Michel Freller - Geração de Renda - ABCR SP Abr/2011 [modo de compatibilidade]

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Apresentação de Michel Freller em Abril de 2011 sobre o tema "Geração de Renda" para o ciclo de palestras "Nutrindo Relações", organizado pela ABCR São Paulo.

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Michel Freller - Geração de Renda - ABCR SP Abr/2011 [modo de compatibilidade]

  1. 1. Geração de renda por meio davenda de produtos, serviços e outras iniciativas
  2. 2. Serviços Criando Desenvolvimento institucional Terceiro Técnica Jurídica Setor GestãoConsultoria Marketing e Comunicação Planejamento estratégico Empresas Responsabilidade Social Desenvolvimento SustentávelPalestras, Cursos e Assessoria paraOficinas implementação de PMRS 2
  3. 3. PRINCIPAIS FONTES DE RECURSOS / FINANCIAMENTO Projetos de Iniciativa Geração de Renda privada Organizações Religiosas Venda Endowment fund Empresas Indivíduos Prestação de serviços Institutos corporativos MRC Alugueis Mantenedores Fontes Fundações Institucionais EVENTOS Governos OngsPela causa Comunitárias Agências PROJETOSEmpresariais Familiares 3 Internacionais
  4. 4. FONTES DE RECURSOSEssencial Diversificação das fontes derecursos — Legitimidade social — Diminuição do risco 4
  5. 5. FONTES DE RECURSOSExercícioQual as fontes derecursos de suaorganização?Qual o percentual decada uma? 5
  6. 6. FONTES DE RECURSOS 6
  7. 7. GERAÇÃO DE RENDA - TIPOS 7
  8. 8. GERAÇÃO DE RENDA Tipos Taxas de associados /mantenodores Venda de serviços Venda de produtos Royalties MRC Aluguéis Rendimento de patrimônio(Endowment) 8
  9. 9. GERAÇÃO DE RENDA Tipos Prioridade Beneficiários: artesãos,comunidade carente Prioridade Instituição / Beneficiário:beneficiário produz e pode também sebeneficiar financeiramente Prioridade é a diversificação dasfontes: compõe a renda da instituição.Produtos são fabricados por terceiros e/ ou por beneficiários. 9
  10. 10. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA Vantagens Alternativa importante na liberalidade do uso derecursos Auto-sustentação da OSC e do público atendido Inovações Apoio de fundações IMPORTANTE A venda de produtos e serviços não pode extrapolar a condição de atividade meio 10
  11. 11. GERAÇÃO DE RENDA Aspectos Jurídicos 11
  12. 12. PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE RENDA Podem organizações sem fins lucrativos exercer atividadede natureza econômica? ─ Previsão estatutária, atividade meio e aplicação nas finalidades Inexiste na legislação brasileira proibição à prestação deserviços ou à comercialização de mercadorias por entidadesdo Terceiro Setor.
  13. 13. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA Concorrência Desleal e Abuso do poder Econômico Projetos de Geração de renda ofenderia o principio da livreconcorrência? Seria abuso de poder econômico? Argumento: adotam preços idênticos à concorrência, masestão livres de impostos. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS: se exercerem atividades idênticas ou análogas às de outras empresas privadas não gozam de imunidade (art. 150, parágrafo 4º e art. 173, parágrafo 4º, da CF). Todavia, se NÃO forem de expressão econômica relevante e não caracterizarem concorrência desleal gozam de imunidade.
  14. 14. PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE RENDA Concorrência Desleal e Abuso do poder Econômico Argumento contrário: art. 150, VI, alínea a, CF: Os resultados positivos auferidos com os programas degeração de renda, quando aplicados na assistência social ena educação – direitos sociais previstos na CF – não devemgerar impostos. RUY BARBOSA NOGUEIRA: Por não possuírem capacidade contributiva e tendo o seu patrimônio, renda e os serviços imunes, qualquer exigência do imposto que incida sobre situação ou relação fática será NULA, por absoluta inconstitucionalidade.
  15. 15. GERAÇÃO DE RENDA Aspectos JurídicosISS - Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza As entidades de assistência sociale educação são imunes (art. 150, VI,CF). Município de São Paulo (Decreto42.836/2003) - isenção específicapara associações culturais edesportivas Pelo decreto de São Paulo, oreconhecimento de imunidade deveser renovado a cada três anos e orequerimento de isenção deve seranual 15 15
  16. 16. PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE RENDAICMS – Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços de transporte interestadual e intermunicipal e comunicação É uma questão interpretativa Contribuinte do ICMS é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize, com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação de mercadorias ou prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.
  17. 17. PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE RENDA IRPJ – Imposto de Renda SobrePessoa Jurídica (imunidade ouisenção dependendo do caso) CSSL – Contribuição SocialSobre o Lucro (Imunidade,isenção ou não incidência) PIS – Contribuição para oPrograma de Integração Social(1% sobre folha de pagamento) COFINS – Contribuição para oFinanciamento da SeguridadeSocial
  18. 18. PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE RENDA COFINS ATIVIDADES PRÓPRIAS ATIVIDADES NÃO PRÓPRIASIMUNES ----------------- 3,0%ISENTAS ----------------- 7,6%
  19. 19. PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE RENDA CofinsINSRF nº 247/2002, artigo 47, § 2ºAtividades própriasReceitas decorrentes decontribuições, doações,anuidades ou mensalidadesrecebidas de associados oumantenedores, sem carátercontraprestacional direto,destinadas ao custeio e aodesenvolvimento dos objetivossociais.
  20. 20. PROGRAMAS DE GERAÇÃO DE RENDA CofinsReceitas de atividades não próprias (decorrentes deatividades econômicas) Prestação de serviços e/ou venda de mercadorias, mesmoque exclusivamente aos associados Exploração de estacionamentos de veículos Aluguel de imóveis De aluguel ou taxa cobrada pela utilização de salões,auditórios, quadras, piscinas, campos esportivos,dependências e instalações Outras
  21. 21. VENDAS DE SERVIÇOS E PRODUTOS 21
  22. 22. VENDAS DE SERVIÇOS E PRODUTOS CRIATIVIDADE INOVAÇÃO 22
  23. 23. VENDA DE SERVIÇOS Para Associados / Mantenedores Frequentadores Entorno (empresas e pessoas físicas 23
  24. 24. VENDA DE SERVIÇOSAtravés de: Consultorias e Assessorias Cursos Web designer Guias de ecoturismo Educação e Saúde 24
  25. 25. VENDA DE PRODUTOS Bazar Doces e salgados /Buffet Produtos institucionais Artezanato Leilões Royalties http://www.ongvaa.org.br/produtos.htm http://forumaidssp.org.br/criandolacos 25
  26. 26. VENDA DE PRODUTOS 26
  27. 27. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA Onde vender Na própria organização Internet (próprio site ou coletivo)http://www.ongshopping.com.br/loja/default.asphttp://www.socialweb.com.br/ Loja própria Lojas do mercado  Supermercado  Shopping center (especializadas ou não)  Mundaréu (Vila Madalena)  Lojas social da prefeitura de SP  Feiras de artesanato
  28. 28. Monello & Associados Consultores LtdaROYALTIES
  29. 29. ROYALTIESPor onde começar Criar marca forte – branding Contrato de licenciamento Buscar empresas parceiraspara produção e venda
  30. 30. 30 30
  31. 31. PLANO DE NEGÓCIOS 31
  32. 32. PLANO DE NEGÓCIOSUm plano de negócios é um instrumento degestão concebido para mapear uma determinadaidéias ou organização ao longo de umdeterminado período de tempo. (1 a 5 anos) 32
  33. 33. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA Planejamentohttp://www.nesst.org/ University Consulting Venture Fund Market Place Avaliar se as Organizações estão prontas 33
  34. 34. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA PlanejamentoPlano de negócios Inicial • Pontos fortes e fracos • Diferencial e justificativas • Investimento inicial • Criação de cenários 34
  35. 35. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA PlanejamentoPlano de negócios Objetivos e metas • Receitas e despesa • Clientes • Distribuição • Análise trimestral Impacto social • Medir impacto • Aumentar os beneficiários • Além da geração de renda 35
  36. 36. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA MarketingOs 5 Ps - Dicas Produto - escolher indústria oufabricar com qualidade Package (embalagem) – código debarras Preço – seguir o mercado Pontos de venda – atacado e varejo Promoção – direta e indireta
  37. 37. PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA PN – conteúdo resumidoI. Objetivo do TrabalhoII. Direcionamento InstitucionalIII. Histórico InstitucionalIV. Áreas de Atuação e Público AlvoV. CenárioVI. JustificativaVII. Atuação e ProdutosVIII. Instrumentos Institucionais de AvaliaçãoIX. OrganogramaX. Aspectos financeiros 37
  38. 38. SITEShttp://www.lojaverde.com.br/http://www.ecocentro.org.br/ Vantagens 38
  39. 39. SITEShttp://www.artesol.org.br/principal2.php / 39
  40. 40. MARKETING DE RELAÇÃO COM A CAUSA 40
  41. 41. MARKETING DE RELAÇÃO COM A CAUSA ConceitoMarketing de relação comuma causa é a atividadepela qual empresas eorganizações da sociedadecivil formam uma parceriapara comercializar umaimagem, produto ouserviço, em benefício dosdois lados 41
  42. 42. MARKETING DE RELAÇÃO COM A CAUSADicas O contrato firmado entre as organizações deve preverque certo percentual da receita líquida das vendas dosprodutos será destinado à livre utilização da entidade deTerceiro Setor Ou seja, o destino dos recursos é determinado pelaorganização, de acordo com sua missão, sem influênciada empresa 42
  43. 43. MARKETING DE RELAÇÃO COM A CAUSADicas A propaganda do produto devedestacar o acordo e darvisibilidade para a empresa e paraa organização sem fins lucrativos(cuidado com a imagem doparceiro...) — É fundamental que a causa da organização esteja alinhada com os negócios da empresa e que os parceiros compartilhem valores
  44. 44. MARKETING DE RELAÇÃO COM A CAUSA Etapas para a implementação da estratégiaPlanejamento e preparação — Busca de um parceiro — Alinhamento de objetivos — Conquista do envolvimento e compromisso desse parceiro Valores comuns, objetivos convergentes, benefício mútuo, transparência e reconhecimento dos ativos de cada parceiro devem orientar a negociação da parceria de MRC.
  45. 45. MARKETING DE RELAÇÃO COM A CAUSA Etapas para a implementação da estratégiaFormalização do acordo — Comprometimento formal — Estabelecimento de direitos e deveres das partes e assinatura de contrato 46
  46. 46. MARKETING DE RELAÇÃO COM A CAUSA Etapas para a implementação da estratégiaAvaliação dos resultados — Elaboração de relatórios que mensurem os investimentos e resultados — Revisão dos termos do acordo, se necessário. Alguns indicadores: aumento de visibilidade da causa na sociedade atitude do consumidor em relação à marca aumento das vendas do produto número de citações em mídia prêmios recebidos depoimento dos beneficiados
  47. 47. MRCMarketing relacionado a causas – Cause related marketing Caso American Express Brasil :  Herbal  Mac Donald’s  Casa Hope  Camila Klein
  48. 48. FUNDO PATRIMONIAL 49
  49. 49. FUNDO PATRIMONIALCaracterísticas Normalmente criado porFundações Proporciona maiorsegurança financeira (menorrisco) Permite a realização deatividades cada vez maisplanejadas e levando emconsideração o longo prazo 50
  50. 50. FUNDO PATRIMONIALTipos de fundos mais comuns Fundos sem restrição: capital gerado é utilizado acritério do conselho da organização, para ocumprimento da missão Fundos restritos: gera recursos para uma finalidadeespecífica (reforma / manutenção , por exemplo) Fundos de emergência: minimização do risco (3 anosde orçamento, nos EUA) Fundos atrelados a campanhas capitais 51
  51. 51. FUNDO PATRIMONIALRecomendações A existência do fundopatrimonial deve estar previstano estatuto social Detalhes como a constituiçãodo fundo e sua gestão podemestar estabelecidas emregimento específico A prestação de contas arespeito da movimentação dofundo é essencial 52
  52. 52. BIBLIOGRAFIABARBOSA, Maria Nazaré Lins; Oliveira, Carolina Felippe de.Manual de ONGS – FGV Editora.SZAZI, Eduardo. Terceiro Setor: Regulação no Brasil. SãoPaulo: Editora Fundação Peirópolis Ltda.As Fundações privadas e as associações sem fins lucrativosno Brasil: 2002/IBGE, Gerência do Cadastro Central deEmpresas. – Rio de Janeiro: IBGE, 2004. 148 p. – (Estudos epesquisas. Informações econômicas, ISSN 1679-480x; n. 4).Eduardo Szazi, (org.)., et al. Terceiro setor: temas polêmicos 1.São Paulo: Peirópolis, 2004 – (Temas polêmicos; 1). 53 53
  53. 53. BIBLIOGRAFIA CRUZ, Célia e ESTRAVIZ, Marcelo. Captação de DiferentesRecursos para Organizações Sem Fins Lucrativos. EditoraGlobal. NORIEGA, Maria Elena e MURRAY, Milton. Apoio Financeiro:Como Conseguir. Editora TextoNovo. KELLEY, Daniel Q. Dinheiro para sua Causa. EditoraTextoNovo, 1994. CICONTE, Barbara K. e JACOB, Jeanne Gerda. Fund RaisingBasics: A Complete Guide. Aspen Publication, 1997. AZEVEDO, Tasso Rezende. Buscando recursos para seusprojetos. TextoNovo1998. DAW, Jocelyne. Cause Marketing for Nonprofits. Wiley 2006 54
  54. 54. OBRIGADO www.criando.net 11 – 2548-7077 michel@criando.net

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