Análise de Riscos em Projetos : Uma Abordagem Qualitativa ou Quantitativa

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    1. Análise de Riscos em Projetos : Uma Abordagem Qualitativa ou Quantitativa ? Lúcio J. Diniz, PMP 31.08.2004 – 3a. Feira PMI-MG
    2. “ Si pudiera vivir novamente mi vida, en la prójima trataría de cometer más errores. No intentaria ser tan perfecto, me relajaría más. “ Jorge Luis Borges
    3. Palestra sobre Análise de Riscos ? “ Risk Analysis “ + “ Risk Management”
    4. Análise de Riscos em Projetos : Uma Abordagem Qualitativa ou Quantitativa ? 1. Risco: Obstáculo ou Oportunidade? 2. Componentes de Riscos 3. Porque Gestão de Riscos em Projetos ? 4. Riscos e Ciclo de Vida de Projetos 5. Gestão de Riscos em Projetos : O Planejamento em sua Essência 6. Identificação de Riscos em Projetos: A Base para as Análises Qualitativa e Quantitativa 7. Análise de Riscos em Projetos ( “ Risk Assessment “) 8. Gestão de Riscos ( “ Risk Management “ ) 9. Análise de Riscos: Uma Abordagem Qualitativa ou Quantitativa ? 10. A Razão para a Análise de Riscos em Projetos : Estratégias e Ações 11. Análise Qualitativa com Ações ou Análise Quantitativa sem Ações ? 12. A Maravilha dos Instrumentos para Análise Quantitativa de Riscos: Uma Armadilha para os Maravilhados ? 13. Que tal uma Análise de Riscos “ Quantitativo-Simplificada” ? 14. Afinal : Análise Qualitativa ou Análise Quantitativa ? 15. Em Síntese
    5. 1. Risco: Obstáculo ou Oportunidade?
    6. Riscos em Projetos RISCO EM PROJETOS corresponde a um Evento ou condição INCERTA que, se efetivamente ocorrer, pode implicar em efeito POSITIVO ou NEGATIVO nos Resultados do Projeto. Assim, RISCOS EM PROJETOS incluem tanto OPORTUNIDADES quanto OBSTÁCULOS para o atingimento dos Resultados de Projetos.
    7. Risco x Problema EVENTO INCERTO x FATO ?
    8. 2. Componentes de Riscos
    9. 2. Componentes de Riscos RISCO POSSUI TRÊS COMPONENTES: – UM EVENTO – A PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DO EVENTO – O IMPACTO DECORRENTE DO EVENTO
    10. Valor Esperado de Um Risco • É uma função de PROBABILIDADE e IMPACTO • Valor Esperado = Probabilidade x Impacto • Ex.: Probabilidade de receber uma multa = 90 % • Valor médio de Multas = R$ 150,00 • Orçamento para o Valor Esperado = 0.9 x R$ 150,00 = R$ 135,00
    11. 3. Porque Gestão de Riscos em Projetos ?
    12. “ RAZÕES “ PARA NÃO FAZER ANÁLISE DE RISCOS EM PROJETOS “ Análise de Riscos “ consome” tempo precioso dos membros da equipe do Projeto “. “ Análise de Riscos demonstra problemas que “só atrapalham “ ! “ Análise de Riscos tem tendência de trazer “más notícias”. “ Análise de Riscos pode levar a situações “ embaraçosas “. “ Análise de Riscos acelera a necessidade de levantar questões que, cedo ou tarde, deveriam ser percebidas pelo Cliente do Projeto “.
    13. Porque Gestão de Riscos em Projetos ? Riscos são da essência de Projetos Temporário e Singular
    14. PAPÉIS DO GERENTE DE PROJETOS NA GESTÃO DE RISCOS • Identificar e compreender Riscos em Projetos • Planejar a condução de Riscos (Desenvolver o Plano) • Incorporar a Gestão de Riscos ao Processo de Planejamento de Projetos • Empregar ferramentas adequadas às diferentes situações • Desenvolver a Equipe, Clientes e Alta Gerência em práticas adequadas de gestão de riscos
    15. “ Onde não há nada, alguma coisa é muito” Lúcio J. Diniz
    16. 4. Riscos e Ciclo de Vida de Projetos
    17. CICLO DE VIDA DE PROJETOS 3 EXECUÇÃO 4 CONCLUSÃO NÍVEL DE ATIVIDADE 2 DESENVOLVIMENTO 1 CONCEPÇÃO TEMPO
    18. Riscos e Ciclo de Vida de Projetos • Na medida em que um projeto evolui ao longo do seu ciclo de vida, os riscos aumentam ou diminuem ?
    19. 5. Gestão de Riscos em Projetos : O Planejamento em sua Essência
    20. Gestão de Riscos em Projetos : O Planejamento em sua Essência • Planejamento da Gestão de Riscos • Identificação de Riscos • Análise Qualitativa de Riscos • Análise Quantitativa de Riscos • Planejamento de Respostas à Riscos • Monitoramento e Controle de Riscos
    21. 6. Identificação de Riscos em Projetos : A base para as análises QUALITATIVA e QUANTITATIVA
    22. Técnicas para Identificação de Riscos em Projetos 1. BRAINSTORMING 2. TÉCNICA DE DELPHI 3. CHECKLISTS 4. ANÁLISE / VALIDAÇÃO DE PREMISSAS 5. ENTREVISTAS COM ESPECIALISTAS 6. NOMINAL GROUP TECHNIQUE
    23. IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS EM PROJETOS CAUSA – RISCO – EFEITO A Importância da Especificidade “ Como consequência de ( Causa do Risco ), ( Evento incerto ) poderá ocorrer, o que poderá / conduzirá / levará ao ( Efeito ) “
    24. IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS EXEMPLOS 1. Como consequência da falta de clareza quanto às especificações para o componente XYZ, poderá haver necessidade de retrabalho, implicando em atraso de duas a quatro semanas na conclusão da atividade RST. 2. Como resultado do volume de trabalho que o cliente está tentando concluir em vários projetos durante a conclusão deste projeto específico, poderá haver um atraso no processo de aprovação de nossas requisições, podendo implicar em um atraso de duas semanas na conclusão do presente projeto. 3. Um concorrente poderá disponibilizar nova tecnologia, que eventualmente poderá ser empregada no presente projeto, implicando em redução no prazo de execução do mesmo.
    25. 7. Análise de Riscos em Projetos ( “ Risk Assessment “ ) Análise QUALITATIVA & Análise QUANTITATIVA
    26. Análise QUALITATIVA de Riscos
    27. ANÁLISE QUALITATIVA DE RISCOS • A análise QUALITATIVA de RISCOS em Projetos é o processo que consiste em se analisar a PROBABILIDADE e o IMPACTO de cada um dos riscos identificados, nos objetivos do Projeto. • Este processo permite estabelecer uma priorização dos riscos em função do seu potencial de influenciar os resultados do Projeto. • A análise qualitativa de riscos ( Probabilidade x Impacto ) deve ser feita para cada risco identificado. • O Valor Esperado de cada Riscos ( Probabilidade x Impacto ), permite definir-se uma priorização dos Riscos do Projeto.
    28. Análise Qualitativa de Riscos Matriz Impacto x Probabilidade 1. ANÁLISE QUALITATIVA DE PROBABILIDADES REFERENCIAL PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA Grande chance de ocorrer 0.95 Provavelmente ocorrerá 0.75 Igual chance de ocorrer ou não 0.50 Baixa chance de ocorrer 0.25 Pouca chance de ocorrer 0.10
    29. Análise Qualitativa de Riscos Matriz Impacto x Probabilidade 2. AVALIAÇÃO DO IMPACTO GRAU DO IMPACTO PESO Muito Grande 5.0 Grande 4.0 Moderado 3.0 Pequeno 2.0 Muito Pequeno 1.0
    30. MATRIZ PROBABILIDADE x IMPACTO PONTUAÇÃO PARA CADA RISCO ESPECÍFICO PROBABILIDADE 0.95 0.95 1.90 2.85 3.80 4.75 0.75 0.75 1.50 2.25 3.00 3.75 0.50 0.50 1.00 1.50 2.00 2.50 0.25 0.25 0.50 0.75 1.00 1.25 0.10 0.10 0.20 0.30 0.40 0.50 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 IMPACTO
    31. PRIORIZAÇÃO DE RISCOS Análise QUALITATIVA Com base na Matriz Probabilidade x Impacto, pode-se priorizar os Riscos do Projeto, como abaixo: • BAIXO RISCO : 0,10 a 0,75 • MÉDIO RISCO : 0,95 a 1,90 • ALTO RISCO : 2,00 a 4,75
    32. Análise QUANTITATIVA de Riscos
    33. Análise QUANTITATIVA de Riscos Reservas como Objetivo Principal
    34. Análise QUANTITATIVA de Riscos OPERACIONALIZAÇÃO • Árvores de Decisão • Simulação de Monte Carlo
    35. ÁRVORES DE DECISÃO - FORMATO BÁSICO RESULTADO EVENTO R1 E1 AÇÃO E2 A1 R2 R3 A2 E3 E4 R4
    36. SIMULAÇÃO DE MONTE CARLO Perspectiva PROBABILÍSTICA
    37. HISTOGRAMA E CURVA “S “ DE PROBABILIDADES Date: 6/22/2001 11:51:07 PM Completion Std Deviation: 14.1d Number of Samples: 2500 95% Confidence Interval: 0.6d Unique ID: 1 Each bar represents 4d. Name: Projeto ABC 290 1.0 Completion Probability Table 261 0.9 Prob Date Prob Date Cumulative Probability 232 0.8 0.05 12/3/2001 0.55 1/1/2002 203 0.7 0.10 12/6/2001 0.60 1/3/2002 Sample Count 0.15 12/11/2001 0.65 1/7/2002 174 0.6 0.20 12/13/2001 0.70 1/10/2002 145 0.5 0.25 12/17/2001 0.75 1/14/2002 116 0.4 0.30 12/19/2001 0.80 1/17/2002 0.35 12/21/2001 0.85 1/22/2002 87 0.3 0.40 12/24/2001 0.90 1/29/2002 58 0.2 0.45 12/26/2001 0.95 2/5/2002 29 0.1 0.50 12/28/2001 1.00 3/1/2002 11/14/01 1/1/02 3/1/02 Completion Date Caso 1 Projeto com 2 Atividades Dados de Duração específicos Distribuição Triangular
    38. PASSOS PARA ANÁLISE DE RISCO ATRAVÉS DA SIMULAÇÃO DE MONTE CARLO • ELABORAR A PROGRAMAÇÃO “ CPM “ DO PROJETO ( DETERMINÍSTICA ) • ESTIMAR AS INCERTEZAS RELACIONADAS À PRAZOS E / OU CUSTOS DAS ATIVIDADES • FAZER ANÁLISE DE RISCOS EMPREGANDO A SIMULAÇÃO DE MONTE CARLO • DEFINIR AS RESERVAS A SEREM CONSIDERADAS EM TERMOS DE PRAZOS E DE CUSTOS
    39. QUANTIFICAÇÃO DE RISCOS ATRAVÉS DE SIMULAÇÃO PRINCÍPIO BÁSICO • A especificação de um intervalo para a duração de uma atividade é mais realista do que buscar-se precisar um único valor para a duração da mesma. • Simulação de Monte Carlo é uma técnica padrão para avaliação de questões complexas em estatística. • A Simulação disponibiliza respostas aproximadas para problemas que seriam praticamente insolúveis de forma direta.
    40. ALGUMAS QUESTÕES RELATIVAS À PROGRAMAÇÃO CPM ( SEM SE CONSIDERAR INCERTEZAS ) 1. A duração de Projetos calculada através de CPM só é confiável, apenas se tudo ocorrer de acordo com o planejado. Isto é raro na realidade de Projetos. 2. Em várias ocasiões, as datas para conclusão de Projetos obtidas através de CPM, são irreais e altamente otimistas, o que pode implicar em que as mesmas sejam superadas / atrasadas. 3. A data CPM para conclusão do Projeto, não é nem mesmo a data mais provável de conclusão, na maioria dos casos. 4. O caminho definido como “Caminho Crítico “ , usando técnicas tradicionais de CPM, pode não ser o caminho com maior probabilidade de implicar atrasos no Projeto.
    41. 8. Gestão de Riscos ( “ Risk Management “ )
    42. 8. Gestão de Riscos ( “ Risk Management “ ) • Planejamento de Respostas à Riscos • Monitoramento e Controle de Riscos
    43. 9. Análise de Riscos: Uma Abordagem Qualitativa ou Quantitativa ?
    44. Mais do que ANÁLISE DE RISCOS é necessário que se concentre na GESTÃO DE RISCOS
    45. 10. A Razão para a Análise de Riscos em Projetos : Estratégias e Ações
    46. PLANEJAMENTO DE RESPOSTAS A RISCOS
    47. PLANEJAMENTO DE RESPOSTAS À RISCOS • Planejamento de Respostas à Riscos é o processo através do qual são desenvolvidas opções e determinadas as AÇÕES, necessárias à maximização das oportunidades e redução dos obstáculos aos objetivos do Projeto. • Tal processo visa assegurar que os riscos identificados, priorizados e quantificados sejam adequadamente administrados ( “ Risk Management “ )
    48. ESTRATÉGIAS PARA RESPOSTAS À RISCOS 1. EVITAR O RISCO 2. TRANSFERIR O RISCO ( Para terceiros ) 3. MITIGAR ( MINIMIZAR) O RISCO ( REDUZINDO O SEU VALOR ESPERADO ) - REDUZINDO A PROBABILIDADE - REDUZINDO O VALOR DO IMPACTO 4. ACEITAR O RISCO ( Assumindo as suas consequências )
    49. PLANEJAMENTO DE RESPOSTAS À RISCOS • PARA CADA RISCO PRIORIZADO, DEVE-SE DEFINIR UMA ESTRATÉGIA CONSIDERADA MAIS ADEQUADA. • EM FUNÇÃO DA ESTRATÉGIA DEFINIDA, PARA CADA RISCO PRIORIZADO, DEVE-SE IDENTIFICAR O CONJUNTO DE AÇÕES A SER DESENVOLVIDO, DE FORMA A IMPLENTAR-SE ADEQUADAMENTE A ESTRATÉGIA.
    50. 11. Análise Qualitativa com Ações ou Análise Quantitativa sem Ações ?
    51. Entre a primeira e a segunda alternativa, é preferível ficar com AÇÕES
    52. 12. A Maravilha dos Instrumentos para Análise Quantitativa de Riscos : Uma Armadilha para os Maravilhados?
    53. Softwares para Análise Quantitativa de Riscos em Projetos: Muita Modelagem para pouco conteúdo ?
    54. HISTOGRAMA E CURVA “S “ DE PROBABILIDADES Date: 6/22/2001 11:51:07 PM Completion Std Deviation: 14.1d Number of Samples: 2500 95% Confidence Interval: 0.6d Unique ID: 1 Each bar represents 4d. Name: Projeto ABC 290 1.0 Completion Probability Table 261 0.9 Prob Date Prob Date Cumulative Probability 232 0.8 0.05 12/3/2001 0.55 1/1/2002 203 0.7 0.10 12/6/2001 0.60 1/3/2002 Sample Count 0.15 12/11/2001 0.65 1/7/2002 174 0.6 0.20 12/13/2001 0.70 1/10/2002 145 0.5 0.25 12/17/2001 0.75 1/14/2002 116 0.4 0.30 12/19/2001 0.80 1/17/2002 0.35 12/21/2001 0.85 1/22/2002 87 0.3 0.40 12/24/2001 0.90 1/29/2002 58 0.2 0.45 12/26/2001 0.95 2/5/2002 29 0.1 0.50 12/28/2001 1.00 3/1/2002 11/14/01 1/1/02 3/1/02 Completion Date Caso 1 Projeto com 2 Atividades Dados de Duração específicos Distribuição Triangular
    55. “ Tome cuidado com quem conhece demais um determinado instrumento! “ Bennet P. Lientz
    56. 13. Que tal uma Análise de Riscos “ Quantitativo-Simplificada ” ?
    57. 13. Que tal uma Análise de Riscos “ Quantitativo-Simplificada ” ? Reservas = “ Baseline “ + / - 10 %
    58. 14. Afinal : Análise Qualitativa ou Análise Quantitativa de Riscos?
    59. Análise Qualitativa ou Quantitativa ? É uma Função da TIPOLOGIA do Projeto !
    60. TIPOLOGIA DE PROJETOS Os projetos são classificados como P1, P2, P3 ou P4. Para a classificação dos projetos, são utilizados os seguintes parâmetros: a. INVESTIMENTO MÉDIO ANUAL em R$ b. COMPLEXIDADE do projeto
    61. TIPOLOGIA DE PROJETOS P1 – PEQUENA DIMENSÃO P2 – MÉDIA DIMENSÃO P3 – GRANDE DIMENSÃO P4 – MEGA DIMENSÃO
    62. Análise de Riscos ( “ Risk Assessment “ ) x Tipologia de Projetos • Todos os Tipos de Projeto – Análise QUALITATIVA de Riscos • Projetos P3 e P4 – Análise QUALITATIVA e QUANTITATIVA de Riscos
    63. Em Síntese...
    64. Análise Qualitativa ou Análise Quantitativa ( “ Risk Assessment “ )
    65. Só faz sentido com Estratégias e AÇÕES ( “ Risk Management “ !! )
    66. Monitoramento e Controle de Riscos
    67. MONITORAMENTO E CONTROLE DE RISCOS Controle das Respostas à Riscos ( Monitoramento e Controle de Riscos ), envolve: • acompanhamento dos Riscos Identificados • monitoramento dos Riscos Residuais • identificação de novos Riscos • implantação do Plano para Gestão de Riscos • avaliação das eficácia das ações executadas Controle de Respostas à Riscos deve ser um processo contínuo ao longo do Ciclo de Vida do Projeto, uma vez que a gestão de riscos é, naturalmente, um processo dinâmico.
    68. MONITORAMENTO E CONTROLE DE RISCOS COMPREENDE A EXECUÇÃO DO PLANO DE GESTÃO DE RISCOS, DE FORMA A RESPONDER AOS EVENTOS DE RISCO DURANTE A EXECUÇÃO DO PROJETO.

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