Metabolismo De Lipídios Veterinária

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Metabolismo De Lipídios Veterinária

  1. 1. E qual o destino do etanol quando ingerido? Alcoolismo
  2. 2. <ul><li>Ocorre aumento porque não há regulação efetiva da oxidação do etanol </li></ul><ul><li>Altera quase todas vias metabólicas do fígado </li></ul><ul><li>Diminui via glicolítica e ciclo de Krebs </li></ul><ul><li>Inibe a beta-oxidação </li></ul><ul><li>Aumenta síntese de triglicerídeos: esteatose </li></ul><ul><li>Aumenta concentração de lactato: acidose lática </li></ul><ul><li>Diminui excreção de ácido úrico: gota </li></ul><ul><li>Inibe a gliconeogênese (desvio do substrato: piruvato, glicerol-P e oxalacetato) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Ingestão de quantidades excessivas de bebidas alcoólicas </li></ul><ul><li>Principais sintomas: </li></ul><ul><li>Acidose lática  lactato/piruvato </li></ul><ul><li>Hipoglicemia  inibição da gliconeogênese </li></ul><ul><li>Coma alcoólico  efeitos tóxicos do etanol no SNC (parada respirátoria) </li></ul><ul><li>Tratamento de emergência: infusão intravenosa de glicose e hemodiálise em casos extremos. </li></ul>Intoxicação aguda por etanol
  4. 4. <ul><li>Dieta deficiente e alteração TGI compromete a absorção; </li></ul><ul><li>Lesão hepática prejudica o armazenamento, aumentando a excreção; </li></ul><ul><li>Principais deficiências: </li></ul><ul><li> tiamina (B1): síndrome de Wernicke-Korsakoff </li></ul><ul><li>(ataxia, confusão mental) </li></ul><ul><li> piridoxina (B6): acetaldeído aumenta degradação </li></ul><ul><li> folato (B9): anemia megaloblástica </li></ul><ul><li> vitaminas C, D e niacina podem estar deficientes também, em casos mais severos </li></ul>Deficiências vitamínicas
  5. 5. <ul><li>Considerado uso crônico o consumo acima de 80g de etanol diárias (1/4 de garrafa de cachaça) </li></ul><ul><li>Deficiências vitamínicas (piridoxina, tiamina, folato) </li></ul><ul><li>Distúrbios neurológicos </li></ul><ul><li>Agravamento da gota </li></ul><ul><li>DOENÇA HEPÁTICA ALCOÓLICA: </li></ul><ul><li>Esteatose hepática  Hiperlipidemia  CIRROSE </li></ul>Intoxicação aguda por etanol
  6. 6. CATABOLISMO DE LIPÍDEOS
  7. 7. <ul><li>Fontes de ácidos graxos </li></ul><ul><li>Alimentação </li></ul><ul><li>Reserva (adipócitos). </li></ul><ul><li>Síntese </li></ul><ul><li>OBS: Nutricionistas: 30% da ingestão calórica </li></ul><ul><li>diária deve ser constituída por gorduras. </li></ul>
  8. 8. Capacidade ilimitada de armazenamento de triglicerídeos.
  9. 11. Transporte de Lipídeos Lipoproteínas Estrutura formada por proteínas existentes no sangue ligadas a lipídeos. Responsável pelo transporte dos triacilgliceróis, fosfolipídeos, colesterol e ésteres de colesterol entre os vários órgãos.
  10. 12. <ul><li>QUILOMÍCRON: é a lipoproteína menos densa, transportadora de triacilglicerol exógeno na corrente sanguínea; sintetizados na mucosa intestinal. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa): transporta triacilglicerol endógeno . </li></ul><ul><li>LDL (lipoproteína de densidade baixa): é a principal transportadora de colesterol; seus níveis aumentados no sangue aumentam o risco de infarto agudo do miocárdio. </li></ul><ul><li>HDL (lipoproteína de densidade alta): atua retirando o colesterol da circulação; sintetizada no fígado; seus níveis aumentados no sangue estão associados a uma diminuição do risco de infarto agudo do miocárdio. </li></ul>
  12. 14. Níveis baixos de glicose no sangue despertam a mobilização dos triacilgliceróis através da ação da epinefrina e do glucagon nos adipócitos. Esses triacilgliceróis são mobilizados e transportados para os tecidos (músculo esquelético, coração e córtex adrenal) onde serão oxidados para a produção de energia.
  13. 15. <ul><li>Preparo dos ácidos graxos (antes de entrar na matriz) </li></ul><ul><li>1949- Eugene Kennedy e Albert Lehninger mostraram que os ácidos graxos são oxidados na matriz mitocondrial. </li></ul><ul><li>Os ácidos graxos precisam ser ativados antes de entrarem na matriz mitocondrial. </li></ul>ATP AMP + 2Pi acil-CoA-graxo sintetase Ácido graxo + CoA Acil-CoA-graxo
  14. 16. Moléculas longas precisam da ajuda de uma molécula de carnitina para serem transportadas através da membrana mitocondrial interna. Acil Coa + carnitina  Acil carnitina + CoA Acil carnitina + CoA  Acil CoA + carnitina
  15. 17. <ul><li>ESTÁGIOS DA OXIDAÇÃO DOS ÁCIDOS GRAXOS </li></ul><ul><li>Remoção oxidativa de sucessivas unidades de 2 átomos de carbono na forma de acetil-CoA (β OXIDAÇÃO); </li></ul><ul><li>Oxidação dos acetil-CoA no Ciclo de Krebs; </li></ul><ul><li>Os transportadores de elétrons transferem os elétrons para a cadeia transportadora de elétrons até o O 2 , e a fosforilação acoplada produz ATP. </li></ul>
  16. 19. O processo é repetitivo (uma desidrogenação, uma adição de água, formação de cetona e clivagem do tiolítica), e libera a cada quebra : 1 NADH, 1 FADH 2 e 1 Acetil-CoA. ( C 16 ) R C H 2 C H 2 C H 2 C O S C oA ( C 16 ) R C H 2 C C C O S C oA H H ( C 16 ) R C H 2 C C H 2 C O S C oA H O H ( C 16 ) R C H 2 C C H 2 C O S C oA O ( C 14 ) R C H 2 C O S C oA C H 3 C O S C oA Acetil-CoA Acetil-CoA Acetil-CoA Acetil-CoA Acetil-CoA Acetil-CoA Acetil-CoA Palmitoil-CoA acil-CoA desidrogenase enoil-CoA hidratase  -hidroxiacil-CoA desidrogenase acil-CoA acetiltransferase FAD FADH 2 H 2 O NAD + NADH + H + CoA-SH C14 C12 C10 C8 C6 C4
  17. 20. β OXIDAÇÃO É o primeiro estágio da oxidação dos ácidos graxos e consiste na quebra por oxidação do ácido graxo em seu carbono β, convertendo-o na nova carbonila de um ácido graxo agora dois carbonos mais curto. Ex.: A oxidação de um ácido graxo com 16 carbonos rende para a célula em ATPs:
  18. 21. Palmitoil-CoA+7CoA+7FAD+7NAD+7H2O  8 Acetil-CoA + 7FADH 2 + 7NADH + 7H + 8 x 10 ATP 7 x 1,5 ATP 7 x 2,5 ATP 108 ATP - 2 ATP (são consumidas duas ligações de alta energia na ativação do palmitato) TOTAL = 106 ATP
  19. 22. Regulação da β Oxidação A regulação é feita pela enzima reguladora Carnitina-Acil-Transferase I , que regula a velocidade de entrada do ácido graxo na mitocôndria, desta forma, a velocidade de sua degradação; Esta enzima é inibida por Malonil-CoA, um intermediário cuja concentração aumenta na célula quando esta tem carboidrato disponível, e que funciona como precursor na biossíntese de ácido graxo.
  20. 23. <ul><li>Insaturados </li></ul><ul><li>A maioria dos ácidos graxos nos triacilgliceróis e nos </li></ul><ul><li>fosfolipídeos de animais e vegetais são insaturados, </li></ul><ul><li>possuindo uma ou mais duplas ligações (na </li></ul><ul><li>configuração CIS), que não podem sofrer ação da </li></ul><ul><li>enoil CoA hidratase. </li></ul><ul><li>São necessárias 2 enzimas auxiliares: </li></ul><ul><li>uma ISOMERASE (para conversão em TRANS) e </li></ul><ul><li>uma REDUTASE (quando houver ligação CIS em </li></ul><ul><li>átomo de carbono par). </li></ul>
  21. 24. Ex. Oleato - 18:1 (∆ 9 ) forma ativada: oleonil-CoA 3 Acetil-CoA β -oxid. (5 ciclos) enoil-CoA isomerase enoil-CoA hidratase ( β -oxid.)
  22. 25.  -oxid. (3 ciclos)  -oxid. (4 ciclos) Acetil-CoA 2,4 dienoil CoA redutase NADP + NADPH + H + enoil-CoA isomerase  -oxid (1 ciclo+1 oxid. do segundo) Acetil-CoA 3 Acetil-CoA Ex. linoleato - 18:2 (∆ 9,12 ) Forma ativada: Linoleoil-CoA cis-D 9 , cisD 12
  23. 26. <ul><li>Cadeia Ímpar </li></ul><ul><li>A maior parte dos lipídios de ocorrência natural contém ácidos graxos com número par de carbonos. Porém, muitos vegetais e organismos marinhos possuem ácidos graxos com número ímpar. </li></ul><ul><li>A oxidação de um ácido graxo com nº ímpar de carbonos leva à formação de um resíduo de ... </li></ul>
  24. 27. Propionil-CoA Succinil-CoA ... propionil-CoA, que através de uma seqüência de reações enzimáticas e com gasto de energia (1ATP) é convertido em succinil-CoA, que entra no Ciclo de Krebs para ser oxidado. Ciclo de Krebs
  25. 28. ANABOLISMO DE LIPÍDEOS
  26. 29. ANABOLISMO DE LIPÍDIOS <ul><li>Ocorre no citossol; </li></ul><ul><li>Segue via própria; </li></ul>
  27. 30. Síntese de ácidos graxos <ul><li>A síntese de ácidos graxos começa com a carboxilação de acetil-CoA à malonil-CoA. </li></ul><ul><li>Reação irreversível; </li></ul><ul><li>Etapa de regulação da síntese; </li></ul><ul><li>Impulsionada por ATP e </li></ul><ul><li>Catalizada pela acetil-CoA carboxilase (biotina como grupo prostético). </li></ul>
  28. 31. CICLO DE ALONGAMENTO O sistema enzimático que catalisa a síntese de ácidos graxos saturados de cadeia longa a partir de acetil-CoA, malonil-CoA e NADPH é chamado de ácido graxo sintase (em organismos superiores é um complexo enzimático multifuncional com 7 sítios ativos diferentes).
  29. 32. A fase de alongamento começa com a formação de acetil-ACP e malonil-ACP (reação em que as moléculas são ligadas a uma proteína carreadora de acilas – ACP ou PCA). acetil-CoA + ACP  acetil-ACP + CoA malonil-CoA + ACP  malonil-ACP + CoA
  30. 33. Vai basicamente até 16C (Palmitato); 2 C do acetil -ACP + 3 C do malonil -ACP C O 2 ácido graxo de 4 C
  31. 34. Produção de um ácido graxo de 8 carbonos: 1 acetil-CoA + 7 malonil-CoA + 14 NADPH + 20H + 1 palmitato + 7 CO 2 + 14 NADP + + 8 CoA + 6H 2 O Se considerarmos que cada malonil-CoA é resultado de 1 acetil-Coa + 1 ATP + 1 HCO 3 - teremos então: 8 acetil-CoA + 7 HCO 3 - + 7 ATP + 14 NADPH + 20H + 1 palmitato + 7 CO 2 + 14 NADP + + 8 CoA + 6H 2 O + 7 ADP + 7 Pi
  32. 35. <ul><li>Cada passagem pelo ciclo aumenta em dois átomos de carbono a cadeia. </li></ul><ul><li>Quando o comprimento atinge 16C, o produto formado abandona o ciclo. </li></ul><ul><li>Ácidos graxos com número ímpar de carbonos são sintetizados começando com o propionil-ACP, que se forma a partir do propionil-CoA. </li></ul>
  33. 36. REGULAÇÃO O metabolismo de ácidos graxos é eficazmente controlado de modo que a síntese e a degradação respondam bem às necessidades fisiológicas. Ex: Palmitoil-CoA, insulina, glucagon, epinefrina.
  34. 37. REGULAÇÃO DA SÍNTESE DE COLESTEROL 1º) Concentração de colesterol intracelular – inibe síntese e ativa armazenamento. 2º) Hormônios – insulina (ativa síntese), glucagon (inibe síntese). As condições dietéticas ou defeitos genéticos no metabolismo do colesterol – aterosclerose e doenças cardíacas. Hipercolesterolemia familiar: ausência do receptor da LDL leva a um nível elevado de colesterol no sangue, depósitos de colesterol nos vasos sanguíneos e ataques cardíacos na infância.
  35. 38. <ul><li>Receptores para LDL (p/ Apo-B100) </li></ul><ul><li>Digestão enzimática </li></ul><ul><ul><li>receptores não são digeridos </li></ul></ul>Assimilação do colesterol

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