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Aula v gãªnero textual Aula v gãªnero textual Document Transcript

  • Gênero textual: entrevista Trata-se de um gênero textual facilmente encontrado em quase todos osveículos de comunicação de massa, tal como jornais, revistas, televisão, etc.Este texto é construído tendo como base o conhecimento dos entrevistadosacerca da temática escolhida. Assim sendo, para que possamos acessar taisconhecimentos fazemos perguntas aos entrevistados. Por esta razão, podemosafirmar que se trata de um texto quase que estritamente oral, muito emborapossamos fazer a transcrição das entrevistas, isto é, passar da fala para aescrita. No tocante à elaboração da entrevista, é importante que seja levado emconsideração o público ao qual se destina a matéria a ser publicada, pois alinguagem é elaborada para atender as especificidades do tema, e do formatoda entrevista, isto é, uma entrevista de caráter jornalístico, por exemplo, requerdos participantes um uso mais apurado da linguagem. Portanto, podemosafirmar que o interesse e as expectativas do público são de grande importânciano processo de construção de uma entrevista. A elaboração prévia a respeito do assunto que será discutido é de suma importância, pois o entrevistador precisa dominar o assunto em pauta, de modo a evitar algumas falhas indesejáveis. Como também o mesmo deverá se manter totalmente imparcial, na qual a objetividade deverá prevalecer sempre, sobretudo porque nesse momento é preciso que se promova uma total credibilidade. (DUARTE, 2010, p.1).Geralmente, a entrevista costuma compor-se de:  Manchete ou título – Tem por finalidade despertar o interesse no público expectador e costuma vir acompanhada de uma frase de efeito, proferida de modo marcante por parte do entrevistador.  Apresentação - Nesse momento apresenta-se o entrevistado, divulgando seus conhecimentos, ou seja, sua autoridade em relação ao assunto em questão, como, por exemplo, experiência profissional e conhecimentos.  Perguntas e respostas – Trata-se do discurso propriamente dito, em que perguntas e respostas são elaboradas de acordo com o tema abordado, devendo existir um controle por parte do entrevistador para demarcar o momento da atuação dos participantes.Portanto, podemos concluir que a entrevista é utilizada para dar veracidade auma reportagem ou para saciar a curiosidade dos leitores sobre aspectos davida profissional ou pessoal do entrevistado. Quer ver um exemplo? Então leiacom atenção a entrevista abaixo.Manchete: Brasileiros sabem falar Português!Apresentação: A entrevistada é a professora Mestre em Educação Laine deAndrade e Silva, autora do livro Redação: qualidade na comunicação escrita.
  • Ela é professora universitária de Língua Portuguesa há 25 anos. Atualmenteministra aulas no UNIVAG, CFO e SEDAC.Entrevistador: Professora Laine de Andrade e Silva, qual é sua profissão?Entrevistada: Sou professora de Língua Portuguesa. Atualmente ministroaulas no UNIVAG de Produção de Leitura e Texto (PLT), dentre outrasdisciplinas. Também sou professora no CFO e no SEDAC da mesma disciplina.Entrevistador: A senhora concorda com o que as pessoas falam a respeito daLíngua Portuguesa, isto é, que se trata de um idioma difícil de aprender e de sefalar?Entrevistada: Você acha difícil falar Português?Entrevistador: Sim, é muito difícil.Entrevistada: Em que idioma está conversando? Sânscrito? Aramaico?Entrevistador: A senhora está brincando? É claro que é em Português.Entrevistada: Viu? Não é difícil a comunicação em nosso idioma. O que aspessoas acham difícil é a gramática normativa. Mas nossa Língua é muito maisdo que apenas as regras da sua gramática. Assim sendo, afirmo que todobrasileiro sabe falar Português. É claro que não podemos nos esquecer de quehá as variantes linguísticas, isto é, diferentes formas de se falar a mesmacoisa.Entrevistador: É bastante interessante esse seu posicionamento. A que asenhora atribui essa máxima de que brasileiros não sabem Português?Entrevistada: Ao reducionismo que fazemos em relação à nossa Língua e pelofato de se considerar a gramática (conjunto de regras) como um princípio e fimem si mesmos. Não pretendo afirmar que a gramática não tem importância,mas também não podemos nos ater apenas a ela. Outro fator interessante é ocontexto e a relação existente entre os falantes. Estão-se num ambienteinformal, não há necessidade de aplicarmos as regras com rigor.Entrevistador: Obrigado pela entrevista! Fica marcada a nossa próxima sobrevariantes linguísticas.CRÔNICAS Em geral, na crônica a narração capta um momento, um flagrante do dia a dia; odesfecho, embora possa ser conclusivo, nem sempre representa a resolução do conflito, e aimaginação do leitor é estimulada a tirar suas próprias conclusões. Os fatos cotidianos e aspersonagens descritas podem ser fictícias ou reais, embora nunca se espere da crônica aobjetividade de uma notícia de jornal, de uma reportagem ou de um ensaio, nela aparece,geralmente, uma linguagem subjetiva e literária.
  • O Cronista escolhe a dedo as palavras. Sua linguagem é simples, espontânea, quaseuma conversa ao pé do ouvido com o leitor. Tempera os fatos diários com humor, ironia ouemoção, revelando peculiaridades que as pessoas, em sua correria, deixam de perceber. Na Crônica, o autor expressa sua opinião a partir de uma observação detalhada dascoisas, das pessoas e da vida. Diante de um fato o cronista faz inferências não apenas com arazão, mas também com a sensibilidade. Para ler um texto, não basta identificar letras, sílabas e palavras; é preciso buscar osentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o que for mais relevante. Quando lemosalgo, temos sempre um objetivo: buscar informação, ampliar conhecimento, meditar,entreter-nos. O objetivo da leitura é que vai mobilizar as estratégias que o leitor utilizará. Sendoassim, ler um artigo de jornal é diferente de ler um romance, uma história em quadrinhos ouum poema. Ler textos traz desafios para os alunos. Para melhor compreender um texto, épreciso saber em que situação de comunicação ele foi produzido: “Quem é o autor”? Paraquem ele escreveu? Em que veículo ele publicou a crônica (jornal, revista, internet, livros)? A pipoca Rubem Alves As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar.Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foiprecisamente isso que aconteceu. A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simplesmolecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto,dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado naminha mente aconteceu. Minhas ideias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, arelação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como umapipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poéticoporque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos comoàqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. Apipoca tem sentido religioso? Pois tem. Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue deCristo, a mistura de vida e alegria (porque vida só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinhodevem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas. Lembrei-me, então, de lição queaprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comidasagrada do Candomblé. A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se nomeio dos meus milhos graúdos aparecessem àquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo etrataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos dapipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fatoé que houve alguém que teve a ideia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre ofogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendofracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamaispoderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panelacom uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãosduros Quebra-Dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as criançaspodiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operaçãoculinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente ascrianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
  • E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duroem pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens paraque eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve seraquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, Quebra-Dentes,impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos repentinamente, nos transformar emoutra coisa — voltar a serem crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelofogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de umamesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é omelhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação quenunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente,perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade,depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagaro fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vezmais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada emsi mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação queestá sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio,pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF! — e ela aparece como outra coisa,completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feiaque surge do casulo como borboleta voante. Na simbologia cristã o milagre do milho depipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro domilho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. "Morre e transforma-te!" — dizia Goethe. Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas,descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, quepiruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meuconhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-seem milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza eletem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicaçõescientíficas não valem. Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que nãoconseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas achoque o poder metafórico dos piruás é maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que ofogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosado que o jeito delas serem. Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á". Asua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas étriste. Vai ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão daralegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam ospiruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo. Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a serem crianças e quesabem que a vida é uma grande brincadeira... "Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foiprecisamente isso que aconteceu".O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritormantém coluna bissemanal.
  • 1) Depois da leitura da crônica de Rubens Braga, faça uma reflexão sobre as mudanças queocorrem nas vidas das pessoas, na sua vida, o que você era há algum tempo, e como você éhoje, o que mudou? Lembre-se de usar os conectores adequados para dar coesão e coerênciaao seu texto. Fique atento aos efeitos da publicidade em sua vida cotidiana. Reflita bem sobre o quevocê realmente necessita para ser feliz e tudo aquilo que geralmente você compra parasatisfazer os desejos fabricados pela propaganda. Vivemos em um momento singular em nossasociedade de consumo. Já consumimos muito mais do que podíamos graças a força dapublicidade e ao modelo de nossa sociedade.Soneto da Fidelidade - Vinícius de MoraesDe tudo, ao meu amor serei atentoAntes, e com tal zelo, e sempre, e tantoQue mesmo em face do maior encantoDele se encante mais meu pensamento.Quero vivê-lo em todos os vão momentoE em seu louvor hei de espalhar meu cantoE rir meu riso e derramar meu prantoAo seu pesar ou seu contentamentoE assim quando mais tarde me procureQuem sabe a morte, angústia de quem viveQuem sabe a solidão, fim de quem ama.Eu possa me dizer do amor (que tive):Que não seja imortal, posto que seja chamaMas que seja infinito enquanto dure. A função de metalinguagem estrutura, comumente, textos que procuram expressarsua natureza própria, para entendermos melhor, pensaremos em uma linguagem que se utilizade seus próprios recursos linguísticos e comunicacionais para emitir uma mensagem sobre simesma, ou sobre a natureza de sua organização linguística. Assim um texto de naturezafilosófica explicará assuntos que tangem a Filosofia, textos escritos em língua portuguesatentarão explanar assuntos relativos à gramática... Bem, será comum a sua realidade acadêmica a presença de tal função da linguagem,isso, pois, você irá se deparar com textos de natureza metalinguística corriqueiramente. Emnossa aula, por exemplo. Estamos, por meio da linguagem, propondo a reflexão acerca dessamesma linguagem. Veja o exemplo: Sabe o Português? [...] Temos muitos modos. Mas não só modos de boa educação, daqueles que a suamãe aconselha a mostrar às visitas; e sim modos verbais. Dispomos de três, cada qualsubdividido em tempos: indicativo, subjuntivo e imperativo – o menos usado e mais legal. Ouvocê não acharia o máximo dizer “faze tu!” quando seu irmão pede alguma coisa? Mas vamos nos ater ao indicativo, que exprime algo certo. Nele, conjugamos em seistempos: presente (ok), pretérito imperfeito (que não se trata necessariamente de um passado
  • maculado), pretérito perfeito (tampouco se refere a uma biografia certinha), pretérito mais-que-perfeito (mania de grandeza!), futuro do presente (eu pensava “mas, afinal, isso é futuroou presente?” e, pasme futuro do pretérito (que embananou de vez minha cabeça ginasial)). Portanto, irmão em língua, conjuguemos. Eu conjugo, tu conjugas, ele conjuga. Nósconjugamos, vós conjugais, eles conjugam. Fácil, pois se trata de um verbo regular de primeiraconjugação. É só trocar por qualquer outra ação terminada em – ar e copiar os finais: eu copio,tu copias, ele copia, nós copiamos, vós copiais, eles copiam. A não ser que o verbo esteja irregular. Alguns nem chegam a mudar tanto, mas outrossó podem estar de sacanagem. Como o verbo ir. Tão pequeno e tão feroz, o danado é umaanomalia. Literalmente: ir é um verbo anômalo, ou seja, tem mais de um radical quandoconjugado. Vejamos, em rápido passeio pelos tempos: eu vou, eu ia, eu fui eu fora, eu irei, euiria. Que vá você. Se eu fosse. Quando eu for. Não vás. Ou vá, você é quem sabe! Já podia terido. Eu “tô” indo. E pensar que chegamos à escola já intuindo boa parte disso. Por isso é queeu digo: Português é para os fortes. PASSOS, Clarissa. Garotas que dizem ni! Disponível em: http://www.garotas que dizem ni.com/archives/001504. Acesso em 15 de fev. 2012.Para dialogar com o texto.O processo de compreensão de textos atrelando a cada texto disposto em nosso meio socialuma determinada função, pois, cada texto apresentará, quase sempre, variadas funções que serelacionam para melhor cumprir as intencionalidades comunicativas.