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Implementação de um sistema de monitorização de processos de uma linha de produção com LABVIEW

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Hoje em dia as novas tecnologias de informação tornam-se cada vez mais importantes para uma empresa fazer frente ao mercado competitivo atual. Com o avanço tecnológico foi possível automatizar processos industriais, o que permitiu um melhor desempenho, maior produtividade e também a manutenção e implementação de programas de Qualidade Total. O uso de um sistema de informação capaz permitir a troca de informação de todos os postos de trabalho com um posto de supervisão, possibilita não só uma rapidez de comunicação entre os diversos sectores de uma empresa, como uma maior velocidade de processamento da informação relativa à Qualidade. Assim é possível disponibilizar de forma atempada e exata os dados da qualidade, permitindo a interação entre várias áreas da empresa.
Neste projeto é proposta uma aplicação de monitorização de processos produtivos, elaborada com a ferramenta LabVIEW, para a análise de vários factores de produção e para o controlo e melhoria da qualidade. O sistema deve incluir ferramentas para o apoio ao controlo estatístico de processos e para a monitorização da produção. Os testes do sistema de monitorização foram feitos numa hipotética simulação de um ambiente de produção com vários postos de trabalho e um posto de supervisão

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Implementação de um sistema de monitorização de processos de uma linha de produção com LABVIEW

  1. 1. Escola de Engenharia "#$%&%(#)*!+#!,&*+-./*!#!012#(%2! 3#2&%+*!#(!4)5#)6%&1%!+#!012#(%2!! 7)8*&(91:%!7)+-2&1%;!<! ! ! ! !"#$%&#()&%*"+,#,%()-#"./&01+(),23&"0+45! ! ! 6(.74%.%)&+89#,%2.303&%.+.#)0&#"0:+89#,%7"#1%33#3; ! ! ! ! ! ! !"#$%&()(*+&,+"#+-&./$$/&/01230& 4565&.+#$5&7/$85&,5$9:;</&*;=23>?& 45$;+&@+5"/$#5&#/&A()B/&@(8/&/012=3& C/-D(";95"&@<(E&.+$5"(&+0111&&!!!! =&%5%>!?%)#1&*!+#!@A<B
  2. 2. ! !"#$%& Hoje em dia as novas tecnologias de informação tornam-se cada vez mais importantes para umaempresa fazer frente ao mercado competitivo atual. Com o avanço tecnológico foi possível automatizarprocessos industriais, o que permitiu um melhor desempenho, maior produtividade e também a manutençãoe implementação de programas de Qualidade Total. O uso de um sistema de informação capaz permitir atroca de informação de todos os postos de trabalho com um posto de supervisão, possibilita não só umarapidez de comunicação entre os diversos sectores de uma empresa, como uma maior velocidade deprocessamento da informação relativa à Qualidade. Assim é possível disponibilizar de forma atempada eexata os dados da qualidade, permitindo a interação entre várias áreas da empresa. Neste projeto é proposta uma aplicação de monitorização de processos produtivos, elaborada com aferramenta LabVIEW, para a análise de vários factores de produção e para o controlo e melhoria daqualidade. O sistema deve incluir ferramentas para o apoio ao controlo estatístico de processos e para amonitorização da produção. Os testes do sistema de monitorização foram feitos numa hipotética simulaçãode um ambiente de produção com vários postos de trabalho e um posto de supervisão.Palavras-chave: Qualidade Total, Sistema de Informação, LabVIEW, Controlo Estatístico de Processos
  3. 3. !!!!Índice!! "#$%&()*&+ ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,+ !! , "#"! $%&()*+,-.+/0%! 11111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! "! !"!"!! #$%&$()*(+&+,&-./0+1(+23(4*1(1&+555555555555555555555555555555555555555555555555555555555+ !! !"!"6! 738&)9*-/0+&+:0$.)040+1&+;)0<&--0-+=$13-.)*(*-+555555555555555555555555555555555555555555555555+ !! "#2! %34($-5%6! 11111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! 2! "#7! ,-8-+/9(6!:%!;+3+,<%! 1111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! 2! "#=! (6;**;+!:%!;(,+>;-%!1111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! 2!-! %./.%0#1"23+$.4%"123+ ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,+ 5! 2#"! %5(;+,,!(?*-@8(&!(AA($-5(&(66!111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! 7! 2#2! :-&B8-$+!:(!@;%:*/0%!11111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! =! 2#7! C(60%!:+!?*+,-:+:(!111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! D! 6">"!! ;4($&(?&$.0+1(+23(4*1(1&+555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555+ @! 6">"6! :0$.)040+1(+23(4*1(1&+5555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555+ @! 6">">! A&40)*(+1(+23(4*1(1&+5555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555555+ B!5! 62#(27+.+($"7"82)*&+ ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,+ 9! 7#"! @%6%!:(!6*@(;5-60%!1111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! E! 7#2! @%6%6!:(!;+3+,<%! 1111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111111! F!:! 1&#17(3;.3+,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,+ !!!!!!!
  4. 4. !! "<=>?@ABC?+No mercado competitivo atual, as empresas têm que fazer frente a três tendências para manterem emelhorarem a sua posição competitiva: o aumento da exigência em termos de qualidade por parte dosclientes; como resultado desse aumento, a essencial atualização das técnicas da qualidade; e finalmentefazer face aos custos de qualidade que se tornaram demasiado elevados. Com o avanço tecnológico passoua ser possível oferecer produtos com melhor funcionalidade e desempenho, e bastante mais complexos, oque significa uma maior probabilidade de ocorrerem problemas. Porém, os clientes esperam cada vez maisum produto fiável e sem defeitos, e esperam que o fabricante lhes garanta isso.Por outro lado é importante ter em conta, o aproveitamento dos recursos de produção e o se o sistema defabrico funciona da forma mais rentável. Outro factor importante da competitividade é a diminuição não sódos tempos de entrega, mas também do tempo de ciclo de produção.Para poder responder a estas exigências torna-se essencial o uso de novas tecnologias para a recolha deinformação da qualidade e a monitorização do sistema produtivo.!D! !"#$%&$()*+(,-"+Ao longo deste semestre foram abordados temas nestas Unidades Curriculares, que nos permitiram aplicarconhecimentos para o desenvolvimento deste projeto. Os pontos seguintes indicam os conhecimentos quevamos aplicar.!!"!"! #$%&$()*(+&+,&-./0+1(+23(4*1(1&+A Qualidade é definida como: “A totalidade das propriedades e características do produto ou serviço quedeterminam a sua aptidão para satisfazer uma determinada necessidade”. O principio subjacente ao conceitoGestão da Qualidade Total é que a função qualidade deve intervir, de forma planeada e sistemática, emtodas as fases do ciclo de vida do produto, desde a identificação dos requisitos até ao pós-venda. Assim nonosso sistema de monitorização vamos incorporar o Controlo Estatístico de Qualidade para saber se umprocesso de fabrico se encontra sob controlo, e para a garantia de uma melhoria continua da qualidadetentaremos implementar os diagramas de Pareto, para a identificação das causas.!"!"6 738&)9*-/0+&+:0$.)040+1&+;)0<&--0-+=$13-.)*(*-+Os sistemas de produção são, muito sucintamente, organizações especializadas em produzir produtos para onosso consumo, conseguindo-o com grande eficácia e eficiência. Assim, recebendo matérias primas,informação e mão de obra, o sistema de produção produz bens e serviços (e possivelmente resíduos).O nosso sistema de produção é orientada ao produto “flow shop” ou em linha, ou seja, este tipo deimplantação permite grande volume de produção embora tenha pouca variedade no tipo de produtos e poucaflexibilidade. O tamanho do WIP – Work in Process ou Trabalho em Curso – também é reduzido, caso osistema esteja balanceado, que é o que se pretende, potenciando assim a velocidade da produção.Este tipo de implantação como o próprio nome indica, funciona em linha, ou seja as máquinas e/ou operáriossão dispostos em linha de acordo com a sequência necessária para o fabrico do produto, produzindo apenasum tipo de produto, mas a grande velocidade, como por exemplo na industria automóvel.! "!
  5. 5. !Como uma linha é dedicada a um produto, esta acaba quando deixa de ser necessário produzir esseproduto, isto é, um novo produto implica uma nova linha de produção. Quando se projeta uma linha, um dosaspectos a ter em atenção é o seu equilíbrio, ou seja, os tempos de processamento dos postos de trabalhodevem ser o mais próximo possível uns dos outros, em valor. Por outro lado também é igualmente importanteque a taxa de produção da linha (quantidade produzida por unidade de tempo) seja adequada à procura queé necessário satisfazer.!D- !"#$%&()*+O objectivo deste trabalho tem por base o desenvolvimento de uma aplicação para monitorização de umsistema produtivo e a implementação de ferramentas estatísticas na área da qualidade. A aplicação deve sercapaz de recolher informações sobre o desempenho do processo produtivo, e recolher dados da qualidadepara verificar se os processos estão sob controlo e caso não estejam possibilitar a identificação das causaspara a ocorrência de variações.!D5 !"#"$%&()*+,*$-%.%/0,+Neste trabalho tivemos dificuldade em implementar em LabVIEW o uso das ferramentas da qualidade, porexistir pouca informação online relacionada com o assunto. Numa das pesquisas encontramos informaçãosobre uma ferramenta adicional do LabVIEW, chamada SPC Tools, que permite o uso de vi’s já definidaspara construir control charts, e diagramas de Pareto, mas era uma versão licenciada ao qual não tínhamosacesso. Outra limitação deste trabalho tem mais em conta os testes realizados, o sistema pôde apenas sertestado duma forma simulada e não num ambiente real de produção o que seria mais realista e interessante.!D: !"#$%#%$&()*+,&#-$.)+O presente relatório está organizado em 4 capítulos, no capítulo 1 apresenta-se uma breve introduçãojustificativa, uma contextualização como um enquadramento das Unidades Curriculares envolvidas e osobjectivos traçados para o projeto. O capítulo 2 serve para apresentar os conceitos teóricos das temáticasabordadas, que apresenta conceitos abordados nas UC’s de SCPI e EGQ. O capítulo 3 é alusivo ao Sistemade Monitorização implementado, nele é explicado o funcionamento deste, é descrita a interface e contém ummanual de utilização do sistema. Por fim o capítulo 4 traz os comentários sobre o trabalho realizado, bemcomo uma apreciação da ferramenta LabView.! 2!
  6. 6. !- %EFE>G<HIJK+$EL>IHJK+-D! !"#$%&&()*+,-#./!""#$%&#(#))+A sigla OEE, em inglês, significa “Overall Equipment Effectiveness”, é um indicador de eficiência que foidesenvolvido pelo Japan Institute of Plant Maintenance. Esta métrica de performance baseia-se namultiplicação de três factores para determinar o seu resultado, Disponibilidade, Velocidade e Qualidade.Para cálculo da Disponibilidade usa-se:Em que o Tempo de Abertura é a diferença entre o Tempo de turno e as Paragens planeadas, e o Tempo deFuncionamento, é a diferença entre o tempo de Abertura e as Paragens não planeadas.Um resultado baixo neste critério significa que há uma Perda de Disponibilidade, que se pode dever a avariase/ou mudanças de ferramentas ou afinações das máquinas. Este resultado pode ser melhorado através deprogramas de redução de Setups (SMED).A Velocidade é obtida pelo,em que o Tempo de Ciclo Ideal é o numero de peças que a máquina em questão consegue produzir pordeterminado período de tempo, em condições óptimas.Valores baixos neste quociente devem-se a Perdas na Velocidade, que podem ser originadas por pequenasparagens (obstruções, falhas de alimentação, sensores bloqueados, etc) e/ou velocidade reduzida noprocesso produtivo (cadência abaixo da capacidade da máquina, equipamento com desgaste, ineficiência dooperador, etc). A solução pode passar pela manutenção da máquina ou substituição do operador caso aineficiência passe por aí.Por último temos o calculo do parâmetro Qualidade,Em que peças boas, é a diferença entre o número de peças produzidas e o número de peças defeituosas,resultando na percentagem de peças boas que o processo é capaz de produzir. Rejeições durante oarranque e/ou durante a produção, são os motivos para as Perdas na Qualidade.Concluindo, o OEE não mede o desempenho dos funcionários, pretende apenas avaliar a eficácia dosequipamentos e através dos dados, obter melhorias no aproveitamento da maquinaria.! 7!
  7. 7. !-D- !"#$%"&()*(+,-)./0-+Nesta secção serão apresentados alguns conceitos básicos necessários para a implementação de umsistema de monitorização de um sistema produtivo.Dada uma lista de operações para a produção de um determinado produto, pretende-se obter dadosconcretos para conseguir calcular a quantidade de operários necessários, tempo de ciclo, takt time, taxa deprodução, produtividade e taxa de utilização da mão de obra. Assim, através da tabela de operaçõesconsegue-se obter a quantidade de operários necessários para o processo produtivo, através das seguintesformulas:Em que o Q é a quantidade de produtos que um funcionário consegue produzir, por dia, dado pela divisão dotempo total de trabalho diário (funcionário) pelo tempo necessário para produzir um produto (este valor édado pela soma de todos os tempos de operação dados pela lista de operações).Obtido o Q, divide-se a quantidade de produtos pretendida (P) por este (Q) e obtém-se o número deoperários necessários.Como estamos a trabalhar numa linha de produção, as operações tem que ser distribuídas pelos váriospostos, tendo em atenção possíveis precedências de modo a conseguir produzir a quantidade necessária deproduto no melhor tempo possível.O “takt time” – proveniente do alemão “taktzeit” em que o “takt” significa compasso e “zeit” significa tempo ouperíodo - representa o ritmo a que o mercado pede produtos, ou seja, de quanto em quanto tempo (emmédia), o mercado pede uma unidade de produto.Este valor é dado por:Em que o Td é referente ao tempo de abertura (tempo de turno – paragens planeadas) e o P representa aprocura diária (número de produtos que o mercado procura diariamente).O tempo de ciclo de um sistema produtivo determina o intervalo de tempo esse sistema produz um produto,esse valor deverá ser menor, ou no máximo, igual ao “takttime” e é igual ao tempo de ciclo do posto maislento, isto é, que demora mais tempo a concluir a operação (posto de estrangulamento).Por exemplo (se forem 5 postos),O parâmetro “taxa de produção” indica a quantidade de produtos por unidade de tempo, que o sistema écapaz de produzir, ou seja, é dado pelo inverso do tempo de ciclo,Ou então, dividindo o numero de produtos produzidos num dia pelo tempo de trabalho.Neste contexto, o conceito de produtividade é dado pela quantidade de produtos produzida por operário eunidade de tempo, e obtém-se dividindo a taxa de produção pelo número de operários,Para finalizar, temos a taxa de utilização da mão-de-obra que indica a percentagem de utilização emdeterminado posto relativamente ao “takttime” do sistema produtivo, ou seja:Se pretendermos a taxa de utilização da mão-de-obra de todo o sistema, este é obtido pela média das taxasde utilização da mão-de-obra dos postos de trabalho que compõe o sistema:! =!
  8. 8. !-D5 !"#$%&()*+),-()("+Atualmente as empresas procuram uma melhoria contínua: melhor qualidade do produto final, melhorqualidade do trabalho e dos processos executados. Procuram maneiras de se tornar competitivas, de obtermaior proximidade com seus clientes, maior satisfação interna e externa, melhor desempenho financeiro emenor tempo para absorção de mudanças. Para isto, devem ser criados processos que melhorem o fluxo detrabalho das empresas, e isso pode ser alcançado através da Gestão da Qualidade. De acordo com Juran, agestão da qualidade é baseada em três processos: Planeamento, Controlo e Melhoria.6">"! ;4($&(?&$.0+1(+23(4*1(1&+O Planeamento da Qualidade envolve conhecer o que o cliente deseja e as suas necessidades, e conseguirtraduzi-los em características mensuráveis para poder geri-las de forma eficaz. É então necessário identificarquais as normas da qualidade que são necessárias para o projeto e determinar de que forma é possívelsatisfaze-las. Este é um dos processos chave quando se trata de definir os planos de uma empresa edurante o desenvolvimento do plano de gestão de produção. O planeamento da qualidade envolveestabelecer metas de qualidade, identificar os clientes, determinar suas necessidades, desenvolvercaracterísticas dos produtos que atendam às necessidades dos clientes, desenvolver processos que sejamcapazes de produzir as características do produto, estabelecer controles de processos e transferir os planosresultantes para as forças operacionais (JURAN, 1997).6">"6 :0$.)040+1(+23(4*1(1&+O controlo da qualidade é um processo através do qual se mede o desempenho do sistema de produção emtermos de qualidade, compara-se com aquilo que se pretende atingir e depois é feita uma ação corretiva nocaso de o desempenho observado não for o que se pretendia. As técnicas de controlo da qualidade podemassumir diversas formas, podendo ter um formato mais “administrativo”, por exemplo: o controlo de dados edocumentos; ou um formato mais técnico, por exemplo: o Controlo Estatístico do Processo (CEP).O CEP consiste no uso de métodos estatísticos para avaliar um processo de forma a atingir e manter umprocesso sob controlo. Uma ferramenta bastante útil para controlar os processos são as cartas de controlo,estas servem para perceber se um processo é ou não estável e se está ou não em condições de podersatisfazer as especificações. Os gráficos de controlo são constituídos pelos valores recolhidos das amostras,por uma linha central e pelos limites de controlo. Valores fora dos limites de controlo, indicam uma variaçãono processo, que pode ocorrer devido a causas aleatórias (inerentes ao processo) ou causasassinaláveis(entendidas como causas identificadas que provocam situações de funcionamento anormais).Um processo está sob controlo se estiver a operar apenas na presença de causas de variação aleatórias,que são as que importam identificar.Os gráficos podem ser de variáveis contínuas ou discretas, no nosso sistema de monitorização vamos usargráficos de variáveis discretas, mais concretamente gráficos c, de contagem de defeitos na amostra. Ográfico c é utilizado considerando o número de defeitos por subgrupos, em que todos estes são do mesmotamanho, isto é, têm o mesmo número de itens. Os limites e a linha central são obtidos da seguinte forma:em que ! é obtido através de: , sendo !! ! !! ! ! ! !! o número de defeitos em cada uma das ! amostras.! D!
  9. 9. !Apesar das cartas de controlo serem uma ferramenta útil no CEP, o seu uso isolado não é suficiente paraatingir os objectivos. As cartas de controlo permitem apenas detetar a presença de causas assinaláveis, pararesolver o problema associado às causas encontradas é necessário aplicar outras ferramentas com vista àmelhoria da qualidade.6">"> A&40)*(+1(+23(4*1(1&+A melhoria da qualidade tem como objectivo atingir níveis de desempenho significativamente melhores doque os anteriores, ou seja estabelecer um melhor Status Quo eliminando os chamados problemas crónicos.Para implementar a melhoria da qualidade é preciso identificar a causa dos problemas, encontrar soluçõespara resolve-los, verificar que essas soluções são as melhores e manter uma mentalidade de melhoriacontínua.Uma ferramenta bastante útil na identificação das principais causas de um problema é o diagrama de Pareto.O diagrama de Pareto tem o objetivo de compreender a relação ação/benefício, ou seja, dá prioridade à açãoque traz melhores resultados. O diagrama é composto por um gráfico de barras que ordena as frequênciasdas ocorrências em ordem decrescente, e permite a localização de problemas vitais e a eliminação defuturas perdas. Mostra ainda a curva de percentagens acumuladas.!O diagrama baseia-se no princípio deque a maioria das perdas tem poucas causas, ou, que poucas causas são vitais, a maioria é vulgar.Para construir um diagrama de Pareto são feitos os seguintes passos: • Deve-se decidir previamente que tópicos são avaliados, (por ex. avaliar o tipo de defeitos), determinar a unidade de medida (no caso do nosso projeto seria a frequência da ocorrência) e determinar o período durante o qual se vão recolher dados; • Após a recolha dos dados são construídos os gráficos de barras, com a ocorrência de cada tipo de defeitos ordenada por ordem decrescente; • Por fim é construída a curva de Pareto que liga os pontos das percentagens acumuladas de cada defeito, e são identificados os defeitos que ficam à esquerda do valor de 80% de percentagem acumulada. Essas são as causas que interessam identificar e corrigir.! G!
  10. 10. !5 6J<AJM+@E+(=IMINJBC?+5D! !"#$"%&!!"#$%&!()+Temos duas aplicações com objectivos diferentes, uma para fazer a supervisão dos postos de trabalho eoutra onde é possível que os vários postos de trabalho introduzam informação para ser transmitida ao postode supervisão.Aplicação de Supervisão – Aba 1 – Setup Inicial onde são introduzidos os dados iniciais. !Nesta página do programa é onde se introduzem os dados iniciais para o que se pretende supervisionar,assim, vai ser descrito o que se pretende para cada campo: • Tempo total por turno – Introduzir o valor do tempo total por cada turno, em horas. • Nº de Pausas – Introduzir numero de pausas planeadas durante cada turno. • Tempo de pausa – Introduzir o tempo de pausa, em minutos. • Nº de turnos por dia – Introduzir o número de turnos que há por dia de trabalho. • Tempo total da operação – Introduzir o tempo total da operação, em segundos. • Paragens não planeadas – Introduzir tempo de possíveis paragens não planeadas, em segundos. • Procura – Introduzir valor da procura em unidades de produto. • Tamanho do Lote – Introduzir número de peças por cada lote produzido. • Em endereços dos postos, cada caixa de texto serve para introduzir o IP do respectivo posto.Quanto aos aspectos da Qualidade a Observar, existe a possibilidade de observação de até 3 atributos emque se pode definir o Limite Superior e Limite Inferior de Especificação (LSE e LIE), caso não seja paraatribuir, deixa-se a 0.Pode definir-se também o intervalo entre amostras e o tamanho de cada amostra, assim como o inicial.! E!
  11. 11. !!!Aplicação de Supervisão – Aba 2 – Mostra os dados recolhidos em cada posto !Na parte mais à esquerda é-nos devolvido através de indicadores, os valores da Disponibilidade, Velocidade,Qualidade, OEE, Nº de Postos, Taxa de Produção Objectivo, taxa de Produção Real, WIP e Total de Peçasdefeituosas.Ao lado, surgem-nos os Postos de 1 a 4, onde é mostrado em cima o Operário, a Designação que mostraqual a operação que é feita nesse posto (fresadora, estação de corte, etc), o turno, que varia entre 1 e 3 e otempo de ciclo (em segundos).Quando o Posto está a enviar dados de amostra, o led “Receber dados de Amostra” mantem-se ligado comoaviso.Se for caso disso, a Quantidade de Defeitos e Origem Provável (1,2 e 3) mostrarão o número de defeitos e asua origem (dados provenientes dos postos), mostrando também a Produção que se refere ao número deprodutos produzidos (em tempo real) e também o número de peças Defeituosas.A direita aparece o Buffer que no caso do Posto 1 vai ser o tamanho do lote, e, nos restantes mostra aquantidade de produto em fila de espera para ser processado.Para finalizar, tem o e os Limites Superiores e Inferiores de Controlo, calculados através deste.O Botão STOP no canto inferior esquerdo serve para parar a aplicação em qualquer momento e o ledredondo ao lado da denominação do Posto (Posto 1, Posto 2, etc) tem a finalidade de transmitir aosupervisor que foi premido o botão EMERGÊNCIA no Posto respectivo.! H!
  12. 12. !5D- !"#$"#%&%$()*)+,"+ Aplicação de Utilizador (Posto) – Aba de Produção !Neste posto Para além da caixa operário e Designação já descritas em cima, temos o botão giratório deseleção de turno e o de ligado/desligado e serve como o nome indica, para ligar e desligar a máquina. Obotão de carga é usado para selecionar a percentagem da carga a que a máquina está a produzir, mostrandoesse valor na caixa Capacidade Produtiva. Por baixo é mostrado o tempo de Ciclo em segundos e à direitadisso, o Produção que mostra o número de produtos processados pela máquina e em Posto define-se onúmero do Posto em que estamos a trabalhar. Em IP Posto e IP Server, é para configurar o IP do próprioposto e do servidor para comunicarem entre si e é mostrado o endereço no indicador em baixo: Endereço derede do Posto e do Server. O Botão EMERGÊNCIA é para ser pressionado em caso de emergência,mostrando ao Supervisor que algo está errado.! +IJKLMNOP!QR!LMQM!@PSTP!U!+VM!QR!?WMJKQMQR!!!!!!!!!!!!!! F!
  13. 13. !!Nesta aba, Atributo 1, 2 e 3 é uma caixa apenas indicadora e mostra-nos quais os atributos a verificar e osLimites Superiores e Inferiores de Especificação mostra-nos os valores máximos e mínimos admitidos emcada Atributo.Se for detectada alguma irregularidade, deve ser incrementado o contador Qtd que mostra a quantidade deerros ou defeitos e se possível, especificar a Origem Provável, na caixa respectiva, assim como colocar onúmero da amostra na caixa Nº da Amostra, devendo também incrementar o número de Peças Defeituosas.O selector Enviar Amostra, serve para mostrar à aplicação Supervisão que estão a ser enviados de amostrasanalisadas.!!!!!!!!!!!!!!!! ! !! "X!
  14. 14. !: 1?<HMAKOEK+Neste trabalho apresentado foi desenvolvida uma aplicação que permitiu recolher alguns dados quanto aosprocessos de produção. Fomos capazes de obter informações relativas ao desempenho do sistema deprodução interagindo com outros postos de trabalho. Por outro lado não implementámos eficazmente comodesejávamos a possibilidade de verificar as cartas de controlo relativas aos processos supervisionados, nemuma funcionalidade que permitisse construir de imediato um gráfico de Pareto. Quanto à ferramentaLabVIEW que foi utilizada para implementação das aplicações, surgiram algumas dificuldades na utilização ena adaptação a esta ferramenta.Como na ferramenta LabVIEW as aplicações são criadas essencialmente a nível “gráfico”, isto é, de formabastante diferente dos hábitos de programação que trazemos da licenciatura, onde programávamos comcódigo de um nível mais baixo, isto causou alguns problemas de adaptação e de habituação a esta novaforma de encarar a concepção de aplicações. Consideramos que provavelmente para alguém que não tenhamuita experiência em linguagens de programação mais tradicionais, será relativamente fácil e intuitivo fazeraplicações simples em LabVIEW. Mas para programadores que já tenham tido algum tipo de experiênciacom linguagens de programação tradicionais, dá a sensação que não conseguimos ter tanto controlo efacilidade de criar aplicações mais complexas como é o caso das aplicações que foram criadas neste projetointegrado.Objectivamente, tivemos dificuldades e exigiu muito estudo a forma como se encara a implementação dacomunicação por data socket em LabVIEW, pois encontramos problemas principalmente na sincronizaçãodas várias ligações e na leitura das várias data sockets das aplicações dos postos de trabalho.Também tivemos um problema muito estranho a lidar com arrays no LabVIEW. Para o cálculo do gráfico decontrolo da qualidade !, tentamos colocar cada valor total de defeitos encontrados numa amostra emposições diferentes de um array, de seguida fazemos a soma dos valores do array e dividimos esse valorpelo número da amostra e assim obtínhamos o valor de !, que corresponderia ao valor de LC no gráfico e,partir desse valor é fácil calcular os valores dos LSC e LIC. O problema com que nos deparámos foi que nãoconseguimos guardar nas posições corretas do array os valores retirados do total do número de defeitos.Tentamos inclusive, colocar a manipulação do array dentro de um case structure onde só seria indexado ovalor de defeitos no array quando o controlo enviar amostra da aplicação posto de trabalho fosse ativada,mas mesmo assim não conseguimos.Como não conseguimos calcular corretamente os valores dos limites de controlo dos gráficos ! dos váriospostos de trabalho, acabamos por também não representar esses gráficos usando o LabVIEW.De uma forma geral achamos interessante e intuitiva em muitos casos a implementação de aplicações emLabVIEW mesmo tendo em conta as dificuldades com que nos fomos deparando ao longo dodesenvolvimento das aplicações deste projeto integrado.!!!%EFE>G<HIJK+PIQMI?R>SFIHJK+8MTPSY!ARZ[M[QM!ARZ[M[QRS#!;4($&C(?&$.0+&+,&-./0+1(+23(4*1(1&Y!-(($!3RJP!<PZKP[TR#!8PZRKZM! 4ZY! ARZ[M[QP]! (L^R_RSTRY! 8`ZLKM! (JKSM#! *aM! MVPZQMbRa! QR! M[MJKSR! IMZM! P! $P[TZPJR! (STMTcSTKLP! QR! @ZPLRSSP! LPa! QMQPS! MWTPLPZZRJMLKP[MQPSY!2XX=Y!*A;C6#!A(.&)*(4+D&E)*<0+1(-+F$*1(1&-+:3))*<34()&-+1&+7:;=+&+#,2G+A#7Y!*[K_RZSKQMQR!QP!8K[^P#!$MZ_MJ^PY!4#!:K[KS#!D&H.0-+1&+=$.)013I/0+(0-+7*-.&?(-+1&+;)013I/0G+*[K_RZSKQMQR!QP!8K[^P#!5KRKZMY!$^ZKSTKM["+A&40)($10+(+&J*<*K$<*(+10+-&3+8)0<&--0+<0?+(+3.*4*L(I/0+10+M##G+ ^TTIdeefff#TRL^PgR#LPa#VZeSKTReTRL^PgReLMTRbPZKMeQRTMJ^R1MZTKbPe""7H!#-8(I0+1(+23(4*1(1&Y!^TTIdeehWMJKTiSIMLR#VJPbSIPT#ITe ++! ""!

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