Relatório emile durkheim
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    Relatório emile durkheim Relatório emile durkheim Document Transcript

    • TAMIRES GREGÓRIO MENESES VICTOR SAID DOS SANTOS SOUSA VICTÓRIA BENVENUTO DA SILVA CABRALEMILE DURKHEIM: AS DUAS FACES DA MOEDA O HOMEM E O SOCIOLOGO Salvador 2012
    • TAMIRES GREGÓRIO MENESES VICTOR SAID DOS SANTOS SOUSA VICTÓRIA BENVENUTO DA SILVA CABRALEMILE DURKHEIM: OS DOIS LADOS DA MOEDA O HOMEM E O SOCIOLOGO Relatório de Pesquisa solicitado como objeto de avaliação parcial da I Unidade pela professora Eliane Navarro da Disciplina de Sociologia no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia, Coordenação de Automação e Controle Industrial. Sob orientação da professora Eliane Navarro. Salvador 2012
    • TAMIRES GREGÓRIO MENESES VICTOR SAID DOS SANTOS SOUSA VICTÓRIA BENVENUTO DA SILVA CABRALRelatório de Pesquisa solicitado como objeto de avaliação parcial da I Unidade pelaprofessora Eliane Navarro da Disciplina de Sociologia no Instituto Federal deEducação, Ciências e Tecnologia da Bahia, Coordenação de Automação e ControleIndustrial. Sob orientação da professora Eliane Navarro. Comprovante de Veracidade e Participação Eliane Navarro – Orientadora_____________________ Estudante____________________________________ Estudante____________________________________ Estudante____________________________________
    • Pois bem, é verdade que estou a devanear sob este impuro mundo. Mas nada meimpede de prosseguir em minha jornada caminho a fora. É um fato indiscutível queexisto para tentar ser feliz, mas isso nada me impede de tentar buscar umaalternativa distinta para minha Jornada. Mas no fim sei que tudo que posso fazer étão pouco, mas ainda assim insistirei até o ultimo momento, é devaneante, eu sei.Mas nada posso fazer esta é minha natureza, pois que para concluir valho-me deduas breves citações, uma de Henry David Thoreau e outra, seguinte, do meuidolatrado, Doutor Gregory House. São elas: “Nunca é Tarde Para Abrirmos Mão dosNossos Preconceitos” e “Existem 3 opções nessa vida: ser bom em algo, ficar bomou desistir”. Victor Said
    • RESUMOEsta obra expõe a vida de David Emile Durkheim, o pai da sociologia, assim comoefetua um estudo de cada uma de suas obras, metodologia, teorias, importância,influência e o contexto histórico o qual vivia, também mostrando a influência destepara a vida e obra de Durkheim. Sua história influência diretamente em suasprincipais obras e são elas que irão caracterizá-lo como o “pai da sociologia”, aomenos, um deles. A obra focada neste relatório é “O Suicídio”, esta obra expõe ascaracterísticas e circunstancias que ocorre um suicídio. Tal obra baseia-semetodologicamente em “As Regras do Método Sociológico”, primeira obra queexplica como deve-se efetuar um estudo sociológico. Sendo que este relatório,orientado pela professora Eliane Navarro, baseia-se nas normas da ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas), sendo objeto de avaliação parcial da 1ºunidade no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia da Bahia,Coordenação de Automação e Controle Industrial.Palavras Chave: Durkheim, O Suicídio, metodologia e sociologia.
    • Lista de IlustraçõesFigura 1 Emile Durkheim 08Figura 2 Da Divisão do Trabalho Social 15Figura 3 As Regras do Método Sociológico 17Figura 4 As Formas Elementares de Vida Religiosa 19Figura 5 A Estrutura da Sociedade para Durkheim 21Figura 6 O Suicídio 23
    • SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO 072. A VIDA EMILE DURKHEIM 082.1. CONTEXTO HISTÓRICO 093. AS PRINCIPAIS TEORIAS E A METOLOGIA 134. PRINCIPAIS OBRAS 154.1. DA DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO 154.2. AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO 174.3. AS FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA 185. A SOCIEDADE PARA DURKHEIM 206. INFLUÊNCIA E IMPORTÂNCIA DE DURKHEIM 227. O SUICÍDIO 237.1. LIVRO I 237.2. LIVRO II 277.2.1. Capítulo dois - O suicídio egoísta 287.2.2. Capítulo três - O suicídio egoísta (continuação) 297.2.3. Capítulo quatro - O suicídio altruísta 317.2.4. Capítulo cinco – O suicídio anômico 337.2.4.1. Formas individuais dos diferentes tipos de suicídios 347.3. LIVRO III 357.3.1. Capitulo um - O elemento social do suicídio 357.3.2. Capitulo dois - Relações do suicídio com outros fenômenos sociais 367.3.3. Capitulo três - Conclusões práticas 378. CONSIDERAÇÕES FINAIS 38REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 39ANEXOS 41
    • 71. INTRODUÇÃO O presente relatório solicitado pela professora Eliane Navarro da disciplina deSociologia docente no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia daBahia – IFBA, Coordenação de Automação e Controle Industrial. Trás como principalobjetivo a inseminação dos trabalhos técnicos baseados na norma da ABNT(associação Brasileira de Normas Técnicas) aos estudantes do 2º ano do curso deautomação e controle industrial. Assim como uma melhor compreensão do temaabordado, Emile Durkheim: Vida e Obra. Este relatório baseia-se no método da revisão bibliográfica e tem comoprofessora Orientadora a professora Eliane Navarro. Para a elaboração da pesquisabibliográfica foi utilizado os mais diversos tipos de fontes. Desde livros a apostilas,slides, artigos científicos, resumos e as próprias obras do autor. Este relatório ainda busca dar continuidade às práticas e exercício dasnormas técnicas regidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)que estarão presentes ao longo do curso e de suas futuras profissões. Visandoexercitar e analisar os conhecimentos dos estudantes até aqui obtidos.
    • 82. A VIDA EMILE DURKHEIM David Emile Durkeim, figura 1, nasceu em Epinal, Noroeste da França noDepartamento de Voges, entre a Alsácia e a Lorena, no dia 15 de Abril de 1858.Durkheim vinha de família humilde e judia, seu pai era rabino e devido a issorecebeu educação e formação religiosa voltadas para o judaísmo, frequentou aescola rabina durante determinado tempo, porém após uma viagem a Paris, em1877, proclamou-se agnóstico (pessoa que acredita na incapacidade humana decompreender a Deus e comprovação da existência d’Ele ou em qualquer divindade.Um agnóstico pode acreditar em Deus ou não). Apesar de não tornar-se rabino, oshábitos da cultura judia mantiveram-se firmes, Emile era devoto ao trabalho,disciplinado e fiel ao que fazia (ensinamentos primordiais para tornar-se rabino). Figura 1 – Emile Durkheim Fonte: www.directoriodeartigos.com
    • 9 2.1. CONTEXTO HISTÓRICO Na adolescência, o jovem David Émile presenciou uma série deacontecimentos que marcaram decisivamente todos os franceses em geral e a elepróprio em particular: a 1º de setembro de 1870, a derrota de Sedan; a 28 de janeirode 1871, a capitulação diante das tropas alemãs; de 18 de março a 28 de maio, ainsurreição da Comuna de Paris; a 4 de setembro, a proclamação da que ficouconhecida como III República, com a formação do governo provisório de Thiers até avotação da Constituição de 1875 e a eleição do seu primeiro presidente (Mac-Mahon). Thiers fora encarregado tanto de assinar o tratado de Frankfurt como dereprimir os communards, até à liquidação dos últimos remanescentes no "muro dosfederados". Por outro lado, a vida de David Émile foi marcada pela disputa franco-alemã: em 1871, com a perda de uma parte da Lorena, sua terra natal tornou-seuma cidade fronteiriça; com o advento da Primeira Guerra Mundial, ele viu partirpara o f front numerosos discípulos seus, alguns dos quais não regressaram,inclusive seu filho Andrès, que parecia destinado a seguir a carreira paterna. No entretempo, Durkheim assistiu e participou de acontecimentos marcantese que se refletem diretamente nas suas obras, ou pelo menos nas suas aulas. Oambiente é por vezes assinalado como sendo o “vazio moral da III República”,marcado seja pelas conseqüências diretas da derrota francesa e das dívidashumilhantes da guerra, seja por uma série de medidas de ordem política, dentre asquais duas merecem destaque especial, pelo rompimento com as tradições que elasrepresentam. A primeira e a chamada lei Naquet, que instituiu o divórcio na Françaapós acirrados debates parlamentares, que se prolongaram de 1882 a 84. Asegunda é representada pela instrução laica, questão levantada na Assembléia em1879, por Jules Ferry, encarregado de implantar o novo sistema, como Ministro daInstrução Pública, em 1882. Foi quando a escola se tornou gratuita para todos,obrigatória dos 6 aos 13 anos, além de ficar proibido formalmente o ensino dareligião. O vazio correspondente à ausência do ensino de religião na escola públicatenta-se preencher com uma pregação patriótica representada pela que ficouconhecida como “instrução moral e cívica”.
    • 10 Ao mesmo tempo que essas questões políticas e sociais balizavam o seutempo, uma outra questão de natureza econômica e social não deixava deapresentar continuadas repercussões políticas e o que se denominava questãosocial, ou seja, as disputas e conflitos decorrentes da oposição entre o capital e otrabalho, vale dizer, entre patrão e empregado, entre burguesia e proletariado. Ummarco dessa questão foi a criação, em 1895, da Confédération Générale du Travail(CGT). A bipolarização social preocupava profundamente tanto a políticos como aintelectuais da época, e sua interveniência no quadro político e social do chamadotournant du siècle não deixava de ser perturbadora. Com efeito, apesar dos traumas políticos e sociais que assinalam o início daIII República, o final do século XIX e começo do século XX correspondem a umacerta sensação de euforia, de progresso e de esperança no futuro. Se bem que osêxitos econômicos não fossem de tal ordem que. pudessem fazer esquecer asucessão de crises (1900-01, 1907, 1912-13) e os problemas colocados pelaconcentração, registrava-se uma série de inovações tecnológicas que provocavamrepercussões imediatas no campo econômico. É a era do aço e da eletricidade quese inaugura, junto com o início do aproveitamento do petróleo como fonte de energiaao lado da eletricidade que se notabiliza por ser uma energia “limpa”, em contrastecom a negritude do carvão, cuja era declinava e que, ao lado da telegrafia, marcamo início do que se convencionou chamar de “segunda revolução industrial”, qualseja, a do motor de combustão interna e do dínamo. Além dessas invenções, outras se sucediam. Embora menos importantes,eram sem dúvida mais espetaculares, como o avião, o submarino, o cinema, oautomóvel, além das rotativas e do linotipo que tornaram as indústrias do jornal e dolivro capazes de produções baratas e de atingir um público cada vez maior. Tudoisso refletia um avanço da ciência, marcada pelo advento da teoria dos quanta, darelatividade, da radioatividade, da teoria atômica, além do progresso em outrossetores mais diretamente voltados à aplicação, como a das ondas hertzianas, dasvitaminas, do bacilo de Koch, das vacinas de Pasteur etc. Não é pois de se admirar que vigorasse um estilo de vida belle époque, com aExposição Universal. comemorativa do centenário da revolução, seguida daexposição de Paris, simultânea com a inauguração dométro em 1900. O último
    • 11quartel do século fora marcado, além da renovação da literatura, do teatro e damúsica, pelo advento do impressionismo, que tirou a arte pictórica dos ambientesfechados, dos grandes acontecimentos e das grandes personalidades damonumentalidade, enfim para se voltar aos grandes espaços abertos, para as cenase os homens comuns para o cotidiano. Porque este homem comum é que se vê diante dos grandes problemasrepresentados pelo pauperismo, pelo desemprego, pelos grandes fluxos migratórios.Ele é objeto de preocupação do movimento operário, que inaugura, com a fundaçãoda CGT no Congresso de Limoges, uma nova era do sindicalismo, que usa a grevecomo instrumento de reivindicação econômica e não mais exclusivamente política. Écerto que algumas conquistas se sucedem, com os primeiros passos do segurosocial e da legislação trabalhista, sobretudo na Alemanha de Bismarck. Mas se objetivam também medidas tendentes a aumentar a produtividade dotrabalho, como o “taylorismo” (1912). Também a Igreja se volta para o problema,com a encíclica Rerum Novarum (1891), de Leão XIII, que difunde a idéia de que oproletariado poderia deixar de ser revolucionário na medida em que se tornasseproprietário. É a chamada “desproletarização” que se objetiva, tentada através dealgumas "soluções milagrosas", tais como o cooperativismo, corporativismo,,participação nos lucros etc. Pretende-se, por várias maneiras, contornar a questãosocial e eliminar a luta de classes, espantalhos do industrialismo. Enfim, estamos diante do “espírito moderno”. Na École Normale Supérieure, ojovem David Émile tivera oportunidade de assistir às aulas de Boutroux, que assinalaos principais traços característicos dessa época: progresso da ciência (não maiscontemplativa, mas agora transformadora da realidade), progresso da democracia(resultante do voto secreto e da crescente participação popular nos negóciospúblicos), além da generalização e extraordinário progresso da instrução e do bem-estar. Como corolário desses traços, o mestre neokantiano ressalta as correntes deidéias derivadas, cuja difusão viria encontrar eco na obra de Durkheim: aspira-se àconstituição de uma moral realmente científica (o progresso moral equiparando-seao progresso científico); a moral viria a ser considerada como um setor da ciênciadas condições das sociedades humanas (a moral é ela própria um fato social) ; amoral se confunde enfim com civilização o povo mais civilizado é o que tem mais
    • 12direitos e o progresso moral consiste no domínio crescente dos povos cuja culturaseja a mais avançada. Não é pois de se admirar que essa época viesse também a assistir a umanova vaga de colonialismo, não mais o colonialismo da caravela ou do barco avapor, mas agora o colonialismo do navio a diesel, da locomotiva, do aeroplano, doautomóvel e de toda a tecnologia implícita e eficiente, além das novasmanifestações morais e culturais. Enfim, Durkheim foi um homem que assistiu aoadvento e à expansão do neocapitalismo, ou do capitalismo monopolista. Ele nãoresistiu aos novos e marcantes acontecimentos políticos representados pelaPrimeira Guerra Mundial, com o aparecimento simultâneo tanto do socialismo naRússia como da nova roupagem do neocapitalismo, representada pelo WelfareState. Tamanhas influências levaram Durkheim, em 1879, a optar pelo curso deFilosofia na Escola Normal Superior de Paris. Após sua formação em 1882 comoAgrégé Philosophie, ainda neste ano Durkheim participa de concursos para docenteem filosofia e é aprovado como professor em Sens e Saint-Quentin. Após três anosde docência Durkheim parte para a Alemanha onde estuda ciências sociais e lápermanece mais um ano. Em 1893 defende sua Tese de Doutorado: Da divisão doTrabalho Social. Que são seguidas de: As Regras do método sociológico, em 1895;O suicídio, em 1897 e por fim, Formas Elementares da Vida Religiosa. Em 1915perde eu filho na 1º Guerra Mundial, morrendo dois anos depois, em 1917.
    • 133. AS PRINCIPAIS TEORIAS E A METOLOGIA Durkheim possuía várias teorias, mas utilizava uma em especial quefundamentou os objetivos dos seus principais livros: Da Divisão do Trabalho Social,As Regras do Método Sociológico, O Suicídio e As Formas Elementares de VidaReligiosa. Tal teoria seria denominada por Durkheim como “Fatos Sociais”. Essateoria surge a partir de uma afirmação feita por ele, que dizia um seguinte: “Os fatossociais devem ser tratados como coisas”. A partir de tal afirmação Durkheim fundamenta o que viria a ser a formulaçãoda sociedade que este tanto idealizava. Nesta sociedade havia a questão do normale do patológico. Também se tinha a questão da definição do fato social e através damesma obteve suas características e as regras que possibilitariam um sociólogo arealizar sua análise e contextualização, que será apresentado como objetivo no seulivro As Regras do Método Sociológico. A sociedade, para ele, possuía divisões das funções do trabalho e devido aisto pôde obter a expressão solidariedade e seu conceito. Como as sociedades nãosão as mesmas, para cada uma surge uma forma de solidariedade. Nesta questãoteremos os tipos de solidariedade. Este tema se encontra como objetivo no livro DaDivisão do Trabalho Social. Esta divisão não seria possível se ele não utilizasse aquestão do fato social, já que a mesma possui relação direta com os temasabordados nos livros, como já foi salientado anteriormente. Na sociedade de Durkheim havia também a socialização, onde o homemdeixa de pensar só nele e passava a pensar em todos que participam da suasociedade, ou seja, aceitaria os costumes e hábitos da mesma. A partir destasocialização surgia à consciência social e esta por sua vez “controlava” aconsciência individual, que seria o homem no estágio de um animal selvagem, quesó pensava em seus benefícios próprios. Dentro desta consciência coletiva obtém-se o fato social, que será sua principal tese. Essa parte social que foi formulada por Durkheim é utilizada na atualidade empartes, já que ainda existe a questão do individualismo, onde as pessoas quecompõem a sociedade não realizam seus deveres e só querem ter seus direitosrespeitados. São poucos aqueles que pensam no bem social, nos outros, nosindivíduos que compõem a sociedade que esses indivíduos participam. Então não
    • 14podemos dizer que é uma sociedade, já que não obedece aos princípios formuladospor Durkheim. Mas no geral a maioria dos princípios são respeitados e,principalmente, obedecidos, existindo algumas subgestões em relação a algunsconceitos. A partir destas subgestões entra a questão da área filosófica, que nãoserá discutida neste contexto. Durkheim realizou uma contextualização da sua sociedade e ela foi deextrema importância na construção da mesma que temos hoje e sem ela nãopoderíamos formular a parte social dos indivíduos e, sem dúvida, não seríamoscapazes de nos relacionar com outros indivíduos de mesma espécie, ou seja, nãopoderíamos exercer uma relação de solidariedade com outros seres humanos. E porisso ele é considerado o melhor sociólogo que já tivemos na história e tem extremaimportância na sociedade.
    • 154. PRINCIPAIS OBRAS4.1. DA DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO Figura 2 – Da Divisão do Trabalho Social Fonte: www.martinsfontespaulista.com.br Esta obra tem por fundamento principal o entendimento das funções sociaisdo trabalho e a sua forma de atuação na sociedade. Na modernidade, a divisãosocial do trabalho é uma importante fonte coesiva ou também denominadasolidariedade social. A divisão do trabalho gerencia a sociedade e a mesma tende a evoluir não sóa sociedade, mas também o indivíduo em questão. No trabalho social há a troca deconhecimento, já que um ajuda o outro tanto indiretamente quanto diretamente.Indiretamente seria o indivíduo fazer sua parte completamente, sem deixar erros,para que outro indivíduo faça a sua parte sem precisar, em caso de algumaocorrência, ter que fazer a parte dele e depois consertar a sua. Já diretamente seria
    • 16em um dado momento você ajudar uma pessoa na hora que ela está cumprindoseus deveres e direitos, tirando dúvidas ou até mesmo auxiliando-o para que eleacabe sua “tarefa”. Então a partir daí entre a parte da solidariedade. Quando falamos de solidariedade, pensamos logo, ajudar outra pessoa ououtras pessoas. Era esta questão que Durkheim queria abordar, mas,principalmente, a solidariedade social, onde cada indivíduo faria sua parte,independente de qualquer coisa, e essa ação contribuiria para a harmonia dasociedade. Também entraria a questão de um ajudar o outro, ou seja, mesmo quevocê tenha sua “tarefa” para fazer, você se disponibilizaria, nos momentos de pausada sua tarefa ou mesmo numa brecha que você tivesse, a ajudar o outro na sua“tarefa”, sem reclamar e sem reclamar. Como podemos perceber, a solidariedade engloba um conceito criado eformulado por Durkheim, a chamada Consciência Coletiva, que consiste no caráterde uma sociedade particular. A partir desta consciência podemos compreendercomo a sociedade consegue garantir uma harmonia plena, com indivíduosexercendo solidariedade uns com os outros a base de respeito mútuo. Destes pontos já citados, podemos classificar os tipos de solidariedade queexistem na sociedade. Existem dois tipos de solidariedade, a solidariedademecânica e solidariedade orgânica. Podemos chamar de solidariedade mecânicaaquela que tem origem da sociedade capitalista, onde os indivíduos continuamunidos devido à semelhança dos mesmos e não há a presença de indivíduodiferente. Obtemos a coesão a partir desta uniformidade. Já a solidariedade quechamamos de orgânica é aquela que tem como característica fundamental a divisãodo trabalho, onde, como já foi salientado anteriormente, obriga o indivíduo a cumprirsuas tarefas e a mesma força o indivíduo à prática de interagir com outrosindivíduos. A solidariedade que encontramos e utilizamos na sociedade moderna é asolidariedade orgânica. Ela ajuda tanto o indivíduo quanto o grupo social aespecializar-se, realizando uma cadeia com dependência mútua.
    • 174.2. AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO Figura 3 – As Regras do Método Sociológico Fonte: df.quebarato.com.br Nesta obra o autor enfatiza a questão do Fato Social e regras que o sociólogotem que levar em consideração para analisar e contextualizar um fato social. Primeiramente Durkheim explica o que seria um fato social. Fato Social énada mais e nada menos, segundo Durkheim, do que toda maneira de agir, pensar esentir, fixada ou não susceptível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior;ou então, que é geral no âmbito de uma sociedade, tendo, ao mesmo tempo, umaexistência própria, independente de suas manifestações individuais. Após esta breve definição Durkheim apresenta características fundamentaspara se identificar se um acontecimento é um fato social ou não. As característicasfundamentas de uma fato social são: • Generalidade: Quando o fato apresenta característica comum a todos os indivíduos, ou seja, o mesmo fato acontece com a grande maioria dos indivíduos;
    • 18 • Exterioridade: Quando o fato é externo ao indivíduo, independente da sua vontade; • Coercividade: Aparece por intermédio dos indivíduos que são forçados a seguirem os comportamentos que a sociedade impõe. Durkheim, para fazer suas análises da sociedade, se baseou no positivismode Karl Marx e Engels, onde a sociedade é analisada de forma objetiva, observandoo fato como objeto. Daí vem à afirmação dele de que “os fatos sociais devem sertratados como coisas”. Essa análise feita na sociedade deve ser descrita de formaimparcial, neutra. Com essa análise realizada, provou que os fatos sociais não possuidependência em relação ao que o indivíduo pensa e faz em particular, sendo assimo indivíduo possui sua existência própria. Através desta afirmação surgiu aexpressão “consciência coletiva”, onde Durkheim define como sendo um conjunto decrenças e sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedadeque formam um sistema determinado com vida própria. Depois destas definições e destas caracterizações, o sociólogo poderáanalisar os fatos sociais mediante a uma questão fundamental: as regras do métodosociológico. Para realizar a análise com precisão é preciso que o sociólogo sigaalgumas regras que são de extrema importância no campo da Sociologia.4.3. AS FORMAS ELEMENTARES DA VIDA RELIGIOSA Nesta obra em questão temos a religião relacionada ao indivíduo, onde àmedida que a sociedade cresce a religião não aparece muito no contexto social e osadeptos diminuem. Explica quais são as bases das religiões, principalmente a daépoca dele, a chamada totemismo primitivo, que se consagrou na Alemanha, onde oautor desta obra morou e passou quase sua vida toda. Antes de qualquer coisa é de vital importância citar as condições fundamentaspara o desenvolvimento da religião. Primeiramente, é necessário apresentarconjuntos de crenças religiosas. Em segundo lugar, devemos deter de conjuntos deritos e terceira e última condição seria deter de um templo e uma comunidade moral. Depois de apresentada essas condições, é necessário à definição detotemismo primitivo, para entendermos e analisarmos a religião daquela época de
    • 19conflitos. Totemismo Primitivo seria, segundo Durkheim, uma forma específica eclara da consciência coletiva na sociedade primitiva. Esta definição define o carátersocial do surgimento da religião e seus fundamentos na estrutura social. Durkheim afirmou que não existem religiões falsas. As religiões são oriundasda sociedade. Figura 4 – As Formas Elementares de Vida Religiosa Fonte: www.paulus.com.br
    • 205. A SOCIEDADE PARA DURKHEIMA sociedade, figura 2, para Durkheim, teria normas para uma boa convivência entreos indivíduos que fazem parte dela e precisaria que seu todo apresentasse coesão.Essa estrutura nem sempre apresentaria mesmas características, mas ainda simexistiria esta estrutura que chamamos de integração. Caso um grupo de indivíduosnão apresente essa integração, o mesmo não poderia ser chamado de sociedade.Essa integração possui elementos que são importantes para a sociedade. Umdestes elementos é a intensidade como os indivíduos se interagem entre si. Atravésdesta interação podemos realizar nos trabalhos socais e compartilharconhecimentos. Esse compartilhamento de conhecimento contribui e muito para aevolução humana, que é importante para o indivíduo.A ideia principal de Durkheim em relação a sua sociedade é que através desta trocade saberes o indivíduo interaja com seu grupo ou sua sociedade.Uma sociedade só terá um bom desempenho se os valores, as crenças e as normasestabelecidas na mesma burlarem as ações individuais formando, assim, umasolidariedade básica, que gerencia as atitudes humanas. Para isso utilizamos,segundo Durkheim, a expressão consciência coletiva. Ela expressa a solidariedadecomum como sendo intermediária no controle do comportamento humano.Os mecanismos utilizados para criar e manter a interação entre os indivíduos e adivisão da consciência coletiva são: a família, a educação, o trabalho, a religião eentre outros mecanismos.A sociedade num todo, com seus procedimentos de socialização e internalizaçãoindividual, contribui para a assimilação e entendimento das suas crenças, dos seusvalores e das suas normas. Se o indivíduo entende esses procedimentos, comcerteza irá segui-las sem reclamar e sem desobedecê-las.Nem sempre a sociedade envolvida seguirá os padrões citados anteriormente. Este“descontrole” da sociedade pode acontecer devido a um ponto importantíssimo: amesma não apresenta características semelhantes em todas as épocas e a suaestrutura social se modifica ao longo dos anos. Por esse motivo podemos afirmarque em alguns desses “descontroles” da sociedade não foi o indivíduo que cometeuerros. É importante ressaltar que esse tipo de “descontrole” é denominado, porDurkheim, de anomia.
    • 21Figura 5 – A Estrutura da Sociedade para Durkheim
    • 226. INFLUÊNCIA E IMPORTÂNCIA DE DURKHEIM Durkheim foi o pai da ciência que chamamos de Sociologia Moderna edistinguiu esta ciência das outras. Unificou a pesquisa experimental com a teoriasociológica. Era teoricamente muito hábil no conceito coesão social. Tornou osociólogo uma grande influência na Sociologia enquanto matéria curricular. Além destes fatores, fez com que a Sociologia se focasse em determinantessócio-estruturais e não mais em interpretações biológicas ou psicológicas dasatitudes dos indivíduos. A sociologia, enquanto disciplina, pôde ser definida precisamente, além depossuir métodos específicos para analisar determinadas situações que ocorrem nasociedade e a partir disso foi possível disponibilizar uma aplicação para estadisciplina. A metodologia de Durkheim contribui para o estudo da sociedade e o quedevemos mudar em relação ao nosso comportamento no meu social. O indivíduopassou a entender o porquê de a sociedade formular e impor leis para que o mesmocumpra e compreender os motivos que levam a acontecimentos, que na sua grandemaioria, chocam a sociedade. Essas metodologias também contribuíram para evolução das sociedades eprincipalmente do indivíduo, que a cada dia busca sua evolução e para isso tem quemelhorar seu desempenho no trabalho, ou seja, aumentar mais suas interações comseus grupos sociais. Claro que ainda temos uma dificuldade de interação, mas issoao longo dos anos vai melhorando. Para o meio científico, a Sociologia contribuiu na Historiografia. Se nãoentendemos a sociedade como podemos entender a história daquela época? Entãoela é de extrema importância para a Historiografia porque, além dela trabalhar comos acontecimentos das épocas passadas, ela tenta compreender o que a sociedadeinfluenciou para que esse fato acontecesse. Durkheim enfatizou muito a questão das instituições sociais (família, escola,entre outros) e hoje elas só possuem esse valor imenso na sociedade graças a essavalorização por parte dele.
    • 237. O SUICÍDIO Figura 6 – O Suicídio Fonte: suicidioesociedade.blogspot.com7.1. LIVRO I No primeiro capitulo o autor apresenta o suicídio de forma geral iniciandodepois a desmentir as teorias dos alienistas, que articulavam que todo o suicidaapresenta deficiência mental, e para fazer a afirmação que existe muito mais queloucura influenciando os suicídios Europeus ele se utiliza de uma relação entreloucos e idiotas, a cada 100 mil habitantes, e de suicidas, a cada milhão dehabitantes, chegando a explicar um pouco do método de pesquisa sociológicadurante a elucidação do porquê de utilizar números tão elevados em pesquisapopulacional. Ao fim, graças a diversos países que possuíam taxas não
    • 24proporcionais de alienados e suicidas ele chega à conclusão que os alienistas nãopoderiam ter criado teoria mais absurda do que a que todo o suicida é louco. No segundo capitulo ele começa se inquirindo sobre os conceitos de raçainfluenciando o suicídio, e começa a estudar especificamente o caso da populaçãogermânica, pois entre eles o índice alto de suicidas o chama mais atenção, fazendocom que ele principie um estudo histórico da população Celta, que mais tardetransformar-se-iam na população germânica foi descoberto que eles tinham umarelação muito intima com o suicídio e tal relação os influencia até hoje. Depois elepassa ao povo francês que possui maior taxa de suicídios na parte norte do país, eem sua explicação diz que as partes norte e sul do país não foram completamenteassociadas, formando assim uma barreira na qual a parte sul teve menos contatocom os outros países, evitando assim que a cultura do suicídio fosse melhordisseminada nessa parte, diferentemente da parte norte que possui maior contatocom outros países que possuem maiores taxas de suicídio, como a Alemanha,fazendo com que a taxa de suicídios aumentasse de modo a contrastar com a partesul do país. A seguir se perguntando como a raça poderia influenciar tal ação Durkheimcita a teoria na qual consta que o suicídio é uma questão de raça, deixando emseguida claro que isso seria um ponto de hereditariedade, o que faria com que ofilho agisse igual ao pai em situações similares. O que segundo ele geraria algocomo uma monomania, coisa que os alienistas defendem e que ele havia acabadode desmentir no capitulo um, ou seja, esse tipo de hereditariedade também não teminfluencia no suicídio, todavia existe uma hereditariedade que faria os filhoschegarem ao suicídio, porém não os obriga a tal feito, e para ilustrar um caso dehereditariedade na qual todos chegaram ao suicídio o autor faz uma elucidação quefoi citada por Gall de um pai que se mata e deixa uma fortuna de dois milhões aosseus sete filhos que num intervalo de 40 anos todos chegaram ao suicídio, porémnenhum deles havia chegado à miséria, muito pelo contrario haviam alguns atéaumentado seu capital. Continuando sua explicação Émile diz que o suicídio possui um efeitomarcante nas pessoas ao redor, fazendo com que as pessoas na ânsia dereproduzir algo que as impressionam, fazendo com que acabem por se matar às
    • 25vezes da mesma maneira até que a causa material de criar tal ideia na cabeça daspessoas mentalmente mais fracas seja removida. Mudando quase completamentede assunto, é iniciada uma espécie de estatística, que comprova que os homens sematam mais do que mulheres e mais ainda do que crianças até os dezesseis anos.Tais suicídios eram mais frequentes na época entre adultos e idosos, o que leva oautor a propor a pergunta sobre o porquê de os idosos que já estão no fim da vida eos adultos que já estão quase no fim se matam mais do que crianças que estãoprincipiando agora suas respectivas vidas? O autor afirma ao termino do capítuloque não há uma explicação científica para tal fato. No terceiro capitulo é feita uma elucidação sobre o suicídio durante asestações do ano e explica que Montesquieu em uma de suas teorias explicava quedurante as estações mais frias nas quais o ambiente fica mais brumoso, a vida ficamais rude, pois a alimentação tem que ser de modo a compensar a perda de calor enesse ambiente melancólico surgia a maior propensão ao suicídio. Essa teoriaponderou por muito tempo, porém foi criada outra teoria na qual durante o verão aspessoas movidas por excesso de ação mecânica acabariam por se matar, já quecom uma excitação nervosa excessiva as pessoas teriam maior propensão àviolência contra os seus semelhantes como para si próprio, porém tal conjectura pormais sedutora que seja está longe da veracidade, pois somente temperaturasextremas fazem com que a propensão ao suicídio aumente e para exemplificarmelhor tal explanação, Émile Durkheim conta o caso narrado pelo Dr. Dietrich queem sua viajem de quatro anos ao redor do mundo percebeu algo que ele denominou“The Horrors” que sob seu efeito os tripulantes se reuniam ao redor de uma fogueiradurante o inverno e se entregavam aos mais diversos tipos de excessos e depois,voltando ao barco acabavam por se matar, ou movidos por uma vertigem causadapelo excesso de álcool, ou movidos por um instinto suicida que fora despertado nosexcessos ao redor da fogueira. Este fato faz com que se espere que as pessoas assassinam-se mais aoinverno, inclusive marinheiros alcoolizados como é descrito em the horrors, todaviapara que tal errônea impressão de que existe uma estação específica que melhorpropicia o suicídio não aborde ao leitor, Durkheim utiliza-se de números anuais demúltiplos países europeus em anos distintos, de modo que todos ao fim chegavamao número de mil suicidas anuais, demovendo tal ideia absurda antes mesmo que
    • 26ela findasse, deixando claro que as pessoas matam-se mais em temperaturasextremadas, seja no inverno, no verão ou em qualquer estação que apresentealguma temperatura extrema durante o ano. O quarto capítulo é iniciado com um motivo no qual não há divergências comrelação a sua veracidade e tal motivo é a imitação. Aprofundando-se mais Durkheimdiz que não é exatamente a imitação próxima, e sim a imitação de pessoas que nãonecessitam ter exatamente uma relação intima com o suicida, porém se houveralguma relação, a imitação ocorre, e com isso lembra-se o leitor atento, que nosegundo capítulo o norte francês era onde havia maior taxa de suicidas por milhãode habitantes, e era também a parte mais desenvolvida, tinha, por conseguintemaior interação com outros países podendo trasladar a especialidade suicidaeuropeia conforme lhe aprouvesse, e exemplificando são transmitidos diversoscasos, um dos quais uma mulher se enforca numa árvore em 1813 e diversas outraspessoas também atentam contra a existência a curta distancia do lugar onde talmulher se enforcou. Continua-se então o capítulo logo após de serem citadas diversas situaçõesnas quais os suicidas imitam uns aos outros e uma na qual um grupo de judeusdurante uma guerra decide atentar contra suas vidas, pois tal guerra havia sidoperdida e matam-se, então uns aos outros, por conseguinte Durkheim afirma quepara se ter certeza que tal número de suicídios são baseados em repetição énecessário ver se os que rodeiam também desenvolverão tendências suicidas apóssurgir um suicida nesta sociedade especifica, com isso é introduzida a logica na qualas pessoas se matam mais nas capitais do que no interior, todavia ele deixa claroque não existem imitadores nem imitados e sim circunstâncias que se repetem ecausam também repetição das consequências seguindo seu raciocínio afirmando: Salvo em raríssimas exceções a imitação não é o fator inicial do suicídio [...], pois é preciso que a predisposição seja particularmente forte para que baste tão pouca coisa para fazê-la passar ao ato. Por isso não é de surpreender que os fatos não levem marca da imitação, já que ela não tem ação própria e a ação que ela exerce é muito restrita. (DURKHEIM, Émile o suicídio pág. 159). Após tal afirmação o autor comenta sobre sociólogos, que dando aofenômeno da imitação um valor superior ao que ela em verdade possui, ficampalestreando sobre proibir a notificação de suicídios nos jornais crendo que se o
    • 27cidadão ver tais noticias será instantaneamente movido por um impulso irrefreável eacabará por imitar tal ação, contudo impedir os jornais de publicarem notas sobresuicidas fará com que tenha uma diminuição porém tão insignificante ela é diantedas pessoas que se matam sob influencia do meio em que vivem que tal proibição,ainda que esteja somente nas ideias de ditos sociólogos que acabam por provocaras críticas de Durkheim que resumidamente comenta que se não fosse admitido queos fenômenos sociais não são proporcionais a suas causas estariam todos indocontra os princípios do pensamento e que não é admissível que um fato social sejaconsiderado um fato individual que se generalizou de modo obscuro, considerando“de surpreender” que discussões que nem demonstração experimental obteve fosseconsiderada como um fato social por alguns, e prossegue dizendo que tal teoria tembases metafisicas e a sociologia somente poderá ser uma ciência quando os que acultivam pararem de ficar dogmatizando, de modo que acabam por se furtar dasregras da prova sociológica.7.2. LIVRO II A primeira coisa que o autor faz questão de salientar é que os resultados dooutro livro não foram completamente contraproducentes, pois foi possível aobservação de múltiplos fatores que seja separadamente ou em conjunto acabampor influenciar ao suicídio. Inicia aqui o principio da explicação sobre os suicídiosracionais separados em categorias, esclarecendo a seguir que não poderia ser feitauma analise morfológica dos suicídios já que relatos sobre o assunto sãopraticamente inexistentes e os suicidas que deixaram seus relatos antes deassassinarem-se poderiam estar equivocados a respeito do que realmente estãosentindo, tomando, por exemplo, um homem que se diz tranquilo diante da mortequando na verdade está trepidante e acovardado, então para melhor envolver osuicídio racional deverá ser feita uma análise etnológica. Seguindo com tal capítulo Durkheim comenta que se é registrado numa tabelaquando ocorre o suicídio o nome a idade e o motivo pelo qual a pessoa se matouchegando conclusão hipotética de que deveria ser usada tal tabela no estudo,todavia ele explica que os dados denominados estatísticos sobre o suicídio não
    • 28passam de estatísticas sobre como a sociedade vê o suicídio, e por ser materialaltamente influenciado pelo senso comum não poderá ser utilizado numa pesquisacientífica, pois sua veracidade é duvidosa. Inicia-se então uma explanação sobre ossuicídios entre homens e mulheres, relacionados agora com o motivo que oslevaram a suicidarem-se na França. Os motivos variam desde o desgosto pelafalência, até a aversão à própria vida, e em outro quadro Durkheim demonstra queos agricultores matam-se mais do que os que trabalham em profissões liberais, eexplica que os motivos podem ate não ser da mesma intensidade contudo afirmaque os são da mesma natureza, e encerrando o capítulo afirma que existe maisfatores levando ao suicídio e pede antes de finalizar que deixemos de lado oindividuo como individuo e passemos a olhar as massas para assim entender comoas causas gerais se individualizam e geram o suicídio7.2.1. Capítulo dois - O suicídio egoísta Antes de se fazer introduzir sobre o suicídio egoísta, Durkheim mostra emuma tabela a relação entre países católicos e protestantes com relação ao suicídio,já que as diferenças entre as taxas suicidas entre países católicos e protestantessão alarmantes. Então na sua explicação ele explica que a cultura é um fator queinfluencia nas taxas suicidas, porém em todos os países que possuíam católicosapresentavam taxas também baixas de suicídios entre os mesmos, que somentepossuem maior suicídio em relação aos Judeus, que raramente ultrapassam oscatólicos no número de suicidas. Prosseguindo sua explicação é demonstrado queem países como a Prússia os católicos matam-se menos, já que por estarem em umpaís de outra religião que oferece uma tolerância baixa a sua religião, faz com queestes exerçam maior controle moral sobre si, enquanto em lugares majoritariamentecatólicos como o Império Austríaco, o índice de suicídios entre católicos chega bempróximo ao índice entre os protestantes, apesar de não o ultrapassá-lo. É iniciada então uma reflexão sobre o que poderia levar aos católicos amatarem-se menos e os protestantes mais, e para isso Durkheim, começa a falarsobre os conceitos da igreja católica, e afirma que o fiel recebe sua fé pronta, e quequalquer espécie de mudança é vista com demasiado desagrado por parte da igreja
    • 29católica, enquanto no protestantismo o fiel desenvolve sua fé e possui certaliberdade de pensamento, coisa que contrasta deveras com o sistema indivisível eimutável que ainda hoje é a igreja católica, porém isso ainda não explica o porquêdos protestantes matarem a si próprios com maior frequência, então Durkheim listaos motivos que levam ao suicídio protestante, depois de explicar que a ciênciasurgiu assim que houve uma queda do império da religião, comandado pelo sensocomum, fazendo assim que apareça a filosofia e outras ciências, que de certa formageraram o protestantismo, já que elas iam contra a visão do senso comum.Provando então que o protestante tem maior desejo pelo conhecimento do que ocatólico é posto uma explanação sobre o número de crianças na escola e o índicede analfabetos entre lugares predominantemente católico e protestante, e a relaçãoentre a instrução e a taxa suicida, comprovando que pessoas mais instruídasmatam-se mais, e tal comprovação pode ser observada na Itália, que é católica, e talcomprovação pode ser observada também em países protestantes, tomando aexemplo no livro a diferença entre os suicídios na Alemanha e na Prússia, sendoque esta ultima possui o maior índice de iletrados, enquanto a outra possui maiortaxa de suicidas. Existe, porém uma exceção, que não poderia deixar de ser citada,que é a população judaica na qual o conhecimento é difundido entre homens emulheres em iguais proporções e ainda assim a taxa de suicídios é ínfima, sendoque judeus ocupavam um bom espaço em faculdades na época. Conclui-se então que a o suicídio progride com a ciência porém não deve-seculpa-la já que uma de suas principais funções é preencher as lacunas daexistência, e não é lhe impondo silencio que fará que a tradição volte a reinar comooutrora.7.2.2. Capítulo três - O suicídio egoísta (continuação) É iniciado esse capitulo com o assunto sobre suicídios entre solteiros ecasados, e expõe um porque de ser tomada a decisão do suicídio que diz “o suicídioé visto antes de tudo como um ato de desespero determinado pelas dificuldades deexistência” o que se faz acreditar que o solteiro por não ter uma família não semataria em altas proporções enquanto os casados cometeriam suicídios duas vezes
    • 30mais do que os casados, todavia tal teoria não ocorre na prática, pois os casadospor possuírem uma vida em família se matam menos do que os solteiros, e entãoDurkheim utiliza uma tabela extraída do Bulletim de Dêmographie Internacionale doano de 1878 pagina 195, porém ele somente o põe no livro para demonstrar o quãoinutilizável ele é, já que em todas as pesquisas pessoais ele desmente tudo o queestá contido em tal estatística, logo abaixo ele põe sua estatística sobre o numero desuicidas casados e solteiros e a partir de sua tabela ele formula leis para explicar osuicídio entre tais classes. 1. Os casamentos demasiado precoces têm uma influencia agravante sobre o suicídio, sobretudo no que se refere aos homens. 2. A partir de 20 anos, os casados dos dois sexos se beneficiam de um coeficiente de preservação com relação aos solteiros. 3. O coeficiente de preservação dos casados com relação aos solteiros varia de acordo com os sexos. 4. A viuvez diminui o coeficiente dos sexos, porém, não o suprime completamente. Contudo é assistido que a união sem filhos possui um efeito medíocre naredução de suicídios entre casados e com isso percebe-se que se dá mais valor aum relacionamento que possua filhos do que um que não os tenha, gerando assimmenor coeficiente de preservação neste ultimo que no anterior. É iniciado então umacomparação entre os viúvos os casados, e os solteiros de ambos os sexos, inclusiveo das viúvas cujo durante a explicação do caso delas Durkheim expõe uma teoriaerrônea de Morselli que pressupõe que as casadas que sofrem durante o casamentoao se tornarem viúvas perdem propensão ao suicídio, todavia segundo Durkheim éexatamente o contrário que acontece já que tais damas consideram a viuvez maispenosa que ser casada, mesmo não tendo o marido que fosse de seu agrado e talfato faz com que elas tenham quase a mesma propensão ao suicídio que uma damasolteira, enquanto os viúvos casam-se novamente, contudo as chances que omesmo cometa suicídio também aumentam, porém não chegam aos pés da taxa desuicídios entre viúvas, porém existem na época para cada viúvo duas viúvas, e issodeve ser levado em conta durante a observação das tabelas. Inicia-se então por parte do autor uma explanação sobre o valor da existência,na qual ele afirma que cada um é responsável pelo valor que é dado a própriaexistência e quando tal valor ou quando tal ideologia é destruído, ou abalado, oindividuo para e se pergunta sobre o porquê de sua vida ser assim e a falta de
    • 31respostas que sejam satisfatórias faz com que seja despertada a falta de motivaçãopara permanecer vivo e tal isolação social intensa faz com que esse tipo de suicídiose manifeste, já que não existem laços sociais que façam o indivíduo querer viver.7.2.3. Capítulo quatro - O suicídio altruísta O capítulo já é principiado com a ideia principal sem qualquer circunlóquio.Durkheim expõe que assim como o isolamento social pode levar ao suicídio, aintegração excessiva pode produzir o mesmo resultado, que pode ser mais bemobservado em sociedades menores. Para introduzir melhor o assunto, Durkheim inicia um resumo de parte do livroDe causis contemptae mortis a Danis, que conta sobre como o suicídio era visto pelasociedade celta, que acreditava que morrer de causas naturais era algo tãodecrépito quanto o suicídio nas atuais sociedades, e faziam de tudo para evitar oterrível subterrâneo onde eram atiradas as almas dos que morriam de morte natural,enquanto os suicidas desfrutavam das delicias de uma vida após a morte. Morrer pormorte natural era considerado algo ignóbil a tal ponto que nem homenagens aomorto prestavam, pois “o fogo se sujaria se não recebesse os homens aindarespirando”. A prática suicida era também bastante praticado pelas viúvas, sendoque um bom exemplo era o das viúvas do hinduísmo as quais no momento em que ocorpo de seu marido inicia sua consumição na pira, ela se atira nas chamas, ou éatirada e acaba por ser consumida pelo fogo junto ao seu esposo. Outra prática é ade com a morte de um rei ou de alguém de alto cargo, durante seu funeralqueimava-se cavalos, armas, prisioneiros, escravos favoritos, e até funcionários, etodos eles expiravam por terem o dever de não sobreviverem ao seu senhor. Eisentão que surge a palavra chave que é o dever. As pessoas não se matam por quequerem e sim pelo dever que possui com o seu senhor, com seu marido ou com asociedade, e quando tal dever é negado e esses indivíduos insistem em viver asociedade se impõe fazendo com que a pessoa sacrifique então sua vida. Entãoapós esta explicação Durkheim expõe o suicídio altruísta, que é exatamente ocontrario do suicídio egoísta, baseando-se na pressão exercida pela sociedade,porém na sociedade da época não é uma pressão direta, como na época Celta naqual os indivíduos que não se matassem não eram bem vistas; agora haverá uma
    • 32pressão mais sutil com pequenos gestos que somados levarão ao suicídio oatingido. Para que se ocorra tal suicídio é necessário ter uma vida social diminuta,para que assim todos levem uma vida em comum, fazendo com que pouca coisa secorresponda a individualidade seja desenvolvida, fazendo com que cada indivíduotenha pouco de individual, então cada ato é somente uma repressão, ao ser tãopouco valorizado socialmente e menos protegido as solicitações da sociedade,incluso a de que dê fenecimento a própria existência, caso para tal sociedade estavida perca seu valor. Durkheim afirma que o suicídio altruísta obrigatório, deve-se a imposições dasociedade, enquanto o suicídio altruísta que é facultativo pode ser causado pordiversos outros assuntos, tais como as ofensas que faziam diversos povos sematarem por demasiado. O suicida altruísta mata-se às vezes por fanatismoreligioso, porém é um erro não fazer distinção entre essas duas ramificações de ummesmo suicídio, pois o suicida altruísta obrigatório mata-se por ter o dever de morrersendo que tal transgressão deste dever acarretará uma pressão social, já queaquele individuo não deveria mais pertencer a sociedade, enquanto o suicidaaltruísta mata-se somente por não haver nada na sociedade em que ele se prenda,contudo diferentemente do suicida egoísta ele ainda possui relacionamentos sociaise as vezes família, todavia ela não é o suficiente para que ele evite o suicídioenquanto o suicida altruísta agudo, o qual é tomado por exemplo do autor o mártir,que mesmo que não morra por vias próprias acaba por tornar sua morte indefectível. Continuando tal capitulo inicia-se a falar sobre o exercito, lugar onde sepossui maior numero de suicídios, sendo sua maioria suicídios altruísta, já quemuitos se matam para escapar da vergonha da derrota. Os oficiais possuem altosíndices de suicídio em diversos países, e os suboficiais se matam ainda mais, e issofaz com que Durkheim desenvolva a situação dos soldados rasos, que sãoimpedidos de formar uma família e por não possuir nada o que o prenda a vida,acabam por adquirir maior inclinação ao suicídio egoísta, mas quais seriam osmotivos para tais atitudes? Primeiro pensa-se no alcoolismo, contudo altos consumos alcoólicos nãopossuem grandes influencias nos casos comuns e não é diferente nos casosmilitares, já que o serviço militar não demora tempo suficiente para que sejam
    • 33gerados alcóolatras. Então se pensa na aversão ao serviço militar, que seria umaboa explicação, pois as dificuldades de existência no serviço militar são imensas,todavia conforme se aumenta os anos de serviço se amenta também o número desuicidas, mas isso pode ser explicado: Para que se exista um convívio no serviçomilitar deve-se abrir mão de sua individualidade e entregar-se a tal serviço, e paraaceitar docilmente tamanha mudança e tamanha censura a seu individual, deve-seter muito despego as suas próprias ideias, preparando assim o terreno a um suicídioaltruísta, contudo a passividade militar entrou em decadência e para compensar talmudança nos hábitos a disciplina militar tornou-se menos ríspida. Conclui-se o capitulo com a indagação sobre as diferenças dos suicídiosaltruísta e egoísta, pois eles não são tão diferentes quanto parecem, com a exceçãoque o suicida egoísta não se importa com mais nada exceto com seu sofrimentoenquanto o altruísta se importa com algo que lhe valeria a vida e com isso Durkheimconclui que cada suicídio é uma forma desviada de virtude.7.2.4. Capítulo cinco – O suicídio anômico Este capitulo é iniciado falando um pouco sobre as grandes crises queocorreram na Europa, como por exemplo o craque na bolsa de Paris em 1882, mastal inclusão desses dados servem somente para demonstrar que existe este fatorque tanto quanto os outros leva as pessoas ao suicídio. Inicia-se após a introduçãouma explicação da teoria que diria simplesmente que as pessoas se matam mais emépocas de crise, todavia durante épocas em que somente havia baixas favoráveis onúmero de suicidas sofria pequenos aumentos, o que faz com que Durkheimconclua que baixas favoráveis têm efeitos tão devastadores quanto grandes crises,porém tal efeito pode ser ocorrido quando se sofre extremos tanto pessoais quantosociais fazendo com que os objetivos pessoais do individuo não sejam iguais asperspectivas que a sociedade tem para com ele e tal anomia somente pode sercausada por mudanças drásticas, ou financeiramente ou emocionalmente. Élembrado também sobre as taxas de conservação entre solteiros e casados, todaviadessa vez o assunto é mais bem aprofundado, mostrando os coeficientes de cadapaís de acordo com a sua pratica de divórcios ou não, chegando ao fim na
    • 34conclusão de que o homem ao se casar não renuncia tanto quanto a mulher, quealém de renunciar sua liberdade renuncia seu sossego e por isso conclui que ocasamento para a mulher pode ser encarado como um sacrifício.7.2.4.1. Formas individuais dos diferentes tipos de suicídios Ele inicia esse capitulo comentando que as pessoas quando vão se suicidarse recolhem dentro de si próprios fazendo com que o abismo entre esse individuo ea sociedade aumente e nessa solidão e iniciada uma premeditação cujo o desfecho,o suicídio, nada tem de violento e repentino, porém tal suicídio não é completamentesaboreado por pessoas comuns como é saboreado por intelectuais, que se esforçamrealmente para que todos entendam o que é se sentir morrendo, exemplificando ocaso do homem que ao aspirar carvão descreveu as sensações que ele estava asentir, porém não são dados completamente seguros pois existe a probabilidade doengano com relação aos seus sentimentos, como foi descrito anteriormente. Então o homem se mata por diversos motivos, podem ser de caráter frio ecético ou para provar algo ao mundo, tomando por modelo um individuo que tem suahonra ultrajada e mata-se para provar coragem. É estudado então um relato queestá reunido num livro no qual existem os relatos de 1.507 suicidas e em suamaioria, eles expressavam alta irritação consigo e com o mundo, e tais efeitosdavam as cartas um caráter critico, porém doloroso, o individuo não estava irritadocom a vida e sim oprimido pela sociedade, afirmando a seguir que o meio pelo qualo individuo se mata exprime suas emoções que incitam tal ato, entrando então comuma tabela que continha dados sobre os tipos de suicídios em diferentes países, etais oscilações entre os tipos faz com que se acredite que cada país tem sua formapreferida de suicídio, finalizando afirmando que existem critérios para a escolha dométodo de trucidamento pessoal que variam de lugar para lugar como, por exemplosuicidas que vivem próximos a ferrovias utilizam mais o método de se fazer esmagarpor um trem, assim como pessoas das cidades se atiram do alto de casas, quenaquela época já poderiam ser denominadas prédios. Tais métodos vão criandouma escala definindo qual o tipo de suicídio mais nobre e qual o mais vil, e antes deencerrar tal capitulo Durkheim salienta que o a escolha do suicida pelo método que
    • 35irá matar-se é um mistério, demonstrando então que tudo o que foi estudado sobre osuicídio é algo conexo a causas sociais por isso não poderão quadrar para umestudo mais aprofundado de um caso individual. Essas são as características gerais do suicídio, ou seja, as que resultam imediatamente de causas sociais. Individualizando-se nos casos particulares, elas adquirem nuances variadas, conforme o temperamento pessoal da vítima e as circunstancias especiais em que se encontra. Mas sob a diversidade das combinações que se produzem assim, podemos sempre identificar essas formas fundamentais. (DURKHEIM, Émile, O suicídio, pagina 378).7.3. LIVRO III7.3.1. Capitulo um - O elemento social do suicídio Tal livro é iniciado com a continuação dos fatores individuais que levam aosuicídio continuando assim o que foi referido no livro I e II contemplando agora demodo mais profundo, já que toda a sua conjectura fora explicada, e então durante talresumo Durkheim alega que as causas dos suicídios individuais são inúmeras, jáque um se mata na desventura enquanto outro se mata na opulência. Inicia-se então um pequeno estudo sobre as alterações na sociedade cujosquais fazem com que se remate que as mudanças ocorrem quando existe umgrande número de pessoas ou exigindo, ou simplesmente realizando tal mudança,que traz a questão do número de suicidas, pois se observou a numeração do índicede suicidas foi totalmente apresentada em milhões, ou seja, a taxa de pessoas queatentam contra si próprias é baixa, e a maioria da população não possui nada que ainicie em tal caminho suicida. Existe em todos os países europeus uma época em comum na qual a vidasocial é mais intensa, que são durante os seis meses mais frios do ano na Europa, edurante tais meses o suicídio molda-se, contudo ele está presente durante todo oano. É iniciada então uma espécie de explanação do método de pesquisa e sobre ofato social, asseverando que todos os episódios somente seriam plausíveis sefossem completamente fundamentados no método de análise sociológica, sendoque a psicologia é identificada como uma ciência que em parte se identifica com a
    • 36sociologia, pois enquanto a primeira estuda o individuo a segunda estuda o coletivocomo um todo, sem poder ser aproveitado fatos isolados, já que esses alteram de talcaráter que é impraticável criar uma teoria, por mais abrangente que seja que acabepor atingir uma sociedade por inteiro.7.3.2. Capitulo dois - Relações do suicídio com outros fenômenos sociaisÉ iniciado tal capitulo com uma indagação sobre qual viria a ser o lugar ocupadopelo suicídio dentre outros fenômenos sociais, a seguir Durkheim explica que nestecapitulo serão vistos mais de modo mais aprofundado o papel moral que o suicídiocumpre em cada sociedade.Nas sociedades católicas o suicídio era considerado um crime que somente poderiaser motivado pelo demônio e durante um concilio católico foram adicionadaspunições as quais eram ter seu corpo enterrado sem que nenhum salmo fosse dito enenhum louvor cantado, depois foram adicionadas penas físicas, não somente aomorto, como também a família, que perdia tudo o que pertencia ao suicida e no casodos nobres a perda era enorme, pois até o título e todas as facilidades que ele traziaera tirado da família, então o corpo era arrastado amarrado numa grade de rostopara baixo até que enfim o enterrava num lugar a parte, normalmente numa estradasem cerimônia, sem louvores, sem nada. Porém tal atitude foi abolida na Françacom a revolução de 1789 e o suicídio foi riscado da lista de crimes, contudo emoutros países católicos ainda tais praticas continuam, e na época em que o livro foiescrito ainda havia o cuidado de separar o cadáver do suicida do cadáver do homemque morre por morte natural.As punições para o suicida, que nesse caso reverberam aos seus familiares seespalham por toda a Europa. Em Zurique se o homem se afogasse ele era enterradopróximo a água, se matasse a si próprio com uma facada uma estaca de madeiraseria fincada no lugar onde a faca penetrou, e variando assim de acordo com ométodo que o suicida usou para matar-se. Na Rússia o testamento é consideradonulo e a sepultura cristã lhe é negada, sendo que a tentativa é punida com multa eos cumplices podem ser presos por três anos. Nos outros países não é diferente,pois todos o consideram como um crime, até países como os futuros Estados Unidos
    • 37consideram o suicida um criminoso, porém atualmente foi criada uma lei queantepara que impeçam que o suicida complete o ato.Nas sociedades greco-latinas o suicídio somente poderá ser realizado se houverautorização do estado, e caso houvesse o suicídio o estado negaria as honraspóstumas e as mãos do morto seriam decepadas. O homem que procura e encontraa morte também é considerado um suicida, e sua ação é considerada umadeslealdade ao estado. Fornecida tal autorização o estado também decidiria como osuicida daria fim a vida, e se o homem não obedecer, ou decidir por se enforcar seráigualmente punido.O suicídio não era algo que as pessoas dessem tanta importância e vissem tamanhanecessidade em punir, todavia as autoridades eclesiásticas interessaram-se peloassunto, e o estado passou a puni-lo a exemplo da igreja. Com isso iniciasse asprimeiras conclusões sobre o suicídio que são as que durante o aumento da taxa desuicídios a taxa de homicídios decresce, porém em ritmo mais lento do que primeiracresce, depois vem a que refere-se ao fato que países podem possuir acumulo emtaxas de homicídio e suicídio ao mesmo tempo, todavia nos departamentos as taxasserão desiguais, seguindo com que a guerra gera aumento do suicídio assim comogera o aumento de roubos trapaças e afins, mas ela não faz com que o homicídioaumente, porém a desorganização judicial pode influenciar nessa diminuição. Aquarta e a quinta conclusão são as de que o suicídio é em sua maioria urbano e atendência ao catolicismo é responsável pela diminuição entre as taxas.Começa-se um encerramento do assunto no qual ele afirma que o que sentimospelos suicidas não é algo que sentimos por nós mesmos mas as duas são efeitos deuma mesma causa, afirmando depois que o nosso egoísmo é em maioria fruto dasociedade.7.3.3. Capitulo três - Conclusões práticasÉ iniciado com uma espécie de definição da palavra morbidez que é consideradapelo autor como algo que define o suicídio, e afirma que a palavra doença nada
    • 38significa e designa algo que pode ser evitado, uma imperfeição, então ele explicaque a palavra doença poderia ser aplicada em todo o meio social, mas tal doença énecessária para que o sistema continue a funcionar e os excessos tanto para maisquanto para menos possuem sua utilidade, contudo tais funções sociais tendem a setransformar, e já estavam de fato se transformando na época em que o livro foiredigido tanto é que no livro Durkheim comenta que a taxa de suicídio temaumentado por demasiado em países europeus, continuando com a indagaçãosobre o mal ser incurável ou não, então inicia-se uma discussão sobre a sociedadecorporativa, que esta sempre com o homem.Então começa-se um resumo sobre tudo o que se foi dito e sobre o que leva ohomem a matar-se e grandes taxas de suicídios normalmente precedem atransformações as quais o único sobrevivente é o estado que não conseguesucumbir de modo tão fácil, porém ele muda para atender aos novos ideais de umapopulação transformada, falando a seguir que para se fazer melhor o estado deveser diversas corporações literalmente e não pessoas reunidas numa “corporação” eentão o autor comenta que tal monografia sobre o suicídio podem parecer infiéis eexageradas porém somente quando se definirem melhor as tarefas corporativas euma lei de evolução será possível determinar todo o conteúdo anterior e encerra suamonografia sobre o suicídio com a frase “O essencial não é fixar de antemão umplano que prevê tudo; é pôr resolutamente mãos a obra” (DURKHEIM, Émile, osuicídio página 513).
    • 398. CONSIDERAÇÕES FINAIS Desta forma foi possível concluir qual a importância de David Émile Durkheimpara a sociologia. Como este desenvolveu e tornou a sociologia uma ciênciaindividual a parte das outras. Mostrando a indispensabilidade desta para a maiorcompreensão dos fatos sociais e para a sociedade como um todo. Ainda foi possívelcompreendo como o contexto histórico que o “pai da sociologia” vivenciavainfluenciou diretamente em suas obras. Assim como foi discutido quais as principaisteorias de Durkheim, seu legado e obras. Em “Da Divisão Social do Trabalho” Durkheim centraliza-se na “SolidariedadeMecânica e Solidariedade Orgânica”, tais teorias ressaltam a construção de laçosnas relações humanas. A Solidariedade Mecânica é aquela já nascida com oindividuo que constrói-se na família e em suas relações de parentesco para comoutros membros de sua família. Já a Mecânica caracteriza-se por essa mesmaconstrução, porém com indivíduos desconhecidos, com os amigos e profissionaisque trabalham com o indivíduo. Já em “As Regras do Método Sociológico”, Durkheim pontua quais ascaracterísticas base para a elaboração de teorias sociais e pontua três tópicosprincipais para as características de um fato social e são eles: Generalidade:Quando o fato apresenta característica comum a todos os indivíduos, ou seja, omesmo fato acontece com a grande maioria dos indivíduos; Exterioridade: Quandoo fato é externo ao indivíduo, independente da sua vontade; Coercividade: Aparecepor intermédio dos indivíduos que são forçados a seguirem os comportamentos quea sociedade impõe. Em “As Formas Elementares da Vida Religiosa”, Durkheim expõe aconstrução da religião como consequência da sociedade. Ele demonstra ainda quenão há religiões falsas, mas sim religiões construídas a partir de valores sociais. Por fim Durkheim salienta em sua última obra, “O Suicídio”, as três formasbásicas de suicídio são elas: Suicídio Egoísta: Quando o indivíduo se afasta dosoutros seres de sua mesma espécie e comete atos com motivação pessoal; SuicídioAltruísta: Quando o indivíduo realiza atos em prol de uma causa; SuicídioAnômico: O indivíduo faz o ato porque há a ausência das regras de sua sociedadepor causa de possíveis mudanças em decorrência de que a sociedade ela não éúnica em todas as épocas.
    • 40REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASDURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. São Paulo, Ed. MartinClaret, 2002.DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo, Paulus,2008.DURKHEIM, Émile. A divisão do trabalho social. 1ª edição [1895]. Lisboa: EditorialPresença Ltda, 1989.DURKHEIM, Émile; O Suicídio, Estudo Sociológico. Editorial Presença, 7ª edição;2001.DURKHEIM, Êmile. Educação e Sociologia. 10ª ed. São Paulo, Ed.Melhoramentos, 1975.FAUCONNET, Paul. EMILE DURKHEIM - Educação e Sociologia. 12 ed. Trad.Lourenço Filho. São Paulo: Melhoramentos, 1978QUINTANEIRO, Tãnia. Um toque de Clássicos: Durkheim, Marx e Werber. BeloHorizonte, Ed. UFMG. 1995.GOLDMAN, L. Ciências humanas e filosofia. São Paulo: Ed. Difel. 1984.VILA NOVA, Sebastião. Introdução à Sociologia. São Paulo, Atlas, 1999.COSTA, Maria Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. SãoPaulo, Moderna, 1987.DUVIGNAUD, J. Durkheim. Lisboa: Edições 70, 1982.MASSELA, A. B. O naturalismo metodológico de Émile Durkheim. São Paulo:Humanitas, 2006.
    • 41ANEXO