Pc epe 2011 13 final

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Pc epe 2011 13 final

  1. 1. AGRUPAMENTO VERTICAL DO VISO ANOS LECTIVOS 2011 - 2013
  2. 2. INDICE1- INTRODUÇÃO2- CARACTERIZAÇÃO DOS JARDINS DE INFÂNCIA 2.1 Caracterização das instalações dos JI 2.2 Identificação da equipe educativa3- DIMENSÕES DO CONTEXTO LOCAL 3.1 Caracterização da população pré-escolar 3.1.1 – Distribuição da população do pré-escolar por JI 3.2 Caracterização das famílias 3.2.1 – Caracterização das famílias: zona residencial 3.2.2 - Caracterização das famílias segundo a sua constituição 3.2.3 – Habilitações académicas das famílias 3.2.4 – Situação profissional 3.3 Síntese4 – IMPACTOS DA ESPECIFICIDADE DO CONTEXTO EDUCATIVO NACONSTRUÇÃO DO CURRICULO 4.1 – O papel do educador 4.2 – Orientações Curriculares e Objectivos da Ed. Pré-escolar: fundamentação das nossas opções pedagógicas 4.2.1- Das Orientações Curriculares 4.2.2- Objectivos Específicos da Educação Pré-escolar 4.3- Definição das prioridades curriculares e estratégias de acção no Pré-escolar5 – A AVALIAÇÃO NO PRÉ-ESCOLAR PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 2
  3. 3. ÍNDICE DE QUADROSQuadro 1 - Distribuição do Pessoal Docente e discente por JIQuadro 2 – Distribuição da população do pré-escolar por JIQuadro 3 – Distribuição das crianças com NEE por JIQuadro 4 – Zona residencial das famílias: no bairro/ fora do bairroQuadro 5 – Número de fogos por Bairro SocialQuadro 6 – Características das famílias segundo a sua constituiçãoQuadro 7 – Grau de escolaridade das famíliasQuadro 8 – Situação profissional das famíliasQuadro 9 – Número e % de crianças apoiadas pelo SASE PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 3
  4. 4. 1-INTRODUÇÃODe acordo com a Lei Quadro da Educação Pré-escolar (Lei nº 5/97), a educação pré-escolar é aprimeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendocomplementar da acção educativa da família, com a qual deve estabelecer um relacionamentode proximidade. Destinando-se a crianças com idades compreendidas entre os três anos e aidade de ingresso no ensino básico, a educação pré-escolar tem como finalidade odesenvolvimento equilibrado da criança, com vista à sua plena inserção social como cidadãautónoma, livre, responsável e solidária.Com o objectivo de definir referenciais comuns para a educação pré-escolar, o Despachonº5220/97 de 4 de Agosto define as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar,equacionando-as como um conjunto de princípios pedagógicos e organizacionais gerais, quedeverão estar na base da acção pedagógica. O seu carácter global e a sua vocação orientadora,como o seu próprio nome indica, não deixa de conferir, contudo, um carácter estruturante aoconjunto de opções pedagógicas e concepções educativas que se desenvolvem em diferentes edesiguais ambientes sociais. Assumindo que o processo de ensino-aprendizagem é umprocesso situado - no tempo e no espaço -, este documento não tem uma pretensão prescritiva,mas antes admite, responsabiliza e instiga o educador, enquanto construtor do currículo, a não oencerrar na sua especificidade mas, pelo contrário, fazer com que no seu âmago este sejasempre dialogante.Assim sendo, o Projeto Curricular da Educação Pré-escolar do Agrupamento de Escolas do Visoassume-se como um ponto convergente das duas dimensões aqui enunciadas: a primeira, queremete para os Objectivos da Educação Pré-escolar e para as Orientações Curriculares,considerando os seus fundamentos e áreas de conteúdo; a segunda, as especificidades docontexto local onde a acção educativa se irá desenvolver. Constituirá, pois, um documento que,sem deixar de acatar as orientações centrais, de abrangência nacional, se define, se reconstrói ese enriquece a partir da especificidade e da singularidade do território de onde emerge,encontrando aí o sentido e a razão primeira da sua existência. PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 4
  5. 5. 2. CARACTERIZAÇÃO DOS JARDINS-DE-INFÂNCIA 2.1- Caracterização das instalações dos JIO Agrupamento Vertical de Escolas do Viso integra seis Jardins de Infância (J.I.). Quatro destes,JI das Campinas, do Viso, das Cruzes e dos Correios, encontram-se integrados em EB1’s e dois,JI Ferreira de Castro e JI da Avenida Vasco da Gama, funcionam em estabelecimentosautónomos. A população da zona de influência do Agrupamento é, na sua maioria, oriunda deBairros Sociais, conforme referiremos, uma vez que estes estabelecimentos se encontram noseu seio ou nas suas imediações.Passaremos agora à identificação dos espaços que compõem as instalações de cada um dosJI’s. - EB1/JI do Viso, situado no Bairro do Viso, é composto por:  1 Sala de actividades com lavatório;  Casas de banho;  1 Corredor;  Recreio /cantina e biblioteca comum à escola.  1 Sala polivalente comum à escola para a CAF. - EB1/JI das Cruzes, situado no Bairro de Ramalde do Meio, é composto por:  1 Sala de actividades com lavatório;  Casas de banho no recreio comum á escola (exteriores ao edifício);  Cantina/ recreio comum à escola. - EB1/JI dos Correios, situado em Pereiró, no Bairro dos Correios é composto por:  1 sala de actividades com lavatório;  casas de banho comum à casa de banho das meninas da EB1  recreio/cantina comum à escola. PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 5
  6. 6. - EB1/JI das Campinas, situado no Bairro das Campinas, é composto por:  1 sala de actividades com lavatório;  casas de banho;  recreio/cantina e biblioteca comum à escola. - Jardim-de-Infância da Avenida de Vasco da Gama, situado na Avenida de Vasco da Gama (junto ao Bairro das Campinas). é composto por:  4 salas de atividades;  1 sala polivalente;  casas de banho;  cantina;  recreio com parque infantil. - Jardim-de-Infância Ferreira de Castro, situado na Rua Ferreira de Castro/ Per- Viso, é composto por:  2 salas de actividades com lavatório;  1 sala polivalente;  casas de banho;  cantina comum ao Centro de Dia  recreio. 2.2- IDENTIFICAÇÃO DA EQUIPA EDUCATIVAOs JI’s que se encontram inseridos em EB1 dispõem apenas de uma sala de actividades, peloque apenas se encontra a exercer funções docentes uma educadora. Ao nível do pessoal nãodocente, estes dispõem de uma assistente técnica e uma assistente operacional. Conforme seencontra explícito no quadro 1- Distribuição de pessoal docente e não docente por J.I - o JI daAv. de Vasco da Gama é composto por quatro salas e o JI Ferreira de Castro por duas salas.Assim, o primeiro conta, ao nível de pessoal docente, com cinco educadoras, e, ao nível depessoal não docente, com uma assistente técnica, duas assistentes operacionais e trêsauxiliares de educação. O JI Ferreira de Castro, composto por duas salas, dispõe de duaseducadoras, integrando o pessoal não docente três assistente operacionais e uma assistentetécnica. PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 6
  7. 7. Quadro 1 – Distribuição de pessoal docente e não docentes por J.I JI NºSALAS PESSOAL DOCENTE PESSOAL NÃO DOCENTE VISO 1 1 1 ASSISTENTE TECNICA+ 1 ASSISTENTE OPERACIONAL JI CRUZES 1 1 1 ASSISTENTE TECNICA+ 1 INTEGRADOS ASSISTENTE OPERACIONAL EM EB1 CORREIOS 1 1 1 ASSISTENTE TECNICA+ 1 ASSISTENTE OPERACIONAL CAMPINAS 1 1 2 ASSISTENTES TECNICOS + 1 ASSISTENTE OPERACIONAL JI NÃO VASCO DA 4 5 3 AUXILIARES DE INTEGRADOS GAMA EDUCAÇÃO + 1 ASSISTENTE TECNICA + 2 ASSISTENTES EM EB1 OPERACIONAIS FERREIRA DE 2 2 1 ASSISTENTE TECNICA + 3 CASTRO ASSISTENTES OPERACIONAISEm articulação com a equipa educativa, encontram-se a exercer funções no Agrupamento, duasdocentes da Educação Pré-escolar, uma Psicóloga do Serviço de Psicologia e Orientação, umaMediadora Familiar, uma Coordenadora das Bibliotecas Escolares/ Centros de Recursos do Visoe das Campinas e uma animadora. É de notar que, quer a Junta de Freguesia de Ramalde, quera Câmara Municipal do Porto, nomeadamente o seu Departamento Municipal de Educação eJuventude, trabalham em parceria com esta equipa.3- DIMENSÕES DO CONTEXTO LOCAL E CONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 7
  8. 8. O conhecimento actualizado das múltiplas dimensões que caracterizam a população escolar,revela-se uma base preciosa na definição do trabalho do educador; porquanto constitui umamatéria prima que lhe permite desfocar a sua análise deste e daquele problema concreto que noseu grupo o (pre)ocupa, permitindo-lhe, a partir de uma visão de conjunto, enquadrar aqueleproblema numa problemática mais ampla. Significa, portanto, que a reflexividade do educador épotenciada quando este dispõe de uma visão de conjunto que lhe permita redimensionar osproblemas singulares da sua escola ou, mais particularmente, do seu grupo.De um modo reflexivo o educador enquadra o seu problema do ponto de vista teórico, interpreta-o e daí retira as necessárias ilações para a construção do currículo, de estratégias, de materiaispedagógicos.Passaremos à análise das seguintes dimensões caracterizadoras da população pré-escolar. Éde referir que os dados que seguidamente apresentámos são apenas aproximados, não tendosido colhidos e tratados com o rigor que os métodos de investigação exigem. Porém, julgamosque eles traduzem globalmente a realidade da população do pré-escolar do AgrupamentoVertical de Escolas do Viso. 3.1- Caracterização da população pré-escolar 3.1.1. - DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO DO PRÉ-ESCOLAR POR JI O quadro 2 revela o modo como a população do pré-escolar se reparte pelos seisestabelecimentos existentes. A análise do quadro 1 (ver ponto 2.2), revela-nos com detalhe onúmero de salas existentes em cada JI (embora não especifique a sua dimensão, logo a suacapacidade), elemento fundamental para a compreensão desta distribuição. QUADRO 2 – Distribuição da população do Pré-escolar por J I CAMPINAS VISO CRUZES CORREIOS VASCO FERREIRA TOTA DA GAMA DE CASTRO L 21 24 18 20 79 34 196Do ponto de vista do número de crianças que compõe os grupos, acresce referir que algunsdeles têm integradas crianças com NEE. O quadro 3 sistematiza o número de crianças com NEEintegradas em grupos do pré-escolar. PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 8
  9. 9. QUADRO 3 – Distribuição das Crianças com N.E.E. por JI CAMPINAS VISO CRUZES CORREIOS VASCO FERREIRA TOTAL DA DE CASTRO GAMANEE 0 0 0 1 2 1 4 3.2 – Caracterização das famílias 3.2.1 - CARACTERIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS: ZONA RESIDENCIAL O facto de na freguesia de Ramalde existirem 12 bairros sociais constitui um forte indicador da origem residencial das crianças que frequentam os Jardins de Infância do Agrupamento do Viso. O quadro nº4 procura manifestar, em concreto, o locus residencial das famílias das crianças que frequentam cada um dos JI. QUADRO 4 – Zona Residencial das Famílias : No Bairro/Fora de Bairro Social CAMPINAS VISO CRUZES CORREIOS VASCO DA JFERREI TOTAL GAMA RA DE CASTRO Nº CRIANÇAS 21 24 18 20 79 34 196NO BAIRRO 16 14 12 1 42 23 FORA DO 5 10 6 19 37 11 BAIRRO O quadro que seguidamente apresentámos (cf. Projecto Educativo Agrupamento), complementa a leitura dos dados anteriores uma vez que caracteriza os Bairros sociais da Freguesia, não apenas quanto à sua dimensão (número de fogos) mas, porventura, também do ponto de vista da sua distinção social, uma vez que considerámos que, apesar de tudo, se PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 9
  10. 10. formarão representações sociais diferentes a propósito dos que habitam um bloco num bairrosocial e, daqueles que vivem em pequenas vivendas com quintal onde se concentraramoriginalmente funcionários de uma empresa, então do Estado, como era o caso do Bairro dosCTT. QUADRO 5 – Número de fogos por bairro social NºTOTAL BAIRROS SOCIAIS DE FOGOS CAMPINAS 900 CTT 62 CRUZES 11 CENTRAL FRANCOS 132 FRANCOS 522 PEREIRÓ 80 PREVIDÊNCIA 512 RAMALDE 272 RAMALDE DO MEIO 160 VISO (PRIMITIVO) 310 VISO ( RECENTE E RESOLÚVEL) 535 AGRUPAMENTO HABITACIONAL DO 252 VISO TOTAL 3748É de acrescentar que a freguesia é composta por outros bairros, de renda resolúvel,encontrando-se, portanto, integrados no sector privado (ex. s: Bairro da Vilarinha; Bairro de S.toEugénio; Vivendas do Bairro do Viso, etc.), não tendo a exacta conotação de “habitação social”que normalmente é atribuída aos outros bairros. Este parque habitacional coexiste com zonashabitacionais de média e grande qualidade mas que não constituem, como se constata, a zonahabitacional da maioria das famílias.A análise de ambos os quadros permite-nos desde já observar que os JI que se situa no seio dobairro com maior número de fogos – o bairro das Campinas – constitui um ponto deconvergência dos seus moradores. O JI’s do Viso e Cruzes encontra-se também na mesmasituação, não acontecendo o mesmo com o Jardim da Av. Vasco da Gama, JI Ferreira de Castroe JI dos Correios. PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 10
  11. 11. 3.2.2.CARACTERIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS SEGUNDO A SUA CONSTITUIÇÃO A centralidade da análise desta dimensão para o educador prende-se com razões de natureza pedagógica e não moral. Permite inferir, por exemplo, as condições sócio-económicas das famílias, assim como as condições de habitabilidade das crianças. Estes elementos, preciosos para o trabalho do educador, não serão aqui analisados em detalhe e com profundidade. Tendo em consideração a natureza do documento que agora elaboramos, estabeleceremos aqui apenas algumas reflexões partilhadas pelo corpo docente a partir da análise transversal dos dados colhidos. QUADRO 6- – Caracterização das famílias segundo a sua constituição CAMPINAS VISO CRUZES CORREIOS VASCO DA FERREIRA GAMA DE CASTRONº CRIANÇAS 21 24 18 20 79 34FAMÍLIA NUCLEAR 18 14 13 17 58 26FAMÍLIA ALARGADA 2 1 2 1 9 6MONOPARENTAL 1 9 2 2 12 2OUTRA SITUAÇÃO 0 0 1 0 0 0 Do ponto de vista da caracterização das famílias, e baseando-nos nos dados disponíveis, poderemos afirmar que cerca de mais de metade das crianças do pré-escolar vivem em famílias nucleares. 3.2.3.HABILITAÇÕES ACADÉMICAS DOS PAIS  QUADRO 7 – GRAU DE ESCOLARIDADE DAS FAMÍLIAS POR JI PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 11
  12. 12. GRAU VASCO DA FERREIRA DE ESCOLARIDADE CAMPINAS VISO CRUZES CORREIOS GAMA CASTRO SEM 444 ESCOLARIDADE 3 0 2 0 0 2 ATÉ 4º ANO 8 5 5 4 18 5 5º ANO 3 2 1 0 1 0 6º ANO 7 12 7 5 33 7 7º ANO 1 3 2 0 0 6 8º ANO 5 2 0 0 1 0 9º ANO 8 11 8 9 39 11 10ºANO 0 1 0 3 3 0 11º ANO 1 1 2 0 5 1 12º ANO 1 2 3 14 17 16 CURSO TÉCNICO 0 0 0 0 0 0 BACHARELATO 0 2 0 0 0 0 CURSO SUPERIOR 2 1 0 4 18 2 MESTRADO 0 0 0 0 2 1 DOUTORAMENTO 0 0 0 0 0 0 S/DADOS 3 5 2 1 22 14 3.2.4 – SITUAÇÃO PROFISSIONAL DAS FAMÍLIAS QUADRO 8 – SITUAÇÃO PROFISSIONAL DOS PAIS CAMPINAS VISO CRUZES CORREIOS VASCO DA FERREIRA DE GAMA CASTRO P M P M P M P M P M P MDESEMPREGA 11 8 8 10 7 10 3 1 13 21 7 12 DOEMPREGADO 7 9 11 12 7 9 16 19 50 35 19 16 DOMESTICA 0 3 0 1 0 0 0 4 0 0PENSIONISTA 0 0 1 1 0 0 0 0 0 2 0 0 Não 3 1 0 0 1 0 18 5 8 6 respondem PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 12
  13. 13. Relativamente à situação profissional dos pais é de salientar o elevado número de paisdesempregados, o que tem consequências directas ao nível do modo de vida das famílias. 3.3 – SÍNTESEDe acordo com os dados analisados, concluímos que uma grande parte das famílias dascrianças do pré-escolar apresenta uma baixa escolaridade e pertence, na sua globalidade, a umgrupo social com fracos recursos, conforme fica também patente no número de criançassubsidiadas. QUADRO 9 - Nº e % de crianças com apoio do SASE CAMPINAS VISO CRUZES CORREIOS VASCO DA FERREIRA DE GAMA CASTRO 21 24 18 20 79 34 Nº Nº Nº Nº Nº NºA 157 9 7 6 21 12B 3 0 6 2 3 20 5O quadro mostra-nos que três dos seis JI’s do Agrupamento têm mais do que metade das suascrianças a auferir subsídio escolar, sendo que dois desses JI – o JI Campinas e Viso – têmquase a totalidade das crianças subsidiadas.No JI Vasco da Gama e dos Correios, porém, assiste-se a uma diversidade social assinalável,quer ao nível do grau de escolaridade dos pais como também do ponto de vista da zona onderesidem. Julgamos que esta última dimensão não tem importância de per si, mas admitimos queviver no bairro não apenas tem conotações negativas, pelos estereótipos que a eles seassociam, mas objectivamente traduz uma desigual capacidade de auferir de bens simbólicos.Não poderemos, portanto, deixar de salientar que o desfavorecimento que atinge as famílias émultidimensional e, portanto, não se refere unicamente à sua capacidade económica, mas atingea sua auto-estima e a própria capacidade de procurar inverter a sua própria situação dedesfavorecimento.A vida das famílias tem, obviamente, um impacto no modo como as crianças aprendem não só aperspectivar o mundo, mas também o modo como fazem as suas experiências escolares. Naconstrução do seu currículo esta compreensão é fulcral, pois permite que desenvolver PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 13
  14. 14. actividades pedagógicas adequadas às características da população a que se dirige,contribuindo para uma efectiva escola inclusiva.4- IMPACTOS DA ESPECIFICIDADE DO CONTEXTO EDUCATIVO NA CONSTRUÇÃO DOCURRICULO DO PRÉ- ESCOLAR 4.1 – O Papel do EducadorTorna-se agora necessário definir o âmbito da intervenção do educador. É de sublinhar que oeducador não sendo um executor do currículo, como já aqui se afirmou, não se encontra numalógica de exterioridade face à acção educativa que desenvolve. Tão pouco o faz solitariamente.Ainda que momentaneamente se julgue sozinho na acção que procura promover, a necessáriamobilização das suas capacidades internas, das suas dificuldades e desaires, dos seus receiose aspirações lhe provam que tudo é constitutivo de si, enquanto pessoa e, inevitavelmente, de sienquanto educador. Acção pedagógica ficará, pois, a dever muito menos à técnica, por muitoeficaz que esta seja, e será incomensuravelmente mais imperfeita, porque humana. 1. Os Educadores organizam o processo educativo levando em linha de conta as Orientações Curriculares que se definem como uma “referencia comum para todos os educadores da rede nacional de educação pré-escolar e destinam-se à orientação da componente educativa. Estas não são um programa pois adoptam uma perspectiva orientadora e não prescritiva das aprendizagens a realizar” ( Dec Lei 5/97); 2. Cabe ao educador durante o processo educativo e de acordo com a metodologia referenciada explorar as áreas de conteúdo das Orientações Curriculares, nomeadamente a área de Formação Pessoal e Social, Expressão e Comunicação, e do Conhecimento do Mundo; PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 14
  15. 15. 3. Toda a prática educativa tem que partir do conhecimento do grupode crianças em questão (contexto familiar, história de saúde,interesses/dificuldades/necessidades);4. O Educador é o construtor e gestor do currículo, cabendo-lheelaborar o projecto curricular tendo em conta as suas opções e a suaintencionalidade educativa, baseando-se nas Orientações Curriculares;5. Tendo em vista o desenvolvimento global de todas as crianças comoseres únicos, autónomos e solidários, e contribuindo para umaigualdade de oportunidades, organiza o ambiente educativo, na sala ena instituição;6. O educador é um elemento do grupo, ”mais experimentado”, queplaneia em interacção com as crianças, organiza, e avalia todo oprocesso ensino/ aprendizagem, com a participação de todas ascrianças;7. Está pessoalmente implicado no processo; atento e disponível a tudoo que se passa, agarra sugestões, escuta opiniões, mantém o diálogo,participa na elaboração dos projectos. Alimenta-os, envolvendo todasas crianças, promovendo a interacção social, a exploração e aaprendizagem;8.Favorece uma estruturação aberta, flexível e dinâmica daplanificação, e com o contributo de todos os intervenientes nesteprocesso – crianças, educadores, auxiliar, pais;9. Dirige toda a acção pedagógica para aquilo que as crianças aindanão conhecem e não dominam, de forma a que “ o ensino (seja)constantemente exigente com os alunos, pondo-os perante situaçõesque os obriguem a implicar-se num esforço de compreensão daactuação” (Javier Onrubia). PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 15
  16. 16. 4.2- Orientações Curriculares e Objectivos da Educação Pré-escolar: fundamentação das nossas opções pedagógicas 4.2.1 – Das Orientações CurricularesO entendimento do currículo enquanto construção singular, produto de um labor pedagógicosituado, não prescinde, então, de um conjunto de princípios, fundamentos e objectivosenquadradores. De âmbito nacional, como aqui afirmámos, as Orientações Curriculares,permitem-nos enquadrar a acção educativa, entendida na pluralidade das suas acepções, nãonormalizando as suas especificidades, mas, pelo contrário, criando instrumentos interpretativosque confiram inteligibilidade a acções educativas diversas.Começaremos, então, por sublinhar os pressupostos subjacentes à conceptualização doprocesso de ensino-aprendizagem. Conforme se define no documento em questão,consideramos que: 1. A ludicidade constitui uma característica intrínseca da infância; 2. O ensino e a aprendizagem constituem vertentes indissociáveis; 3. A criança constitui-se como sujeito do processo educativo; 4. A construção do saber é sempre uma construção articulada; 5. É imprescindível que responda a todas as crianças.Estes cinco esteios operacionalizam-se, ao nível das nossas opções, nas seguintes dimensões • Na opção por perspectivas construtivistas do saber e em pedagogias activas que têm tradução em processos de envolvimento da criança no acto de aprender, partindo daquilo que ela já sabe, assim como da valorização dos seus saberes para construir novas aprendizagens; • Numa perspectiva integradora e transversal dos saberes, que assenta a sua acção na co-construção de aprendizagens entre crianças e adultos num “processo conflitual que leva a novos saberes”, conjugando o bem-estar emocional com o desafio intelectual, PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 16
  17. 17. configurando uma estrutura lógica e sequencial dos conteúdos, tendo em conta uma finalidade: a interiorização e assimilação de novas aprendizagens visando o desenvolvimento global das crianças; • Na diversificação do leque de actividades e propostas educativas, de modo a responder à heterogeneidade dos grupos do ponto de vista das suas necessidades, saberes, vivências pessoais, sociais e culturais, o que remete para uma pedagogia diferenciada, centrada na cooperação, na diversidade e na pluralidade, permitindo que cada criança beneficie do processo educativo desenvolvido com e no grupo.Os objectivos gerais consagrados na Lei Quadro, já aqui referenciada, constituem, a par dasOrientações Curriculares, um guia imprescindível na definição da acção educativa, uma vez quetambém eles se caracterizam pela abrangência e pertinência, coadunando-se com os nossospropósitos e finalidades educativas.No que diz respeito à Intervenção Educativa e tendo novamente como base as OrientaçõesCurriculares, salientamos a abordagem de quatro aspectos fundamentais no desenrolar daacção pedagógica: a) Organização do Ambiente Educativo O contexto institucional de Educação Pré-Escolar deve organizar-se como um ambiente facilitador do desenvolvimento e da aprendizagem das crianças. Esta organização, refere-se, por um lado, às condições de interacção entre os diferentes intervenientes (entre crianças, entre crianças e adultos e entre adultos) e, por outro, à gestão de recursos humanos e materiais (que implica a pesquisa de meios com vista à melhoria das funções educativas da instituição). A organização do ambiente educativo, saliente-se, constitui o suporte do nosso trabalho curricular; b) Organização do Grupo, do Espaço e do Tempo A Educação Pré-Escolar constitui um contexto de socialização rico em aprendizagens, pressupondo, o desenvolvimento do processo educativo, tempos e espaços próprios, o que PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 17
  18. 18. implica, desde logo, recursos humanos e materiais diversos. O grupo proporciona o contexto imediato de interacção social e esta relação implica a criação de um ambiente em que a criança se sinta segura e valorizada. Compete a nós, educadores, o planeamento e gestão constante desta organização, tendo sempre em conta as potencialidades educativas que é capaz de oferecer às crianças. c) A Organização do Meio Institucional Cada estabelecimento de Educação Pré-Escolar constitui um espaço educativo alargado que oferece múltiplas possibilidades de interacção, não apenas entre as crianças e adultos do respectivo estabelecimento mas, também, com outras instituições. O trabalho em equipa permite reflectir sobre a melhor forma de organizar o tempo e os recursos humanos, atendendo às necessidades das crianças e dos pais. d) Relação com as famílias e outros Parceiros Educativos Considerando que a família e o Jardim de Infância constituem dois espaços sociais que contribuem indelevelmente para a educação da criança, será necessário construir pontes, com dois sentidos, que referenciem a acção educativa do primeiro e que permitam à família compreender as suas finalidades, funções e benefícios. A dimensão colaborativa desenvolvida com as famílias na educação da criança, assim como a participação da comunidade, em geral, e dos pais, em particular, na elaboração do projecto educativo, permitirá uma melhor compreensão de todo o processo educativo que se desenrola no jardim-de-infância. 4.2.2 – Objetivos Específicos da Educação Pré-EscolarDe acordo com o Projecto Educativo do Agrupamento, são os seguintes os objectivosespecíficos da educação pré-escolar: 1. Promover o desenvolvimento equilibrado da criança com vista à sua plena inserção pessoal e social, enquanto cidadão autónomo, livre, responsável e solidário; PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 18
  19. 19. 2. Promover todas as capacidades dos alunos (intelectuais, afectivas, morais, cívicas, entre outras), tendo em conta o respeito pela individualidade das crianças como seres singulares portadores de histórias individuais e culturais;3. Construir identidades pessoais e sociais positivas e sentimentos de pertença a uma comunidade;4. Promover o exercício dos direitos, nomeadamente o direito à participação na gestão da vida escolar;5. Contribuir para uma mais justa distribuição dos bens culturais que a escola produz e dispõe;6. Realizar um entendimento das crianças como actores sociais, ricos em recursos e competências, com diferentes capacidades e ritmos de aprendizagem, que se devem ouvir, respeitar e dar a palavra;7. Contribuir para uma igualdade de oportunidade para todas as crianças, proporcionando um leque diferenciado de experiências e oportunidades educativas que interfiram em todos os domínios de desenvolvimento;8. Promover o bem-estar e a auto-estima;9. Proporcionar a aquisição de competências associadas ao exercício de autonomia, da responsabilidade da democracia e da cidadania, criando situações que a criança decida, coopere e se responsabilize;10. Garantir a participação activa de cada criança no seu processo de desenvolvimento e de aprendizagem, criando um ambiente facilitador que promova o sucesso do processo educativo, estimulando-lhe a curiosidade, o prazer na aquisição de novos saberes, proporcionando-lhe o gosto pela PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 19
  20. 20. pesquisa, pela troca de sabres, pela procura de conhecimento que ajude a criança a conhecer e compreender melhor o mundo que a rodeia; 11. Incentivar a participação das famílias no processo educativo, interagindo a escola; 12. Despistar inadaptações e ajudar a resolver conflitos potencialmente geradores de situações que afectam o desenvolvimento saudável das crianças. 4.3 – Definição das prioridades curriculares no pré-escolarAtendendo à especificidade da população escolar do Agrupamento de Escolas do Viso,nomeadamente à situação socio-económica e cultural das famílias das crianças, elegemos comoprioridades curriculares:  Desenvolver as capacidades de expressão oral de modo a que as crianças consigam, progressivamente, expressar de forma mais adequada, ideias, sentimentos, acontecimentos, vivências e histórias;  Ampliar o vocabulário activo da criança de modo a enriquecer as suas capacidades comunicativas;  Desenvolver as diferentes capacidades de expressão (gráfica, dramática, mímica, corporal, musical, entre outras), recorrendo a diferentes linguagens e proporcionando experiências educativas diferenciadas;  Sensibilizar as crianças para a necessidade de aquisição de hábitos de saúde (alimentação e higiene) adequados.  Promover, formal e informalmente, encontros com as famílias de modo a que estas desenvolvam com o JI uma relação positiva e colaborativa; PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 20
  21. 21.  Promover um conjunto alargado de experiências pedagógicas relevantes para as crianças, como sejam as visitas de estudo, a ida ao teatro, ao cinema, a espectáculos musicais, entre outros.  Proporcionar a participação em diferentes projetos desenvolvidos em parceria com outras instituições (BMAG; CMP; ASAS de Ramalde, Universidade do Minho, Projeto Raíz, Lipor, etc).5– AVALIAÇÃOSegundo o Despacho nº 5220/97, de 4 de agosto, onde são definidas as OrientaçõesCurriculares para a Educação Pré-Escolar, “avaliar o processo e os efeitos implica tomarconsciência da acção para adequar o processo educativo às necessidades das crianças e dogrupo e à sua evolução. A avaliação realizada com as crianças é uma actividade educativa,constituindo também uma base de avaliação para o educador. A sua reflexão, a partir dosefeitos que vai observando, possibilita-lhe estabelecer a progressão das aprendizagens adesenvolver com cada criança. Neste sentido, a avaliação é suporte do planeamento.”Por sua vez, o Decreto-Lei nº 241/2001, de 30 de agosto, que no seu Anexo n.º1 define o PerfilEspecífico de Desempenho Profissional do Educador de Infância, refere em II, ponto 3, alínea e)que o educador “avalia, numa perspectiva formativa, a sua intervenção, o ambiente e osprocessos educativos adoptados, bem como o desenvolvimento e as aprendizagens de cadacriança e do grupo”.Finalmente no documento “Procedimentos e práticas organizativas e pedagógicas na avaliaçãona educação Pré-Escolar”, da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, afirma-se que a avaliação em Educação Pré-Escolar é “um processo contínuo e interpretativo que seinteressa mais pelos processos do que pelos resultados e procura tornar a criança protagonistada sua aprendizagem, de modo a que vá tomando consciência do que já conseguiu e dasdificuldades que vai tendo e como as vai ultrapassando”. Acrescenta que compete ao Educador“comunicar aos pais e encarregados de educação, bem como aos educadores/professores o PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 21
  22. 22. que as crianças sabem e são capazes de fazer, através uma informação global escrita dasaprendizagens mais significativas de cada criança, realçando o seu percurso, evolução eprogressos”.O registo de avaliação do desenvolvimento das crianças será global, informativo e qualitativo eincidirá nas intencionalidades pedagógicas, competências e aprendizagens essenciais definidasno Perfil de Competências para as crianças dos Jardins de Infância do Agrupamento.No final de cada período será feita a avaliação individual de cada criança mediante o tipo deregisto escrito proposto pelo Departamento da Educação Pré-Escolar e aprovado pelo ConselhoPedagógico. Essa avaliação será comunicada, no final de cada período lectivo, aosPais/Encarregados de Educação, no dia indicado para esse efeito. No final do ano lectivo, seráentregue ao 1º CEB, em reunião marcada para o efeito, uma avaliação escrita relativamente aodesenvolvimento, aprendizagens, percurso e evolução das crianças que irão transitar para o 1ºAno de Escolaridade. ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO A avaliação é desenvolvida em vários momentos de reflexão e decisão: • Avaliação diagnóstica, que serve de alicerce à conceção do currículo, à planificação e organização do ambiente educativo; • Avaliação das aprendizagens das crianças nos finais de período e final de ano; • Avaliação trimestral de toda a ação educativa (Projeto Curricular de Grupo, ambiente educativo, intencionalidade pedagógica e oportunidades educativas proporcionadas às crianças).Recorre à utilização de diversos instrumentos e técnicas tais como: registo de observaçãocontínua, portefólios, entrevistas, fotografias, fichas de avaliação.Constitui um elemento de apoio estratégico ao desenvolvimento da ação educativa pois permiteanalisar o percurso efetuado e, por outro lado, perspetivar o futuro.Em suma: PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 22
  23. 23.  A avaliação é um processo que acompanha a aprendizagem, não a perspetivamos como um ato isolado. É contínua, pois de outra forma, não pode garantir fidelidade e veracidade, podendo conduzir a falsos resultados por não ter em consideração problemas específicos que podem condicionar o desempenho de quem está a ser avaliado;  Serve de instrumento de trabalho, de ponto de partida para que estruture toda a atuação e motivo de reflexão e análise da ação. Serve de diagnóstico para fazer evoluir a criança e não penaliza-la;  A avaliação das aprendizagens das crianças faz parte da procura de qualidade, na nossa prática diária pois serve para replanificarmos a nossa ação.“A avaliação (só) pode ser concebida e utilizada como um meio de aprendizagem e não apenas como exercício de comprovação da aquisição da mesma. Não é um momento final de um processo e, mesmo que o seja, pode converter-se no início de um novo processo mais rico e fundamentado”. (Santos Guerra, 2003) PROJECTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO-PRÉ-ESCOLAR – 2011/2013 23

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