Migracoes brasileiras sartre

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Migracoes brasileiras sartre

  1. 1. prof.ademiraquino@gmail.com MIGRAÇÕES Migração ou movimento migratório é o deslocamento da população de um lugar paraoutro. Os deslocamentos populacionais podem ser definitivos ou temporários.Diversos motivos levam as pessoas a migrar: guerras, condições econômicas desfavoráveis,adversidades naturais como climas extremamente frios ou quentes, atividades vulcânica intensa,entre outros. Os movimentos migratórios podem ser externos ou internos.Migrações externas A migração externa, também denominada migração internacional, ocorre quando apopulação se desloca entre países. Há dois tipos de migração externa:Emigração: refere-se ao movimento de saída das pessoas de seu país de origem. Essas pessoas sãoemigrantes no seu país de origem. Os emigrantes brasileiros dirigiram-se predominantemente para os Estados Unidos, Japãoe países da Europa.Imigração: corresponde ao movimento de entrada das pessoas estrangeiras em um país. Elas sãoimigrantes nesse país. A maior onda imigratória no Brasil se deu entre as décadas de 1850 e 1930 e era formadapor alemães, espanhóis, sírios, libaneses, poloneses, ucranianos, japoneses e, principalmente,italianos. Imigrantes italianos desembarcando em São Paulo – historianet
  2. 2. prof.ademiraquino@gmail.comMigrações internas A migração interna ocorre quando a população se desloca no interior de um país. O êxodo rural corresponde à migração campo-cidade, isto é, à saída da população do meiorural com destino ao meio urbano. Esse é o movimento interno mais importante e é o responsávelpela grande leva de migrantes que se dirigiram, e ainda se dirigem, às grandes cidades. Existem outros dois tipos de migração interna:Transumância é o deslocamento populacional que ocorre em certos períodos do ano.Migração pendular é o movimento diário de vaivém da população que desloca da periferia para ocentro e vice-versa. MIGRAÇÕES NO BRASIL A taxa de crescimento populacional é composta pelo crescimento vegetativo e pelaentrada de imigrantes. O Brasil, desde o início de sua colonização, recebeu grandes contingentespopulacionais. No Período Colonial, esse contingente foi quase exclusivamente de portugueses ede negros. A partir da última década do século XIX, vieram europeus de várias nacionalidades(principalmente italianos, alemães e espanhóis) para substituir a mão-de-obra escrava nasfazendas de café. Calcula-se que, desde aquela época até hoje, entraram no Brasil cerca de 4,5milhões de imigrantes. Podemos observar muitos movimentos migratórios no Brasil,muitos deles vinculados a ciclos econômicos. Podemos citar:*Séculos XVI e XVII – deslocamento de pessoas do litoral para o interior do Nordesteacompanhando a expansão da pecuária (através do Vale do São Francisco);*Século XVIII – deslocamento de paulistas e nordestinos para Minas Gerais,Goiás e Mato Grosso atraídos pela descoberta de ouro e pedras preciosas;*1870-1910 – deslocamento de nordestinos para a Amazônia (especialmentepara o Acre, durante o ciclo da borracha;*final do século XIX-início do século XX – nordestinos para São Paulo, atraídospela cafeicultura;*década de 1940 – nordestinos para oeste paulista e norte do Paraná, atraídospela expansão da cultura do algodão;*década de 1950 – nordestinos para Goiás, atraídos pela oferta de empregosna construção civil durante a construção de Brasília;*décadas de 1960/70 – nordestinos para a Amazônia, devido aos projetos descolonização agrícolae de mineração, além da abertura de rodovias como aTransamazônica. O Nordeste é uma área de expulsão; o Sudeste, em particular as áreas metropolitanas deSão Paulo e do Rio de Janeiro, de atração. Essa migração regional também ocorre do campo para acidade. Os camponeses vêm sendo expulsos de sua terra em decorrência da estrutura fundiária doPaís, da violência no campo, da mecanização da agricultura e de fenômenos meteorológicos, comoos longos períodos de seca.
  3. 3. prof.ademiraquino@gmail.com O gráfico abaixo mostra bem esse dado. Nas décadas de 1960 e 1970, como já foi citado anteriormente houve mudanças nadireção dos fluxos migratórios para as regiões Norte e Centro-Oeste, incentivados pela políticaoficial de colonização. Para essas regiões, dirigiram-se não apenas os nordestinos, mas também ossulistas (em decorrência da estrutura fundiária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina), grandescontingentes populacionais sem acesso a terra.
  4. 4. prof.ademiraquino@gmail.com Com a participação de empresas transnacionais, incentivos fiscais e investimentos dogoverno federal, nas décadas de 1970 e 1980, foram implantados no Norte do país grandesprojetos de mineração, que atraíram muitos garimpeiros para a região. Algumas das conseqüências desses projetos foram os problemas socioambientais dessaocupação. O desmatamento, realizado na maior parte das vezes por madeireiros, de maneirailegal, empobreceu os solos da região, tornando-os muitas vezes inadequados para a agricultura eimpedindo a população nativa de obter seu sustento com o extrativismo. Grande parte dasestradas acabou sendo “engolida” pela floresta – como ocorreu com a Transamazônica, que étransitável apenas em um pequeno trecho, na época de seca. A violência na região também é um problema. Muitos migrantes instalaram-se comoposseiros ou grileiros, causando diversos conflitos com as populações nativas e indígenas e,ainda, com os defensores desses povos, como padres e missionários. As migrações internas, muito intensas no país, sofreram mudanças nas ultimas décadas.Segundo o IBGE, há em São Paulo as entradas de migrantes diminuíram em 12%, enquanto assaídas aumentaram em 36%, fazendo com que o saldo migratório de 744.798 migrantes,registrado em 1991, declinasse para 339,926, em 2000. Já os Estados de Minas Gerais e Rio deJaneiro passaram de repulsores para receptores de população, ou seja, ocorreu aumento dasentradas e diminuição das saídas. Na década de 1990, com a reativação de alguns setores da economia nordestina, como ocrescimento do turismo e a instalação de diversas empresas, estabeleceu-se um fluxo de retornode população para o Nordeste. Entre 1995 e 2000, 48,3% das saídas do Sudeste foram em direçãoao Nordeste. Entretanto, os estados que contam com maior saldo migratório negativo (maiorquantidade de emigrantes) ainda se concentram no Nordeste: Paraíba, Ceará, Piauí, Pernambuco eBahia. A década de 1990 inaugurou outra etapa na historia das migrações internas: elas setornaram menos volumosas e mais localizadas. Além disso, outros fluxos se estabeleceram emdireção ao Norte e ao Centro-Oeste. O estado de Goiás destaca-se no Centro-Oeste por constituir o destino de um grandenumero de imigrantes brasileiros, devido à atração exercidas por Brasilia. Regiões dinâmicas de alargamento da fronteira agropecuária do Centro-Oeste, como oMato Grosso e do Norte como Rondônia e Pará, vêm atraindo migrantes do Nordeste. A expansãoda produção agrícola tem gerado o aumento de emprego e da renda. A demanda por bens eserviços (escola, comercio e lazer) multiplica as atividades urbanas e o crescimento das cidadesnessas regiões. Entre as décadas de 60 e 2000, o Centro-Oeste e o Norte tiveram as maiores taxas decrescimento populacional. A população de Rondônia, por exemplo, apresentou um aumento de 12vezes: em 1960 tinha 69.792 habitantes, e em 1999 contava com 836.023 habitantes.
  5. 5. prof.ademiraquino@gmail.com MIGRAÇOES INTRARREGIONAIS. Em 1999, segundo o IBGE, 15,5 milhões de pessoas residiam fora de suas regiões denascimento. Entre 1992 e 1999, 15,9% da população do Nordeste e 10% da do Centro-Oestemigraram. No entanto, tendências mais recentes da mobilidade da população no Brasil apontam parao crescimento das migrações intrarregionais (de curta distância), Dos fluxos urbano-urbano eintrametropolitanos. Ou seja, muitas pessoas têm migrado de uma cidade para a outra ou nointerior das áreas metropolitanas ou ainda, de um município para outro, no mesmo estado, embusca de trabalho. Cidades com 100mil habitantes têm apresentado maior crescimentopopulacional e tem sido procuradas pelos migrantes. A queda do nível de vida das grandes cidadesmetropolitanas (violência, transito, poluição) a saturação do mercado de trabalho e o aumento dosub-emprego tem contribuído para esses resultado. Esses pólos emergentes de desenvolvimento – por exemplo, os do interior paulista, comoRibeirão Preto e Campinas – apresentaram um dinamismo regional e condições similares às dasmetrópoles, contribuindo assim para uma nova redistribuição da espacial da população. A retração do setor industrial no município de São Paulo, por exemplo, reflete umatendência internacional de desconcentração industrial, característica dessa época de globalização. O gráfico abaixo mostra a evolução da vinda do números de imigrantes para o Brasil de1850 até 1975.Fonte: Azevedo, Aroldo de. Brasil: a terra e o homem. São Paulo: Nacional/Edusp, vol. II, 1970. [s. p., tabela 4.]
  6. 6. prof.ademiraquino@gmail.comO gráfico a seguir mostra o número de migrantes por região brasileira.

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