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Pequeno livro

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  • 1. DIVISÃO NORTE E SULA divisão norte-sul é uma divisão socioeconômica e política utilizada para atualizar aTeoria dos Mundos. A partir dessa divisão, separa-se os países desenvolvidos,chamados de países do norte, dos países do sul, grupo de países subdesenvolvidos ouem desenvolvimento, divididos no mapa através de uma linha imaginária. Apesar donome, alguns países do norte também estão no grupo, embora a maior parte dessespaíses estejam localizados abaixo da Linha do Equador.Anteriormente, esse grupo era chamado de Terceiro Mundo, porém esta definiçãotornou-se errônea desde a extinção do grupo de países socialistas, pertencentes aoSegundo Mundo, pois não faz sentido usar tais denominações quando um SegundoMundo já não mais existe.Apesar de em desuso, ainda utilizamos as expressões países do norte e do sul que sãomais adequadas para descaracterização ideológica, mas não evidenciam asdesigualdades entre os paises de cada bloco. Podemos usar as expressões países ricos epobres, também.
  • 2. Evolução territorial do Brasil em mapas (1534-atual)  1534 Capitanias hereditárias  1573 Dois Estados  1709 São Paulo no seu máximo  1789 Inconfidência Mineira
  • 3.  1823 Províncias Imperiais 1889 Início da República 1943 Territórios de fronteira 1990 Atual
  • 4. Solução e problema para os europeusIntensas manifestações contra os estrangeiros ressurgiram na Europa na década de 1990. Com a queda dosocialismo, ocorreu um grande do fluxo imigratório de populações que fugiam da crise econômica dos países daantiga órbita soviética e das guerras civis que esfacelaram a ex-Iugoslávia. A França, a Bélgica e,principalmente, a Alemanha foram os principais receptores destes novos migrantes que vieram a ser somadosaos milhões de estrangeiros que já viviam nestes países.Na Alemanha grupos neonazistas incendiaram albergues e promoveram violentos ataques à população deorigem turca. Partidos políticos de direita e de extrema direita, defensores da deportação em massa deestrangeiros, tiveram votação expressiva em diversos países do continente.Xenofobia e racismoXenofobia s. f.Aversão aos estrangeiros.Ao mesmo tempo, a entrada de imigrantes vindos da África e da Ásia acentuou-se com a globalização e osimpactos negativos que este processo tem produzido em todo o mundo pobre. Para muitos europeus axenofobia está associada ao raciocínio simplista que relaciona o desemprego acentuado na Europa das últimasdécadas à presença do estrangeiro. Alega-se, em alguns países da Europa, que muitos empregos foramtomados por grupos de origem imigrante em detrimento de verdadeiros europeus.A onda de violência detonada pelos jovens suburbanos na França em outubro de 2005 pode ser atribuída aocolapso do Estado de Bem Estar Social que abandonou na última década a população mais pobre. Mas étambém fruto da intolerância e do racismo. Estes jovens são filhos ou netos de imigrantes, nascidos na Françae, portanto, de nacionalidade francesa.Esta não é só uma realidade da França, mas de diversos países da União Européia, que temem que osdistúrbios possam se espalhar por outros países do continente. O fato de terem nascidos na França, Alemanha,Inglaterra, Itália não os tornaram verdadeiros franceses, ingleses, alemães ou italianos. Na Alemanha é comumum ditado: "caso um pato nasça no galinheiro, isto não o torna galinha, ele permanecerá sendo pato". Naprática é assim que parte expressiva da sociedade destes países vê seus vizinhos suburbanos de ascendênciaargelina, marroquina, turca, senegalesa, paquistanesa, hindu, etc.Discriminação e revoltaMuitos destes imigrantes entraram na Europa após a Segunda Guerra Mundial. Foram "bem vindos", poiscontribuíram para a sua reconstrução. Salários baixos e trabalhos pesados os esperavam de mão aberta. Eramgrupos formados principalmente por argelinos na França, turcos na Alemanha, hindus e paquistaneses no ReinoUnidos, e muitos outros.Hoje os europeus não precisam mais deles e nem dos seus filhos. Como não sabem o que fazer deixam-nosrelegados à sua própria sorte. Vivem em subúrbios ou bairros deteriorados, residem em conjuntos habitacionaisespecialmente construídos para a população de baixa renda e arruinados pelas marcas do tempo. Não contamcom serviços públicos de boa qualidade e são discriminados no mercado de trabalho. Enquanto o índice médiode desemprego na França é de 10% (2005), nos subúrbios próximos à Paris gira entre 35 a 40%.O mercado de trabalho está bloqueado principalmente à população mais jovem que não conta com escolas deboa qualidade e acesso ao ensino superior. Os empregos, quando disponíveis, são equivalentes àquelesexercidos pelos seus pais e avós: baixa remuneração, baixa qualificação e nenhum prestígio social.Vigiar e punirO poder público aparece nestes guetos que se formaram na periferia de importantes cidades européias e,também nos Estados Unidos, principalmente para reprimir e punir. A situação só é mais sombria nas grandescidades do mundo subdesenvolvido.As ações policiais têm manifestado com freqüência atitudes embutidas de racismo e xenofobia. Ainda em 2005,após os atentados terroristas em Londres, o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto com seis tiros, depoisde imobilizado pela polícia. No Texas um peruano espancado por policiais acabou morto.Os Estados Unidos questionam os europeus pela ausência de uma política de integração dos imigrantes. Defato, não faltam motivos para tal questionamento. Mas, em 1992, uma revolta semelhante ocorreu na cidadede Los Angeles, quando quatro policiais responsáveis por um espancamento brutal ao motorista negro RodneyKing, filmado e amplamente divulgado pela imprensa em todo o mundo, foram absolvidos em julgamento. Arevolta teve origem nos bairros deteriorados habitados principalmente por negros situados ao sul de LosAngeles, tomou conta de toda a cidade e se alastrou para São Francisco, Las Vegas, Atlanta e outras cidadesnorte-americanas.A favor dos imigrantesÉ claro que não existe um pensamento uniforme sobre a questão imigrante. Partidos de esquerda,ambientalista e liberal defendem uma política de integração. Defendem que a Europa precisa deles. Muitosempregos que o europeu não está disposto a aceitar têm sido preenchidos, há algum tempo, por imigrantes eseus descendentes. Além disso, o crescimento demográfico da Europa está praticamente estabilizado, os jovensdiminuem a cada década e a população envelhece. Os imigrantes são a força rejuvenescedora do "velhocontinente". Hoje são os que mais contribuem para o crescimento demográfico da maioria dos países daEuropa, especialmente dos países mais ricos.A revolta dos jovens sem perspectivas, desempregados e desamparados por políticas públicas, é uma reação àxenofobia, ao racismo latente de uma parcela significativa da sociedade européia, que os colocam em situaçãomarginal. A solução em médio prazo só será consolidada com uma política de integração econômica, cultural esocial das comunidades africanas, asiáticas e, também, latino-americanas.Este não é um problema exclusivo da França. Envolve toda a União Européia. Os subúrbios de Londres, dediversas cidades italianas, da Bélgica, da Alemanha não são melhores que os de Paris. Não é sem razão quemanifestações semelhantes já ecoaram em outras cidades européias.*Cláudio Mendonça é professor do Colégio Stockler e autor de "Geografia Geral e do Brasil" (Ensino Médio) e"Território e Sociedade no Mundo Globalizado" (Ensino Médio).

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