Arquitetura românica
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<ul><li>Os construtores românicos ergueram edifícios com funções distintas:  </li></ul><ul><li>igrejas  para os fiéis </li...
A arquitetura militar <ul><li>Função defensiva </li></ul><ul><li>Primeiras torres  (habitação do senhor ou do nobre): </li...
A arquitetura militar <ul><li>A partir do século XI: </li></ul><ul><li>passaram a ser construídas em pedra.  </li></ul><ul...
A arquitetura militar <ul><li>Planta muito simples  (duas ou três divisões unidas, sem espaços de ligação). As mais comple...
Os castelos <ul><li>Castelos  - maiores e com mais elementos arquitetónicos como:  </li></ul><ul><ul><li>dupla muralha  co...
Os castelos <ul><ul><li>o pátio exterior;  </li></ul></ul><ul><ul><li>a capela;  </li></ul></ul><ul><ul><li>as cisternas; ...
A arquitetura religiosa <ul><li>Características comuns: </li></ul><ul><ul><li>Edifícios de aspecto pesado, muros maciços, ...
Os mosteiros <ul><li>Os mosteiros eram os mais importantes núcleos culturais e artísticos deste período </li></ul><ul><li>...
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A planta das igrejas românicas <ul><li>Dois modelos: </li></ul><ul><ul><li>Planta centrada (em cruz grega, hexagonal, octo...
Nave Central A nave principal, sempre orientada no sentido este-oeste, é mais alta e larga que as laterais. O comprimento ...
Naves Laterais
Deambulatório Espécie de corredor ou nave curvilínea que prolonga as naves laterais e contorna, em semicírculo, a abside p...
Capelas Radiantes - Absidíolo As capelas radiantes serviam para instalar os altares secundários
Abside No alinhamento da nave principal situa-se a abside principal que contém a capela-mor onde se situa o altar
Transepto
Cruzeiro O cruzeiro situa-se no ponto do cruzamento, espaço encimado pela torre lanterna ou zimbório (iluminação e arejame...
Coro O coro era a parte reservada exclusivamente ao clero
Nártex Algumas igrejas românicas possuem o nártex (que servia de vestíbulo) ou por um átrio.
Alçado interno da catedral românica   (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) Abóbada de...
Alçado interno da catedral românica   (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) <ul><li>cl...
Alçado interno da catedral românica   (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) <ul><li>tr...
Sistemas de suporte <ul><li>Cúpulas assentes sobre: </li></ul><ul><li>Trompas – elemento que faz a transição da forma quad...
Sistemas de suporte Sistemas de suporte <ul><li>Tramos  – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus el...
Sistemas de suporte Sistemas de suporte <ul><li>Tramos  – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus el...
Sistemas de suporte <ul><li>As  colunas  e os  pilares  (que dividem as naves) suportam a pressão exercida pela abóbada ou...
Sistemas de suporte <ul><li>Devido ao equilíbrio de forças necessário à sustentação das abóbadas, as  paredes  da catedral...
Sistemas de suporte <ul><li>O efeito geral da catedral românica é de  grande solidez  e  robustez , reforçado pelos  contr...
Decoração exterior <ul><li>No  exterior  do edifício, a  decoração   escultórica  estava limitada ao portal e à cornija. <...
Decoração na fachada principal <ul><li>as  rosáceas  (além de decorarem o exterior do edifício, também iluminavam o interi...
Decoração na fachada principal <ul><li>O  portal , que tanto podia ser simples como encaixado num pórtico saliente. O mais...
A arquitetura religiosa <ul><li>Havia diferenças entre a arte executada nas diversas  regiões  europeias, de acordo com as...
França <ul><li>Aquitânia </li></ul><ul><li>Grande variedade de plantas e de coberturas </li></ul><ul><li>Exuberante decora...
França <ul><li>Borgonha:  </li></ul><ul><li>Várias igrejas de peregrinação, com influência direta da arte beneditina cluni...
França <ul><li>Languedoc </li></ul><ul><li>Extraordinárias igrejas de peregrinação </li></ul><ul><li>Edifícios robustos </...
Itália Lombardia Toscana Igreja de Santo Ambrósio (Milão) Catedral de Pisa
Alemanha Igreja de Hildesheim <ul><li>Escola renana </li></ul><ul><li>múltiplas torres </li></ul><ul><li>decoração escassa...
Espanha A Basílica de Santiago de Compostela é o ponto final dos Caminhos de Santiago.
<ul><li>FIM </li></ul>
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Arquitetura românica

  1. 1. Arquitetura românica
  2. 2. <ul><li>O termo «românico», primeiramente utilizado como referência às línguas europeias com origem no latim, foi aplicado por Adrien de Gerville, em 1823, às tipologias arquitectónicas inspiradas nas formas e nas técnicas da Antiguidade romana. </li></ul><ul><li>A base estrutural do Românico deriva da tradição construtiva romana: </li></ul><ul><li>– arco de volta perfeita </li></ul><ul><li>as abóbadas </li></ul><ul><li>os muros </li></ul><ul><li>os contrafortes </li></ul>Foi uma época que conheceu bem o tratado de Vitrúvio, De Architectura , e que, na sua essência, respeitou os conceitos ali postulados: ordenação, disposição, conveniência e distribuição. Um estilo europeu Desenvolveu-se na Europa Ocidental durante os séculos XI e XII
  3. 3. <ul><li>Os construtores românicos ergueram edifícios com funções distintas: </li></ul><ul><li>igrejas para os fiéis </li></ul><ul><li>mosteiros para os monges e abades </li></ul><ul><li>castelos para os senhores feudais. </li></ul>As tipologias
  4. 4. A arquitetura militar <ul><li>Função defensiva </li></ul><ul><li>Primeiras torres (habitação do senhor ou do nobre): </li></ul><ul><ul><li>Feitas em madeira </li></ul></ul><ul><ul><li>numa elevação natural ou artificial, para uma maior segurança; </li></ul></ul><ul><ul><li>ao seu redor era construída, em terra ou madeira, uma paliçada e um fosso com água </li></ul></ul>
  5. 5. A arquitetura militar <ul><li>A partir do século XI: </li></ul><ul><li>passaram a ser construídas em pedra. </li></ul><ul><li>aspeto fortificado e austero, com paredes grossas e altas; </li></ul><ul><li>forma quadrangular, reforçada por contrafortes salientes </li></ul>Torre de D. Urraca
  6. 6. A arquitetura militar <ul><li>Planta muito simples (duas ou três divisões unidas, sem espaços de ligação). As mais complexas possuíam: </li></ul><ul><ul><li>no piso inferior um átrio com uma loja ou oficina; </li></ul></ul><ul><ul><li>no segundo piso uma sala, a aula , que servia, por vezes, como local de reuniões de família, e a capella (oratório); </li></ul></ul><ul><ul><li>no terceiro piso situavam-se os aposentos. </li></ul></ul>
  7. 7. Os castelos <ul><li>Castelos - maiores e com mais elementos arquitetónicos como: </li></ul><ul><ul><li>dupla muralha com paredes compactas, terminada em ameias (aberturas no parapeito da muralha que serviam para os defensores avistarem os inimigos), rodeada pelo adarve ou caminho da ronda com baluartes com seteiras (aberturas na muralha para, como o nome indica, se lançarem setas ou flechas) nas guaritas </li></ul></ul><ul><ul><li>fosso (escavação profunda e regular, destinada a dificultar e, principalmente, impedir o acesso do inimigo  e, desde o séc. XII, por cima das entradas, mata-cães; </li></ul></ul><ul><ul><li>torre de menagem , que permitia a segurança do castelo </li></ul></ul>
  8. 8. Os castelos <ul><ul><li>o pátio exterior; </li></ul></ul><ul><ul><li>a capela; </li></ul></ul><ul><ul><li>as cisternas; </li></ul></ul><ul><ul><li>as casas das guarnições e dos cavaleiros; </li></ul></ul><ul><ul><li>as cavalariças e os armazéns; </li></ul></ul>
  9. 9. A arquitetura religiosa <ul><li>Características comuns: </li></ul><ul><ul><li>Edifícios de aspecto pesado, muros maciços, pequenas janelas </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de arcos de volta perfeita e de abóbadas de berço </li></ul></ul><ul><ul><li>Plantas de esquema longitudinal, basilical, com cabeceiras complexas e transepto desenvolvido </li></ul></ul><ul><ul><li>3 ou 5 naves (se forem grandes igrejas de peregrinação) </li></ul></ul>Igreja de Notre-Dame-la-Grande, França, 1143  
  10. 10. Os mosteiros <ul><li>Os mosteiros eram os mais importantes núcleos culturais e artísticos deste período </li></ul><ul><li>Focos de difusão do estilo românico e das invenções nas técnicas de construção </li></ul><ul><li>Tipologia arquitetónica ditada pelas ordens religiosas </li></ul>
  11. 11. <ul><li>As igrejas serão as maiores até então devido a uma evolução dos métodos construtivos e dos materiais. </li></ul><ul><li>A pedra será o principal material de construção, reforçando o seu aspeto pesado </li></ul><ul><li>O telhado de madeira será trocado por abóbadas de berço e de aresta, mais condizentes com uma igreja que representa a “ fortaleza de Deus ”. </li></ul><ul><li>As colunas sustentam as abóbadas </li></ul>ARTE ROMÂNICA As Igrejas Abóbada de berço Abóbada de aresta
  12. 12. A planta das igrejas românicas <ul><li>Dois modelos: </li></ul><ul><ul><li>Planta centrada (em cruz grega, hexagonal, octogonal ou circular), de influêncial oriental e pouco utilizada </li></ul></ul><ul><ul><li>Planta de tipo basilical, em cruz latina (as dominantes) </li></ul></ul>
  13. 13. Nave Central A nave principal, sempre orientada no sentido este-oeste, é mais alta e larga que as laterais. O comprimento da igreja é um múltiplo da largura da nave central e as naves laterais um submúltiplo daquela.
  14. 14. Naves Laterais
  15. 15. Deambulatório Espécie de corredor ou nave curvilínea que prolonga as naves laterais e contorna, em semicírculo, a abside principal. Contém 3 a 5 capelas radiantes absidiais que formam, conjuntamente com a abside e o deambulatório, a cabeceira.
  16. 16. Capelas Radiantes - Absidíolo As capelas radiantes serviam para instalar os altares secundários
  17. 17. Abside No alinhamento da nave principal situa-se a abside principal que contém a capela-mor onde se situa o altar
  18. 18. Transepto
  19. 19. Cruzeiro O cruzeiro situa-se no ponto do cruzamento, espaço encimado pela torre lanterna ou zimbório (iluminação e arejamento)
  20. 20. Coro O coro era a parte reservada exclusivamente ao clero
  21. 21. Nártex Algumas igrejas românicas possuem o nártex (que servia de vestíbulo) ou por um átrio.
  22. 22. Alçado interno da catedral românica (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) Abóbada de berço + Abóbada de aresta
  23. 23. Alçado interno da catedral românica (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) <ul><li>clerestório , a zona de iluminação da igreja que fica pegado aos arcos do tecto, constituído por janelas ou frestas </li></ul><ul><li>arcada principal , que divide a nave central das laterais e é formada por pilares ou colunas </li></ul>
  24. 24. Alçado interno da catedral românica (desenho do edifício projectado num plano vertical, perpendicular à base) <ul><li>tribuna , uma espécie de galeria semiabobadada, aberta para a nave central, que se destinava às mulheres que iam sozinhas à igreja, pois daí se assistia aos ofícios religiosos </li></ul><ul><li>trifório , formado por arcos e que, por vezes, substituía a tribuna e interligava o pequeno corredor situado acima da nave lateral à nave principal (na inexistência desse corredor, o trifório era apenas uma arcatura decorativa cega) </li></ul>
  25. 25. Sistemas de suporte <ul><li>Cúpulas assentes sobre: </li></ul><ul><li>Trompas – elemento que faz a transição da forma quadrada da base para a circular sobre a qual se apoia a cúpula </li></ul><ul><li>Pendentes – formas triangulares côncavas que, construídas a partir dos ângulos do quadrado, o transformam numa circunferênciaa onde a cúpula assenta </li></ul>
  26. 26. Sistemas de suporte Sistemas de suporte <ul><li>Tramos – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus elementos de descarga de forças. É definido por: </li></ul><ul><li>Dois arcos torais ou dobrados longitudinalmente </li></ul><ul><li>Dois arcos formeiros que separam a nave principal das laterais </li></ul><ul><li>arcos cruzeiros que formam as arestas ou nervuras das abóbadas </li></ul>
  27. 27. Sistemas de suporte Sistemas de suporte <ul><li>Tramos – unidades rímicas compostas pelas abóbadas e cúpulas e os seus elementos de descarga de forças. É definido por: </li></ul><ul><li>Dois arcos torais ou dobrados longitudinalmente </li></ul><ul><li>Dois arcos formeiros que separam a nave principal das laterais </li></ul><ul><li>arcos cruzeiros que formam as arestas ou nervuras das abóbadas </li></ul>Arcos cruzeiros Arco toral Arco formeiro
  28. 28. Sistemas de suporte <ul><li>As colunas e os pilares (que dividem as naves) suportam a pressão exercida pela abóbada ou pela cúpula. </li></ul><ul><li>Os pilares são normalmente compostos e cruciformes possuindo um colunelo ou pilastras adossado por cada um dos arcos definidores de um tramo. </li></ul>
  29. 29. Sistemas de suporte <ul><li>Devido ao equilíbrio de forças necessário à sustentação das abóbadas, as paredes da catedral românica são grossas , compactas e com poucas aberturas . Isto confere aos interiores, um clima místico de paz e recolhimento, propício à reflexão e à oração </li></ul>Igreja de Notre-Dame du Port, França, séc. XI Catedral de Modena, Itália
  30. 30. Sistemas de suporte <ul><li>O efeito geral da catedral românica é de grande solidez e robustez , reforçado pelos contrafortes salientes e chafrados ou adossados, situados exteriormente no mesmo alinhamentos dos pilares ou colunas que serviam para sustentar as abóbadas ou as cúpulas utilizadas na cobertura </li></ul>Igreja de Santa Madalena de Vézelay, França, 1120
  31. 31. Decoração exterior <ul><li>No exterior do edifício, a decoração escultórica estava limitada ao portal e à cornija. </li></ul><ul><li>As cornijas (remate logo a seguir ao telhado) eram decoradas com arcos cegos e cachorradas (conjunto de cachorros, isto é, peças salientes esculpidas), que podiam ter também uma função de suporte da cornija. </li></ul><ul><li>A fechar os algeroses (caleiras) existiam gárgulas , que serviam para escoar a água da chuva e podiam ter tanto uma forma simples como serem aproveitadas para a representação de motivos animalistas e míticos. </li></ul>Cachorradas Gárgula
  32. 32. Decoração na fachada principal <ul><li>as rosáceas (além de decorarem o exterior do edifício, também iluminavam o interior), trabalhadas com motivos geométricos e florais </li></ul><ul><li>os grandes janelões (que possuíam as mesmas funções da rosácea) </li></ul>Rosácea da Catedral de Durham, Inglaterra
  33. 33. Decoração na fachada principal <ul><li>O portal , que tanto podia ser simples como encaixado num pórtico saliente. O mais vulgar possui: </li></ul><ul><li>uma entrada chanfrada, ou ombreira, ornamentada com colunelos; </li></ul><ul><li>uma porta simples ou dupla, que tem a meio do vão uma coluna, também esculpida ( mainel ), que sustenta a arquitrave ( lintel ou dintel ), decorada com um relevo esculpido; </li></ul><ul><li>e um tímpano , espaço semicircular circundado por arcos de volta inteira (arquivoltas), sustentado pelo lintel </li></ul>Mainel Lintel Arquivoltas Tímpano
  34. 34. A arquitetura religiosa <ul><li>Havia diferenças entre a arte executada nas diversas regiões europeias, de acordo com as influências regionais recebidas </li></ul>Basílica de Saint-Foy, França Abadia de Santa Maria Laach, Alemanha, séc. XI Catedral de Malmesbury, Inglaterra
  35. 35. França <ul><li>Aquitânia </li></ul><ul><li>Grande variedade de plantas e de coberturas </li></ul><ul><li>Exuberante decoração esculpida </li></ul>Igreja de Notre-Dame-la-Grande (Poitiers, 1143) Catedral de Anbgoulême
  36. 36. França <ul><li>Borgonha: </li></ul><ul><li>Várias igrejas de peregrinação, com influência direta da arte beneditina cluniacense </li></ul>Basilica de Santa Madalena de Vézelay
  37. 37. França <ul><li>Languedoc </li></ul><ul><li>Extraordinárias igrejas de peregrinação </li></ul><ul><li>Edifícios robustos </li></ul><ul><li>Decoração escassa </li></ul><ul><li>Sobriedade </li></ul>Abadia de Saint-Foy de Conques
  38. 38. Itália Lombardia Toscana Igreja de Santo Ambrósio (Milão) Catedral de Pisa
  39. 39. Alemanha Igreja de Hildesheim <ul><li>Escola renana </li></ul><ul><li>múltiplas torres </li></ul><ul><li>decoração escassa </li></ul><ul><li>duplo transepto </li></ul>
  40. 40. Espanha A Basílica de Santiago de Compostela é o ponto final dos Caminhos de Santiago.
  41. 41. <ul><li>FIM </li></ul>

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