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Pneumoconioses   oit Pneumoconioses oit Document Transcript

  • 1DIRETRIZES PARA UTILIZAÇÃO DACLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DA OITDE RADIOGRAFIAS DEPNEUMOCONIOSESEdição Revisada 2000
  • 2Presidente da RepúblicaLuiz Inácio Lula da SilvaMinistro do Trabalho e EmpregoRicardo BerzoiniFUNDACENTROPresidentaRosiver PavanDiretor ExecutivoAntônio Roberto LambertucciDiretora TécnicaArline Sydneia Abel ArcuriDiretora de Administração e FinançasRenata Maria Celeguim
  • 3DIRETRIZES PARA UTILIZAÇÃO DACLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DA OITDE RADIOGRAFIAS DEPNEUMOCONIOSESEdição Revisada 20002005São Paulo2005 View slide
  • 4A edição original desta obra foi publicada pela Secretaria Internacional doTrabalho, Genebra, sob o título: Guidelines for the Use of the ILOInternational Classification of Radiographs of Pneumoconioses.Tradução e reprodução autorizadas.Copyright © 2002 Organização Internacional do Trabalho.Tradução Portuguesa Copyright © 2005 Fundacentro.As designações empregadas nas publicações da OIT, as quais estão emconformidade com a prática seguida pelas Nações Unidas, bem como aforma em que aparecem nas obras não implicam juízo de valor por parte daOIT no que se refere à condição jurídica de nenhum país, área ou territóriocitados ou de suas autoridades, ou, ainda, concernente à delimitação de suasfronteiras.A responsabilidade por opiniões expressas em artigos assinados, estudos eoutras contribuições recai exclusivamente sobre seus autores e suapublicação não significa endosso da Secretaria Internacional do Trabalho àsopiniões ali constantes.Referências a firmas e produtos comerciais e a processos não implicamqualquer aprovação pela Secretaria Internacional do Trabalho e o fato denão se mencionar uma firma em particular, produto comercial ou processonão significa qualquer desaprovação.Diretrizes para Utilização da Classificação Internacional da OIT deRadiografias de Pneumoconioses. São Paulo: Fundação Jorge DupratFigueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, 2005. Edição Revisada2000. Tradução: Clarice Joelsas Haberkorn. Título original: Guidelines forthe Use of the ILO International Classification of Radiographs ofPneumoconioses: Revised Edition 2000. Revisor técnico da edição emportuguês: Eduardo Algranti. 68 p.ISBN 85-98117-06-41. Pneumoconioses 2. Radiografias Classificação I. TítuloII. Eduardo AlgrantiCIS/OIT Nip Qora ZeCDU 616-003.66:616-073:025Catalogação na Fonte CDB/Fundacentro View slide
  • 5ApresentaçãoÉ com grande prazer que publicamos a tradução das Diretrizes paraUtilização da Classificação Internacional da OIT de Radiografias dePneumoconioses – Edição Revisada 2000. A Classificação Radiológica daOIT é o principal método de análise de imagem do tórax para ainvestigação de trabalhadores expostos a poeiras, no âmbito de vigilância,de controle periódico e de investigações cientificas de populações expostas.Também é um excelente instrumento para a avaliação e o seguimento decasos identificados de pneumoconioses.Percorrendo a linha do tempo, entendemos a sua importância. Ométodo da OIT é antigo, remontando à primeira Conferência Internacionalde Pneumoconioses em Johannesburg, África do Sul, em 1930. Decorridosmais de 70 anos da proposta inicial, a Classificação Radiológica da OITpermanece vigorosa e renovada nesta sua 6ª revisão. Durante os 70 anos desua história, a evolução da Classificação reflete a evolução da prevalênciadas pneumoconioses na nossa sociedade. É interessante constatar que otempo do aparecimento dos critérios de espessamento pleural, assim comoda ampliação gradativa dos símbolos, nada mais são do que um reflexo daprevalência de determinados agravos na população ao longo do tempo.A FUNDACENTRO, desde 1985, vem organizando e conduzindotreinamentos específicos da Classificação Radiológica da OIT, tanto noBrasil como em outros países, tendo sido responsável pela tradução para oportuguês da 5ª versão de 1980. Por esses motivos, constitui-se num centrode referência nacional. Aliado à sua vocação intrínseca, aFUNDACENTRO, na condição de Centro Colaborador da OrganizaçãoMundial da Saúde em Saúde Ocupacional, tem como um dos termos dereferência a tradução de publicações relevantes relacionadas à área de
  • 6Saúde Ocupacional para a língua portuguesa. Esta publicação é umacontinuidade do seu trabalho na prevenção e no controle das doençascausadas pela exposição ocupacional e/ou ambiental a poeiras, assim comouma colaboração na difusão de textos especializados para leitores doportuguês. Destaque-se também a contínua parceria do Escritório Regionalda Organização Internacional do Trabalho no Brasil, facilitando eestimulando ações que contribuem para a melhoria das condições detrabalho na região. Esta publicação é um reflexo deste compromisso.Eduardo AlgrantiPesquisador da FundacentroRevisor técnico da edição em portuguêsDiretrizes para uso das Radiografias de Pneumoconioses
  • 7A Organização Internacional do TrabalhoA Organização Internacional do Trabalho foi fundada em 1919, como objetivo de promover a justiça social e, assim, contribuir para a paz universale permanente. A OIT tem uma estrutura tripartite única entre as Agências doSistema das Nações Unidas, na qual os representantes de empregadores e detrabalhadores têm a mesma voz que os representantes de governos.Ao longo dos anos, a OIT tem lançado, para adoção de seus Estados-membros, convenções e recomendações internacionais do trabalho. Essasnormas versam sobre liberdade de associação, emprego, política social,condições de trabalho, previdência social, relações industriais e administraçãodo trabalho, entre outras. A OIT desenvolve projetos de cooperação técnica epresta serviços de assessoria, capacitação e assistência técnica aos seusEstados-membros.A estrutura da OIT compreende: Conferência Internacional doTrabalho, Conselho de Administração e Secretaria Internacional doTrabalho. A Conferência é um fórum mundial que se reúne anualmente paradiscutir questões sociais e trabalhistas, adotar e rever normas internacionais dotrabalho e estabelecer as políticas gerais da Organização. É composta porrepresentantes de governos e de organizações de empregadores e detrabalhadores dos 178(*) Estados-membros da OIT. Esses três constituintesestão também representados no Conselho de Administração, órgão executivoda OIT, que decide sobre as políticas da OIT. A Secretaria Internacional doTrabalho é o órgão permanente que, sob o comando do Diretor-Geral, éconstituída por diversos departamentos, setores e por extensa rede deescritórios instalados em mais de 40 países, mantém contato com governos erepresentações de empregadores e de trabalhadores e marca a presença da OITem todo o mundo do trabalho.
  • 8
  • 9PrefácioNos últimos 70 anos, a Organização Internacional do Trabalho (OIT)promoveu o debate, e publicou uma série de diretrizes, de como classificarradiografias de tórax de indivíduos com pneumoconioses, com o objetivode padronizar métodos de classificação e facilitar as comparações inter-nacionais de dados sobre pneumoconioses, pesquisas epidemiológicas erelatórios de pesquisas. Esta edição revista da Classificação Internacionalda OIT de Radiografias de Pneumoconioses é mais um esforço para atingiresses objetivos. Com base nos princípios que pautaram o desenvolvimentodas edições anteriores da Classificação (1950, 1958, 1968, 1971 e 1980),esta edição refere-se a configurações radiológicas observadas em todos ostipos de pneumoconioses. A descrição do plano nesta revisão das Diretrizesé mais concisa do que anteriormente. Algumas ambigüidades presentes nasedições anteriores foram esclarecidas, e as convenções para classificação deanormalidades pleurais foram revisadas. As alterações baseiam-se numaabrangente revisão da experiência de utilização da edição anterior (1980)da Classificação.A OIT iniciou o processo de revisão em novembro de 1989, em umareunião de 11 peritos de sete países. Os participantes foram solicitados adar seu parecer sobre os tipos de modificações que pudessem serintroduzidas e a reconsiderar a adequação das radiografias-padrão queacompanharam a edição de 1980. Foram identificadas algumas partes dasDiretrizes que requeriam revisão, mas foi reenfatizada a importância decontinuidade na Classificação. Com base nessas conclusões, acordou-seque deveria ser mantido o conjunto de radiografias-padrão distribuídas coma edição de 1980, embora se reconhecesse que a qualidade técnica de
  • 10muitas delas fosse inferior às atualmente disponíveis, obtidas com técnicase equipamentos modernos. Os participantes do encontro sugeriram tambéma conveniência de reduzir o número de radiografias incluídas no ConjuntoCompleto de modelos (22), reproduzindo-se apenas partes essenciais dealgumas delas em secções de quadrantes de radiografias inteiras. Ficou, noentanto, acordado que seria necessário verificar se essa modificação nãopoderia, por si mesma, resultar numa mudança na maneira de classificarradiografias de pessoas expostas a poeira. Nesse contexto, foi acertado entrea OIT e a Divisão de Estudos de Doenças Respiratórias do National Institutefor Occupational Safety and Health (NIOSH) (Instituto Nacional paraSegurança e Saúde no Trabalho) dos Estados Unidos que se faria um testecontrolado. Esse teste envolveu 40 médicos que trabalhavam em clínicas ecentros especializados de pesquisa em dez países (ver Apêndice F).Os resultados do teste mostraram que a modificação proposta para asradiografias-padrão da OIT, envolvendo a reprodução de quadrantes de 15das radiografias-padrão da OIT (1980) em cinco novas radiografias dequadrantes, não aumentaria a variabilidade entre os leitores e poderiamelhorar a reprodutibilidade da classificação de profusão de pequenaopacidade em alguns aspectos, mas poderia também reduzir ligeiramente afreqüência com que alguns leitores identificam grandes opacidades. O usodos modelos contendo as radiografias de quadrante foi associado aoaumento na freqüência com que alguns leitores descreviam as formas daspequenas opacidades, que consideravam predominantemente irregulares,em vez de regulares. Concluiu-se, no entanto, que não seria provável que osefeitos verificados fossem distinguíveis da variabilidade intra e interleitores na maioria das situações de pesquisa em saúde no trabalho1Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses1A trial of additional composite standard radiographs for use with the ILO International Classificationof Radiographs of Pneumoconiosis, Relatório nº HETA 93-0340m do NIOSH, de julho de 1997, dis-ponível em National Technical Information Service (NTIS), 5825 Port Royal Road, Springfield, Vir-ginia 2216, Estados Unidos. Foi também publicado um relatório mais resumido: “New Composite(“Quadrant”) Standard films for classifying radiographs of pneumoconioses”, in Industrial Health, Vol.36, No 4. out. 1998, pp. 380-383.
  • 11Em outubro de 1997, mais de 200 participantes da Nona ConferênciaInternacional de Doenças Respiratórias no Trabalho, em Kioto, Japão,tomaram parte num Grupo de Trabalho sobre Classificação, convocadopela OIT. O Grupo recomendou a realização de outros trabalhos com vistasao desenvolvimento de radiografias seccionais compostas ou de quadrante ede melhores técnicas de reprodução de radiografias-padrão, antes daintrodução das radiografias-padrão revisadas. Um grupo menor deespecialistas, que também fizeram parte da Conferência, analisoudetalhadamente a minuta preliminar do texto revisto das Diretrizes para aClassificação. Seguiram-se discussões sobre esse texto em outro encontrorealizado em março de 1998, nos escritórios do Colégio Americano deRadiologia (ACR), em Reston, Virgínia, concluídas em 26 de outubro de2000, no Escritório da OIT em Washington, DC. Os participantes desseúltimo encontro compararam também dois tipos de novas cópias de váriosconjuntos de radiografias-padrão da OIT (1980), de radiografias seccionaisde quadrante que tinham sido utilizadas no teste internacional e de umaradiografia composta recentemente preparada que ilustravam anor-malidades pleurais. As novas cópias em estudo foram produzidas a partir decópias anteriores, por meio de métodos-padrão de copiar filmes e tambémpor técnicas melhoradas de versões digitalizadas de cópias anteriores. Osespecialistas preferiram as cópias feitas de versões digitalizadas erecomendaram o uso dessa tecnologia e o processo de reproduçãocombinada na reprodução de futuras cópias de radiografias-padrão da OIT.Os participantes dos vários encontros promovidos pela OIT para a revisãoda Classificação estão listados no Apêndice F.A Classificação Internacional da OIT de Radiografias dePneumonioses (2000) é acompanhada de dois conjuntos de radiografias-padrão, conforme descrito no Apêndice C. Os dois conjuntos estãodisponíveis na OIT. O primeiro (“Completo”) consiste de 22 radiografias.Vinte delas são cópias digitalizadas a partir de radiografias-padrão dotamanho completo, distribuídas anteriormente com a edição de 1980 daClassificação da OIT. Outra radiografia ilustra opacidades irregulares detamanho u/u.. Três quadrantes dessa radiografia reproduzem as secções daradiografia composta usada em 1980 para descrever crescente profusão dePrefácio
  • 12opacidades irregulares de tamanho u/u; o quarto quadrante ilustra asubcategoria 0/0. Uma nova radiografia composta foi incluída para ilustraranormalidades pleurais.A Série “Quad” consiste de 14 radiografias. Nove delas são padrõesmais comumente utilizados a partir do Conjunto Completo. As outras cincoreproduzem secções (quadrantes) das radiografias remanescentes doConjunto Completo.O desenvolvimento desta edição revista (2000) de Diretrizes paraUtilização da Classificação Internacional da OIT de Radiografias dePneumoconioses foi possível graças à constante e intensa atividade da partede muitas organizações e indivíduos. Alguns deles estão citados noApêndice F. Outros, muito numerosos para ser relacionados, contribuíramcom valiosos comentários e sugestões para a redação e participando dediscussões em vários encontros científicos, inclusive quatro conferênciasinternacionais da OIT sobre pneumoconioses e doenças pulmonaresprofissionais (Bochum, Alemanha, 1983, Pittsburgh, Pensilvânia, 1987;Praga, 1992 ,e Kioto, 1997). A OIT deseja expressar seu sinceroagradecimento a todos os colaboradores, reconhecendo com imensagratidão a ativa assistência do Comitê sobre Pneumononioses(anteriormente Força Tarefa sobre Pneumoconioses) do Colégio Americanode Radiologia (ACR), o Instituto Nacional para Segurança e Saúde noTrabalho, dos Estados Unidos, o Hospital Rosai para Silicose, no Japão, oCentro de Colaboração da OMS para Educação em Radiologia, da Suécia, oInstituto Finlandês de Saúde no Trabalho, o Comitê Alemão paraRadiologia Diagnóstica de Doenças Profissionais e Ambientais e o Institutode Medicina Social e Profissional da Universidade de Colônia. Acontinuidade da utilização da Classificação Internacional da OIT deRadiografias de Pneumoconioses irá contribuir ainda mais para a proteçãoda saúde dos trabalhadores em ocupações que os exponham a poeiras.Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 13Índice1. Introdução 152. Instruções gerais 173. Instruções específicas para utilização daClassificação Completa 183.1 Qualidade técnica 183.2 Anormalidades do parênquima pulmonar 183.3 Anormalidades pleurais 233.4 Símbolos 263.5 Comentários 284. Instruções Específicas para Utilização daClassificação Abreviada 295. Utilização da Classificação da OIT 316. Apêndices 33A - Nota sobre a qualidade técnica de radiografias torácicasde trabalhadores expostos a poeira 34B - Folhas de leitura 37C - Descrição de radiografias-padrão 43D - Diagramas 52E - Resumo de detalhes da Classificação Internacional da OITde Radiografias de Pneumoconioses (2000) 56F - Participantes de reuniões convocadas pela OIT que levaramà edição revisada (2000) da Classificação 61
  • 14
  • 15IntroduçãoAbrangência da ClassificaçãoA Classificação oferece um meio de descrever e registrarsistematicamente anormalidades radiográficas pulmonares provocadas porinalação de poeiras. É utilizada para descrever anormalidades radiográficasque ocorrem em todo tipo de pneumoconioses, elaborada para classificarcaracterísticas vistas em radiografias póstero-anteriores de tórax. Outrasincidências e técnicas de imagem podem ser necessárias para avaliaçãoclínica, mas a Classificação Internacional da OIT não foi idealizada paracodificar esses achados.Objetivo da ClassificaçãoO objetivo da Classificação é codificar as anormalidadesradiográficas das pneumoconioses de maneira simples e reprodutível. AClassificação não define entidades patológicas nem leva em consideração acapacidade de trabalho. Não implica definições legais de pneumoconiosescom vistas a indenizações e não estabelece ou sugere até que ponto aindenização é devida.Usos da ClassificaçãoA Classificação é utilizada internacionalmente em pesquisasepidemiológicas, para triagem e vigilância de trabalhadores que seencontrem em ocupações que os exponham a poeira e para fins clínicos.Sua utilização pode melhorar a comparabilidade de dados internacionaissobre pneumoconioses.1
  • 16Radiografias-padrão e definições escritasA Classificação é composta por um conjunto de radiografias-padrãoe por este texto, com suas notas de rodapé. Essas notas têm como propósitoreduzir a ambigüidade e se baseiam na experiência das edições anterioresda Classificação da OIT. Em algumas partes da classificação, asradiografias-padrão têm prioridade sobre as definições escritas. Quandoisso ocorre, o texto o esclarece.Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 17Instruções GeraisNenhuma alteração radiográfica é patognomônica da exposição apoeira. Alguns aspectos radiográficos não relacionados com poeirasinaladas podem mimetizar os causados por poeira. Os leitores podemdivergir na interpretação dessas características.Por isso, em estudos epidemiológicos, o protocolo de estudogeralmente requer que sejam classificadas todas as características descritasnestas Diretrizes e observadas nas radiografias-padrão. Símbolos devem sersempre usados, e os Comentários pertinentes registrados.1Quando a Classificação for utilizada para fins clínicos, o protocolopoderá requerer que leitores médicos só classifiquem as características queo leitor acreditar ou suspeitar sejam de origem pneumoconiótica. Símbolosdevem ser sempre usados, e registrados os Comentários pertinentes.21Ver Seções 3.4 e 3.5
  • 18Instruções específicas para utilizaçãoda Classificação Completa3.1 Qualidade Técnica 2,3A qualidade técnica é classificada em 4 níveis:1.Boa.2.Aceitável, sem nenhum defeito técnico que possa comprometer aclassificação da radiografia para pneumoconiose.3.Aceitável, com alguns defeitos técnicos, mas ainda adequada parafins de classificação.4.Inaceitável para fins de classificação.Se a qualidade técnica não for de nível 1, os defeitos técnicos devemser descritos em Comentário.3.2 Anormalidades do parênquima pulmonarAnormalidades do parênquima incluem pequenas e grandes opacidades.Pequenas OpacidadesPequenas opacidades são descritas por profusão, zonas pulmonaresafetadas, forma (regular ou irregular) e tamanho. A ordem de identi-32O Apêndice A enfatiza a importância da boa qualidade radiográfica para a interpretação de radiografi-as de tórax. É essencial produzir radiografias que mostrem claramente as características do parênquimae também da pleura. Para fins clínicos, poderão ser necessárias incidências ou técnicas especiais. Quan-do não for possível substituir uma radiografia de nível 3 por outra melhor, deverão ser registrados maisdetalhes sobre os defeitos técnicos.3As radiografias-padrão não deverão ser consideradas na determinação da qualidade técnica de radio-grafias dos pacientes. As radiografias-padrão deverão ser escolhidas para demonstrar os aspectos radio-gráficos das pneumoconioses e não para demonstrar qualidade técnica.
  • 19ficação e de registro de presença ou ausência desses achados, durante aclassificação de uma radiografia, fica a critério do leitor.ProfusãoA profusão de pequenas opacidades refere-se à concentração depequenas opacidades nas zonas pulmonares afetadas. A determinação dacategoria das profusões baseia-se em comparações com as radiografias-padrão. Para a profusão, as descrições escritas servem de orientação, mas asradiografias-padrão têm precedência. Quatro categorias são definidas pelasradiografias-padrão. A profusão é classificada em uma das 12 sub-categorias, que, a seguir, são representadas simbolicamente4.A categoria 0 refere-se à ausência de pequenas opacidades ou àpresença de pequenas opacidades menos profusas que a categoria 1.A classificação de uma radiografia por meio da escala de 12subcategorias é realizada da seguinte forma: a categoria pertinente éInstruções específicas para utilização da Classificação CompletaProfusão crescente de pequenas opacidadesCategorias 0 1 2 3Subcategorias 0/- 0/0 0/1 1/0 1/1 1/2 2/1 2/2 2/3 3/2 3/3 3/+4As 12 subcategorias referem-se somente à profusão de pequenas opacidades. Devem ser sempre regis-tradas as profusões, inclusive referências às subcategorias 0/- ou 0/0, quando pertinentes, independente-mente de outras alterações que possam estar presentes. Por outro lado, quando outras alterações foremobservadas, suas presenças também deverão ser registradas, independentemente da presença de peque-nas opacidades. As subcategorias são divisões arbitrárias de uma crescente progressão de profusão depequenas opacidades. Essas divisões são definidas pelas radiografias-padrão, juntamente com suas ins-truções de uso. A validade do procedimento de classificação para representar essa progressão contínuafoi demonstrada em estudos de correlações entre os resultados obtidos com a utilização da Classificaçãoda OIT e (a) índices de exposição cumulativa a várias poeiras; (b) conteúdo pulmonar de poeira emautópsia de mineradores de carvão; (c) mortalidade de trabalhadores expostos a asbesto e de trabalhado-res em minas de carvão e (d) aspectos patológicos pulmonares em autópsias de mineradores de carvão.
  • 20escolhida por meio da comparação da radiografia do paciente comradiografias-padrão que definem a profusão característica de subcategoriascentrais (0/0, 1/1, 2/2, 3/3) dentro das quatro categorias. A categoria éregistrada escrevendo-se o símbolo correspondente seguido de barraoblíqua, isto é, 0/, 1/, 2/; 3/. Caso não tenha sido considerada nenhumacategoria alternativa, a radiografia é classificada na subcategoria central,isto é, 0/0, 1/1, 2/2, 3/3. Por exemplo, uma radiografia que mostre profusãoconsiderada semelhante à mostrada em uma radiografia-padrão dasubcategoria 2/2, isto é, não foi seriamente considerada como alternativa dacategoria 1 e nem da categoria 3, seria, portanto, classificada como 2/2. Noentanto, a subcategoria 2/1 refere-se a uma radiografia com profusão depequenas opacidades, considerada como apresentando aspecto semelhanteao descrito na radiografia-padrão da subcategoria 2/2, mas a categoria 1 foiseriamente considerada como alternativa antes da decisão de classificá-lacomo categoria 2.As radiografias-padrão oferecem exemplos de característicasclassificáveis como subcategoria 0/0. A subcategoria 0/0 refere-se aradiografias em que não há pequenas opacidades ou, se as há, são poucas einsuficientemente definidas ou numerosas para ser enquadradas nacategoria 1 e ser seriamente consideradas como alternativa. A subcategoria0/1 é utilizada para radiografias classificadas como categoria 0, após acategoria 1 ter sido seriamente considerada como alternativa declassificação. A subcategoria 1/0 é utilizada para radiografias classificadascomo categoria 1, após a categoria 0 ter sido seriamente considerada comoalternativa. Se a ausência de opacidades é por demais óbvia, então aradiografia é classificada como subcategoria 0/-.Uma radiografia mostrando profusão muito maior que a descritanuma radiografia-padrão da subcategoria 3/3 é classificada comosubcategoria 3/+.Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 21Zonas afetadasRegistram-se as zonas nas quais se vêem opacidades. Cada campopulmonar é dividido em três zonas (superior, média, inferior) através delinhas horizontais traçadas em, aproximadamente, 1/3 e 2/3 da distânciavertical entre os ápices pulmonares e as cúpulas diafragmáticas.A profusão total de pequenas opacidades é determinada considerando-se a profusão como um todo sobre as zonas afetadas dos pulmões. Quandoocorre acentuada diferença (três subcategorias ou mais) na profusão emdiferentes zonas pulmonares, então a zona ou zonas que apresentam graumenor de profusão são ignoradas para o fim de classificação da profusão.5Forma e TamanhoAs definições escritas constituem um guia para forma e tamanho,e as radiografias-padrão têm a precedência. A forma e o tamanho das5Há uma “acentuada diferença” (três subcategorias ou mais) na profusão em diferentes zonas do pul-mão quando há duas ou mais subcategorias de profusão entre a zona (ou zonas) de profusão mais baixae a zona (ou zonas) de profusão mais alta. Por exemplo, se a radiografia de um paciente exibir zonascom níveis de profusão 1/1, 1/2, 2/1 e 2/2, a profusão geral é determinada, ignorando-se a zona comnível de profusão 1/1, na medida em que duas ou mais categorias (1/2, 2/1) encontram-se entre aquelazona e a zona de máxima profusão (2/2). A profusão, portanto, é determinada considerando-se somenteas zonas afetadas exibindo níveis 1/2, 2/1 e 2/2, na medida em que há somente uma subcategoria deprofusão (2/1) entre os níveis de profusão 1/2 e 2/2.Exemplo 1Só uma subcategoria se interpõe entre as zonas de profusão mais baixa (1/2) e mais elevada (2/2); utili-zar todas três para determinar a profusão geral.1/1 1/2 2/1 2/2Há duas subcategorias que intervêm entre as zonas de profusão mais baixa (1/1) e mais elevada (2/2);ignorar 1/1 para determinar a profusão geral.Exemplo 2Somente uma subcategoria se interpõe entre as zonas de profusão mais baixa (2/1) e mais elevada (2/3);utilizar todas três para determinar a profusão geral.1/1 1/2 2/1 2/2 2/3Há três subcategorias que intervêm entre as zonas de profusão mais baixa (1/1) e mais elevada (2/3);ignorar 1/1 e 1/2; utilizar 2/1, 2/2, 2/3 para determinar a profusão geral na medida em que só há umasubcategoria entre 2/1 e 2/3.São registradas todas as zonas em que se observam opacidades, independentemente do fato de algumaser, posteriormente, ignorada quando da determinação da profusão geral.Instruções específicas para utilização da Classificação Completa
  • 22pequenas opacidades são registradas. Há dois tipos reconhecidos de formas:regulares e irregulares. Em cada caso, são definidos três tamanhos:Para pequenas opacidades regulares, as três faixas de tamanho sãoindicadas pelas letras p, q e r, definidas pela presença das pequenasopacidades nas radiografias-padrão correspondentes, onde:p = opacidades com diâmetros de até cerca de 1,5 mm;q = opacidades com diâmetros acima de 1,5 mm e de até cerca de 3 mm;r = opacidades com diâmetros acima de 3 mm e de até cerca de 10 mm.As três faixas de tamanho de pequenas opacidades irregulares sãoindicadas pelas letras s, t e u e acusam a presença de pequenas opacidadesnas radiografias-padrão correspondentes, onde:s = opacidades com largura de até cerca de 1,5 mm;t = opacidades com largura acima de 1,5 mm e de até cerca de 3 mm;u = opacidades com largura acima de 3 mm e de até cerca de 10 mm.Duas letras devem ser usadas para registrar forma e tamanho. Dessemodo, se o leitor considerar que todas ou, virtualmente, todas as opacidadesobservadas são da mesma forma e tamanho, então isso será indicadoregistrando a letra duas vezes, separadas por um traço oblíquo (porexemplo, q/q). Se, por outro lado, forem observadas outras formas etamanhos em número significativo, registra-se o fato escrevendo uma letradiferente após a barra oblíqua (por exemplo, q/t); nesse caso, q/t significaque as pequenas opacidades predominantes são regulares e de tamanho q,mas que há presença de número significativo de opacidades irregulares detamanho t. Dessa forma, podem ser registradas todas as combinaçõespossíveis de pequenas opacidades6. Quando forem observadas pequenasopacidades de diferentes formas e/ou tamanhos, a letra para a forma etamanho (primária) predominantes é registrada antes da barra oblíqua, aopasso que a letra para forma e tamanho que ocorrem com menor freqüência(secundária) é registrada após a barra oblíqua.6Ver Apêndice E, para possíveis combinações.Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 23Grandes OpacidadesGrande opacidade é definida como opacidade de dimensão acima de10 mm. São definidas abaixo as categorias de grandes opacidades. Essasdefinições têm precedência sobre os exemplos de grandes opacidadesilustrados em radiografias-padrão.Categoria A Uma grande opacidade cujo diâmetro mais longo seja de até50 mm ou várias grandes opacidades cuja soma de seusdiâmetros mais longos não ultrapasse 50 mm.Categoria B Uma ou mais grandes opacidades cujo diâmetro mais longoou cuja soma de diâmetros ultrapasse 50 mm, mas nãoexcedam a área equivalente à zona superior direita.Categoria C Grande opacidade que exceda a área equivalente à zonasuperior direita, ou várias grandes opacidades cujas áreassomadas excedam a área equivalente à zona superior direita.3.3 Anormalidades PleuraisAs anormalidades pleurais dividem-se em placas pleurais (espes-samento pleural circunscrito), obliteração do seio costofrênico eespessamento pleural difuso.Placas Pleurais (espessamento pleural circunscrito)As placas pleurais geralmente refletem espessamento pleural dapleura parietal. As placas pleurais podem ser observadas no diafragma,na parede do tórax (vista de perfil ou de frente) e em outros locais. Àsvezes só são reconhecidas por sua calcificação. As placas pleurais sãoregistradas como ausentes ou presentes. Se estiverem presentes na parededo tórax, registrem-se se observadas de perfil ou de frente eseparadamente para os lados direito e esquerdo. Para que uma placaInstruções específicas para utilização da Classificação Completa
  • 24observada de perfil seja registrada como presente, há necessidade de umalargura mínima de 3 mm.7,8Localização, calcificação e extensão das placas pleurais sãoregistradas separadamente para o lado direito e para o lado esquerdo dotórax. As diretrizes escritas que descrevem essas características têmprecedência sobre os exemplos oferecidos pelas radiografias-padrão.LocalizaçãoAs localizações das placas pleurais incluem parede do tórax,diafragma e outros locais. Esses incluem a pleura mediastinal naslocalizações paravertebral ou pericárdica. É registrada a presença ou nãode placas pleurais em todos os locais e, separadamente, para os ladosdireito e esquerdo.CalcificaçãoAs imagens radiográficas das placas pleurais podem incluir áreasreconhecíveis de calcificação. Registra-se a presença ou não de calcificaçãoe, separadamente, para os lados direito e esquerdo. Quando for observadauma calcificação isolada, registra-se também uma placa como presentenesse local.ExtensãoA extensão não é registrada para placas no diafragma ou em outroslocais. Registra-se somente para placas situadas ao longo da parede torácicae de forma combinada para as variedades em perfil e frontal. A extensão édefinida em termos do comprimento total de envolvimento em relação à7A medição da largura é feita a partir do limite costal mais interno da placa até o limite da interfacepleuropulmonar.8Caso seja necessária medição mais detalhada da largura para um estudo especial, três categorias de-vem ser utilizadas:a- de 3 mm até cerca de 5 mmb- de 5 mm até cerca de 10 mmc- acima de 10 mmDiretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 25projeção da parede torácica lateral (do ápice até o seio costofrênico) naradiografia torácica póstero-anterior:1 = comprimento total equivalente a até ¼ da projeção da paredetorácica lateral;2 = comprimento total que vai de mais de ¼ a até ½ da projeçãoda parede torácica lateral;3 = comprimento total superior à metade da projeção da paredetorácica lateral.Obliteração do seio costofrênicoA obliteração do seio costofrênico é registrada como presente ouausente, separadamente para os lados direito e esquerdo. O limite inferiorpara registro da obliteração do seio costofrênico é definido pelaradiografia-padrão de subcategoria 1/1 t/t. Se o espessamento pleuralestender-se do seio costofrênico obliterado para a parede torácica lateral,deverá ser classificado como espessamento pleural difuso. A obliteraçãodo seio costofrênico pode ocorrer sem espessamento pleural difuso.Espessamento pleural difusoO espessamento pleural difuso tem sido, historicamente, denominadocomo espessamento da pleura visceral. Nem sempre é possível distinguirradiologicamente espessamento pleural parietal do visceral numaradiografia póstero-anterior.Para fins da Classificação da OIT (2000), o espessamento pleuraldifuso, que se estende pela parede torácica lateral, só é registrado napresença de um seio costrofrênico obliterado e em continuidade com ele. Oespessamento pleural difuso é registrado como ausente ou presente aolongo da parede torácica. Se estiver presente, será registrado comoobservado em perfil ou de frente, separadamente, para as paredes direita eesquerda. Sua extensão é registrada do mesmo modo que de placas pleurais.É necessária uma largura mínima de 3 mm para que um espessamentoInstruções específicas para utilização da Classificação Completa
  • 26pleural difuso observado de perfil seja registrado como presente. Caso sejanecessário medir detalhadamente sua largura para um estudo especial, vernota 8 de rodapé.A calcificação e a extensão do espessamento pleural difuso sãoregistradas separadamente para as paredes direita e esquerda (ver diretrizespara placas pleurais). Com certa freqüência, a pleura é visualizada no ápicedo pulmão e não deve ser registrada como parte do espessamento pleuraldifuso da parede torácica.3.4 SímbolosSão abaixo listados os símbolos utilizados para registrarcaracterísticas relevantes. Sua utilização é importante pelo fato dedescreverem características adicionais relacionadas com exposição a poeirae com outras etiologias. O emprego desses símbolos é obrigatório9.Alguns dos símbolos implicam interpretações, em vez de apenasdescrições, do que é visto na radiografia. Uma radiografia torácica póstero-anterior, por si só, pode não ser suficiente para justificar uma interpretaçãodefinitiva; por conseguinte, cada uma das definições a seguir pressupõeuma palavra ou frase introdutória de qualificação como “alteraçõesindicativas de” ou “opacidades sugestivas de” ou “suspeita”.Os símbolos são:aa aorta ateroscleróticaat espessamento pleural apical significativo (ver Apêndice D)ax coalescência de pequenas opacidades109A inclusão dessa informação, em análises estatísticas dos resultados, pode ajudar a explicar variações,de outro modo inexplicáveis, entre leitores ao classificarem as mesmas radiografias.10O símbolo ax representa coalescência de pequenas opacidades com as margens das pequenas opaci-dades permanecendo visíveis, ao passo que a grande opacidade demonstra uma opacidade homogênea.O símbolo ax (coalescência de pequenas opacidades) pode ser registrado tanto na presença como naausência de grandes opacidades.Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 27bu bolha/sca câncer (malignidades torácicas que excluem mesotelioma)cg nódulos não pneumoconióticos calcificados (por ex.,granuloma)cn calcificação em pequenas opacidades pneumoconióticasco anormalidade de forma e/ou tamanho do coraçãocp cor pulmonalecv cavidadedi distorção significativa de estrutura intratorácicaef derrame pleuralem enfisemaes calcificação semelhante a casca de ovo de linfonodos hilares e/ou mediastinaisfr costela(s) fraturada (s) - recente (s) ou consolidada (s)hi aumento de linfonodos hilares ou mediastinais nãocalcificadosho faveolamentoid contorno diafragmático mal definido11ih contorno cardíaco mal definido12kl linhas septais (Kerley)me mesoteliomapa atelectasia laminar11O símbolo id (contorno mal definido do diafragma) só deve ser registrado se mais de 1/3 de um he-midiafragma estiver afetado.12O símbolo ih (contorno cardíaco mal definidos) só deve ser registrado se o comprimento do contornocardíaco afetado, seja do lado direito ou do esquerdo, mostrar-se superior a 1/3 do comprimento docontorno cardíaco esquerdo.Instruções específicas para utilização da Classificação Completa
  • 28pb banda(s) parenquimatosa(s)13pi espessamento pleural de cisura interlobar14px pneumotóraxra atelectasia redondarp pneumoconiose reumatóide15tb tuberculose16od outra(s) doença(s) ou anormalidade(s) significante(s)173.5 ComentáriosSe a qualidade técnica da radiografia não for registrada como 1(boa), deverá ser feito um Comentário sobre a(s) causa(s), antes de seprosseguir a classificação.Há também necessidade de se fazerem comentários se for registradoo símbolo od (outra doença) e para identificar qualquer achado de leitura deuma radiografia do tórax considerado pelo leitor como provável oucertamente não relacionado com poeira.Os comentários devem também ser registrados para dar outrasinformações relevantes.1713Bandas fibróticas parenquimatosas em continuidade com a pleura.14Ilustrada na radiografia-padrão 3/3 s/s.15Ilustrada na radiografia-padrão 1/1 p/p.16O símbolo tb deve ser empregado tanto para suspeita de tuberculose inativa como para ativa. O sím-bolo tb não pode ser utilizado para granuloma calcificado de tuberculose ou em outros processos granu-lomatosos, por exemplo, histoplasmose. Esses achados devem ser registradas como cg.17Se for utilizado o símbolo od, deve ser feito um Comentário explanatório.Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 29Instruções Específicas para Utilizaçãoda Classificação AbreviadaA Classificação Abreviada, abaixo descrita, é uma versãosimplificada da Classificação Completa e inclui seus principaiscomponentes.Qualidade TécnicaO registro da qualidade técnica da radiografia é o mesmo que oempregado na Classificação Completa (ver seção 3.1).Pequenas opacidadesProfusão é determinada pela comparação com as radiografias-padrãoe registrada como uma das seguintes categorias: 0, 1, 2 ou 3 (ver seção 3.2).Forma e tamanho são determinados pela comparação com asradiografias-padrão. Forma e tamanho predominantes são registrados utili-zando-se apenas uma das seguintes letras: p, q, r, s, t, ou u (ver seção 3.2).Grandes opacidadesAs grandes opacidades são registradas como tamanho A, B ou C, damesma maneira que na Classificação Completa (ver seção 3.2).Anormalidades pleuraisTodos os tipos de espessamento pleural são registrados pelas letras PT.Todos os tipos de calcificações pleurais são registrados pelas letras PC.4
  • 30SímbolosOs símbolos são registrados como na Classificação Completa (verseção 3.4).ComentáriosOs comentários são registrados como na Classificação Completa (verseção 3.5).Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 31Utilização da Classificação da OITA utilização eficaz da Classificação da OIT requer boas condições devisualização da radiografia e de registro dos dados. As recomendaçõesabaixo são particularmente importantes para estudos epidemiológicos.VisualizaçãoOs negatoscópios, para exame tanto das radiografias a seremclassificadas como das radiografias-padrão, devem ficar bastante próximosdo leitor para que ele possa observar as opacidades com 1mm de diâmetro,isto é, a uma distância aproximada de 250 mm. É também essencial visualizara radiografia inteira. O observador deve estar confortavelmente sentado.São necessários, no mínimo, dois corpos de negatoscópio, quefacilitem a comparação da radiografia do paciente com as radiografias-padrão. Recomenda-se, porém, que sejam utilizados três corpos, detal forma que a radiografia do indivíduo seja colocada entre asradiografias-padrão apropriadas para avaliação da profusão. É importantefacilitar a seleção e o posicionamento das radiografias-padrão para fins decomparação, que é obrigatório.Os negatoscópios devem ser mantidos limpos e a intensidade dailuminação deve ser uniforme sobre toda a superfície A iluminação geral dasala deve ser fraca, sem luz direta do sol. O local deve ser tranqüilo,confortável e livre de distrações.Protocolos de leitura epidemiológicaAo classificar radiografias para fins epidemiológicos, é essencial queo leitor não considere nenhuma outra informação sobre os indivíduos queestão sendo estudados. O conhecimento de detalhes suplementares5
  • 32específicos do indivíduo pode introduzir viéses nos resultados. Se oobjetivo epidemiológico é proceder a comparações entre dois ou maisgrupos, as radiografias dos grupos devem ser misturadas e apresentadasaleatoriamente ao leitor. O não cumprimento desses princípios podeinvalidar as conclusões do estudo.RegistroO registro dos resultados deve ser padronizado e sistemático. Éimportante tomar todas as providências para que se registre expli-citamente a presença ou ausência de todas as características a seravaliadas num determinado estudo. É conveniente a ajuda de umassistente para registro dos resultados quando da classificação de muitasradiografias. O assistente pode ser solicitado a chamar a atenção do leitorpara a falta de registro da presença ou ausência de quaisquercaracterísticas a ser analisadas no estudo.Ritmo de leituraO número de radiografias a serem classificadas por unidade de tempopode variar muito. Entre os fatores que influenciam o ritmo de leitura seincluem, particularmente, a qualidade técnica das radiografias, aprevalência de anormalidades, a experiência do leitor, o objetivo da leiturae a duração da sessão de leitura.Número de leitoresÉ sabido que há considerável variação nas leituras repetidas dealgumas radiografias, não somente de um leitor para outro (variaçãointerobservador), mas também entre as leituras efetuadas pelo mesmo leitor(variação intra-observador). Recomenda-se que, em estudosepidemiológicos, sejam feitas pelo menos duas leituras independentes,preferencialmente mais de duas, de todas as radiografias.Quando se lêem muitas radiografias, deve-se avaliar a variação intra-observador, isto é, a variação em leituras feitas pelo mesmo leitor.Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 33ApêndicesOs apêndices foram preparados por especialistas para auxiliar a com-preensão dos princípios e o desenvolvimento da Classificação Internacionalda OIT. Não são parte integrante do texto da Classificação Internacional daOIT de Radiografias de Pneumoconioses (2000). A OIT deseja expressarsua gratidão a Dr. Kurt G. Hering, Dr. Yutaka Hosoda, Dr. Michael Jacob-sen, Dr. Yukinori Kusaka, Sr. Otha W. Linton, Dr. John E. Parker, Dr. An-thony V. Proto, Dr. Hisao Shida, Dr. Gregory R. Wagner, Dr. Jerome F.Wiot e Dr. Anders Zitting pela preparação dos apêndices.6
  • 34Apêndice A – Nota sobre a qualidadetécnica de radiografias torácicasde trabalhadores expostos a poeiraHá muito se reconhece que a técnica e o equipamento empregadospara obter a imagem radiográfica do tórax de trabalhadores expostos apoeira afetam o aspecto de lesões pneumoconióticas e isso pode influir naclassificação da radiografia para pneumoconiose. Tanto a interpretaçãoclínica de radiografias de tórax como o emprego da Classificação da OITpara fins de controle, vigilância e pesquisa epidemiológica exigemradiografias de boa qualidade. Conseqüentemente, os leitores poderãoencontrar dificuldade de utilizar a Classificação da OIT se a qualidade dasradiografias estiver abaixo do ideal. Em alguns casos, pode ser impossívelclassificar a radiografia. Na Seção 3.1 destas Diretrizes foi adotada, paraessa eventualidade, a definição de um nível técnico de qualidade 4(“inaceitável para fins de classificação”).As falhas comuns causando má qualidade técnica incluemsubexposição (freqüentemente associada à tendência de se ler maisprofusão do que seria reconhecido em radiografia de boa qualidade) esuperexposição (associada à tendência oposta). Leitores experientes podemàs vezes ajustar sua avaliação dessas radiografias para compensar, até certoponto, essas falhas percebidas. Não obstante, médicos e técnicos devemesforçar-se para obter radiografias de qualidade.A técnica radiográfica ótima para avaliação de pneumoconiose deverevelar detalhadamente o parênquima pulmonar, seios costofrênicos emostrar os principais vasos pulmonares através da sombra cardíaca.Convém, todavia, observar que o contraste necessário para avaliar oparênquima pulmonar pode estar abaixo do padrão de qualidade para aavaliação de estruturas mediastinais.
  • 35Os métodos para a obtenção de imagens do tórax, em avaliações paradoenças relacionadas a poeira, continuam a evoluir à medida queincorporam novas tecnologias. Tendo em vista essas mudanças, não seriapertinente, no momento, qualquer tentativa de emitir detalhada opiniãotécnica sobre equipamento e técnica radiográfica. Informações autorizadassobre esse tópico poderão ser encontradas em várias publicaçõesespecializadas. No final deste Apêndice se oferece uma bibliografiaselecionada.Estas Diretrizes requerem que uma decisão quanto à qualidadetécnica, se boa ou pelo menos aceitável, se baseie, em última instância, nomédico que classifica a radiografia. Portanto, o princípio geral básico deveser o estabelecimento e a manutenção de bom entendimento entre o médicoe o técnico, com vista à obtenção de imagens de alta qualidade quepropiciem visão adequada da pleura e do parênquima pulmonar. O técnicodeve ser bem-treinado e supervisionado e deve trabalhar num clima quefavoreça o diálogo com o médico/leitor. O médico deverá dar um feedbackao técnico para assegurar melhoria de todas as imagens subótimas e deveestar preparado para opinar sobre o controle de qualidade na produção deradiografias de tórax de trabalhadores expostos a poeiras. Médicos etécnicos devem ter conhecimento dos regulamentos locais.Nota sobre a qualidade técnica de radiografias torácicas de trabalhadores expostos a poeira
  • 36Bibliografia selecionadaAmerican College of Radiology. ACR Standard for the Performance of Pe-diatric and Adult Chest Radiograph, Reston, Va., American College ofRadiology, 1997.Commission of the European Community. European Guidelines on QualityCriteria for Diagnostic Radiographic Images, editado por J.H. E. Car-michael et al. Report OPEUR 16260, Luxembourg, 1996.Guibelalde, E., et al. “Image quality and patient dose for different screen-film combinations”, in British Journal of Radiology, Vol 67, No.794,Feb. 1994, pp,166-173.Holm, T.; Palmer, P.E.S.; Lehtinen, E. Manual of radiographic technique:WHO Basic Radiological System, Genebra. World Health Organiza-tion, 1986.International Labour Office, “Appendix A. Equipment and technology:Guidance notes,” preparado por H. Bohlig et al., in Guidelines for theUse of ILO International Classification of Radiographs of Pneumoco-nioses. Genebra, edição revista 1980, pp. 21-25.Ravin, C.E.; Chotas, H.G. “Chest radiography”, in Radiology, Vol. 204,No. 3 (set), 1997, pp.593-600.
  • 37Apêndice B – Folhas de LeituraAs folhas de leitura apresentadas nas páginas a seguir sãoexemplos que podem ser utilizados com a Classificação Internacional daOIT de Radiografias de Pneumoconioses (2000). Em algumas situações,clínicas ou epidemiológicas, pode-se optar por outras folhas para usosespecíficos. As folhas aqui ilustradas oferecem subsídios para registro detodas as características descritas na Classificação Completa e naClassificação Abreviada, mas não são parte integrante da ClassificaçãoInternacional da OIT.
  • 38Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 39Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 40Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 41Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 42Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 43Apêndice C – Descrição de radiografias-padrãoConjunto Completo (22 radiografias)A Classificação Internacional da OIT de Radiografias dePneumoconiose (2000) vem acompanhada de 22 radiografias-padrão. Duasdelas ilustram a categoria de profusão 0/0 de pequenas opacidades. Quinzedefinem as categorias de profusão de pequenas opacidades (1/1, 2/2 e 3/3) ealgumas das formas e tamanhos dessas opacidades (p, q, r, s e t). Asgrandes opacidades (categorias A, B e C) são mostradas em trêsradiografias adicionais. Essas 20 radiografias são descritas na tabela aseguir empregando as convenções definidas no texto anterior e incluindoComentários. A localização das pequenas opacidades é assinalada nosquadrículos simbolizando as zonas pulmonares, como apresentado a seguir:D ESuperiorMédiaInferiorAs duas radiografias-padrão restantes são reproduções compostas desecções de radiografias. Uma reproduz a crescente profusão de pequenasopacidades irregulares de tamanho u. A outra ilustra várias anormalidadespleurais.As radiografias que definem categorias de difusão de pequenasopacidades são cópias dos mesmos modelos publicados em 1980,preservando, dessa maneira, a continuidade e a consistência daClassificação. De acordo com a nota 3 de rodapé, na página 3, asradiografias-padrão foram escolhidas para demonstrar as característicasradiográficas da pneumoconiose e não a qualidade técnica.
  • 44As descrições das radiografias na tabela a seguir representam oconsenso de interpretações de um grupo de especialistas que reavaliaram ospadrões em 2000. Essas descrições diferem em alguns aspectos das queforam publicadas na edição anterior (1980) da Classificação. Asconsiderações quanto à qualidade técnica das radiografias refletem afamiliaridade com as atuais técnicas ideais e, assim, podem parecer maiscríticas, com apenas seis classificadas como 1 (boas). As descrições dasanormalidades pleurais seguem as convenções modificadas que sãodefinidas nestas Diretrizes (seção 3.3). Os comentários na coluna da direitada tabela incluem observações adicionais de revisores.O Conjunto de Quadrantes (14 radiografias)A OIT oferece também um conjunto de 14 radiografias-padrãototalmente compatíveis com o Conjunto Completo acima mencionado.1Oconjunto de quadrantes pode ser preferido por alguns usuários daClassificação. Inclui nove das radiografias-padrão Conjunto Completo maiscomumente empregadas (exemplos da categoria 0/0, seis mostrando ascategorias de pequenas opacidades 1/1 2/2 e 3/3 para q/q e t/t e aradiografia composta que ilustra as anormalidades pleurais). As cincoradiografias restantes do Conjunto de Quadrantes são reproduçõescompostas de quadrantes de outras radiografias pertencentes ao ConjuntoCompleto. Quatro delas mostram diferentes categorias de profusão parapequenas opacidades classificáveis como p/p, r/r, s/s e u/u,respectivamente, e uma mostra grandes opacidades (categorias A, B, e C).Trabalhos científicos que mencionarem estas Diretrizes e asradiografias-padrão que as acompanham deverão a elas se referirexplicitamente como Classificação Internacional da OIT de Radiografias dePneumoconiose (2000), para evitar confusão com as edições anteriores daClassificação e com cópias de radiografias-padrão. A experiência1Ver nota 1 de rodapé no PrefácioDiretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 45internacional, que demonstrou a compatibilidade geral do Conjunto deQuadrantes com o Conjunto Completo, mostrou que, ao se utilizar oConjunto de Quadrantes, alguns leitores identificaram menosfreqüentemente grandes opacidades do que quando utilizaram o ConjuntoCompleto. O emprego do Conjunto de Quadrantes foi também ligado aoaumento na freqüência com que alguns leitores descreveram as formas daspequenas opacidades que consideraram predominantemente irregulares emvez de regulares. Recomenda-se, portanto, que os autores de trabalhos depesquisa indiquem que conjunto de radiografias-padrão (o ConjuntoCompleto ou o Conjunto de Quadrantes) foi utilizado em seus estudos.Apêndice C – Descrição de radiografias-padrão
  • 46Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 47Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
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  • 49Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 50Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 51Radiografia-padrão composta, da OIT (2000), mostrando exemplos deanormalidades pleuraisApêndice C – Descrição de radiografias-padrãoSecção esquerda superiorPlacas calcificadas no diafragmaSecção direita superiorPlacas calcificadas frontais e emperfilSecção esquerda inferiorEspessamento pleural difuso emperfil com a necessária oblitera-ção do seio costofrênico;também espessamento pleuralfrontal difusoSecção frontal direita superiorPlacas frontais calcificadas e nãocalcificadas
  • 52Apêndice D – DiagramasOs diagramas apresentados nas páginas a seguir visam ilustrar as de-finições radiográficas incluídas na Classificação Completa. Essas caracte-rísticas são definidas no texto destas Diretrizes e também pelos exemplosnas radiografias-padrão. O objetivo dos diagramas é servir como lembretesilustrativos e não o de substituir as radiografias-padrão ou o texto escrito.Os diagramas que representam símbolos não ilustram todas as mani-festações das condições definidas por esses símbolos, por exemplo ca(carcinoma), cg (granuloma calcificado), od (outra doença). Os dois dese-nhos das evidências classificáveis como od neste Apêndice representamaspergiloma e pneumonia lobar, bócio e hérnia de hiato.
  • 53Apêndice D – Diagramas* ZSD - Zona superior direitaZSD*ZSD*até ZSD*
  • 54Diretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de PneumoconiosesSeios costofrênicosOutros locaisAnormalidades Pleurais –(espessamento pleural localizado e difuso)
  • 55Apêndice D – Diagramas
  • 56Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 57Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 58Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 59Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 60Tabelas horizontaisNÃO IMPRIMIR
  • 61Apêndice F – Participantes de reuniõesconvocadas pela OIT que levaramà edição revista (2000) da ClassificaçãoReunião de Grupo de Discussão na sede da OIT,em Genebra, 6-7 de novembro de 1989ParticipantesProfessor P. Bartsch, Instituto E. Malvoz, Liège, BélgicaDr. Heinz Bohlig, Dormagen-Zons, AlemanhaDr. Kurt G.Hering, Knappschaftskrankenhaus, Dortmund, AlemanhaDr. Yutaka Hosoda, Fundação para Pesquisa sobre Efeitos daRadiação, JapãoDr. Matti Huuskonen, Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional,Helsinque, FinlândiaDr. Michael Jacobsen, Instituto de Medicina Ocupacional,Edimburgo, Reino UnidoMr.Otha Linton, Grupo de Trabalho sobre Pneumoconiosedo Colégio Americano de Radiologia, Reston,Virgínia,Estados UnidosProfessor Shixuan Lu, Instituto de Saúde Ocupacional, Pequim, ChinaProfessor Charles E. Rossiter, Harrow, Reino UnidoDr. Gregory R. Wagner, Instituto Nacional de Segurança e Saúde noTrabalho (NIOSH), Morgantown, West Virgina, Estados UnidosProfessor Jerome F. Wiot, Faculdade de Medicina da Universidadede Cincinnati, Ohio, Cincinnati, Estados UnidosSecretaria da OITDr. Kazutaka KogiDr. Georges H. CoppéeDr. Alois DavidDr. Michael Lesage
  • 62Reunião de Grupo de Discussão em Kioto, Japão, 15-16de outubro de 1997ParticipantesDr. Kurt G. Hering, Knappschaftskrankenhaus, Dortmund, AlemanhaDr. Yutaka Hosoda, Fundação para Pequisa sobre Efeitos daRadiação, JapãoDr. Michael Jacobsen, Instituto de Medicina Ocupacional e Social,Universidade de Colônia, AlemanhaProfessor Yukinori Kusaka, Universidade de Medicina de Fukui, JapãoMr.Otha Linton, Potomac, Massachusetts, Estados UnidosDr. John E. Parker, Instituto Nacional de Segurança e Saúde noTrabalho, (NIOSH), Morgantown, West Virginia, Estados UnidosDr. Anthony V. Proto, Comissão sobre Pneumoconiose, ColégioAmericano de Radiologia, Reston,Virgínia, Estados UnidosProfessor Hisao Shida. Hospital Rosai para Silicose, Tochigi, JapãoDr. Gregory R Wagner, Instituto Nacional de Segurança e Saúde noTrabalho, (NIOSH), Morgantown, West Virgina, Estados UnidosProfessor Jerome F. Wiot, Faculdade de Medicina da Universidadede Cincinnati, Ohio, Estados UnidosDr. Anders J. Zitting, Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional,Helsinque, FinlândiaSecretaria da OITDr. Georges H. CoppéeDr. Igor FedotovReunião de Grupo de Discussão no Colégio Americanode Radiologia, Reston, Virgínia, Estados Unidos, 20-21de março de 1998ParticipantesDr. Kurt G. Hering, Knappschaftskrankenhaus, Dortmund, AlemanhaDr. Yutaka Hosoda, Fundação de Pesquisa sobre Efeitos daRadiação, JapãoDiretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 63Dr. Michael Jacobsen, Instituto para Medicina Ocupacional e Social,Universidade de Colônia, AlemanhaProfessor Yukinori Kusaka, Universidade de Medicina Fukui, JapãoMr.Otha Linton, Potomac, Massachusetts, Estados UnidosDr. John E. Parker, Instituto Nacional de Segurança e Saúde noTrabalho (NIOSH), Morgantown, West Virginia, Estados UnidosDr. Anthony V. Proto, Comissão sobre Pneumoconiose, ColégioAmericano de Radiologia, Reston, Virgínia, Estados UnidosProfessor Hisao Shida, Hospital Rosai para Silicose, Tochigi, JapãoDr. Gregory R. Wagner, Instituto Nacional de Seguraçna e Saúde noTrabalho (NIOSH), Morgantown, West Virginia, Estados UnidosProfessor Jerome R. Wiot, Faculdade de Medicina da Universidadede Cincinnati, Ohio, Estados UnidosDr. Anders J. Zitting, Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional,Helsinque, FinlândiaSecretaria da OITDr. Igor FedotovReunião de Discussão de Grupo nos Escritórios daOIT em Washington, DC, Estados Unidos, 26 deoutubro de 2000ParticipantesDr. Kurt G. Hering, Knappschaftskrankenhaus, Dortmund, AlemanhaDr. Yutaka Hosoda, Fundação de Pesquisa sobre Efeitos daRadiação, JapãoProfessor Michael Jacobsen, Instituto de Medicina Ocupacional eSocial, Universidade de Colônia, AlemanhaProfessor Yukinori Kusaka, Universidade de Medicina Fukui, JapãoMr Otha Linton, Potomac, Maryland, Estados UnidosProfessor John E. Parker, Pneumologia e Assistência Intensiva,Universidade de West Virginia, Morgantown, West Virginia,Estados UnidosDr. Anthony V. Proto, Comissão sobre Pneumoconiose, ColégioAmericano de Radiologia, Reston, Virgínia, Estados UnidosApêndice F – Participantes de reuniões convocadas pela OIT que levaram à edição revista (2000) da Classificação
  • 64Professor Hisao Shida, Hospital Rosai para Silicose, JapãoDr. Gregory R. Wagner, Instituto Nacional de Segurança e Saúde noTrabalho (NIOSH), Morgantown, West Virginia, Estados UnidosDr. Anders J. Zitting, Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional,Helsinque, FinlândiaSecretaria da OITDr. Benjamin O. AlliLeitores de radiografias que participaram da Avaliaçãointernacional de leitura do novo padrão deRadiografias Compostas (estudo “QUAD”), 1992-95CanadáDr. Raymond Bégin, Faculdade de Medicina, Universidade deSherbrooke, QuebecDr. Marc Desmeulles Hospital Laval Centro de Pneumologia, Ste-Foy,QuebecDr. W. Keith C. Morgan, Unidade de Doenças de Tórax,Universidade de Ontário Ocidental, Londres, OntárioDr. David C.F. Muir, Centro de Ciências da Saúde, UniversidadeMcMaster, Hamilton, OntarioChinaDr. Guowei Li, Zhaoyang, Hospital da Cruz Vermelha, PequimDr. Shunging Liu, Hospital Popular de Chendu, ChenduDr. Yulin Liu, Instituto de Saúde no Trabalho, Anshan LiaoningProfessor Cuijuan Zhang, Instituto Nacional de MedicinaOcupacional, PequimRepública Tcheca(1)Professor Alois David, Escola de Medicina de Pós-Graduação, PragaDr. Jiří Slepička, Hospital Universitário, OstravaDr. František Staník, Departmento de Doenças Ocupacionais –Hospital de Mineradores, KarvináDiretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 65FinlândiaDr. Marja-Liisa Kokko, Hospital Municipal de Tampere, TampereDr. Ossi Korhola, Hospital Central da Universidade de Helsinque,HelsinqueDr. Kristina M. Virkola, Hospital Infantil da Universidade deHelsinque, HelsinqueDr. Anders J. Zitting, Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional,HelsinqueFrançaProfessor Jacques Ameille, Universidade de Paris V, Faculdade deMedicina, Paris Oeste, GarchesProfessor Patrick Brochard, Universidade de Bordéus II, BordéusProfessor Dominique Choudat, Universidade de Paris V, Faculdadede Medicina, Cochin, ParisProfessor Marc Letourneux, Universidade de CaenAlemanhaDr. Kurt G. Hering, Knappschaftskrankenhaus, DortmundDr. Peter Rathjen, Knappschaftskrankenhaus, DortmundDr. Klaus Siegmund, Institut für Arbeitsmedizin der Heinrich-Heine-Universität, DüsseldorfDr. Volkmar Wiebe, Berufgenossenschaftliche Krankenanstalten,Universitätsklinik, BochumJapãoDr. Keizo Chiyotani , Hospital Rosai para Silicose, TochigiProfessor Yukinori Kusaka, Universidade de Medicina de Fukui, FukuiDr. Hiroshi Morikubo, Hospital Rosai para Silicose, TochigiProfessor Hisao Shida, Hospital Rosai para Silicose, TochigiPolôniaProfessora Aleksandra Kujawska, Instituto de Medicina Ocupacionale de Saúde Ambiental, SosnowiecProfessor Kazimierz Marek, Instituto de Medicina Ocupacional e deSaúde Ambiental, SosnowiecApêndice F – Participantes de reuniões convocadas pela OIT que levaram à edição revista (2000) da Classificação
  • 66Dr. Aleksander Stachura, Instituto de Medicina Ocupacional e deSaúde Ambiental, SosnowiecDr. Andrzej Stasiow, Hospital e Clínica Externa para DoençasOcupacionais de Mineradores, Katowice-OchojecEslováquia1Professor Ladislav Benický, Faculdade de Medicina, KošiceReino UnidoDr. Douglas Scarisbrick, Serviço Radiológico da CompanhiaBritânica de Carvão, Mansfield Woodhouse, NottinghamshireProfessor Anthony Seaton, Departmento de Medicina Ambiental eOcupacional, Aberdeen University, AberdeenDr. Colin A. Soutar, Instituto de Medicina Ocupacional, EdimburgoDr. Paul Willdig, Serviço de Radiologia da Companhia Britânica deCarvão, Mansfield Woodhouse, NottinghamshireEstados UnidosProfessor N. LeRoy Lapp, Medicina Pulmonar e AssistênciaIntensiva, West Virginia University, Morgantown, West VirginiaDr. Steven Short, Manhattan, KansasDr. Mei-Lin Wang, Morgantown, West VirginiaDr. Susan Weber, Medicina Pulmonar e Assistência Intensiva, WestVirginia University, Morgantown, West Virginia1A partir de 1o.de janeiro de 1993. Antes dessa data, TchecoslováquiaDiretrizes para Utilização da Classificação da OIT de Radiografias de Pneumoconioses
  • 67
  • 68Sobre o LivroComposto em Times New Roman 14/11Notas de rodapé - Times New Roman 8Tabelas: Arial 9 e 7formato: 16 x 23 cmimpresso em papel cartão supremo 240g/m(capa) e offset 90g/m (miolo)Impressão: Gráfica da FundacentroTiragem: 3.000 exemplares1 edição, 200522ªEquipe de realizaçãoSupervisão Editorial:Elisabeth RossiTradução:Clarice Joelsas HaberkornRevisão técnica:Eduardo AlgrantiProjeto gráfico/editoração mioloe criação de capa:Glaucia Fernandes
  • 38FOLHA DE LEITURACLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL COMPLETA DA OIT DE RADIOGRAFIAS DE PNEUMOCONIOSES (2000)CÓDIGO DO LEITOR IDENTIFICAÇÃO DA RADIOGRAFIAQUALIDADE TÉCNICANível 1, 2, 3 ou 4 (Marque o quadrículo apropriado)Comentário sobre a qualidade técnica: (se não for o nível 1, é necessário o comentário aqui)1 2 3 4ANORMALIDADES DE PARÊNQUIMAPequenas OpacidadesProfusão (escala de 12 pontos)0/- 0/0 0/1 1/0 1/1 1/2 2/1 2/2 2/3 3/2 3/3 3/+(Consultar radiografias-padrão – marcar subcategoria de profusão.)Zonas afetadas(Marque TODAS as zonas afetadas)0/- 0/0 0/11/0 1/1 1/22/1 2/2 2/33/2 3/3 3/+SuperiorMédiaInferiorD EDATA DA LEITURA DATA DA RADIOGRAFIADiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses
  • 39ApêndiceB–FolhasdeLeituraForma e Tamanho:p, q, r, s, t ou u(Consultar radiografias-padrão. São necessárias duas letras);Grandes Opacidades Marque 0 para nenhuma ou A, B ou Cp sq tr uPrimariap sq tr uSecundaria0 A B CANORMALIDADES PLEURAIS(0=Nenhuma D = Direita E = Esquerda) Se “não” ir para * SÍMBOLOSsim nãoPLACAS PLEURAISLocal Calcificação Extensão (parede torácica; Largura (opcional)(marcar os quadrículos apropriados) (Marcar) combinada para perfil e frontal) (largura mínima necessária de 3 mm)até ¼ de parede torácica lateral = 1 3 a 5 mm = a¼ até ½ de parede torácica lateral = 2 5 a 10 mm = b> ½ parede torácica lateral = 3 > 10 mm = cParede torácicaem perfilFrontalDiafragmaOutro(s) local(is)0 D E 0 D1 2 30 E1 2 3EDa b c a b c0 D E0 D E0 D E0 D E0 D E0 D E0 D E
  • 40OBLITERAÇÃO DO SEIO COSTOFRÊNICO 0 D EESPESSAMENTO PLEURAL DIFUSOLocal Calcificação Extensão (parede torácica; Largura (opcional)(marcar os quadrículos apropriados) (Marcar) combinada para perfil e frontal) (largura mínima necessária de 3 mm)até ¼ de parede torácica lateral = 1 3 a 5 mm = a¼ até ½ de parede torácica lateral = 2 5 a 10 mm = b> ½ parede torácica lateral = 3 > 10 mm = cParede torácicaem perfilFrontal0 D E1 2 3 a b c a b c0 D E0 D E0 D E*SÍMBOLOSaa at ax bu ca cg cn co cp cv di ef em esfr hi ho id ih kl me pa pb pi px ra rp tb odsim não(Circule de acordo com o apropriado; se od forcirculado, deve ser feito comentário abaixo)COMENTÁRIOS sim nãoDiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses0 D1 2 30 E ED
  • 41FOLHA DE LEITURACLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL ABREVIADA DA OIT DE RADIOGRAFIAS DE PNEUMOCONIOSES (2000)CÓDIGO DO LEITOR IDENTIFICAÇÃO DA RADIOGRAFIAQUALIDADE TÉCNICANível 1, 2, 3 ou 4 (Marque o quadrículo apropriado)Comentário sobre a qualidade técnica: (se não for o nível 1, é necessário o comentário aqui)ANORMALIDADES DE PARÊNQUIMAPequenas OpacidadesProfusão (escala de 4 pontos)(Consultar radiografias-padrão – registrar categoria de profusão.)Forma e tamanho predominantes p, q, r, s, t ou u(Consultar radiografias-padrão) (marcar somente um quadrículo)Grandes Opacidades Marque 0 para nenhuma ou A, B ou CDATA DA LEITURA DATA DA RADIOGRAFIA0 A B C1 2 3 41 2 3 4p sq tr uApêndiceB–FolhasdeLeitura
  • 42ANORMALIDADES PLEURAIS(0=Nenhuma D = Direita E = Esquerda) Se “não” ir para * SÍMBOLOSEspessamento Pleural – PTCalcificação Pleural - PCsim não0 D E0 D E*SÍMBOLOSaa at ax bu ca cg cn co cp cv di ef em esfr hi ho id ih kl me pa pb pi px ra rp tb odsim não(Circule de acordo com o apropriado; se od forcirculado, deve ser feito comentário abaixo)COMENTÁRIOS sim nãoDiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses
  • 43INUTILIZARINUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 44INUTILIZARINUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 45INUTILIZARINUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 46Descrição de radiografias-padrãoRadiografiaspadrão(OIT, 2000)QualidadeTécnicaAnormalidades de Parênquima Anormalidades Pleurais Símbolos ComentáriosProfusão Forma eTamanhoZonas GrandesOpacidadesObliteração do seiocostofrênicoDiafragma CalcificaçãoPlacas(espessamentopleuralcircunscrito)Espessamentopleural difuso0/0 (exemplo 1) 2 0/0 - - Não Não Não Não Não Não Nenhum Qualidade: arcos costaissuperiores mal definidos.Padrão vascular bem-ilustrado.0/0 (exemplo 2) 2 0/0 - - Não Não Não Não Não Não Nenhum Qualidade: arcos costaissuperiores mal definidos.Padrão vascular bemilustrado, mas não tãoclaramente como noexemplo 11/1 p/p 2 1/1 p/p D E A Não Não Não Não NãocarpodQualidade: sobreposiçãoescapularrp na zona inferioresquerda od nos campossup e inf.esquerdo,avaliar2/2 p/p 1 2/2 p/p D E Não Não Não Não Não Não cgpi3/3 p/p 2 3/3 p/p D E Não Não Não Não Não NãocaQualid.:sobreposiçãoescapularca na zona superiordireitaParede torácica√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √DiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses
  • 47Descrição de radiografias-padrão√ √√ √Radiografiaspadrão(OIT, 2000)QualidadeTécnicaAnormalidades de Parênquima Anormalidades Pleurais Símbolos ComentáriosProfusão Forma eTamanhoZonas GrandesOpacidadesObliteração do seiocostofrênicoDiafragma CalcificaçãoPlacas(espessamentopleuralcircunscrito)Espessamentopleural difuso1/1 q/q 2 1/1 q/q D E Não Não Não Não Não Não Nenhum Qualidade: exposiçãoexcessiva;exclusão deseios costofrênicos2/2 q/q 1 2/2 q/q D E Não Não Não SimD ENão Não Nenhum Aparência do seiocostofrênico direito devidaa dobra muscular3/3 q/q 2 3/3 q/q D E Não Não Não Não Não NãopiQualidade: subexposição,exclusão de seiocostofrênico1/1 r/r 2 1/1 r/r D E Não Não Não SimD ENão Não Nenhum Qualidade: sobreposiçãoescapular, zonasinferiores mal definidas.Profusão de pequenasopacidades maisacentuadas no pulmãodireito2/2 r/r 2 2/2 r/r D E Não Não Não Não Não NãohiQualidade: contrastemuito acentuado.hi na área paratraqueal;avaliarParede torácica√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √√√ApêndiceC–Descriçãoderadiografias-padrão√ √√ √√ √√ √
  • 48Descrição de radiografias-padrãoRadiografiaspadrão(OIT, 2000)QualidadeTécnicaAnormalidades de Parênquima Anormalidades Pleurais Símbolos ComentáriosProfusão Forma eTamanhoZonas GrandesOpacidadesParede torácica Obliteração do seiocostofrênicoDiafragma CalcificaçãoPlacas(espessamentopleuralcircunscrito)Espessamentopleural difuso3/3 r/r 2 3/3 r/r D E Não Não Não Não Não NãoaxihQualidade: contrastemuito acentuado.ax no campo superiordireito1/1 s/t 2 1/1 s/t D E Não Não Não Não Não Não Nenhum Qualidade: áreas maldefinidas, exclusão dosseios costofrênicos2/2 s/s 2 2/2 s/s D E Não Não Não Não Não NãoempbQualidade: ligeirasubexposição; exclusãodos seios costofrênicos.em campos superiorespb em campo inferioresquerdo3/3 s/s 2 3/3 s/s D E Não Não Não Não Não NãohoihpiQualidade: ligeirasubexposição;sobreposição escapular.ho no seio costofrênicodireitoVer nota 14 de rodapé napág 28.√ √√ √√ √√√ √√ √√ √√ √√ √DiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses√ √√ √
  • 49Descrição de radiografias-padrãoRadiografiaspadrão(OIT, 2000)QualidadeTécnicaAnormalidades de Parênquima Anormalidades Pleurais Símbolos ComentáriosProfusão Forma eTamanhoZonas GrandesOpacidadesParede torácica Obliteração do seiocostofrênicoDiafragma CalcificaçãoPlacas(espessamentopleuralcircunscrito)Espessamentopleural difuso1/1 t/tObliteração doseio costofrênico2 1/1 t/t D E Não SimD EfrontalNão SimD ENão SimD ENenhum Qualidade: sobreposiçãoescapular no campo àdireita, mas semcomprometimento davisualização do pulmão eda pleura.Essa radiografia define olimite inferior daobliteração do seiocostofrênico. Placascalcificadas frontais naparede torácica inferior emédia à esquerda2/2 t/t 1 2/2 t/t D E Não Não Não Não Não Não Nenhum3/3 t/t 1 3/3 t/t D E Não Não Não Não Não Não ca cpho idih odca: acima do hiloesquerdoho: melhor visualizado nocampo inferior esquerdood: nódulo lateral ao hiloesquerdo0/01/1 u/u2/2 u/u3/3 u/u--------------------------------------------Essa radiografia compostailustra subcategoriascentrais de profusão depequenas opacidadesclassificáveis para forma etamanho como u/u√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √ApêndiceC–Descriçãoderadiografias-padrão√√ √√ √
  • 50Descrição de radiografias-padrãoRadiografiaspadrão(OIT, 2000)QualidadeTécnicaAnormalidades de Parênquima Anormalidades Pleurais Símbolos ComentáriosProfusão Forma eTamanhoZonas GrandesOpacidadesParede torácica Obliteração do seiocostofrênicoDiafragma CalcificaçãoPlacas(espessamentopleuralcircunscrito)Espessamentopleural difusoA 2 2/2 p/q D E A Não Não Não Não Não Nenhum Qualidade:contrasteacentuado; sobreposiçãoescapular no campo à Dprejudica a visualização.Se houver suspeita deque a opacidade docampo superior direitopossa ser câncer,acrescente o símbolo caB 1 1/2 q/p D E B Não Não Não Não Não axcaca: nódulo no campomédio lateral direitoC 1 2/1 q/t D E C Não Não Não Não Não ax buem esihbu no campo superiordireitoem melhor visualizado nocampo inferior esquerdo;es nas regiões da ázigose hilar. Pequenasopacidades difíceis declassificar na presença degrandes opacidades√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √√ √DiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses
  • 51INUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 52INUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 53INUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 54INUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 55INUTILIZAR“NÃO IMPRIMIR”
  • 56Apêndice E- Resumo dos detalhes da Classificação Internacional da OITde Radiografias de Pneumoconiose (2000)Características Códigos DefiniçõesQUALIDADE TÉCNICA1 Boa2 Aceitável, sem nenhum defeito técnico que possa comprometer a classificação.3 Aceitável, com alguns defeitos técnicos, mas ainda adequada para fins declassificação.4 Inaceitável para fins de classificação.Se a qualidade técnica não for nível 1, deve se fazer um comentário sobre odefeito técnico.ANORMALIDADES DE PARÊNQUIMAPequenas opacidadesProfusão A categoria de profusão é baseada na avaliação da concentração deopacidades em comparação com as radiografias-padrão.0/- 0/0 0/1 Categoria 0: pequenas opacidades ausentes ou opacidades menos profusasque a categoria 1.1/0 1/1 12 Categorias 12/1 2/2 2/3 2 e3/2 3/3 3/+ 3 representam crescente profusão de pequenas opacidades, conforme definidopelas radiografias- padrão correspondentes.Zonas SD SE Zonas nas quais se observam opacidades. O campo pulmonar direito (D) e oMD ME esquerdo (E) é dividido em três zonas: superior (S), média (M) e inferior (I)ID IE A categoria de profusão é determinada considerando-se a profusão como umtodo nas zonas afetadas do pulmão e comparando-a com as radiografias-padrão - ver nota 5 de rodapé na página 21 destas Diretrizes.Forma e tamanho- regulares p/p q/q rr As letras p, q e r denotam a presença de pequenas opacidades arredondadas,com três tamanhos definidos pelas características nas radiografias-padrão:
  • 57Características Códigos Definiçõesp = diâmetro de até cerca de 1,5 mm;q = diâmetro acima de 1,5 mm e de até cerca de 3 mm;r = diâmetro acima de 3 mm e de até cerca de 10 mm.- irregulares s/s t/t u/u As letras s, t e u descrevem a presença de pequenas opacidadesirregulares, com três tamanhos definidos pelas características dasradiografias-padrão:s = largura de até cerca de 1,5 mm;t = largura acima de 1,5 mm e de até cerca de 3 mm;u = largura acima de 3 mm e de até cerca de 10 mm.- mistas p/s p/t p/u p/q p/r Para formas mistas (ou tamanhos) de pequenas opacidades, formas eq/s q/t q/u q/p q/r tamanhos predominantes (primários) são registrados em primeiro lugar.r/s r/t r/u r/p r/q A presença de um número significativo de outra forma e tamanhos/p s/q s/r s/t s/u (secundários) é registrada após a barra oblíqua.t/p t/q t/r t/s t/uu/p u/q u/r u/s u/tGrandes opacidades 0 A B C Grande opacidade é definida como opacidade cuja dimensão mais longa(0 = nenhuma grande seja superior a 10 mm. As categorias de grandes opacidades sãoopacidade) definidas abaixo. Essas definições têm precedência sobre os exemplosde grandes opacidades ilustradas nas radiografias-padrão.Categoria A: uma opacidade cujo maior diâmetro situe-se entre 10 mm e50mm ou diversas opacidades com mais de 10 mm, cujasoma dos maiores diâmetros não ultrapasse 50 mm.Categoria B: uma ou várias opacidades maiores ou mais numerosas queas da categoria A cuja área combinada não exceda oequivalente à zona superior direita.Categoria C: uma ou várias opacidades cuja área combinada exceda oequivalente à área da zona superior direita.ANORMALIDADES PLEURAIS Reconhecem-se três tipos de anormalidades pleurais: placas pleurais(espessamento pleural circunscrito), obliteração do seio costofrênico eespessamento pleural difuso. Essas anormalidades são registradas comoApêndiceE-ResumodosdetalhesdaClassificaçãoInternacionaldaOITdeRadiografiasdePneumoconiose(2000)
  • 58Características Códigos Definiçõesausentes (0) ou presentes. Quando presentes, são registradasseparadamente para o lado direito (D) e esquerdo (E).Placas pleurais (espessamento As placas pleurais presentes na parede torácica são observadas “empleural circunscrito) perfil” ou “frontal.” Para que uma placa pleural observada em perfil sejaParede torácica registrada como presente é necessária largura mínima de 3mm. A presençaem perfil 0 D E de calcificação também é anotada separadamente para as placas- calcificação 0 D E observadas em perfil e frontal. Quando for observada calcificação,- largura (opcional) D (a, b, c) E (a, b, c) registra-se a placa como presente naquele local. Para registro opcional defrontal 0 D E largura de placa observada em perfil, ver nota 8 de rodapé na página 24.- calcificação 0 D Eextensão D (1, 2, 3) E(1, 2, 3) A extensão refere-se ao comprimento máximo do envolvimento pleuralcom relação à altura da parede torácica lateral para placas (em perfil efrontais combinadas):1 = comprimento total de até ¼ da projeção da parede lateral torácica;2 = comprimento total acima de ¼ e de até ½ da projeção da paredelateral torácica;3 = comprimento total acima de ½ da projeção da parede lateral torácica.Diafragma 0 D E- calcificação 0 D E Quando for observada calcificação, registra-se também uma placa nesselocal.Outros locais 0 D E Outros locais incluem a pleura mediastinal nas localizações paravertebrais- calcificação 0 D E ou no pericárdio.Quando for observada calcificação, registra-se uma placa nesse local.Obliteração do seio costofrênico 0 D E O limite inferior de obliteração do seio costofrênico é definido pelaradiografia mostrando profusão de categoria 1/1 t/t.Espessamento pleural difuso O espessamento pleural difuso, que se estende pela parede torácicaParede torácica lateral, só é registrado na presença de seio costofrênico obliterado.em perfil 0 D E Quando presente, o espessamento pleural difuso é registrado- calcificação 0 D E separadamente para os lados direito esquerdo, quando observados de- largura (opcional) D (a, b, c) E(a, b, c) perfil e de frente. A presença ou ausência de calcificação é anotada emfrontal 0 D E ambos os casos. Para registro opcional da largura do espessamento- calcificação 0 D E pleural difuso observada em perfil, ver nota 8 de rodapé na página 24.DiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses
  • 59Características Códigos Definiçõesextensão D (1, 2, 3) E (1, 2, 3) A extensão refere-se ao comprimento total de uma ou mais placas comrelação à altura da parede torácica lateral somando-se as observadas emperfil e frontal:1 = comprimento total de até ¼ da altura da parede torácica lateral2 = comprimento total acima de ¼ e até ½ da altura da parede torácicalateral e3 = comprimento total acima de ½ da altura da parede torácica lateral.SÍMBOLOS A definição de cada símbolo deve ser compreendida como sendoprecedida por palavra ou frase qualificadora como “alterações indicativasde”, “opacidades sugestivas de” ou “suspeitas de”.aa Aorta ateroscleróticaat Espessamento pleural apical significativoax Coalescência de pequenas opacidadesbu Bolhasca Câncer (malignidades torácicas que excluem o mesotelioma)cg Nódulos não-pneumoconióticos calcificados (por ex. granuloma)cn Calcificação em pequenas opacidades pneumoconióticasco Anormalidade na forma ou tamanho do coraçãocp Cor pulmonalecv Cavidadedi Distorção significativa de estrutura intratorácicaef Derrame pleuralem Enfisemaes Calcificação em forma de casca de ovo de linfonodos hilares ou mediastinaisfr Fratura (s) de costela (s) recente (s) ou consolidada (s)hi Aumento de linfonodos hilares e/ou mediastinais não calcificadosho Faveolamentoid Contorno diafragmático mal definidoih Contorno cardíaco mal definidokl Linhas septais (Kerley)me Mesoteliomapa Atelectasia laminarApêndiceE-ResumodosdetalhesdaClassificaçãoInternacionaldaOITdeRadiografiasdePneumoconiose(2000)
  • 60Características Códigos Definiçõespb Banda(s) parenquimatosa(s)pi Espessamento pleural de cisura interlobarpx Pneumotóraxra Atelectasia redondarp Pneumoconiose reumatóidetb Tuberculoseod Outras doençasCOMENTÁRIOS S (=sim) Além de comentários sobre a qualidade técnica da radiografia (ver acima),N (=não) comentários também se fazem necessários quando se registra o símbolood (outra doença) e também para identificar qualquer parte da leitura deuma radiografia torácica que, segundo interpretação do leitor, provável oucertamente não tem relação com poeira. Devem ser também registradoscomentários que dêem outras informações relevantes.DiretrizesparaUtilizaçãodaClassificaçãodaOITdeRadiografiasdePneumoconioses