar Aspectos positivos e negativos uma marca de humanidade quando o que DESENVOLVIMENTO Argumentações acontece é a procura pelo amor, sentimento Comparações demasiado profundo que ninguém sabe Pessoas envolvidas na mesma explicar... É algo supremo que se desperta no idéia interior do ser humano, sem hora para chegar, Há solução? nem data para partir. Simplesmente entra e CONCLUSÃO Qual a solução? invade o coração dos seres sem avisar O Com esse esquema, a identificação das partes para donjuanismo de Florbela Espanca é sinônimo de a análise será bem mais fácil. Às vezes, o texto não busca com o propósito de encontro, embora possuirá todos esses elementos, mas haverá isto não ocorra durante a sua vida – “Talvez sempre a presença de alguns mais significativos. seja a alma, a alma doente / D´alguém que quis amar e nunca amou!” (Alma perdida, UM CERTO CAPITÃO RODRIGO 1919) . A Bela poetisa, em versos, expressou que (Érico Veríssimo) deseja amar, amar perdidamente. “Este, Toda a gente tinha achado estranha Aquele, o Outro e toda a gente” refletem a camaneira como o Capitão Rodrigo Cambará sua busca interminável. Não foi possível com entrara na vida de Santa fé. Um dia, chegou a Este, mas talvez será com Aquele e Bela cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com chapéu percorre os caminhos com a esperança de de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça encontrar o Prince Charmant, uma de macho altivamente erguida e aquele seu olhar característica comum aos seres humanos. de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava Assim somos, buscamos a felicidade ao lado as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos deste e, se não encontramos, partimos trinta, montava um alazão e vestia calças de acreditando que iremos encontrá-la ao lado riscado, botas com chilenas de prata e o busto daquele. Seríamos todos “Don Juans” ao musculoso apertado num dólmã militar azul, com desejarmos o Outro? Considerando que a busca gola vermelha e botões de metal. Tinha um violão a tiracolo; sua espada rebrilhava ao sol daquela tarde 8
  5. 5. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSde outubro de 1828 e o lenço encarnado que trazia Nesse tipo de interpretação, devemos escolher ano pescoço esvoaçava no ar como uma bandeira. alternativa cuja idéia está de acordo com o texto,Apeou na frente da venda do Nicolau, amarrou o eliminando as que contenham dados contrários,alazão no tronco dum cinamomo e entrou alheios ou exagerados em relação ao texto.arrastando as esporas, batendo na coxa com orebenque e foi logo gritando com ar de velho Parece muito difícil generalizar entre nós o uso doconhecido: cheque. Brasileiro gosta mesmo é de receber aquele Santos Dumont de chapéu e ar angélico, - Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de deslumbrado de tantos zeros em sua célula de dezprancha, nos grandes dou de talho! mil ou um melancólico Floriano, a garantir, atrás do bigode mongólico, a autenticidade de seus cem Havia por ali uns dois ou três homens que o cruzeiros.miraram de soslaio, sem dizer palavra. Mas dum Negócio de ver o freguês rabiscar uma ordemcanto da sala ergueu-se um moço moreno, que dirigida a um banco não apetece a ninguém.O talãopuxou a faca, olhou para Rodrigo e exclamou: pode ser furtado. O signatário pode não ser o - Pois dê! próprio nem residir onde alega. A conta bancária pode estar gélida. A assinatura pode não conferir Os outros homens afastaram-se como para com os registros do banco. Enfim, uma porção dedeixar a arena livre, e Nicolau, atrás do balcão, possibilidades indesejáveis se antepõem entre ocomeçou a gritar: papelucho e a ambiciosa "moeda corrente - Aqui dentro, não! Lá fora! Lá fora! nacional". Rodrigo, porém, sorria imóvel, de pernas Questão: Segundo o texto,brasileiro não gosta deabertas, rebenque pendente do pulso, mãos na receber cheque, porque:cintura, olhando para o outro com um ar que era,ao mesmo tempo, de desafio e simpatia. a) normalmente o cheque não tem fundo. b) o dinheiro vale mais do que o cheque. - Incomodou-se, amigo? – perguntou, jovial, c) somente o dinheiro em "moeda correnteexaminando o rapaz de alto a baixo. nacional" inspira confiança. d) o talão de cheques é normalmente falso. - Não sou de briga, mas não costumo e) em geral, a assinatura do cheque não confereagüentar desaforo. com o registro bancário. - Ooi, bicho bom! Resposta: C; porque é a única que está de acordo Os olhos de Rodrigo tinham uma expressão com o texto.cômica. c) Texto cuja interpretação é baseada em - Essa sai ou não sai? - perguntou alguém síntese:do lado de fora, vendo que Rodrigo não Nesse tipo de texto, o trabalho consiste em reduzir-desembainhava a adaga. O recém-chegado voltou a lo a uma idéia (a idéia básica). Devemos, paracabeça e respondeu calmo: tanto, escolher a opção que encerra essa idéia: - Não sei. Estou cansado de pelejar. Não O Japão, elevado à condição de terceira potênciaquero puxar arma pelo menos um mês. Voltou-se mundial, conserva ainda muito de sua milenarpara o homem moreno e, num tom sério e cultura, embora haja o influxo de outrasconciliador, disse: - guarde a arma, amigo. civilizações, especialmente a norte-americana. O outro, entretanto, continuou de cenhofechado e faca em punho. Era um tipo indiático, de Questão: Segundo o texto:grossas sobrancelhas negras e zigomas salientes. a) A cultura japonesa sofre a interferência de - Vamos, companheiro – insistiu Rodrigo. – outras civilizações.Um homem não briga debalde. Eu não quis ofender b) Como terceira potência mundial, o Japão ainda éninguém. Foi só um jeito de falar. tradicional. c) O tradicionalismo japonês é uma realidade, Depois de alguma relutância, o outro guardou embora seja uma grande potência.a arma, meio desajeitado, e Rodrigo estendeu-lhe a d) A elevação do Japão à condição de terceiramão, dizendo: potência mundial não alterou sua cultura. - Aperte os ossos. e) Como terceira potência mundial, o Japão conserva suas tradições, mesmo sofrendo influência TEMA CENTRAL E ORGANIZAÇÃO de outras culturas. TEXTUAL: RELAÇÃO ENTRE IDÉIAS E PARÁGRAFOS Resposta: E, porque é esta que respeita a íntegra do texto. PRINCIPAIS E SECUNDÁRIAS: ORIENTAÇÃO: Com a finalidade de auxiliar o raciocínio de quem deve responder a questões de compreensão de textos, observe o seguinte: 9
  6. 6. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊS1) Atenha-se exclusivamente ao texto. empreender a leitura. exemplo: um sinal de2) Proceda através de eliminação de hipóteses. interrogação face aos pontos obscuros do3) Compare o sentido das palavras: às vezes, uma parágrafo; outro exemplo: um retângulo parapalavra decide a melhor alternativa. colocar em destaque para as palavras chave.4) Tente encontrar o tópico frasal, ou seja, a frase 4. reconstruir o texto a partir das palavrasque melhor sintetiza o texto. sublinhadas em cada parágrafo além da pintura analítica serve de base para a elaboração doPara tanto, guarde as palavras: resumo ou síntese do livro convém lembrar, que o resumo não é uma redução de idéias apreendidas1) INVERSÃO: as informações contidas nas nos parágrafos mas é fundamentalmente a síntesealternativas contradizem o texto. das idéias do pensamento do autor.2) FALTA: quando na alternativa faltaminformações essenciais. Exercícios resolvidos:3) EXCESSO: quando na alternativa se encontraminformações estranhas ao texto. Interpretação Textual e Gramática (PUCO BICHO 2003): Um Bebê na UniversidadeManuel Bandeira 01 Depois do bebê de proveta, os cientistas1. Vi ontem um bicho conseguirão,2. na imundície do pátio 02 um dia, abreviar o tempo de gestação para3. catando comida entre os detritos. trinta dias? Por4. Quando achava alguma, 03 mais incômoda que _____ ser a gravidez, as5. não examinava nem cheirava: mães, em geral,6. engolia com voracidade. 04 conformam-se com este indispensável prazo7. O bicho não era um cão, biológico, e não8. não era um gato, 05 há notícias _____ tentado, de alguma forma,9. não era um rato. apressar o ciclo10. O bicho, meu Deus!, era um homem. 06 de desenvolvimento do embrião. O mesmo fazem os IDÉIA CENTRAL 07 agricultores: esperam, pacientemente, que a E INTENÇÃO COMUNICATIVA semente 08 germine e a planta cresça com seu próprio ritmo 1- de que fala o texto? (o agricultor, 09 necessariamente, tem que aprender a ter 2- como está problematizado? paciência, 10 esperança e previsão). Quando o crescimento 3- qual o fio condutor da explanação? biológico 11 perde seu ritmo natural, transforma-se em 4- que tipo de raciocínio ele segue na “câncer”,argumentação? 12 deformando o projeto contido no código genético. Todavia, é necessário lembrar que a 13 Com o ser humano, de maneira estranha, logoidéia central defendida pelo autor só pode tomar que acorpo associada a outras que são chamadas de 14 criança nasce, inicia-se violenta pressão parasecundárias em relação à primeira. que supere 15 rapidamente suas etapas de crescimento. Mas como trabalha esta fase de leitura? 16 Quem trabalha com crianças pequenas, em escolas A partir de unidades bem 17 maternais e em jardins de infância, conhece adeterminadas (parágrafos), tendo sempre à frente “corrida aoo tema problema que a, é o fio condutor de todo 18 pau-de-sebo”. Enquanto a criança não aprendeutexto. neste trabalho de análise o texto é a ler, ossubdividido refazendo toda a linha de raciocínio do 19 pais toleram que a escola experimente os maisautor. para deixar as claras a idéia central no texto diversosé fundamental a técnica de sublinhar. 20 métodos e que siga as teorias mais modernas. Mas quando DICAS 21 chega a idade tradicional de alfabetização, os pais perguntam 1. nunca sublinhar na primeira leitura. 22 se tudo aquilo não é apenas brincadeira e 2. só sublinhar as idéias principais e os diversão. Épormenores significativos 23 que a alfabetização é o primeiro know-how 3. elaborar um código a fim de restabelecer contabilizável,os sinais que identifiquem o seu modo pessoal de 24 isto é, com valor econômico, numa sociedade 10
  7. 7. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊScompetitiva. B) A interrogação (linhas 01 e 02) assinala25 Daí para a frente, o problema é fazer a criança previamente ao leitor o caráter opinativo do texto,entrar na levando o a refletir sobre o tema.26 corrida curricular, transpor rapidamente o C) O autor do texto argumenta por analogia, que éprimeiro grau, um raciocínio a partir da comparação, da27 entrar no segundo grau e, finalmente, o mais semelhança: o que vale para x provavelmentecedo possível, valerá para y, visto que são semelhantes.28 enfrentar o vestibular.Transposta essa barreira,cessa a angústia: D) Na apresentação de seus pontos de vista, o29 o garoto está equipado para a luta pela vida. autor mostra-se imparcial e comedido, embora oNinguém assunto que discute seja polêmico.30 pergunta se se obedeceu aos ritmos de E) O autor, na introdução e desenvolvimento doamadurecimento, se texto, conduz o leitor a concordar com a idéia que31 a escola realmente deu oportunidade à defende em seu final: a universidade é umestruturação mental, processo de reflexão só acessível a pessoas32 se a criança foi feliz durante esse período de maduras.crescimento.33 A entrada na quinta série, por exemplo, exige o Comentário: A alternativa correta é a letra “D”amadurecimento porque faz uma afirmação contrária à idéia do34 das estruturas lógico-abstratas, sem o que toda texto, isto é, defendendo seu ponto de vista, o35 aprendizagem se transforma em mera autor não é parcial. Trata-se de uma questão dejustaposição, que logo leitura e de identificação da intenção do autor.36 é eliminada por falta de estruturas deassimilação. O ingresso 03. A IDÉIA CENTRAL do texto é:37 na universidade só deveria ser feito depois de,digamos, A) A instrução obtida no ensino é um capital38 21 anos, quando o jovem tivesse plena altamente rentável com que os indivíduos disputammaturidade para manipular “um lugar ao sol”.39 a complexidade dos processos científicos. O B) A vida moderna caracteriza-se pelaresultado competividade entre os indivíduos, embora40 é uma chusma de doutorezinhos imaturos e ninguém saiba explicar para onde todos vão nestasemiIetrados, corrida.41 sem o mínimo poder de reflexão, com a cabeça C) Os seres humanos tentam retardar a infância echeia acelerar a velhice, mas não conseguirão alterar o42 de coisas decoradas. Mas os pais estão felizes tempo determinado pelo desenvolvimento biológico.de Ihes terem D) A angústia dos pais é a responsável pela pressão43 fornecido o diploma, espécie de tacape com que a que as crianças são submetidas, o que gera aenfrentarão infelicidade dos jovens.44 os adversários na “luta por um lugar ao sol”. O E) Há um tempo próprio para cada etapa de45 resultado é semelhante ao que se obtém desenvolvimento dos seres: violar esse ritmoamadurecendo frutas implica distúrbios.46 à força, por processos artificiais... E para onde Comentário: A resposta correta é a letra “E”, quevão todos sintetiza a idéia desenvolvida pelo autor, ou seja, a47 nessa corrida? Perde-se o sentido de viver a de que há um preço para a violação das etapas devida em troca desenvolvimento dos seres. É uma questão de48 de subir rápido no “pau-de-sebo”. interpretação textual.Lauro de Oliveira Lima. Temas piagetanos. Rio: Ao 04. Entre o primeiro e segundo parágrafos doLivro Técnico,1984 (adaptado) texto, existe uma articulação sintática de01. As palavras que completam corretamente A) oposição.as lacunas do texto são: B) adição. C) conseqüência.A) possa / de que tenham D) explicação.B) pudesse / que tenham E) alternância.C) poderia / que tivessemD) pode / de que tenha-se Comentário: é uma questão de coesão textual. AE) pode / que tenham resposta está na letra “A”, pois o segundo parágrafo é oposto ao que foi apresentada noComentário: a questão envolve conjugação verbal e primeiro.emprego de preposições. A alternativa correta é aletra “A”. 05. INSTRUÇÃO: Para responder à questão 5,02. Todas as afirmativas estão corretas, com numerar os parênteses relacionando asEXCEÇÃO DE circunstâncias da direita às orações da esquerda, de acordo com o papel que estasA) O título do texto é uma hipérbole, empregada desempenham na estrutura em que secomo estratégia para despertar a curiosidade do encontram no texto.leitor. 11
  8. 8. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊS( ) “Por mais (...) ser a gravidez” Comentário: A resposta correta é a “D”. Trata-se de 1. tempo(linhas 02 e 03) uma questão de vocabulário, que envolve uso( ) “o garoto está equipado para denotativo e figurado. 2. conclusãoa luta pela vida.” (linha 29) INSTRUÇÃO - Responder às questões 8 a 14( ) “logo que a criança nasce” 3. explicação conforme a orientação e o código seguintes:(linhas 13 e 14) * 8 e 9 com base no texto 2( ) “Transposta essa barreira” 4. condição * 10, 11 e 12 com base no texto 3(linha 28) * 13 com base apenas no código 5. oposição * 14 com base no texto 4 Código:A numeração correta dos parênteses, de cima parabaixo, é: A) apenas a I está correta.A) 5 – 3 – 1 – 1 B) apenas a I e a II estão corretas.B) 5 – 2 – 4 – 4 C) apenas a I e a III estão corretas.C) 3 – 3 – 2 – 1 D) apenas a II e a III estão corretas.D) 4 – 3 – 5 – 3 E) a I, a II e a III estão corretas.E) 3 – 1 – 1 – 2 (...) É chegada a hora de se contestar o impérioComentário: A resposta correta encontra-se na das cruzinhas, responsáveis pela perda de muitasletra “A”. As idéias expressas pelas orações indicam propostas pedagógicas. No sistema de cruzinhas, ooposição, explicação e tempo. aluno não faz uso de seu raciocínio, apenas opta por uma das respostas, nascidas de outro cérebro06. Em relação a mudanças no texto, é correto (o do professor) e, assim, não elabora os conceitos,afirmar que é possível frutos de seu próprio aprendizado. Não se diga, por isso, que os cursinhos são a causa da “dor deA) substituir a forma verbal “fazem” (linha 06) por cabeça” __________ passa o ensino: apenas lhe“tem feito” sem alterar o sentido e a correção da fornece a “aspirina”. (...) Por tudo isso, nos parecefrase. menos importante preocupar-se com os cursinhos e muito mais apoiar as iniciativas para salvar oB) colocar acento indicativo de crase em “a idade” ensino de primeiro e segundo graus, nos quais(linha 21), com conseqüente alteração no sentido residem as mazelas que tanto __________da frase. preocupando a sociedade brasileira.C) deslocar “rapidamente” (linha 15) para depois Milton Menegotto, professor da Faculdade dede “inicia-se” (linha 14), sem alteração no sentido Biociências da PUCRS.da frase. Zero Hora, janeiro de 1995 (fragmento de texto)D) subtrair a palavra “digamos” (linha 37) semalterar o sentido da frase. 08.E) substituir a palavra “onde” (linha 46) por I. A primeira lacuna do texto deve ser completada“aonde” sem prejuízo para a correção da frase. com “por que”.Comentário: A resposta certa é a alternativa “B” e II. A palavra “mazelas” significa “doenças”;trata-se de uma questão de crase, envolvendo, ”aflições”.também, conhecimento de sintaxe. Sem acento III. A segunda lacuna do texto deve ser completadaindicativo de crase, a expressão “a idade” tem com “vêm”.função de sujeito; com acento, contudo, a mesma é Comentário: todas afirmações estão corretas,um adjunto adverbial. portanto a resposta é “E”. É uma questão de grafia07. A afirmativa INCORRETA é dos “porquês”, vocabulário e concordância verbal.A) O sentido denotativo de “pau-de-sebo” (linha 09.18) é: pau comprido e untado com sebo, tendo no I. Pode-se inferir do texto que o “império dastopo prêmios para quem consiga alcançá-los. cruzinhas” baliza a forma de ensino nas escolas.B) A palavra “pau-de-sebo” está empregada, na II. O autor do texto toma partido dos “cursinhos”.linha 48, em sentido figurado. III. Segundo o autor, o ensino nos “cursinhos” éC) A palavra “know-how” (linha 23) é um muito melhor que o ensino nas escolas.anglicismo incorporado ao vocabulário do Comentário: A alternativa correta é a letra “B”. Éportuguês, e significa conhecimento. uma questão de interpretação e inferência. AD) A palavra “chusma” (linha 40) significa “reduzido terceira afirmação contradiz a idéia centralnúmero”. esboçada no primeiro parágrafo.E) A expressão “luta por um lugar ao sol” (linha 44)é um lugar-comum, que realça a competividade daspessoas. 01 Quando o listão é divulgado, chega ao clímax um 02 processo que tem mil implicações. Há luta, há 12
  9. 9. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSesperança, 10. As palavras que completam corretamente03 há choro e pode até haver ranger de dentes, as lacunas do texto, na ordem em que separa encontram, são04 satisfação dos ortodontistas (que por sua vez I. às / as / atambém05 tiveram de passar pelo transe do listão). E aí II. a / a / àvem a cena: III. às / às / à06 os olhos percorrem numa rapidez vertiginosa a Comentário: A alternativa encontra-se na letra “D”.seqüência Trata-se de uma questão de crase. As duas07 dos nomes, procurando identificar aquelas letras primeiras lacunas podem ser completadas de duascom formas: “às explicações” e “às lamentações” ou “a08 as quais nos familiarizamos desde a infância; explicações” e “a lamentações”, sem uso de artigo.nesse09 momento, nada mais somos do que isso, do queum 11.10 nome. I. A palavra “transe” (linha 05) significa “momento11 Que está ou não está. Se está, é alegria, e a crítico”, “situação angustiosa”.alegria12 se basta por si mesma. Se não está, contudo, há II. A repetição do verbo “haver” (linhas 02 e 03) ede do verbo “exigir” (linhas 28 a 31) deveria ter sido13 início um choque, uma dolorosa surpresa. Que evitada, pois se trata de um vício de linguagem queno instante empobrece o texto.14 seguinte dá lugar _______ explicações, III. A expressão “a gente” (linha 34) é_______, característica da língua falada.15 lamentações, mas, sobretudo, _______ Comentário: é outra questão de vocabulário e deamargura. construções paralelas. A resposta certa é a C. A16 (...) afirmação II está errada porque a repetição dos17 Mas o vestibular não é o juízo final. O vestibular verbos “haver” e “exigir” é um recurso utilizadonão para reforçar a argumentação do texto.18 é nem mesmo a vida, embora desempenhe nelaum19 papel muito importante. O vestibular avalia 12. As sugestões corretas de reescrita paraconhecimentos, partes do texto são:20 que representam um dos componentes da I. “nesse momento, nada mais somos do que isto,profissão, do que um nome. Que está ou não está.” (linhas 0821 mas não o único. Falta o resto. a 11) - “nesse momento, nada mais somos do que22 O resto cabe numa listinha. Ser feliz. Gostar dos isto: um nome, que está ou não está.”outros. II. “O resto cabe numa listinha. Ser feliz. Gostar23 Ter amigos. Ser solidário. Ser justo. É claro que dos outros. Ter amigos. Ser solidário. Ser justo.”24 esta listinha não está afixada em lugar algum. (linhas 22 e 23) - “O resto cabe numa listinha: serCada um feliz, gostar dos outros, ter amigos, ser solidário,25 tem de descobri-la por si mesmo. Mais: cada um ser justo.”tem de III. “É claro que esta listinha não está afixada em26 colocar seu nome nela. Não é a mesma coisa lugar algum. Cada um tem de descobri-la por sique entrar mesmo.” (linhas 23 a 25) - É claro, que esta listinha não está afixada em lugar algum; cada um27 na lista ou no listão. É um processo que demora tem de descobri-la por si mesmo.”28 tempo. Exige não só conhecimento, masautoconhecimento. Comentário: A resposta certa é a “B”. A questão é29 Exige que saibamos responder às nossas sobre pontuação. A terceira alternativa estáquestões incorreta porque a vírgula após “É claro” separa a30 interiores, que não são apenas de múltipla oração subjetiva introduzida pelo “que” de seuescolha, predicado.31 mas são de muito difícil escolha. Exige um 13. Comparando-se a frasegabarito, (a) Até jovens universitários abandonam o Brasil,32 que não nos é fornecido pelo rádio após a prova, muitas vezes submetendo-se a trabalho braçal emmas cidades como Nova Iorque, Roma, Tóquio, Londres,33 tem de ser descoberto por nós. etc. Folha de São Paulo, 20/07/91.34 Mas vale a pena. Quando a gente está dentro, com a fraseestá35 dentro. (b) Jovens universitários abandonam o Brasil muitas vezes submetendo-se a trabalho braçal em Moacyr Scliar Zero Hora, janeiro,1995 (fragmento cidades como Nova Iorque, Roma, Tóquio, Londres, de texto) etc. 13
  10. 10. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSé correto afirmar que “Saia da frente da TV” ou, simplesmente dizer, em outras palavras (“indiretamente”), “Você não é deI. a supressão da vírgula após “Brasil” torna a frase vidro...”(b) ambígua. Assim sendo, o uso de alusões, insinuações,II. a frase (a) evidencia que a desesperança no ironias, ambigüidades, dentre outras, são recursosBrasil é realmente abrangente: inclui setores da comuns na linguagem cotidiana.elite da sociedade. Freqüentemente, o conflito entre o que o usuárioIII. a supressão da palavra “até”, presente na frase “quis dizer” e o conteúdo dito “literalmente” é fruto(a), altera o sentido da frase (b). de uma intenção deliberada. No entanto, há casos nos quais ocorre umComentário: A reposta correta é a “E”, pois todas “deslize”, por parte do usuário, decorrente de umaas afirmativas estão corretas. A questão envolve atitude não-intencional.interpretação textual, ambigüidade e uso de nexos. Observação: O conteúdo de significação contextualA suspensão da vírgula torna a frase ambígua, isto de palavras e expressões está inserido na apostilaé, não deixa claro a que verbo se refere a na parte dos processos sintáticos.expressão “muitas vezes”.14. A redação está de acordo com a norma COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAL culta escrita em:A) Prezado vestibulando: é preciso estar ciente Para definirmos de maneira específica, podemos que lhe espera uma dura batalha e que para dizer que a coesão é uma forma de recuperar, em sair vencedor dependerá exclusivamente de seu uma sentença B, um termo presente na sentença A. esforço. Sê bem vindo! Mas coesão não é somente um processo de olhar constantemente para trás. É também o de olharB) Prezado vestibulando, é preciso estar ciente de para adiante. Um termo pode esclarecer-se na frase que o espera uma dura batalha e de que a seguinte. Se minha frase inicial for Pedro tinha um vitória dependerá exclusivamente de seu grande sonho, estou criando um movimento para esforço. Seja bem-vindo! adiante. Só vamos saber do que se trata naC) Prezado vestibulando! É preciso estar ciente próxima frase: ele queria ser veterinário. O que o espera uma dura batalha. Para sair importante é cada enunciado estabelecer relações vencedor, dependerá exclusivamente de teu estreitas com os outros, a fim de tornar sólida a esforço. Sê bem vindo! estrutura do texto.D) Prezado vestibulando: é preciso estar ciente de que te espera uma dura batalha e de que a Clareza vitória, dependerá exclusivamente de seu esforço. Seja bem vindo! É a transmissão compreensível de uma mensagem. Há falta de clareza nas frases seguintes:E) Prezado vestibulando! É preciso estar ciente de - Os visitantes não podem falar com os prisioneiros que te espera uma dura batalha e que a vitória até que eles tenham sido cuidadosamente dependerá exclusivamente de teu esforço. Seja revistados. bem-vindo!Comentário: A alternativa correta é a “B” e a O exemplo acima é ambíguo, porque o pronomequestão envolve Regência e Imperativo. As outras pessoal eles tanto pode referir-se a visitantes,apresentam os seguintes erros gramaticais: quanto a prisioneiros. Regência Verbal – quem é ciente é ciente de Forma adequada: algo. - Os visitantes não podem falar com os prisioneiros Pronome Oblíquo – “lhe” é representante do até que aqueles tenham sido cuidadosamente objeto indireto: o verbo esperar é transitivo revistados. direto, portanto o objeto deveria ser o direto, Concisão isto é , “o”. Imperativo É o emprego do mínimo de palavras, expressões ou frases, para obter o máximo de comunicação.Hífen - Bem-vindo. Falta concisão às seguintes frases: INFORMAÇÕES LITERAIS - Um vendaval catastrófico destruiu a cidade. E INFERÊNCIAS Para que dizer um vendaval catastrófico, se vendaval já traz implícita a idéia de catástrofe?Nem sempre quando se utiliza a linguagem, oentendimento entre os interlocutores é bastante - Os grevistas refutaram o aumento proposto pelosimples. governo. Enquanto o líder da situação fazia naAo contrário, na maioria das vezes em que um Câmara os prolegômenos de novos índices, osenunciado é proferido, seu sentido literal e o trabalhadores faziam do lado de fora o maior auê,sentido que ele adquire no contexto não coincidem. achando que o governo não estava com nada.Dessa forma, se uma mãe deseja que sua filha saiada frente da TV porque está atrapalha a visão São variados os textos para interpretação. A fim dedaquela, pode expressar sua vontade com a frase podermos trabalhar dentro dos limites necessários 14
  11. 11. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSaos objetivos que nos propusermos, vamos redação, tem de envolver-se profundamente comenumerar três tipos de textos a interpretar. os textos produzidos por seus alunos, devendo perceber claramente que o autor de um textoTextos que utilizam sinônimos (ou começa a escrever sem muita maturidade naantônimos): escrita, mas, com o tempo, melhora na produção e aperfeiçoa seu estilo de composição.É muito comum aparecerem questões envolvendo oconhecimento de sinônimos e, às vezes, de Redação é um espaço para o alunoantônimos. demonstrar sua competência de produção literária, colocando em seu texto sua opinião, seu ponto deVejamos um exemplo: Não há crime onde não vista, suas idéias e conclusões a respeito de umhouve aquiescência. tema ou assunto apresentado como desafio , pois, a partir da escrita do aluno, pode-se conhecê-loIndicar, entre as alternativas, a que poderia melhor, perceber suas dúvidas, seus anseios, suassubstituir a palavra grifada, sem alteração do necessidades, sua visão de mundo, seussentido da frase: objetivos.... No texto redacional predomina a linguagema) arrependimento escrita que exige grande esforço do pensamento nab) conhecimento escolha das palavras, idéias e colocação destas nasc) consentimento frases, orações e períodos até que seja formado umd) intenção texto que seja lido, entendido e compreendido pore) premeditação um leitor, para isso o texto deve revestir-se de emoção , a fim de que o leitor tenha prazer de ler eResposta: C goste daquilo que está lendo.LEMBRETE: É importante observar que há Ajuda muito fazer leituras de textos,possibilidade de uma palavra adquirir um sentido promover debates e seminários sobre temasrestrito ao contexto. Neste caso, no sentido sociais, psicológicos, culturais, etc... antes dedefinido pelo texto, temos o significado atual. produzirmos um novo texto. A leitura e o debate ajudam muito na obtenção de informações quePor exemplo: Todos haveremos de morrer um dia. facilitarão o desenvolvimento do senso crítico doMorrer = finar-se, falecer, dizer adeus ao mundo, autor/produtor.acabar, terminar, etc.Já no texto: Ele morre de amores pela filha do Na técnica de produção de um textovizinho, o significado de morrer adquire o sentido redacional tem papel fundamental a leitura e ade “gostar muito de.” interpretação de texto sobre temas variados. É nessa atividade de leitura que se assimilam osVejamos num texto: mecanismos gramaticais básicos, os recursos expressivos corretos que a língua nos oferece,Amara caminha para o piano. Seus dedos magros formando e ampliando o vocabulário e tomando-sebatem de leve nas teclas. Duas notas tímidas e consciência das variações semânticas das palavrasdesamparadas: mi, sol... Mas a mão tomba em suas diferentes implicações (= sentidodesanimada. O olhar morto passeia em torno, vê as denotativo x sentido conotativo de palavras eimagens familiares: a cama desfeita, os livros da expressões de nossa língua). Bom leitor é aquelenoite, empilhados sobre o mármore da cabeceira... que lê fazendo observações, analisando e aprofundando-se nas idéias apresentadas peloA palavra morto, em "O olhar morto passeia..., autor do texto, compreendendo e construindosignifica: mentalmente sua síntese ou seu resumo.a) falecido SIGNIFICADO DE PALAVRAS Eb) matado EXPRESSÕES NOS CONTEXTOSc) perdidod) finadoe) acabado O estudo da significação das palavras de uma língua é denominado semântica.A resposta é a letra C. Toda saudade PONTO DE VISTA DO AUTOR Toda saudade é a presença da ausência de alguém, de algum lugar, de algo enfim. Sobre o ponto de vista do autor temos ainda: Súbito o não toma forma de sim Não há escrita sem leitura, sem reflexão, como se a escuridão se pusesse a luzir.sem a adoção de um ponto de vista, sem um Da própria ausência de luzdesejo por parte de quem escreve, de manifestar- o clarão se produz,se a respeito de um determinado tema ou assunto. o sol na solidão. Toda saudade é um capuz transparente A pessoa que corrige, lê e analisa uma que veda e ao mesmo tempo traz a visão 15
  12. 12. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊS do que não se pode ver A palavra “independente” para definir porque se deixou pra trás oração coordenada está baseada somente na mas que se guardou no coração. estrutura sintática. As orações coordenadas possuem dependência semântica, portanto há uma (GIL, Gilberto. In: O eterno Deus Mudança. autonomia sintática, mas não semântica. Enquanto LP WEA 670.8059. 1989. Faixa 5, lado 2.) isso, as orações subordinadas dependem sintática e semanticamente de uma oração principal. A Semântica envolve os seguintes aspectos: • Família de idéias • Paronímia Orações Coordenadas Aditivas: • Antonímia • Homonímia Ela estuda e trabalha. • Sinonímia • Polissemia Ele estuda, e ela trabalha. Família de idéias: são palavras que possuem uma relação de sinonímia, apresentando um Orações Coordenadas Conclusivas: mesmo significado. Ex.: casa, lar, moradia. Ela estudou muito para o vestibular, portanto conseguiu a aprovação. Ele estudou muito para o concurso; conseguiu, Sinonímia: ocorre quando duas ou mais portanto, a aprovação. palavras têm o mesmo sentido, ou sentidos semelhantes. Ex.: chato – desagradável. Orações Coordenadas Adversativas: Ela estudou muito, no entanto não conseguiu a Antonímia: ocorre quando duas ou mais aprovação. palavras possuem significados opostos. Ex.: Ele estudou muito; não conseguiu, no entanto, belo – feio. a aprovação. Homonímia: são palavras que possuem Orações Coordenadas Explicativas: significados diferentes, mas têm a mesma Choveu, porque a calçada está molhada. estrutura fonológica. Ex.: O gosto de chocolate. Obs: se a frase estiver no imperativo, é // Eu gosto de chocolate; cela, sela; sessão, explicativa - Feche a janela porque faz frio. cessão, seção. Orações Coordenadas Alternativas: Paronímia: ocorre quando duas ou mais Ora a criança chorava, ora sorria. palavras têm significados diferentes, mas são ☺ Ora... ora... / Ou... ou... (partícula expletiva parecidas ao serem pronunciadas. Ex.: ou de realce). cavaleiro // cavalheiro; cumprimento // comprimento. Exercícios: Polissemia: trata-se do fato de que as palavras 1. (MAGISTÉRIO/DF) Apenas um dos períodos podem ter vários significados. Ex.: Ele visa a abaixo é composto por coordenação. Assinale- um alto posto há anos. // Ela deixou o carro o. estacionado ao lado do posto. // Irei ao cinema, a) “Minha terra tem palmeira onde canta o sabiá.” posto que (embora) possa chover. (A. Gonçalves Dias) b) “Já se vê quem, muito vai do saber aparente ao SUBSTITUIÇÃO DE PALAVRAS saber real.” (Rui Barbosa) E DE EXPRESSÕES NO TEXTO c) “A morte é para qualquer momento, não se pode estar de pijama.” (Guimarães Rosa)Chegam a se constituir em substituição de d) “Carmélia bailava à sombra de árvores quepalavras, em inversão na ordem de frases. refulgiam ao sol.” (Cyro dos Anjos)Naturalmente o objetivo das substituições é o de e) “Todos os pais aconselham, se bem que nemmelhorar o texto, o que se efetiva com a busca de todos possam jurar pelo valor de seus conselhos.”uma palavra que capte melhor o sentido da (Rui Barbosa)palavra, com a eliminação de artigos que tornem otexto metricamente mais cerrado, e assim por 2. (TCU) Aponte a alternativa em que ocorradiante. oração coordenada sindética conclusiva. a) Todos estavam presentes. porém ninguém SINTAXE prestou atenção. b) Saiu cedo, no entanto não chegou na hora combinada. RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO E c) Estes exercícios são mais fáceis. portanto SUBORDINAÇÃO resolva-os agora. d) Vá embora; que logo começará a chover. Período composto por COORDENAÇÃO: é o c) Não só compareceram, mas também ajudaram. período composto por duas ou mais orações independentes entre si, que podem ser 3. (AMAN) Por definição, oração coordenada assindéticas ou sindéticas, isto é, ligadas por que seja desprovida de conectivo é um conectivo. São classificadas de acordo com denominada assindética. a conjunção que as introduzem. Observando os períodos seguintes: I - Não caía um galho, não balançava uma folha. 16
  13. 13. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊSII - O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem É importante lembrar que o significado danotou. oração explicativa não é o mesmo da restritiva. PorIII - O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram exemplo: em “Os rapazes, que são altos, saíram”,a prova. Acabara o exame. significa que TODOS os rapazes são altos. Por outro lado, em “Os rapazes que são altos saíram”Nota-se que existe coordenação assindética em: apenas os rapazes altos saíram.a) I apenas. Orações Subordinadas Substantivas:a) II apenas. exercem função substantiva (sujeito, OD, OI,b) III apenas. CN, predicativo, aposto) e são introduzidasa) I, II e III. pelas conjunções integrantes “que” e “se”.b) em nenhum deles. Podem ser:4. (FlSCAL-MG) Por definição, “oração • Orações Subordinadas Substantivascoordenada que se prende à anterior por Subjetivas – funcionam como sujeito daconectivo é denominada sindética e é oração principal.classificada pelo nome da conjunção que a Ex.: Parece que você é feliz. (Que é queencabeça”. Assinale a alternativa em que parece? que você é feliz - sujeito)aparece uma coordenada sindética explicativa,conforme a definição: • Orações Subordinadas Substantivasa) A casaca dele estava remendada, mas estava Objetivas Diretas – exercem a função delimpa. objeto direto (OD) da oração principal.b) Ambos se amavam, contudo não se falavam. Ex.: Quero que você seja feliz. (O que EUc) Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou quero? que você seja feliz - OD)lavando as vidraças.d) Chora, que lágrimas lavam a dor. • Orações Subordinadas Substantivase) O time ora atacava, ora defendia e no placar Objetivas Indiretas – desempenham o papelaparecia o resultado favorável. de objeto indireto (OI) da oração principal. Ex.: Lembre-se de que você é feliz.5. (TST) Em relação ao trecho: “Durante o • Orações Subordinadas Substantivasenterro, abraçou-se ao caixão, aflita; levaram- Completivas Nominais.na para dentro”, é correto afirmar: Ex.: Tenho a certeza de que você será feliz.a) há uma oração subordinada adverbial.b) a primeira oração é coordenada assindética. A oração completiva nominal pedec) uma das orações é reduzida de infinitivo. complemento assim como a objetiva indireta.d) trata-se de um período composto por No entanto, a primeira completa um nomecoordenação e subordinação. (vontade de, certeza de, favorável a, desejoe) há apenas uma oração coordenada sindética. de, necessidade de) que pode ser um substantivo abstrato, um advérbio ou umGabarito adjetivo, enquanto a segunda é o complemento do verbo (necessito de, assisto a, etc.). 1C 2C 3D 4D 5B • Orações Subordinadas Substantivas Período composto por SUBORDINAÇÃO: Predicativas – geralmente apresentam um apresenta orações dependentes entre si. A verbo de ligação (VL) que indica estado e oração regente é chamada principal e não caracteriza o sujeito (oração principal). apresenta conectivo; oração regida é a Ex.: Minha vontade é que você seja feliz. subordinada e apresenta conectivo. (sujeito simples: minha vontade; verbo ser = VL) Obs.: O período que tem orações coordenadase subordinadas chama-se período misto. Todo VL possui predicativo do sujeito, mas nem todo o predicativo pede VL. Orações Subordinadas Adjetivas: equivalem a um adjetivo, cuja função é de adjunto • Orações Subordinadas Substantivas adnominal do termo que elas modificam. São Apositivas – apresentam um aposto. iniciadas por pronome relativo. Ex.: Quero somente isto: que você seja feliz. Podem ser: (sujeito oculto: eu; objeto direto: somente isto) • Orações Subordinadas Adjetivas Explicativas - explicam o termo anterior, amplo e genérico. Estas orações vêm sempre entre Exercícios comentados: vírgulas. Ex.: Brasília, que é capital do Brasil, foi fundada em 1960. 1. Classifique as orações subordinadas • Orações Subordinadas Adjetivas Restritivas substantivas de acordo com o exemplo: - restringem o sentido do termo que elas modificam. a) Convém que fiques alegre. Ex.: O livro que eu li é velho. 1. Localizar o verbo. 17
  14. 14. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊS 2. Localizar o sujeito. O que convém? Que 3. Classificar a oração: oração subordinada fiques alegre (sujeito). substantiva objetiva direta, pois 3. Classificar a oração: oração subordinada desempenha a função de OD da oração substantiva subjetiva. principal = O que eu espero? Que fiques alegre (OD).b) Espero que fiques alegre. 1. c) Necessito de que fiques alegre................................................................... 1. Verbo = necessitar. 2. 2. Sujeito: Quem necessita? Sujeito oculto EU......................................................................... 3. Classificar a oração: oração subordinada substantiva objetiva indireta, pois desempenha a 3. função de OI da oração principal = DE que eu........................................................................ necessito? De que fiques alegre (OI).c) Necessito de que fiques alegre. d) Tenho necessidade de que fiques alegre. 1. 1.Verbo = ter......................................................................... 2.Sujeito: Quem é que tem? Sujeito oculto EU. 3. Classificar a oração: oração subordinada 2. substantiva completiva nominal, pois há um........................................................................ nome (NECESSIDADE – substantivo abstrato) antecedendo a preposição DE. 3. 4......................................................................... * Cuidado para não confundir objeto indireto com complemento nominald) Tenho necessidade de que fiques alegre. 1. e) Desejo apenas isto: que fiques alegre......................................................................... 1. Verbo = desejar. 3. Sujeito: Quem é que deseja? Sujeito oculto 2. Eu. - O que? Apenas isto – objeto direto......................................................................... 2. Classificar a oração: oração subordinada substantiva apositiva porque desempenha a 3. função de aposto..................................................................................................................... f) Meu desejo é que fiques alegre. 1. Verbo = ser verbo de ligação (VL)e) Desejo apenas isto: que fiques alegre. 2. Sujeito: O que é? Sujeito simples: meu desejo 1. 3. Classificar a oração: oração subordinada........................................................................ substantiva predicativa porque desempenha a função predicativo do sujeito. 2......................................................................... Orações Subordinadas Substantivas 3. Adverbiais: funcionam como adjunto adverbial........................................................................ da oração principal. Podem ser:f) Meu desejo é que fiques alegre. 1. • Causais - identificam a causa do que se........................................................................ declara na oração principal. Ex.: Irei ao teatro porque gosto do autor da 2. peça......................................................................... Atenção: A oração causal é parecida com a 3. explicativa, mas não é igual. Uma forma de........................................................................ identificá-la é substituir “porque” por “como” na inversão da frase - Irei ao teatro porque gosto doRespostas: autor da peça = Como gosto do autor da peça, irei ao teatro.a) Convém que fiques alegre. 1. Localizar o verbo. • Comparativas - representam o segundo 2. Localizar o sujeito. O que convém? Que termo de uma comparação. fiques alegre (sujeito – oração principal). Ex.: A vida vai se apagando como a chama 3. Classificar a oração: oração subordinada de uma vela. substantiva subjetiva, pois exerce a função de sujeito da oração principal. • Concessivas - demonstram um fato contrário ao da oração principal.b) Espero que fiques alegre. Ex.: Mesmo que chova, iremos à praia. 1. Verbo = esperar. 2. Sujeito. Quem espera? Sujeito oculto EU. 18
  15. 15. NOVA EDIÇÃO PORTUGUÊS • Condicionais - exprimem uma condição para Concessivas embora, ainda que, mesmo que, se que ocorra o que está sendo expresso na bem que, posto que, conquanto, oração principal. apesar de que Ex.: O resultado será satisfatório se você Condicionais se, caso, sem que, se não, a não ficar atento. ser que, contanto que Conformativas Conforme, consoante, como, • Conformativas - exprimem a conformidade segundo de um pensamento com o outro. Consecutivas de modo que, de maneira que, Ex.: Cada um colhe conforme semeia. tão...que, tal...que, tamanho...que, tanto...que • Consecutivas - indicam a conseqüência do Finais para que, a fim de que, de modo que se fala na oração principal. que, de maneira que Ex.: A liberdade é tão querida, que todos a Proporcionais à proporção que, à medida que, ao desejam. passo que Temporais quando, enquanto, assim que, logo • Proporcionais - exprimem um fato que, sempre que, depois que, simultâneo ao da oração principal. Ex.: À desde que medida que estudas, mais aprendes. Integrantes que, se (quando introduzem orações subordinadas substantivas) • Finais - indicam a finalidade do que se afirma na oração principal. Observações importantes: Ex.: Saí rapidamente a fim de que ele entrasse. ♦ POIS • Temporais - exprimem o tempo em que - Conclusivo: posposto ao verbo, isolado por ocorre o fato expresso na oração principal. vírgulas. Ex.: Quando a gente conhece alguém, Ex.: Estudei muito para o vestibular, consegui, conhece-lhe o rosto e não o coração. pois (portanto) a aprovação. Orações reduzidas: apresentam o verbo em - Explicativo: anteposto ao verbo quando a uma das formas nominais (infinitivo, gerúndio, oração for imperativa (ordem) ou houver particípio). alguma hipótese. Ex: Não acredito em você, pois já mentiua) orações reduzidas de gerúndio - geralmente muitas vezes. serão adverbiais. Ex.: Estando cansados, dormiram. - Causal: anteposto ao verbo, completando uma oração que tem sentido de conseqüência.b) orações reduzidas de particípio - serão sempre Ex.: Choveu, pois a calçada está molhada. adverbiais ou adjetivas. Ex.: Preocupada com o temporal, esqueci o ♦ COMOpacote na loja. - Causalc) orações reduzidas de infinitivo - serão sempre Ex.: Como gosto de dançar, sairei à noite com adverbiais ou substantivas. meus amigos. Ex.: Ao sair, feche a porta. - Comparativo Conjunções Coordenativas Ex: Ele é inteligente como uma porta.Aditivas e, nem, não só, mas também, não somente - Conformativo: une duas orações com verbosAdversativas mas, porém, todavia, contudo, distintos. Pode ser substituído por conforme. entretanto, não obstante Ex.: Ele fez o trabalho como o professor pediu.Alternativas ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer, seja...seja Exercícios:Conclusivas logo, pois (posposto ao verbo), por 1. (MACK-SP) Assinale a alternativa em que a tanto, por isso, por conseguinte, palavra como assume valor de conjunção assim subordinativa conformativa.Explicativas porque, pois (anteposto ao verbo), a) Como ele mesmo afirmou, viveu sempre que tropeçando nos embrulhos da vida. b) Como não tivesse condições necessárias para Conjunções Subordinativas competir, participou, com muita insegurança, dasCausais porque, que, visto que, já que, uma atividades esportivas. vez que, pois, porque, porquanto, c) As frustrações caminham rápidas como as como tempestades das matas devastadoras.Comparativas como, mais... (do) que, menos... d) Indaguei-te apreensiva como papai tinha (do) que, tão... como, tanto... assumido aquela contínua postura de quanto, assim como, como se contemplação. 19

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