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  • 1. UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA A IMPORTÂNCIA DO FLUXO DE CAIXA NA TOMADA DE DECISÕES DAS EMPRESAS Por: MONIQUE CRISTINA DA SILVA Orientadora Prof.ª LUCIANA MADEIRA Rio de Janeiro 2011
  • 2. 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” AVM FACULDADE INTEGRADA A IMPORTÂNCIA DO FLUXO DE CAIXA NA TOMADA DE DECISÕES DAS EMPRESAS Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Corporativa Por: Monique Cristina da Silva Finanças e Gestão
  • 3. 3 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus e a todos que de alguma forma passaram pela minha vida e contribuíram para a construção de quem sou hoje.
  • 4. 4 DEDICATÓRIA Dedico esta monografia a minha família e amigos, enfim a todos que de alguma forma tornaram este caminho mais fácil de ser percorrido, sem medir esforços para que eu ultrapassasse mais uma etapa.
  • 5. 5 RESUMO Esta monografia objetivou identificar e demonstrar a importância do fluxo de caixa na tomada de decisões para as empresas, analisando esta ferramenta como um instrumento eficaz para quem pretende controlar as entradas e saídas de seu caixa. Foram utilizados livros e artigos científicos retirados da internet que identificassem os benefícios proporcionados às organizações que utilizam este método de gestão. O estudo se justifica, pois até bem pouco tempo as empresas não tinham a obrigatoriedade de apresentar este relatório e muitos empresários não se interessavam em trabalhar com esta ferramenta, sem ter a noção de como ela é importante para a sobrevivência e sucesso das empresas, mas á partir de 01/01/2008 pela força da Lei 11638/2007, as empresas com capital aberto ou com patrimônio líquido maior que R$ 2.000.000,00 (Dois milhões de reais) no Brasil, passaram a ter esta obrigatoriedade, desta forma o Fluxo de caixa tornou-se mais um relatório de suma importância na tomada de decisões gerencial. Mas, muitas empresas que não estão enquadradas nesta lei não adotam este demonstrativo por desconhecimento e falta de orientação, desta forma este trabalho auxiliará essas empresas, comprovando que a Demonstração do Fluxo de Caixa - DFC é um grande instrumento de apoio no processo decisorial, é necessário para a gestão de seus recursos financeiros, tornando a empresa mais competitiva, e assim evitando a sua falência.
  • 6. 6 METODOLOGIA A metodologia utilizada para formulação do referido estudo foi à proposta por Vergara (2006). Segundo esta classificação, as pesquisas podem ser classificadas quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins, foi uma pesquisa descritiva e explicativa, pois, visa identificar e analisar a importância do Fluxo de Caixa para tomada de decisões nas empresas. Em relação aos meios, trata se de pesquisa bibliográfica sobre o tema, na qual será elaborada através de estudo sistematizado, desenvolvido com base em materiais publicados em livros, artigos, trabalhos científicos e internet, especializados no assunto. Esta monografia foi delimitada em apresentar A Importância do Fluxo de Caixa na Tomada de Decisões das Empresas nos últimos 15 anos. Os principais autores citados nesta monografia foram: José Eduardo Zdanowics, livro Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento e controle financeiros. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2004; Ademar Campos Filho, livro Demonstração dos fluxos de caixa: uma ferramenta indispensável para administrar sua empresa. São Paulo: Atlas, 1999; e Fábio Frezatti, livro Gestão do fluxo de caixa diário. São Paulo: Atlas, 1997. Os principais temas pesquisados foram: Fluxo de Caixa; Vantagens e tipos de Fluxo de Caixa; Como se elaborar um Fluxo de Caixa; e A Importância do Fluxo de Caixa para a tomada de decisões das empresas.
  • 7. 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO..................................................................................08 CAPÍTULO I - Fluxo de Caixa...........................................................11 CAPÍTULO II - Planejamento e Elaboração da DFC........................22 CAPÍTULO III – Demonstração do Fluxo de Caixa e o Processo Decisório...........................................................................................38 CONCLUSÃO...................................................................................40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................42 ÍNDICE..............................................................................................44
  • 8. 8 INTRODUÇÃO Este trabalho de conclusão de curso busca auxiliar as empresas em seu processo decisório empresarial, apresentando lhes uma ferramenta de suma eficácia na tomada de decisões, que é o Fluxo de Caixa. De acordo com Campos Filho (1999), o Fluxo de Caixa é uma ferramenta de gestão financeira que proporciona uma visão antecipada das necessidades e recursos, sobras e faltas do caixa de uma empresa, ilustrando a sua real situação com respostas sólidas no final de um determinado período, possibilitando o profissional a planejar melhor suas ações futuras, acompanhar o seu desempenho e ter um controle eficiente de seus recursos. Nos dias de hoje, no atual mercado competitivo as empresas necessitam desta ferramenta de análise para que possam conseguir êxito e atingir os resultados esperados de seus negócios, visto que, a gestão bem feita do caixa das organizações propicia aos usuários uma fonte segura para melhor elaborar seus planejamentos financeiros, evitando surpresas futuras. E mesmo evidenciando todos esses benefícios proporcionados pelo fluxo de caixa, muitas empresas ainda não implantaram esta ferramenta para o planejamento e orçamento de seu negócio. (SANTOS, 2011) O desenvolvimento deste trabalho partiu do princípio de identificar e analisar a importância do fluxo de caixa para a tomada de decisão empresarial, objetivando ajudar as empresas que tenham dificuldade em analisar a sua verdadeira situação financeira ou as que buscam ter um controle eficaz de entradas e saídas de seus recursos financeiros, e para alcançar tal objetivo foram definidas algumas etapas como: - Identificar os objetivos do Fluxo de Caixa; - Elaborar e demonstrar o Fluxo de Caixa;
  • 9. 9 - Analisar a importância do Fluxo de Caixa no processo decisório das empresas. O motivo deste tema ter sido escolhido, se dá pela praticidade e benefícios que a organização adquire ao utilizar esta ferramenta que cada vez mais, se torna essencial para obter informações precisas na hora de tomar uma decisão, para solucionar problemas que possam influenciar o setor financeiro da empresa e de melhor aproveitar as oportunidades surgidas no mercado. Em função do tempo e dos recursos disponíveis para elaboração, a abrangência desta monografia ficou restrita e fundamentada em pesquisas bibliográficas. Em vista do exposto o propósito deste trabalho foi responder ao seguinte questionamento: Qual a Importância do Fluxo de Caixa na Tomada de Decisões das Empresas? Na tentativa de responder este questionamento, esta monografia tem como hipótese que o Fluxo de Caixa é muito importante para o processo decisório empresarial, pois uma boa administração necessita de informação para que a atividade da empresa flua de maneira a atingir o lucro, que é o seu objetivo final. A partir de um fluxo de caixa bem projetado e com harmonia das entradas e das saídas de recursos financeiros, o administrador possui uma ferramenta de extrema importância, na qual irá ajudá-lo a tomar as melhores decisões. O presente estudo foi apresentado em três capítulos, o primeiro buscou definir o fluxo de caixa e identificar os seus objetivos, relacionando a visão de vários autores. No segundo capítulo foram apresentadas as formas de planejamento e elaboração do fluxo de caixa, além das análises de seus resultados.
  • 10. 10 Por fim no terceiro capítulo focou-se em demonstrar a importância do Fluxo de Caixa no processo decisório das empresas, na expectativa de que cada vez mais as organizações adotem este método eficaz de gestão para seu caixa.
  • 11. 11 CAPÍTULO I FLUXO DE CAIXA 1.1- Origens do Fluxo de Caixa O fluxo de caixa origina-se do termo inglês "cash flow", que significa orçamento de caixa, refere-se ao montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido, pode estar ligado a um projeto específico e pode ser denominado também como movimento de caixa, fluxo de capitais, fluxo monetário e fluxos de recursos financeiros. (WIKIPÉDIA, 2011). Em Julho de 1988 entrou em vigor a substituição da Demonstração de Origem e Aplicações de Recursos (Doar) pela Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) por ser mais fácil para entendimento do usuário, foi normatizada pelo pronunciamento do Board do Financial Accounting Standards Board (Fasb) boletim n°95. (SILVA, 2011) No Brasil passou a se utilizar o Fluxo de Caixa a partir de 1992 com a revisão da Norma Internacional de Contabilidade – NIC 7, sua utilização não era de forma obrigatória, mas até mesmo com um aconselhamento da Comissão de Valores Mobiliário (CVM), e era denominado, até então, de Demonstração das Mutações na Posição Financeira. (SILVA, 2011) De acordo com a Lei 11638/2007 a partir de 01.01.2008 a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) passou a ser um relatório obrigatório pela contabilidade para todas as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) e desta forma tornase mais um importante relatório para a tomada de decisões gerenciais.
  • 12. 12 1.2 – Conceitos de Fluxo de Caixa “O Fluxo de Caixa representa o movimento do numerário diário da empresa em função dos ingressos e dos desembolsos de caixa” (ZDANOWICS, 2004, p. 19). Para Zdanowicz (2004), o fluxo de caixa representa de uma forma dinâmica a real situação financeira de uma empresa, considerando as aplicações em itens do ativo e todas as suas fontes de recursos, ele é denominado como conjunto de entradas e saídas de números ao longo de um período projetado, é um instrumento de programação financeira que proporciona a identificação e melhor visualização dos efeitos financeiros das alternativas de investimento. Campos Filho (1999) também afirma que o fluxo de caixa de qualquer empresa tem seu registro e controle de movimentação de forma dinâmica, expressando as entradas e saídas de recursos financeiros ocorridos em determinados períodos de tempo. Já para Sá (1998, p. 11) o fluxo de Caixa é definido como, “o método de captura de registros dos fatos e valores que provocam alterações no saldo final de caixa e é apresentado com relatórios estruturados, de forma a permitir sua compreensão e análise”. O fluxo de caixa “demonstra a origem e a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado período e o resultado de fluxo”, e evidencia os embolsos e desembolsos de valores monetários no decorrer das operações que ocorrerão ao longo do tempo nas organizações. Por meio do fluxo de caixa o empresário tem uma visão completa da situação financeira da empresa, não apenas do caixa, mas de todas as disponibilidades da empresa, o que ajuda na redução de riscos e na antecipação de decisões caso a entidade venha precisar de captação de
  • 13. 13 recursos de terceiros, aplicações com as sobras do caixa, gerenciamento de contas a pagar e a receber, uma vez que, os principais problemas das pequenas empresas é a falta de visão do caixa. (IUDICÍBUS E MARION, 1999 p. 3) 1.3 – Objetivos do Fluxo de Caixa De acordo com Zdanowics (2004) o fluxo de caixa tem como principal objetivo demonstrar as operações financeiras realizadas diariamente no grupo do ativo circulante, dentro das disponibilidades e que representam o grau de liquidez, ou seja, seu objetivo é passar uma visão de todas as atividades desenvolvidas, a projeção das entradas e das saídas de recursos financeiros, visando diagnosticar a necessidade de controlar recursos ou aplicar os excessos de caixa em operações mais rentáveis. “Os objetivos da administração do fluxo de caixa estão relacionados com a capacidade da empresa em honrar suas obrigações na data do vencimento e em gerar resultados positivos, em função dos investimentos realizados”. “Fluxo de Caixa é um instrumento de planejamento financeiro que tem por objetivo fornecer estimativas da situação de caixa da empresa para determinado período” que pode ser diário, quinzenal, mensal ou anual ou de acordo como a política de controle financeiro da empresa (SANTOS, 2001, p.57). Conforme Zdanowicz (2004, p. 24) existem outros objetivos que são considerados para elaboração do fluxo de caixa nas empresas, são eles: - Programar as entradas e saídas de caixa; - Desenvolver o uso eficiente e racional do disponível; - Adaptar o levantamento de recursos financeiros necessários para a execução do plano geral de operações;
  • 14. 14 - Aplicar da melhor forma possível, os recursos financeiros disponíveis na empresa, evitando que fiquem ociosos; - Facilitar a análise e o cálculo de crédito; - Projetar e analisar os recursos financeiros da empresa, em termos de ingressos e desembolsos de caixa, através das informações constantes nas projeções de vendas, produção e despesas operacionais; - Cumprir com as obrigações da empresa na data do vencimento; - Controlar as fontes de recursos que ofertam empréstimos menos onerosos; - Evitar gastos volumosos pela empresa, em época de baixo encaixe; - Associar o controle entre os recursos que serão alocados em ativos circulantes, vendas, investimentos e débitos. 1.4 – Tipos de Fluxo de Caixa Para Campos Filho (1999) são basicamente três os principais tipos de fluxo de caixa, são eles; Fluxo de caixa Operacional, Fluxo de Caixa Financeiro e Fluxo de caixa de investimentos. 1.4.1 - Fluxo de Caixa Operacional: É o fluxo de caixa que financia as operações da empresa como reposição de materiais, pagamento de funcionários, todas as entradas (ingressos) e saídas (desembolsos) diárias. É ele quem mantém a empresa funcionando. Os principais ingressos operacionais são as vendas à vista; recebimento, desconto, caução e cobrança das duplicatas de vendas a prazo realizadas pela empresa. Quanto aos desembolsos operacionais podem ser relacionados com as compras de matérias-primas à vista e a prazo, salários e ordenados com os encargos sociais pertinentes, custos indiretos de fabricação, despesas
  • 15. 15 administrativas, despesas com vendas, despesas financeiras e despesas tributárias. (CAMPOS FILHO, 1999) 1.4.2 – Fluxo de Caixa Financeiro: Neste caso, estamos falando de empréstimos e o devido pagamento destes. Faz menção à previsão de entrada e saída de recursos monetários da empresa durante um determinado período. O propósito de uma previsão de caixa é minimizar o inesperado, o que leva à importância de se ter um ativo disponível extra para cobrir as variações entre as necessidades monetárias previstas e as reais. (CAMPOS FILHO, 1999) 1.4.3 – Fluxo de Caixa para Investimentos: Após o financiamento de toda a operação da empresa e, caso haja, dependências financeiras, sejam empréstimos, notas promissórias ou algo relacionado, é possível que haja dinheiro em caixa “sobrando”. Este dinheiro deveria ser direcionado para investimentos diversos, seja em títulos do governo ou ações na bolsa de valores, uma vez que dinheiro parado não representa vantagem alguma para a empresa. Desta forma, se o dinheiro excedente está em circulação existe uma boa chance de ele retornar em maior volume para a empresa, caso o investimento tenha sido bem feito. (CAMPOS FILHO, 1999) 1.5 – Itens do Fluxo de Caixa Zdanowics (2004) descreve os itens do fluxo de caixa como: - Ingressos: São todas as entradas de caixa e bancos em qualquer período e as vendas à vista e a prazo;
  • 16. 16 - Desembolsos: Compõe-se de compras à vista e a prazo, salários, ordenados, encargos sociais de mão de obra, compra de itens do ativo permanente, despesas indiretas de fabricação e despesas operacionais; - Diferença do período: É o resultado entre os recebimentos e pagamentos da empresa, comparando período por período a diferença dos ingressos e desembolso; - Saldo inicial do caixa: É igual ao saldo final do caixa do período imediatamente interior; - Disponibilidade acumulada: É o resultado da diferença do período apurada, mais o saldo inicial de caixa; - Nível desejado de caixa: É a determinação do capital de giro líquido necessário pela empresa em função dos ingressos e desembolsos futuros, ou seja, é a projeção do disponível para o período seguinte. - Empréstimos ou aplicações de recursos financeiros: A partir do saldo da disponibilidade acumulada, poderão ser realizadas aplicações no mercado aberto quando houver excedente de caixa ou caso haja necessidades de caixa serão captados empréstimos. - Amortizações ou resgates de aplicações: amortizações são as devoluções do principal tomado emprestado, enquanto os resgates de aplicações é o recebimento do principal. - Saldo final de caixa: É o saldo inicial de caixa para o período subsequente, ou seja, é o nível de caixa projetado para o período seguinte.
  • 17. 17 1.6 – Fluxos de Caixa Realizado e Projetado O relatório de fluxo de caixa pode ser apresentado de dois modos, o fluxo de caixa realizado e o fluxo de caixa projetado. 1.6.1 Fluxo de caixa realizado Para Sá (1998, p.13) o fluxo de caixa realizado corresponde “ao produto final da integração das entradas e das saídas de caixa havidas em um determinado período”. O estudo cuidadoso do fluxo de caixa realizado, além de propiciar análise de tendência, serve de base para o planejamento do fluxo projetado. “Coloca-se como instrumento complementar às demais demonstrações contábeis, especialmente ao Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício”. Procura esclarecer e historiar as atividades operacionais de investimento e de financiamento. (ARAÚJO, HOLANDA, UCHÔA, 2004. p.14) Também deve ser considerada a comparação que existe entre os fluxos de caixa realizado e o projetado, pois possibilita identificar os motivos das variações ocorridas, se ocorreram por falha de projeções ou por falhas de gestão. A análise das variações ocorridas no fluxo de caixa permite identificar as origens de eventuais divergências de valores; funciona como respostas, gerando informações para a tomada de decisões e para o planejamento financeiro futuro. (SÁ 1998, p.14) 1.6.2 Fluxo de caixa projetado “Antecipa as situações futuras de caixa, antevendo pontos críticos que poderão ser antecipadamente tratados ou situações de excesso de caixa que
  • 18. 18 podem ensejar decisões de redirecionamento de recursos.” (ARAÚJO, HOLANDA, UCHÔA, 2004. p.14) Para Zdanowicz (2004, p. 23) o fluxo de caixa pode ser elaborado em função do tempo de sua projeção. A curto prazo para atender às finalidades da empresa, principalmente, de capital de giro e a longo prazo para fins de investimento em itens do ativo permanentes. Acrescenta-se que o fluxo de caixa operacional não é afetado por itens do balanço patrimonial, mas considera todas as variações de caixa, desde o início do período até o final do mesmo. O fluxo de caixa projetado tem como principal função orçar o que a empresa pretende alcançar em determinado período, para isso ele deve ser analisado conforme o prazo determinado pela empresa, se curto, a fim de atender as necessidades de capital de giro da empresa, se longo prazo deve atender os investimentos em ativos permanentes. Para Frezatti (1997) o objetivo principal do fluxo de caixa projetado é informar como se comportará o fluxo de entradas e saídas de recursos financeiros em determinado período, podendo ser projetado a curto ou em longo prazo. Em curto prazo busca-se identificar os excessos de caixa ou a escassez de recursos dentro do período projetado, para que através dessas informações se possa traçar uma adequada política financeira, a curto prazo diferem daquelas que estão disponíveis quando se projeta a longo prazo. Normalmente, quando se projeta a curto prazo, as principais operações que vão provocar entradas e saídas de dinheiro já foram realizadas e a empresa trabalha com relativo grau de certeza dos recebimentos e/ou pagamentos dentro do período. Em longo prazo, o fluxo de caixa projetado identifica os possíveis excessos ou escassez de recursos, o que se conhece são apenas projeções das operações de ingressos e/ou desembolsos de recursos financeiros, ficando o fluxo de caixa projetado a longo prazo exposto a eventos estranhos ao
  • 19. 19 conhecimento primário por parte da empresa, podendo comprometer as previsões consideradas. A longo prazo, visa também obter outras informações importantes, tais como: -Determinar o capital em giro no período; -Determinar o grau de dependência de capitais de terceiros da empresa; - Verificar a capacidade da empresa de gerar os recursos necessários para custear suas operações; -Determinar o Índice de Eficiência Financeira da empresa. (IEF = capital em giro / capital de giro da empresa); entre outros. 1.7 – As Vantagens do Fluxo de Caixa De acordo com Campos Filho (1999), o Fluxo de Caixa permite grandes e inúmeras vantagens na gestão como um todo. O fluxo de caixa gerenciado com eficiência dá a visão do passado para que se possa fazer uma boa projeção para o futuro. Confrontando as informações que foram projetadas com as que foram realizadas, podem-se verificar as falhas e variações, as quais proporcionam oportunidades de melhoria para novos planejamentos. Como vantagens do fluxo de caixa podem destacar: - Redução do custo financeiro pela redução da necessidade do Capital de giro; - Planejamento de pagamentos em datas certas para não incorrer em custas financeiras e inadimplência;
  • 20. 20 - Planejamento de investimentos quando os dados, mês a mês, apresentarem índices de crescimento acentuado; - Ter equilíbrio em relação aos ingressos financeiros e respectivas saídas de caixa em um determinado intervalo e tempo; - Permite pelo dimensionamento pretérito as aquisições à vista, com significativa redução de custos; - Capacidade de tomar decisões rápidas, fundamentais diante do surgimento de dificuldades financeiras; - Quando tem sobra de caixa, pode programar a melhor aplicação e pelo tempo que permite o fluxo analisado; - Facilita sobre maneira a identificação daqueles créditos (normalmente de fornecedores), viáveis ou não, em função de seus custos; -Permite a justaposição entre níveis elevados de caixa e compatibilização de volumes de investimento geradores de rentabilidade interessante; - Quando necessário e com antecedência, analisar as entidades de créditos que oferecem financiamentos com menores juros; - Análise pormenorizada dos ciclos operacionais, normalmente, com o concurso de uma contabilidade de custos bem estruturada; - Faculta a empresa liquidar seus compromissos de modo a dispor permanentemente de uma boa política de crédito;
  • 21. 21 1.8 – O Papel do Administrador Financeiro em Relação à Gestão do Fluxo e Caixa. “O fluxo de caixa é um instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar recursos financeiros da sua empresa em determinado período”. (ZDANOWICS, 2004, p. 19) Ainda para Zdanowics (2004), o administrador, tesoureiro e/ou analista financeiro deverá acompanhar o desempenho dos planos traçados pela cúpula administrativa e periodicamente atualizá-los. Pois, o acompanhamento de ingressos e desembolsos do fluxo de caixa devem estar comprovados por documentos, garantindo a legitimidade das operações de caixa. São comprovantes todas as notas fiscais de compra e de venda, promissórias e os títulos a receber e a pagar. Para caracterização das despesas devem ser utilizados modelos de recibos devidamente aprovados pela empresa. Conforme Santos (2001), o Administrador Financeiro tem como papel principal, o relativo à tesouraria da empresa, ele deve cuidar efetivamente do dinheiro, as entradas e saídas, preservando o retorno exigido pelos acionistas. Por esta lógica é necessário buscar um pleno entendimento da Administração de Caixa da empresa e o Custo ao qual este fluxo está submetido. A administração de caixa está intimamente ligada ao ciclo operacional da empresa e o custo de capital ao financiamento deste ciclo. Nestes termos, o fluxo de caixa será útil como instrumento de análise para a tomada de decisões entre as alternativas de investimentos que o administrador financeiro pretende realizar.
  • 22. 22 CAPÍTULO II PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - DFC 2.1 - Planejamento do Fluxo de Caixa Para Zdanowics (2004) torna-se importante o planejamento do fluxo de caixa, porque ele indicará antecipadamente as necessidades de caixa para atendimento dos compromissos que a empresa habitualmente assume com prazos para serem saldados. Com isso, o administrador financeiro está apto a planejar com a devida antecedência, os problemas de caixa que poderão vir a surgir. É dever do administrador financeiro por em funcionamento as disponibilidades de caixa de forma mais lucrativa e racional, por exemplo, fazer o pagamento de títulos dentro do prazo de desconto concedido pelo fornecedor, isto por si só, já justifica o planejamento e o controle eficiente do fluxo de caixa. Devem ser consideradas as funções planejamento e controle de todas as atividades operacionais, para que o fluxo de caixa apresente eficiência durante a sua execução. O período ideal para se planejar um fluxo de caixa é de no mínimo três meses, conforme Frezatti, (1999). O fluxo de caixa mensal deverá, posteriormente, se transformar em semanal e após, este se transformar em diário. No qual o modelo diário fornece a posição dos recursos em função dos ingressos e dos desembolsos de caixa, e constitui-se em uma poderosa ferramenta de planejamento e de controle financeiro para a empresa. O prazo para planejamento do fluxo de caixa depende de outros fatores como o ramo de atividade de empresa, se ela dispõe de uma atividade mais ociosa, o ideal é que a projeção do fluxo de caixa seja mais curta (diário, semanal, mensal), se essa empresa opera com atividades mais estáveis poderá optar por uma projeção mais longa (meses, trimestre, anual).
  • 23. 23 Dependendo da complexidade da empresa o administrador financeiro deverá ainda durante o planejamento do fluxo, adotar algumas fases tais como: estruturação do sistema de informações; definição dos horizontes e dos objetivos do fluxo de caixa e definição da arquitetura do sistema de informação. (ZDANOWICS, 2004) Podendo ser elaborados de várias maneiras, o fluxo de caixa é um dos instrumentos mais eficientes de planejamento e de controle financeiro. Ele pode ser elaborado conforme as necessidades ou conveniências de cada empresa, a fim de permitir que se visualizem as entradas de recursos e as respectivas saídas. (FREZATTI, 1999). Zdanowics, 2004 diz que, para a elaboração do fluxo de caixa deve-se começar pelo planejamento, pois é através dele que administrador financeiro projetará as necessidades de recursos para um determinado período, com isso ele poderá executar aplicações em curto prazo com base na liquidez, na rentabilidade e nos prazos de resgates. 2.2- Elaboração do Fluxo de Caixa Para a elaboração efetiva do fluxo de caixa, a empresa necessita dispor internamente de informações organizadas que sejam capazes de proporcionar a visualização das contas a receber, contas a pagar e de todos os desembolsos geradores dos custos fixos. Utilizando a ferramenta de gestão a organização obterá essas informações auxiliares, cuja forma dependerá do tipo da empresa, do seu porte e disponibilidade financeira. (SANTOS, 2011) Segundo Campos Filho (1999) “a fase de elaboração do fluxo de caixa é de todas, a mais trabalhosa”. Pois durante essa fase é que são traçados alguns pré-requisitos, as quais se contemplam as seguintes informações: A definição da metodologia de projeção; coleta de informações; definição do formato do fluxo de caixa e; compilação dos dados. Após definir esses pré-requisitos o
  • 24. 24 fluxo de caixa operacional tomará forma, estando dividido em duas partes compostas por as entradas (recursos captados pela empresa e receitas das operações de vendas) e as saídas (gastos existentes na empresa e retiradas). Conforme Cavalcante (2011), Para elaborar o Fluxo de Caixa torna-se necessário tomar alguns cuidados, tais como: - Conhecer em detalhes o ciclo financeiro da empresa (prazos de pagamentos e recebimentos); - Manter os Controles Auxiliares em dia, tais como: Controle Bancário, controle de recebimento de clientes, controle de pagamento de fornecedores, controle de pagamento de despesas e o controle de movimento de caixa; - Manter os valores das estimavas das entradas e saídas caixa sempre atualizados. Todos os valores lançados no Fluxo de Caixa deverão ser reais; Para os empreendedores que estão implantando a ferramenta de fluxo de caixa em sua organização pela primeira vez, Cavalcante passa algumas dicas de suma importância para seu desenvolvimento eficaz; - Procurar programar as entradas e saídas de caixa num período de tempo mais curto, do tipo uma semana no máximo um mês; - Atualizar os valores a cada dia que passarem correspondentes às entradas e saídas de recursos financeiros; - Atentar-se com os dez primeiros dias do mês, pois neste período o desencaixe financeiro tende a ser maior, por causa da folha de pagamento, tributos e outras despesas que tenha vencimento nesta época;
  • 25. 25 - Acompanhar o ciclo financeiro da empresa e na medida do possível mantê-lo o menor possível. Lembrando que o ciclo financeiro é soma do prazo de recebimento com prazo de estocagem deduzindo o prazo de pagamento; - Na elaboração do Fluxo de Caixa, levar em consideração os períodos de sazonalidade quando for o caso; - Para assumir novos compromissos com fornecedores ou outros credores consulte o seu Fluxo de Caixa e verifique se as datas dos vencimentos destes novos compromissos não coincidem com períodos críticos em termos de saída de Caixa. De acordo com Zdnowics (2004), pode-se elaborar o “fluxo de caixa a partir das informações recebidas dos diversos departamentos, setores, seções da empresa, de acordo com o cronograma atual, o departamento ou gerência financeira”. Para ele são úteis na elaboração do fluxo de caixa, as informações ou estimativas, segundo os períodos de tempo, tais como: - Projeção das vendas, considerando as prováveis proporções entre as vendas à vista e as vendas a prazo da empresa; - Estimativa de compras e as condições oferecidas pelos fornecedores; - Levantamento das cobranças efetivas com os créditos a receber de clientes; - Determinação dos períodos do fluxo de caixa, de acordo com as necessidades, dimensão, ramo de atividades e organização da empresa; - Orçamento das demais entradas (ingressos) e saídas (desembolsos) de caixa para o período.
  • 26. 26 Ainda de acordo com Zadanowics (2004), para se fazer um fluxo de caixa, deve-se conhecer todas as receitas e suas datas de entrada e todas as despesas e seus vencimentos. As receitas são: vendas à vista, recebimento de vendas a prazo, aumento de capital social, vendas dos itens do Ativo Permanente, receita de aluguéis e resgate de aplicações no mercado financeiro. As despesas são: amortização dos empréstimos e/ou financiamentos e custos para financiar o ciclo operacional da empresa (aluguel, mão-de-obra, matéria-prima, luz, telefone, água) e etc. Figura 1. Fluxo de Caixa Diário FLUXO DE CAIXA Setembro 1 SAÍDAS TOTAIS RECURSOS HUMANOS 2 3 4 5 6 7 8 TOTAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 SALÁRIOS 0,00 OUTROS 0,00 PAGTO CONTRATOS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 xxxx 0,00 xxxx 0,00 xxxx 0,00 TRIBUTOS EMPRESA 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 INSS 0,00 FGTS 0,00 OUTROS 0,00 TRIBUTOS RETIDOS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 IR 0,00 INSS 0,00 OUTROS 0,00 GASTOS DA EMPRESA 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 CAIXA PEQUENO 0,00 LUZ 0,00 ÁGUA 0,00 TELEFONE FIXO 0,00
  • 27. 27 OUTROS 0,00 MATERIAL USO INTERNO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 MATERIAL ESCRITÓRIO 0,00 MATERIAL DE LIMPEZA 0,00 OUTROS 0,00 VEÍCULOS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 IPVA 0,00 MULTAS 0,00 OUTROS 0,00 DESPESAS VIAGENS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 AGÊNCIA TURÍSMO 0,00 HOTEIS 0,00 OUTROS 0,00 0,00 BANCOS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 TRANSFERÊNCIAS 0,00 LEASING 0,00 OUTROS 0,00 PAGTOS FORNECEDORES 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 xxxx 0,00 xxxx 0,00 TRANSPORTADORAS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 JAMEF 0,00 BRASPRESS 0,00 OUTROS 0,00 ENTRADAS BANCOS DEV. EMPRES/ADINTAMENTO FUNCIONÁRIO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 ESTORNOS 0,00 OUTROS RECEBIMENTOS CONTRATOS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 xxxx 0,00 xxxx RECEBIMENTOS COMERCIAIS 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 xxxx 0,00 0,00 xxxx 0,00 SALDO DO DIA 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 SALDO ANTERIOR 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 SALDO REAL 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Fonte: Própria
  • 28. 28 Figura 2. Fluxo de Caixa Semanal Fonte: Google
  • 29. 29 Figura 3. Fluxo de Caixa Mensal I T E N S 1. INGRESSOS Vendas de mercadorias à vista Vendas de mercadorias a prazo Venda de veículo Aumentos de capital social Aluguéis a receber Receitas financeiras SOMA 2. DESEMBOLSOS Compras de mercadorias à vista Compras de mercadorias a prazo Salários com encargos sociais Despesas administrativas Despesas com vendas Despesas tributárias Despesas financeiras Aluguéis a pagar Compras de material de consumo Compra de microcomputador Contraprestações de arrendamento mercantil SOMA 3. DIFERENÇA DO PERÍODO (1 - 2) 4. SALDO INICIAL DE CAIXA 5. DISPONIBILIDADE ACUMULADA (± 3 + 4) 6. NÍVEL DESEJADO DE CAIXA PROJETADO JAN FEV MESES MAR ABR MAI JUN TOTAL
  • 30. 30 7. EMPRÉSTIMOS A CAPTAR 8. APLICAÇÕES NO MERCADO FINANCEIRO 9. AMORTIZAÇÕES DE EMPRÉSTIMOS 10. RESGATES DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS 11. SALDO FINAL DE CAIXA PROJETADO Fonte: Zdanowicz, (2004) Segundo Frezatti (1997) na elaboração do fluxo de caixa se utiliza também mapas auxiliares que são muito úteis, para alimentar dados seguros no fluxo de caixa, são eles: - Planilha de recebimento de vendas a prazo; - Planilha de recebimento de vendas a prazo com atraso; - Planilha de pagamentos das compras a prazo; - Planilha de recebimentos; - Planilha de projeção das compras; - Planilha de pagamentos; - Planilha de despesas administrativas. A elaboração do fluxo de caixa depende de vários fatores como o tipo de atividade econômica, o porte da empresa, o processo de produção e/ou comercialização. Os responsáveis pela alimentação dos dados do fluxo de caixa devem estar conscientes da exatidão de suas informações, pois os dados deverão ser os mais corretos possíveis, devem ser fornecidos com clareza e confiabilidade, para assim, ser obtida a informação da situação mais próxima em que a empresa se apresenta. (FREZATTI, 1997)
  • 31. 31 Conforme Zdanowics (2004), para elaboração do fluxo de caixa é importante considerar as oscilações que venham a ocorrer e que irão implicar em ajustes nos valores projetados, mantendo assim a flexibilidade desse instrumento de trabalho. 2.2.1 Métodos de Elaboração de Fluxo de Caixa Segundo Campos Filho (1999), existem dois métodos para se elaborar um fluxo de caixa, que são através do método direto ou do método indireto, a diferença entre eles, está limitada somente aos fluxos das atividades operacionais. Os fluxos de investimentos e financiamentos são iguais. Figura 4. Método Direto e Método Indireto Lucro Líquido Mais / Menos Menos Ajustes Saídas Operacionais Igual Geração Interna de Caixa Mais / Menos Geração Operacional de Caixa Igual Fluxo Operacional Mais / Menos Geração Não Operacional de Caixa Igual Variação do Disponível Fonte: (Sá, 1998, p.36) Método Indireto Método Direto Entradas Operacionais
  • 32. 32 2.2.2 Método Direto De acordo com Sá (1998) no método direto o fluxo de caixa é elaborado a partir das movimentações ocorridas diretamente, este método é caracterizado por apresentar os componentes dos fluxos por seus valores brutos, ao menos para os itens mais significativos que tenham provocados entradas ou saídas de disponibilidades, ou seja, dos recebimentos e dos pagamentos. Para Campos Filho (1999) o método direto é de mais fácil compreensão pelos usuários, pois ele demonstra os principais fluxos de entrada e de saída de caixa em linhas separadas, possibilitando ao usuário que faça o confronto das informações. A sua vantagem está em permitir a geração das informações com base em critérios técnicos, eliminando qualquer interferência da legislação fiscal. Este método facilita ao usuário avaliar a solvência da empresa, pois evidencia toda a movimentação dos recursos financeiros, as origens dos recursos de caixa e onde eles foram aplicados. Também há a segurança de que todos os valores que passaram pelo caixa foram registrados e a certeza da qualidade das informações obtidas com as contrapartidas da conta caixa. Campos Filho (1999) apresenta as vantagens e desvantagens da utilização do método direto de elaboração do fluxo de caixa, como: 2.2.2.1 Vantagens do método direto - Cria condições favoráveis para que a classificação dos recebimentos e pagamentos siga critérios técnicos e não fiscais. - Permite que a cultura de administrar pelo caixa seja introduzida mais rapidamente nas empresas. - As informações de caixa podem estar disponíveis diariamente.
  • 33. 33 2.2.2.2 Desvantagens do método direto - O custo adicional para classificar os recebimentos e pagamentos. - A falta de experiência dos profissionais das áreas contábil e financeira em usar partidas dobradas para classificar os recebimentos e pagamentos. Figura 5. Fluxo de Caixa – Método Direto INGRESSO DE RECURSOS Recebimento de Clientes Pagamento a Fornecedores Despesas de vendas/administrativas/ Gerais Imposto de Renda Dividendos Recebidos Ingresso de Recurso Financeiros provenientes das Operações Resgate de Investimentos Temporários Recebimento por Venda de Investimentos Recebimento por Venda de Imobilizado Ingresso de Novos Empréstimos Integralização de Capital Total dos ingressos de Recursos Financeiros DESTINAÇÃO DE RECURSOS Integralização de Capital Cia. X Aquisição de Bens do Ativo Imobilizado Aplicação no Ativo Diferido Pagamento de Dividendos Pagamento de Empréstimos Total das Destinações de Recursos Financeiros Variação Líquida de Caixa Saldo de Caixa em 31-12-X0 Saldo de Caixa em 31-12-X1 Fonte: FASB
  • 34. 34 2.2.3 Método Indireto Ainda de acordo com Campos Filho (1999) no método indireto, o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é elaborado a partir do resultado do lucro ou prejuízo líquido do exercício, ajustados pelos efeitos das transações que não afetam o caixa, como depreciação, deferimentos e provisões, lucros ou prejuízos cambiais não realizados, lucros não distribuídos de investidas e interesses minoritários, variações ocorridas no período nos estoques e nas contas a receber e a pagar e, todos os outros itens de receita e despesa relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento, todos os outros itens de receitas e despesas relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento. O método indireto é caracterizado pela apresentação do fluxo de caixa líquido oriundo da movimentação líquida das contas que influenciam na determinação dos fluxos de caixa das atividades operacionais, tais como estoques, contas a receber e contas a pagar, além da movimentação líquida das contas que influenciam na determinação dos fluxos de caixa das atividades de investimentos e de financiamentos, a partir das disponibilidades geradas pelas atividades operacionais, ajustadas pelas movimentações dos itens que não geram caixa, tais como: depreciação, amortização, baixas de itens do ativo permanente etc. (SÁ, 1998) As vantagens e desvantagens do método indireto apresentas por Campos Filho (1999), são: 2.2.3.1 Vantagens do Método Indireto - Apresenta custo baixo. Precisa somente utilizar dois balanços patrimoniais, o do início e do final do período, a demonstração de resultados e algumas informações adicionais obtidas na contabilidade. - Faz a conciliação do lucro contábil com o fluxo de caixa operacional líquido, mostrando como é a composição da diferença.
  • 35. 35 2.2.3.2 Desvantagens do método indireto - Necessita de tempo para gerar as informações pelo regime de competência e só depois convertê-las para regime de caixa. Se isso for feito uma vez por ano pode-se ter surpresas desagradáveis e tardiamente. - Se houver interferência da legislação fiscal na contabilidade oficial, e geralmente há, o método indireto irá eliminar somente parte dessas distorções. Figura 6. Fluxo de Caixa– Método Indireto ORIGENS Lucro Líquido do Exercício (+) Depreciação e Amortização Variações Monetárias de empréstimos e financiamentos a longo prazo (-) Participação no lucro da controlada, menos dividendos Lucro na Venda de Imobilizado Correção Monetária (+) Aumento em Fornecedores Aumento de Contas a Pagar Aumento em Imposto de Renda (-) Aumento em Conta a Receber (líquido) Aumento em Estoque Aumento em despesa do Exercício seguinte Caixa Gerado pelas Operações Resgate de Investimentos temporários Venda de Investimentos Integralização de Capital Novos Empréstimos Total de Ingresso de Disponível APLICAÇÕES Integralização da Capital em outra CIA. Aquisição de Imobilizado Aplicação no Diferido Pagamento de Dividendos Total das Aplicações de Disponível Saldo Inicial Saldo Final de Disponível
  • 36. 36 Fonte: FASB 2.3- Transações que Afetam a Elaboração da DFC Segundo os autores Iudícibus e Marion (1998) e Zdanowics (2004), as principais transações que aumentam e diminuem o disponível, para fins de elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa são: 2.3.1 Transações que aumentam o caixa (disponível) - Integralização do capital pelos sócios ou acionistas; - Empréstimos bancários e financeiros; - Venda de itens do Ativo Permanente; - Vendas à vista e recebimento de duplicatas a receber; -Outras entradas, como: juros recebidos, dividendos recebidos, indenizações de seguros, etc. 2.3.2 Transações que diminuem o caixa (disponível) - Pagamento de dividendos aos acionistas; - Pagamento de juros, correção monetária da dívida e amortização da dívida; - Aquisição de itens do Ativo Permanente; - Compras à vista e pagamento de fornecedores; - Pagamento de despesa/custo, contas a pagar e outros. 2.3.3 Transações que não afetam o caixa - Depreciação, amortização e exaustão. São meras reduções de Ativo, sem afetar o caixa; - Provisão para devedores duvidosos. Estimativa de prováveis perdas com clientes que não representa o desembolso ou encaixa;
  • 37. 37 - Acréscimo (ou diminuição) de itens de investimentos pelo método de equivalência patrimonial. Assim como correção monetária, poderá haver aumentos ou diminuições em itens de investimentos sem significar que houve vendas ou novas aquisições.
  • 38. 38 CAPÍTULO III DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA E O PROCESSO DECISÓRIO 3.1 – A Importância do Fluxo de Caixa no Processo Decisório das Empresas A Demonstração de Fluxo de Caixa é uma ferramenta de suma importância para as empresas, é peça fundamental e indispensável nas estratégias para a tomada de decisão e tem a função de sinalizar os rumos financeiros da organização. Na atualidade, as empresas brasileiras têm pouca estabilidade, o que levam os empresários e administradores a busca constante de estratégias e ferramentas que lhes proporcionem o número máximo de informações possíveis para tomar as decisões corretas. (SANTOS, 2011) Conforme Sá (1998) é através do fluxo de caixa que muitas empresas têm administrado as suas operações financeiras, com os dados fornecidos podem obter um melhor planejamento, pois elas conseguem saber a sua capacidade de cumprir com as suas obrigações e onde aplicar os seus recursos. Os gestores atuais necessitam disso, de um instrumento que possibilite planejar e não reagir a situações emergentes. Segundo Zdanowics (2004), “de nada adianta efetuar projeções de fluxo de caixa se o mesmo não for utilizado como ferramenta básica no processo decisório”. O fluxo de caixa deve ser projetado para se saber às necessidades futuras, ele indicará a o excesso ou falta de recursos em determinado período e a avaliação desses resultados, permitirá que as empresas tomem as providências em tempo hábil e projete novamente seu fluxo de caixa em função das novas situações.
  • 39. 39 De acordo com Santos (2001) a importância da revisão e análise minuciosa do fluxo de caixa se dá pela busca das empresas de aferir resultados reais e com clareza, pois através de uma adequada gestão de caixa podemos reduzir a necessidade de capital de giro, proporcionando maiores lucros em função, principalmente, da redução das despesas financeiras. Zdanowics (2004) afirma que entre os principais benefícios da Demonstração do Fluxo de Caixa, destaca-se a importância quanto aos usuários dessas informações poderem fazer análises quanto à capacidade da empresa em honrar seus compromissos, pagar dividendos e empréstimos obtidos; à liquidez, solvência e flexibilidade financeira; à aplicação dos excessos de caixa da empresa, escolhendo as melhores alternativas de investimento; ao grau de precisão das estimativas passadas de fluxos de caixa, permitindo ao administrador visualizar a adequação ou não das decisões tomadas com reflexos monetários; ao desempenho operacional; ao efeito das transações de investimento e financiamento sobre a posição financeira; à capacidade de gerar futuros fluxos líquidos positivos de caixa; entre outras contribuições.
  • 40. 40 CONCLUSÃO Esta monografia se propôs a evidenciar a importância do fluxo de caixa na tomada de decisões das empresas. O assunto abordado é de grande valia para as organizações e seus gestores, uma vez que este mecanismo oferece facilidade e praticidade na sua elaboração e análise por ser acessível e de fácil entendimento, além de oferecer muita segurança nas decisões. Ao final deste estudo pôde-se perceber que nos dias atuais a Demonstração do Fluxo Caixa – DFC é uma das ferramentas mais importante no processo decisório empresarial, ela auxilia as empresas a conhecerem antecipadamente qual será o saldo de suas transações, propiciando um melhor planejamento para cumprir com suas obrigações financeiras, evitando faltas e excessos. Observa-se que, as empresas bem estruturadas desfrutam de dois tipos de fluxos de caixa: Um projetado, baseado nas hipóteses de o que pode ocorrer de entradas e saídas do caixa no futuro e outro real com o que efetivamente aconteceu de recebimentos e pagamentos no dia a dia, no qual o primeiro é baseado no segundo. O administrador financeiro através do fluxo de caixa pode planejar suas ações da melhor forma possível, seu papel é fundamental no controle das informações para a gestão eficaz do caixa da empresa, ele é quem vai buscar medidas para determinar o nível desejado de caixa, considerando os fatores que o influencia. Conclui-se que, as empresas as quais utilizam ou venham a utilizar de forma eficiente e eficaz a ferramenta fluxo de caixa, podem evidenciar seu desempenho e se antecipar ao futuro, elas saberão identificar quando aconteceram ou vão acontecer às flutuações de dinheiro e as possibilidades
  • 41. 41 envolvidas, e assim ir adequando os ingressos e desembolsos provenientes de compra e venda. O fluxo de caixa é essencial para saúde financeira das organizações, um fluxo de caixa mal gerido é o fator que na maioria das vezes leva as empresas ao seu fracasso.
  • 42. 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO, Fábio C. B. P., HOLANDA, Maria M. e UCHÔA, Norma. Fluxo de Caixa – Importância, Composição e Aplicação nas empresas. Universidade do Grande Rio em Fortaleza, 2004. CAMPOS FILHO, Ademar. Demonstração dos fluxos de caixa: uma ferramenta indispensável para administrar sua empresa. São Paulo: Atlas, 1999. CAVALCANTE, José Carlos. Fluxo de Caixa e Custos. Disponível em http://www.sebrae.com.br. Acesso em 14 de Setembro / 2011. FREZATTI, Fábio. Gestão do fluxo de caixa diário. São Paulo: Atlas, 1997. IUDÍCIBUS, Sérgio de. MARION, José C. Introdução a Teoria da Contabilidade. São Paulo; Atlas, 1999; LEI 11638/2007 - Demonstração do Fluxo de Caixa. Disponível em http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/ademonstracaodosfluxos Acesso em 20 de Agosto / 2011. SÁ, Carlos Alexandre de. Gerenciamento do fluxo de caixa. São Paulo: Top Eventos, 1998. SANTOS, Edno Oliveira dos. Administração financeira da pequena e média empresa. São Paulo: Atlas, 2001. SANTOS, Ivan. Fluxo de Caixa Financeiro. Disponível http://www.ivansantos.com.br. Acesso em 14 de setembro / 2011 em
  • 43. 43 SILVA, Amado Francisco. Fluxo de Caixa. Disponível em http://www.metodista.br/ppc/revista-ecco/revista-ecco-01/fluxo-de-caixa. Acesso em 25 de Agosto / 2011. WIKIPEDIA. Definição de Fluxo de Caixa. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxo_de_caixa. Acesso em 2011. ZDANOWICZ, José Eduardo. Fluxo de caixa: uma decisão de planejamento e controle financeiros. 10. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2004. ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 2 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5
  • 44. 44 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO I FLUXO DE CAIXA 11 1.1 – Origens do Fluxo de Caixa 11 1.2 – Conceito de Fluxo de Caixa 12 1.3 – Objetivos do Fluxo de Caixa 13 1.4 – Tipos de Fluxo de Caixa 14 1.4.1 - Fluxo de Caixa Operacional 14 1.4.2 – Fluxo de Caixa Financeiro 15 1.4.3 – Fluxo de Caixa para Investimentos 15 1.5 – Itens do Fluxo de Caixa 15 1.6 – Fluxos de Caixa Realizado e Projetado 17 1.6.1 Fluxo de caixa realizado 17 1.6.2 Fluxo de caixa projetado 17 1.7 – As Vantagens do Fluxo de Caixa 19 1.8 – O Papel do Administrador Financeiro em Relação a Gestão do Fluxo e Caixa. 21 CAPÍTULO II PLANEJAMENTO E ELABORAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA – DFC 22 2.1 - Planejamento do Fluxo de Caixa 22 2.2- Elaboração do Fluxo de Caixa 23 2.2.1 Métodos de Elaboração de Fluxo de Caixa 31 2.2.2 Método Direto 32 2.2.2.1 Vantagens do método direto 32 2.2.2.2 Desvantagens do método direto 33 2.2.3 Método Indireto 2.2.3.1 Vantagens do Método Indireto 34 34
  • 45. 45 2.2.3.2 Desvantagens do método indireto 2.3- Transações que Afetam a Elaboração da DFC 35 36 2.3.1 Transações que aumentam o caixa (disponível) 36 2.3.2 Transações que diminuem o caixa (disponível) 36 2.3.3 Transações que não afetam o caixa 36 CAPÍTULO III DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA E O PROCESSO DECISÓRIO 38 3.1 - A Importância do Fluxo de Caixa no Processo Decisório das Empresas 38 CONCLUSÃO 40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 42 ÍNDICE 44