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comunidades no espaço virtual
Comunidades      Typaldos, C. (2000), RealCommunities.com
Comunidades colaborativas no                     ciberespaço   gift economies (Kollock, Rheingold)   inteligência colect...
Comunidades colaborativas no             ciberespaçouma forma de cooperação e colaboração,poderá ser voluntária,perdura...
Comunidades de prática e            produção colaborativa                               12 princípios                     ...
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Metodologia                a ciber-etnografiaconcepção de uma comunidade de prática como objecto de estudo;a identidade ...
Metodologia                  a ciber-etnografiaPorquê a proposta da CST?    conduz-nos a uma etnografia    privilegia a ...
A comunidade tecnicasecretariado         participação e identidade Promove a escrita colaborativa; Apresenta um produto ...
Comunidade tecnicasecretariado http://tecnicasecretariado.wikispaces.com                                   • Novembro de  ...
Historial - membros
Historial – edição de páginas/conteúdos
Visitas (Março/2008)   Visitas (Outubro/2008)
Registo das consultas e produção ao longo do ano                                 66 países
Participação Uma plataforma para a acção, facilitadora da  reflexão, da colaboração, da comunicação e,  consequentemente,...
Participação A participação é importante e todas as contribuições são “valiosas”, com qualidades e conteúdos distintos, p...
Participação Há um repertório compartilhado de artefactos, símbolos, sensibilidades, práticas e rotinas e de objectivos e...
ParticipaçãoDestina-se a estabelecer uma hierarquia de importância na informação.Permite valorizar a qualidade da inform...
ParticipaçãoComponente colectivo e individualPara o domínio público, o espaço passa por ser um produto de contribuição a...
Participação“O wiki contribui muito para a minha  aprendizagem (…); quando colaboro no wiki  aprendo mais coisas, aprendo ...
IdentidadeO registo estabelece categoria de membrosPara participar plenamente, o registo e a criação de uma identidade s...
Identidade
Identidade O registo não é obrigatório e pode-se contribuir de forma completamente anónima, lançando tópicos de discussão...
Identidade… Para que a cooperação e colaboração seja sustentável e exequível no ciberespaço;… Torna-se num indicador de ...
Conclusão No ciberespaço, cada ferramenta oferece, a quem o  habita, diferentes mecanismos para construir e  desenvolver ...
Conclusão Ter uma presença numa comunidade e habitá-la  (participando) , obriga um indivíduo a encarar suas  responsabili...
Mudança de paradigma educativo?
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Comunidades virtuais_ciantec_11_out_aveiro

  1. 1. Comunidade e Comunidades Virtuais em Antropologia José da Silva Ribeiro jribeiro@univ-ab.pt E III Congresso Internacional de Arte, Novas Adelina Silva Tecnologias e Comunicaçãoadelinasilva@netcabo.pt Arte, tecnologia e comunicação: novos territórios do conhecimento WorkshopCEMRI – Laboratório de Antropologia Visual Tecnologias digitais, antropologia e arte Universidade Aberta Coordenadores: José da Silva Ribeiro, CEMRI – Laboratório de Antropologia Visual Marcelo Martínez Hermida, Coordinador CIDACOM-USC
  2. 2. Abordagem antropológica dascomunidades no espaço virtual JOSÉ DA SILVA RIBEIRO E ADELINA SILVA CEMRI – LABORATÓRIO DE ANTROPOLOGIA VISUAL UNIVERSIDADE ABERTA
  3. 3. comunidades no espaço virtualO conceito de comunidade  Ferdinand Tönnies - sociedade moderna da comunidade antiga (partilhado por todos os seus membros)  Robert Redfield - comunidades pequenas, estudadas a partir do contacto directo pessoal, homogeneidade e auto-suficiência  Jonatham Andelson - Comunidades intencionais (1996) inspiração religiosa ou laica: hippies, kibbutz… primeiros seguidores de Cristo, de Buda, etc. experiência monástica,  Thomas More e Francis Bacon / Fourier, Owen – utopias: utopismo comunitário e socialistas utópicos;  Experiências comunitárias na Américas  Experiências Quilombolas – das irmandades á actualidade.
  4. 4. comunidades no espaço virtual Características atribuídas  Conceito estático - aglomerado físico e territorial factores quantificáveis – população residente, número de casas, limites ou fronteiras espaciais;  População móvel, mudanças de habitação e a circulação entre habitações, e as indefinições e permeabilidades fronteiriças;  Factores emocionais, simbólicos, mentais e subjectivos de identificação das pessoas com um determinado grupo (comunidade) de pertença.  A configuração territorial do conceito não inclui a ideia de elos ou laços que percorrem os indivíduos de uma comunidade mas também não contempla os elos que ligam a comunidade a uma unidade política mais abrangente (comunidades de emigrantes)  Unidade de organização – poder e território (condições político- jurídicas)  Historicidade: relações interindividuais que se desenrolam através do tempo
  5. 5. comunidades no espaço virtualComunidades intencionais  Vigoram como experiências sociais ricas e inauditas, na tentativa de tornarem reais sonhos e utopias. Assim, ao espírito comunitário alia-se um forte sentimento de comprometimento com a realização de um viver humano que se coadune com forças criativas e sublimes da própria Vida. O devir histórico do humano em parceria com a terra e com o mistério /místico. …
  6. 6. comunidades no espaço virtualMartim Buber - desejo de comunidade algo orgânico no ser humano  fundamento desta nova comunidade: a si mesma - doação e a entrega criativa e madura que seus membros estabelecem entre si; e a Vida - vivida na acção para além dos dogmas e das imposições societárias, unificação da pessoa ao propósito da própria Vida.Bauman, “estado de felicidade” e ideia de comunidade como procura contínua, utópica  “Na pista que leva à felicidade, não existe linha de chegada. Os pretensos meios se transformam em fins: o único consolo disponível em relação ao carácter esquivo do sonhado e ambicionado “estado de felicidade” é permanecer no curso; enquanto se está na corrida, sem cair exausto nem receber um cartão vermelho, a esperança de uma vitória futura se mantém viva”.
  7. 7. comunidades no espaço virtualRenato Rosaldo: comunidades múltiplas e sobrepostas - Os indivíduos pertencerão apenas a uma comunidade?  As múltiplas pertenças - comunidades de nascimento, etnicidade, socialização, educação, participação política, residência, pesquisa e leitura;  a Internet contribui de forma decisiva para todas as formas de contacto: interpessoal, intra e inter-organizacional facilitando e favorecendo a proximidade das pessoas e para o desenvolvimento das múltiplas pertenças…
  8. 8. comunidades no espaço virtual Zygmunt Bauman a ilusão da comunidade?  Comunidade elusiva, comunidade esquiva (furtiva, vaga, imprecisa) a comunidade das sociedades líquidas distinguem por promover os ideais de consumo desmedido, o individualismo, a desvinculação de toda causa justa e a fragilidade de todo vínculo humano;  “A fissura nos muros de protecção da comunidade torna-se trivial com o aparecimento dos meios mecânicos de transporte; portadores de informação alternativa (ou pessoas cuja estranheza mesma é informação diferente e conflituante com o conhecimento internamente disponível) já podem em princípio viajar tão rápido, ou mais, que as mensagens orais originárias do círculo da mobilidade humana “natural”. A distância, outrora a mais formidável das defesas da comunidade, perdeu muito de sua significação. O golpe mortal na “naturalidade” do entendimento comunitário foi desferido, porém, pelo advento da informática”  A aparente utopia da comunidade, mesmo que construída, constituiu uma unidade frágil e vulnerável, líquida, fluida e entra em colapso quando a “identidade” é inventada, “a identidade brota entre os túmulos das comunidades, mas floresce graças à promessa da ressurreição dos mortos”
  9. 9. comunidades no espaço virtual Mauss / MAUSS e o conceito de comunidade: de Marcel Mauss e de MAUSS (movimento não utilitarista das ciências Sociais)  Marcel Mauss no Ensaio sobre a dádiva articula os três princípios fundamentais da sociedade humana: o princípio da individuação, o princípio da reciprocidade e o princípio da comunidade – a sociedade como facto social total é a articulação destes 3 princípios.  Caillé (MAUSS) relaciona a Dádiva de Mauss com a tradição Bramânica identificando e articulando quatro elementos ou momentos da acção humana: arthào - interesse material — interesseiro — (económico, político), relacionado com o trabalho e o mercado; kama - interesse prazer, emoção, entrega…; moksa - a espontaneidade, liberdade…; dharma - a obrigação, o dever moral, a partilha, a ligação ao passado, inserção nas normas,
  10. 10. comunidades no espaço virtual
  11. 11. Comunidades Typaldos, C. (2000), RealCommunities.com
  12. 12. Comunidades colaborativas no ciberespaço gift economies (Kollock, Rheingold) inteligência colectiva (Contreras, Levy) cooking-pot markets (Ghosh) estilo bazar (Raymond) comunidades open-source intelligence (Stalder & Hirsch) common-based peer production (Benkler) criação colectiva (Casacuberta) micro-media ou nano-media (Rafaeli & LaRose) - wikis
  13. 13. Comunidades colaborativas no ciberespaçouma forma de cooperação e colaboração,poderá ser voluntária,perdura no tempo,o objectivo é a produção de informação e de conhecimento,em comunidades que podem ser formais ou informais no ciberespaço, mas que se gerem de forma autónoma.
  14. 14. Comunidades de prática e produção colaborativa 12 princípios das Comunidades: •ObjectivoEnvolvimento mútuo •Identidade •Reputação •Grupos •ComunicaçãoEmpreendimento •Ambiente comum •Confiança •Limites •História •GestãoRepertório partilhado •Expressão •Intercâmbio
  15. 15. π π Troca de ValoresTroca ππ π Troca de de CompetênciIdeias π as π ππ π ππ π π ππ π π π π π π π Troca de π Troca deInformação Artefactos ππ Pierre Levy, CRC, Université d’Ottawa Troca de Papeis Sociais
  16. 16. Metodologia a ciber-etnografiaconcepção de uma comunidade de prática como objecto de estudo;a identidade no ciberespaço está num processo de construção permanente;os estudos sobre a CST, que tomam em consideração o efeito da arquitectura técnica na comunidade e a forma como a comunidade modela essa mesma arquitectura técnica.
  17. 17. Metodologia a ciber-etnografiaPorquê a proposta da CST?  conduz-nos a uma etnografia  privilegia a interacção e a identidade
  18. 18. A comunidade tecnicasecretariado participação e identidade Promove a escrita colaborativa; Apresenta um produto final (permanente construção); Incentiva a aprendizagem reflexiva; Utiliza diferentes formas /estratégias; Incentiva a aprendizagem através da execução - saber-fazer; Exige dinâmica de trabalho de equipa – saber-ser e saber- estar; Possibilita a construção de um documento público; Potencializa a interacção; Promove a negociação e a colaboração voluntária, exigindo uma mudança do papel do professor (facilitador).
  19. 19. Comunidade tecnicasecretariado http://tecnicasecretariado.wikispaces.com • Novembro de 2007 • Técnicas de Secretariado (10º ano) • Membros registados - inicialmente 15
  20. 20. Historial - membros
  21. 21. Historial – edição de páginas/conteúdos
  22. 22. Visitas (Março/2008) Visitas (Outubro/2008)
  23. 23. Registo das consultas e produção ao longo do ano 66 países
  24. 24. Participação Uma plataforma para a acção, facilitadora da reflexão, da colaboração, da comunicação e, consequentemente, de aprendizagem.“As páginas do wiki que achei mais proveitosas foram as do módulo 7 (Protocolo e Etiqueta), porque tive mais participação”.(…)Era motivador ”(…) sermos nós a escrever e a pôr lá a informação, (..) e além disso, de podermos corrigir o que os nossos colegas punham.” (aluno C).
  25. 25. Participação A participação é importante e todas as contribuições são “valiosas”, com qualidades e conteúdos distintos, pelos quais os membros sabem que serão avaliados e que nem todos os utilizadores têm a mesma “credibilidade” dentro da comunidade.O wiki permite“(…) dedicarmos mais (ao estudo), de querermos mostrar às outras pessoas o que somos capazes de fazer e de aprendermos melhor” (aluno E).
  26. 26. Participação Há um repertório compartilhado de artefactos, símbolos, sensibilidades, práticas e rotinas e de objectivos e necessidades comuns que foram formulados e negociados de forma a que todos possam contribuir com os seus conhecimentos“O wiki contribuiu para a minha aprendizagem porque fui obrigada a ler o que os meus colegas punham lá, e também tive de saber seleccionar a informação. Acho que foi útil, e continuar espero poder participar de igual modo” (aluno D).
  27. 27. ParticipaçãoDestina-se a estabelecer uma hierarquia de importância na informação.Permite valorizar a qualidade da informação e filtrá-la.Realiza-se de forma distribuída pelos utilizadores registados e consiste na qualificação das publicações.
  28. 28. ParticipaçãoComponente colectivo e individualPara o domínio público, o espaço passa por ser um produto de contribuição anónima, mas para os próprios membros é um espaço moderado.Os únicos que podem moderar são os membros registados.
  29. 29. Participação“O wiki contribui muito para a minha aprendizagem (…); quando colaboro no wiki aprendo mais coisas, aprendo a seleccionar as informações mais importantes e aprendo a colaborar e a organizar a informação com a turma” (aluno E).Agrada-me (…) “também o facto de podermos ser mais do que um a utilizar a mesma página, por exemplo, de podemos acrescentar algo essencial ao que o nosso colega colocou” (aluno G).
  30. 30. IdentidadeO registo estabelece categoria de membrosPara participar plenamente, o registo e a criação de uma identidade são elementos inevitáveis.
  31. 31. Identidade
  32. 32. Identidade O registo não é obrigatório e pode-se contribuir de forma completamente anónima, lançando tópicos de discussão, por exemplo.“Quando não nos encontramos em aulas podemos tirar dúvidas no wiki. E assim podemos tirar as nossas dúvidas como também as dúvidas de visitantes” (Aluno L).
  33. 33. Identidade… Para que a cooperação e colaboração seja sustentável e exequível no ciberespaço;… Torna-se num indicador de credibilidade dos autores e facilitar a filtragem da informação;… É o elemento organizador da comunidade, cujo significado é construído pela própria comunidade perante o objectivo de produzir informação significativa.
  34. 34. Conclusão No ciberespaço, cada ferramenta oferece, a quem o habita, diferentes mecanismos para construir e desenvolver sua identidade. A ausência de um EU digital tem seus inconvenientes, nomeadamente a ausência de uma identidade (que não permite o ser-se reconhecido) e de um EU permanente que tenha uma história
  35. 35. Conclusão Ter uma presença numa comunidade e habitá-la (participando) , obriga um indivíduo a encarar suas responsabilidades, cumprir as normas e assumir os seus actos. A participação, assenta na identidade, pois aos membros registados é concedido o privilégio de serem moderadores e de publicarem os seus conteúdos ficando desse modo mais expostos à moderação.
  36. 36. Mudança de paradigma educativo?
  37. 37. Comunidade e Comunidades Virtuais em Antropologia José da Silva Ribeiro jribeiro@univ-ab.pt E III Congresso Internacional de Arte, Novas Adelina Silva Tecnologias e Comunicaçãoadelinasilva@netcabo.pt Arte, tecnologia e comunicação: novos territórios do conhecimento WorkshopCEMRI – Laboratório de Antropologia Visual Tecnologias digitais, antropologia e arte Universidade Aberta Coordenadores: José da Silva Ribeiro, CEMRI – Laboratório de Antropologia Visual Marcelo Martínez Hermida, Coordinador CIDACOM-USC

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