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01  aspectos do ofidismo no brasil e plantas medicinais utilizadas como soroterapia 01 aspectos do ofidismo no brasil e plantas medicinais utilizadas como soroterapia Document Transcript

  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910ASPECTOS DO OFIDISMO NO BRASIL E PLANTAS MEDICINAIS UTILIZADAS COMOCOMPLEMENTO À SOROTERAPIA1Valéria Mourão de Moura2, Rosa Helena Veras Mourão3ResumoOs acidentes provocados por serpentes peçonhentas representam um sério problema de SaúdePública, principalmente em países tropicais, devido à frequência com que ocorrem e pela morbi-mortalidadeque ocasionam. Esses envenenamentos se caracterizam por lesões locais, necroses dos tecidos, dor, edemaevidente que ultrapassa o local da picada, alterações hemorrágicas locais e sistêmicas. São frequentementetratados por administração parenteral de soro antiofídico. Entretanto, a neutralização dos danos aos tecidosgeralmente não ocorre. Para complementar a soroterapia em acidentes ofídicos, muitas plantas da medicinapopular estão sendo estudadas por sua grande quantidade de compostos químicos e atividadesfarmacológicas. Esta revisão apresenta os aspectos de ofidismo no Brasil, características das serpentes epeçonhas botrópicas, soroterapia e plantas medicinais utilizadas como antiofídicas.Palavras-chave: Ofidismo, medicina popular, soroterapia, peçonhas botrópicas.AbstractAccidents caused by venomous snakes represent a serious public health problem, especially intropical countries, due to the frequency with which they occur and for morbidity and mortality that theycause. These poisonings are characterized by local lesions, necrosis of the tissues, pain, and evident edemabeyond the bite site, local and systemic bleeding disorders. They are often treated by parenteraladministration of antiophidic serum. However, the neutralization of tissue damage usually does not occur. Tocomplement the serotherapy in snakebites, many plants of folk medicine are being studied for its largequantity of chemicals and pharmacological activities. This review presents aspects of snakebite in Brazil,characteristics of botropic snakes and venoms, serotherapy and medicinal plants used for snakebites.Keywords: snakebites, folk medicine, serotherapy, botropic venoms.1Parte da dissertação de mestrado na Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia do primeiro autor àUniversidade Federal do Oeste do Pará.2Mestre em Recursos Naturais, Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia- Universidade Federaldo Oeste do Pará-UFOPA, Campus Tapajós, Av. Vera Paz, s/n, Salé, 68040-000, Santarém - PA, Brasil, Tel.: +5593- Fax:3Professora Adjunta da Universidade Federal do Oeste do Pará – Instituto de Biodiversidade e Floresta, IBEF, Programade Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia, Campus Tapajós, Av. Vera Paz, s/n, Salé, 68040-000, Santarém- PA, Brasil, Tel.: +5593 21014954 - Fax: , e-mail- mouraorhv@yahoo.com.br.
  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910IntroduçãoOs envenenamentos ofídicos constituem umsério problema de saúde pública tanto pela suaincidência, quanto pela intensidade com que aspeçonhas atuam nos organismos vivos. A maioriadestes acidentes ocorre com vítimas oriundas dazona rural, as picadas são geralmente nos membrosinferiores e superiores estando relacionados comfatores climáticos e o aumento da atividadeantrópica (PINHO & PEREIRA, 2001).Anualmente ocorre cerca de 20.000 acidentesofídicos no Brasil, média estimada a partir dedados de 1990 a 1995 sendo cerca de 90% doscasos originados por serpentes do gênero Bothrops(CHPIPPAUX & GOYFFON, 1998; ARAÚJO etal., 2003). O envenenamento por serpentesbotrópicas desencadeia uma série de ações locais esistêmicas em suas vítimas (BORGES et al., 1996).O quadro clínico desenvolvido pela vítimapode ser muito variado, dependendo da quantidadede peçonha inoculada, localização da picada, idadeda vítima e principalmente do tempo decorrido doacidente e o atendimento médico. Na região Nortedo Brasil, o problema é agravado devido às longasdistâncias existentes entre os locais de ocorrênciado acidente e o atendimento médico, dessa forma,os pacientes demoram a receber o tratamentosoroterápico específico (DOS-SANTOS et al.,1995; BORGES et al., 1996). Neste contexto,diversas práticas populares têm sido empregadasnos casos de envenenamentos por serpentes, dentreas quais, a mais utilizada são as plantas medicinais,como coadjuvantes à soroterapia ou comomedicamento alternativo aplicado na falta derecursos soroterápicos (OTERO & JIMENÉZ,2000; MORS et al., 2000; CARDOSO et al.,Os preparados contra envenenamentosofídicos possuem as mais diversas misturas, porémtodas têm plantas como constituintes. Um dos maisfamosos contravenenos é o Específico Pessoa,fabricado em Sobral, no Ceará, elaborado com araiz de uma planta conhecida como cabeça-de-negro. Nakagawa e colaboradores (1982) isolaramas cabenegrinas I e II desta planta, relatando queestes compostos têm propriedades antiofídicas,porém eles omitiram a espécie, citando apenas onome popular. O contraveneno Pau X, produzidono Pará, é indicado para envenenamentos deserpentes e também para escorpiões.Muitas destas plantas estão identificadas,porém a maioria nunca foi estudada para verificarsuas ações e validar os usos, as quais são indicadassomente pelos nomes populares. O problema doreconhecimento das plantas pelos nomes popularesé que estes variam de região para região,dificultando ainda mais os estudos científicos.Ofidismo no BrasilAs serpentes peçonhentas existentes no Brasilpertencem às famílias: Elapidae onde o únicogênero desta família no Brasil é o Micrurus, cujasespécies são conhecidas por corais e Viperidae, naqual estão inseridas os gêneros Crotalus(cascavel, boicininga), gênero Lachesis (surucuru,surucutinga) e as serpentes do grupo botrópico queestão atualmente distribuídas em dois gêneros:Bothrops e Bothrocophias ( jararacas), onde ogênero Bothrops têm como sinonímiaBothropoides, Bothriopsis e Rhinocerophis(CARRASCO et al., 2012).Essas serpentes são responsáveis por cerca de20.000 acidentes ofídicos causados anualmente emtodo Brasil (ARAÚJO et al., 2003). O perfilepidemiológico do ofidismo demonstra que asprincipais vítimas são indivíduos do sexomasculino, trabalhadores rurais na faixa etária de15 a 49 anos e a letalidade geral é de 0,45%(ARAÚJO et al., 2003; BOCHNER &STRUCHINER, 2003). Do total de ofidismo noBrasil, 90% dos acidentes são botrópicos(letalidade de 0,31%), seguido dos crotálicos 7,7%,(1,87% de letalidade), laquéticos 1,4% (0,95% deletalidade) e elapídicos 0,4% (0,52% de letalidade)(ARAÚJO et al., 2003). Apesar do índice baixo deletalidade há um grande índice de sequelas deixadopor estes acidentes (PINHO & PEREIRA, 2001).A ocorrência dos acidentes ofídicos está, emgeral, relacionada a fatores climáticos e aumentoda atividade humana nos trabalhos de campo(KOH et al., 2006). A distribuição dos acidentesofídicos no país indica maior incidência nasregiões Centro-Oeste e Norte, apesar do número
  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910absoluto de casos ser maior na região Sudeste(figura 1). Estes acidentes apresentam umasazonalidade na qual têm predomínio nos mesesquentes e chuvosos. No entanto, na região Norte,não se observa um período crítico, ocorrendo osacidentes uniformemente durante todos os períodosdo ano, de acordo com resultados obtidos pelaFundação Nacional de Saúde (FUNASA)(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).Figura 1: Distribuição dos acidentes ofídicos porestados e regiões (verde: Norte; azul: Nordeste;marrom: Sudeste; amarelo: Sul; rosa: Centro-oeste).Fonte: Manual de Tratamento e Diagnóstico deAcidentes por Animais Peçonhentos, FUNASA, 2001.Na região Norte do Brasil ocorre a segundamaior incidência de acidentes ofídicos do país(24/100.000 habitantes), sendo inferior apenas emrelação à região Centro-Oeste (33/100.000habitantes) (PINHO & PEREIRA, 2001). Apesardo elevado número de casos, na Amazôniabrasileira ainda são poucos os estudos sobreacidentes ofídicos (PARDAL et al., 1995;NASCIMENTO, 2000). No Amazonas, o maiordos estados brasileiros, a mortalidade de 1%associada aos acidentes ofídicos é mais alta (DOS-SANTOS et al., 1995; BORGES et al., 1999) que amédia nacional de 0,4% (MINISTÉRIO DASAÚDE, 2001; BOCHNER & STRUCHINER,2003) e o problema da subnotifcação é agravadoporque grandes distâncias são percorridas apenaspor via fluvial, havendo diversas localidades comum perfil epidemiológico pouco ou nada conhecido( BORGES et al., 1999).O Pará é o Estado da região Norte onde maisocorre este tipo de acidente, sendo registrados54.737 casos, no período de 2000 a 2011 (tabela 1)de acordo com dados do Ministério da Saúde(2011). O número de óbitos foi de 246,aproximadamente 51% dos 401 registros da região,sendo o estado brasileiro com maior mortalidaderelacionada aos acidentes ofídicos no referidoperíodo (de acordo com informações disponíveisno Sistema de Informação Sobre AgravosNotificados – SINAN 2011).Tabela 1: Casos de acidentes ofídicos registrados por Estados da Região Norte.Região/UFRondôniaAcreAmazonasRoraimaParáAmapáTocantinsNorteCasos de acidentes por serpentes (Adaptado de SINAN, SVS, MS, dados disponíveis até 02- -
  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910Características das serpentes botrópicasComo mencionamos anteriormente, asserpentes do grupo botrópico pertencem à famíliaViperidae e possuem algumas das espécies maisimportantes do ponto de vista médico, pois causama maioria dos acidentes ofídicos registrados noBrasil (SILVA et al., 2003; CARDOSO et al.,2009). Do ponto de vista morfológico, essasserpentes são caracterizadas por possuírem a caudasem maiores modificações, geralmente comescamas subcaudais em pares, dentição do tiposolenóglifa e a presença de fosseta loreal entre oolho e a narina (Figura 2). Não possuem chocalhona cauda e as suas cores variam muito, dependendoda espécie e da região onde vivem (MELGAREJO,Figura 2: Esquema das características das serpentes dogrupo botrópico: A) Cauda lisa, sem maioresmodificações; B) Fosseta loreal, entre olho e narina; C)Solenóglifa apresenta dentes inoculadores da peçonhamuito desenvolvidos (Adaptado do Manual deAcidentes Ofídicos do Ministério da Saúde, 2001).Atualmente existem desse grupo 48 espéciesdescritas, 29 das quais ocorrem no Brasil(CARRASCO et al., 2012). São popularmenteconhecidas como jararaca, ouricana, jararacuçu,urutu-cruzeiro, jararaca do rabo branco, malha desapo, patrona, surucucurana, combóia e caiçaca.Habitam zonas rurais e periferias de grandescidades, preferindo ambientes úmidos como matas,áreas cultivadas e locais onde haja facilidade paraproliferação de roedores. Têm hábitospredominantemente noturnos ou crepusculares(FRANCO, 2009).Bothrops jararaca é a serpente peçonhentamais comum do grupo botrópico, sendoresponsável pela maioria dos acidentes ofídicos noSul e Sudeste (Figura 3). Possui hábito terrícola,mas também explora arbustos. Ao longo de suadistribuição apresenta variação de colorido, grandeversatilidade às mudanças ambientais, sendocomum também ao longo do cinturão verde(produção de hortaliças, leguminosas, frutas aoredor das cidades) e outras áreas de ocupaçãohumana (GOMES & PUORTO, 1993).Figura 3: Serpente Bothrops jararaca Foto: JúlioMurilo.Bothrops atrox é o ofídio peçonhento dogrupo botrópico mais encontrado na regiãoAmazônica, conhecida popularmente como“jararaca-do-norte” é considerado principalcausador de acidentes da Região Norte(CARDOSO et al., 2009). Trata-se de umaserpente ágil e ativa, que pode superar 1,5 m decomprimento, de colorido muito variável, quefrequenta bastante as beiras de rios, córregos eigarapés (Figura 4) (CARDOSO et al., 2009).
  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910Figura 4: Serpente Bothrops atrox coletada na FlorestaNacional do Tapajós-FLONA/ Km 83- Santarém-PA.Foto: Helder Batista.O envenenamento causado por serpentesbotrópicas produz marcante dano tecidual local queincluem sintomas como dor, edema, hemorragia enecrose, e adicionalmente distúrbios sistêmicoscomo coagulopatias, hemorragia sistêmica efalência renal. A necrose muscular é uma sériaconsequência dos acidentes botrópicos que podelevar a uma perda permanente do tecido e dafuncionalidade, requerendo, muitas vezes, aamputação do membro atingido (GUTIÉRREZ &LOMONTE, 1995; GUTIÉRREZ &RUCAVADO, 2000).Suas peçonhas compreendem misturascomplexas de enzimas tóxicas e proteínas,como fosfolipases A (PLA ),metaloproteinases (SVMP), serinoproteases,entre outras (GUTIÉRREZ, 2002; SOARES etalAs PLA constituem a maioria doscomponentes tóxicos da peçonha botrópica eexibe uma variedade de efeitos farmacológicospelos mecanismos que podem ser dependentese/ou independentes de sua atividadeenzimática, como neurotoxicidade,miotoxicidade, hemólise, anticoagulação,efeitos sobre plaquetas, indução de edemas edanos em tecidos (SOARES & GIGLIO,As SVMP são toxinas hemorrágicaspresentes nas peçonhas botrópicas ecompartilham um domínio proteásico(metaloproteásico) que contêm um átomo dezinco no seu sítio ativo. Estas enzimas, porinduzirem hemorragia, são frequentementechamadas de fatores hemorrágicos ouhemorraginas. As SVMP agem lesando aparede vascular e produzindo hemorragia pordois mecanismos distintos: diretamente sobreproteínas (laminina, fibronectina e colágenotipo IV) da parede vascular (RUOSLAHTI &PIERSCHBACHER, 1987) e indiretamente,por ação de metaloproteases endógenas, cujoszimogênios seriam ativados pelas SVMPpresentes nas peçonhas de serpentes(BJARNASON & FOX, 1995).As serinoproteases são importantes para aação da peçonha e algumas são denominadas“trombina-like” pois atuam catalisando aconversão direta do fibrinogênio plasmáticoem fibrina, sem a necessidade da participaçãoda trombina endógena. Estas enzimas emfunção da atividade catalítica agem no sistemade coagulação sanguínea promovendoalterações na hemostasia, o que podecontribuir para uma hemorragia local esistêmica. As serinoproteases participam daativação do fator V da cascata de coagulação,na fibrinogenólise, na ativação deplasminogênio e indução de agregaçãoplaquetária (SERRANO & MAROUN, 2005).Além disso, algumas dessas enzimas têm sidoutilizadas como agentes anticoagulantes naárea médica clínica e cirúrgica e também comoreagentes em testes de coagulação (MARSH &WILLIANS, 2005).Assim, a fisiopatologia do envenenamentopor serpentes botrópicas envolve umacomplexa série de eventos que vai depender da
  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910ação de uma dessas toxinas ou da combinaçãodesses componentes da peçonha(GUTIÉRREZ, 2002).SoroterapiaO tratamento preconizado pelo Ministério daSaúde para os acidentes ofídicos é a administraçãoendovenosa de soro antiofídico de acordo com agravidade do envenenamento.No Brasil há três grandes centros produtoresdo soro antiofídico, que são: Instituto Vital Brazil(IVB, Niterói, RJ), Instituto Butantan (IBU, SãoPaulo, SP) e Fundação Ezequiel Dias (FUNED,Belo Horizonte, MG). Contudo estudosdemonstram que existem diferenças na capacidadeneutralizante dos soros produzidos por estescentros (DA SILVA et al., 2007).A produção de soro antitoxinas animais aindaé baseada nos métodos originalmente descritos.Animais de grande porte são imunizados compeçonhas de uma ou mais espécies de serpentes deimportância médica. O soro desses animais contémos anticorpos com capacidade de neutralizar astoxinas da peçonha, sendo classificados comomonovalente ou polivalente, segundo o número depeçonhas empregadas na imunização (CARDOSOet al., 2009).Segundo Vilar e colaboradores (2005), noBrasil são produzidos soros antiofídicos paraneutralizar as peçonhas dos principais gêneros deserpentes causadoras de acidentes.- Antielapídico: soro capaz de neutralizar aspeçonhas de serpentes do gênero Micrurus(corais). Os antígenos utilizados na imunização sãoas peçonhas de M. corallinus e M. frontalis, emiguais quantidades.- Antilaquético: soro capaz de neutralizar apeçonha de serpentes Lachesis (surucucu). Oantígeno é a peçonha de L. muta.- Anticrotálico: soro capaz de neutralizar aspeçonhas de serpentes do gênero Crotalus(cascavéis). Os antígenos utilizados na imunizaçãosão as peçonhas de Crotalus durissus terrificus eC.d. collilineatus, em iguais quantidades.- Antibotrópico: soro que neutraliza aspeçonhas de serpentes do grupo botrópico. Oantígeno é composto por uma mistura de peçonhasde B. jararaca %), B. moojeni, B. neuwiedi, B.alternatus e B. jararacussu em iguais proporções.- Antibotrópico-láquetico: soro capaz deneutralizar as peçonhas de serpentes do gêneroLachesis e grupo botrópico. O antígeno é compostopor mistura de peçonhas de Lachesis muta muta(60%) e 40% de antígeno botrópico.- Antibotrópico-crotálico: soro capaz deneutralizar as peçonhas de serpentes do gêneroCrotalus e do grupo botrópico. O antígeno écomposto por mistura de peçonhas do gêneroCrotalus e do grupo botrópico.Apesar de a soroterapia reverter com bastanteeficácia os efeitos sistêmicos da peçonha noorganismo da vítima, conseguindo evitar pormuitas vezes o óbito, esse tratamento apresentaalgumas desvantagens como uma série de efeitoscolaterais na vítima (reação anafilática ehipersensibilidade às proteínas heterólogas dosoro), ineficiência no combate dos efeitos locais dapeçonha (aumentando as chances de deixarsequelas no membro atingido) e a necessidade decuidados com a estocagem do soro e com o prazode validade (CARDOSO et al., 2003).Além disso, existem inconvenientes para essaterapia como a indisponibilidade do soro paraalgumas regiões do país, fazendo com que osmoradores dessas regiões distantes busquemrecursos que sirvam de alternativa ao tratamentoofídico (DA SILVA et al., 2007).Plantas medicinais antiofídicas: tratamentoalternativo e complementar à soroterapiatradicionalAs plantas medicinais contêm substânciasbioativas com propriedades terapêuticas,profiláticas ou paliativas. A flora brasileira éconsiderada uma das mais ricas fontes de materialcom potencial farmacológico e biotecnológico domundo devido à diversidade de espécies e aosconhecimentos oriundos da medicina tradicional. Écada vez maior o interesse pelas plantas medicinais
  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910nativas do Brasil, especialmente pelas empresasfarmacêuticas e de biotecnologia de outros países(DE FÁTIMA et al., 2008).As pesquisas com plantas medicinaisenvolvem várias áreas e etapas: 1) investigações damedicina popular e tradicional (etnobotânica); 2)isolamento, purificação e caracterização deprincípios ativos (química orgânica: fitoquímica);3) investigação farmacológica de extratos e dosconstituintes químicos isolados (farmacologia); 4)transformações químicas dos princípios ativos(química orgânica sintética); 5) estudo da relaçãoestrutura/atividade e dos mecanismos de ação dosprincípios ativos (química medicinal efarmacológica) e 6) elaboração de formulaçõespara produção de fitoterápicos. A integração dessasáreas na pesquisa de plantas medicinais conduz aum caminho propício e dinâmico para descobertasde novos medicamentos (MACIEL et al., 2002).O uso de extratos de plantas em acidentesofídicos é comum em regiões onde o acesso àsoroterapia é restrito ou nulo. Do conhecimentotradicional surgiram evidências científicas sobre aspropriedades antiofídicas destes extratos. Porém,apenas nos últimos vinte anos o tema tem merecidoatenção nos meios científicos (MARTZ, 1992;MORS et al., 1991). Neste sentido, várias espéciesde plantas antiofídicas têm sido estudadas comintuito de caracterizar substâncias biologicamenteativas capazes de neutralizar diversos efeitos locaise sistêmicos provocados pelas peçonhas deserpentes (MORS et al., 2000).Os extratos vegetais podem conter diversoscomponentes químicos tais como, alcalóides,taninos, flavonóides, triterpenos, ligninas, que têmcapacidade de inibir a peçonha, atuandodiretamente como inibidores enzimáticos,inativadores químicos, ou imunomoduladores, osquais interagem diretamente com macromoléculasalvo (MORS et al., 2000).Em 2004, estudos realizados por Soares ecolaboradores indicaram que 152 espécies deplantas com potencial terapêutico são utilizadascom foco medicinal no Brasil. Destas espéciesapenas 12% apresentavam alguma validaçãocientífica, mostrando assim uma pequena fração deplantas documentadas cientificamente.Atualmente, estudos etnobotânicos,etnofarmacológicos e ensaios biológicos mostramque cerca de 850 espécies de plantas apresentamou podem apresentar potencial terapêuticoantiofídico (SOARES et al., 2005). Estas espéciessão distribuídas em 94 famílias, principalmenteAsteraceae (9%), Leguminosae (7,8%) eEuphorbiaceae (4,5%) (MARCUSSI et al., 2007).Dessa forma, extratos vegetais surgem comouma alternativa no tratamento ofídico, por conteruma gama de componentes químicos com diversaspropriedades farmacológicas de interessemedicinal (SOARES et al., 2004). No Brasil, umgrande número de extratos tem sido testado,demonstrando excelente atividade antiofídica(MELO et al., 1994; SOARES et al., 2004;OLIVEIRA et al., 2005).O extrato aquoso e frações de Serjania erectaconhecida como cipó-cinco-folhas, foram capazesde neutralizar as atividades da peçonha emiotoxinas isoladas de Bothrops jararacussu(FERNANDES et al., 2011). Os constituintesisolados de Peltodon radicans conhecidapopularmente na Amazônia como paracariinibiram atividade edematogênica induzida pelapeçonha de Bothrops atrox (COSTA et al., 2008).O extrato aquoso de Marsypianthes chamaedrysque é utilizado na medicina popular para tratarmordeduras de serpentes e reações inflamatórias,foi testado in vitro para determinar a suacapacidade em bloquear as atividades fosfolipaseA indireta e coagulação direta e em in vivo paraavaliar sua capacidade em inibir a migração deleucócitos e a liberação de citocinas induzidas peloenvenenamento com Bothrops atrox, os resultadosalcançados sugerem que o extrato aquoso de M.chamaedrys é o um potente inibidor natural detoxinas da peçonha de B. atrox (MAGALHÃES etal., 2011).O macerado da casca da planta pracaxi(Pentaclethra macroloba, Leguminosae) éutilizado na Amazônia como cataplasma deaplicação local nos acidentes ofídicos. Silva ecolaboradores (2005) demonstraram que o extratoaquoso desta planta inibe principalmente aatividade hemorrágica dos venenos de Bothropsspp e Lachesis muta. Nazato e colaboradores
  • Scientia Amazonia, v. 1, n.3, -Revista on-line http://www.scientia.ufam.edu.brISSN:2238.1910(2010) testaram diferentes tipos de extrato obtidosda casca de Dipteryx alata contra as açõesneurotóxicas e miotóxicas induzidas pelaspeçonhas de Bothrops jararacussu e Crotalusdurissus terrificus, obtendo 40% de inibição dessesefeitos pelo extrato metanólico da espécie. Notrabalho realizado por Collaço e colaboradores(2012) o extrato etanólico de Mikania laevigata(guaco) protegeu os ratos contra os efeitosmiotóxicos, neurotóxicos e inflamatórios induzidospela peçonha de Philodryas olfersii.Diante disto, são necessárias maioresinvestigações para o isolamento e caracterizaçãodos princípios ativos presentes nos extratosvegetais, pois no futuro estes extratos podem serutilizados como um complemento à soroterapia jáexistente.DivulgaçãoEste artigo é inédito e, portanto, não estásendo considerado para qualquer outra publicação.Os autores e revisores não relataram qualquerconflito de interesse durante a sua avaliação. Logo,a revista Scientia Amazonia detém os direitosautorais, tem a aprovação e a permissão dosautores para divulgação, deste artigo, por meioeletrônico.ReferênciasARAÚJO, F. A.; SANTA LÚCIA, M.; CABRAL, R. F.Epidemiologia dos Acidentes por AnimaisPeçonhentos. In: Animais Peçonhentos no Brasil:Biologia, Clínica e Terapêutica dos Acidentes(CARDOSO, J. L et al. Org.). São Paulo: Sarvier, p. 6-BJARNASON, J. B; FOX, J. W. Snake venommetalloendopeptidases: Reprolysins. Methods inEnzymology, v. 248, p. 345-BOCHNER, R.; STRUCHINER, C. J. Snake biteepidemiology in the last 100 years in Brazil: areview. Cadastro de Saúde Pública, v.19, p. 7-BORGES, C. C.; CAVALCANTI-NETO, A. J.;BOECHAT, A. L.; FRANCISCO, C. H.; ARRUDA, M.R.; SANTOS, M. C. Eficácia da espécie vegetalPeltodon radicans (Labiatae Lameaceae) naneutralização da atividade edematogênica eineficácia do extrato vegetal Específico Pessoa naneutralização das principais atividades do veneno deBothrops atrox. Revista da Universidade do Amazonas,v.1, p. 97- .BORGES, C. C.; SADAHIRO, M.; DOS-SANTOS, M.C. Aspectos epidemiológicos e clínicos dos acidentesofídicos ocorridos nos municípios do Estado doAmazonas. Revista da Sociedade Brasileira deMedicina Tropical, v. 32, p. 637-CARDOSO, D. F.; YAMAGUCHI, I. K.; MOURA-DA-SILVA, A. M. Produção de soros antitoxinas eperspectivas de modernização por técnicas debiologia molecular. In: Animais peçonhentos no Brasil:biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. São Paulop. 419, 2009.CARDOSO, J. L. C.; FRANÇA, F. O. S.; WEN, F. H.;MÁLAQUE, S. A.; HADDAD, V. J. In: Animaispeçonhentos no Brasil: biologia, clínica e terapêuticados acidentes. São Paulo: Ed. Sarvier. 2003.CARRASCO, P. A.; MATTONI, C. I.; LEYNAUD, G.C.; SCROCCHI, G. J. Morphology, phylogeny andtaxonomy of South American bothropoid pitvipers(Serpentes, Viperidae). Zoologia Scripta, v. 41, p.109–CHIPPAUX, J. P.; GOYFFON, M. Venoms,antivenoms and immunotherapy. Toxicon, v. 36, p.-COLLAÇO, R. C. O.; COGO. J. C.; RODRIGUES-SIMIONI, L.; ROCHA, T.; OSHIMA-FRANCO, Y.;RANDAZZO-MOURA, P. Protectionby Mikanialaevigata (guaco) extract against the toxicity ofPhilodryas olfersii snake venom. Toxicon, v. 60, p.-COSTA, H. N. R.; DOS-SANTOS, M. C.;ALCÂNTARA, A. F. C.; SILVA, M. C.; FRANÇA,R.C.; PILÓ-VELOSO, D. Constituintes químicos eatividade antiedematogênica de Peltodon radicans(Lamiaceae). Química Nova, v. 31, n. 4, p. 74 -DA SILVA, J. O.; FERNANDES, R.S.; TICLI, F.K.;OLIVEIRA, C. Z.; MAZZI, M. V.; FRANCO, J. J.;GIULIATTI, S.; PEREIRA, P. S.; SOARES, A. M.;SAMPAIO, S.V. Triterpenoids saponins, newmetalloproteinase snake venom inhibitors isolatedfrom Pentaclethra macroloba. Toxicon, v. 50, p. 283-DE FÁTIMA, A.; MODOLO, L. V.; SANCHES, A. C.;PORTO, R. R. Wound healing agents: the role ofnatural and non-natural products in drug
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