2.da era cristã ao período bizantino

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2.da era cristã ao período bizantino

  1. 1. A arquitetura: dos primórdios da era cristã ao período bizantino
  2. 2. A arte paleocristã
  3. 3. Arte paleocristã (séc.s III-VI)3 É a arte dos primeiros cristãos, no período em que a nova religião ainda está em expansão, primeiro na clandestinidade, e depois, após o Édito de Constantino (313), já como religião oficial.
  4. 4. CATACUMBAS
  5. 5. 7 • Na fase da clandestinidade, a arte paleocristã encontra-se nas catacumbas (necrópoles) e nos altares particulares • Em todo o Mediterrâneo existem catacumbas paleocristãs, especialmente em Roma e Nápoles ambulacra loculi
  6. 6. CARACTERÍSTICAS • Feitas em CATACUMBAS (túneis subterrâneos escavados pelos cristãos ) • Feita por pessoas do povo • Arte pobre e simples • Apresenta pintura mural, ornamental e figurativa • Técnica do fresco • Uso de símbolos (pomba, peixe, fênix, cruz,etc) e episódios bíblicos • Objetivo de divulgar a palavra de Cristo
  7. 7. Alguns temas das pinturas paleocristãs são histórias do Antigo Testamento citados nas orações fúnebres, como: - a história de Jonas - Daniel na fossa dos leões - Moisés e a água jorrando da rocha 10 Jonas deitado ao mar, séc III (?), catacumbas de S. Pedro, Roma Temas das pinturas paleocristãs
  8. 8. Mas os temas mais abundantes são temas pagãos romanos, aos quais é dado um novo sentido alegórico cristão, como: – Cenas de género: pastoreio, pesca, vindima – Cenas mitológicas: Hércules no jardim das Hespérides, Orfeu chamando os animais, Hélio no carro solar... 11 Cristo-Hélio, mosaico, grutas de S. Pedro, Roma, séc.III.
  9. 9. Cristo não surge de forma directa na arte paleocristã, mas apenas em símbolos ou alegorias12 Alegorias de Cristo: 1) Bom pastor - tema herdeiro da iconografia de Aristeu, deus dos jardins; significa o que alimenta e vela pelo seu rebanho (cristãos); 2) Soldado romano (Cristo militante, protector do seu povo) O Bom Pastor, séc. III, Roma.
  10. 10. Símbolos de Cristo: • o golfinho empalado no tridente (Cristo na cruz); • o cordeiro sobre âncora (sacrifício pascal, esperança da alma); • o peixe (anagrama grego: icthys – Jesus Cristo filho de Deus Salvador) 13
  11. 11. Outros símbolos cristãos: - palma (vida eterna) - oliveira (paz no paraíso) - fénix (ressurreição dos mortos) 14 Ramos de oliveira e pombas bebendo em taça Daniel na fossa dos leões
  12. 12. - uso de modelos artísticos de Roma clássica - assimilação de novas formas técnicas e estéticas do Oriente (Egipto copta e Ásia Menor) - Subordinação a um novo espírito e uma temática : a do Cristianismo Traços estruturais comuns da arquitetura paleocristã
  13. 13. Tipologia dos templos cristãos Planta centrada, com cúpula, de influência oriental e helenística. Planta basilical, em cruz latina, 3 a 5 naves, separadas por arcadas, cobertas por tectos em madeira.
  14. 14. Edificios de planta basilical
  15. 15. Basílica de Maxêncio (Roma) Finalizada por Constantino, esta foi a última e a maior das basílicas romanas. Repare-se na abóboda de arestas que a cobre e nas enormes janelas clerestóricas que a iluminam. Para relembrar!
  16. 16. Basílica de S. Pedro do Vaticano (Roma, 324) Foi a primeira basílica fundada por Constantino. Possuía 5 naves e cobertura de madeira, com colunatas e arcadas na separar as naves. Era antecedida por um atrium, espécie de pátio aberto e, ao contrário das igrejas cristãs posteriores, tinha a abside orientada para oeste.
  17. 17. Basílica de S. Pedro do Vaticano (Roma, 324)
  18. 18. Basílica de S. Pedro do Vaticano (Roma, 324)
  19. 19. Igreja de Santa Balbina (Roma, século IV)
  20. 20. Edifícios de planta centrada, com cúpula
  21. 21. Os baptistérios (edifícios sagrados destinados à celebração do baptismo), tal como os mausoléus (túmulos), adoptaram a planta centrada, com uma das portas orientada a leste e outra a poente, com enormes cúpulas sobre a sala central
  22. 22. Mausoléu de Santa Constança (Roma, 354) O túmulo de Santa Constança é um edifício de planta centrada constituído por uma galeria circular interna, com nichos murais para altares e sarcófagos, separada da zona central por uma arcada de doze colunas duplas e coberta por uma abóbada de berço. Possuía também um peristilo exterior
  23. 23. Sobre a zona central erguia- se uma enorme cúpula em tijolo, assente num tambor com janelas que iluminavam o centro da construção Mausoléu de Santa Constança (Roma, 354)
  24. 24. Batistério de Ravena (Itália, século V) Os batistérios foram edifícios sagrados muito importantes na época. O de São João de Latrão (Roma) era composto por uma piscina central, com uma escadaria de acesso. Batistério de Ravena (Itália, século V) Entrada do Batistério de S. João de Latrão
  25. 25. A arte bizantina A igreja de São Vital em RavenaA igreja de São Vital em Ravena
  26. 26. SURGIU EM BIZÂNCIO (capital do império Romano do Oriente) • Por volta do séc. VI (reinado de Justiniano) • Com características orientais e ocidentais • Expressa o poder do Império bizantino
  27. 27. PINTURA BIZANTINA CARACTERÍSTICAS: • Ausência de perspectiva e volume • Figuras sagradas e de imperadores • Representação das figuras de forma alongada • Figuras todas da mesma altura • Destaque para a hierarquia(as mais importan- tes no centro e representadas de modo diferen- te) • Ausência de fundo figurativo • pinturas com fundo dourado • Predomínio do mosaico
  28. 28. Aquitetura • Utilização dos elementos construtivos romanos: • Uso do arco romano, da abóbada e da cúpula • Planta octogonal •Mistura dos elementos construtivos da arte romana com o clima místico das construções orientais •Utilização do plano centrado, de forma quadrada ou em cruz grega, com cúpula central e absides laterais • Decoração interior: mosaicos, pinturas a fresco, azulejos e colunas de inspiração grega e romana, embora um pouco modificadas • Ex: Basílica de São Marcos(Veneza), Basílica de Santa Sofia (Constantinopla)
  29. 29. IGREJA DE SANTA SOFIA (532-537)
  30. 30. IGREJA DE SANTA SOFIA
  31. 31. Possui planta centrada, quase quadrada, coberta com a maior cúpula construída até então. Apoia-se sobre pendentes que fazem a transição da calote esférica para o quadrado da base
  32. 32. Arcos, cúpulas, abóbadas, mosaicos, colunas, pinturas a fresco nas paredes e tectos, azulejos – são alguns dos elementos decorativos do interior da igreja.
  33. 33. Ravena (Itália) A Ocidente, a cidade de Ravena possui as mais belas construções de influência bizantina. Santo Apolinário
  34. 34. Ravena (Itália) Mausoléu de Gala Placídia Igreja de São Vital de Ravena, séc. VI
  35. 35. A arte bizantina expandiu-se no espaço e no tempo. Até ao séc. XII foram construídas várias igrejas na Europa mediterrânica: S. Marcos, de Veneza; na Rússia e Península Balcânica. http://www.youtube.com/watch?v=-GfxTS4aasA http://www.youtube.com/watch?v=-XIFmePqfPQ&feature=related Basílica de S. Macos, Veneza
  36. 36. O Renascimento carolíngio
  37. 37. RENASCIMENTO CAROLINGIO A partir do séc. VIII, Carlos Magno, primeiro como rei e depois como imperador, conseguiu unificar o seu poder e formou o Sacro Império Romano-Germânico. Para isso promoveu uma reforma litúrgica e o desenvolvimento da cultura e das artes - o Renascimento Carolíngio, que se prolongou até ao final do séc. X;
  38. 38. RENASCIMENTO CAROLINGIO Inspirada na tradição romana e nas influências bizantinas, a arte carolíngia foi humana, realista, figurativa e monumental. As construções possuíam exteriores maciços, pesados e severos e interiores ricamente decorados com pinturas murais, mosaicos e baixos-relevos.
  39. 39. De todas as construções feitas neste período destacam-se: os palácios de Ingelheim e de Nimègue, a capela palatina de Aix-la-Chapelle (actual Aachen) que hoje se enconta bastante modificada exteriormente, a Igreja de Germigny-des-Près e o Mosteiro de São Gall, na Suiça, cujo projecto total é conhecido pela descrição num pergaminho. Reconstituição da possível aparência do Palácio de Carlos Magno
  40. 40. Foi desenhada por Eudes de Metz. Tem algumas semelhanças com a de S. Vital de Ravena. A planta é octogonal com dois polígonos concêntricos, sendo o primeiro o núcleo central e o outro o deambulatório. A cúpula em pedra está apoiada num tambor com oito janelas. Vista em corte da capela palatina Capela Palatina de Aix-la-Chapelle (Alemanha, final século VIII)
  41. 41. Os interiores ricamente decorados da Capela de Aix-la-Chapelle, Alemanha, séc. VIII Capela Palatina de Aix-la-Chapelle (Alemanha, final século VIII)
  42. 42. Capela Palatina de Aix-la-Chapelle (Alemanha, final século VIII)
  43. 43. Mosteiro de Saint Gall Edificado cerca de 817, é formado por um conjunto autónomo de módulos e serviu de exemplo a futuras construções monásticas para garantir a sobrevivência dos religiosos
  44. 44. O Renascimento Otoniano
  45. 45. O Renascimento Otoniano Em meados do séc. X, a Alemanha era governada por Otão I, que aproveitou a crise política que arrasava o Norte da Itália e de pequenos reinos vizinhos, para os conquistar. Nasceu o Império Germânico, mais pequeno e frágil que o Sacro-Império de Carlos Magno. Tal como Carlos Magno, Otão procurou desenvolver a cultura e a arte - o Renascimento Otoniano, que se fez sentir entre 936 e 1024. O Sacro Império Romano-Germânico quando da morte de Oto I.
  46. 46. O Renascimento Otoniano Igreja de S. Miguel de Hildesheim, Saxónia, c. 1010-1030 Inspirou-se na tradição romana e na arte bizantina e carolíngia, mas criou um novo modelo, que será adotado mais tarde pela arquitectura românica alemã: planta de dupla cabeceira e entradas laterais, com dois transeptos contrapostos, com tribuna e com torres nos cruzeiros e nos extremos dos transeptos.
  47. 47. Igreja de S. Miguel de Hildesheim, Saxónia, c. 1010-1030 Dois transeptos contrapostos
  48. 48. Igreja de S. Miguel de Hildesheim, Saxónia, c. 1010-1030 Esta igreja beneditina apresenta 3 naves largas, sendo a central mais alta, com teto plano de madeira e com janelas na parte superior. Na parte inferior, as arcadas estão assentes em colunas e pilares de secção quadrada. Por baixo do altar-mor existe uma cripta coberta por uma abóbada de arestas e um deambulatório Igreja de S. Miguel de Hildesheim, Saxónia, c. 1010-1030
  49. 49. FIM

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