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  • 1. PASSO 1: Para Começar Caro professor! Nesta aula, os alunos poderão entender um dos acontecimentos mais importantes da história econômica atual: a quebra da bolsa de 1929. Para isso, é importante que os alunos conheçam o contexto do sistema econômico em que vivemos hoje, o capitalismo. Trata-se de um sistema regido principalmente pelas grandes empresas e corporações e pela especulação financeira, na qual o dinheiro é muito mais virtual do que físico. Essa abstração da moeda traz como consequência o acontecimento de crises financeiras, que atingem todos os países interligados economicamente. Os alunos deverão compreender, ainda, as soluções encontradas para a crise, e como isso alterou as principais teorias econômicas. Atividade do Aluno Pág.1 Plano de Aula A QUEBRA DA BOLSA DE 1929 PASSO 3: Para Concluir PASSO 2: Para Saber AVALIAÇÃO Tempo: 10 min. Relembre conceitos como ações e bolsa de valores, pedindo para que algum deles os expliquem. Faça uma breve apresentação de como ficaram os países envolvidos na Primeira Guerra Mundial após seu término, dando enfoque para os prejuízos na Europa e a ascensão dos Estados Unidos. Explique porque isso aconteceu, relacionando a guerra com as aspirações políticas e econômicas desses países. É importante que os alunos compreendam o “clima” em que se encontrava o povo desses países. Em seguida, peça que sigam no passo 1 para aprender mais sobre as origens da Grande Depressão e suas consequências. Tempo: 20 min. É importante que os alunos entendam as principais teorias econômicas da época. Explique que existem diferentes pensamentos a respeito da organização econômica de um país, principalmente no que diz respeito à posição do Estado (se ele deve ou não interferir na economia), e que por isso também existiram diferentes abordagens para o enfrentamento da crise de 1929. Ressalte o fato de que, antes da crise, o pensamento predominante era o liberalismo econômico, e explique seu conceito. Quem muito colaborou para o enfrentamento da crise foi John Keynes, economista inglês que era contra o pensamento econômico liberal. Debata um pouco sobre isso com o alunos e, em seguida, peça para que prossigam com as etapas do passo 2. Tempo: 20 min. Os alunos entraram em contato com muitas informações sobre o complexo cenário econômico e político mundial. Pergunte se eles têm alguma dúvida, em especial a respeito do funcionamento da economia e dos motivos pelos quais a crise aconteceu. Peça para que prossigam no passo 3, elaborando a lista das principais medidas adotadas no “novo acordo”. Depois de terem completado a atividade proposta, abra uma discussão sobre as soluções apresentadas no New Deal, por Franklin Roosevelt. Poderiam ser diferentes? O New Deal foi eficaz para contornar a Grande Depressão? Quais seriam possíveis outras soluções? O processo de autoavaliar-se possibilita ao aluno apropriar- se do seu próprio aprendizado. O aluno percebe que deve aprender não porque está sendo avaliado por outro, mas porque pode satisfazer suas curiosidades e conhecer mais sobre sua realidade, o que potencializa ainda a capacidade de criticá-la e modificá-la. Ao final desta aula, os alunos estarão prontos para responder à Autoavaliação presente no passo 3. Peça que cada um marque as opções que entender como verdadeiras. Converse com eles e faça com que reflitam sobre o que consideraram no momento de selecionar cada opção – e com que expliquem os motivos de não terem optado por alguma delas, caso aconteça. Tire as dúvidas, se possível com a participação de todos. O questionamento de um aluno pode ser solucionado por outro, e a integração da sala se fortalece com essa troca entre eles. Sinopse do Vídeo Tema: A quebra da bolsa de 1929 Duração: 1 aula Disciplina: História Público-Alvo: alunos da 1ª série do Ensino Médio Materiais: vídeo da Discovery Education, infográfico, reportagem da Aventuras na História, jogo, materiais de apoio à pesquisa (internet, livros, jornais e revistas). Objetivos: • entender o sistema econômico capitalista em que vivemos atualmente; • compreender por que as crises do capitalismo são cíclicas; • entender como se deu a Grande Depressão de 1929; • conhecer as principais teorias econômicas; • entender a relação entre a economia e a política; • desenvolver um pensamento crítico a respeito do atual modelo econômico. Após o período de ouro dos Estados Unidos, os anos 20, a bolsa de valores supervalorizou e quebrou. As consequências disso foram, entre outras, as falências de grandes instituições e empresas e a falta de emprego, afetando também todo o resto do mundo. Essa situação perdurou por mais de 10 anos, e um terço da população americana passou por um período de miséria. DomínioPúblico
  • 2. PASSO 1: Para Começar Caro professor! Os esforços pacifistas que se seguiram a 1918 não conseguiram evitar que um novo conflito de enormes proporções abalasse o mundo na primeira metade do século XX. Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, já eram profundas as transformações provocadas pela guerra de 1914-18 no tabuleiro das relações internacionais e no próprio tecido social de numerosas nações do Ocidente. O historiador Eric Hobsbawn afirma, em A Era dos Extremos, que a mundialização da economia se inicia de fato com a Grande Depressão em 1929; também a crescente força dos totalitarismos, dos governos comunistas e de reivindicações sociais como a luta feminista, têm raízes nessa época. Trazer à sala de aula o estudo do período entre-guerras cria, portanto, oportunidades para apresentar à sua um fato histórico responsável, em parte, por moldar o cenário de nosso presente. Atividade do Aluno Pág.1 Plano de Aula O MUNDO A PARTIR DE 1919 PASSO 3: Para Concluir PASSO 2: Para Saber AVALIAÇÃO Tempo: 10 min. Leia com a turma o texto de apresentação deste primeiro passo e destaque a citação de Sigmund Freud acerca da guerra: ela “destroçou nosso orgulho pelas realizações de nossa civilização, nossa admiração por numerosos filósofos e artistas e nossas esperanças quanto a um triunfo final sobre as divergências entre as nações”. De quais realizações, esperanças, filósofos e artistas fala o psicanalista? Auxilie os alunos a compreender a afirmação e a resgatar, a partir dela, os conhecimentos que possuem sobre o século XIX. Introduza então o vídeo da Discovery Education, que a turma assistirá para saber mais sobre o cenário mundial após o armistício. Se necessário, faça pausas para destacar imagens significativas ou esclarecer dúvidas. Tempo: 20 min. Oriente a turma a explorar o extenso especial Uma nova Europa com um foco: recolher informações sobre o Tratado de Versalhes e a criação da Liga das Nações. Quais foram os primeiros entraves ao empenho pacifista em que os países se envolveram após a guerra? Quais aspectos do tratado de paz também atrapalharam, ao que se pensa, esse esforço? Passem então ao jogo, que apresenta novos dados sobre as duras marcas do conflito na Europa, nos EUA, na Rússia e no Brasil. Conforme eles completarem o jogo, oriente-os a avançar para o infográfico, que organiza informações políticas e econômicas acerca dos anos que se seguem ao armistício. Tempo: 20 min. A atividade final concentra-se no fortalecimento dos movimentos feministas do início do século XX, ressaltando a vinculação desse fenômeno com os outros acontecimentos socioeconômicos em curso na Europa e nos Estados Unidos durante as décadas de 20 e 30. A proposta é que eles produzam um infográfico, representando visualmente um multifacetado processo histórico — e usando para isso fotografias e outros tipos de ilustração, diagramas, quadros de informações, curtos parágrafos explicativos e outras soluções visuais semelhantes. Auxilie a turma na busca de fontes confiáveis e de imagens de uso permitido. Incentive-os também a retratar, nessa tarefa, as possíveis relações entre a conjuntura econômica e política do mundo nessa época e o fenômeno principal de que o infográfico tratará. Para que os alunos respondam com rigor às perguntas de autoavaliação, sugira uma breve reflexão antes do preenchimento desta etapa. Lembre-os de que o objetivo é ajudá-los também a comemorar conquistas de aprendizagem mas, sobretudo, a identificar os pontos fracos que devem receber mais atenção. Oriente-os então a examinar se consideram ter aprendido algo de novo ou exercitado algo significativo durante a aula — sejam informações que incrementem seu repertório, sejam habilidades de crítica, análise e relação. Peça, enfim, que preencham as perguntas específicas de avaliação da atividade. Sinopse do Vídeo Tema: O mundo a partir de 1919 Duração: 1 aula Disciplina: História Público-Alvo: alunos da 1ª série do Ensino Médio Materiais: vídeo da Discovery Education, especial do site da revista Veja (editora Abril), jogo, infográfico, materiais de apoio à pesquisa (internet, livros, jornais e revistas) Objetivos: • expor as principais consequências da Primeira Guerra Mundial; • apresentar as condições históricas que permitiram a ascensão dos regimes totalitários em diversos países da Europa; • valorizar a luta das mulheres por direitos igualitários nesse período. O vídeo narra o armistício da Primeira Guerra Mundial em 1918, após a entrada decisiva dos exércitos estadunidenses, um ano antes, no front. Relata as grandes perdas humanas ocorridas no conflito, o sentimento de pessimismo que tomou a Europa e o acirramento dos movimentos nacionalistas não apenas nos países europeus, mas também na Ásia e na América. Destaca, por fim, a importância das lutas feministas, que ganharam força após a inevitável entrada das mulheres no mercado de trabalho durante os anos da guerra. Mnolf
  • 3. PASSO 1: Para Começar Caro professor! As obras de Michelangelo Buonarroti são portadoras de uma força artística poderosa, a ponto de moldarem até hoje o imaginário de sociedades ocidentais como a nossa que, apesar de laicas e multirreligiosas, foram constituídas sob influência católica. “Não é exagerado dizer que a imagem de Deus Pai — tal como tem vivido no espírito de gerações após gerações, não só de artistas, mas também de gente humilde que provavelmente nunca ouviu falar de Michelangelo — foi modelada e ganhou forma através da influência direta e indireta dessas grandes visões em que Michelangelo ilustrou o ato da criação”, diz o estudioso E. H. Gombrich em A História da Arte. Estudar algumas dessas obras-primas, assim como a vida do artista que as concebeu, abrirá janelas para que seus alunos conheçam o período artístico do Quattrocento e do Cinquecento, assim como as ideias do renascimento. Atividade do Aluno Pág.1 Plano de Aula MICHELANGELO E O RENASCIMENTO PASSO 3: Para Concluir PASSO 2: Para Saber AVALIAÇÃO Tempo: 10 min. A trajetória do artista Michelangelo Buonarroti — exímio pintor, escultor, poeta, arquiteto e anatomista — tem episódios de paixão, fúria e obstinação. Pesquise detalhes e conte-a para a turma. Leiam juntos a apresentação do passo 1, que trata de seu iníciocomoaprendizdeGhirlandajo,ecomplementeanarrativa e a descrição do contexto histórico, assegurando que todos tenham situado a época, o lugar e a conjuntura de recente declínio do feudalismo e poderoso florescimento econômico na península itálica. O primeiro vídeo da Discovery Education, a ser acessado ao final deste passo, resumirá e ilustrará essa primeira explicação. Tempo: 25 min. Leiam a apresentação do passo 2 e assistam ao segundo vídeo da Discovery Education. Faça uma pausa para contar à turma os mitos bíblicos da CriaçãoedoJuízoFinal.Digaentãoaosalunos paraacessarem o infográfico, e deixe-os explorar as cenas do teto da Capela. Avancem para o jogo, em que a turma conhecerá a parede do altar da Capela, pintada com a visão do Juízo. Finalize este passo com a leitura da reportagem Passagem para o Futuro, da revista Super Interessante. O texto introduzirá os ideais do humanismo renascentista, num primeiro contato que pode levantar muitas perguntas. Tempo: 15 min. Conduza uma breve reflexão em grupo: é possível identificar essas revoluções renascentistas nas imagens de Michelangelo? Para ajudar, indique uma página da rede em que os alunos possam observar novamente o teto da Capela ou algum afresco isolado (como a Criação de Adão), outra em que possam compará-lo com uma pintura medieval (por exemplo, uma obra de Giotto). Ajude-os a identificar as inovações técnicas, possibilitadas por conhecimentos anatômicos e matemáticos, e as diferenças sutis nas formas de representação da divindade. Certifique-se de que a turma notou relações entre o processo de criação artística e seu momento histórico e, enfim, entre as realizações do passado e a formação da sociedade presente. Esclareça à turma quais eram os três objetivos desta aula, e peça para que os alunos avaliem, primeiro individualmente, se possuem agora bons conhecimentos iniciais sobre a trajetória artística de Michelangelo, seus afrescos na Capela Sistina e as rupturas representadas pelo humanismo renascentista. Após esse autoexame, diga a eles que preencham a avaliação, orientando-os a prestar atenção às lacunas e pontos fracos para que vocês procurem saná-los nas aulas seguintes. Sinopse do Vídeo Tema: Michelangelo e o Renascimento Duração: 1 aula Disciplina: História e Arte Público-Alvo: alunos da 2ª série do Ensino Médio Materiais: vídeos da Discovery Education, infográfico, jogo, reportagem do site da revista Super Interessante. Objetivos: • apresentar à turma a biografia do artista Michelangelo, com foco no início de sua trajetória e na pintura dos afrescos da Capela Sistina, uma de suas obras- primas; • familiarizar os alunos com a iden- tificação e a análise dessas pinturas (especialmente o Juízo Final e as cenas do teto da Capela); • evidenciar as relações entre o momento artístico dessas obras e o humanismo renascentista. O primeiro vídeo apresenta informações biográficas de Michelangelo, mencionando fatos de sua juventude, seu temperamento intempestivo e o início dos seus trabalhos. Salienta a importância do contato com a poderosa família dos Médici para os aprendizados do jovem artista e introduz os ideais do humanismo renascentista. No segundo vídeo, relata-se o conturbado convite do papa Júlio II para que Michelangelo pintasse o teto e o altar da Capela Sistina, que viriam a ser reconhecidos comoassombrosasrealizaçõesartísticas do período. Domíniopúblico
  • 4. Fim da guerra e do holocausto Projeto Pedagógico Tema: 1945: Fim da guerra e do holocausto História 1ª série do Ensino Médio APRESENTAÇÃO: Caro professor! Como consta nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o ensino da disciplina de História deve propiciar ao aluno entender um evento não apenas como parte da história, mas também como constituinte de uma esfera social e econômica e com isso, “reconhecer que o conhecimento histórico é parte de um conhecimento interdisciplinar”. Ao longo do aprendizado histórico, como também consta no documento, cabe também ao professor fazer o estudante “compreender que as histórias individuais são partes integrantes de histórias coletivas”. Nesse sentido, o projeto pedagógico que tem como tema o fim da Segunda Guerra Mundial e o holocausto se preocupa em não fornecer uma visão idealizada dos fenômenos, como se poucos indivíduos fossem responsáveis pelo seu ocaso. Aqui, a abordagem utilizada será da guerra e do genocídio como um fenômeno social e econômico, apoiado por diversas esferas – e que só assim se tornou possível. INTRODUÇÃO: A Segunda Guerra Mundial e o holocausto são dois eventos que definitivamente marcaram o século XX e mudaram seus rumos. Como consequência dos dois eventos podem ser apontados, respectivamente, a Guerra Fria e o estabelecimento dos direitos humanos e da Convenção de Genebra, que estabelece os direitos e deveres das partes envolvidas em conflito. Nesse sentido, na segunda metade do século XX, a guerra e o genocídio foram tomados como antiexemplo, uma amostra do que não deveria ser seguido. É nessa análise dos fatos e seus desenvolvimentos nos tempos que o precederam que este projeto pedagógico terá seu foco. Aqui, os agentes não são apenas as personagens que acabaram tomando o crédito pelos eventos como salvadores ou culpados, mas a própria população, cujo posicionamento determinou o destino de milhões de pessoas. OBJETIVOS: • Entender a origem da guerra; • identificar os países e os motivos pelos quais participaram; • ampliar o conceito de “trauma de guerra”; • fazer conexões entre o fim da guerra e o advento dos direitos humanos; • estabelecer pontes entre o fim da Segunda Guerra Mundial e como ela é retratada nos dias de hoje. Fim da guerra e do holocausto Aula 1 - A Segunda Guerra Mundial e o holocausto...................................2 Aula 2 - Cicatrizes de guerra..........2 Aula 3 - Julgamento e punição dos nazistas.........................................2 Aula 4 - Vestígios do nazismo........2 Avaliação......................................3 Domíniopúblico Nazistas sendo julgados no Tribunal de Nuremberg(1945-1946)
  • 5. Página 2 Aula 1 - A Segunda Guerra Mundial e o holocausto Aula 2 - Cicatrizes de guerra Aula 3 - Julgamento e punição dos nazistas Aula 4 - Vestígios do nazismo A Segunda Guerra Mundial foi um evento que se prolongou por anos, com muitos países envolvidos, em diferentes momentos e de diferentes maneiras. Assim, para dar o pontapé inicial no assunto, propiciando ao aluno uma visão mais abrangente do tópico, o professor deve solicitar que os jovens assistiam ao vídeo da Discovery Education. Por meio dele, a classe poderá compreender como se deu o início da guerra, quem eram os países envolvidos e o que estava em questão. Após essa primeira etapa, os estudantes deverão fazer a leitura da reportagem Pearl Harbour, disponível na etapa 1 do passo 2 da atividade para o aluno. Nesse texto, será possível entender os motivos pelos quais os Estados Unidos entraram na guerra, fato que se mostrou decisivo no decorrer dos acontecimentos. Com as informações em mãos sobre os motivos do início da Segunda Guerra Mundial, os agentes envolvidos e as questões em jogo, os estudantes estarão aptos a realizar o passo 3 da atividade para o aluno, que se trata da montagem de um infográfico que contenha as informações gerais sobre o evento. Incentive-os a entrar em sites confiáveis, como o de grandes veículos de comunicação e universidades reconhecidas, não se deixando levar pelas primeiras informações que encontrarem na internet. O jovens devem iniciar a aula acessando o infográfico disponível na etapa 2 do passo 2, onde poderão ler alguns excertos sobre a percepção de poetas brasileiros e outros escritores sobre a guerra. O italiano Primo Levi, por exemplo, esteve envolvido diretamente na guerra, sendo prisioneiro de um campo de concentração por muitos anos. O escritor levou a experiência das atrocidades que vivenciou para a literatura. Levi morreu em 1987, depois de cair em um vão de escada, mas suspeita-se que ele possa ter se suicidado. O escritor Elie Wiesel, judeu, também esteve em campo de concentração, e na ocasião da morte de Levi declarou que “Levi morreu em Auschwitz, quarenta anos depois”. Essa declaração é um gancho para conversar com os alunos sobre uma temática muito atual: as cicatrizes deixadas por uma guerra, que muitas vezes não são físicas, mas psicológicas. Sobre esse tema também rende um bom exemplo a situação dos soldados americanos que combatem no Iraque e voltam para o seu país. É comum que eles tenham insônias, visões do que viveram na época do combate e muita dificuldade de readaptação após a experiência. É o que especialistas chamam de estado de trauma. Para entender melhor como esse processo ocorre, os estudantes devem fazer a leitura da reportagem Traumas de guerra. A leitura e reflexão sobre esse tópico pode render uma sensível discussão sobre como as consequências de uma guerra nem sempre são visíveis, mas causam muitos danos aos indivíduos. O primeiro passo para introduzir esse assunto será o infográfico que consta na atividade para o aluno, “Uma nova ordem mundial”, disponível na etapa 3 do passo 2. No infográfico os alunos poderão entender as principais consequências da guerra, que pautaram as discussões sobre direitos humanos na segunda metade do século, como o julgamento dos nazistas no Tribunal de Nuremberg, a criação das Organizações das Nações Unidas (ONU) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Se o professor sentir a necessidade de apoio para tratar de um tema delicado como o julgamento de nazistas, pode acessar o plano de aula da revista da Nova Escola sobre Os julgamentos de Nuremberg, que se dedica especificamente a esse assunto. Logo em seguida, o professor deve pedir à classe a leitura da reportagem Adolf Eichmann: Vingança no tribunal, que relata a história de uma das principais peças da engrenagem da máquina nazista, que teve seu julgamento em Nuremberg. Se possível, como a reportagem também cita a versão da filósofa Hanna Arendt, que acompanhou o julgamento, seria muito interessante se o professor selecionasse alguns trechos do livro Eichmann em Jerusalém, que é o título de sua visão sobre o julgamento do nazista na capital de Israel. Cinquenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, as feridas ainda tentam cicatrizar. Filmes sobre o holocausto, como A Lista de Schindler, ainda são vistos e livros, como O menino do pijama listrado, além de muitas obras teóricas, são escritas com o intuito de se tentar entender como foi possível tamanha barbárie e, mais do que isso, como fazer para que ela não se repita. Tema: 1945: Fim da guerra e do holocausto História 1ª série do Ensino Médio
  • 6. Página 3 Domíniopúblico Monumento ao Holocausto Tema: 1945: Fim da guerra e do holocausto História 1ª série do Ensino Médio Uma das maneiras que o país mais envolvido no holocausto, a Alemanha, buscou para se livrar do estigma de “nazista” que a persegue há mais de 50 anos de tentativas de retratação foi a construção de um memorial do Holocausto. A reportagem sobre sua construção pode ser conferida na revista Veja . A concepção, a construção e, por fim, a entrega do monumento foi acompanhada por grandes polêmicas. Primeiramente discutiu-se se era conveniente a construção de um monumento, que normalmente tem como função celebrar um evento histórico ou uma personalidade, para um genocídio. Depois questionou-se o montante de dinheiro que foi concedido ao arquiteto Peter Eisenman para que ele construísse o memorial. E, por fim, questionou-se o bom gosto de seu resultado, imensas fileiras de monolitos com diferentes proporções, que fornece uma paisagem repetitiva e vazia a um dos lugares mais visitados pelos turistas. Apresente aos alunos o resultado da obra de Einsenman, discutindo com eles suas impressões sobre o assunto. Uma parceria com a professora de Inglês pode render um trabalho muito interessante: foi montado em Berlim, bem perto do antigo bunker nazista, um centro de documentação sobre todos os aspectos do holocausto, chamado Topografia do Terror. Lá podem ser encontradas fotografias, painéis e documentos sobre todo o processo de massacre das minorias na Alemanha nazista. A montagem desse centro de documentação também faz parte de um esforço do país para tentar se redimir da atrocidade do genocídio. O site Topographie des Terrors é em inglês, mas navegar, com alguma ajuda do docente da língua estrangeira, pode se mostrar uma atividade instrutiva para as duas disciplinas em questão. Avaliação Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) enfatizam que a avaliação da disciplina de História deve propiciar a “criação das situações de trocas, de estímulo na construção de relações entre o estudado e o vivido, de integração com outras áreas de conhecimento, de possibilidade de acesso dos alunos a novas informações, de confrontos de opiniões, de apoio ao estudante na recriação de suas explicações e de transformação de suas concepções históricas”. Tendo essas recomendações em mente, ao fim dos estudos, os alunos devem estar aptos a: • Entender a conjuntura de origem da Segunda Guerra Mundial e identificar os agentes nela envolvidos; • refletir sobre os danos que uma guerra pode causar aos seres humanos, tanto na dimensão física como psicológica; • estabelecer pontes entre as atrocidades cometidas na Segunda Guerra, os julgamentos em Nuremberg e o desenvolvimento dos direitos humanos; • compreender como o mundo assimilou os efeitos da Segunda Guerra e as tentativas que vêm sendo feitas de reflexão e retratação do genocídio. Anotações
  • 7. O Vaticano e a importância do catolicismo na Itália Projeto Pedagógico Tema: O Vaticano e a importância do catolicismo na Itália História 8º ano do Ensino Fundamental II APRESENTAÇÃO: Caro professor! Tendo como base os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) podemos entender como o estudo da História nas escolas brasileiras sofreu mudanças ao longo dos séculos, dependendo das contingências políticas, sociais e científicas específicas de cada época. Atualmente, “no diálogo e no confronto com a realidade social e educacional, no contato com valores e anseios das novas gerações, na interlocução com o conhecimento histórico e pedagógico, o saber histórico escolar tem mantido tradições, tem reformulado e inovado conteúdos, abordagens, métodos, materiais didáticos e algumas de suas finalidades educacionais e sociais. Nesse diálogo tem permanecido, principalmente, o papel da História em difundir e consolidar identidades no tempo, sejam étnicas, culturais, religiosas, de classes e grupos, de Estado ou Nação”. Dessa forma, este projeto pedagógico pretende apresentar aos alunos a identidade de uma das mais antigas religiões, praticada até hoje: o catolicismo. O relevante papel que tem desempenhado em momentos históricos importantes faz seu estudo fundamental na escola. Ainda segundo o PCN, no estudo da História “têm sido recriadas as relações professor, aluno, conhecimentohistóricoerealidadesocial,embenefíciodofortalecimentodopapeldaHistórianaformação social e intelectual de indivíduos para que, de modo consciente e reflexivo, desenvolvam a compreensão de si mesmos, dos outros, da sua inserção em uma sociedade histórica e da responsabilidade de todos atuarem na construção de sociedades mais igualitárias e democráticas”. INTRODUÇÃO: Explorando o tema O Vaticano e a importância do catolicismo na Itália, este conjunto de aulas pretende provocar a reflexão sobre o desenvolvimento histórico desta religião e suas influências sobre a cultura italiana. Fazendo uso de vídeos, infográficos, reportagens e pesquisas na internet, os alunos aprenderão sobre a consolidação do Vaticano, suas principais capelas e igrejas, o período da Renascença e suas influências sobre a política mundial. Para finalizar, eles terão contato com a arte produzida na época do Renascimento e terão a oportunidade de conhecer seus principais autores, muitos deles conhecidos até hoje. Dessa forma, pretende-se que eles tenham uma compreensão global do tema, abordado nas suas diferentes dimensões. OBJETIVOS: • Conhecer as origens da religião católica; • aprender sobre o papel do catolicismo na Itália; • valorizar a pluralidade cultural e religiosa; • entender a relação entre política e religião; • conhecer o Renascentismo e suas expressões artísticas. O Vaticano e a importância do catolicismo na Itália Aula 1 - O Vaticano e a importância do catolicismo na Itália......................2 Aula 2 - O poder do Vaticano.........2 Aula 3 - O papel do Renascentismo na Itália..........................................2 Aula 4 - Explorando as obras da Renascença.......................................2 Avaliação......................................2 GiulioBernardi Padre na Toscana, Itália
  • 8. Página 2 Aula 1 - O Vaticano e a importância do catolicismo na Itália Aula 2 - O poder do Vaticano Aula 3 - O papel do Renascentismo na Itália Aula 4 - Explorando as obras da Renascença Nesta aula os alunos terão acesso a diversas fontes de informação como vídeo, infográficos, reportagem na atividade para o aluno, e farão também uma pesquisa na internet a respeito da diversidade cultural e religiosa nas diferentes regiões da Itália. O vídeo da Discovery Education apresentará esse que é o menor Estado independente do mundo e tratará das especificidades das regiões da Itália, que misturam tradições, rituais e o próprio catolicismo. Esse regionalismo será tema da proposta do passo 3. Eles aprofundarão seu conhecimento sobre o que é o Vaticano, quais suas principais localidades e por que ele se tornou o ponto de referência da religião católica acessando o infográfico disponível na etapa 1 do passo 2. Mas por que será que a sede da Igreja Católica, que reúne 1,1 bilhão de fiéis em todo o mundo, fica no coração da Itália? A reportagem Por que a sede do Cristianismo está em Roma e não em Jerusalém?, disponível na etapa 2 do passo 2, pode elucidar essa questão. É importante que os alunos aprendam sobre a história do catolicismo, valorizem a diversidade religiosa e tenham contato com as famosas obras artísticas renascentistas presentes no interior de suas igrejas e de seus museus. Para ajudar nesse desafio seus alunos podem acessar o jogo “As basílicas italianas”, na etapa 3 do passo 2. É importante que os alunos não só reconheçam o papel central que religião católica desempenha na vida dos italianos e de muitas pessoas ao redor do mundo, mas saibam o enorme poder que o Vaticano já exerceu sobre a política mundial, poder este que pode ser observado em muitas situações até hoje. Reflita um pouco com os alunos a respeito disso e em seguida peça que façam a leitura da reportagem O império do Vaticano, publicada na revista Aventuras na História, a qual mostra o percurso de estabelecimento do Vaticano e fala do poder que os papas tiveram ao longo da história. Abra espaço para debate ao final da leitura. Para compreender a importância do catolicismo na Itália os alunos precisam entender o contexto em que esta religião esteve inserida ao longo da história. Peça para que eles leiam o texto Passagem para o futuro, publicado na revista Superinteressante, que aborda o papel do Renascentismo no desenvolvimento científico e suas interlocuções com a economia e política naquele específico momento histórico. Em seguida, discuta com a turma as seguintes questões: • De que forma as ideias renascentistas influenciavam a política na Itália? • Que mudanças viveu a sociedade da época? • De que forma o Renascimento se relaciona com o catolicismo estudado nas aulas anteriores? Esta aula será dedicada à pesquisa da arte produzida no período da Renascença e seus principais autores, no intuito de estimular a valorização artística e cultural. Para isso, peça aos alunos para entrarem no site da Wikipedia, buscando o assunto Renascença italiana. Ao final desse link, eles poderão ver o tópico “Realizações Artísticas”. Peça para explorarem os links indicados, onde aparecem os principais nomes de arquitetos, pintores, escultores, literários e músicos da época. Vamos conhecê-los e ver o que suas produções dizem a respeito do que já estudaram sobre a cultura italiana e tudo o que aconteceu na Itália. Peça que escrevam sobre as possíveis relações existentes entre arte Renascentista, cultura italiana e a religião católica. Tema: 1945: Fim da guerra e do holocausto História 1ª série do Ensino Médio Avaliação Ao final deste conjunto de aulas você deve avaliar se os alunos estão aptos a reproduzir a história da religião católica, a importância do Vaticano e os nomes do Renascimento e suas principais obras.
  • 9. Página 3 Tema: 1945: Fim da guerra e do holocausto História 1ª série do Ensino Médio Anotações Para além desses critérios objetivos, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) afirmam que “no processo de avaliação é importante considerar o conhecimento prévio, as hipóteses e os domínios dos alunos e relacioná-los com as mudanças que ocorrem no processo de ensino e aprendizagem”. Dessa forma, é importante avaliar se os alunos conseguem utilizar o conhecimento adquirido neste processo para interpretar fatos históricos e atuais sobre o tema. Ao final do processo, os alunos deverão: • Ter conhecido as origens da religião católica; • ter aprendido sobre o papel do catolicismo na Itália; • ter valorizado a pluralidade cultural e religiosa; • ter entendido a relação entre política e religião; • ter conhecido o Renascentismo e suas expressões artísticas.
  • 10. Impressionismo Projeto Pedagógico Tema: Impressionismo História e Arte 2ª série do Ensino Médio APRESENTAÇÃO: Caro professor! O Impressionismo, movimento artístico do fim do século XIX, é a porta de entrada para a arte do século XX. Pela primeira vez na história das expressões artísticas, o conteúdo subjetivo determina as representações. Nesse sentido, a importância do contato com o Impressionismo vai além do próprio movimento: a ruptura proposta por artistas como Monet, Renoir e Degas será, afinal, decisiva para as vanguardas europeias do período entreguerras. Esta sequência de atividades não se limitará, por isso, à mera expansão do repertório do aluno. O objetivo é mostrar como a representação artística é determinada pelo espírito da época. Assim, as aulas contemplarão fundamentalmente duas propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). No que diz respeito à disciplina História, oferecerão a possibilidade de “situar as diversas produções da cultura [...] nos contextos históricos de sua constituição e significação”, ou, mais ainda, permitirão que se ultrapasse a simples “contextualização”, a partir de obras cujo conteúdo está claramente mediado pelas contradições do momento histórico. Já em relação a Artes, ajudarão o aluno a compreender a “especificidade da experiência simbólica e estética da arte”, elucidando o “tipo particular de narrativa sobre o mundo” desenvolvido pelo Impressionismo. INTRODUÇÃO: Reconhecido como o primeiro movimento artístico organizado, o Impressionismo romperá, pela primeira vez, com as regras da academia, revolucionando a história da arte. Sob as suas influências, além disso, estarão os grupos de vanguarda que irrompem nas primeiras décadas do século XX. Estamos diante, portanto, de um conteúdo extremamente especial, que colocará o aluno em contato com uma expressão artística cujo sentindo não se resume meramente à estética ou à moral. Esta sequência didática propõe evidenciar como mudanças sociais profundas estão no cerne do movimento impressionista. Para tanto, adota um ponto de vista analítico: a obra de arte é decomposta em unidades mínimas, capazes de revelar a particularidade da linguagem empregada e a complexa relação entre o trabalho do artista e o espírito da época. O percurso aqui sugerido, portanto, parte da obra artística para chegar à história – uma inversão que objetiva evitar a simples justaposição entre linguagem e contexto. Com isso, ademais, pretende- se estimular o início de um processo lento e gradual: a autonomia do aluno diante do exercício interpretativo. O percurso se encerrará com uma espécie de gancho, e não de forma conclusiva. As últimas lições dirão respeito aos caminhos abertos pelos impressionistas. OBJETIVOS: • Estimular no aluno o olhar analítico, capaz de apreender na obra a linguagem particularmente empregada e a mediação do contexto histórico; • apresentar, a partir da ruptura proposta pelo Impressionismo, o início da supremacia do conteúdo subjetivo, processo que se consolidará na produção artística do século XX; • estimular no aluno o desejo pela ampliação de seu repertório. Impressionismo Aula 1 - O salão dos recusados.....2 Aula 2 - A quem pertencem as impressões do Impressionismo?.......2 Aula 3 - Fotografia objetiva?..........2 Aula 4 - A herança do Impressionismo.................................2 Avaliação......................................3 GiulioBernardi O quadro Azul e Rosa (1881), de Pierre-Auguste Renoir – que pertence ao acervo do Masp (Museu de Artes de São Paulo)
  • 11. Página 2 Aula 1 - O salão dos recusados Esta primeira aula apresentará a história do Impressionismo: a exposição paralela organizada em 1863, chamada “O salão dos recusados”; a origem do nome pelo qual o grupo ficou conhecido; a recusa às prescrições da Academia Francesa de Belas Artes; as principais características da arte do período. Para isso, os alunos assistirão aos vídeos “O que é o Impressionismo?” e “Os artistas do Impressionismo”, da Discovery Education, acessarão o infográfico “Montes de feno” e completarão o jogo “Os pintores impressionistas” – todo esse conteúdo está nos passos 1 e 1 da atividade para o aluno. Você poderá sugerir, ao final da aula, que eles pesquisem um quadro que não tenha sido apresentado durante a exposição e o comentem. Ou, caso a dinâmica permita, proponha uma discussão coletiva, em que um mesmo quadro seja comentado por toda a turma. Aula 2 - A quem pertencem as impressões do Impressionismo? A proposta desta aula é fazer avançar a análise da obra artística. O centro desse esforço reside na questão do ponto de vista – o qual se torna patente a partir do momento em que os artistas rompem com noções pré-estabelecidas acerca do que produzem e buscam reproduzir determinadas impressões sobre a cena retratada. A ideia é que se reconheça a proposta do Impressionismo não como uma invenção, mas como o reconhecimento de um processo universal: é possível que o ser humano produza algo absolutamente objetivo? Uma representação, seja qual for a sua natureza, pode ser totalmente independente do sujeito que a realiza? Sugere-se que o raciocínio seja construído a partir de produções dos próprios alunos. Você pode pedir que eles escrevam uma descrição de um objeto ou paisagem, ou ainda, se possível, que desenhem esse mesmo objeto ou paisagem. Eles poderão se reunir inicialmente em duplas, comparando seus trabalhos, e, em seguida, estabelecer uma discussão entre toda a turma. Ao observarem os trabalhos dos colegas, poderão ter distanciamento do que produziram, questionando-se a respeito de seu próprio olhar. Aula 3 - Fotografia objetiva? Nesta aula os alunos conhecerão o espírito da época – a partir das condições históricas e de uma inovação técnica que estará por trás das rupturas propostas pelos Impressionistas: a fotografia. Trata-se, aqui, de mostrar como o avanço do capitalismo monopolista (sobretudo a partir da Segunda Revolução Industrial) influencia a noção de sujeito, e de demonstrar como a relevância dada ao conteúdo subjetivo está intimamente relacionada ao avanço de uma técnica que simula a mais perfeita objetividade. Vocêpoderáapresentara“câmaraescura”(estudadaporLeonardoDaVinci,desdeoséculoXV)easdescobertasenvolvendoafotossensibilidade dos sais de prata (os maiores avanços foram feitos pelo físico alemão Johann Heinrich no século XVIII), passando pelas figuras principais da história da fotografia, como os franceses Joseph Nicéphore Nièpce e Jean-Jacques Daguerre. Propõe-se que o exercício da aula anterior seja retomado, agora aplicado à fotografia. Será mesmo que os registros fotográficos estão imunes à subjetividade? Para além da possibilidade de se forjar uma cena, estão as noções de enquadramento (que pode deixar informações relevantes de fora da fotografia), e de proximidade (que pode fazer um objeto parecer muito maior do que realmente é). Aula 4 - A herança do Impressionismo O olhar será agora novamente direcionado para a obra de arte. A partir de um exercício comparativo, o aluno poderá conhecer a relação entre o Impressionismo e artistas que inauguram outras quatro escolas: Paul Gauguin (Fovismo); Vincent van Gogh (Expressionismo); Paul Cézanne (Cubismo); Georges Seurat (Pontilhismo). Em uma discussão coletiva sobre esses artistas, os alunos deverão apontar as semelhanças, as diferenças técnicas e os diferentes resultados expressivos. Você poderá, em seguida, convidá-los para um passeio pelo Museu Van Gogh. Ali, eles escolherão um quadro a partir do qual deverão compor uma breve narrativa. Será necessário, para isso, criar uma personagem e sua história de vida – que retomem, naturalmente, as condições da época. Como exemplo, é possível exibir o fragmento do filme Sonhos, de Akira Kurosawa, dedicado ao pintor holandês (você pode assistir ao trecho, chamado Corvos. Tema: Impressionismo História e Arte 2ª série do Ensino Médio
  • 12. Página 3 Anotações Tema: Impressionismo História e Arte 2ª série do Ensino Médio Avaliação Nunca é demais lembrar uma boa prática avaliativa: comece por retomar os objetivos que você estabeleceu para a turma no início deste projeto. Eles serão os parâmetros para a reflexão que se faz necessária agora, ao final do percurso. É importante também que essa reflexão leve em conta o grau de envolvimento dos alunos com as obras artísticas estudadas. A turma foi apresentada a quadros provavelmente já conhecidos, mas convidada a apreciá-los de uma nova maneira. Pode-se dizer que o contato com o significado histórico dos impressionistas alterou a relação dos alunos com as obras? É oportuno que o esforço de resposta a essa pergunta seja compartilhado com a própria classe. Incentive os estudantes a avaliarem sua evolução e a identificarem eventuais curiosidades, lacunas ou dificuldades que não tenham sido preenchidas pelo projeto. Comente, então, a autoavaliação realizada pelos alunos, relatando suas próprias impressões sobre essa evolução. Finalmente, não deixe de planejar formas processuais ou pontuais de verificação de aprendizagem para os conteúdos que se espera que a turma domine ao final do projeto. Cabe verificar se os alunos: • São capazes de reconhecer o sentido da recusa impressionista em acatar as prescrições da Academia Francesa de Belas Artes; • têm desenvoltura para analisar as manifestações da subjetividade diante de representações, por exemplo, de paisagens; • desenvolveram a sensibilidade para apreender as contradições do sujeito e da época que se manifestam na obra artística.
  • 13. Michelangelo e o Renascimento Projeto Pedagógico Tema: Michelangelo e o Renascimento História e Artes 2ª série do Ensino Médio APRESENTAÇÃO: Caro professor! As reflexões iniciais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) acerca do ensino de História afirmam que, no Ensino Médio, “a contribuição mais substantiva da aprendizagem da História é propiciar ao jovem situar-se na sociedade contemporânea para melhor compreendê-la”. De fato, é um desafio permanente para educadores e educadoras mostrar que a análise dos fatos históricos não apenas amplia um repertório de conhecimentos, mas também ilumina e ajuda a explicar o tempo presente. Este projeto apresenta a Renascença (com foco em Michelangelo e suas obras-primas na Capela Sistina) perseguindo essas duas metas. O estudo desse período profundamente humanista, berço de descobertas, empresas e invenções que moldaram a sociedade ocidental, também evidencia os laços do passado com o presente. A proposta vai ao encontro de diversas das competências e habilidades pretendidas nos PCN de História. Ela cria ocasião para a turma “estabelecer relações entre continuidade/permanência e ruptura/transformação nos processos históricos” e “posicionar-se diante de fatos presentes a partir da interpretação de suas relações com o passado”, além de “situar as diversas produções da cultura — as linguagens, as artes, a filosofia, a religião, as ciências, as tecnologias e outras manifestações sociais – nos contextos históricos de sua constituição e significação”. Em interface com o ensino das Artes, o tema permite “compreender e saber articular a arte a outros componentes do currículo escolar”, levando em conta que “saber ler produções artísticas significa fazer apreciações críticas de trabalhos de arte, com atribuição de significados e estabelecimento de relações com variados conhecimentos”, como preconizam os PCN da disciplina. Segundo essa publicação, “conhecer arte é saber (...) apreciar e interpretar formas artísticas e culturais [de maneira] contextualizada, segundo os sistemas simbólicos que integram cada linguagem própria da arte” — uma aliança do olhar técnico com o histórico que se busca alcançar nestas aulas. INTRODUÇÃO: Uma visita virtual à Capela Sistina inicia o projeto, permitindo que os alunos apreciem essa realização de Michelangelo e elaborem suas primeiras impressões e perguntas sobre a obra e o contexto da sua criação. A curiosidade fornecerá o gancho para a apresentação do artista e das ideias de seu tempo, durante a aula digital. Essa exposição introdutória do movimento renascentista será aprofundada pela turma nas aulas subsequentes, especialmente sob dois aspectos notáveis desse período de rupturas: as inovações técnicas no campo das artes e a revolução do pensamento antropocêntrico. O projeto se encerra com a produção de ensaios pessoais, baseados em uma nova observação da Capela Sistina (com um olhar, agora, qualificado), para que os alunos identifiquem articulações entre os conceitos artísticos e filosóficos estudados e questões que os mobilizam na contemporaneidade. OBJETIVOS: Estudar a vida e os trabalhos de Michelangelo com foco nas obras-primas pintadas na Capela Sistina será um ponto de partida para que seus alunos: • Conheçam o movimento artístico e filosófico do Renascimento; • reflitam sobre as revoluções da Idade Moderna, período que supera o modo de vida feudal e lança importantes bases para a formação da sociedade em que hoje vivemos; • percebam o valor da disciplina de História para, por meio do conhecimento do passado, iluminar questões do tempo presente. Michelangelo e o Renascimento Aula 1 - Uma visita ao Vaticano......2 Aula 2 - Michelangelo e o Renascimento....................................2 Aula 3 - A Criação de Adão: as artes visuais renascentistas......................2 Aula 4 - Rupturas artísticas, filosóficas, científicas, políticas........3 Aula 5 - Nos dias de hoje: ecos do Renascimento....................................3 Avaliação......................................3 AaronLogan Afrescos no teto da Capela Sistina: o conjunto da obra
  • 14. Página 2 Aula 1 - Uma visita ao Vaticano Aula 2 - Michelangelo e o Renascimento Aula 3 - A Criação de Adão: as artes visuais renascentistas ”A riqueza de novas invenções, a maestria infalível de execução em todos os detalhes e, sobretudo, a grandeza das visões que Michelangelo revelou aos vindouros proporcionaram à humanidade uma nova ideia do poder do gênio”, afirma Gombrich acerca da Capela Sistina, em sua História da Arte — excelente opção de consulta para você preparar a execução destas aulas. Os afrescos da Capela são bons pontos de partida para discutir as manifestações artísticas e filosóficas da Renascença. São pinturas dos principais artistas da época, realizadas entre fim do século XV e meados do XVI. Mas, para iniciar esse percurso, é importante que a turma tenha a chance de contemplar essa obra, apreciando “o gênio” de que fala Gombrich. Felizmente o Vaticano mantém um modelo virtual da Capela. Os estudantes poderão, portanto observar à vontade os afrescos, aproximando e distanciando o olhar com imagens em alta resolução. Antes dessa exploração, forme duplas e apresente o projeto, situando a época e lugar do tema estudado e contextualizando as obras que eles verão online. Anote palavras-chave na lousa, e então deixe-os livres para observar as pinturas. Depois de alguns minutos, peça que anotem impressões pessoais, dados e perguntas sobre os afrescos. Incentive-os a examinar o teto e a parede do altar com mais vagar, e pesquisar sobre essas obras na rede (a Wikipédia, por exemplo, tem bons verbetes sobre o tema). Os termos que estão na lousa (que podem incluir o nome da capela, Michelangelo, Renascimento, Quattrocento, Cinquecento, Maneirismo, Humanismo, Antropocentrismo, Gênese, Adão, Noé, Juízo Final) também servirão como pistas para essa pesquisa. Circule para orientar as buscas e ajudar a avaliar a qualidade das fontes. Recolha as anotações e, antes da próxima aula, leia-as com atenção para que as atividades seguintes contemplem, na medida do possível, todas as curiosidades e comentários. Esta aula oferecerá um farto material para a apresentação da trajetória artística de Michelangelo, do contexto em que foram feitos seus afrescos na Capela Sistina, e do momento artístico e intelectual marcado pelo humanismo renascentista. Detenha-se por bastante tempo no infográfico que detalha as cenas do teto da Capela, para que a turma crie intimidade com a organização das visões e com a harmonia do conjunto. Ao explicar o conteúdo das pinturas, tenha o cuidado de contextualizar os mitos cristãos da Criação, do Dilúvio e do Juízo a partir de uma perspectiva laica — ou seja, com posturas que acolham por igual as crenças e formações religiosas diversas que seus alunos podem ter, sem privilegiar nem diminuir nenhuma delas. Para isso, neste caso, é importante não pressupor que essas narrações bíblicas sejam de conhecimento geral, e levar em conta que elas podem ter apelo espiritual para alguns alunos e sentido apenas cultural e simbólico para outros. A atividade do passo 3 constituirá um esboço das reflexões sobre a produção artística e seu contexto histórico, que serão aprofundadas na aula 4 durante o estudo das inovações científicas e rupturas filosóficas realizadas durante a Renascença. Recorrendo a projeções ou imagens em tamanho grande (ou ao próprio site da Capela em 3D), explique com mais detalhes a organização dos afrescos do teto (os profetas, as sibilas, as histórias bíblicas da Criação e do Dilúvio). Focando então na célebre Criação de Adão, dedique esta aula a identificar com os alunos o estilo de Michelangelo, que imprimia movimentos de força e vigor aos corpos que criava, sem que eles perdessem a simplicidade e a serenidade. Os nus da Sistina, diz o manual de Gombrich, “exibem todo o domínio e mestria de Michelangelo desenhando o corpo humano em qualquer posição e de qualquer ângulo. (…) Vemos a ação recíproca dos músculos como jamais alguém observara e retratara desde os mestres gregos.” Fazendo referência à mesma cena, descreva também as características das artes visuais renascentistas, destacando sua inspiração na Antiguidade grega e romana e sua íntima ligação com as descobertas científicas da época. Este trecho, ainda de Gombrich, ajuda a explicar essa relação: ... os artistas italianos se voltaram para a Matemática a fim de estudarem as leis da perspectiva, e para a Anatomia, com o propósito de estudarem a construção do corpo humano. Os horizontes do artista ampliaram-se através dessas descobertas. (...) Era agora um mestre dotado de autonomia, que não poderia alcançar fama e glória sem explorar os mistérios da natureza e sondar as leis secretas do universo. Uma curiosidade pode encerrar a aula de forma instigante. Estudiosos têm defendido que Michelangelo pintou, em algumas formas e detalhes da Sistina, órgãos e outras estruturas anatômicas que o fascinavam. Assim, o conjunto de anjos que carrega o criador na cena de Adão, por exemplo, assemelharia-se muito a um cérebro. A hipótese é divertida e, neste caso em particular, muito rica: estaria o artista afirmando Tema: Michelangelo e o Renascimento História e Artes 2ª série do Ensino Médio
  • 15. Página 3 Tema: Michelangelo e o Renascimento História e Artes 2ª série do Ensino Médio que aquele era também o momento da criação da razão humana, motivo maior de assombro na natureza? Ou equiparando à divindade o pensamento humano, em seu poder igualmente criador? Aula 4 - Rupturas artísticas, filosóficas, políticas, científicas... Aula 5 - Nos dias de hoje: ecos do Renascimento A prova de História da Fuvest 2011 apresentou uma questão baseada na Criação de Adão e neste trecho de um artigo acadêmico de autoria de Clayton Levy: Michelangelo começou cedo na arte de dissecar cadáveres. Tinha apenas 13 anos quando participou das primeiras sessões. A ligação do artista com a medicina foi reflexo da efervescência cultural e científica do Renascimento. A prática da dissecação, que se encontrava dormente havia 1.400 anos, foi retomada e exerceu influência decisiva sobre a arte que então se produzia. A questão que segue evidencia a ligação entre as inovações técnicas das artes renascentistas e o pensamento humanista que, em parte, as possibilitou: “Explique a relação, mencionada no texto, entre artes plásticas e dissecação de cadáveres no contexto do Renascimento”. Comece a aula propondo a resolução por escrito dessa questão. Depois de alguns minutos, ouça as respostas e complemente-as com exemplos históricos que ajudem a demonstrar o deslocamento operado no Renascimento, de uma filosofia e um poder teocêntricos para modos antropocêntricos de pensar, conhecer a natureza e organizar a vida coletiva. Para além das artes e da filosofia, ocorre nos séculos XV e XVI uma série de eventos científicos e políticos que dão ideia do clima intelectual fervilhante na Europa de então: a invenção da prensa de Gutenberg, perto de 1440, a Reforma Protestante desencadeada em 1516, a defesa do heliocentrismo por Copérnico, Galileu e Giordano Bruno, as grandes navegações que mostraram aos europeus novos continentes, novos povos e novas fontes de exploração econômica. Para concluir, pergunte: em quais desses acontecimentos eles conseguem identificar valores ainda presentes na sociedade em que hoje vivem? E como eles acreditam que foi feita essa ponte, ou seja: por que um ideário nascido na Itália da Idade Moderna pode ainda encontrar ecos num país da América do Sul, no século XXI? Como o estudo do passado pode iluminar as questões que seus jovens alunos e alunas enfrentam no dia a dia? Nesta última aula, eles mesmos enfrentarão esse questionamento para cumprir a tarefa de encerramento do projeto. Primeiro, leve-os de volta à sala de informática para acessarem novamente a visita virtual da Capela Sistina. Desta vez, conduza uma observação sistemática dos afrescos de Michelangelo, resumindo o que estudaram: o significado das cenas representadas, o contexto da sua realização, as peculiaridades de seu estilo e sua técnica. Peça, então, para que relembrem a aula anterior. Quando tiverem citado a maioria dos conteúdos estudados, pergunte quais cenas ou aspectos dos afrescos de Michelangelo eles poderiam usar para ilustrar esses tópicos. Explore com eles as possibilidades de vincular, dessa forma, argumento e imagem, arte e sociedade, produção cultural e momento histórico. Retome enfim a discussão final daquela aula, em que a turma se esforçou por ligar ideias e fatos do humanismo renascentista com valores e processos da atualidade. Esses momentos de revisão preparam a turma para a atividade final, um ensaio em que cada aluno escolherá um debate contemporâneo que lhe interesse e responderá: “Quais ideias ou acontecimentos do humanismo renascentista dialogam com esse problema atual? E como eles contribuem para que eu o contextualize e compreenda melhor?”. Oriente-os a explicar com cuidado o problema e por que ele os preocupa, e então a descrever em detalhes como ele se vincula com as ideias do Renascimento, enriquecendo o argumento com citações e exemplos. Peça que ilustrem o texto com um afresco de Michelangelo (buscando imagens de uso livre ou licenças flexíveis). Ajude-os a criar uma legenda para a ilustração, identificando a cena e dizendo por que ela complementa o tema do ensaio. Avaliação Elaborem conjuntamente os parâmetros de avaliação do projeto. Você pode fazer isso compartilhando com a turma quais eram os objetivos iniciais das aulas, e explicando que uma boa avaliação começa por retomar as expectativas do início do percurso e refletir sobre o seu cumprimento. Com base nos objetivos, proponha — ou redija junto com os alunos — perguntas que sirvam como parâmetros avaliativos (por exemplo: conhecemos a vida e a obra de Michelangelo, assim como a história de seus afrescos na Capela Sistina? Saberíamos dizer o que foi o movimento renascentista, qual foi sua importância e que legados ele deixou? Conseguimos identificar a influência desse legado ainda hoje em nossa sociedade?). Distribua então as redações feitas na última aula de modo que cada aluno possa ler e avaliar o texto de um colega, com base nessas
  • 16. Página 4 Tema: Michelangelo e o Renascimento História e Artes 2ª série do Ensino Médio Anotações perguntas, e escrever um breve comentário avaliativo. Depois disso, conversem sobre como foi o andamento das aulas. Após ouvir as opiniões da turma, não deixe de compartilhar seu próprio balanço, destacando o que o deixou satisfeito e os pontos que você julgou insuficientes — vocês podem pensar juntos em oportunidades para melhorá-los.

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