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Capítulo vygotsky

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  • 1. Capítulo “Vigotskii” de Luria no livro “Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem” Disciplina “Construção do conhecimento na escola” Profª Drª Maria Teresa de A. Freitas Aluna: Ana Paula Marques Sampaio Pereira 2º/2011
  • 2. SOBRE O CAPÍTULO <ul><li>Livro é seleção de artigos de educadores da USP, entre eles, Marta Kohl </li></ul><ul><li>Capítulo foi selecionado por explicar o impacto de Vygotsky na psicologia soviética </li></ul>
  • 3. QUEM ERA VYGOTSKY <ul><li>Vygotsky: gênio </li></ul><ul><li>Em mais de 5 décadas no campo da ciência Luria nunca viu alguém com tanta: </li></ul><ul><li>- Clareza de mente </li></ul><ul><li>- Habilidade para expor a estrutura essencial de problemas complexos </li></ul><ul><li>- Amplidão de conhecimentos em muitos campos </li></ul><ul><li>- Capacidade de antever o desenvolvimento futuro de sua ciência. </li></ul><ul><li>Na época, Vygotsky havia ensinado na escola de formação de professores de Gomel. Era crítico literário e sua dissertação sobre o Hamlet de Shakespeare é um clássico até hoje. Nesse estudo e em análise de fábulas e obras de ficção revelou habilidade para realizar análises psicológicas. Teve os estudos influenciados por pesquisadores como Humboldt e Potebnya na análise do efeito da linguagem sobre processos do pensamento. Como professor, entrou em contato com o problema das crianças deficientes e buscando desenvolvê-las se interessou pela psicologia. </li></ul>
  • 4. COMO SE CONHECERAM <ul><li>Encontraram em 1924 no II Congresso de Psiconeurologia em Leningrado. </li></ul><ul><li>Luria foi com Kornilov </li></ul><ul><li>Vygotsky tinha 28 anos. </li></ul><ul><li>Quando Vygotsky apresentou, não tinha texto nem notas. </li></ul><ul><li>Falou fluentemente sem parar para buscar na memória a ideia seguinte. </li></ul><ul><li>Falava sobre o difícil tema dos reflexos condicionados e o comportamento consciente do homem. </li></ul><ul><li>Impressionou a Kornilov que, seguindo a linha de Pavlov fazia oposição à psicologia objetiva (que tinha a consciência como conceito-chave) e Vygotsky defendia que a consciência deveria ser estudada pela psicologia. Foi convidado a compor o jovem corpo de assistentes do novo e reorganizado Instituto de Psicologia de Moscou. </li></ul><ul><li>Quando Vygotsky chegou em Moscou Luria trabalhava com Leontiev, que era discípulo de Chelpanov (teórico da psicologia subjetiva). Reconhecendo as habilidades pouco comuns de Vygotsky se juntaram a ele, que liderou seu grupo de trabalho denominado por eles de ‘troika’ (grupo de 3 membros). Empreenderam uma revisão crítica da história e da situação da psicologia na Rússia e no resto do mundo. Tinham a ambição de criar um novo modo, maIs abrangente, de estudar os processos psicológicos humanos. </li></ul>Luria Leontiev
  • 5. VISÃO DA PSICOLOGIA DA ÉPOCA <ul><li>Vygotsky anteviu a necessidade de nova síntese das verdades parciais das duas vertentes psicológicas. </li></ul><ul><li>Estudou teóricos alemães, franceses, ingleses e americanos, prevendo uma crise na psicologia. Escreveu sobre isso em 1926, mas seus escritos foram perdidos durante a Segunda Guerra. </li></ul><ul><li>Para ele, a situação da psicologia no começo do século XX era paradoxal. Na segunda metade do século XIX, para oferecer à psicologia o status de ciência, os mecanismos elementares eram estudados em laboratórios por meio de técnicas exatas. O significado dos estímulos complexos foi reduzido para neutralizar experiências fora do laboratório. </li></ul><ul><li>Desse modo, excluíam-se os processos psicológicos superiores, inclusive ações conscientemente controladas, a atenção voluntária, a memorização ativa e o pensamento abstrato. </li></ul><ul><li>Como modo alternativo, Dilthey, Spranger e outros, através da fenomenologia (mentalistas) estudavam valores, desejos, atitudes, raciocínios abstratos de forma descritiva, como se toda explicação fosse impossível. </li></ul><ul><li>Naturalistas e mentalistas haviam artificialmente desmembrado a psicologia em um acordo implícito de que as funções psicológicas complexas não podiam ser estudadas cientificamente. </li></ul>
  • 6. INFLUÊNCIAS <ul><li>Influências: </li></ul><ul><li>estudo de Pavlov sobre a “atividade nervosa superior” </li></ul><ul><li>Wagner – especialista russo que impressionou Vygotsky </li></ul><ul><li>e com quem correspondeu sobre a análise do comportamento animal. </li></ul><ul><li>Alemães Kurt Lewin, Werner, Stern, Karl, Buhler e Kohler -natureza emergente das complexidades de muitos fenômenos psicológicos. </li></ul><ul><li>Piaget – Vygotsky teve desacordo com a interpretação da relação entre linguagem e pensamento, mas estilo: o uso do método clínico no estudo do processo cognitivo individual – compatível com o objetivo de descobrir as diferenças qualitativas que distinguem as crianças em diferentes idades. </li></ul><ul><li>Marxismo. </li></ul><ul><li>Influenciado por Marx, Vygotsky concluiu que as origens das formas superiores de comportamento consciente deveriam ser achadas nas relações sociais, ciente de que o homem não é produto do meio, mas ativo no processo de criação desse meio. </li></ul>http://www.mundodastri bos.com // faculdade-psi cologia-a - distancia.html
  • 7. O QUE PROPUNHAM <ul><li>Precisavam de caminhos para fora do organismo visando relacionar a maturação física e os mecanismos sensórios aos processos culturalmente determinados para produzir as funções psicológicas nos adultos. </li></ul><ul><li>Vygotsky denominava de psicologia cultural, histórica ou instrumental. Instrumental como natureza mediadora das funções psicológicas complexas. O adulto não apenas responde aos estímulos de um experimentador ou pelo ambiente, mas também altera ativamente o estímulo e usa a modificação como instrumento de seu comportamento. Ex: amarrar barbante no dedo para se lembrar. </li></ul><ul><li>O aspecto cultural da teoria envolve os meios socialmente estruturados pelos quais a sociedade organiza os tipos de tarefas e instrumentos, tanto mentais ou físicos, que a criança em crescimento enfrenta. A linguagem é um dos instrumentos. </li></ul><ul><li>O histórico funde-se com o cultural: os instrumentos não surgiram na cabeça do homem, forma inventados e aperfeiçoados ao longo da história social. Sem a escrita em seu processo cultural, as pessoas apresentavam estruturação semelhante aos processos elementares. </li></ul><ul><li>Todos os 3 aspectos são aplicáveis no desenvolvimento infantil. De início, os adultos são agentes externos servindo de mediadores do contato da criança com o mundo. Durante o crescimento a criança interioriza os meios de operação das informações (historicamente determinados e culturalmente organizados) e sua natureza social se torna sua natureza psicológica. </li></ul>
  • 8. COMPOSIÇÃO DE FUNÇÕES NO TRIO <ul><li>Trio se encontrava uma ou duas vezes por semana no apartamento de Vygotsky. Reviram cada um dos mais importantes conceitos da psicologia cognitiva: percepção, memória, atenção, fala, solução de problemas e atividade motora, incorporando cada área aos processos superiores. </li></ul><ul><li>Luria era diretor do Laboratório de Psicologia no Instituto Krupskaya de educação Comunista, em frente à antiga Segunda Universidade de Moscou. Formou um círculo de estudantes dessa Universidade para discutir idéias de Vygotsky. </li></ul><ul><li>Leontiev pautou-se no desenvolvimento da memória> Trabalhava com crianças normais e com retardo mental de diferentes idades. Fez um projeto em que estímulos auxiliares poderiam auxiliar o sujeito a se lembrar. Demonstrou que o processo de domínio da memória por mediação era longo e difícil. Estudo de Morozova auxiliou mostrando que a criança pequena tinha dificuldade de lembrar associações: associar cartões com cores diferentes a chaves, por exemplo. Para isso, estímulos auxiliares ajudavam, como, por exemplo associar o retrato de um cavalo ao de um trenó. </li></ul><ul><li>Trio discordava de Piaget que não percebia papel importante da fala inicial da criança no pensamento. Vygotsky observou, nos experimentos de Levina que executava, com crianças, as experiências de Pavlov com macacos, a função organizadora da linguagem no decorrer da solução. </li></ul><ul><li>De início linguagem serve para descrever ação, depois para planeja-la (crianças mais velhas). </li></ul><ul><li>Sakharov um colaborador de Vygotsky que morreu jovem percebeu diferença da linguagem no desenvolvimento. De início, função designadora das palavras tem um caráter amplo: palavra designa o objeto, outros objetos e seus sentimentos em relação a eles. Posteriormente aos objetos e contextos. Depois a categorias abstratas. </li></ul>
  • 9. TRABALHO E REPERCURSÃO <ul><li>Em 1929 dedicaram-se ao estudo da atividade “significativa” precoce. Faziam experiências com as crianças para que desenhassem algo que as fizesse lembrar uma frase, por exemplo. </li></ul><ul><li>As pequenas, não só esqueciam a frase, como o objetivo de ter feito o desenho. </li></ul><ul><li>Maiores um pouco às vezes falavam com o experimentador como auxílio. As mais velhas conseguiam captar nos desenhos o diferencial para recordar a frase. Por ex: um menino surdo foi desenhado sem as orelhas. </li></ul><ul><li>Luria teve seu trabalho permanentemente modificado por sua associação a Vygotsky, que acentuou a maneira pela qual a fala servia para organizar o comportamento. </li></ul><ul><li>Estudantes eram fascinados por Vygotsky. As conferências que dava eram grande ocasião: falava por até 5 horas, contando apenas com um pedaço de papel. </li></ul><ul><li>No início a posição teórica assumida pelos 3 não contou nem com compreensão nem entusiasmo externo. </li></ul><ul><li>Com o tempo, o grupo deixou de ser isolado e em poucos anos as idéias de Vygotsky foram amplamente aceitas e tornaram-se base da principal escola da psicologia soviética. </li></ul><ul><li>Uma das grandes contribuições de Vygotsky foi a crítica de que a pesquisa psicológica não deveria centrar-se em modelos de laboratório desvinculados do mundo real. </li></ul>
  • 10. RAMOS ESTUDADOS POR VYGOTSKY <ul><li>Educação Especial </li></ul><ul><li>Na década de 20 Vygotsky fundou o Instituto de Defectologia Experimental. </li></ul><ul><li>Diferentemente, Vygotsky concentrava-se nas habilidades e não nas deficiências. </li></ul><ul><li>Muitos registros se perderam durante Guerra e após morte de Geshelina, seu colaborador. </li></ul><ul><li>Psiquiatria </li></ul><ul><li>Vygotsky opunha-se vigorosamente à “psicologia profunda” de Freud. Propunha psicologia “das alturas” – das experiências socialmente organizadas do homem que determinavam a estrutura da atividade humana consciente. Esses estudos, junto a Zeigarnik auxiliaram no estudo das funções psicológicas superiores. </li></ul>
  • 11. NEUROLOGIA <ul><li>Uma das mais frutíferas áreas estudadas por Vygotsky. Ele e Luria realizaram cursos na Faculdade de Medicina. Para Luria, o retorno a carreira que o pai desejara, para Vygotsky o começo de um caminho que o tempo não deixou trilhar. </li></ul><ul><li>Na década de 20 a neurologia era pautada nos estudos alemães da segunda metade do século XIX e pautava-se na construção de mapas do córtex cerebral. </li></ul><ul><li>Vygotsky propunha uma neuropsicologia. </li></ul><ul><li>No curto espaço de tempo da vinda a Moscou à sua morte, Vygotsky criou um sistema psicológico que não foi ainda totalmente explorado. Luria passou os anos seguintes desenvolvendo os vários aspectos do sistema psicológico de Vygotsky. </li></ul><ul><li>Os estudos evoluíram a partir da crença de Vygotsky de que as funções psicológicas superiores surgiam através da intricada interação de fatores biológicos e culturais. </li></ul><ul><li>Luria estudou até a década de 40 sobre o desenvolvimento das funções superiores a partir da precedência das elementares e de 1936 em diante da restauração das funções superiores após agressão ao organismo. </li></ul>
  • 12. REFERÊNCIA <ul><li>VIGOTSKII, LURIA & LEONTIEV. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem . São Paulo: Ícone, 2001. </li></ul>

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