Curso de historia da arte

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    1. 1. MÓDULO - 1 APRESENTAÇÃO 1-PRÉ-HISTÓRIA 2-ARTE EGÍPCIA 3-ARTE GREGA 4-ARTE ROMANA 5-ARTE PALEO CRISTÃ 6 -ARTE BIZANTINA 7-ARTE GÓTICA
    2. 2. Caro aluno DESCOMPLICANDO A ARTE é um curso que irá apresentar a evolução das expressões artísticas, a constituição e a variação das formas, dos estilos e dos conceitos transmitidos através das obras de arte. Este curso foi desenvolvido em 3 (três) módulos, de forma a oportunizar um primeiro contato com a arte contextualizando o período histórico em que foi produzida. Estudos de arte tradicionalmente levam em consideração a evolução da história da arte ocidental. Ao se considerar a cultura ocidental como elemento fundamental de nossa cultura faz-se necessário os estudos deste curso, a fim de se compreender o alcance da arte ao redor do mundo, recebendo influências e sendo influenciada por outros movimentos. Os historiadores de arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas. Não há coincidência com a linha do tempo histórica, pois a partir de 1848 consideramos o início da Arte Moderna e o movimento Pop Art o início da Arte Pós- Moderna. Porém, optamos por apresentar a arte por meio da linha do tempo histórica, por considerarmos ser mais didática De nenhum movimento artístico é possível dizer em que data exata nasceu, uma vez que se trata de um processo construído paulatinamente, de uma síntese de fatores convergentes que vão aos poucos ganhando corpo e se definindo. A arte é o reflexo do social e ao analisar uma obra de arte percebemos a dinâmica de acontecimentos sociais que a cerca. Arte é, portanto uma constante e o estudo de seu contexto histórico irá ajudar a perceber de forma ampla suas produções. Um ótimo estudo! Prof. Wanderson Lima Amaral
    3. 3. Por que o mundo necessita de arte? Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos de função da arte. Pode ser feita para decorar o mundo, para espelhar o nosso mundo (naturalista), para ajudar no dia-a-dia (utilitária), para explicar e descrever a história, para ser usada na cura doenças e para ajuda a explorar o mundo. Eduardo Galeano *1 consegue de forma poética descrever esta necessidade “ função da arte” Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: Me ajuda a olhar! *1- Eduardo Hughes Galeano (Montevidéu, 3 de setembro de 1940) jornalista e escritor uruguaio.
    4. 4. Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte? Podemos verificar que tipo de arte foi feita, quando, onde o como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo teve, para podermos entender estas transformações estaremos neste curso apresentando diversos períodos da historia onde “os objetos de arte” foram resultantes destas mudanças. Vamos observar as esculturas abaixo e verificar suas semelhanças e diferenças: entre 26 000 e 24 000 anos sua datação ficaria entre 150-50 a.C (1885) (1997) Venus de Lespugne Venus de Miló Toalete de Venus - Rodin Mulher grávida – Ron Mueck
    5. 5. 1 - ARTE NA PRÉ-HISTÓRIA O estudo sobre a arte feita pelos primeiros habitantes humanos da terra depende da análise de restos de armas, pinturas, utensílios, desenhos e ossos. Compreende-se como arte rupestre os rastros de atividades humana que tem sido gravadas (petroglifos) ou pintadas (pictoglifos) sobre superfícies rochosas, bem como esculturas e objetos utilitários e ou adornos criados pelo homem cerca de 40.000 a 3.500 anos atrás . A denominação destes objetos como arte, não significa que se trate de objetos artísticos nos termos e com a finalidade que entendemos em nossa cultura ocidental. Esta é só mais uma das formas de tentar definir o significado destas elaborações. Pintura pré-histórica da Caverna das Mãos na Patagônia, ArgentinaPintura pré-histórica da Caverna das Mãos na Patagônia, Argentina
    6. 6. Petroglifos Também conhecidos como gravuras rupestres são manifestações que consiste em deferir na superfície rochosa instrumentos mais duros como pontas de pedras e outros materiais preparados para gravar imagens. Quanto a temática são imagens geometrizadas e representações simbólicas, geralmente associadas, que registram fatos e mitos Petróglifo perto do rio Columbia, Petróglifos no Vale do Encanto, Washington, (EUA) (Chile)
    7. 7. Pictoglifo Mais conhecida como pintura rupestre, caracteriza em utilizar substancias como óxidos minerais e pigmentos a base de vegetais afim de produzir pinturas eles retratavam nestas cenas do cotidiano como, por exemplo, a caça, animais, plantas, descobertas, rituais etc. Para que eram feitas as pinturas rupestres? Nem sempre, a imagem representa aquilo que aparenta. Por trás de sua descrição formal podem se esconder elementos simbólicos cujos significados não são possíveis de serem resgatados é o caso das pinturas rupestres, sendo assim, surgem através de estudos antropológicos e arqueológicos, as teorias .Uma vez que são desconhecidos seus significados, é o caso das pinturas pré-históricas. Podemos encontrar dessas pinturas por todo o mundo,embora as cavernas de Altamira(Espanha) e Laucaux (França) sejam as mais conhecidas.
    8. 8. Vamos fazer uma visita a caverna de Lascaux
    9. 9. O homem pré histórico tinha como principal temática em seus trabalhos pictográficos a representação de animais e é se alimentando deles que garantia sua subsistência. A caça é antes de tudo um ritual, e sua importância é demonstrada pela enorme quantidade e variedade de expressões a ela referentes através das pinturas rupestres. A temática mais utilizada na pré-história eram os relacionados com a caça. Portanto a teoria mais plausível quanto ao objetivo destas pinturas, baseada em estudos de sociedades mais recentes de caçadores-coletores, é que as pinturas foram feitas por xamãs. O xamã é tido como um profundo conhecedor da natureza humana, tanto na parte física quanto psíquica. Assim eles se retiravam para as cavernas, onde entrariam em estado de transe e pintariam, então, imagens de suas visões, talvez com alguma intenção de extrair força das paredes da caverna para eles mesmos uma espécie de ritual mágico religioso a fim de assegurar uma caçada bem sucedida.
    10. 10. Escultura Conhecidas como “Venus esteotopígicas” denominação dada por parte do corpo cientifico que acredita que elas correspondiam a um ideal de beleza do homem pré- histórico. são estatuetas esculpidas em: ossos, madeira, pedra, marfim, metais, entre outros. Essas figuras femininas eram estilizadas, com formas acentuadas. Acredita-se que o artista talvez quisesse ressaltar as características da fertilidade feminina: por isso acentuava-lhes os volumes.
    11. 11. Vênus de Willendorf Hoje também conhecida como Mulher de Willendorf, é uma estatueta com 11,1 cm de altura representando estilisticamente uma mulher. Descoberta no sítio arqueológico do paleolítico situado perto de Willendorf, na Áustria, em 1908, pelo arqueólogo Josef Szombathy. Está esculpida em calcário, material que não existe na região, e colorido com ocre vermelho. Calcula-se que tem entre 22000 à 24 000 anos.
    12. 12. 2 - ARTE EGÍPCIA Anúbis mumifica Sennedjem, um dos nobres da corte do faraó. Pintura tumular de Deir-el-Medina Consideramos arte egipcia edifícios, pinturas, esculturas e artes aplicadas, da pré- história à conquista romana no ano 30 a.C. A história do Egito foi a mais longa de todas as civilizações antigas que floresceram em torno do Mediterrâneo, estendendo-se, quase sem interrupção, desde aproximadamente o ano 3000 a.C. até o século IV d.C. A arte egípcia assombrou gregos, romanos e civilizações que se sucederam ao longo da historia tanto pela sua magnitude e complexibilidade de engenharia, escrita, ciências etc. Quanto por seus mistérios.
    13. 13. Uma arte sagrada É a partir da compreensão que a religião assumia no Egito antigo é que se pode entender a arte deste povo Toda a produção artística estava subordinada a pessoa do faraó e tudo que lhe dizia respeita era portanto sagrado. Como expressão religiosa a arte egípcia não se dedicavas aos vivos, mas aos mortos, sendo por essa razão uma arte funerária, para os egípcios a morte não significava uma ruptura da vida, mas uma transição.
    14. 14. Os deuses As pessoas no Antigo Egito acreditavam na existência de seres superiores e eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Esses normalmente possuíam características de animais e também uma junção entre características animais e humanas. Os faraós egípcios criam na idéia de que também eram deuses e que possuíam poderes mágicos havia inúmeros deuses cultuados no Egito. A - Horus, filho de Osíris, intimamente ligada deus do céu com o rei. B - Set inimigo, de Hórus e Osíris, deus das tempestades. C - Thoth, o deus da lua e deus da escrita, contagem e sabedoria. D - Khnum, o deus carneiro e seus homens que formas kas na roda Sua oleiro. E - Hathor, deusa do amor, nascimento e morte. F - Sobek, o deus crocodilo, Senhor do Faiyum. G - Rá, o deus do sol na histórica muitas formas.
    15. 15. Pirâmides As pirâmides são construções destinadas aos mortos, e estão espalhadas por todo mundo, no Egito as primeiras pirâmides eram conhecidas como mastabas e tinham um formato em degraus, as pirâmides mais famosas do mundo são as de Gizé, Keóps e Miquerinos ambas localizadas na regigao conhecida hoje como Cairo. Gizé é a maior das três sua altura original era de 146,6 metros, mas atualmente é de 137,16 m pois falta parte do seu topo e o Revestimento .O nome pirâmides vem do grego pyra = fogo Midas = medida, simbolizando que a pirâmide deveria ter a forma de um raio solar.
    16. 16. Os sarcófagos A múmia era colocada em um sarcófago, que podia ser em pedra, de madeira com materiais preciosos, ou simplesmente de madeira. Inicialmente, os sarcófagos, eram retangulares, porém, mais tarde foram construídos com o formato de ser humano Muitos decorados com grandes pedras preciosas e as vezes forrados com ouro, como no caso da tumba de Tutancâmon.
    17. 17. O processo de mumificação Mumificação é o nome do processo aprimorado pelos egípcios em que se retiram os principais órgãos, além do cérebro do cadáver, dificultando assim a sua decomposição. Geralmente, os corpos são colocados em sarcófagos e envoltos por faixas de algodão ou linho. Após o processo ser concluído são chamadas de múmias. Embalsamando o corpo Parte 1 Primeiro, o corpo era levado para um local conhecido como 'ibu' ou o 'lugar da purificação'. Lá os embalsamadores lavavam o corpo com essências aromáticas, e com água do Nilo. Uma haste comprida em forma de anzol era usada para fisgar o cérebro e puxá-lo através do nariz.
    18. 18. Parte 2 Embalsamado e removia os órgãos internos. Isso era importante porque essas partes do corpo são as primeiras a entrar em decomposição. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. – No passado, os órgãos internos eram armazenados em jarras canópicas. Em seguida, o corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para desidratar durante 40 dias. Após esse período era empacotado com linho ensopado de resina, natro e essências aromáticas e as cavidades do corpo eram tampadas. Finalmente, ele era coberto de resina e enfaixado, com os sacerdotes colocando amuletos entre as camadas. Todo o processo – acompanhado de orações e encantamentos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.
    19. 19. Parte 3 DADO CURIOSO ~ Egípcios comuns não eram mumificados, mas enterrados em sepulturas, onde as condições do deserto quente e seco mumificavam os corpos naturalmente. O corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para desidratar durante 40 dias. Os órgãos remanescentes eram armazenados em jarras canópicas, para serem sepultados junto com a múmia. Parte 4 Após 40 dias o corpo era lavado com água do Nilo. Depois era coberto com óleos aromáticos para manter a pele elástica.
    20. 20. Parte 5 Os órgãos internos desidratados eram enrolados em linho e recolocados na múmia. O corpo também era recoberto com serragem e folhas secas. Parte 6 No passado, os órgãos internos retirados das múmias eram armazenados em jarras canópicas.
    21. 21. A escrita Hieróglifo é um termo que junta duas palavras gregas: ερός (ἱ hierós) "sagrado", e γλύφειν (glýphein) "escrita". Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais "sagrados" Desvendando os Hieróglifos egípcios A expedição militar e científica que o imperador Napoleão realizou ao Egito trouxe consigo, entre outras inúmeras antiguidades, uma pedra encontrada em agosto de 1799 por soldados franceses que trabalhavam sob as ordens de um oficial chamado Bouchard. Na luta contra ingleses e turcos, eles estavam restaurando e preparando os alicerces para ampliação de um antigo forte medieval, posteriormente chamado de Forte de São Juliano, nas proximidades da cidade egípcia de Rachid (que significa Roseta, em árabe), localizada à beira do braço oeste do Nilo, perto de Alexandria, junto ao mar. Dois anos depois, pelo Tratado de Alexandria, o achado foi cedido aos ingleses e hoje se encontra no Museu Britânico de Londres.
    22. 22. Tendo ficado conhecida como Pedra de Roseta, é uma estela de basalto negro, de forma retangular, medindo 112,3 cm de altura, 75,7 cm de largura e 28,4 cm de espessura e que numa das faces, bem polida, mostra três inscrições em três caracteres diferentes, em parte gastas e apagadas em virtude do contato com a areia por milênios. Na parte superior, destruída ou fraturada em grande parte, vê-se uma escrita hieroglífica com 14 linhas; o texto intermediário contém 22 linhas de uma escrita egípcia cursiva, conhecida como demótico, e a terceira e última divisão da pedra é ocupada por uma inscrição de 54 linhas em língua e caracteres gregos. Os três textos reproduzem o mesmo teor de um decreto do corpo sacerdotal do Egito, reunido em Mênfis, em 196 a.C., para conferir grandes honras ao rei Ptolomeu V Epifânio (205 a 180 a.C.), por benefícios recebidos. Apesar da aparência insignificante da pedra, os estudiosos logo perceberam o seu valor pelo fato de apresentar textos egípcios acompanhados por sua tradução em uma língua conhecida, o que vinha, enfim, estabelecer pontos de partida e de comparação tão numerosos quanto incontestáveis. Por ordem de Napoleão Bonaparte a estela foi reproduzida e litografada e várias cópias enviadas a diversos especialistas em línguas mortas. Entretanto, passaram-se 23 anos desde a data de sua descoberta até que um homem, Jean-François Champollion, pudesse decifrar integralmente o seu conteúdo.
    23. 23. A Pedra de Roseta estará eternamente ligada ao nome de Champollion, pois foi ela que serviu de base aos estudos que o levaram finalmente à decifração dos hieróglifos. A verdade é que, ajudado pelo fato de que aquela estela continha o mesmo texto grafado em hieróglifos, demótico e grego, ele reconheceu nela o nome de Ptolomeu em grego e demótico e, assim, pode identificar o cartucho com o mesmo nome em hieróglifos, dando, assim, um passo importantíssimo na solução do enigma. Mas afinal, o que estava escrito nessa famosa Pedra de Roseta? Pelo que diz o texto, o faraó Ptolomeu V Epifânio havia concedido ao povo a isenção de uma série de impostos e o fat, evidentemente, agradara a todos. Em sinal agradecimento os sacerdotes resolveram erguer uma estátua de Ptolomeu V em cada templo e organizar festividades anuais em sua honra. Para deixar registrada para sempre tal decisão, gravaram-na em várias estelas comemorativas e colocaram uma delas em cada templo importante da época.
    24. 24. 3 - ARTE GREGA “ O homem é a medida de todas as coisas” Daremos prosseguimento a nossa descoberta da arte antiga observando as manifestações artísticas no mundo greco-romano: Do períodos arcaico até o esplendor da arte grega. Veremos a trajetória da arte romana a partir dos etruscos e a nova configuração artística surgida pela ascensão do Cristianismo no Império Romano, a arte Paleo-cristã. Cópia romana - Discóbolo (Lançador de discos) é uma famosa estátua do escultor grego Miron
    25. 25. Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações. Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal. ARQUITETURA As edificações que despertaram maior interesse são os templos. A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas Veja o vídeo ao lado do templo de Parthenon em Atenas. .
    26. 26. -Ordem Dórica - era simples e maciça. O fuste da coluna era monolítico e grosso. O capitel era uma almofada de pedra. Nascida do sentir do povo grego, nela se expressa o pensamento. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas, a ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idéia de solidez e imponência - Ordem Coríntia - o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simétricas, muito usado no lugar do capitel jônico, de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. Sugere luxo e ostentação. As Ordens Arquitetônicas As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia. - Ordem Jônica - representava a graça e o feminino. A coluna apresentava fuste mais delgado e não se firmava diretamente sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. A ordem dórica traduz a forma do homem e a ordem jônica traduz a forma da mulher.
    27. 27. Teatro grego Teatros, que eram construídos em lugares abertos (encosta) e que compunham de três partes: a skene ou cena, para os atores; a konistra ou orquestra, para o coro; o koilon ou arquibancada, para os espectadores. Um exemplo típico é o Teatro de Epidauro, construído, no séc. IV a.C., ao ar livre, composto por 55 degraus divididos em duas ordens e calculados de acordo com uma inclinação perfeita. Chegava a acomodar cerca de 14.000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita.
    28. 28. ESCULTURA A estatuária grega representa os mais altos padrões já atingidos pelo homem. Na escultura, o antropomorfismo - esculturas de formas humanas - foi insuperável. As estátuas adquiriram, além do equilíbrio e perfeição das formas, o movimento. No Período Arcaico os gregos começaram a esculpir, em mármores, grandes figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas simétricas, em rigorosa posição frontal, com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. Esse tipo de estátua é chamado Kouros (palavra grega: homem jovem).
    29. 29. No Período Clássico passou-se a procurar movimento nas estátuas, para isto, se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar. Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. Imagem - kritios
    30. 30. Período Helenístico podemos observar o crescente naturalismo: os seres humanos não eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas também segundo as emoções e o estado de espírito de um momento. O grande desafio e a grande conquista da escultura do período helenístico foi a representação não de uma figura apenas, mas de grupos de figuras que mantivessem a sugestão de mobilidade e fossem bonitos de todos os ângulos que pudessem ser observados. Imagem - Lacoonte e os filhos
    31. 31. 4- ARTE ROMANA Coloseu em Roma , Itália A arte romana desenvolve-se durante os quase seis séculos que vão 146 A.C. ao séc. IV D.C., quando perde a originalidade e se divide na cristã-primitiva, e na bizantina. Para sua formação contribuíram elementos gregos e etruscos ,os romanos, souberam adaptar estes elementos a seu gosto e moldaram um estilo que, muito embora derivado, não deixa de ser inconfundivelmente romano.
    32. 32. Arquitetura romana Os romanos usaram como inspiração a arquitetura etrusca e grega para desenvolver seus projetos. Porém, não podemos falar em cópia, pois a arquitetura romana possuía muitos elementos inovadores e avanços nas técnicas de arquitetura. São características da arquitetura romana: Uso do arco nas construções; Uso da abóbada (construção em forma de arco que preenche espaços entre arcos, muros e outros tipos de espaços); imagem - aqueduto
    33. 33. Anfiteatros romanos Os anfiteatros romanos diferentemente dos teatros gregos, situados em declives naturais ,foram construídos sobre uma estrutura de pilares e abóbadas e, dessa maneira, puderam ser instalados no coração das cidades. Os gregos em seus teatros realizavam representações de dramas e comédias, que na maioria dos casos formavam parte de festas em homenagem às divindades , já os romanos preferiam as lutas, os enfretamentos entre homens e animais. Para ver espetáculos tão diferentes, os espaços construídos deveriam ser construídos de forma circular para que o publico pudesse visualizar as lutas de qualquer ângulo . Gladiador era um lutador escravo treinado na Roma Antiga. O nome "Gladiador" provém da espada curta usada por este lutador, o gladius (gládio). Eles se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado ou ferido sem poder combater. Nesse momento do combate é que era determinado por quem presidia aos jogos, se o derrotado morria ou não, frequentemente influenciado pela reacção dos espectadores do duelo.
    34. 34. Escultura Romana A escultura romana começa pelo retrato, que em suma se baseia no culto dos antepassados: o rosto do morto é reproduzido num material perdurável, e assim preservado. Desenvolve-se ainda o estilo a que se chamou de Flaviano. A escultura de retratos atinge então o naturalismo. Imagem – escultura de Augustus Retrato de Marco Aurélio.
    35. 35. 5 - ARTE PALEO CRISTÃ Afresco na catacumba romana Após a morte de Jesus Cristo, a pregação do ideário cristão recaiu sobre os ombros dos discípulos do Primeiro Século. Em sua fase inicial, essa ação evangelizadora se restringiu ao perímetro da região da Judéia, local onde o próprio Jesus teria realizado a grande maioria de suas pregações. Contudo, com o passar do tempo, a ação dos discípulos se mostrou eficaz e determinou a divulgação dos valores cristãos para outras partes do Império Romano.
    36. 36. Para o Império Romano, a divulgação do cristianismo era uma séria ameaça aos valores e interesses do império. A crença monoteísta era contrária ao panteão de divindades romanas, entre as quais se destacava o próprio culto ao imperador de Roma. O conceito de liberdade fazia com que vários escravos não se submetessem à imposição governamental. Dessa forma, os cristãos passaram a ser perseguidos , torturados publicamente, lançados nos anfiteatros para serem mortos por animais violentos e ate mesmo crucificados. Apesar de não ser considerado propriamente um estilo artístico , consideramos artes paleo-crista , toda a produção dos adeptos da nova religião do século I ao V d.C . Podemos ainda dividir esta produção em dois momentos distintos, antes e depois da liberação da religião pelo império romano . Fase Catacumbária Para redimir e orar pelos seus mártires, os cristãos passaram a enterrá-los nas chamadas catacumbas. Estas funcionavam como túmulos subterrâneos onde os cristãos poderiam entoar canções e pintar imagens que manifestavam sua confissão religiosa. imagem - catacumba de Santa Domitila, em Roma
    37. 37. A pintura elaborada no interior das catacumbas era rodeada de uma simbologia que indicava a forte discrição do culto cristão naquele momento. A representação do peixe era bastante comum, pois seria o acróstico do termo (“ichtys”) era a mesma das iniciais da frase iesus cristus theo yos soter “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. Essa fase inicial da arte primitiva não conseguimos identificar nenhum artista específico. As representações foram executadas por anônimos que desejavam expressar suas crenças. A falta de técnica dos executores dos trabalhos marcou essa fase inicial da arte cristã com formas simples. Fase crista primitiva A expansão do cristianismo pelo Império Romano estabeleceu outra fase no desenvolvimento das expressões artísticas ligadas a essa nova crença a Fase crista primitiva . O Imperador Constantino aceita o cristianismo e assim passava a ser uma religião reconhecida pelo Estado romano. Após essa determinação, as igrejas cristãs se proliferaram e abrem espaço para um novo campo de expressão artística.
    38. 38. 6 - ARTE BIZANTINA Mosaico de Justiniano , San Vitale, Ravena, 546 d.C A arte Bizantina surge a partir da divisão do império romano em ocidental e oriental .A cidade Bizâncio passa a se chamar de Constantinopla , onde então seria a nova capital do Império Romano, a arte bizantina desenvolveu-se a princípio incorporando características provenientes de regiões orientais, como a Ásia Menor e a Síria. A aceitação do cristianismo a partir do reinado de Constantino e sua oficilização por Teodósio não fez com que a grandeza do Imperador fosse sufocada pelo poder de Deus , pelo contrario atraves da arte deixava-se claro a intençao de demonstrar que os imperadores governavam em nome de Deus.
    39. 39. Arquitetura O grande destaque da arquitetura foi a construção de Igrejas. A necessidade de construir Igrejas espaçosas e monumentais, determinou a utilização de cúpulas sustentadas por colunas, onde haviam os capitéis, trabalhados, destacamos nessas construçoes a influência grega. A tentativa de preservar o caráter universal do Império fez com que o cristianismo no oriente se destacasse, podemos ver na figura o imperador Constantino com uma aureola na cabeça e a cidade de Constantinopla nas mãos.
    40. 40. Hagia Sophia A Igreja de Santa Sofia é o mais grandioso exemplo dessa arquitetura, nela trabalharam mais de dez mil homens durante quase seis anos. Em sua fachada o templo era muito simples, porém internamente apresentava grande suntuosidade, utilizando-se de mosaicos com formas geométricas, de cenas do Evangelho.
    41. 41. Mosaicos O Mosaico foi uma forma de expressão artística importante no Império Bizantino, principalmente durante seu apogeu, no reinado de justiniano, consistindo na formação de uma figura com pequenos pedaços de pedras colocadas sobre o cimento fresco de uma parede. A arte do mosaico serviu para retratar o Imperador ou a imperatriz, destacando- se ainda a figura Pantocrator (Παντοκράτωρ) é uma palavra de origem grega que significa "todo-poderoso" ou "onipotente".
    42. 42. 7 - ARTE GÓTICA Catedral de Notre-Dame. Paris .1163 No século XII, entre os anos 1150 e 1500, A vida no campo da lugar a cidade, com o aparecimento da burguesia tem-se início uma economia fundamentada no comércio. A arquitetura predominante ainda é a românica, mas em meados do século XII mas já começaram a aparecer as primeiras mudanças que irá conduzir a uma mudança profunda na arquitetura.
    43. 43. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV, podemos ver a beleza deste elemento nesta rosácea da catedral de Saint Denis - França. Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais que filtram a luminosidade para o interior da igreja. . Podemos verificar na igreja gótica três portais que dão acesso à três naves do interior da igreja. As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres ARQUITETURA GÓTICA
    44. 44. CAROS ALUNOS Finalizamos o primeiro módulo do curso HISTORIA DA ARTE – Descomplicando a Arte , onde pudemos aprofundar nosso conhecimento nas produções artisticas da pré-história a idade média. Espero que tenham gostado do curso e aguardo vocês para uma nova viagem ao mundo da arte . PRÓXIMOS MÓDULOS MÓDULO 2 RENASCIMENTO BARROCO ROMANTISMO IMPRESSIONISMO EXPRESSIONISMO CUBISMO SURREALISMO MODERNISMO Prof. Wanderson Lima Amaral MÓDULO 3 POP ART ARTE INDIGENA. PERFORMANCE INTERFERENCIA INSTALAÇÃO BODY ART GRAFFITE

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