Historia Do Pensamento Economico

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    Historia Do Pensamento Economico - Presentation Transcript

    1.  
    2. AULA DE ECONOMIA E MERCADOS DIA 06 DE MARÇO DE 2009 HISTÓRIA DO PENSAMENTO ECONÔMICO PROFESSOR: ALEXSANDRO REBELLO BONATTO
    3. Evolução do Pensamento Econômico
      • A história do pensamento econômico pode ser dividida, grosso modo, em três períodos:
      • Pré-moderno (grego, romano, árabe),
      • Moderno (mercantilismo, fisiocracia
      • Contemporâneo (a partir de Adam Smith no final do século XVIII).
    4. Fisiocracia
      • Idéia de ordem natural, segundo a qual as leis da natureza governam as sociedades humanas da mesma maneira que as descobertas de Newton governam o mundo físico. Diante disso, o objeto de todo estudo científico era descobrir as leis às quais todos os fenômenos do universo estavam sujeitos.
      • Laissez-faire, laissez-passer, expressão que significa “deixe fazer, deixe passar” e que expressa a reação à excessiva intervenção governamental na economia. Nesse sentido, os fisiocratas se opunham às restrições feudais, mercantilistas e governamentais, favorecendo a liberdade de produção e de comércio.
    5. Fisiocracia
      • A agricultura (e a mineração em menor escala) era considerada a única atividade produtiva, por produzir um excedente, um produto líquido acima dos custos de produção. Para os fisiocratas, portanto, a indústria, o comércio e as profissões eram úteis, mas estéreis, pois apenas reproduziam o valor consumido na forma de matérias-primas e subsistência para os trabalhadores.
      • Proposta de um sistema tributário simplificado, para substituir o sistema vigente que, além de desordenado, era ineficiente, opressivo e injusto, constituído por uma multiplicidade de tarifas, impostos, subsídios, restrições e regulamentações que prejudicavam a produção e o comércio.
    6. Mercantilismo
      • Metalismo : o ouro e a prata eram metais que deixavam uma nação muito rica e poderosa, portanto os governantes faziam de tudo para acumular estes metais. Além do comércio externo, que trazia moedas para a economia interna do país, a exploração de territórios conquistados era incentivada neste período. Foi dentro deste contexto histórico, que a Espanha explorou toneladas de ouro das sociedades indígenas da América como, por exemplo, os maias, incas e astecas.
      • Industrialização : o governo estimulava o desenvolvimento de indústrias em seus territórios. Como o produto industrializado era mais caro do que matérias-primas ou gêneros agrícolas, exportar manufaturados era certeza de bons lucros.
      • Protecionismo Alfandegário : os reis criavam impostos e taxas para evitar ao máximo a entrada de produtos vindos do exterior. Era uma forma de estimular a indústria nacional e também evitar a saída de moedas para outros países.
    7. Mercantilismo
      • Pacto Colonial: as colônias européias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles. Era uma garantia de vender caro e comprar barato, obtendo ainda produtos não encontrados na Europa. Dentro deste contexto histórico ocorreu o ciclo econômico do açúcar no Brasil Colonial.
      • Balança Comercial Favorável: o esforço era para exportar mais do que importar, desta forma entraria mais moedas do que sairia, deixando o país em boa situação financeira.
    8. Escola clássica
      • Para os clássicos, a riqueza de uma nação é representada pelo volume de bens e serviços colocados à disposição da coletividade (quanto maior esse volume, maior a riqueza). Consideravam todas as atividades econômicas produtivas e importantes para a promoção da riqueza nacional.
      • Herdando dos fisiocratas a idéia do laissez-faire, laissez-passer, os clássicos acreditavam na eficiência do mercado regido pelo sistema de preços. Consideravam a economia auto-ajustável, tendendo para o equilíbrio sem necessidade de intervenção governamental.
    9. Escola clássica
      • Smith acreditava que o Estado só tinha três funções: proteger a sociedade de ataques externos, administrar a justiça interna, e construir e manter obras e instituições públicas que os empresários privados não pudessem empreender lucrativamente. Embora Ricardo e Malthus fossem mais flexíveis e admitissem que o Estado deveria intervir também em outras situações, concordavam com a idéia da superioridade de uma sociedade baseada na propriedade privada e na livre iniciativa.
      • Com exceção de Ricardo, os clássicos acreditavam na harmonia de interesses, segundo a qual cada indivíduo, na busca de seus próprios interesses, acaba contribuindo para o bem-estar geral da sociedade.
    10. Escola marxista
      • Escola Marxista desafiou os fundamentos da teoria clássica.
      • A produção pertence ao trabalho porque os trabalhadores produzem todos os valores dentro de uma sociedade.
      • O mercado permite aos capitalistas proprietários das máquinas e fábricas explorar os trabalhadores negando a eles uma parcela justa sobre o que eles produzem.
      • O capitalismo traz crescimento da miséria dos trabalhadores através da competição dos capitalistas por maiores lucros incorporando mais máquinas e substituindo trabalho humano criando um "exército industrial de reserva dos desempregados", capitalistas que acabariam aumentando e apropriando os meios de produção.
    11. Escola neoclássica
      • As forças de mercado tendem a equilibrar a economia a pleno emprego, ou seja, quando a procura por emprego se igualar a oferta do mesmo;
      • As variáveis reais da economia e os preços relativos seguem trajetórias diferentes e independentes da política monetária;
      • A quantidade de moeda afeta apenas o nível geral dos preços;
      • O Estado não deveria se intrometer nos assuntos do mercado, deixando que ele fluísse livremente, ou seja, o liberalismo econômico.
    12. Escola keynesiana
      • Defesa da economia mista, com forte participação de empresas estatais na oferta de bens e serviços e a crescente regulamentação das atividades do setor privado por meio da intervenção governamental nos diversos mercados particulares da economia;
      • Montagem e ampliação do Estado do Bem-Estar (Welfare State), garantindo transferências de renda extramercado para grupos específicos da sociedade (idosos, inválidos, crianças, pobres, desempregados etc.) e buscando promover alguma espécie de justiça distributiva;
      • Política macroeconômica ativa de manipulação da demanda agregada, voltada, acima de tudo, para a manutenção do pleno emprego no curto prazo, mesmo que ao custo de alguma inflação.
    13. Monetarismo
      • Teoria econômica que defende que é possível manter a estabilidade de uma economia capitalista através de instrumentos monetários, pelo controle do volume de moeda disponível e de outros meios de pagamento.
      • Adota o fundamentalismo de livre mercado como sua ideologia e refutam e rejeitam o keynesianismo em favor do controle monetário; abominam qualquer regulamentação da economia em favor de um laissez-faire quase absoluto.

    + Alexsandro Rebello  BonattoAlexsandro Rebello Bonatto, 9 months ago

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