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Geografia de israel
 

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    Geografia de israel Geografia de israel Presentation Transcript

    • ISRAEL
      • Berço geográfico das grandes civilizações; é uma região de“meia-lua” que abrange a Mesopotâmia – mesos + potos = no meio de rios (Tigre e Eufrates), a Terra Santa e parte do Egito. Região fértil, propícia para a agricultura.
    •  
    • OS CAMINHOS DA PALESTINA
      • ISRAEL É PONTO DE PASSAGEM:
      • Caminho do Mar (Via Maris);
      • Caminho Real (Via Régia);
      • Isto leva a que esteja um pouco à mercê das pressões do poderio imperial dos povos vizinhos…
    • 1.2 – Nomes da Terra Santa
      • a) Na Bíblia:
        • «Terra Santa» (Zac 2, 12; Act 7, 33);
        • «Terra de Canaã» (Gn 12, 5; 13, 12; Act 13, 19);
        • «Terra Prometida» ( porque Deus fez aliança com Abraão:
        • a tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egipto até o grande Eufrates);
        • «Terra dos Hebreus» (Gn 40, 15) ;
        • «Terra de Judá» ( sul de Israel actual, referente à tribo de Judá. Rt 1, 7) ;
        • «Terra de Israel» (Ez 11, 16-20; Mt 2, 20-21) ;
        • etc .
      • b) Outros:
        • « Kinahhi»
        • «Khuru»
        • «Amurru»
        • «Harus»
        • «Retenu»
        • «Palassthu» (Filisteia)
      Palestina não é nome bíblico. É de «Filisteia» que deriva «Palestina», por mercê da obras de certos escritores gregos e latinos NOMES DA TERRA PROMETIDA AO LONGO DA HISTÓRIA…
    • 1.3 – Limites geográficos LIMITES GEOGRÁFICOS a) A Norte: com o Líbano e a Síria e os contrafortes montanhosos do Líbano meridional, o Monte Hermon e a profunda garganta de Litani; b) A Este: limitada pelo deserto siro-arábico que acompanha a antiga via das caravanas até ao «Wadi el-Hesa» ( a torrente «Zéred» bíblica), situada a sudoeste do Mar Morto; c) A Sul: com o Deserto do Neguev, que vai confundir-se com o deserto sinaítico; d) A Oeste: com o Mar Mediterrâneo, desde a foz do Nahr el-Qasimiyeh até ao Wadi el-Arish (a bíblica «torrente do Egipto»). Historicamente, os limites de Israel estão ligados às vicissitudes do Povo de Israel ( a maior extensão territorial foi nos reinados de David e Salomão e depois no tempo de Herodes). Comprimento: «De Dan a Bersabé» (Cisjordânia) (cerca de 320km ou 380 km se se soma o deserto do Negueb) «Do Arnon ao sopé do Hermon» (Transjordânia) Largura: 30 a 50 km na parte Norte; 60 a 80 km na parte Sul
      • É uma região banhada pelo Mediterrâneo a oeste, tendo ao norte a Fenícia e Síria, a leste e sul a Arábia, e ao sul partes do Egipto.
    •  
    • MONTE HEMOM (NORTE)
    • DESERTO SÍRO – ARÁBICO (LESTE)
    • DESERTO DE NEGUEV (SUL)
    • MAR MEDITERRÂNEO (OESTE)
    •  
    • 1.4 - Zonas geográficas 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª A Transjordânia O Vale do Jordão Montanhas da Cisjordânia, (ou Palestina propriamente dita) A zona costeira O Vale do Jordão divide a Cisjordânia da Transjordânia
    • TRANSJORDÂNIA
    • VALE DO JORDÃO
    • PETRA CIDADE DA CISJORDÂNIA (PATRIMÔNIO HISTÓRICO DA UNESCO DESDE 1985)
    • ZONA COSTEIRA DE ISRAEL
    • A Transjordânia ► Região composta por montanhas desérticas, não muito altas, separadas por um bom número de torrentes; ► Região de temperaturas extremas (muito calor durante o dia e muito frio durante a noite); ► Cinco zonas (de norte para sul): Zona de Edom Zona de Moabe Zona de Galaad Zona de Amon 1) Gn 36, 43 - «Esaú foi o antepassado dos habitantes de Edom» 2) Flávio Josefo – João Baptista esteve preso em Maqueronte, a leste do Mar Morto 1) Dt 2, 24 ; Num 22, 36 – referem-se a esta terra; 2) Livro de Rute – aí se desenrola parte deste livro. Situa-se aqui o Vale de Basan, de que fala, por ex., Am 4, 1ss Zona de Basan
    • O Vale (ou depressão) do Jordão
      • - É uma das nascentes do Jordão, situada no Líbano;
      • 2224 m altitude (tem sempre neve).
      • LAGO HULE
      • - Hoje convertido em «Vale do Hule»; pouco resta do lago;
      • Aqui perto está cidade de Hazor
      • (Js 11:10; 1 Re 9, 15; 2 Re 15, 29; Jr 49:30)
      - Vale do Jordão: depressão profunda, largura média 16 Km, onde corre o Rio Jordão desde o Hermón, ao Mar Morto; desce de 329 m até 393 m abaixo do mar; afluentes principais: Jarmuc e o Jaboc; comprimento cerca de 300 km - LOCAL DE BAPTISMO DE JESUS CRISTO E PREGAÇÃO DE JOÃO BAPTISTA
      • - Diversos nomes: «lago de quineret» (em forma de liraq; Nm 34, 11), «Lago de Genesaré», «Mar da Galileia», «Lago de Tiberíades» (devido à cidade romana das margens em honra de Tibério);
      • 21km x 11 km, prof. máxima de 45 metros; 212 mt abaixo do nível do mar; água prevalentemente doce;
      • ZONA DO MINISTÉRIO DE JESUS CRISTO
      • Cidades bíblicas próximas: Korasaim, Betsaida, Cafarnaúm (não aparece no AT; importante no NT: Mt 9, 1 – aqui Jesus faz milagres)
      • 76km x 17 km;
      • Ponto mais baixo da superfície terrestre (393 m abaixo do nível das águas do mar); intensa concentração de sais, que leva a ausência total de formas de vida.
      Monte Hermón Rio Jordão Mar da Galileia Mar Morto
    • Montanhas da Cisjordânia (ou Palestina propriamente dita)
      • Formam uma cadeia única que parte dos montes do Líbano a norte e estende-se para sul, atravessando três regiões: Galileia, Samaria e Judeia; a única fractura transversal é a planície de Jezrael.
      • - É a parte onde se desenrolam os principais e decisivos acontecimentos da história bíblica
      Galileia ► Regiões: Samaria Judeia Deserto do Negueb NAZARÉ REGIÃO DA GALILEIA VISTA DO MEGUIDO MURO DAS LAMENTAÇÕES BELÉM JERUSALÉM REGIÃO DA SAMARIA MONTE TABOR Montes de Efraim Montes de Judá
    • A zona costeira Planície de Aser Planície ou Vale de Jesrael ou Esdrelon Monte Carmelo Planície de Saron Planície ou Costa Filisteia Shefela Negueb Ocidental ► Regiões: Palco das principais batalhas nas quais se disputou a posse do país Por aqui andou o profeta Elias “ país baixo”: região de colinas entre a costa e os Montes de Judá
    • 1.5 - As localidades bíblicas
    • 2. História de Israel: breve panorama
    • 2.1. A ORIGEM DO POVO DE DEUS: ABRAÃO E OS PATRIARCAS A história do povo bíblico começa com Abraão (mas é só com Josué, no «Pacto de Siquém», que o Povo de Israel começa a existir como tal ). Ele é, por excelência, o antepassado do povo bíblico. Com ele começa a História dos Patriarcas (“os chefes de família do Povo de Israel”); por exemplo: Abraão, Isaac, Jacob, os seus 12 filhos (especialmente José), Moisés…
      • Ele é o «arameu errante»: «Meu pai era um arameu errante: desceu ao Egipto com um pequeno número e ali viveu como estrangeiro, mas depois tornou-se um povo forte e numeroso» (Dt 26,5).
      • Pertencia a um clã de semi-nômadas: durante parte do ano eram nômadas e criavam ovelhas; no restante do tempo faziam tímidas tentativas de vida sedentária e de cultivo da Terra.
      • A sua migração pode ser relacionada com a dos Amoritas, semitas ocidentais designados por «Proto-arameus»; os semitas, de que procede o Povo de Deus, expandiram-se da Arábia Meridional para ocidente (“semita”, de Sem, um dos filhos de Noé).
      Por volta de 1850 a.C. (data “aproximada”), Abraão parte de Ur dos caldeus (na Mesopotâmia)… O «Crescente Fértil» facilita as migrações… 1 3 4 5 … e instala-se em Haran. Em Haran ouve o chamamento do Senhor e vai morar para a «Terra Prometida», para Siquém; … mais tarde vai ao Egipto… … e ao regressar instala-se em definitivo em Hebron. 2 A viagem de Abraão tem motivos econômicos (procura de melhores pastos e de melhor vida) e também religiosos (chamamento do Senhor, sendo conhecido pelo «Pai da fé»). Mas Abraão e os seus não são, a princípio, monoteístas: num ambiente politeista, eles reconhecem um deus entre todos os outros: El; é o «Deus dos Pais» (de Abraão, de Isaac e de Jacob), protetor de um determinado clã; é mais um henoteísmo (adora-se apenas um deus principal, que é o mais poderoso, mas sem negar a existência de outros). O caminho para o monoteísmo começa… Séc. XIX ou XVIII a.C. (datas aproximadas)
    • 2.2. MOISÉS E O ÊXODO Sécs. XVII a.C. ao XIII a.C. (datas aproximadas) No contexto das movimentações semitas (especialmente dos Hicsos, estrangeiros vindos do leste), em vagas sucessivas, os descendentes do patriarca Jacob instalam-se no Egito (durante 400 anos – Gn 15, ou 430 – Ex 12). A «Casa de Israel» vai aumentando ao longo de todo este tempo, muitas vezes integrados na vida local. JOSÉ, o preferido do seu pai Jacob, é vendido como escravo pelos irmãos para o Egipto (séc. XVI a.C.). Começa como escravo, até ser elevado à categoria de primeiro-ministro (especialmente pela sua interpretação dos sonhos do Faraó). Mais tarde, o pai e os irmãos vão viver para o Egito, para a «região de Góssen». Mas a vida complica-se e na XVIII dinastia expulsam os Hicsos, alcançando uma verdadeira perseguição à «Casa de Israel» na XIX dinastia (principalmente Seti I e Ramsés II): É o tempo da “servidão”. É aí que surge MOISÉS, líder e libertador, que em nome de Javé, os conduz pelo Deserto, (onde Deus revela o Seu nome – Javé - no Sinai e a Sua Lei; aí dá-se a «Aliança», celebra-se a Páscoa – «passagem»; 1º do Senhor sobre o Egipto; 2º da Travessia para a Terra Prometida) até à Transjordânia (entre 1230 e 1220 a.C.). Antes de chegar à Terra Prometida, Moisés morre no Monte Nebo. Obs: Ex 12:38; Nm 11:4. É o ÊXODO , acontecimento fundante da História de Israel. Distingue-se em: 1) Êxodo «expulsão» (estes grupos penetraram primeiramente na Terra prometida); 2) Êxodo «fuga» (do grupo de Moisés) Há muitos outros itinerários propostos… Travessia do Mar: seria o Vermelho ou o «Mar dos Juncos»
    • GEOGRAFIA ECONÔMICA DE ISRAEL
      • GEOGRAFIA ECONÔMICA é o ramo da Geografia que se dedica ao estudo das atividades econômicas dos diversos países e grupamentos humanos;
      • A economia acha-se estreitamente ligada à geografia;
      • A palavra economia origina-se de dois vocábulos gregos: oikos (casa) + nomos (governo). Significa governo ou administração do lar, no sentido de zelar pelos seus pertences, pelo patrimônio familiar;
      • O grego Xenofonte foi o primeiro a usar o vocábulo economia. Séculos mais tarde, o francês Antonie Montechretien criaria a lucução economia política .
      • As riquezas de um país estão diretamente ligadas à produção de bens úteis com o aproveitamento de matéria-prima extraída da natureza;
      • Produção é a transformação, pelo homem, das coisas existentes na natureza em bens econômicos capazes de satisfazer às necessidades presentes e futuras das pessoas;
      • Os bens naturais são insuficientes, por isso, o homem os adaptou ao consumo, aumentando a utilidade desses bens, produzindo bens artificiais ou industrializados.
    • UMA TERRA QUE MANA LEITE E MEL
      • Dt 32:13, 14; Nm 13:27;
      • Israel era uma terra sem igual. As chuvas caíam com regularidade; as colheitas jamais mentiam. A flora e a fauna eram exuberantes . Os minerais podiam ser achados por toda a parte.
    • A FLORA DA TERRA SANTA
      • Os escritores hebreus mencionam mais de cem espécies vegetais;
      • No período veterotestamentário, os produtos encontrados com mais abundância eram o trigo, oliva e uva, que eram a dieta básica dos israelitas, constituindo o trinômio pão, azeite e vinho;
      • Havia também cevada, lentilha, mostarda, pepino, cebola, alho, romã, melão e tâmara.
      • As plantas silvestres dos tempos bíblicos eram:
      • o cedro;
      • a faia,
      • o pinheiro,
      • a acácia,
      • a palmeira,
      • o carvalho e
      • a murta
    • CEDRO (Sl 29:5)
    • FAIA
    • PINHEIRO (Is 44:14)
    • ACÁCIA (Êx 25:10)
    • PALMEIRA (Sl 92:12)
    • CARVALHO (Is 61:3)
    • MURTA (Is 55:13)
    • Hoje, estendem-se os laranjais sobre as colônias judaicas kibbutzim ("reuniões" em hebraico)
      • A cevada, alimento dos animais e dos camponeses mais pobres, tornava-se o alimento dos israelitas em geral quando, perseguidos, eram obrigados a abandonar as planícies (Jz 7:13).
    • OS MINERAIS DA TERRA SANTA (Dt 8:9)
      • Ferro;
      • Cobre;
      • Ouro;
      • Prata;
      • Enxofre;
      • Estanho e
      • Chumbo.
      • O Mar Morto é uma fonte inesgotável de riquezas. Suas reservas em sais e minerais são orçadas em bilhões e bilhões de dólares;
      • Atualmente a empresa AHAVA de cosméticos (Amor em hebraico) fabrica produtos feitos de lama e de base mineral, compostos a partir do Mar Morto;
      • A empresa tem lojas próprias em Israel, Alemanha, Hungria, Filipinas e Cingapura. A partir de 2010 , o rendimento da Ahava é maior do que EUA: 150 milhões dólares por ano.
      • O diamante gera muitas divisas;
      • Grande parte da produção diamantífera do mundo passa pelas oficinas de lapidação israelenses.
    • PESOS E MEDIDAS
    • Gômer - 1/10 de um efa 3,7 litros (Ex 16:36)
    • Ciclo - unidade básica 11,4 gramas de ouro (Ex 30:15); Dois lados de moeda de ouro do ano 191 aC encontrada em Israel
    • Talento - cerca de 34 quilos de ouro ou prata (2 Sm 12:30)
    • Dinheiro ou Denário - representava em geral o salário por um dia de trabalho quase 4 gramas de prata (Lc 10:35). Denário de prata com a efígie do imperador Nero (AD 54-68), cunhado em Roma aproximadamente entre 67 e 68 d.C. Diâmetro: 17mm, Peso: 3.52 gr.
    • Côvado - do cotovelo à ponta dos dedos 45 centímetros (Mt 6:27)
    • Efa - unidade básica 37 litros (Am 8:5) Abaixo temos a imagem de uma talha para água
    • Alqueire – bolsa de carga de 8,75 litros ( Mt. 5:15; Lc 11:33)
    • FESTAS E DATAS
      • PURIM
      • O nome "Purim" vem da palavra hebraica "pur", que significa "sorteio”;
      • É comemorado nos dias 13-15 do mês de Adar (fevereiro-março);
      • Os judeus comemoram a salvação do plano de Hamã, para exterminá-los, no antigo Império Persa tal como está escrito no Livro de Ester, um dos livros da Bíblia;
      • A festa do Purim é caracterizada pela recitação pública do Livro de Ester por duas vezes, distribuição de comida e dinheiro aos pobres, presentes e consumo de vinho durante refeição de celebração (Ester 9:22);
      • Outros costumes incluem o uso de máscaras e fantasias e comemoração pública.
    • PÁSCOA
      • Comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 a.C;
      • Páscoa, no hebraico é chamada de pasach , que significa saltar por cima;
      • “ Saltar” porque o anjo do Senhor passou por cima das casas do povo de Israel, poupando assim a vida de seus primogênitos (Êxodo 12:21-24);
      • Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum.
    • COSTUMES E TRADIÇÕES
      • Nos tempos bíblicos, os hebreus eram orientados religiosa e civilmente pela Lei de Moisés e, apesar de exílios e perseguições, eles preservaram sua herança cultural e espiritual;
      • A família, para os hebreus, é de origem divina (Gn 1:26-28), sendo mais importante que o próprio indivíduo;
      • (Gn 29:13-14) – ter o mesmo sangue significava ter a mesma alma;
      • O casamento do AT nem sempre foi o ideal por causa da poligamia. Ex: Abraão, Jacó e Davi, sem contar Salomão que tinha 700 mulheres e 300 concubinas.
      • Com o exílio babilônico, os israelitas foram se curando da poligamia. No NT já não encontramos nenhum caso declarado de poligamia;
      • Devido à esterilidade das esposas legítimas, o casal optava às vezes por ter filhos por intermédio de uma concubina. Um exemplo foi o caso de Abraão e Agar, através da qual veio Ismael;
      • O casamento misto era condenado pela Lei de Moisés (Dt 7:1-4);
      • O casamento por levirato ocorria quando um homem morria sem deixar descendência. Nesse caso, seu irmão era obrigado a casar-se com a viúva. Por intermédio dos filhos da nova união, a memória do falecido era preservada (Dt 25:5, 6)
      • Os filhos são considerados herança divina, principalmente os homens (Sl 127:3-5);
      • A esterilidade era considerada opróbrio (desonra). Para as hebréias, não havia privilégio tão grande como o de gerar filhos;
      • O direito de primogenitura era respeitadíssimo entre os israelitas. Ao filho mais velho cabia a porção dobrada dos bens paternos. Com a morte do pai, assumia a responsabilidade da casa e as funções sacerdotais da família;
      • As filhas só recebiam herança paterna se não houvesse nenhum filho varão. Elas eram sustentadas pelos irmãos que se encarregavam inclusive de seu casamento;
      • Cabia ao pai ensinar aos filhos as primeiras letras e uma profissão. A ociosidade não era tolerada na sociedade hebréia.
      • As saudações nos tempos bíblicos consistiam na inclinação do corpo para frente, com a mão direita sobre o lado esquerdo do peito;
      • Por causa de tão demorados rituais, Jesus ordenou aos seus discípulos: “... E a ninguém saudeis pelo caminho” (Lc 10:4);
      • Perante os magistrados e outras autoridades, era costume inclinar-se até a terra;
      • O sepultamento consistia na lavagem rigorosa do corpo, sendo este enrolado em lençóis impregnados de perfume. O sepultamento era no mesmo dia por causa do clima quente e da lei mosaica;
      • Os túmulos dos pobres eram cavados no chão. Os dos ricos, escavados na rocha;
      • O luto durava sete dias.
      • A indumentária dos judeus nos tempos bíblicos era confeccionada em algodão, lã, linho e seda;
      • A principal peça do vestuário masculino constituía-se de uma túnica tecida de algodão.
      • O sumo sacerdote e os demais ministros do altar vestiam-se com mais esmero;
      • suas vestes tipificavam a glória e a santidade divina.
      • As mulheres também usavam túnicas mais longas e ornamentadas. Quando apareciam em público, cobriam o rosto com um véu
      • As hebréias apreciavam pulseiras, anéis, pendentes e diademas;
      • De uma maneira geral, as israelitas eram elogiadas por sua modéstia, simplicidade e recato.
    • GEOGRAFIA POLÍTICA
      • É o ramo da Geografia que estuda as relações entre as nações e regiões do Globo, compreendendo também o meio físico, humano e econômico
    • PARTIDOS POLÍTICOS
      • AGUDAT ISRAEL - é um partido político israelense derivado do movimento religioso judeu ultraortodoxo homônimo, fundado em 1912, e defende o fortalecimento da religiosidade entre os israelitas;
      • ALE YAROK (em hebraico: folha verde) - é um partido político israelense do lado esquerdo moderado do mapa político. O partido apóia a legalização do uso da maconha em Israel;
      • HADASH (literalmente Frente democrática de paz e igualdade) - é um partido político judeu-árabe de orientação socialista fundado em 1977. Atualmente ocupa quatro cadeiras no Knesset, o parlamento israelense;
      • O PARTIDO TRABALHISTA DE ISRAEL - conhecido em Israel como Avoda, é um dos grandes partidos do país. De centro-esquerda, é um partido social-democrata membro da Internacional Socialista. Seu atual chefe (desde novembro 2005) é Amir Peretz. Seu presidente é Ehud Barak.
    • PARTIDOS RELIGIOSOS
      • FARISEUS — O grupo maior e mais importante é o chamado os fariseus. A palavra em si significa “separatistas”;
      • SADUCEUS —Pode ter vindo da palavra hebraica “zoddikim”, que significa “os justos”. Este era o partido da aristocracia e dos sacerdotes abastados. Eles controlavam o sinédrio. Também controlavam o templo. O sumo sacerdote era sempre o líder deste grupo;
      • ZELOTES — Os zelotes representavam o desenvolvimento na extrema esquerda entre os fariseus. Estavam interessados na independência da nação e sua autonomia;
      • ESSÊNIOS — Eram uma ordem distinta, na sociedade judaica, mais que uma seita dentro dela. Sendo o elemento mais conservador dos fariseus, eles enfatizavam a observação minuciosa da lei. Formavam uma comunidade ascética ao redor do Mar Morto, e viviam uma vida rigidamente devota. A partir dos documentos de Qumram, parece que eles aguardavam um messias que iria combinar as linhagens real e sacerdotal, numa estrutura escatológica;
      • HERODIANOS — Os saduceus da extrema esquerda eram conhecidos como os herodianos. Tirando o nome da família de Herodes, eles baseavam suas esperanças nacionais nessa família e olhavam para ela com respeito ao cumprimento das profecias acerca do Messias;
      • ZADOQUEUS — Foi um movimento de reforma iniciado entre os sacerdotes (filhos de Zadoque), e, embora não mencionados em o Novo Testamento, este grupo é importante, porque mostra outra tendência entre os saduceus. Eram missionários fervorosos, em busca de um mestre de justiça que chamasse Israel de volta ao arrependimento e apareceria no advento do Messias
    • 2.3. A OCUPAÇÃO DE CANAÃ: DE JOSUÉ AOS JUÍZES Sécs. XIII a.C. a XI a.C. (datas aproximadas) JOSUÉ sucede a Moisés e introduz os hebreus na Palestina, atravessando o Jordão. A Bíblia atribui-lhe a conquista da «Terra Prometida», de um modo épico; mas a realidade mostra que a conquista foi bastante mais difícil e demorada… Geograficamente, as tribos dividiram-se em três grupos: - Meridional (Judá, Simeão e metade da tribo de Dane Rúben); - Central («o grupo de Josué», formado pelas tribos de Benjamim, Efraim, Manassés, Gad); - Setentrional (Isaacar, Zabulão, Asser, Neftali e metade da de Dan). Provavelmente, os vários grupos não ingressaram todos ao mesmo tempo na Terra Prometida. Com o Pacto de Siquém (Jos 24), as tribos (ou clãs) começam a identificar-se como um só Povo. Em momentos cruciais surgem nas diversas tribos homens carismáticos, líderes libertadores, que preparam e conduzem a guerra: os JUÍZES. Dividem-se em maiores (Otoniel, Eúde, Débora e Barac, Gedeão, Jefté e Sansão) e menores (todos os outros). O último juiz, SAMUEL (também profeta), constitui a transição para a realeza: volta o povo para o culto ao Verdadeiro Deus; combate e vence os Filisteus; escolhe Saúl para primeiro rei.
    • 2.4. A MONARQUIA A partir do Séc. XI a.C. até ao X a.C. (Reino unido) As tribos vêem a necessidade de se unir, colocando alguém à frente que as governe e as oriente, devido às fortes investidas dos povos vizinhos, especialmente dos filisteus. Impõe-se a necessidade da Monarquia.
      • SAÚL (c. 1033-1012 AC) : - É o primeiro rei de Israel, que governou durante cerca de 30 anos;
      • Foi escolhido pelos chefes de Israel, em torno do carismático profeta e último juiz, Samuel, que o ungiu como rei;
      • Conquistou grandes territórios aos filisteus, com a ajuda do filho Jónatas;
      • Aos poucos distancia-se do povo, cresce a inimizade entre ele e David e os filisteus reconquistam terreno;
      • Morre na batalha de Guilboá.
      • DAVID (c. 1012-972) : - Começa por ser soldado de Saúl;
      • No plano militar e político :
      • * Com a morte de Saúl, as tribos do Sul elegem-no como Rei; só mais tarde é que se impôs ao Norte, unificando assim todas as tribos num território;
      • Conquista Jerusalém aos jebuseus;
      • * Elimina definitivamente os filisteus;
      • Funda um império desde o mar Morto até à Síria, aproveitando o enfraquecimento da Assíria e do Egipto;
      • Fixa a realeza à sua família (profecia de Natan);
      • No plano administrativo :
      • * Torna Jerusalém capital do reino;
      • Organiza o seu reino, criando diferentes funções (chefes de exército, secretários, cronistas…);
      • Chega a fazer um recenseamento;
      • No plano religioso :
      • * Reorganiza o culto;
      • * Começam os preparativos para a construção do Templo;
      • * Transporta a Arca da Aliança para Jerusalém.
      • SALOMÃO (c. 972-933) :
      • Filho de David e Betsabé, que fora esposa de Urias, sucede o pai no trono;
      • É conhecido pela sua sabedoria;
      • No plano político e administrativo divide o país em 12 distritos administrativos e prossegue uma política de centralização; o comércio marítimo é também intenso;
      • No plano religioso constrói um grandioso Templo; consegue certa unidade religiosa;
      • Contudo:
      • As despesas eram enormes, pelo que sobrecarrega o povo com impostos (inclusive para construir o seu palácio, maior que o Templo…);
      • A sua vida privada deteriora-se (tem um grande harém de mulheres (cerca de 1000 ???), algumas das quais levam-no à idolatria;
      • Morre após 40 anos de reinado.
    • 2.5. O CISMA – OS DOIS REINOS Do séc. X a.C (933 a.C.) ao Séc. VI a.C.
      • Os pesados tributos de Salomão estão na base da revolta: o filho de Salomão, Roboão, não ouve o pedido das tribos do norte para lhes suavizar os encargos e dá-se a cisão; assim, a partir de 933 a.C. há dois reinos:
      • O Reino do Sul ou Judá, com capital em Jerusalém, cujos reis são descendentes de David; os reinados são maiores do que no Sul; destaque para o rei JOSIAS, que em 622 aC empreende uma reforma religiosa (encontra durante obras do Templo, um escrito, provavelmente do Deuteronómio): destrói todos os lugares de culto, deixando apenas o Templo de Jerusalém (para eles, se Deus é só um, só pode viver num santuário); neste Reino destaca-se a acção dos profetas Isaías, Miqueias, Jeremias, Naum, Habacuc e Sofonias;
      • O Reino do Norte, ou Israel, com Samaria por capital (primeiro Siquém), cujos reis não descendem de David (19 reis divididos por 9 dinastias, sendo 8 deles assassinados, pelo que há menor estabilidade e os reinados são mais pequenos do que no Sul); Jeroboão foi o primeiro rei: criou dois lugares de culto a Javé (um em Betel e outro em Dan), mas deixou-se levar pela idolatria; neste Reino destaca-se a acção dos profetas Amós, Oseias, Elias e Eliseu;
      • O império de David desintegra-se, pois além disso, há outros territórios que declaram a independência (Moab, Amon, etc.)..
      FIM DO REINO DO NORTE Cai sob o poder dos Assírios (722 a.C.) FIM DO REINO DO SUL Cai sob o poder da Babilónia (587 a.C.) O Templo de Jerusalém é destruído.
    • 2.6. O EXÍLIO NA BABILÓNIA E A ÉPOCA DO IMPÉRIO PERSA
      • CATIVEIRO (OU EXÍLIO) DA BABILÓNIA (587 A.C. a 538 A.C.):
      • Deportação para a Babilónia dos principais responsáveis de Judá, à volta de 20000, em três vagas sucessivas;
      • Lá conservam a cultura e crença nacionais, mas sem o Templo, começam a reunir-se aos Sàbados, início das Sinagogas; na generalidade falam em aramaico;
      • Surge a preocupação de conservar e purificar tudo o que se refere à Lei de Moisés e também captam-se elementos antigos das culturas vizinhas; destaque para a acção dos profetas Ezequiel, Deutero-Isaías e Abdias;
      • É redigido o Talmude da Babilónia, texto normativo dos judeus;
      • Começa a «Diáspora» dos judeus, ou “Dispersão”;
      • Em 538 A.C., Ciro, rei da Pérsia, conquista a Babilónia e dá liberdade aos judeus de voltarem a Judá (pelo Édito de Ciro).
      Sécs. VI a.C. a Séc. IV a.C.
      • ÉPOCA DO IMPÉRIO PERSA:
      • Corresponde a um regresso de alguns exilados da Babilónia;
      • Ciro começa a reconstruir os fundamentos do Templo, mas é interrompido pela oposição dos samaritanos;
      • A reconstrução do Templo de Jerusalém deu-se sob a liderança de Zorobabel (descendente da família real), entre 520 e 515 A.C.;
      • Não é restaurada a Dinastia de David; entre 445 e 443 AC, são reconstruídas as muralhas de Jerusalém, sob o comando de Neemias;
      • No pós-exílio destaca-se a acção dos profetas Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel, Jonas, Baruc, Daniel e Trito-Isaías;
      • ESDRAS é o encarregado de formular, promulgar e fazer respeitar as Leis de Moisés: é a Tora, ou Pentateuco (em 398 AC?);
      • As bases do judaísmo estão lançadas: há uma organização política sem realeza, cujos dois pólos são de carácter religiosos, o Templo e a Lei.
    • 2.7. O PERÍODO HELENÍSTICO E A RESTAURAÇÃO DO GRANDE ISRAEL: OS MACABEUS Séc. IV a.C. ao Séc. I a. C. Em 333 a.C., a Palestina é conquistada por Alexandre Magno, senhor de um vastíssimo Império. Após a sua morte, o reino é dividido entre os Lágidas do Egipto, a sul e os Selêucidas na Síria, a norte. A Palestina fica sob o domínio dos Lágidas («ptolomeus») (320 a.C. a 300 a.C.). Em 300 a.C. funda-se uma colónia em Alexandria, importante centro comercial e cultural, em que a cultura grega é difundida. Aí faz-se a tradução da Bíblia em grego (dos LXX). Em 200 a.C. a Palestina passa para o domínio dos Selêucidas. Estes decretam a perseguição sistemática dos judeus. O auge é atingido em 168 a.C., quando Antíoco IV Epifânio ordena a helenização sistemática e forçada da Samaria e Judeia. É proibido observar as crenças judaicas, como o Sábado. Uma família de sacerdotes, os Asmonianos (Macabeus) começa uma revolta de luta armada, com Matatias e a sucessão de seus filhos, especialmente JUDAS MACABEU, que purifica o Templo em 164 a.C. (de que deriva o Hanoukah , festa judaica) e torna Israel independente. Israel é agora tão grande como no tempo de David…
    • 2.8. O PERÍODO ROMANO A partir de 63 A.C. Ao séc. VII d.C. Em 63 a.C., a Palestina é incorporada à Província Romana da Síria, por POMPEU. A casa de Antípatro, alto funcionário pró-romano, consegue grande aceitação dos romanos. O seu filho, Herodes (o grande), é nomeado rei dos Judeus pelo senado romano em 40 a.C., mas na dependência dos romanos. Começa o “século de Herodes”: reconstrói o Templo, constrói Cesareia marítima, continua a helenização do país, sempre tendo em vista o interesse dos romanos… Morre em 4 a.C.. À sua morte, o reino foi dividido pelos seus três filhos: Arquelau, Herodes Antipas (o tal, de João Baptista…) e Filipe. No reinado de Herodes, o Grande, nasce JESUS CRISTO, nos Anos 8, 7 ou 6 a.C. ( parece que Dionísio, o Exíguo, no século IV, enganou-se na contagem do Tempo em 6 ou 7 anos).
    • 3. Síntese final
      • Através da Geografia Bíblica ...
      • Podemos compreender as sociedades que viveram nestas épocas;
      • O contexto do Antigo Testamento…
      • A religião bíblica, é uma religião da História: Deus revela-Se através dos acontecimentos de um povo, como veremos;
      • O conhecimento da história do povo hebreu é de fundamental importância para se compreender a história do cristianismo e sua evolução.
      • Podemos localizar os relatos no espaço e no tempo…
      • … compreender as regiões nas quais ocorreram os factos relatados na Bíblia…
      • … e os lugares específicos indicados no texto bíblico e suas actuais localizações geográficas.
      • Através da História de Israel ...
    • 4. Bibliografia recomendada