Apostila adm fin gest fin-or
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Apostila adm fin gest fin-or Presentation Transcript

  • 1. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Prof. Marion Mello
  • 2. IMPORTÂNCIA Administração: Entender as técnicas de orçamento de capital e os critérios de decisão utilizados na aceitação ou na rejeição de projetos de investimento.
  • 3. OBJETIVOS DOS ADMINISTRADORES Lucratividade Rentabilidade Produtividade Avaliação de desempenho
  • 4. MERCADOS FINANCEIROS A tomada de decisões de investimento e financiamento requer o conhecimento dos princípios econômicos básicos dos mercados financeiros.
  • 5. TÉCNICAS DE ORÇAMENTO DE CAPITAL As técnicas de orçamento de capital são usadas para analisar e avaliar a viabilidade e a atratividade de projetos de investimento. São aplicadas aos fluxos de caixa relevantes de cada projeto para que sejam selecionados gastos de capital compatíveis com o objetivo de maximização da riqueza dos proprietários da empresas.
  • 6. FLUXO DE CAIXA DA EMPRESA O Fluxo de Caixa, o sangue da empresa, é o tema da preocupação básica do administrador financeiro, tanto na gestão de finanças no dia-a- dia quanto no planejamento e na tomada de decisões estratégicas voltadas para a criação de valor para o acionista.
  • 7. FLUXO DE CAIXA Caixa = caixa em espécie, dinheiro em banco e investimentos de curto prazo. Explica porque o caixa de uma empresa mudou durante o período contábil. Explica como o caixa foi afetado pelas atividades de financiamento, de investimento e operacionais ocorridas durante o período contábil. A decisão de você investir ou não em uma empresa passa pela análise da capacidade de gerar fluxos de caixa.
  • 8. Do ponto de vista estritamente financeiro, as empresas comumente preocupam-se tanto com o fluxo de caixa operacional, usado na tomada de decisões gerenciais, quanto com o fluxo de caixa livre, acompanhado de perto pelos participantes do mercado de capitais.
  • 9. Fluxos operacionais: são as entradas e saídas diretamente associadas à venda e à produção de bens e serviços pela empresa. Fluxos de investimento: são aquelas associados à compra e à venda de ativos imobilizados e a participação em outras empresas. Fluxos de financiamento: resultam de operações de captação de recursos de terceiros e capital próprio.
  • 10. PRINCIPAIS COMPONENTES Investimento inicial Entradas de caixa operacionais Fluxo de caixa terminal
  • 11. INVESTIMENTO INICIAL Saída de caixa relevante na data zero. Investimento Investimento inicial inicial
  • 12. ENTRADAS DE CAIXA OPERACIONAIS São as entradas incrementais depois do imposto de renda, resultantes da implantação do projeto em toda sua duração. Entradas de Entradas de caixa caixa operacionais operacionais
  • 13. FLUXO DE CAIXA TERMINAL É o fluxo não operacional, após o imposto de renda, que ocorre no último ano do projeto. Geralmente é atribuível à liquidação do projeto. Fluxo de Fluxo de caixa final caixa final
  • 14. TÉCNICAS DE ORÇAMENTO DE CAPITAL As empresas usam o fluxo de caixa para análise e julgamento de um projeto, sobre sua viabilidade ou para classificar projetos. Os enfoques mais usados integram procedimentos de cálculo do valor do dinheiro no tempo, considerações de risco e retorno e conceitos de avaliação para selecionar gastos de capital compatíveis com objetivo da maximização da riqueza dos proprietários da empresa.
  • 15. TRÊS TÉCNICAS DE ORÇAMENTO DE CAPITAL Valor presente liquido; Período de payback; Taxa interna de retorno.
  • 16. VPL VALOR PRESENTE LÍQUIDO Ajuda o administrador a fazer a comparação entre a oportunidade de investimento e o mercado financeiro.
  • 17. VPL (Valor presente das entradas menos o valor presente das saídas, ambos descontados ao custo de capital) Um dos conceitos mais importantes na área de finanças da empresa: A relação entre $ 1 agora e $ 1 no futuro. (valor de dinheiro no tempo)
  • 18. VPL A diferença entre o valor de mercado de um investimento e seu custo. O VPL é uma medida de quanto valor é criado ou adicionado hoje por realizar um investimento. A meta é criar valor para o acionista, o processo de orçamento de capital pode ser encarado como uma busca de investimentos com valores presentes líquidos positivos.
  • 19. Importância Em áreas como orçamento de capital, decisões de arrendamento versus compra, análise de contas a receber, esquemas de financiamento, fusões e financiamento de pensões.
  • 20. ELEMENTOS BÁSICOS VALOR PRESENTE VALOR FUTURO
  • 21. VALOR PRESENTE O processo de determinação de valores presentes é geralmente chamado de desconto de fluxos de caixa e objetiva dar uma resposta à seguinte pergunta: “se posso obter i% aplicando meu dinheiro, qual é o máximo que eu estaria disposto a pagar agora pela oportunidade de receber VF reais daqui a n períodos.
  • 22. VP inverso da composição de juros Em lugar de encontrar valor futuro de reais atuais aplicados a uma certa taxa, o processo de desconto encontra o valor presente de uma quantia futura, supondo que exista a oportunidade de obter certo rendimento sobre esse dinheiro.
  • 23. Taxa anual de retorno A taxa anual de retorno é conhecida por vários nomes: Taxa de desconto; Retorno exigido; Custo de capital; e Custo de oportunidade.
  • 24. TAXA DE DESCONTO Desconto é a diferença entre o Valor Nominal de um título (futuro) N e o Valor Atual A deste mesmo título.
  • 25. CUSTO DE CAPITAL Os proprietários ou terceiros ao investir ou aplicar recursos em uma determinada entidade, exigem um retorno mínimo a título de remuneração do seu capital. É a taxa de retorno que uma empresa precisa obter sobre os seus projetos de investimentos, para manter o valor de mercado de suas ações e atrair os recursos necessários para a empresa.
  • 26. CUSTO DE OPORTUNIDADE O custo de oportunidade representa o valor associado a melhor alternativa não escolhida. Ao se tomar determinada escolha, deixa-se de lado as demais possibilidades, pois são excludentes, (escolher uma é recusar outras). À alternativa escolhida, associa-se como "custo de oportunidade" o maior benefício NÃO obtido das possibilidades NÃO escolhidas, isto é, "a escolha de determinada opção impede o usufruto dos benefícios que as outras opções poderiam proporcionar".
  • 27. VALOR PRESENTE (Valor do fluxo no tempo zero) n n VP: VFn/(1+i) n VP: Valor Presente do Investimento VFn : Fluxo de Caixa previsto no final do período n n. i: Taxa de Juros apropriada (desconto) n: Número de períodos pelos quais o dinheiro é aplicado
  • 28. VALOR FUTURO Usamos o termo juros compostos para indicar o montante de juros obtidos sobre um depósito que tenha se transformado em parte do principal no final do período especificado. O termo principal refere-se ao volume de dinheiro que rende juros.
  • 29. VALOR FUTURO (Valor do fluxo no tempo) n n VF: VP x (1+i) VFn: Valor Futuro no final do período n (fluxo de n entrada de caixa) VP: Valor Presente, Investimento (Capital inicial) i: Taxa de Juros apropriada (retorno) n: número de períodos
  • 30. EXEMPLO: VALOR PRESENTE 40 FC 0 1 VP
  • 31. EXEMPLO: VALOR FUTURO ? FC 0 1 VP(I) 36
  • 32. Exercício 1: Uma área está a venda. 1) A primeira oferta $ 10.000, à vista; 2) A segunda $ 11.424, prazo de um ano para pgto. Que proposta deve ser aceita? Taxa de juros bancárias: 12% ªa
  • 33. Exercício 2: Uma Empresa deseja investir no ramo imobiliário, a qual considera a possibilidade de investir num terreno que custa $ 85.000, estando segura de que no próximo ano o terreno valerá $91.000. A taxa de juros no mercado financeiro é de 10% ªa. A empresa deve comprar o terreno?
  • 34. Exercício 3: Uma empresa deseja investir em obras de arte. Seu administrador pretende comprar um Picasso por $400.000 com a intenção de vendê-lo um ano mais tarde. Espera que o quadro valha $480.000 nessa data. A taxa garantida de juros oferecida pelos bancos é de 10%. Deve a empresa comprar essa obra de arte?
  • 35. VALOR PRESENTE E DESCONTO (Cálculo do valor presente de alguma quantia futura) (Cálculo do valor presente de alguma quantia futura) Quanto um investidor precisaria emprestar hoje para poder receber $ 1 dois anos mais tarde? (taxa de desconto: 9%) VP: VF/(1+i)² VP: 1/(1+0,09)² VP: 0,84
  • 36. VALOR FUTURO E COMPOSIÇÃO Um indivíduo obteve um empréstimo de $ 1. Ao final do primeiro ano, o tomador deveria ao emprestador, o principal mais os juros do empréstimo à taxa i : (9%) $ 1 x (1+i) = 1 x 1,09 = 1,09 O emprestador resolve deixá-lo no mercado por mais um ano (composição) $ 1 x (1+i)² = 1x(1,09)²=1.1881
  • 37. Exercício (Fatores de valor presente) Número de Número de Taxas de Juros Taxas de Juros Períodos Períodos 5% 5% 10% 10% 15% 15% 20% 20% 1 1 0.9524 0.9524 2 2 0.6944 0.6944 3 3 0.7513 0.7513 4 4 0.5718 0.5718 5 5 0.7835 0.7835
  • 38. Exercício (Fatores de valor futuro) Número de Número de Taxas de Juros Taxas de Juros Períodos Períodos 5% 5% 10% 10% 15% 15% 20% 20% 1 1 1.0500 1.0500 2 2 1.4400 1.4400 3 3 1.3310 1.3310 4 4 1.7490 1.7490 5 5 1.2763 1.2763
  • 39. Exercício 1: Paulo receberá R$ 10.000,00 daqui a 3 anos. Paulo pode conseguir 8% em suas aplicações, de modo que a taxa de desconto apropriada é igual a 8%. Qual é o valor presente de seu fluxo futuro de caixa?
  • 40. Exercício 2: Carlos deseja comprar um automóvel hoje. Em vez de pagar imediatamente, ele pagará R$ 50.000,00 em 36 meses. A taxa de juros no mercado financeiro é de 8% ao ano. Quanto Carlos deveria aplicar hoje para que obtivesse o valor para pagar o carro daqui a 36 meses?
  • 41. Exercício 3: Uma Empresa deseja investir no ramo imobiliário, a qual considera a possibilidade de compra de casas que custam R$ 185.000, estando segura de que daqui a 10 anos as casas valerão o dobro do investimento. A taxa de juros no mercado financeiro é de 12% ªa . A empresa deve investir nesse ramo?
  • 42. Exercício 4: Sérgio está pensando em investir na bolsa de valores. As ações da Petrobrás valorizam em torno de 7% ao ano. Sérgio dispõe de R$ 30.000,00 para investimento, sendo que o investimento inicial é por um período de 5 anos. O mercado financeiro oferece taxas mais baixas, porém com resgate de um ano, sendo sua taxa anual de 5% ao ano. Valeria a pena investir em ações ou para Sérgio o investimento no mercado financeiro seria mais viável?
  • 43. PERÍODO DE PAYBACK Tempo necessário para recuperar o investimento inicial em um projeto. Período exigido para um investimento gere fluxos de caixa suficientes para recuperar o custo inicial.
  • 44. No caso de anuidade: o payback pode ser encontrado dividindo- se o Investimento inicial pela entrada anual de caixa. P de payback= Inv inicial Entradas
  • 45. No caso de uma série mista de entradas de caixa, as entradas anuais precisam ser acumuladas até que o investimento inicial seja recuperado. Ano Fluxo de Caixa 1 $ 30 2 20 3 40 Investimento inicial: $ 50
  • 46. CRITÉRIOS DE DECISÃO Quando o período de payback é usado na tomada de decisões de aceitação e rejeição, os critérios considerados são os seguintes: - Se o período de payback for menor que o período máximo aceitável de recuperação, o projeto será aceito. - Se o período de payback for maior que o período máximo aceitável de recuperação, o projeto será rejeitado.
  • 47. A duração do período máximo aceitável de recuperação é determinada pela administração da empresa. Esse valor é fixado subjetivamente, com base em diversos fatores, incluindo o tipo de projeto (expansão, substituição, reforma), o risco que oferece e a relação imaginada entre o período de payback e o valor de ação. É simplesmente um número que a administração sente, em média, que resultará em decisões de investimento criadoras de valor.
  • 48. Cálculo do Período de Payback Ano Fluxo de Caixa 1 $ 30 2 20 Esse projeto custa $ 50,00. Qual o período de payback desse investimento?
  • 49. Cálculo do Período de Payback Ano Fluxo de Caixa 1 $ 100 2 200 3 500 Esse projeto custa $ 500,00. Qual o período de payback desse investimento?
  • 50. Exercícios: Calcular o período de payback Projeto A? 14.000 14.000 14.000 14.000 14.000 14.000 14.000 14.000 14.000 14.000 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 42.000 42.000
  • 51. Calcular o período de payback Projeto B? 28.000 28.000 12.000 12.000 10.000 10.000 14.000 14.000 8.000 8.000 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 45.000 45.000
  • 52. Ilustraremos, através da figura a seguir, alguns dos principais eventos dentro do projeto: Períodos 0 1 2 ... n Investimentos Imóveis Instalações Físicas Máquinas e Equipamentos Capital de Giro
  • 53. Fontes de 0 1 2 ... n Financiamento Capital Próprio Capital de Terceiros
  • 54. Entradas de Caixa 0 1 2 ... n Vendas a Vista Vendas a Prazo Outras Receitas não Operacionais Valor Residual do Ativo
  • 55. Saídas de Caixa 0 1 2 .. n . Amortização de Financiamentos Despesas Financeiras Aluguéis Salários Matéria-Prima Materiais Auxiliares Água, Energia Publicidade e Propaganda Manutenção e Reforma Mão-de-Obra Saldo de Caixa CFo CF1 CF2 - CFn
  • 56. Taxa Mínima de Atratividade A TMA é a taxa mínima que o investidor deseja receber como retorno esperado do projeto de investimento, representando a melhor alternativa de investimento.
  • 57. A decisão de investir terá, invariavelmente, pelo menos duas alternativas: Investir no projeto ou, TMA fornecida pelos investidores
  • 58. O investimento para ser atrativo deve superar a taxa de juros equivalente a rentabilidade de baixo risco como a Poupança, CDB, LTN, etc, das aplicações do mercado financeiro.
  • 59. Portanto, para estabelecer uma estimativa da TMA devemos usar as taxas de juros que mais impactam sobre a TMA, quais sejam: Taxa Básica Financeira (TBF); Taxa Selic; Taxa Referencial (TR); Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP); e Taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia.
  • 60. A riqueza gerada deve levar em conta somente o excedente sobre aquilo que já possui como fator mínimo, ou seja, o que será obtido além da aplicação do capital na TMA.
  • 61. Valor Presente Líquido O VPL ou Net Present Value (NPV) é um dos parâmetros mais importantes, consistentes e sofisticados para análise de investimentos. Utilizado por grande parte dos profissionais de Finanças, reflete a riqueza em valores monetários.
  • 62. O VPL é, matematicamente, a concentração de todos os valores esperados de um fluxo de caixa na data zero. VPL é o valor de qualquer fluxo de caixa trazido para o mês zero e, conseqüentemente, descontado o juro. Para efetuar o cálculo usa-se como taxa de desconto a TMA.
  • 63. VPL > 0 – indica que o projeto merece continuar sendo analisado.
  • 64. VPL VPL = - PV + PMT1 + PMT2 + ... +PMTn 1+ 2 + ... + n (1+i)1 (1+i)2 1 2 (1+i)nn
  • 65. Como todos os demais critérios, o VPL exige que o fluxo de caixa futuro seja estimado. Exige também que a taxa a ser usada para cálculo do VPL seja corretamente determinada. Quanto maior a TMA de um projeto, menor o VPL.
  • 66. Exercício: Uma empresa investe, ou ainda, tem um aporte de capital de $ 200.000,00 e terá um retorno após um ano de $ 240.000,00 livre de custos e despesas. Sabendo-se que a TMA da empresa é de 22 %, o projeto é viável?
  • 67. Uma empresa investe, ou ainda, tem um aporte de capital de $ 200.000,00 e terá um retorno após um ano de $ 240.000,00 livre de custos e despesas. Sabendo-se que a TMA da empresa é de 15 %, o projeto é viável?
  • 68. Observe o Fluxo de Caixa projetado do investimento em Observe o Fluxo de Caixa projetado do investimento em R$: i = 10%. R$: i = 10%. Determine a VPL. Determine a VPL. Meses 0 1 24 ... 25 35 ... 36 Invest. 500.000 Eqp. Inf. 60.000 Estr. Entradas de Caixa 50.000 50.000 50.000 50.000 50.000 Faturam. 200.000 V. Residual Saídas 27.000 27.000 35.000 35.000 35.000 Custos, Desp. - 560.000 23.000 23.000 15.000 15.000 215.000 FCL do Projeto
  • 69. Seu orçamento para investimento no ano de 2008 é de R$ 1,5 milhão e você dispõe de quatro projetos para analisar e decidir onde aplicar o recurso da sua empresa. O quadro a seguir mostra os fluxos de caixa livres esperados para os quatro projetos de investimentos, mutuamente exclusivos. Faça sua escolha com base no método VPL: TMA = 9,5% FLUXOS DE CAIXA PARA CADA UM DOS PROJETOS Ano A B C D 0 -1500 -1500 -1500 -1500 1 150 0 150 300 2 1350 0 300 450 3 150 450 450 750 4 -80 1050 600 750 5 -50 1950 1875 900
  • 70. Calcule o VPL dos projetos abaixo, considerando Calcule o VPL dos projetos abaixo, considerando uma taxa de juros anual de 20%, avaliando quais uma taxa de juros anual de 20%, avaliando quais serão aceitos e qual a sua indicação para a tomada serão aceitos e qual a sua indicação para a tomada de decisão do empresário: de decisão do empresário: Dados PROJETOS A B C Investim ento Inicial ($) 20.000 20.000 20.000 Entradas Líquidas de Caixa ($) 1.º ano 6.000 7.500 9.000 2.º ano 7.000 7.500 8.000 3.º ano 8.000 7.500 7.000 4.º ano 9.000 7.500 6.000
  • 71. Qual é a melhor alternativa de investimento para a empresa Madeirama, sendo que a TMA da empresa é de 10 % ao ano. A B Custo inicial 30.000 40.000 Receita Anual 8.500 9.000 Custo anual 350 500 Valor residual 500 7.500 Vida econômica 4 anos 6 anos
  • 72. Payback período descontado Usa os fluxos de caixa descontados ao invés de FC normal. 0 10% 1 2 2.7 3 FCt -100 10 60 80 VP do FCt -100 9,09 49,59 60,11 Acumulado -100 -90,91 -41,32 18,79 PaybackL Desc= 2 + 41,32 / 60,11 = 2.7 anos
  • 73. EXERCÍCIO – PayBack Descontado Suponha que um investimento exija um gasto inicial de $5 milhões e tenha fluxos de caixa esperados de $1 milhão, $3,5 milhões e $2 milhões para os três primeiros anos, respectivamente. Qual é o payback descontado deste investimento se a taxa de retorno exigida é 10%?
  • 74. TAXA INTERNA DE RETORNO Intimamente relacionada ao VPL. Interna, no sentido de que dependa unicamente dos fluxos de caixa de determinado investimento, e não das taxas oferecidas em determinado local.
  • 75. Taxa Interna de Retorno (TIR) A taxa de desconto que faz com que a VPL de um investimento seja nulo.
  • 76. Com base na regra da TIR, um investimento é aceito se a TIR é maior do que o retorno exigido. Caso contrário deve ser rejeitado.
  • 77. A TIR de um investimento é a taxa exigida de retorno que, quando utilizada como taxa de desconto, resulta em VPL igual a zero. VPL=0
  • 78. Cálculo da TIR Um projeto tem um custo inicial de $ 435,44. Os fluxos de caixa são de $ 100 no primeiro ano, $ 200 no segundo e $ 300 no terceiro. Qual é a TIR? Se exigirmos um retorno de 18%, deveremos aceitar esse investimento?
  • 79. Taxa de desconto VPL 0% 164,56 5% 100,36 10% 46,15 15% 0,00 20% -39,61 O VPL é zero a 15%, portanto 15% é a TIR. Se exigirmos uma taxa de retorno de 18%, não deveremos aceitar o investimento. O motivo é que o VPL é negativa a 18%. Além disso a taxa de retorno de 15% é inferior á taxa exigida de 18%.
  • 80. Cálculo da TIR Um projeto tem um custo inicial de $ 500. Os fluxos de caixa são de $ 100 no primeiro ano, $ 200 no segundo e $ 300 no terceiro e $ 400 no quarto. Qual é a TIR? Se exigirmos um retorno de 25%, deveremos aceitar esse investimento?
  • 81. Ano Investimento 0 -$ 100 1 50 2 40 3 40 4 30 Qual é a TIR?
  • 82. Ano Investimento 0 -$ 100 1 20 2 40 3 50 4 60 Qual é a TIR?
  • 83. Ano Investimento 0 -$ 100 1 50 2 40 3 40 4 15 Taxa exigida de retorno 15% Qual é o período de payback? Qual é o VPL? Qual é a TIR?
  • 84. Ano Investimento 0 -$ 1000 1 500 2 400 3 400 4 150 Taxa exigida de retorno 23% Qual é o período de payback? Qual é o VPL? Qual é a TIR?
  • 85. Ano Investimento 0 -$ 800 1 350 2 340 3 140 4 100 Taxa exigida de retorno 17% Qual é o período de payback? Qual é o VPL? Qual é a TIR?
  • 86. Ano Investimento 0 -$ 1800 1 650 2 340 3 740 4 460 Taxa exigida de retorno 22% Qual é o período de payback? Qual é o VPL? Qual é a TIR?
  • 87. Ano Investimento 0 -$2300 1 1350 2 340 3 1420 4 100 Taxa exigida de retorno 13% Qual é o período de payback? Qual é o VPL? Qual é a TIR?
  • 88. Ano Investimento 0 -$ 6800 1 3350 2 1340 3 1840 4 1000 Taxa exigida de retorno 9% Qual é o período de payback? Qual é o VPL? Qual é a TIR?
  • 89. Ano Investimento 0 -$ 9800 1 2350 2 3240 3 1800 4 5000 Taxa exigida de retorno 11% Qual é o período de payback? Qual é o VPL? Qual é a TIR?
  • 90. DECISÕES EM INVESTIMENTO
  • 91. Nosso Objetivo Vamos decidir se um ativo ou um projeto é VIÁVEL do ponto de vista financeiro. Ou seja, se o projeto agrega valor para a empresa através do retorno financeiro.
  • 92. Exemplos de um ativo ou projeto Compra de uma máquina nova, Lançamento de uma nova linha de produto de consumo, Construção de uma hidrelétrica, Privatização de uma rodovia.
  • 93. Característica do Projeto Um projeto pode ser encarado como uma miniempresa dentro da nossa organização. Esta miniempresa vende, compra e possui todos os custos de uma empresa normal.
  • 94. Critério de Viabilidade Financeira (1) Valor Presente Líquido dos Fluxos de Caixa Futuro ser positivo a uma determinada taxa. (2) Taxa Interna de Retorno dos Fluxos de Caixa Futuro ser maior que a taxa mínima exigida.
  • 95. DECISÕES EM INVESTIMENTO
  • 96. Determinação dos Fluxos de Caixa Futuro (1) Fluxo de Caixa Operacional (2) Investimento em Ativo Permanente (3) Investimento em Capital de Giro
  • 97. Simplificação Operacional Então, para determinação dos fluxos de caixa futuro, precisamos projetar os balanços e DRE para os próximos anos. Para facilitar, calculamos o fluxo de caixa para o primeiro ano e estimamos crescimento ou decrescimento nos fluxos de caixa futuro.
  • 98. Índice de Rentabilidade (IR) Método usado para avaliar projetos.
  • 99. Índice de Rentabilidade (IR) É o quociente entre o valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados, posterior ao investimento inicial, e o montante do investimento inicial.
  • 100. O índice de rentabilidade pode ser assim representado: IR = VP de FC subsequentes ao Ii Investimento inicial
  • 101. Projeto Co C1 C2 VP (20%) (20%) IR VPL (20%) (20%) _________________________________________ 1 -120 70 80 2 -80 35 75
  • 102. ANÁLISE DE CENÁRIOS
  • 103. NOSSO CONTEXTO Quando estudamos as DECISÕES DE INVESTIMENTO, analisamos os fluxos de caixa futuro como um valor fixo que irá acontecer, e aceitamos aquele valor.
  • 104. A realidade pode ser diferente no mundo conturbado e globalizado que vivemos, a realidade pode ser diferente das previsões. No nosso caso o fluxo de caixa pode ou não ocorrer...
  • 105. NOSSO OBJETIVO O objetivo da Análise de Cenários é simular o fluxo de caixa futuro em cenários otimista, mais provável e pessimista.
  • 106. Com isso, o tomador de decisão poderá saber qual o intervalo de variação do VPL, passando de um cenário otimista, para um mais provável e por último o cenário pessimista.
  • 107. Assim, dependendo dos cenários, posso aceitar ou não os projetos de investimentos. Porque principalmente as vendas são impactadas pelos cenários.
  • 108. EXEMPLO Lançamento de um novo produto. (1) Otimista Produto lider de mercado, vendas em alta e margem de lucro inesperada. (2) Mais Provável Produto compete bem, mas com problemas de margem. (3) Pessimista Mercado Rejeita o Produto.
  • 109. Em termos de fluxo de caixa
  • 110. Vamos supor que no exemplo da pagina anterior, as previsões foram feitas para um cenário de normalidade ou seja, para um cenário mais provável. Calcule quanto, em termos de valor, o projeto ganha se acontecer um cenário otimista com crescimento de vendas de 10 % ªª. Considere i = 10 % aa EXERCÍCIO EXERCÍCIO
  • 111. ANÁLISE DE RISCO
  • 112. NOSSO CONTEXTO Quando estudamos ANÁLISE DE CENÁRIOS chegamos a conclusão que os fluxos de caixa futuro de um determinado investimento dependem dos cenários. Vamos agora estudar como os cenários podem afetar a decisão de investimento.
  • 113. DEFINIÇÃO DE RISCO A dependência dos Fluxos de Caixa Futuro com os cenários damos o nome de RISCO.
  • 114. CARACTERÍSTICA DO RISCO Quanto maior a variabilidade dos fluxos de caixas futuros, maior o risco. O risco pode também ser definido como variabilidade de fluxos de caixas futuros.
  • 115. SITUAÇÃO EXEMPLO –Para cada cenário, os Ativos A e B possuem um VPL (Valor Presente Liquido)
  • 116. SITUAÇÃO EXEMPLO Como a variabilidade do ativo B é maior que a variabilidade do Ativo A, concluímos que o Ativo B é mais arriscado que o ativo A.
  • 117. VPL ESPERADO O VPL ESPERADO pode ser considerado uma média dos VPL levando em consideração a probabilidade de ocorrência dos Cenários. VPL ESPERADO = SOMATORIA ( Pi * VPLi), como mostra a figura abaixo
  • 118. VPL ESPERADO Pelo exemplo anterior, temos um VPL Esperado de $ 50. Isto significa que na média o Ativo A terá um VPL de $ 50. MENSURAÇÃO DO RISCO – DESVIO PADRÃO O Risco representa a variabilidade dos VPL. Como medir esta variabilidade ? Através do Desvio Padrão.
  • 119. σ DESVIO PADRÃO (σ) - EXEMPLO A tabela a seguir mostra o cálculo do DESVIO PADRÃO do Ativo A. O σ2 (quadrado do desvio padrão) = somatório Pi * (VPLi – VPLmedio)2 como mostra a tabela abaixo
  • 120. SIGNIFICADO DO DESVIO PADRÃO O desvio padrão mede a variabilidade do VPL dos ativos, servindo apenas para comparar dois ativos em termos de variabilidade (risco). A idéia é calcular o Desvio Padrão para cada ativo e comparar. Aquele que possuir maior desvio padrão é o mais arriscado.
  • 121. COMENTÁRIOS FINAIS O método do VPL visa escolher o projeto com maior VPL, sem se esquecer do risco. O ideal é escolher um projeto com maior VPL e menor risco, mas nem sempre isto é possível. Muitas vezes o Gestor deverá equilibrar o risco com o VPL. Escolhendo um projeto de VPL intermediário com Risco Intermediário.
  • 122. EXERCÍCIO – Calcular o Desvio Padrão do Ativo B. Qual é o ativo com maior risco (A ou B) ?
  • 123. CUSTO DE CAPITAL E ESCOLHA DE PROJETOS
  • 124. TIR – UM OUTRO CRITÉRIO Na sessão anterior foi apresentado o critério do VPL envolvendo Valor Esperado e Risco (Desvio Padrão). Apresentaremos agora um novo método que é o método da TIR (Taxa Interna de Retorno).
  • 125. TIR – CONCEITUAÇÃO A TIR representa a taxa que zera o VPL do projeto, ou seja é quanto está rendendo o projeto em termos porcentuais. Assim se a TIR do projeto é de 20 % ao ano., significa que o projeto está retornando a empresa o valor investido mais 20 % deste valor investido ao ano.
  • 126. TIR X CUSTO DE CAPITAL Tudo bem, o projeto está rendendo 20 % ao ano. Como saber se a TIR do projeto é boa ou ruim ? Comparando com o custo do dinheiro para a empresa que é o custo de capital da empresa.
  • 127. CUSTO DE CAPITAL Da aula de Contabilidade Financeira, lembramos que o lado direito do balanço representa as obrigações e o patrimônio líquido.
  • 128. Capital Próprio e Capital Terceiros PASSSIVO ATIVO CGL CIRCULANTE CIRCULANTE CAPITAL TERCEIROS EXIGIVEL A LONGO PRAZO ATIVO CAPITAL PERMANENTE PATRIMONIO PRÓPRIO LIQUIDO
  • 129. CUSTO DE CAPITAL – CÁLCULO O capital de Terceiros e o capital próprio foram emprestados. O capital de Terceiros por um banco e o capital próprio pelos próprios acionistas. E este capital tem um custo. No caso do capital de terceiros é os juros do empréstimo enquanto que o capital próprio é o retorno exigido pelos acionistas.
  • 130. Nomeclatura CC = Custo de Capital da Empresa CCT = Custo de Capital de Terceiros CCP = Custo de Capital Próprio Wct = porcentagem de Capital de Terceiros Wcp =porcentagem de Capital Próprio CC = Wct * CCT + Wcp * CCP Onde Wct + Wcp = 100 %
  • 131. CUSTO DE CAPITAL – EXEMPLO A empresa Palmeiras Ltda. Tem Empréstimo de Longo Prazo no valor de $ 60 e Patrimônio Liquido no valor de $ 40. Sabendo que os empréstimos custam10 % ao ano e o Retorno Exigido pelos acionistas é de 15 % ao ano, calcule o custo de capital
  • 132. Valor Total do Capital Próprio e De Terceiros $ 100 Valor do Capital de Terceiros 60 Valor do Capital Próprio 40 Wct = 60 / 100 = 60 % Wcp = 40 / 100 = 40 % CCT = 10 % ao ano CCP = 15 % ao ano CC = Wct * CCT + Wcp * CCP = 0,6 * 0,1 + 0,4 * 0,15 = 12 % ao ano
  • 133. ESCOLHA DE PROJETOS – CONCEITOS Com os conceitos de TIR e Custo de Capital, podemos concluir que os projetos serão viáveis se a TIR do projeto for superior ao Custo de Capital. A empresa encolherá os projetos com maior TIR sempre respeitando a condição TIR projeto > Custo do Capital da Empresa.
  • 134. ESCOLHA DE PROJETOS – EXEMPLO Digamos que o custo de capital da empresa seja de 12 % ao ano. Digamos que a empresa tenha 3 projetos para implantar para ajudar a empresa atingir os objetivos da sua estratégia
  • 135. Projeto A TIR = 20 % ao ano decisão implanta Projeto B TIR = 15 % ao ano decisão implanta Projeto C TIR = 8 % ao ano decisão não implanta
  • 136. CONSIDERAÇÕES FINAIS - FINANÇAS CORPORATIVAS As aulas abrangeram um dos assuntos mais importantes do mundo corporativo que é a decisão de investimentos. Os conceitos apresentados são de utilidade muito grande para se entender por que as corporações investem ou vendem seus negócios e principalmente para que os gestores de todas as áreas entendam por que a empresa deixa de implementar algum projeto que poderia ser considerado importante mas sem retorno financeiro.
  • 137. O conceito de TIR e CUSTO DE CAPITAL é de vital importância e muitas empresas entram em dificuldades financeira por não se atentarem para o fato de que é mandatório o projeto possuir TIR superior ao CUSTO DE CAPITAL.
  • 138. Bibliografia BRIGHAM Eugene F.,GAPENSKY Louis C.. Intermediate Financial Management, Hartcourt Brace & Company, New York, 1992 ROSS Stephen A.,WESTERFIELD Randolph W., JORDAN Bradford D.. Principios de Administração Financeira, Editora Atlas, São Paulo, 2000 VAN HORNE, James C.. Financial Management and Policy, Prentice Hall, Englewood Cliffs, New Jersey, 1995 WARD, Keith. Strategic Management Accounting, Butterworh-Heinemann Ltd, Oxford, 1993