Da Interatividade

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    Da Interatividade - Presentation Transcript

    1. Da Interatividade. Crítica da Nova Mimesis Tecnológica José Bragança de Miranda
    2. Introdução:
      • O pensador e artista Walter Benjamin analisa diversos conceitos da época, entre eles a criação, a obra, o belo e etc.
      • Ele não visava apenas às técnicas de difusão ou distribuição, mas sim a entrada da técnica em todos os segmentos da experiência, transformando o mundo em espetáculo ou em obra de arte total.
      • De fato, depois de destruídas todas as categorias idealistas, a arte aparece confrontada como uma categoria universal, a da interatividade.
      • O furor negativo do vanguardismo deve-se ao fato da vanguarda se exercitar na fronteira tênue, em boa medida imaginária que passa entre arte e vida, que envolve a insistência da vida que dissemina o esteticismo.
      • O melhor sinal da positividade está na categoria de interatividade, que envolve os efeitos da cibercultura e as suas radicais implicações para a arte das novas tecnologias, que exclui a força do negativo para fundarem a nova positividade estética.
      • O artista Marcel Duchamp foi escolhido como inspirador da arte tecnológica, por desesteticizar a arte, a ilusão estética, o mundo como obra de arte, o objeto mundo, o nomádico e o imaterial.
      • A realização do ciberespaço como o espaço de todos os espaços, ou hiperespaço capaz de processar a realidade apela para uma mimesis (vontade de fusão) imaginária.
    3. A instauração das artes interativas:
      • A arte tecnológica está colocada no horizonte da categoria de interatividade, que abrange conectividade, emergência, interfaces, simulação, inteligência artificial, hipertexto, hipermídia, virtual, tempo real e instantaneidade.
      • Alguns artistas importantes são Jean-Fançois Colonna, Nicole Stenger, Roy Ascott, Pierre Comte, Fred Forest, Michel Bret, Monique Nahas entre outros.
      • A interatividade transforma-se num puro atualismo, que confunde a instantaneidade do novo com o tempo real da realização.
      • É certo que Roy Ascott fala de duas interatividades, uma trivial e outra não trivial: A primeira é um sistema fechado com um conjunto finito de elementos. A segunda é aberta e infinita na sua capacidade para integrar novas variáveis.
      • É do interface que depende toda a obra interativa, um trabalho de visualização de sentidos mais complexos.
      • No livro Uma Filosofia da Fotografia de Vilém Flusser, ela diz: “O fotógrafo age em prol do esgotamento do programa e em prol da realização do universo fotográfico”.
    4. Um alargamento poético do espaço:
      • Para Paul Klee, o essencial da arte é a relação à invisibilidade, a descodificação da percepção humana, com base da biocomputação, das nanotecnologias e em suma do programa de desenvolvimento do cyborg.
      • A definição da arte como resposta em tempo real, é o paradigma atual do processo da tecnologia de realidade virtual, quando ela determina visibilidade por invisibilidade, luz por escuridão e presença pela ausência.
      • A expansão do espaço que já não tem nada a ver com o espaço hierárquico da experiência nem com as suas purificações tecnológicas , mas sim com um hiperespaço poético que só pode aceder à visibilidade, não a visualização, nem no interface,mas pela presença da palavra.
      • “ É mais fácil erigir um altar do que sobre ele fazer descer uma divindade para habitar”. (Beckett).
      • “ Construir a arte é construir a realidade, processo garantido com as redes do ciberespaço a apoiar o nosso desejo de amplificar a cooperação e interação humana no processo de construção”. (Roy Ascott)
      Pensamentos:
      • “ O conexionismo é o modo de operar dos cientistas cognitivos, conectivismo é o modo de operar do artista digital. Conexionistas e conectivistas convergem para o local da cultura onde o artificial colabora com o natural em novas sínteses de ser”. (Roy Ascott)
      • “ Tecnologias de percepção, cognição e comunicação da nossa realidade estão a mover-se cada vez para mais próximo do corpo e até ao cérebro”. (Roy Ascott)
      • “ Para muitos artistas o espaço está em expansão, para outros está em desvanecimento”. (Robert Smithson)
      • “ Uma galinha é o pretexto que um ovo arranjou para criar outro ovo”. (Samuel Buttler)
      • “ Alguns artistas estão a expandir e a hibridizar a Internet com outros espaços, media, sistemas e processos, explorando até uma nova zona de exploração”. (Eduardo Kac)
    5. Conclusão: “ O mito da interatividade se alimenta hoje da idéia de uma atividade dos espectadores enquanto operadores, estando na base de estratégias participativas”.
      • Bruno Fachine - 09308033
      • Felipe Abreu - 09308037
      • João Vitor Toledo - 09308065
      • Murillo Arijian - 09308062
      • Renan Brazorotto - 09308025
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