Caderno glossario sust jsf 31out10 (2)

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Caderno glossario sust jsf 31out10 (2)

  1. 1. Termos e conceitos relacionados ao Desenvolvimento Sustentável João S. Furtado Desenvolver, sustentavelmente, é florescer e evoluir, para melhor, por tempo indeterminado.
  2. 2. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Sujeito a acréscimos sem aviso prévio. Texto em progresso continuado v.31out2010 p. 1 de 64 jsfurtado2@gmail.com PROGESA – Programa de Gestão Estratégica Socioambiental FIA – Fundação Instituto de Administração Instituto Jatobás www.institutojatobas.org.br Disponível para livre acesso www.intertox.com.br João S. Furtado Termos e conceitos relacionados ao Desenvolvimento Sustentável Texto em progresso, sujeito a acréscimos. Uso livre, desde que citada a fonte. São Paulo – Brasil Versão de outubro 2010 Agradecimento especial dedicado a Paulo César de Oliveira pela revisão e correções no texto
  3. 3. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 2 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 2 de 64 Origensedefiniçãodetermoseexpressões A coletânea de termos e expressões é fruto de interpretação própria – versão livre –, modificação ou combinação de conceitos e definições escolhidos a partir de consulta a textos e outros glossários, a maioria deles acessada por meio da Internet, representando escolha pessoal para abordagem sobre oDesenvolvimento Sustentável. Para as definições, conceitos e comentários incluídos não são fornecidas referências bibliográficas pelo fato de a redação serpessoal. Emmuitoscasos,trata-sedeinclusãodeconceitooudefinição. Não se trata de obra original, nem de proposta de padronização, uniformização ou universalização de vocabulário. O textofoiconcebidoparasubsidiaratividadesdetreinamentoeestásendooferecidocomopropósitodecompartilhar asinformaçõescomoutrosinteressados. Modificaçõesposteriores,semavisoprévio,poderãoincluirnovostermos. JoãoS.Furtado jsfurtado2@gmail.com SãoPaulo,outubrode2010 Absorçãodecarbono–verSequestrodecarbono Absorção mundial de carbono – média mundial da capacidade de sequestro de carbono pelas plantas, especialmenteasflorestas,calculadaapartirdamédiadopesoatravésdosprincipaisbiomas. Ação Civil Pública de Responsabilidade – figura jurídica, introduzida pela Lei nº 7.347, de 24.07.85. Por ela, o Ministério Público Federal e Estadual, bem como os órgãos e instituições da Administração Pública e as associações com finalidades protecionistas, tem a legitimidade para acionar os responsáveis por danos causados aomeioambiente,aoconsumidoreaosbensedireitosdevalorartístico,estético,histórico,turísticoepaisagístico.A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, e a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, de 1989, atribuem ao Ministério Público a função institucional, entre outras, de promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos (respectivamente, artigos135,incisoIII,e170,incisoIII). Accountability (Responsabilidade) – ser responsável e respondente às partes interessadas. Em Desenvolvimento Sustentável isto vai além dos stakeholders financeiros, para incluir qualquer sistema natural ou social afetado pelos negócios, incluindo-se clientes, empregados e comunidades. Accountability (Responsabilidade) – ser responsável e respondente às partes interessadas. Em Desenvolvimento Sustentável isto vai além dos stakeholders financeiros, para incluir qualquer sistema natural ou social afetado pelos negócios, incluindo-se clientes, empregados e comunidades. Accountability (Responsabilidade) – ser responsável e respondente às partes interessadas. Em Desenvolvimento Sustentável isto vai além dos stakeholders financeiros, para incluir qualquer sistema natural ou social afetado pelos negócios, incluindo-se clientes, empregados e comunidades. AccountAbility 1000S – certificação sem fins lucrativos e organização de pesquisas fundada no Reino Unido em
  4. 4. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 3 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 3 de 64 1995.ASérie1000constituioguiapararelatararespeitododesempenhosocial,ambientaleético. Acidificação – processo pelo qual a poluição do ar, especialmente por amônia, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, é convertida em substâncias ácidas. O fenômeno é denominado de chuva ácida e causa danos a florestas e lagos, embora sejam menos conhecidos os efeitos e danos para a água doce e ecossistemas costeiros, solos, monumentos históricos antigos; e os metais pesados liberados por tais ácidos na água subterrânea. Dióxido deenxofreeóxidosdenitrogêniosãomaisbemdocumentadosnaqueimadecombustíveisfósseis. Acordo Ambiental Multilateral – tratado assinado por diversos países, no âmbito da ONU – Organização das NaçõesUnidas,sujeitoàratificaçãonacional,deacordocomarespectivalegislação,paradisciplinarascondutasde carátervinculanteeobrigatórioarespeitodetemasambientais,comonalistagemseguinte. Agenda21 ConservaçãoderecursosvivosdoAtlântico ConservaçãodoatumdoAtlântico Convençãodabiodiversidade ConvençãodasNaçõesUnidassobreoMeioAmbiente Convençãodeáreasúmidasdeimportânciainternacional(RAMSAR) ConvençãodeBasileiasobreocontroledemovimentostransfronteiriçosderesíduosperigosos ConvençãodeVienaparaaproteçãodacamadadeozônio ConvençãodeVienasobrearesponsabilidadecivilpordanosnucleares Convençãointernacionaldecombateàdesertificaçãonospaísesafetadospordesertificaçãoe/ouseca Convençãointernacionalsobrepoluiçãoporóleo Convenção sobre a proibição de desenvolvimento, produção, armazenamento e uso de armas químicas e sobre suadestruição Convençãosobrecomérciointernacionaldeespéciesdefloraefaunaselvagensemperigodeextinção(CITES) Convençãosobremudançadoclima Convençãosobreosdireitosdomar Convençãosobreosefeitostransfronteiriçosdeacidentesindustriais Convençãosobrepoluiçãotransfronteiriça Cooperaçãoempescamarítima DeclaraçãodoRiodeJaneirosobremeioambienteedesenvolvimento Prevençãodapoluiçãomarinhaporfontesterrestres Prevençãodapoluiçãomarítimapornavioseaeronaves Princípiosdeadministraçãosustentáveldeflorestas Proibiçãodeensaiosnuclearesnaatmosferaeespaçoultraterrestre Proteçãocontrariscosdecontaminaçãoporbenzeno Proteçãodeespéciesmigratóriasdeanimaisselvagens Proteçãodenovasqualidadesdeplantas Proteçãodostrabalhadorescontraproblemasambientais Proteçãodostrabalhadorescontraradiaçõesionizantes ProtocolodeMontrealsobreassubstânciasqueesgotamacamadadeozônio Responsabilidadecivilpordanoscausadosporpoluiçãoporóleo Responsabilidadedeterceirosnousodeenergianuclear Tratadoantárticosobreproteçãoambiental Tratadodecooperaçãoamazônica
  5. 5. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 4 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 4 de 64 Tratadosobreavaliaçãodeimpactoambientalemcontextostransfronteiriços. Acre–áreaouespaçomedindo4.049metrosquadrados.Cadahectare(10.000m2)contém2,47acres. Acreditação – processo de certificação de conformidade pelo qual o agente (público ou privado) garante que as instalações prestadoras de serviços de testes e análises executem suas atividades com equipamentos devidamentecalibrados.Aacreditação,comofeitapeloInmetro,consisteemcredenciamento,decarátervoluntário, e representa o reconhecimento formal da competência de um laboratório ou organização para desenvolvertarefas específicas,segundorequisitosestabelecidos. Advocacia ambiental – movimento ou prática de pessoas e organizações– geralmente não governamental– de defesa da saúde humana e da qualidade ambiental e de oposição, via de regra com ativismo, à produção e consumoambientalesocialmenteinadequadosouincorretos. Afluência–sobcondiçãoeconômicaepolíticarefere-seaosestratossociaisopulentosecomriqueza. Agência intergovernamental – organização, instituição ou fórum para cooperação entre organismos governamentaisdediferentesesferasouníveis,entregovernosmunicipais,estaduaiseofederalouentregovernos nacionais. Na área ambiental, muitas agências têm representantes de ONGs – Organizações Não Governamentais.AsdeliberaçõesdeAgênciasIntergovernamentaisInternacionaisnemsempresãovinculantes,ou seja,implementaçãoobrigatóriaeautomáticaparaosEstadosouPartes.Aimplementaçãodependedereferendoe emissãodemarcolegalnacionalpróprio,deacordocomasleisdosEstados-Membros. Agência Multigovernamental – organização, instituição ou fórum para cooperação, formados por elementos representativos de Estados-Membros e, geralmente, instituídos no âmbito de organismos internacionais, como ONU – Organização das Nações Unidas, OEA – Organização dos Estados Americanos, CE – Comunidade Europeia,MERCOSUL–MercadoComumdoConeSul,etc. Agenda–registrocomanotaçõesdecompromissos. Agenda 21 – registro que propõe o plano de ação e traduz em ações o conceito de desenvolvimento sustentável para ser adotado global, nacional e localmente por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente. Constitui-se na mais abrangente tentativa já realizada de orientar para um novo padrão de desenvolvimento para o século XXI, cujo alicerce é a sinergia da sustentabilidade ambiental, social e econômica, perpassando em todas as suas ações propostas. A Agenda 21 Global é composta de 40 capítulos e foi construída de forma consensual, com a contribuição de governos e instituições da sociedade civil de 179 países, em um processo com duração de dois anos, e culminou comarealizaçãodaConferênciadasNaçõesUnidassobreMeioAmbienteeDesenvolvimento(CNUMAD),noRio deJaneiro,em1992,tambémconhecidaporRio92. AlémdaAgenda21,resultaramdessemesmoprocessoquatrooutrosacordos:aDeclaraçãodoRio,aDeclaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, a Convenção sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas. O programa de implementação da Agenda 21 e os compromissos para com a carta de princípiosdoRioforamfortementereafirmadosduranteaCúpuladeJoanesburgo,ouRio+10,em2002.
  6. 6. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 5 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 5 de 64 Além do documento em si, a Agenda 21 é um processo de planejamento participativo que resulta na análise da situaçãoatualdeumpaís,Estado,município,região,setoreplanejaofuturodeformasustentável.Eesseprocesso deve envolver toda a sociedade na discussão dos principais problemas e na formação de parcerias e compromissos para a sua solução a curto, médio e longo prazo. A análise do cenário atual e o encaminhamento das propostas para o futuro devem ser realizados dentro de uma abordagem integrada e sistêmica das dimensões econômica,social,ambientalepolítico-institucionaldalocalidade.Emoutraspalavras,oesforçodeplanejarofuturo, com base nos princípios da Agenda 21, gera inserção social e oportunidades para que as sociedades e os governospossamdefinirprioridadesnaspolíticaspúblicas. Oenfoquedoprocessodeplanejamento,apresentadosobotítulodeAgenda21,nãoérestritoàsquestõesligadas à preservação e conservação da natureza. Envolve, sim, uma proposta que rompe com o modelo de desenvolvimento dominante, em que predomina o aspecto econômico, dando lugar à sustentabilidade ampliada. Com isso, unem-se a Agenda ambiental e a Agenda social, ao ser enunciada a indissociação dos fatores sociais e ambientais e a necessidade de que a degradação do meio ambiente sejaenfrentada juntamente com o problema mundial da pobreza. Enfim, a Agenda 21 considera, entre outras, as questões estratégicas ligadas à geração de emprego e renda; a diminuição das disparidades regionais e interpessoais de renda; as mudanças nos padrões de produção e consumo; a construção de cidades sustentáveis e a adoção de novos modelos e instrumentos de gestão. Agenda21Local–processoparticipativonoâmbitolocal(Estadual,Municipaloulocalizadoemáreageográficade menor ou maior escala, que não o Nacional), envolvendo representantes dos diversos setores socioeconômicos, paraimplementaçãodaspropostaserecomendaçõesdaAgenda21Global. Agenda21Nacional–processoparticipativonoâmbitonacional,paraimplementaçãodaAgenda21. Agenda azul – termo de compromisso para implementação de questões relacionadas à gestão dos recursos hídricos,incluindo-seaáguasubterrânea. Agenda marrom – termo de compromisso para implementação da gestão das questões ambientais no ambiente urbano,abrangendopoluiçãoatmosférica,saneamentoegerenciamentoderesíduosindustriais. Agendaverde–termodecompromissoadotadoparaasquestõesrelacionadasàsáreasprotegidas,conservação dabiodiversidadeerecursosgenéticos. Agricultura ecológica – modelo de produção de alimentos e do gado baseado na manutenção da qualidade do solo e harmonia ambiental. Uso de práticas agrícolas sem o emprego de produtos químicos e uso de métodos que protegem a qualidade biológica, a conservação dos recursos naturais e o equilíbrio entre a natureza e as necessidades humanas. Expressão usada, frequentemente, no lugar de agricultura biodinâmica, agricultura biológica,agriculturaorgânica,agriculturanatural,agroecologiaepermacultura. Agroecologia–veragriculturaecológica. Agroflorestal,sistema–usodepráticasdemanejodeflorestascombinadocomculturasagrícolas,deanimais,ou todos em conjunto, e com cuidados ambientais, especialmente no uso do solo. São opções do modelo as práticas agrosilvicultura,agrosilvopastorilesilvopastoril. Agrotóxico ou pesticida – produto químico, físico ou biológico capaz de exercer papel tóxico para plantas e
  7. 7. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 6 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 6 de 64 animais, inclusive os humanos, usualmente usado para combater ou controlar pragas e agentes de doenças de culturasagrícolas,pecuáriaeoutrasformasdeaplicaçãodomiciliar.Categoriasoutiposdeagrotóxicos:bactericidas (combate a bactérias), fungicidas (combate a fungos), herbicidas (combate a plantas consideradas daninhas ou invasoras)einseticidas(combateainsetos).Aindústriadepesticidasrefere-seaestescomoDefensivosagrícolas. Água residuária – água resultante de uso domiciliar, comunitário, agrícola ou industrial que contém material dissolvidoouemsuspensão,capazdecausarpoluição.Omesmoqueáguaservida. AIMA – Análise da Intensidade de Material– (MAIA Material Intensity Analysis) fornece coeficientes de ingresso de materiais que servem como informações sobre as pressões ambientais básicas, associadas com a magnitude daextraçãoderecursosesubsequentefluxodematerialqueculminacomresíduoeemissão. Além da conformidade – práticas e condutas operacionais, produtivas, comerciais e de relacionamento que ultrapassam a legislação vigente baseadas em políticas organizacionais próprias ou em códigos de conduta voluntáriossetoriais. Aliança ou parceria estratégica– forma ou iniciativa de associação cooperativa interdependente, voluntária e não estatutária, do tipo ganha-ganha, que envolve departamentos, empresas e organizações, de caráter pluriprofissional, transdepartamental, multiorganizacional e interinstitucional, englobando o setor público e o privado, para a busca de interesses comuns relacionados a iniciativas e decisões de negócios ou de atividades sem fins lucrativos.OpropósitodaAliançaestratégicaécriarcompetênciassinérgicasparaqueosparceirosconsigamatingir objetivosindividuaisecomunsque,deoutraforma,nãoseriamalcançadoscomeficiênciaeefetividade. Alvoestratégico–desenhodeaçõeseescolhasdisciplinadas,hierarquizadasereconhecidascomofundamentais para direcionar a organização para o objetivo ou ponto de convergência predeterminado (alvo), bem como idealizar omelhorcaminhoouamelhormaneiraderesponderaosdesafiosdofuturodesejado(estratégico). Ambientalismo corporativo – reconhecimento, pela corporação/organização, da importância do ambiente biofísico na formulação da estratégia organizacional, inclusão e alinhamento dos impactos ambientais nos negócios/atividades,planejamentoestratégicoeoutraspráticasgerenciaisouorganizacionais. Ambientalista – pessoa que atua nas organizações civis em defesa do ambiente, não necessariamente especializado,nemcomtitulaçãoacadêmica. Ambiente – ou o pleonasmo “Meio Ambiente”, conjunto total de recursos naturais, renováveis (bióticos) e não renováveis (abióticos) e dos serviços ambientais, prestados pela natureza, inclusive os humanos, as organizações socioinstitucionais,asatividadessocioeconômicasesocioculturaisqueresultamdasaçõeshumanas. Ambiente natural– conjunto de sistemas físicos, químicos, biológicos e suas relações econômicas e outras ações sociais,sujeitosacondiçõesclimáticas,edáficas,fisiográficasebióticasqueoperamnaregião. Análise de custo-benefício – método econômico de acesso e comparação de custos e benefícios para as pessoas, a sociedade e o ambiente, de uma política, programa, ação ou produto, a partir de padrões alternativos baseadosemindicadoresouelementosselecionados. Análise de fluxo de material – descrição matemática do volume total de materiais, produzido localmente ou importado,necessárioouusadoparaosistemadeproduçãodebensoudeserviço.
  8. 8. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 7 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 7 de 64 Análise de risco – ação para prever a possibilidade da ocorrência de dano ambiental causado por uma determinadaação,comoprograma,projeto,planooupolíticarelativosaoambiente. APA– Área de Proteção Ambiental– espaço geográfico destinado a proteger e conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais ali existentes, visando a melhoria da qualidade de vida da população local e também objetivandoaproteçãodosecossistemasregionais. Aplicação (lei, regulamento, etc.) Enforcement – ações e iniciativas para lidar com pessoas e organizações no cumprimentodasexigênciasdeconformidadecomasleiseregulamentos. Aprendizagemorganizacional–áreadeconhecimento,noâmbitodateoriaorganizacionalqueestudamodelose teorias sobre a maneira como a organização aprende a se adaptar a mudanças em seu ambiente ouEsferas de atuação. Aproveitamento(de resíduo) para energia por incineração– destruição térmica de massa do resíduo, para fins degeraçãodeenergia,namesmaplantaouemoutrainstalação. Aquecimento global – elevação da temperatura média anual do planeta Terra causada pelo aumento das concentrações na atmosfera dos chamados gases estufa, incremento este provocado, sobretudo, pelas atividades antrópicas.VerMudançaclimática. Aquífero – solo, rocha ou sedimento permeável capaz de armazenar água subterrânea de maneira livre ou adsorvidaàsporosidades. Área agroflorestal – área com vocação agrícola e florestal, área de mosaicos agroflorestais, bem como a potencialidadeparaatividadesilvopastorileoutrasaçõescomplementaresparaatividadesagrícolas. Área bioprodutiva – espaço ocupado por ecossistemas terrestres ou aquáticos, responsáveis pela produção de bens renováveis. Hectare ou Acre global – um hectare (10.000 m2) ou um acre (4.040,6 m2) de espaço biologicamente produtivo que apresenta a média da produtividade mundial global.Dados de 1999: biosfera 11,4 bilhões de hectares (28,2 bilhões de acres), correspondente a 25% da superfície do planeta Terra. Do total, 2,3 bilhões de hectares eram de oceano e águas interiores. O espaço terrestre representava 1,5 bilhão de hectares de terras agrícolas, 3,5 bilhões de hectares de pastagem, 3,8 bilhões de hectares de florestas a 0,3 bilhão de hectares deáreaconstruída,incluindo-serodovias. Área de biodiversidade – espaço biologicamente produtivo reservado para proteger a biodiversidade, de acordo com decisões políticas. A Comissão de Brundtland (que propôs a definição de Desenvolvimento Sustentável) recomendou,emmédia,aproximadamente12%daPegadaecológicanacionalcomonecessários. Área degradada – área que sofreu perda ou redução de suas propriedades ambientais, tais como a qualidade ou capacidadeprodutivadosseusrecursos. Área protegida– área definida geograficamente que é destinada, ou regulamentada e administrada para alcançar objetivosespecíficosdeconservação. Assimetria de informação – condição ou situação em que uma parte da transação dispõe de melhores informações do que a outra parte; quando uma parte conhece melhor seu produto do que a outra; ou quando as
  9. 9. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 8 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 8 de 64 informaçõesarespeitodedeterminadoprodutosãomelhoresdoqueasdeoutro. Aterrocontrolado–áreaouterrenoparadisposiçãofinalderesíduossólidos,concebido,projetadoeexploradoem obediênciaaespecificaçõesadequadas. Aterrosanitário–áreaouterrenoparadisposiçãofinaldosresíduossólidosnosolosemprejuízodasaúdepública edoambientemedianteousodetecnologiaadequada. Atividade ambientalmente degradante – ação, iniciativa, atitude, processo e produto que causam prejuízos à saúde, à segurança e ao bem-estar da população; causam danos aos recursos ambientais e aos materiais; criam condições adversas às atividades sociais e econômicas; afetam as condições estéticas, a imagem urbana, a paisagemouascondiçõessanitáriasdoambienteeinfrinjamnormasepadrõesambientaisestabelecidos. Ativismo ambiental – militância, luta, tomada de posição ou ação direta em defesa de causas ambientais ou em oposiçãoaquestõesouatitudesqueafetamoambiente. Ativo (Asset) – qualquer coisa de propriedade de um negócio ou indivíduo representado por moeda ou valor comercial ou de troca. Custo não expirado que pode resultar em benefícios futuros; recurso controlado pela organização, como resultado de eventos passados, do qual poderão surgir benefícios econômicos futuros para ela; qualquer elemento de longa existência, adquirido para determinado serviço ou que renderá o valor quando for vendido;ouapropriedadedeumapessoaouorganização.Ativotangível–bemfísico(edificações,equipamentos, inventário e materiais). Ativo intangível – bens imateriais (licenças, marcas, patentes e outras propriedades intelectuais).VerPassivo. Atmosfera–camadagasosaqueenvolveogloboterrestreeéresponsávelpelobalançoderadiaçãonaTerra. Audiência pública – ato administrativo em licenciamentos ambientais e outras iniciativas públicas, promovido pelo agente habilitado, a fim de ouvir as partes interessadas a respeito de temas específicos ou pertinentes às questões estabelecidas. Auditoria ambiental – levantamento completo e documentado de informações, através de pareceres independentes, para verificação e certificação ou reconhecimento formal das operações da organização, de modo sistematizado, disciplinado, em relação à efetividade da gestão de riscos e dos processos de controle. São considerados, em especial, os aspectos de conformidade legal, finanças e economia, contabilidade, responsabilidade civil, gestão administrativa, de fornecedores, responsabilidade ambiental e social, etc. Do ponto de vista ambiental, a auditoria tornou-se objeto de normas específicas, de números ISO 14010 e 14011. Do ponto de vista socioambiental, a auditoria verifica objetivos, metas, processos gerenciais e produtivos e resultados; apura o atendimento à legislação; levanta questões relativas à responsabilidade perante os agentes externos (stakeholders) eacionistas(shareholders)eavaliaosimpactoscausadospelaorganização.Aauditoriasocialenfocaprocessosde medição, relatoria e aprimoramento do desempenho social da organização, partindo-se de objetivos sociais estabelecidos,compostosporatividadesemetasquantitativasespecíficas,osgrupos-alvoeosresultados,tangíveis eintangíveis,alcançados. Autocertificação – processo adotado em alguns países (EUA, Japão e a maioria dos países europeus), por determinados setores industriais, em que a certificação é feita pelo próprio fabricante, que testa seus próprios produtoseosdeoutrosconcorrentes,forçandoaconformidade.
  10. 10. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 9 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 9 de 64 Automonitoragem – gestão, registro e acompanhamento, pelo próprio empreendedor, das emissões líquidas, sólidas e gasosas, através de medições contínuas, de modo a refletir o desempenho ambiental mensurável da atividade. Autorregulação (ambiental) ou corregulação – (i) modelo gerencial de práticas ambientais adotado na organização, independentemente de legislação ou conformidade obrigatória, caracterizado por regras, princípios, instrumentos, rotinas e outros aspectos administrativos, para que as pessoas cumpram com seus papéis, em direção aos objetivos ambientais estabelecidos; (ii) conjunto de recomendações acordadas voluntariamente por grupos de organizações, segmentos ou setores, traduzidos por normas de conduta e procedimentos comuns. O mesmoqueCódigodeconduta. Autótrofo–organismocapazdesintetizarsubstânciasorgânicasatravésdafotossínteseoudaquimiossíntese. Avaliação–aferição,opinião,julgamentodevalordecondições,situações,açõesoudemateriaisfísicosparaefeito dereclamação,reivindicação,reorientaçãoeoutrasiniciativasfundamentadas. Avaliação de Custos Totais ou Completos (Total Cost Assessment) – análise financeira compreensiva, de longo prazo e ampla, de custos internos e poupança de um investimento. Para outros, a avaliação de todos os custosinternoseexternosincorridosemdeterminadoinvestimento. Avaliação de impacto – análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de identificação, previsão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes, discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longoprazo;temporáriosepermanentes;seugraudereversibilidade;suaspropriedadescumulativasesinérgicas;a distribuiçãodosônusebenefíciossociais(CONAMA). Avaliação de impacto ambiental – processo sistemático de avaliação e documentação sobre as potencialidades, capacidades e funções dos sistemas naturais e dos recursos, para facilitar o planejamento e tomada de decisões para o uso e desenvolvimento sustentável, bem como para antecipar e gerenciar os efeitos adversos e consequênciasdeações. Avaliação de impacto social– processo sistemático de estimar as consequências sociais que poderão acontecer em razão de políticas ou iniciativas específicas de governos ou de organizações com ou sem fins lucrativos, no contextodosrequisitosdoDesenvolvimentoSustentável. Avaliação de risco – avaliação de riscos de curto e longo prazo, associados com situações ou condições de perigo; análise integrada, multidisciplinar e permutativa de dados comparativos para escolhas ou opções, envolvendo impactos econômicos, ambientais e sociais, com o propósito de estabelecer custos e benefícios decorrentes, as características dos riscos, a comunicação às partes interessadas e as decisões relativas à gestão dos riscos assumidos.Críticas usuais – uso de dados pseudocientíficos e argumentos matemáticos para justificar atividades danosas ao ambiente, com base em informações selecionadas, assunções arbitrárias e grandes incertezas,nãocalculadasparaasespécies,pessoasouorganismosmaisvulneráveis.VerAnálisealternativa. Avaliação do Ciclo de Vida (Life-Cycle Assessment) – ACV – (i) “O processo para avaliar a carga (burden) ambiental associada com o produto, processo ou atividade, através da identificaçãoe quantificação da energia e materiais usados e resíduos para o ambiente; para acessar os impactos da energia e dos materiais usados e liberados no ambiente e para identificar e avaliar as oportunidades para afetar o aprimoramento ambiental”
  11. 11. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 10 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 10 de 64 (SETAC); (ii) método para prever e antecipar impactos econômicos, ambientais e sociais, positivos e negativos, personalizadosoucomparativos,focadosnasaúdehumanaenaqualidadedosambientesnaturais,associadosao produto,processoouatividade,pormeiodaanálisequalitativaequantitativadosmateriais,águaeenergiausadose dos resíduos gerados para o ambiente, de acordo com a visão de ciclo-de-vida ou de sistema de produto. A ACV requer levantamentos e análises compreensivas e sistêmicas, conectando atividades ou operações, em três blocos ou etapas: (1) Inventário de entradas e saídas de energia e matérias-primas, abrangendo: extração, aquisição, armazenagem, processo de manufatura, distribuição e transporte, uso, reúso e manutenção, reciclagem, gestão de resíduos e efluentes. (2) Análise de impacto capaz de traduzir o significado do uso de recursos e das emissões nos consequentes efeitos para o ambiente e saúde humana. (3) Valoração, traduzindo o significado ou os valores relativosparaosdiferentesefeitoseasconclusõesfinaissobreosimpactosanalisados. Avaliação estratégica de impacto ambiental – processo de exame antecipado e de avaliação de políticas, planos, programas e outras iniciativas de antecipação ou pré-projetos envolvendo os efeitos de ações humanas ao ambiente. Avaliação toxicológica – análise de dados toxicológicos de substância, processos físico ou biológico, com o objetivo de promover a classificação e fornecer informações acerca do uso correto, bem como de medidas preventivasecurativasparaoscasosdeusoindevidoeconsequenteintoxicação. Bacia hidrográfica– área drenada por um curso d´água ou um sistema conectado de cursos d´agua, de maneira quetodaavazãoefluentesejadescartadaatravésdeumasaídaúnica.Abaciahidrográficaéusadacomounidade territorialparaimplementaçãodaPolíticaNacionaldeRecursosHídricos. Backasting (Retrojeção)–método de elaboração de cenários a partir da visão ideal de futuro, retorno ao presente econstruçãodasdiferentesrotasparaofuturodesucessodesejado. Balance Scorecards – Indicadores Balanceados – processo de criação de critérios e indicadores – tangíveis e intangíveis – para avaliação de desempenho de negócios e atividades de organizações não necessariamente lucrativas, baseado na visão balanceada e integrada de quatro perspectivas : financeira, cliente, processo de negócio edeaprendizagemecrescimento. Balanço de massa ou de materiais – método de quantificação da quantidade de materiais, inclusive água e energia,emprocessodeprodução,apartirdocálculodadiferençaentreototaldeentradamenosototaldesaída. Balanço socioambiental – demonstração contábil anual de gastos feitos pela organização, para questões ou aspectossociais. Base da pirâmide – referência à camada ou extrato mais pobre do mundo, sujeita a preços mais altos para alimentoseprodutosecommenorqualidadenoatendimentopelomercadodebenseserviços. Baseline–verLinhadeBase. Bem ambiental de mercado – refere-se a produtos aos quais podem ser atribuídos preços com valores monetários, tais como matérias-primas, água e energia. Por dificuldades inerentes, não incluem os Serviços ambientais. Bempúblicooudeusocomum(Commongoods)–valordebenseserviçosparaosquaisinexistemcritériosde
  12. 12. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 11 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 11 de 64 propriedade para uso exclusivo ou privado e que devem ser de propriedade da sociedade ou do planeta como um todo.TambémchamadodeBeminternacionalouPlanetário. Benefício– valor de mercado de produtos ou serviços gerados no empreendimentoou quanto a organização ou a sociedadeganhouemdecorrênciadaatividadedoempreendimento. Bens – totalidade de valores e coisas que possam ser objeto de uma relação de direito, por possuírem valor econômicoouporcorresponderemaumanecessidadecujoatendimentoédemandadopeloshumanos. Bens ambientais – bens jurídicos coletivos que compreendem elementos setoriais do ambiente globalmente considerado,taiscomo:água,solo,flora,fauna,aratmosférico,sossegoauditivoeapaisagem. Bens de uso comum do povo– bens pertencentes ao Poder Público, de fruição imediata por toda a coletividade, sempréviaformalidadenemdiscriminaçãodeusuários,semafetaroaproveitamentodosdemais. Bens do Estado – total de bens, móveis, imóveis, semoventes, disponíveis ou indisponíveis, pertencentes, a qualquertítulo,aoEstadofederado,àssuasautarquiasoufundações. Bens públicos ou de interesse público– bens estatais ou particulares, sujeitos a regime especial quanto ao seu gozo, disponibilidade e exercício de poder de perícia, tendo em vista o atendimento de interesse público institucionalmentereconhecido. Berço-à-cova–visãodesistemadeprodutoqueconsideraosimpactosaolongodociclodevidadoprodutooudo serviço,desdeafontedematérias-primas,levandoemcontatransporte,manufatura,distribuição,comercializaçãoe usoouconsumo,atéadestinaçãoedescartedeembalagenserestosdeprodutoaofinaldavidaútil. Berço-ao-berço– visão de sistema de produto que considera os impactos ao longo do ciclo de vida do produto ou do serviço, da fonte de matérias-primas ao retorno de embalagens e restos de produto ao final da vida útil, como insumo ou “nutriente” para novos processos e/ou produtos. O modelo deve ser considerado “resíduo zero” e foi relacionado à “ecoefetividade” por William McDonough and Michael Braungart, como aprimoramento da “ecoeficiência”,considerando-sepelomenos3-4ciclosdereaproveitamentoderesíduosemateriaisaofinaldavida útildoproduto. Bio – prefixo utilizado para formação de inúmeros termos e referente à natureza ou condições biológicas ou aos seresvivos. Bioacumulação – retenção progressiva de uma substância nos tecidos de um organismo durante seu período de vida. Biocapacidade disponível por pessoa – espaço biologicamente produtivo total do planeta, incluindo solo e ambientes aquáticos, estimado (em 2003) em 11,4 bilhões de hectares (28,2 bilhões de acres), de uma nação ou de outra unidade geopolítica considerada, dividido pelo respectivo número de habitantes. Em dezembro de 2005 (6,552 bilhões, aproximadamente), a biocapacidade global disponível era de 1,74 hectare/pessoa (se o espaço biologicamenteprodutivototalnãofoireduzido).Em2003era1,8hectare. Biocapacidade ou capacidade biológica – capacidade total de produção biológica anual de espaço biológico produtivo global, regional, nacional ou de área nacional específica, que poderá ser expressa por hectare global.
  13. 13. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 12 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 12 de 64 Áreaequivalenteaoespaçocomprodutividademédiamundialglobal. Biocombustível–combustívellíquido,gasosoousólidogeradopormaterialbiológico(plantas,lixo,resíduossecos, cana-de-açúcaroupolpademadeira),apartirdecombustãoefermentação. Biodegradável – capaz de ser decomposto rapidamente por microrganismos, sob condições aeróbicas e/ou anaeróbicas. Biodiesel–biomaterialcombustívelparausoalternativodoóleodieselderivadodopetróleo. Biodiversidade – total de genes, espécies e ecossistemas de uma região. A biodiversidade genética refere-se à variaçãodosgenesdentrodasespécies,cobrindodiferentespopulaçõesdamesmaespécieouavariaçãogenética dentro de uma população. A diversidade de espécies refere-se à variedade de espécies existentes dentro de uma região. A diversidade de ecossistemas refere-se à variedade de ecossistemas de uma dada região. A diversidade culturalhumanatambémpodeserconsideradapartedabiodiversidade,poisalgunsatributosdasculturashumanas representam soluções aos problemas de sobrevivência em determinados ambientes. A diversidade cultural manifesta-se pela diversidade de linguagem, crenças religiosas, práticas de manejo da terra, arte, música, estrutura socialeseleçãodecultivosagrícolas,dentreoutros. Bioenergia – energia química potencial do mundo biológico, proveniente de matéria orgânica produzida por fotossínteseouquimiossíntese(nosmicrorganismos). Bioma – espaço terrestre representativo de hábitat (lugar onde vive um organismo ou uma comunidade) com característicasbiológicasefisiológicasprópriasousemelhantes,determinadaspeloclimaesolo. Biomassa – qualquer volume ou depósito de organismos biológicos ou de biomateriais não fósseis, disponíveis de maneirarenovável. Biomaterial – qualquer material, substância ou produto cujo componente principal é parte ou originário de organismovivo;oumaterialsintéticoorgânico,masqueocorrenanatureza. Biorrecuperação ou biorregeneração – fenômeno ou processo biológico que estabelece a recuperação das características originais de ambientes modificados ou impactados em decorrência de processos produtivos, produtos,consumoecondutaspós-consumo. Biorregião – espaço geográfico caracterizado por abranger outros espaços ou vários ecossistemas relevantes ou alvosdeatençãoespecial. Biosfera – camada mais externa ou superfície que constitui o ecossistema ou área global do planeta Terra onde ocorremosprocessosdebioprodutividadeereposiçãodosestoquesbiológicosconsumidos,incluindo-seoar,água e solo. Área da Terra onde ocorrem os fenômenos bióticos e a integração destes com os elementos da água (hidrosfera),acamadamaisinterna(litosfera)eexternagasosa(atmosfera). Biossíntese – formação de compostos químicos e orgânicos por organismos vivos, a partir de minerais e fonte externadeenergiaconcentrada. Biossegurança – avaliação, regulamentação e administração do risco biológico, visando a redução ou a
  14. 14. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 13 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 13 de 64 eliminação,parapreservaraqualidadeeasobrevivênciadavidahumanaedosoutrosorganismosnoambiente. Biota–conjuntodetodososseresvivosdeumdeterminadolocal. Biotecnologia – aplicação de conhecimentos biológicos e de outros ramos do conhecimento científico, em associação a técnicas de engenharia, economia e outros aspectos relevantes para a concepção, desenvolvimento eproduçãodeorganismosbiológicos,materiaisousubstânciasorgânicas. Biótopo – espaço definido por condições de vida específicas, onde os seres vivos cumprem todo o seu ciclo de vida. Bluewashing (maquiagem azul) – uso indevido ou impróprio do logotipo (azul) do código voluntário de respeito aos princípios do Global Compact da ONU especialmente por não atender às exigências socioambientais do arcabouço. Boas práticas – ações e procedimentos dos quais surgem abordagens, atitudes e instrumentos inovadores para negócios ou atividades, de natureza comportamental, caráter gerencial ou para produção de bens e serviços que possam ser acessáveis e documentados através de diferentes metodologias. Com isso é possível estabelecer o quefuncionaeoquenãofunciona,como,porqueesobquecondições. Bolha de consumo (overshoot) – condição em que determinado valor excede a medida aceitável, devida ou intencionada. Situação de consumo humano e produção de resíduos que extrapola o estoque de recursos naturais ouabiocapacidadeparaproduzirrecursoseabsorverosresíduosgerados,emdeterminadolocalouescala. Bolha de emissões – previsão do Protocolo de Quioto que permite aos países industrializados atender ao cumprimento de metas em conjunto, como se a emissão de gases com efeito estufa fossem parte de uma grande bolhaequeastaxasparaemissõesdetaisgasespodemserdefinidasdemaneiradiferenciada. Cadeia alimentar – ciclo de transferência de energia alimentar, desde a fonte, nos organismos autótrofos, através deumasériedeorganismosqueconsomemousãoconsumidos.OmesmoqueCadeianutritiva. Cadeia de negócios – grupo de negócios formado por um número de estabelecimentos conectados e que compartilhamdeterminadamarcaounome,bemcomoforneceprodutoouserviçoidênticoousimilar. Cadeia de logística – todos os passos sucessivos no processo logístico, em um ambiente ou indústria particular. Logística:gestãodeinventárioemmovimentoouestacionado,envolvendoplanejamento,execuçãoecontroledas operações de busca e aquisição (procurement), movimento ou estacionamento de pessoal, material e outros recursos,comopropósitodeatingirosobjetivosdeumaestratégia,campanha,planoouprojeto. Cadeia de produção – o mesmo que Cadeia de negócios, podendo abranger, para alguns, Cadeia de suprimentosouCadeiadelogística. Cadeia de suprimentos – rede de pessoas ou de organizações que desempenham as funções de busca e aquisição (procurement) de materiais, a transformação destes em produtos intermediários ou acabados e a distribuiçãodosprodutosfinaisaosclientes. Cadeiadevalor–etapas,elosouelementosdeumasequênciadeatividadespelaqualumprodutopassa,criando ouganhandovaloremcadaetapa,semquesejanecessárioconsideraroscustosenvolvidos.Aagregaçãodevalor
  15. 15. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 14 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 14 de 64 para organização abrange atividades primárias (logística interna, produção, logística externa, vendas, marketing, serviçosemanutenção)eatividadesdesuporte(infraestruturaadministrativadegerenciamento,gestãoderecursos humanos, pesquisa e desenvolvimento e compras). O conceito foi estendido e passou a envolver outras partes interessadasqueafetamousãoafetadaspelaagregaçãodevaloraosnegóciosouàsatividadesorganizacionais. Camadadeozônio–partedaatmosferasuperior,situadaentre15kme40kmdealtitude,emrelaçãoàsuperfície da Terra, com concentração máxima de ozônio a 25 km e que absorve grandes proporções da radiação solar na faixa do ultravioleta, evitando que alcance a Terra em quantidades consideradas perigosas. Também chamada de Ozonosfera. Capacidadebiológicadecargaporpessoa–índicepercapitadeárea,medidaemacreouhectare,resultanteda divisãodaáreatotalbioprodutivapelonúmerodehabitantesdaTerra. Capacidade biológica disponível – quantidade de espaço biológico produtivo que está disponível para o uso humano.VerBiocapacidade. Capacidade de carga apropriada – fluxo anual de recursos biofísicos (energia e materiais) requeridos por determinada população que depende deprodução ecológica e suporte de funções em regiões distantes em todo o planeta, através de comércio e ciclos biogeoquímicos naturais. O fluxo, por unidade de tempo, dos totais globais refere-se em geral (a) à energia/material (essergia) derivada das atividades dos produtores primários (organismos fotossintetizadores) e para os níveis sequentes de organismos consumidores presentes no ecossistema, especificamente os humanos e suas economias, e (b) os fluxos que retornam ao ecossistema, sob a forma degradadadeenergiaedematéria(resíduos). Capacidade de carga humana – taxa máxima de recursos colheitáveis e de carga máxima (geração zero) de resíduos que poderão ser mantidos de maneira sustentável ou indefinidamente, sem comprometer, progressivamente,aprodutividadeeaintegridadefuncionaldeecossistemasrelevantes,ondeestesocorram. Número de pessoas que uma nação consegue suportar sustentavelmente em determinado estilo de vida, sem importar a capacidade de carga de outras nações. Índice resultante da divisão do tamanho da Pegada Ecológica pelaáreadeterraadequadaquefordisponível. Capacidade de carga, de suporte ou de sustentação (Carrying capacity) – nível máximo de carga persistentemente suportável de um determinado ambiente demográfico. Nível máximo de utilização de recursos e sistemas ambientais, sem que ocorra comprometimento do equilíbrio biofisicogeoquímico e, por consequência, da sustentabilidade ecológica. Embora difícil de ser medida, traduz a capacidade de recuperação ambiental relacionada ao impacto (população x afluência x tecnologia), taxa de depleção de recursos renováveis e não renováveis e acúmulo de resíduos perigosos no ambiente. O ponto de equilíbrio é rompido quando o crescimento da população, a depleção de recursos ou acumulação de resíduos provocam o rompimento de qualquer uma das funçõesdesustentaçãodevidanaTerra. Capacidade de degradação (degradabilidade)– potencial de agentes físicos e químicos de causarem alteração adversanascaracterísticasdoambiente. Capital – qualquer forma de riqueza, de recursos ou conhecimento disponível para uso na produção de mais riqueza.
  16. 16. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 15 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 15 de 64 Capital construído (pelo homem) ou Capital real– bens materiais construídos e acumulados, a partir do uso de recursosnaturais,humanosesociais,taiscomoedificações,bensmanufaturadoseosvaloresfísicosemonetários, bemcomoosdireitosdepropriedadeindustrial. Capital de manufatura– forma de capital usado por pessoas e organizações, inclusive governos, para otimização da manufatura de bens e serviços, abrangendo materiais, energia, água, tomando como premissa os princípios essenciaisdasustentabilidade.PodeserincluídoemCapitalfinanceiro,masháoriscodesernegligenciadoenão registrado. Capital de risco – investimento financeiro para iniciação de negócios de alto risco, mas com perspectiva de alto retorno para o investidor. Geralmente aplicado a novas e promissoras tecnologias ou mercados emergentes com perspectivasdemelhorcompetitividadeouremuneração,porémcomretençãodeelevadocontrolesobreotomador dofinanciamento. Capital financeiro – uma das outras formas de capital criadas no modelo capitalista e usado pelas pessoas e organizações concebidas pela sociedade humana, para incluir todo o dinheiro e os ativos monetários, instrumentos e recursos propriamente ditos (empréstimos, títulos, ações, despesas, fluxo de caixa, etc.). É o estoque de meio circulante que permite às pessoas e organizações comprarem o que for necessário para realizar suas atividades produtivasedeconsumodebenseserviços. Capital humano – saúde, conhecimento, habilidades, produção intelectual, motivações, engajamento, comprometimento,reputação,liderança,capacidadepararelacionamento. Capitalintelectual–conhecimentosehabilidadesrepresentadaspordireitointelectual,utilizadoparavaloraçãodos demaistiposdecapital. Capital natural – estoques ou conjunto de recursos renováveis (bióticos), não renováveis (abióticos), fluxos de energia e os serviços providos pelo ambiente (sumidouros, regulação climática, energia renovável, ciclo de água, cadeiametabólica,recuperaçãodosolo,etc.),deondeohomemobtémoucriasuasriquezas. Capitalsocial–valoresenormassociais,cultura,lazer,confiança;cooperação,aprendizagem,respeito,interações, relacionamentos (amizades, afinidades, etc.), parcerias, cooperação; inserção econômica e ambiental, equidade, empoderamento (protagonismo); redes sociais, canais de comunicação, famílias, comunidades, empresas, entidadesdeclasse,OrganizaçõesNãoGovernamentais(TerceiroSetorouSetorCívico). Capitalismo – sistema econômico no qual a maior parte do capital é de propriedade privada de pessoas ou organizações. Capitalismo de economia de livre mercado – sistema no qual os recursos são de propriedade domiciliareemqueomercadoalocaosrecursosatravésdemecanismosdepreçoearendadependedovalordos recursosdepropriedadedeumindivíduo. Carbono neutro ou Carbono neutralidade – equalização ou neutralização da taxa ou da responsabilidade de emissãodeCO2 (Carbonozero),atravésdaequivalênciaentreemissãoeaçõesdesequestrooudecompensação deemissão.MuitasaçõesnãosãoverdadeiramenteCarbono-neutras,umavezqueocálculonãoécompleto,nem correto – como no caso de plantar árvores sem calcular os fluxos futuros de decomposição das árvores plantadas. Outras são criticadas pelo próprio modelo, como a compra de créditos de carbono que não estimula o mecanismo de prevenção no processo do produto, diretamente. Mecanismos de conservação de energia (fóssil) são alvo de
  17. 17. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 16 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 16 de 64 questionamento. Carbono, responsabilidade – ato de atribuir ou identificar a origem ou o agente da emissão de Dióxido de Carbono(CO2)queéincluídanaPegadaEcológica. Caso organizacional de sustentabilidade – descrição de práticas e procedimentos relevantes envolvendo processosoperacionaisemelhorespráticasparaasustentabilidade,integrandoosaspectosfinanceiros,ambientais esociais. Cenário–espaçorealouvirtualondesepassaahistóriaouosacontecimentos,ouavisãodefuturoparaquestões econômicas, ambientais, sociais, culturais, etc. A descrição do cenário abrange eventos, ações ou situações para usoemplanejamentoeiniciativasestratégicasparasituaçõesfuturas. Cenário de linha de base ou de referência – também chamado de cenário de benchmarking e de “não intervenção”, revela a condição futura da sociedade e/ou do ambiente na qual não serão implementadas novas políticas diferentes das atuais vigentes; ou na qual as políticas não terão influências notáveis em relação às questõesanalisadas. Cenário de prospecção (forecasting) – visão de futuro construído a partir da exploração de alternativas de desenvolvimento, com base na situação corrente, com ou sem expectativas de esforços de políticas esperadas ou desejadas. CERES, Princípios– código voluntário ambiental de 10 elementos para definição de política e de ética corporativa, criado por coalisão de grupos ambientalistas, sindicatos de trabalhadores e investidores motivados pelo entendimentodaforçadaspartesinteressadas. Certificação – processo conduzido por agentes públicos ou privados, independentemente de relações comerciais ou institucionais, para orientar, corretamente, os interessados e reconhecer, publicamente, através deselo, título, diploma ou outro documento comprobatório o atendimento de conformidade aos padrões requeridos, de reconhecimentodeconsistênciaedecredibilidadedaorganizaçãopúblicaouprivadacandidata. Chuva ácida – precipitação de água sob a forma de chuva, neve ou vapor, com pH igual ou inferior a 4,5, tornada ácida pela presença de resíduos gasosos, especialmente óxidos de enxofre e de nitrogênio, liberados pela combustão de hidrocarbonetos e convertidos em ácidos na atmosfera. São soluções ácidasdiluídas de minerais derivadasdemisturasexistentesnaatmosfera,originadasdediversospoluentesindustriais. Ciclo de Vida de Produto– consideração de todas as etapas envolvidas para a produção de bem ou de serviço, desde a extração de material, para produção de matérias-primas, até o descarte ou destinação final do bem ou produto, também conhecido como visão “do-berço-à-cova” ou, de modo mais aprimorado, “do-berço-ao-berço”, comoconsequênciadoreaproveitamentodobemoudepartesdeste,aolongoouaofinaldociclodevida. Cidadania corporativa ou Organizacional– diz-se da organização transnacional que dispõe de endereço postal no país de referência, para responder por seus atos, onde profissional do direito atua com respeito às leis, códigos, condutas e outros instrumentos importantes para os benefícios. Que envolve aceitação de escolhas e responsabilidadeparaototaldeimpactoscausadospelaorganização. Código de conduta voluntário– padrões éticos; conjunto de princípios comportamentaisou padrões assumidos,
  18. 18. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 17 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 17 de 64 decarátervoluntárioeautodeclaratóriodeconduta. Coesão social – sentimento ou estado de confiança mútua entre vizinhos, combinado com a disposição para intervirembenefíciodobemcomum,reduçãodepobreza,desigualdadeseexclusãosocial.VerExclusãosocial. Cogeração – produção simultânea de energia elétrica e térmica a partir da mesma fonte de combustível; o aproveitamentodecalorresidualdeprocessoindustrialparaageraçãodeenergiaaproveitável. Comando e controle –modelo de gestão de processos de produção e consumo de bens e serviços e caracterizado por cumprimento legal (conformidade) de regulamentação, através de fiscalização e penalidades. Comando e controle – conjunto de regras, regulamentos e outros instrumentos com força legal, que determinam padrões, limites e condutas determinadas por organismos governamentais e que deverão ser obedecidos por organizaçõesprodutorasdebenseserviços. Comércio de emissões – mecanismo previsto pelo Protocolo de Quioto, peloqual países comprometidos com a reduçãodasemissõesdeCO2 podemtrocarolimitedeemissãocomoutrospaíses.Temcomoobjetivotornarmais flexível a política de redução de emissões e melhorar a eficiência econômica das operações de redução de emissões. Comércio justo – sistema ou movimento social que visa o comércio internacional com preços justos e a implementação de padrões sociais e ambientais justos nas cadeias produtivas dos bens e serviços, em defesa dos produtores ou povos menos favorecidos. O modelo prevê que os trabalhadores tenham oportunidades e que sirva de alternativa para substituir o modelo convencional, no qual os artesãos e pessoas mais pobres possam ser beneficiados perante grupos econômicos mais poderosos, os quais passariam a colaborar – como parceiros – na capacitação e criação de habilidades para os elos mais fracos das cadeias de negócios. As ações recomendadas envolvem: recebimento de preço mínimo estável para commodities; proibição de exploração do trabalhador e do trabalho infantil; estabelecimento de relações de negócio de longo prazo; acesso do pequeno produtor a financiamentos e assistência técnica; adoção de práticas produtivas sustentáveis; condições de trabalho saudáveis; igualdadenasoportunidadesdeempregoparatodos;direitodeacessoatodasasinformaçõesrelativasàprodução e comércio; oportunidade para certificação de organizações, com base em padrões internacionais para importadores,varejistas,exportadores,organizaçõesprodutorasedesuporte. Comissão Brundtland – denominação dada em homenagem à primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, que chefiou a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU em 1993, em decorrência da Conferência de Estocolmo de 1982 (Primeira Reunião Mundial de Meio Ambiente). A ComissãodeBrundtlandpropôsadefiniçãodaexpressãoDesenvolvimentoSustentável. Comissão de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas– comissão criada pelas Nações Unidas em dezembro de 1992 para assegurar o acompanhamento efetivo dos compromissos assumidos na Rio-92 e dar outrasprovidênciasparaimplementarasiniciativasassumidas. Comitê de Bacia Hidrográfica– fórum e decisão, no âmbito de determinada bacia hidrográfica, que conta com a participação dos usuários, das prefeituras, da sociedade civil organizada, dos demais níveis de governo (estadual e federal)edestinadoaagircomooparlamentodaságuasdabacia. Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica – comitê instituído com a finalidade de congregar representantes de usuários de água, da população de uma bacia hidrográfica e de órgãos da administração direta
  19. 19. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 18 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 18 de 64 federaleestadualatuantesnaregião,queestejamrelacionadoscomosrecursoshídricos. Competência central – habilidades primárias, conhecimento de excelência para execução de atividades, que caracterizamasmaioresforçasparaacompetitividade. Competição–disputaentreorganismos,pessoasouorganizaçõesparaatingiremseusalvos.VerCoopetição. Competitividade– garantia de posição ou conquista de melhor parcela de mercado, graças a estratégias e ações gerenciaiseprodutivas,principalmenteasrelacionadasàdiferenciaçãodeprodutos,reduçãodecustosediferenças devolumeequalidade(assimetria)deinformação.VerVantagemcompetitiva. Compostagem – processo de fermentação aeróbia (em presença de oxigênio) em que resíduos biologicamente degradáveis são decompostos a formas estáveis de materiais contendo matéria orgânica ou com nutrientes vegetais. Comprasverdes–consideraçãodeaspectosambientaisnaprocura,seleçãoecompradebenseserviços. Comunicação ambiental – ato ou processo ativo de revelar informações sobre as condições ou questões ambientaisrelacionadasàsatividadesorganizacionais,dirigidoagruposselecionadosouaopúblicointerno,externo, ou para ambos, em geral, através de diferentes mídias, a fim de atingir as pessoas interessadas no debate social sobreasquestõeseproblemasambientais. Comunismo– sistema econômico no qual o capital é de propriedade da sociedade como um todo e representada pelogoverno. Conceito – ponto de vista, opinião, representação ou concepção de um objeto ou formulação de uma ideia por suascaracterísticasgerais. Conferência das partes (COP) – órgão supremo da Convenção-quadro das Nações Unidas para mudanças climáticas,constituídoderepresentantesdospaísessignatários. ConferênciadeEstocolmo–primeirareuniãomundialparaquestõesambientais,realizadaem1972. ConferênciadeJoanesburgo–terceirareuniãomundialparatratarasquestõesambientais,tambémchamadade Rio+10,realizadaem2002. Conformidade – atendimento a normas obrigatórias ou voluntárias acordadas, com o propósito de garantir que os errossejamencontradosecorrigidos,queosinfratoresestejamsujeitosaexigênciasreparadorasou,senecessário, penalizaçõespelastransgressões. Consequências não intencionais – resultados de ações não esperadas, nem intencionais, geralmente de natureza danosa ou negativa para os sistemas ou alvos complexos e interconectados, especialmente quando se tratar de sistemas ambientais e sociais. O Princípio da precaução serve como ferramenta para evitar danos não intencionais. Conservação (Ambiental) – proteção do ambiente com a utilização racional dos recursos naturais, a fim de beneficiar a posteridade, assegurando a produção contínua de plantas, animais e materiais úteis, mediante o estabelecimento de um ciclo equilibrado de colheita e renovação. Preservação das características e dos
  20. 20. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 19 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 19 de 64 componentes do ambiente natural, inclusive da vida silvestre, hábitats e ecossistemas pertinentes. Conservação (Ecologia) – em sentido amplo é o conjunto de atividades e políticas que asseguram a contínua disponibilidade e existênciadeumrecurso.Emsentidomaisrestrito,éoarmazenamentoeaguardadogermoplasmaemcondições ideais, permitindo a manutenção de sua integridade. A conservação engloba a preservação, que é usada para germoplasma armazenado em temperaturas criogênicas. Conservação da natureza – gestão da utilização humana da natureza, de modo a viabilizar de forma perene a máxima rentabilidade compatível com a manutenção da capacidade de regeneração de todos os recursos vivos. Utilização racional dos recursos naturais renováveis (ar, água, solo, flora e fauna) e obtenção de rendimento máximo dos recursos não renováveis (jazidas minerais), de modo a produzirem o maior benefício sustentado para as gerações atuais, mantendo suas potencialidades para satisfazerem as necessidades das gerações futuras. Conservação da natureza, neste caso, não é sinônimo de preservação porque está voltada para o uso humano da natureza, em bases sustentáveis, enquanto a preservaçãovisaaproteçãoemlongoprazodasespécies,hábitatseecossistemas. Conservação ex situ – conservação de componentes da biodiversidade fora de seus hábitats naturais. Conservação in situ – conservação de ecossistemas e hábitats naturais e a manutenção e recuperação de populações viáveis de espécies em seus meios naturais e, no caso de espécies domesticadas ou cultivadas, nos meiosondetenhadesenvolvidosuaspropriedadescaracterísticas. Consumidor – pessoa física, individual ou como comunidade, ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço comodestinatáriofinal. Consumo – conduta ou atividade decorrente da utilização, pela população, das riquezas, materiais e artigos produzidos. Consumo aparente – produção menos importação, menos exportação de produtos ou de material em determinadoperíododetempo.Usadoparacalcularoconsumodematerialouprodutoemdeterminadaregiãosob estudoeconsistedaadiçãodeestoqueeconsumodireto. Consumo ecointeligente – uso de produtos ecointeligentes, de acordo com os limites de sustentabilidade de recursosnaturaisdisponíveis. Consumo sustentável – modo de atendimento das necessidades humanas básicas para a melhor qualidade de vida, sem comprometer as necessidades das gerações futuras, envolvendo: redução do uso de recursos naturais; prevenção e eliminação da geração e da dispersão de materiais tóxicos e perigosos; conservação de energia e poupançadeágua;qualidadenagestãodefimdevidaútil;visãodeciclodevidadoproduto. Contabilidade ambiental – (a) registro de custos tangíveis provocados por efeitos, danos ou ônus sobre o ambiente e a sociedade, abrangendo os custos privados ou internos e os custos sociais ou externalidades; (b) registro de custos decorrentes de impactos ambientais, para atender aos agentes externos interessados em questõesrelacionadasaimpactosparaasaúdehumanaequalidadedosecossistemas. Contabilidade ambiental nacional – registro físico e monetário de ativos ambientais e dos custos relativos à depleçãoedegradaçãocorrespondentes. Contabilidade ambiental corporativa – registro de custos de impactos ambientais causados pela organização, auditagemouambos.
  21. 21. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 20 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 20 de 64 Contabilidade ambiental gerencial – engloba ecoeficiência, custos de ciclo de vida (Life-Cycle Costing), contabilização total de custos (Full-Cost Accounting), avaliação de benefícios e planejamento estratégico para a gestãoambiental Contabilidade e Contabilidade gerencial – registro dos custos financeiros e não financeiros como ferramenta paradecisõesgerenciais,predominantementeorientadasparaopúblicointerno. Contabilidade financeira ou convencional– lida com o registroe controle de gastos monetários e tem o objetivo principal de prover informações para os interessados externos, relativas aos impactos financeiros referentes ao desempenhodaorganização. Contabilidade verde– apresentação sistemática de dados ambientaisimportantes de estoques e fluxos (recursos naturais de suporte da vida no planeta, fluxo de poluentes), acompanhados de contabilização econômica convencional com o propósito de fornecer a medição compreensiva das conseqüências ambientais da atividade econômica. Contabilização de custo total (Full-cost accounting ou Total-cost accounting) – método de gestão da contabilidade de custos que aloca custos (socio)ambientais (diretos e indiretos) a um produto, linha de produto, processo, serviço ou atividade. Algumas vezes a expressão inclui apenas os Custos privados. Em outras situações, envolve todos os custos ao longo do Ciclo de Vida do Produto (desde a matéria-prima ao descarte do produto ao final da vida útil), muitos dos quais não aparecem ou não são levados em conta no Resultado Final Econômico(BottomLine). Contabilização total – inclusão, nos custos, de todas as despesas financeiras e externalidades sociais e ambientaisparaaformaçãodopreçototal(full-costpricing). Contaminação – presença indesejável de materiais tóxicos, perigosos em outras substâncias, meios ou no corpo deorganismosvivos. Contaminação ambiental – introdução, no ambiente, de agentes que afetam negativamente o ecossistema, provocandoalteraçõesnaestruturaefuncionamentodascomunidades. Controle– verificação do cumprimento dos dispositivos regulamentadores de práticas e atitudes exigidas por lei ou fruto de acordos voluntários assumidos. Fiscalização exercida sobre pessoas, organizações ou coisas, no sentido de que a qualidade dessas e a atividades daquelas não se desviem do padrão exigido. Acompanhamento e/ou atuação em processo de maneira que seus efeitos ou produtos estejam em conformidade com os padrões preestabelecidos.VerAplicação(enforcement). Controle ambiental – fiscalização e monitoramento das atividades referentes à utilização dos recursos ambientais exercidospelaAdministraçãoPública,deacordocomdiretrizestécnicaseleisemvigor. Controle biológico – identificação e estabelecimento das condições e estímulos necessários para que agentes biológicos reduzam eficientemente o potencial biótico das pragas, naturalmente, ou pela introdução de predadores, vírus,bactérias,machosesterilizados,fungosououtrosorganismos. Controle de efluentes – fiscalização exercida sobre a emissão de efluentes a fim de que sejam cumpridos os padrõespreestabelecidosdequalidadeambiental.
  22. 22. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 21 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 21 de 64 Controle democrático da informação– acesso a informações sobre questões que dizem respeito à segurança e uso de processos e produtos, por todos os interessados, inclusive as emissões e registros de poluentes, planos de redução de uso de produtos tóxicos e dados sobre componentes perigosos de produtos. Este princípio tem recebido crescente atenção de parte de governos de países desenvolvidos, como é o caso da legislação do direito de saber – o RTK Right to Know, nos EUA. O TRI Toxic Release Inventory, obrigatório nos EUA, é produto da legislaçãodeRTK.EmváriospaísesosistemaequivalenteédenominadodePRTRPollutantReleaseandTransfer Register(RETPRegistrodeEmissõeseTransferênciadePoluentes). Controle Integrado de Processo e Produto (CIPP) – operações de controle de práticas e procedimentos orientados para o aprimoramento contínuo de produtos e serviços proporcionados por produtos, fundamentado na Avaliação do Ciclo de Vida e com o propósito de reduzir os impactos para o homem e o ambiente em todos os estágiosdoSistemadeProduto. CONUMAD–ConferênciadasNaçõesUnidassobreoMeioAmbienteeDesenvolvimento. Cooperação – ação concertada entre organismos, pessoas ou organizações para a busca de objetivos ou conquistadealvoscomunsoucomplementares. Coopetição – equilíbrio entre competição e cooperação, resultando em ecossistemas saudáveis ou em mercados caracterizadospordisputasestimulantesecooperaçãoestável. Corporação – organização jurídica com direitos similares aos de pessoa física, na qual um grupo de pessoas age como se fosse uma pessoa ou corpo único, na busca de um objetivo comum. Todos os integrantes seguem as mesmasregraseestatutosparaformaçãodeumaagremiação,associação,igrejaoumesmoempresa.Emmuitos países a corporação limita a responsabilidade dos empregados e acionistas, que ficam protegidos de ações ou de consequênciasdasaçõescorporativas. Crescimento – acumulação ou aumento no valor de bens materiais, financeiros e de serviços, com base na variaçãodoProdutoDomésticoBruto(expressopelasiglaGDP,doinglêsGrossDomesticProduct),apósajusteda inflação. Do ponto de vista da sustentabilidade, crescimento vai além do aumento do valor de bens, para incluir os benefíciosemgeralparaindivíduos,organizaçõesesociedadeemgeral. Crescimento não significa, portanto, desenvolvimento – este sendo entendido como a aquisição qualitativa de bens tangíveis e intangíveis, inclusive os espirituais e se sustentabilidade é relacionada à justiça social de longo prazo,intra,interetransgerações. Crescimento econômico – aumento de resultados econômicos (expressos pelo valor final de bens e serviços produzidos), ao longo do tempo, consequente, por exemplo, do aumento do ingresso de recursos econômicos por mudança tecnológica. O Produto Doméstico Bruto é a medida mais comum de representar o resultado do crescimentoeconômico. Criação de valor – processo de geração de benefício – tangível e intangível, material, financeiro, emocional, relacional, etc.– para as partes interessadas, através dos processos e produtos oferecidos por organizações com e semfinslucrativos. Crimeecológico–condutadopoluidorqueexpuseraperigoacomunidadehumana,animalouvegetal,ouestiver
  23. 23. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 22 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 22 de 64 tornandomaisgravesituaçãodeperigoexistente. Crimes ambientais, Lei de – Lei Federal n.º 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, regulamentada pelo Decreto n.º 3.179, de 21 de setembro de 1999, dispondo sobre penalidades e sanções administrativas por condutas e atividadeslesivasaoambiente.https://www.planalto.gov.br/ [acessarLegislação,Leisordinárias,1998elocalizarLei n.º9.605]. Critério–normaoumodoparajulgamentoouapreciaçãodeumasituação,umfatooucondição. CúpuladaTerra–EarthSummit–reuniãomundialambientalrealizadanoRiodeJaneiroem1992. Curva de demanda – representação gráfica da quantidade de um bem ou serviço que os compradores estariam dispostosacompraremdiferentespreços,emdeterminadoperíododetempo. Curva de oferta–representação gráfica da quantidade de bens e serviços que os produtores estariam dispostos a venderemdeterminadoperíodo,pordeterminadospreços. Custo – Todo o gasto ou despesa para manufatura de produto, processo ou atividade, e decorrente de impactos negativosprovocadosporumempreendimento. Custo de ciclo de vida (Life-cycle costing) – método de aferição de custos de produto, processo ou atividade ao longodetodaavida,damatéria-primaaodescartefinal,abrangendocustosinternoseexternos. Custo de compensação – custo incorrido em ação de compensação de impactos causados a terceiros, por produto,processoouatividade. Custo de contingência – custo de ocorrência incerta ou subjetiva, que possa ocorrer a qualquer tempo, no presenteounofuturo,causadoporproduto,processoouatividade. Custo de controle – gasto para prevenir/evitar ou reduzir os impactos causados por produto, processo ou atividade. Custo de degradação – custo externo resultante de impacto causado por produto, processo ou atividade de uma organização. Custo de mitigação – custo para ação de redução de consequências derivadas de impactos causados por produto,processoouatividade. Custo de oportunidade – custo alternativo de um bem “x” representado pelo montante de bens “y”, “z”, etc., que tiveram de ser sacrificados, a fim de que os recursos fossem alocados para produzir “x”. O mesmo que Custo social da produção. O valor da melhor alternativa para determinada escolha ou valor de recurso em seu melhor uso. Custo de reposição – estimativa dos valores a serem pagos para reposição ou restauração do recurso (socio)ambientaldanificado,pararestabeleceracondiçãooriginal. Custovariável–custodeproduçãoquesemodificaquandoonívelouescaladeproduçãosemodifica.Ocontrário deCustofixo.
  24. 24. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 23 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 23 de 64 Customização – habilidade para o cliente modificar ou induzir a modificação da forma de atendimento de suas necessidadesoudesejos. Dano–mudançaadversa–diretaouindireta–mensurável queocorreemrecursoouemserviçonatural. Dano ambiental – lesão direta ou indireta sofrida pelo ambiente, inclusive qualquer diminuição na qualidade ambiental que afete o equilíbrio ecológico, mediante atos, omissões ou atividades praticadas ou consentidas por particulares ou pelo Poder Público que atinge interesse difuso de toda a coletividade, mesmo que não cause prejuízodiretoparaalgumapessoaindividualizada. Declaração do Rio – documento aprovado na Rio-92, a segunda reunião mundial para questões ambientais, contendo27princípiosdeorientaçãoparaaçãointernacional,baseadanaresponsabilidadeambientaleeconômica e que coloca os seres humanos como o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável e define os direitoseasobrigaçõesdosEstadosemrelaçãoaosprincípiosbásicosparaoambienteeodesenvolvimento. Deficit de sustentabilidade– a medida (em escala regional ou global) da redução de consumo (ou o aumento da economiaoueficiênciaeconômica)necessáriaparaeliminarodeficitecológico. Deficit ecológico – o nível de consumo de recurso e descarga de resíduos por determinada economia ou população em excesso à produção sustentável local ou regional e à capacidade assimilativa na área onde a polução ocorre. - Total da Pegada ecológica que ultrapassa a biocapacidade do espaço ou da área geográfica estabelecida para o grupo considerado (global, regional, nacional, etc.). O deficit ecológico nacionalmede o total pelo qual a pegada ecológica do país (mais a responsabilidade compartilhada da biodiversidade) excede a capacidadeecológicanacional. Degradação–esgotamento,depleção,destruiçãoderecursosoudecondiçõesexistentes. Demanda Material Total – TMR Total Material Requirement – volume total acumulado de material primário usado pelo sistema produtivo do país, representado por recursos extraídos dos estoques naturais nacionais e importadosdeoutraspartesdomundo. Depleção – extração contínua de água de lençol subterrâneo, reservatório ou bacia, ou de outros recursos ou material,aumataxamaiordoqueaderealimentação. Desafio ambiental e social – instigação, provocação, questionamento envolvendo aspectos e situações ambientaisedasrelaçõeshumanasjásubmetidasaosimpactosnaturaisouporatividadeshumanasequedeverão serremediados,corrigidose,idealmente,prevenidosatravésdemedidaseposturasestratégicas. Desastre – desorganização séria da sociedade ou de sistema em operação (de causas naturais ou de causa humana), que provoca a dispersão humana e a perda de material ou de qualidade ambiental, em níveis que excedemahabilidadedasociedadeafetadaparaseadequarusandoapenasseusprópriosrecursos. Desastre natural – mudança destrutiva violenta e rápida no ou do ambiente não devida à atividade humana, mas decorrentedefenômenoscomoenchentes,terremotosemaremotos,fogoefuracões. Descarte–açãodedepósitofinal,nasoperaçõesdegestãoderesíduos,quecomeçapelacoleta,triagemesegue paratransporte,tratamento,armazenamentoedestinaçãoparasuperfícieouenterroouincineração.
  25. 25. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 24 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 24 de 64 Desenvolvimento – mudança de estágio, padrão ou patamar, representada por aquisição qualitativa de bens tangíveis e intangíveis, inclusive os espirituais, que atenda à justiça social de longo prazo, intra, inter e transgerações. Desenvolvimento Sustentável – a aquisição quantitativa e qualitativa de bens e serviços providos pela natureza, para atendimento das necessidades dos atuais integrantes de todos os setores da sociedade humana – sem comprometer o direito das gerações futuras de disporem de bens e serviços naturais para atenderem às suas próprias necessidades (baseada na Comissão Brundtland, em 1987). Processo intra, inter e transgeracional de desenvolvimento integrado econômico, social e ambiental, quantitativo e qualitativo, que deve ser praticado por todos os integrantes da sociedade humana e que (i) respeita, adota e aprimora os princípios e os limites biogeofisicoquímicosnaturaisparaaproduçãodebenseserviçosnaturaisprovidospeloplanetae(ii)distribuijustiça socialparatodos. Desertificação – processo de degradação do solo, em decorrência de variações do clima ou de atividades humanas que provocam a degradação biológica, física ou química, degradação de recursos hídricos, por consequênciadadepleçãodacoberturavegetal,degradaçãodeáguassubterrâneas,dainfraestruturaeconômicae daqualidadedevidadosassentamentoshumanos. Design para o ambiente DpA (Ecodesign) – concepção de projetos de produção de bens, serviços e infraestrutura com maior eficiência, eficácia e efetividade ambiental, ou com o mínimo de consumo de materiais, de energia e de geração de resíduo, durante todo o ciclo de vida do produto. DpA fica na interseção de duas grandes linhasdeforça.Deumlado,qualidadetotal,desenvolvimentointegradodeproduto;dooutro,gestãosupervisionada (stewardship) e arrumação e registro do ambiente (housekeeping) e prevenção da poluição. Para isso, são utilizadas, entre outras, as ferramentas e estratégias mencionadas a seguir: análise de ciclo de vida (avaliação de desempenho ambiental e de custos); devolução garantida (take back e recompra); eficiência econômica da remanufatura; emissão zero; engenharia reversa, análise de falhas e logística reversa; estimativa de riscos ambientais de componentes individualizados do produto e processo; menor intensidade material por serviço ou função; oportunidade de recuperação e reutilização de materiais; previsão para desmontagem e reciclagem; reutilizaçãodepartesnafasepós-consumodeprodutos. Desmaterialização–diminuiçãodototaldematerialemprocessoprodutivoounoproduto,ounoconsumodebens e serviços que vai além de proporcionar benefícios para o consumidor. Entendido também como a redução de materialouutilizaçãodematerialalternativoparaproporcionaroaumentodaeficiêncianaprestaçãodeserviçospor determinadoproduto. Desorganizadores hormonais – substâncias químicas naturais ou sintéticas que influenciam, de várias maneiras, aatividadehormonalemseresvivos,como,porexemplo:bifenil-policlorados(PCBs),dioxinas,furanosepesticidas. As substâncias são encontradas primariamente em alimentos vegetais ou animais, água poluída e na lixiviação de certos plásticos. Tornam-se persistentes no ambiente e podem ser coletadas em tecidos gordurosos de animais e humanos.Traçosdestetipodesubstânciapodemserencontradosemtodasaspartesdomundo. Desperdício – não utilização de resíduos, os quais poderiam sê-lo, dependendo de tecnologia e recursos financeiros. Destinação – deposição final (em locais adequados ou sob condições regulamentadas, seguras e autorizadas) ou destruição (incineração) de substâncias tóxicas, radiativas ou de outro tipo de material, estoques e sobras de
  26. 26. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 25 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 25 de 64 pesticidas banidos, bem como tambores contendo materiais perigosos resultantes de ações de remoção ou de liberaçãoacidental. Destinaçãoambiental(Environmentalfate)–destinodedeterminadopoluentequímicooubiológiconoambiente. Devolução garantida – também chamada de logística reversa e Take-back, em que o produtor ou o empreendedor organiza e mantém, ao seu custo, os procedimentos que garantam a devolução e recolhimento de embalagem, produto ou de partes do produto na fase pós-uso ou ao final da vida útil. Representa abordagem no contextodaResponsabilidadedoprodutorparafacilitaroreúso,reciclagemeoutrasformasdereaproveitamentode materiaisparaaorganizaçãointeressadaouparaevitarodescartedemateriaiscausadoresdedanosaoambiente. OmodeloéaprimoradoatravésdeestratégiadeDesignparaoambiente. Diferenciação de produto – modificação de produto para que seja mais atrativo no mercado, em relação ao competidor. Dimensão – grupamento de classes relacionadas que são definidas, aproximadamente, pelo mesmo nível de abstração. Dimensão ambiental – conservação e qualidade dos estoques de recursos renováveis, extensão de vida útil dos não renováveis e sustentação dos serviços naturais, como clima, recuperação de fertilidade do solo, garantia da cadeia de nutrientes, etc.; cargas, impactos e danos físicos, químicos, biológicos sobre meios naturais, com consequências para a saúde humana e qualidade dos ecossistemas naturais, representados por bens e serviços naturais. Dimensão econômica – valores econômico-financeiros tangíveis e intangíveis agregados; prosperidade e aquisição de bens materiais e financeiros por todas as partes interessadas (stakeholders), aqui incluídos os acionistas(shareholders)einvestidoresnasempresasdenegócios. Dimensão social – bem-estar e justiça social (equidade e inserção) das pessoas, individualmente ou em comunidades; alimentação; abrigo; saúde e atendimento médico; educação; desenvolvimento econômico; relacionamentoseinteraçãosocial,sensodepertinênciaeenriquecimentoespiritual. Direcionador – processo ou elemento que condiciona, influencia ou causa modificações em circunstâncias, conjecturasounahabilidadeparaperseguirobjetivosealvos,aolongodotempo. Direito ambiental – (i) conjunto de técnicas, regras e instrumentos jurídicos sistematizados e informados por princípios apropriados, que tenham por fim a disciplina do comportamento relacionado ao meio ambiente; (ii) conjunto de princípios e de regras que abrange vários ramos do Direito (Público, Administrativo, Civil, Ordem Econômica, Fiscal, Criminal), que disciplina todas as atividades humanas relacionadas com o uso racional dos recursos naturais, bem como a proteção dos bens culturais, tendo como objetivo a defesa e a preservação do patrimônio ambiental (natural e cultural) e, por finalidade, a incolumidade da vida em geral, tanto a presente como a futura. Direitos humanos – conjunto de princípios que garante a todos os seres humanos a liberdade de nascimento, a dignidade, o espírito de irmandade; a igualdade e não discriminação de qualquer tipo ou forma; o direito à vida, à não servidão e escravidão, à não submissão à tortura, crueldade, punição ou tratamento degradantes; o direito de autodeterminação e o reconhecimento perante a lei, sob quaisquer circunstâncias; ao direito de defesa; ao
  27. 27. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 26 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 26 de 64 julgamentojustoeimparcial;aodireitodeinocênciaatéprovaemcontrárioemjulgamentopúblicoecomgarantiade defesa; à garantia de sua privacidade, sua família, sua honra e reputação; à liberdade de residência e de ir e vir; ao asilo político; à nacionalidade; à posse de propriedade; à liberdade de pensamento, credo, religião e expressão; o direitodereunir-seeassociar-sepacificamenteaseuspares;aescolhereserescolhidoparagovernos;teracessoa serviços e bens públicos em seus países; a votar e ser votado; à seguridade social e aos direitos econômicos indispensáveis para sua dignidade e desenvolvimento de sua personalidade; o direito ao trabalho de sua escolha, em condições justas e com proteção contra o desemprego; à remuneração justa e favorável para manutenção digna de sua família; ao abrigo e habitação adequados; à proteção à maternidade e à infância; à educação e participaçãoculturaldesuaescolha. Diretriz – linha, traçado, instrução ou orientação para indicar o caminho na condução de uma ação, atividade ou negócio. Disposição a pagar – o total, medido em bens, serviços e moeda, que determinada pessoa estiver disposta a renunciarouaabrirmãoparaobterumbemouserviçoparticular. Disposiçãofinal–deposiçãodosresíduosemsolopreviamentepreparadodelocaisdevidamentelicenciadospara o fim, de acordo com critérios técnico-construtivos e operacionais, em consonância com as exigências dos órgãos ambientaiscompetentes. Diversidade–variedadedeformas,tiposeoutroselementos,deordemsocial,cultural,econômica,religiosa,étnica, degêneroesexo,física,biológica,etc. Diversidadebiológica–verBiodiversidade. Dose–quantidade/volumetotaldesubstânciaadministrada,tomada/ingeridaouabsorvidaporumorganismo. Dose-limite – referência máxima estabelecida, por legislação pertinente, para doses determinadas para a exposiçãodetrabalhadores,aprendizes,estudantesemembrosdopúblico,referenteàradiaçãoionizante. Dose-resposta, avaliação – análise das relações entre a quantidade total de um agente absorvido por um grupo de organismos e as mudanças desencadeadas no grupo como reação ao agente e a inferência derivada de tal análisecomrespeitoàpopulaçãocomoumtodo. Dose Letal DL50 ou Concentração Letal CL50– determinação de toxicidade relativa entre substâncias, através da identificação da quantidade (expressa em miligramas por quilograma de peso para DL50 ou em miligramas por litro de água para CL50) de uma substância ou produto capaz de matar 50% da população testada; método de teste de toxicidade relativa entre substâncias. Quanto mais altos os valores, menos tóxicos ou perigosos os materiaistestados. EBITA (Earnings Before Interest, Taxes, and Amortization) – Indicador ou medida contábil ‘fotográfica’ que revela o fluxo de caixa de ganhos financeiros antes do pagamento de juros, taxas e amortizações.EBITA também leva em conta os indicadores intangíveis e não financeiros, os quais representam ganhos e perdas e que afetam o lucro operacional. Entretanto, há críticas de que os ‘ganhos’ não incluem a depleção ou esgotamento de bens naturais ‘gratuitos’ (segundo a ética ambiental prevalente) que fazem parte do modelo de produção e consumo de benseserviços.EBITDAéavariantequeconsideraaexclusãodeDepreciações.
  28. 28. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 27 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 27 de 64 Eco – prefixo usado para formação de inúmeras palavras e expressões relacionadas às características ou condiçõesambientaisouecológicas. Ecobalanço(deproduto)–consideraçãodobalançodematerialeenergianageraçãooumanufaturadeproduto, aolongodociclodevida. Ecodesign–verDesignparaoAmbiente Ecoedificação – Green building – sistema compreensivo de design para projeto, construção, entrega e pós-uso de edificação e outras obras civis que adota critérios e princípios de Design para o ambiente, especialmente os materiais construtivos, consumo de água e de energia, saudabilidade e produtividade dos trabalhadores e ocupantes. Visão de sustentabilidade aplicada ao modelo construtivo (Construção sustentável), a partir da inserçãodecritériosdeResultadoFinalTríplice(TripleBottomLine),econômico,ambientalesocial. Ecoefetividade – modelo ou prática de produção e consumo de bens e serviços com prevenção da geração de resíduosouemqueoresíduogeradoéusadocomomatéria-primaou“nutriente”paranovosciclosprodutivos(pelo menos3-4).Omesmoquedo-berço-ao-berço. Ecoeficiência – “entrega de bens e serviços em bases preço-competitivas, de maneira a satisfazer as necessidades humanas, trazer a qualidade de vida e, ao mesmo tempo, reduzir, progressivamente, os impactos ecológicos e a intensidade de uso de recursos, através do ciclo de vida, pelo menos no nível estimado da capacidadedesustentação(carrying)daterra”(WBCSD).AecoeficiênciaresultadaequaçãoValordoprodutoou serviço(numerador),divididopelaInfluênciaambiental(denominador),traduzindoapropostadefazerouproduzir mais, com menos uso de recursos ambientais a partir de processos economicamente mais eficientes. Ecoeficiência (eco = econômica e ecológica)– Mediação da relação entre valor construído e impacto ambiental agregado ou causado. Eficiência no uso de recursos ecológicos para alcançar os objetivos econômicos. Obtenção dealvosdesejadoscomonívelmínimodeentrada. Ecogestão: qualquer método, processo ou procedimento para controlar, minimizar, eliminar ou prevenir os efeitos maléficos e potencializar os benéficos para a organização, ambiente e a sociedade humana, causados por ações e produtoscriadospelohomem. Ecoinovação – desenvolvimento de novos bens, serviços ou processos que agrega valor e previne ou reduz, significativamente, os impactos socioambientais, com base em análise de ciclo de vida, ecodesign, fardo ecológico, intensidade material por unidade de serviço, balanço de massa, revalorização de materiais não ecoeficientes, extensãodafunçãooudoserviçoeoutrasferramentas. Ecojustiça – princípio que estabelece o direito de acesso de todos os povos aos bens da natureza, sem dominação,nemdiscriminação. Eco-label eEco-labelling–verRotulagemambiental. Ecologia – estudo do lugar onde vivem os seres biológicos, das relações entre si e com o meio abiótico circundante,amaneiradadistribuiçãonanaturezaeasdemaiscaracterísticas dasassociaçõesnoplaneta. Ecologiaindustrial–verMetabolismoindustrial. Ecomarketing – processo sistematizado e holístico de promoção do aprimoramento de produtos e métodos de
  29. 29. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 28 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 28 de 64 produção,dosnegóciosouatividadesedagestãodeoperaçõesorganizacionais,fundamentadonoaprimoramento do desempenho ambiental, na identificação e atendimento de oportunidades, necessidades e outras expectativas das partes interessadas, através da criação de valor e de maneira sustentável (econômica, ambiental e socialmente).VerGreenwashingeBluewashing. Economia – gestão detalhada da riqueza ou dos recursos (terra, trabalho e capital). Disciplina do conhecimento social que trata da maneira como os recursos são usados para produção de bens e serviços a fim de atenderem aosdesejoshumanos.Estudodasescolhasetomadadedecisãonomundocomrecursoslimitados. Economia ambiental – ramo da economia neoclássica que considera os impactos e problemas ambientais (poluição e outros malefícios) sob a ótica de mecanismos econômicos como taxas, incentivos e subsídios. Neste modelo, a economia não faz parte dos sistemas ecológicos, mas é uma esfera separadae dotada de ferramentas distintas. Economia de estado estável – Steady-state Economy – teoria econômica proposta por Herman Daly, em resposta às predições para os limites de suprimento de combustíveis fósseis, afirmando que o conceito de crescimento econômico em um mundo de recursos finitos é inerentemente insustentável. Por isso, é preciso perseguir a economia de estado estável, que funciona de acordo com o mecanismo e nos limites do ecossistema Terra,finitoefechadoparaoingressodemateriais,excetoparaasradiaçõessolares. Economia de recursos naturais – economia de recursos naturais tradicionais, extratíveis, que leva em conta oferta, demanda e substituição de recursos escassos, sem considerar os impactos, externalidades e a perda do valordeproduçãodebenseserviçosdecorrentes. Economia ecológica – arcabouço interdisciplinar que busca articular economia e ecologia, a partir do entendimento de que há ligação entre saúde dos ecossistemas terrestres e o sistema econômico criado pelos homens e que os fluxos dos componentes econômicos e ecológicos fluem entre si e podem crescer independentemente. Economia neoclássica – teoria econômica (chamada por uns de mais moderna) baseada em conjunto de assunções e modelos matemáticos de mercados que se ampara na crença de que os mercados são o melhor mecanismo para resolver problemas e de que são mais efetivos se deixados livres da interferência de governos e corporações. A estas premissas são incluídas, por outros, instrumentos mais realísticos como: análise completa de ciclo de vida, de custo-contabilização, valor do uso e substituição do capital humano e natural, serviços ambientais, custosderemediaçãoeoutrosrelativosàvisãodesustentabilidadetríplice(econômica,ambientalesocial). Economia solidária – sistema de administração de bens em que a produção, consumo e distribuição de riqueza são centrados na valorização do ser humano – e não do capital. O modelo é associativista e cooperativista, autogerido,tendocomofinalidadeareproduçãoampliadadavida.Comisso,otrabalhosetransformanummeiode libertação humana dentro de um processo de democratização econômica especialmente nas relações do trabalho adotadaspelomodelocapitalista. Ecoparque industrial – comunidade formada de manufatureiras, serviços e outros tipos de negócios, em área físicaoulocalidadecomum,comobjetivosemecanismosqueresultememaprimoramentoambiental,econômicoe social, através de: colaboração em gestão ambiental e outros aspectos ou questões relacionados a recursos; permutasistêmicademateriaiserecursos(metabolismoindustrial);compartilhamentodebenefíciosdacomunidade de negócios e outras partes interessadas, a fim de garantir o impacto líquido (zero emissão, zero impacto, etc.). O
  30. 30. João S. Furtado jsfurtado2@gmail.com Texto de uso livre, desde que citada a fonte. Versão Outubro 2010. Página 29 de 64 Texto em construção v.22fev2008 p. 29 de 64 mesmoqueEcopoloeparcialmenteequivalenteaCluster,ArranjoprodutivoeNúcleosempresariais. Ecorregião – unidade biogeográfica com conjunto de comunidades geograficamente distintas, mas que compartilham a maior das espécies, as dinâmicas e processos ecológicos e onde as interações são mais críticas paraasobrevivênciadelongoprazo. Ecossistema – espaço – natural ou artificial – de interação alimentar ou trófica, representado pelo total de elementos bióticos mutuamente compatíveis e outros abióticos e demais interações físicas, químicas e biológicas que compõem unidade fundamental interativa capaz de gerar produtos ou relações de afinidade como florestas, brejos,comunidadesaquáticas Ecossistema, função – processo físico, químico e biológico, ou atributos que contribuem para a automanutenção do ecossistema. O que o ecossistema faz ou determina, como: hábitat natural, ciclo do carbono, ciclo de nitrogênio, retençãodenutrientes. Ecossistema, serviço – resultados ou benefícios providos pelo ecossistema, como manutenção da cadeia alimentar,alimentaçãodeplantaseanimais,águalimpa,regeneraçãodosolo,valorescênicos,etc. Ecossistema/Ecologia de negócios – analogia que representa a visão sistêmica de relacionamentos e de interdependênciaenvolvendoorganizações,mercadosetodososdemaisatoresoupartesinteressadas. Ecotime – conjunto de pessoas encarregadas da implementação da Proposta de Sustentabilidade, através da execução das Tarefas. Composição multiprofissional, interunidade e transorganizacional, podendo incluir convidados externos, relevantes para a organização. Algumas vezes chamado de Grupo de transição, nas organizaçõesqueimplementarammudançasparaasustentabilidade. Ecoturismo – atividade de viagem ou de passagem por áreas naturais de maneira a conservar o ambiente e aprimorar o bem-estar da população local, através de conduta para contribuir economicamente para o local e respeitar os princípios fundamentais da sustentabilidade: conservação e preservação dos recursos ambientais, manutençãodacapacidadedecargaoudesuportedaterraerespeitoàdiversidade,culturaetradiçãolocais. Educação ambiental – prática social de aprimoramento humano, através da transmissão e assimilação de conhecimento popular e científico. Ação estruturada ou não, do imaginário ou do mundo real, abrangendo a construção de conceitos, valores, práticas, habilidades, atitudes e outros atributos que afetam ou são afetados por (a) questões e relações entre os organismos vivos– com especial referência aos humanos– e os meios água, ar, solo e os ecossistemas, e (b) efeitos econômicos, culturais e políticos que emergem das próprias atividades humanas. Processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades,atitudesecompetênciasvoltadasparaaconservaçãodomeioambiente,bemdeusocomumdopovo, essencialàsadiaqualidadedevidaesuasustentabilidade(art.1.º,LeiFederaln.º9.795,de27deabrilde1999). Educaçãocorporativa–atividadesdeensino,treinamentoecapacitaçãodepessoasquetrabalharamparaouem organizações,viaderegraatravésdeprogramasorientadosparaoperfildenegóciosoudeatividades(tailormade) ecomfoconamissão,visão,culturaecadeiadevalororganizacional. Efeito estufa – capacidade que a atmosfera da Terra apresenta de reter parte da radiação térmica emitida pela superfície do planeta. A luz solar atravessa a atmosfera e após ser interceptada e parcialmente absorvida pelas superfíciessólidasemassasd’águaéreemitidacomoradiaçãotérmica(calor),queencontradificuldadeparasairda

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