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Monografia Avaliação de Maturidade dos Portais das Universidades Federais

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As Universidades Públicas podem ser entendidas como as maiores produtoras de conhecimento no Brasil na atualidade. Essas instituições estão sob constante pressão de seu ambiente para apresentarem …

As Universidades Públicas podem ser entendidas como as maiores produtoras de conhecimento no Brasil na atualidade. Essas instituições estão sob constante pressão de seu ambiente para apresentarem efetividade nos resultados de suas atividades finalísticas (ensino, pesquisa e extensão) para a sociedade, de forma a demonstrarem o quão abrangente é a sua atuação e a sua relevância para o desenvolvimento social e econômico do meio em que atuam. Neste âmbito, as Universidades Federais Brasileiras possuem grande destaque por compor um dos principais instrumentos do sistema educacional brasileiro para a profissionalização dos cidadãos e, além disso, constituem-se centros de referência de desenvolvimento científico e tecnológico. Para possibilitar a transparência de suas atividades junto à sociedade estas instituições passam cada vez mais a adotar o conceito de Portal Corporativo de Conhecimento como ferramenta tanto comunicacional como gerencial, tomando a Gestão do Conhecimento como uma componente importante da Gestão Universitária. O presente trabalho destina-se a realizar uma avaliação do nível de maturidade dos portais das Universidades Federais. Para tal, faz-se também uma proposta de metodologia padrão para avaliação dos portais/sítios das Universidades Públicas destacando-se que, embora existam escalas de sofisticação para a entrega de serviços e conhecimentos on-line, ainda não há uma padronização dos procedimentos adotados para sua disponibilização. Destaca-se ainda que esta sistemática de avaliação propõe o estabelecimento de um Indicador de Maturidade do Portal, elemento crucial para que haja comparabilidade e compatibilidade entre o nível de qualidade dos portais das entidades avaliadas.

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  • 1. Universidade Federal de Alagoas Instituto de Computação Bacharelado em Sistemas de InformaçãoAVALIAÇÃO DE MATURIDADE DOS PORTAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS BRASILEIRAS Maceió 2012
  • 2. Victor Diogho Heuer de CarvalhoAVALIAÇÃO DE MATURIDADE DOS PORTAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS BRASILEIRAS Monografia apresentada como requisito para conclusão do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação, do Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas. Orientador: Prof. Dr. Olival de Gusmão Freitas Júnior. Coorientador: Esp. Thiago José Tavares Ávila. Maceió 2012
  • 3. Victor Diogho Heuer de Carvalho AVALIAÇÃO DE MATURIDADE DOS PORTAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS BRASILEIRASMonografia apresentada como requisito para conclusão do curso de Bacharelado em Sistemasde Informação, pelo Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas, aprovadapela comissão examinadora abaixo listada.Aprovado em 27 de Outubro de 2012. Prof. Dr. Olival de Gusmão Freitas Júnior - Orientador Universidade Federal de Alagoas – Instituto de Computação Prof. Dr. Marcus de Melo Braga Universidade Federal de Alagoas – Instituto de Computação Profª. Msc. Leide Jane de Sá Araújo Universidade Federal de Alagoas – Instituto de Computação
  • 4. RESUMOAs Universidades Públicas podem ser entendidas como as maiores produtoras deconhecimento no Brasil na atualidade. Essas instituições estão sob constante pressão de seuambiente para apresentarem efetividade nos resultados de suas atividades finalísticas (ensino,pesquisa e extensão) para a sociedade, de forma a demonstrarem o quão abrangente é a suaatuação e a sua relevância para o desenvolvimento social e econômico do meio em que atuam.Neste âmbito, as Universidades Federais Brasileiras possuem grande destaque por compor umdos principais instrumentos do sistema educacional brasileiro para a profissionalização doscidadãos e, além disso, constituem-se centros de referência de desenvolvimento científico etecnológico. Para possibilitar a transparência de suas atividades junto à sociedade estasinstituições passam cada vez mais a adotar o conceito de Portal Corporativo de Conhecimentocomo ferramenta tanto comunicacional como gerencial, tomando a Gestão do Conhecimentocomo uma componente importante da Gestão Universitária. O presente trabalho destina-se arealizar uma avaliação do nível de maturidade dos portais das Universidades Federais. Paratal, faz-se também uma proposta de metodologia padrão para avaliação dos portais/sítios dasUniversidades Públicas destacando-se que, embora existam escalas de sofisticação para aentrega de serviços e conhecimentos on-line, ainda não há uma padronização dosprocedimentos adotados para sua disponibilização. Destaca-se ainda que esta sistemática deavaliação propõe o estabelecimento de um Indicador de Maturidade do Portal, elementocrucial para que haja comparabilidade e compatibilidade entre o nível de qualidade dos portaisdas entidades avaliadas.Palavras-chave: Avaliação de Maturidade. Portais Corporativos de Conhecimento. GestãoUniversitária. Gestão do Conhecimento.
  • 5. ABSTRACTPublic Universities can be understood as the largest producers of knowledge in Brazil today.These institutions are under constant pressure from their environment to present the results oftheir core activities (teaching, research and extension) to society in order to demonstrate howcomprehensive their work and weight are to the social and economical development in themiddle which they operate. In this context, the Federal Universities have great prominence bythe fact that their whole composes one of the main instruments of the Brazilian EducationalSystem for the professionalization of citizens and, moreover, they are veritable centers ofregional scientific and technological development. To enable the transparency of theiractivities to society these institutions are increasingly adopting the concept of CorporateKnowledge Portal either as communication or management tool, using KnowledgeManagement as an important component of University Management. This monograph aims toassess the level of maturity of the portals of Federal Universities. To that end, it is alsoproposed a standard methodology for evaluation of portals/websites of Public Universitiespointing out that, although there are scales of sophistication to the dissemination of on-lineservices and knowledge, there is no standardization of the procedures adopted for its use.Along with such methodology, an Indicator of Portal Maturity will be further defined, whichis crucial to draw comparisons between the entities under evaluation.Keywords: Maturity Evaluation. Corporate Knowledge Portal. University Management.Knowledge Management.
  • 6. AGRADECIMENTOS Aqui faço meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que contribuíram para meucrescimento ao longo de quatro anos de estudos e pesquisas nesta graduação que se conclui. Agradeço inicialmente ao caríssimo mentor professor Olival de Gusmão Freitas Júniorpelas oportunidades concedidas e pela eximia orientação prestada e ainda mais pela amizadeconstruída ao longo dos dois anos em que trabalhamos juntos na PROGINST e nos três anosde orientação nos projetos e nas publicações. Ao também caríssimo mentor Thiago José Tavares Ávila pela exímia orientaçãoprestada ao longo do desenvolvimento deste trabalho e pela amizade e espírito de equipe queconstruímos. Ao professor João Carlos Cordeiro Barbirato (Centro de Tecnologia da UFAL) por suamagnânima contribuição para o enriquecimento deste singelo trabalho. Aos professoresMarcus de Melo Braga (Instituto de Computação UFAL) e José Roberto Santos (Centro deCiências Agrárias da UFAL) pelo importante apoio intelectual e pelas sugestõesimprescindíveis que concederam. Ao professor Jarbas Cardoso Lopes Júnior, do Centro deTecnologia da Informação Renato Archer (CTI), pelas indicações prestadas à pesquisa. Aoprofessor Anderson de Barros Dantas (Faculdade de Economia, Administração eContabilidade da UFAL) e ao senhor Lucas Sorgato (Secretaria do Estado de Planejamento edo Desenvolvimento Econômico de Alagoas) pelas indicações estatísticas. Aos professoresPatrick Henrique da Silva Brito e Leide Jane de Sá Araújo (ambos do Instituto deComputação da UFAL) pela perpetua gentileza, auxílio e suporte prestados. Aos companheiros e amigos do GCI-UFAL Adolfo Cavalcante, André Domarques eWanderson Rodrigues pelas experiências compartilhadas e pelo grande auxílio nodesenvolvimento da pesquisa que deu origem a este trabalho. Aos amigos e colegas de trabalho da Pró-Reitoria de Gestão Institucional(PROGINST), Jouber Lima Lessa, Jarman da Silva Aderico, Júlio César Oliveira, Luiz Vieirae Alexander Perelló, pelo ambiente de trabalho acolhedor e pelo coleguismo além doreconhecimento e respeito mútuo. Aos colegas de turma pelo companheirismo e pela qualidade com que desenvolvemosnossas atividades em grupo e realizamos algumas publicações, com destaque para os colegase amigos Marcelly Nicolle de Alencar, Mário Batista e Jairo Raphael Moreira. Agradeço
  • 7. também ao amigo Jomson Teixeira pela fundamental revisão ortográfica que prestou aotrabalho final. Um agradecimento muito especial aos meus pais, e mais especial ainda aos meusfilhos Miguel e Estela e à minha esposa Samyra pela compreensão e carinho dispensadosmesmo nos meus momentos de isolamento e introspecção. Agradeço, por fim, a todos os autores/pesquisadores – principalmente os nacionais,que demonstraram grande domínio prático e teórico em seus trabalhos – os quais utilizei seustrabalhos como referencial teórico para embasar esta pesquisa.
  • 8. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................ 12 1.1 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA ................................................................................ 13 1.2 PROBLEMA DA PESQUISA ........................................................................................ 14 1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA ........................................................................................ 14 1.3.1 Geral ......................................................................................................................... 14 1.3.2 Específicos ............................................................................................................... 14 1.4 METODOLOGIA ........................................................................................................... 14 1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO ................................................................................... 152. REVISÃO DE LITERATURA ......................................................................................................................... 16 2.1 GESTÃO UNIVERSITÁRIA ......................................................................................... 16 2.2 A GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO ....................................... 18 2.2.1 Gestão da Informação e Tecnologias da Informação ............................................... 20 2.2.2 Gestão do Conhecimento ......................................................................................... 22 2.2.2.1 O uso das Tecnologias da Informação na Gestão do Conhecimento ............... 24 2.2.2.2 Portais Corporativos de Conhecimento e o Governo Eletrônico Brasileiro ..... 25 2.3 ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS ........................................................... 27 3. PROPOSTA DE UMA METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DE MATURIDADE DOS PORTAIS DASUNIVERSIDADES FEDERAIS ........................................................................................................................... 32 3.1 O MODELO DE AVALIAÇÃO PROPOSTO PELA REDE DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DAS NAÇÕES UNIDAS (UNPAN) .................................................................. 33 3.2 O MODELO DE AVALIAÇÃO PROPOSTO POR CARDOSO JÚNIOR (2006-2007) .........................................................................................................................................35 3.3 O MODELO DE AVALIAÇÃO POR FREITAS JÚNIOR ET AL. (2011) ................... 37 3.4 TRABALHOS CORRELATOS ..................................................................................... 40 3.5 METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DE MATURIDADE PARA PORTAIS CORPORATIVOS DE CONHECIMENTO DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS BRASILEIRAS ..................................................................................................................... 42 3.5.1 Definição do Questionário Avaliativo ..................................................................... 43 3.5.2 Validação do Questionário ....................................................................................... 44 3.5.3 Aplicação do Questionário ....................................................................................... 44 3.5.4 Tabulação dos Resultados ........................................................................................ 44 3.5.5 Cálculo dos Indicadores ........................................................................................... 45 3.5.6 Definição dos Percentuais de Maturidade das Instituições Avaliadas ..................... 464. RESULTADOS DA APLICAÇÃO DA METODOLOGIA PROPOSTA ........................................................ 49 4.1 APRESENTAÇÃO GERAL DAS INFORMAÇÕES LEVANTADAS ........................ 49
  • 9. 4.2 TRATAMENTO ESTATÍSTICO DOS RESULTADOS ............................................... 525. CONCLUSÃO .................................................................................................................................................. 54 5.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................... 55 5.2 TRABALHOS FUTUROS ............................................................................................. 57REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................... 57APÊNDICE ........................................................................................................................................................... 62
  • 10. LISTA DE FIGURASFigura 1 - A Universidade e o ambiente externo. ..................................................................... 17Figura 2 - Espiral do Conhecimento. ........................................................................................ 20Figura 3 - Pirâmide Organizacional básica com seus respectivos Sistemas de Informação. ... 21Figura 4 - O processo cíclico de Conversão do Conhecimento. ............................................... 23Figura 5 - Arquitetura da Universidade Orientada a Serviços.................................................. 29Figura 6 - Escala de maturidade do Governo Eletrônico.......................................................... 35Figura 7 - Cenário de prestação de serviços com foco no cidadão........................................... 35Figura 8 - Escala Evolutiva para a Orientação a Serviços no Governo eletrônico. .................. 37Figura 9 - Proposta para o sistema de Portais na Fase Avançada............................................. 39Figura 10 – Diagrama de Dispersão com a Reta de Regressão Linear para o %Informacional e%Interativo-Transacional. ........................................................................................................ 51Figura 11 – Composição gráfica do histograma e polígono de frequências obtidos com adistribuição de frequências por classe, a partir do IMP percentual (%Transformacional). ...... 52
  • 11. LISTA DE QUADROSQuadro 1 - Gerações da Gestão do Conhecimento. .................................................................. 22Quadro 2 - Tipologia de ferramentas de TI para gestão do Conhecimento. ............................. 24Quadro 3 - Categorização das 56 Universidades Federais avaliadas por Freitas Júnior et al. . 40Quadro 4 - Sistema de classificação de países segundo a maturidade dos mecanismos degoverno eletrônico. ................................................................................................................... 42Quadro 5 - Comparação entre as fases/níveis de evolução propostos pela UNPAN (2008),Cardoso Júnior et al. (2007) e Freitas Júnior et al. (2011). ...................................................... 42Quadro 6- Percentuais em ordem decrescente em que se encontram as Universidades Federaispara cada um dos Níveis de Maturidade. .................................................................................. 50Quadro 7 - As dez instituições com os maiores IMP. .............................................................. 51Quadro 8 - Níveis de Maturidade/Sofisticação de acordo com Freitas Júnior et al. (2011-B). 52Quadro 9- Medidas calculadas de acordo com a distribuição de frequências em classes. ....... 53
  • 12. 12CAPÍTULO IINTRODUÇÃO A Gestão Universitária em seu momento atual encontra-se em uma fase de transiçãoque culmina com a valorização informacional, implicando no uso da Gestão da Informaçãopara a valorização do conhecimento, além de definir o campo de atuação da Gestão doConhecimento. Inúmeras atividades do contexto acadêmico que podem ser resumidas naspremissas básicas da atuação da universidade – Ensino, Pesquisa e Extensão – necessitam deuma forma aprimorada de governança para as informações, assim como de instrumentoseficientes que irão definir como compartilhar com a sociedade o conhecimentoorganizacional. Os Portais Corporativos de Conhecimento caracterizam-se como instrumentosestratégicos para as organizações que possuem a Gestão do Conhecimento como componenteda Gestão Organizacional, garantindo sua extensão e melhor comunicação de seus usuáriosatravés da Web. Seu uso pelas Universidades Públicas Brasileiras (UPB) é cada vez mais intenso e trazconsigo a necessidade de entrega de serviços e disseminação de conhecimento com maiorqualidade e efetividade. Nesse contexto, emerge o conceito de Universidade Orientada aServiços, possibilitando aos atores de seu ambiente (alunos, professores, técnicosadministrativos, gestores universitários e a comunidade externa) acesso aos seus principaisserviços assim como ao conhecimento das atividades as quais a universidade se destina, comdestaque para sua produção científica. A necessidade de aplicação da Gestão do Conhecimento na administração do ambienteuniversitário vem sendo alvo de estudos e pesquisas tanto a nível nacional comointernacional, resultando na criação de conceitos inovadores quanto a disseminação deconhecimento para a sociedade em geral, serviço o qual pode ser considerado comoindispensável dada a natureza das atividades realizadas nessas instituições. No entanto, aavaliação da maturidade ou sofisticação dos portais das universidades ainda carece deinvestigação aprimorada e de uma metodologia investigativa padronizada de forma a garantirresultados sólidos e confiáveis. A motivação principal da pesquisa realizada derivou-se da oportunidade de criação deum mecanismo padronizado para avaliação dos Portais Corporativos de Conhecimento dasUniversidades Federais Brasileiras.
  • 13. 13 Com a proposta da metodologia avaliativa notou-se a necessidade de criação de umIndicador de Maturidade de Portais, um elemento importante para a aplicação de estatística deforma a garantir a elaboração de um quadro síntese apresentando as notas para ascaracterísticas analisadas com a aplicação da metodologia.1.1 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA A disponibilização de serviços através de portais é uma das premissas básicas dogoverno eletrônico. Avila (2005) define que o conceito de portal cada vez mais amadurece eagrega valores e sub-valores e de acordo com o ponto de vista de sua evolução histórica, elespodem ser tanto sites informativos em um estado mais básico e inicial quanto um grandeambiente integrado de sistemas que proporcionam colaboração, fortalecimento de equipes egerenciamento de projetos no intuito de apoiar o processo decisório. Com esta definição, percebe-se a importância da aplicação dos Portais Corporativos deConhecimento no âmbito gerencial de uma organização, seja como elemento de integração ecomunicação ou ainda como componente de avaliação do poder informacional e de criação edisseminação de conhecimento que a organização possui. De acordo com pesquisas realizadas pela United Nations Public AdministrationNetwork - UNPAN (publicações de 2008 e 2010) e Cardoso Júnior (em seus trabalhos de2006 e 2007) é possível definir o grau de maturidade ou sofisticação em que se encontra osportais quanto ao uso de serviços eletrônicos – dentre os quais, a disponibilização edisseminação do conhecimento. No terceiro capítulo do livro “Arquitetura Orientada a Serviços na AdministraçãoPública” de Freitas Júnior et al. (2011) é apresentada uma abordagem de avaliação de portaisfocada nas UPB que em seus resultados apresenta um quadro no qual as UniversidadesFederais, como alvo de sua pesquisa e são organizadas de acordo com seu grau de evolução. O presente trabalho pretende dar continuidade ao trabalho iniciado por Freitas Júnioret al. (2011) uma vez que o modelo avaliativo apresentado pelos autores necessita deamadurecimento. A justificativa para sua aplicação, baseando-se principalmente nasdefinições de maturidade e sofisticação da UNPAN (2008) e de Cardoso Júnior et al. (2007),reside na necessidade de se construir uma metodologia que possa servir como padrão para aavaliação dos portais das UPB.
  • 14. 141.2 PROBLEMA DA PESQUISA Tomando por base a temática de “Maturidade no Uso de Serviços pelos Portais dasUniversidades Federais”, o problema que esta pesquisa se propõe a caracterizar e responderé: “Como avaliar o nível de maturidade dos Portais das Universidades Federais?”.1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA1.3.1 Geral Avaliar o nível de maturidade dos portais das Universidades Federais Brasileiras.1.3.2 Específicos  Estabelecer uma metodologia que possa ser adotada como padrão para avaliação de maturidades dos portais das Universidades Federais Brasileiras;  Formular um indicador de maturidade para ser aplicado na avaliação dos portais das Universidades Federais;  Apresentar os portais pesquisados e seus respectivos indicadores.1.4 METODOLOGIA A pesquisa realizada caracterizou-se como aplicada, uma vez que envolveu olevantamento de informações sobre uma temática específica, além de ter servido paraaplicação exclusiva na solução de problemas dentro dessa temática restringindo seu universode atuação, conforme explicam Silva e Menezes (2001). Também, conforme Silva e Menezes (2001), pode ser categorizada como quantitativa,já que procurou definir indicadores para mensuramento de maturidade, requerendo técnicaexploratória e estatística, por se comprometer tanto com a exposição de um referencial sobre oassunto central quanto por avaliar um caso real que apresenta necessidades no referidomensuramento, com analise e interpretação de dados oriundos de levantamento.
  • 15. 15 Logo, o trabalho passou por 5 etapas fundamentais: 1. Construção de um referencial teórico sobre as temáticas de Gestão do Conhecimento, Gestão Universitária, Portais Corporativos de Conhecimento, Orientação a Serviços e Avaliação da Maturidade de Portais; 2. Definição de uma escala de maturidade assim como de uma metodologia avaliativa que futuramente (após realização de estudos mais aprofundados) poderá ser adotada como um padrão; 3. Elaboração de um questionário contendo questões em 3 áreas temáticas (Visual, Serviços e Conteúdo), cada qual com a quantidade entre 10 e 20 questões; 4. Aplicação de questionário de investigação referente a características chaves relacionadas aos Portais das Universidades Federais realizada por 2 avaliadores, de forma a garantir que a totalidade destas instituições fosse avaliada; 5. Tabulação e apresentação dos resultados obtidos com o levantamento no relatório científico final. No que diz especificamente respeito à etapa de investigação, o levantamento realizadoabrangeu todas as Universidades Federais existentes no Brasil: 59 instituições (excluindo-seas 5 que se encontram em implantação). Conforme explica Sorgato (2012), na etapa deestimação de amostras, qualquer população que tenha tamanho < 356 (menor que trezentos ecinquenta e seis) indivíduos, deve passar por uma análise em sua totalidade, garantindoconfiabilidade aos resultados finais.1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO O presente trabalho estrutura-se em 5 capítulos: Capítulo I – Introdução, apresentação da justificativa, do problema e dos objetivos eda metodologia da pesquisa. Capítulo II – Revisão da Literatura sobre Gestão do Conhecimento, GestãoUniversitária e Arquitetura Orientada a Serviços de forma a apresentar um referencial teóricoque embase a aplicação da proposta central do trabalho; Capítulo III – Proposta de uma “Metodologia para Avaliação do Nível de Maturidadedos Portais das Universidades Públicas Brasileiras” nos quais são apresentados algunsmodelos existentes de escalas de maturidade e é realizada a descrição da metodologia a seraplicada para avaliação dos objetos de pesquisa.
  • 16. 16 Capítulo IV – Resultado da Avaliação dos Portais das Universidades FederaisBrasileiras, em que serão demonstrados os dados obtidos com a investigação realizada, alémde apresentar uma comparação entre os dados obtidos com o levantamento realizado. Capítulo V – Considerações Finais, sendo apresentada a avaliação da propostametodológica, dos resultados obtidos e sugestões para trabalhos futuros.
  • 17. CAPÍTULO IIREVISÃO DE LITERATURA Antes de adentrar na definição de uma metodologia para Avaliação da Maturidade dedos Portais das UPB, é pertinente que seja apresentado um referencial teórico sobre osconceitos envolvidos. A Gestão Universitária, quando da estruturação de seus portais deserviços e conhecimento, toma como principais instrumentos a Gestão do Conhecimento e aentrega de serviços para a comunidade universitária. Além dessas duas grandes áreas teóricas, existe ainda a Orientação a Serviços queatravés de suas normas e regulamentação, principalmente no âmbito nacional que é o focodeste trabalho, possibilita uma padronização nos serviços on-line a serem oferecidos para asociedade. Dentro desses serviços estão incluídas a disponibilização e a disseminação deconhecimento.2.1 GESTÃO UNIVERSITÁRIA A Gestão Universitária lida com um conjunto complexo de atividades que têm porobjetivo principal a manutenção do funcionamento do ensino superior. Assim distinguem-sedois tipos de atividades nas universidades: as atividades fim - ensino, pesquisa e extensão; eas atividades meio. Cantarle e Favaretto (2008, p. 395) estabelecem que [...] a universidade é vista como uma instituição de serviços e como espaço de geração e disseminação de conhecimento para a sociedade, isso através da pesquisa, do ensino ou da extensão de atividades para o desenvolvimento comunitário. Para Freitas Júnior e Barbirato (2008, p. 12): A administração universitária lida com as diversas dimensões organizacionais presentes nas universidades, os diferentes objetivos e os demais insumos utilizados. Além disso, é necessário administrar simultaneamente vários aspectos, tais como a massificação do ensino, a democratização do acesso ao ensino, a criação e difusão da ciência, o corporativismo e a escassez de recursos. O ambiente das universidades funciona como um campo dinâmico de forças queinteragem entre si provocando mudanças e influenciando estas instituições. Ele é uma fonte
  • 18. 17de recursos de diversos tipos – humanos, tecnológicos, informacionais, financeiros, etc. – eoportunidades de onde as universidades podem extrair insumos necessários ao seufuncionamento (FREITAS JÚNIOR et al. 2011-B). Existem diversas semelhanças entre as universidades: possuem estruturas similarespodendo ser administradas seguindo-se os princípios e modelos propostos pelas teoriasadministrativas; são também organizações planejáveis e sofrem influência do ambiente emque se inserem. O ambiente das universidades pode ser exemplificado pela Figura 1: Figura 1 - A Universidade e o ambiente externo. Fonte: adaptado de Tachizawa e Andrade (1999). Magalhães (2001) determina que a gestão das universidades esteja voltada para aadministração dos seguintes elementos:  Comunidade interna: representados pelos funcionários (docentes e técnicos) e discentes;  Mercado: são os clientes externos, finais (empresas públicas e privadas) e organizações governamentais que absorverão os egressos;  Fornecedores: são os agentes (ou entidades) que fornecem bens, serviços, capital, materiais, equipamentos ou demais insumos necessários às atividades internas da instituição;  Produto: resultados das atividades internas da instituição - o profissional formado, preparado para atuar no mercado, além dos produtos (bens e serviços) educacionais resultantes das atividades de pesquisa e extensão. A partir desses conceitos, é possível identificar os principais atores do ambienteuniversitário:  O discente é o principal e maior cliente da universidade que tem por objetivo prepará- lo para atuar no mercado de trabalho e torná-lo um profissional qualificado.
  • 19. 18  O servidor é representado pelo docente, com o papel principal de formar os discentes, e pelo técnico administrativo, responsável pelo fornecimento de apoio técnico para as atividades da instituição.  O gestor é representado pelas organizações governamentais, pelos fornecedores e pelos gestores internos. Os fornecedores são os agentes (ou entidades) que fornecem recursos necessários às atividades internas da instituição. Os gestores internos são os diretores de unidades, coordenadores e pró-reitores que fazem uso dos recursos das instituições.  O empreendedor é representado pelo setor produtivo que necessita de mão de obra qualificada (os discentes egressos) e dos resultados das atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas pela comunidade acadêmica para inovar em seus produtos e serviços. No âmbito da Universidade Pública Brasileira (UPB), visualizada pela sociedadecomo ampla geradora e disseminadora de conhecimentos, assim como principal formadora derecursos humanos especializados, as novas tecnologias estão redesenhando significativamenteseus canais de relacionamento com a sociedade. Assim, as UPB podem cumprir com o que Freitas Júnior e Barbirato (2008, p. 26-27)propõem quando definem que “a universidade moderna deve estar atenta às mudanças domercado, cumprindo o seu papel de desenvolvimento para sociedade, oportunizando acapacidade de criar novas tecnologias e firmando parcerias com a iniciativa privada”.2.2 A GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO Informação e Conhecimento são conceitos que possuem uma relação íntima em termosde composição. A informação seria o elemento essencial que, após processado, interpretado ediscernido comporia o conhecimento. Ávila (2005) apresenta a informação como um dadoadicionado de valor, permitindo seu entendimento de acordo com o contexto em que se insere. O conhecimento, portanto, é uma composição de informações tratadas e discernidas,logo, o processamento dessas informações é uma etapa fundamental para a criação doconhecimento. Davenport e Prusak (1998-A) apud Gaspar et al. (2009, p.122) caracterizamessa diferença entre ambos os conceitos fornecendo também uma ideia de como eles atuam naorganização:
  • 20. 19 [...] a informação é uma entidade relevante, que traz consigo alguma finalidade atuando no comportamento do seu criador em relação à tomada de decisões. […] mais do que a informação, o conhecimento originado por meio do processamento das informações disponíveis interna ou externamente é que efetivamente contribui para o sucesso da organização. Apresentando uma ideia mais simplificada e relacionada às praticas com a qual osprofissionais se deparam no seu dia a dia no que se refere à informação e conhecimento,Santos (2010, p. 2) sintetiza que “a informação é o meio pelo qual o indivíduo conseguiuassimilar a idéia proposta e extraiu dela, o conhecimento que pode ser aplicado em seu dia-a-dia”. O mesmo autor conceitua ainda que o “conhecimento é Informação ou noçãoadquiridas pelo estudo ou pela experiência; e informação é tudo aquilo que, por ter algumacaracterística distinta, pode ser ou é apreendido, assimilado ou armazenado pela percepçãoe pela mente humana”. Nonaka e Takeuchi (1995) apud Torres et al. (2009) definem que o conhecimentopode ser classificado como tácito ou explícito, sendo o conhecimento explícito aquelefacilmente externalizado através de codificação, podendo ser armazenado, compartilhado eaplicado; o conhecimento tácito, por sua vez, é de difícil expressão, representação ou mesmocomunicação , representando a experiência do indivíduo, sua compreensão sobre o universoque o cerca. A conversão do conhecimento seria a sucessão de transformação entre o conhecimentotácito e explícito, seguindo os processos de socialização, externalização, combinação einternalização, compondo a espiral do conhecimento, conforme definem Nonaka e Takeuchi(1997). Essa espiral comporta-se da seguinte forma, conforme apresentam Nonaka e Takeuchi(1997) (ver também Figura 2): A socialização seria o processo de compartilhamento de experiências entre osindivíduos de um grupo, desenvolvendo-se, frequentemente, através da observação, imitaçãoe prática. Envolveria assim a transferência de conhecimento tácito entre os indivíduos; A externalização seria o processo de organização do conhecimento tácito emexplícito através do uso de narrativas, analogias, hipóteses, modelos, etc. Permitiria, pois, acriação de novos conceitos, passíveis de explicitação; A combinação trataria da sistematização de conceitos em um sistema deconhecimento, englobando, como o próprio nome do processo sugere, a combinação de
  • 21. 20conhecimento explícito através de classificação, sumarização, pesquisa, etc. Neste processo, ouso das TIs seria essencial; A internalização sugere a transformação do conhecimento explícito em tácito atravésda aprendizagem por parte do indivíduo, através do estudo de documentos. Figura 2 - Espiral do Conhecimento. Fonte: Nonaka e Takeuchi (1997).2.2.1 Gestão da Informação e Tecnologias da Informação A informação, conforme estabelecido anteriormente, é um elemento imprescindívelpara a tomada de decisões nas organizações. A Gestão da Informação (GI), tomando comosuas principais ferramentas as Tecnologias da Informação (TIs), possibilitou às organizaçõesum acesso muito mais ágil e humanizado a informações que antes careciam de tratamentoespecializado para que fossem compartilhadas e entendidas por qualquer tipo de usuário. Com essa facilidade de acesso, o desenvolvimento de atividades desde o níveloperacional (no qual os dados sobre as atividades fim da organização, através dos Sistemas deInformação Operacionais/Transacionais, começam a surgir e ganhar sinergia), passando pelonível gerencial (com o uso dos Sistemas de Informações gerenciais para captar e sintetizar asinformações relevantes e necessárias para a tomada de decisões gerenciais) e chegando aoexecutivo (através dos Sistemas Executivos e Sistemas de Apoio a Tomada de decisões)tornou-se muito mais ágil e as informações utilizadas passaram a ser muito mais consistentes. A Pirâmide Organizacional básica, com seus respectivos sistemas pode ser visualizadana Figura 3.
  • 22. 21 Figura 3 - Pirâmide Organizacional básica com seus respectivos Sistemas de Informação. Essa consistência se deve ao fato de esses diversos Sistemas de Informação tratarem ainformação em cada um dos seus respectivos níveis, tornando-as mais precisas e adequadasaté sua chegada ao topo da pirâmide organizacional. Empresas que possuem a GI e a TIatreladas a sua estrutura organizacional de forma consolidada possuem, portanto, umimportante diferencial competitivo. Rodrigues e Tavares (2010, p. 05) defendem que: Para sobreviver no cenário de mudanças constantes, as organizações perceberam na TI um diferencial, pois elas viabilizaram novas alternativas à estratégia de negócios e novas possibilidades para as organizações. Nas últimas décadas, o papel exercido pela TI foi sendo alterado de forma drástica, deixando de ser apenas um suporte administrativo para tornar-se uma importante arma competitiva. Levando-se em consideração o conceito de gestão/administração, a gestão daInformação possui três grandes dimensões que, segundo explica Ferreira (2010), são:  Teoria: conjunto de saberes interdisciplinares das áreas de administração de empresas, tecnologias da informação e ciências da informação, que culminam numa formação discursiva complexa (FERREIRA, 2010, p. 4).  Prática: conjunto de métodos e metodologias, técnicas e ferramentas para coleta, processamento, difusão e uso das informações pelas organizações na transformação de dados em informações úteis, que sirvam à tomada de decisões (FERREIRA, 2010, p. 4).  Processo: recurso estratégico de intervenções governamentais nos universos da ciência, tecnologia e economia das nações, que necessitam da informação para a transferência de conhecimentos com a sociedade (PEREIRA, 2001 apud FERREIRA, 2010, p. 4).
  • 23. 22 A Gestão da Informação, por conseguinte, pode ser entendida como elementofundamental para a gestão organizacional na atualidade, aliando tecnologia e práticas bastanteespecíficas de forma a tratar e tornar a informação acessível e compreensível ao tipo de usopara a qual foi solicitada ou designada. Levando-se em consideração todo o contexto apresentado, pode-se chegar a umaconceituação de Gestão da Informação apoiando-se no que é definido por Valentim et al.(2008, p. 187): Entende-se a gestão da informação como um conjunto de ações que visa desde a identificação das necessidades informacionais, o mapeamento dos fluxos formais (conhecimento explícito), de informações nos diferentes ambientes organizacionais até a coleta, filtragem, análise, organização, armazenagem e disseminação objetivando apoiar o desenvolvimento das atividades cotidianas e a tomada de decisão no ambiente corporativo. Ressalta-se, mais uma vez, seu valor na tomada de decisões, um processo fundamentalna administração, responsável pela definição de todas as atividades a serem executadas,definindo o rumo que a empresa irá seguir de forma hierárquica, isto é, do nível executivo aonível organizacional.2.2.2 Gestão do Conhecimento A Gestão do Conhecimento (GC) pode ser compreendida como um conjunto depráticas que tem por objetivo gerenciar o ciclo do conhecimento, envolvendo ferramentas,cultura do indivíduo ou organizacional e Capital Intelectual (ROCHA e MORESI, 2010). 1ª Geração Final dos anos de 1980 Foco em Tecnologia 2ª Geração A partir de 1995 Foco em Pessoas (2010) expõe 3ª Geração De 2002 até os dias atuais Combina ênfase em tecnologia e gestão de pessoashistoricamente Quadro 1 - Gerações da Gestão do Conhecimento. a Gestão do Fonte: adaptado de Goldman (2010).Conhecimento, que se inicia autores Os Nonaka e Takeuchi possuem como principal conceito a espiral doconhecimento apresentada anteriormente, quando conceituamos informação e conhecimento.na década de80 do séculoConforme explica Freitas Júnior et al. (2011-A), para Nonaka e Takeuchi a organização não éXX, com umacapaz de criar conhecimentos por si mesma, contudo é a partir da interação entre as pessoas e primeirade sua interação com a equipe que o conhecimento organizacional é gerado. geraçãovoltada paraespiral A a do conhecimento possuiria duas dimensões: uma ontológica e outraepistemológica. A dimensão ontológica apresenta níveis de entidades criadoras de gestão tecnológica.conhecimento: o indivíduo no sistema de cadeia de valor atravessando vários níveis de Sua segunda geração, iniciada a
  • 24. 23agregação e amplia as fronteiras organizacionais; a epistemológica se preocupa com o tipo deconhecimento, tácito ou explícito, e a conversão entre eles. (FREITAS JÚNIOR et al., 2011-A) A Figura 4 define uma síntese dessa conversão do conhecimento: Figura 4 - O processo cíclico de Conversão do Conhecimento. Fonte: adaptado de Nonaka e Takeuchi (1997). Também importantes autores e teóricos da Gestão do Conhecimento são ThomasDavenport e Laurence Prusak, os quais compuseram uma obra cujo objetivo é demonstrarcomo utilizar o conhecimento para gerar vantagem competitiva através de capital intelectualdentro das Organizações. (FREITAS JÚNIOR et al., 2011-A) Davenport e Prusak (1998-B) definem a Gestão do Conhecimento como um conjuntode atividades relacionadas à geração, codificação e transferência de conhecimento, sendo queela seria uma forma de gerenciar o capital intelectual e defendem ainda que qualqueriniciativa de Gestão do Conhecimento deve conhecer um mercado do conhecimento. Nesse mercado, segundo explica Freitas Júnior et al. (2011-A) existem três atoresfundamentais:  Compradores: pessoas que estão em busca da resolução de um problema;  Vendedores: rede de especialistas disponível na organização, ou dos meios nos quais o conhecimento está estruturado;  Corretores: mediadores no processo de negociação entre os dois outros atores. Tal mercado seria regulado por três aspectos, que teriam por base a confiança mútuaentre os atores:  Reciprocidade: a certeza de atuar como comprador ou vendedor;  Reputação: imagem condizente com a atuação;  Altruísmo: motivação pessoal que deve ser estimulada pela organização, sendo um propósito superior que move o vendedor a ajudar sem esperar reconhecimento. Davenport e Prusak (1998-B) também propõem que somente as TIs, de forma isolada,não irão surtir efeito e sequer poderão transformar uma organização em geradora de
  • 25. 24conhecimento, muito embora sejam suportes fundamentais sem as quais seria muito difícilpensar e implantar quaisquer modelos de gestão.2.2.2.1 O uso das Tecnologias da Informação na Gestão do Conhecimento Da mesma forma que a Gestão da Informação faz uso das TIs, a Gestão doConhecimento também o faz, conforme o que foi apresentado anteriormente, inclusive naspalavras de Davenport e Prusak (1998-B). Segundo Gaspar et al. (2009, p. 121): A Tecnologia da Informação e Comunicação surge, então, como poderosa aliada à criação e disseminação do conhecimento gerado na organização. A integração proporcionada por essas ferramentas por meio de um portal corporativo disponibiliza novas possibilidades às organizações. Tais configurações propiciam o colaboracionismo no trabalho, disseminando informações e conhecimentos com uma velocidade nunca antes vista. Assim sendo, funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e demais colaboradores da organização interagem de forma criativa e inteligente, buscando benefícios comuns. Freitas Júnior et al. (2011-A), estabelece uma tipologia de ferramentas de TI para aGestão do Conhecimento, conforme apresentado no Quadro 2. Tipo(s) de Área de origem dos Categoria Processo(s) conhecimento conceitosFerramentas Voltadas para a Internet Codificação e Explícito e Tácito Redes de computadores (Intranet e Portal do transferência Conhecimento) Sistemas de gerenciamento Codificação e Explícito Ciência da informação Eletrônico de transferência Documentos CSCW (Trabalho Geração, codificação eSistemas de Groupware Explícito e Tácito cooperativo apoiado por transferência computador) Codificação e Sistemas de Workflow Explícito e Tácito Organização e métodos transferência Sistemas de Mapa de Geração, codificação e Ciência da Informação e Explícito e Tácito Conhecimento transferência Gestão do Conhecimento Sistemas para descoberta de Conhecimento e bases Geração, codificação e Banco de dados e Explícito de dados (data transferência inteligência artificial warehousing e data mining) Quadro 2 - Tipologia de ferramentas de TI para gestão do Conhecimento. Fonte: Freitas Júnior, 2011, p. 49.
  • 26. 25 Dentre essas tecnologias, a que se mostra mais importante para este trabalho é a deFerramentas Voltadas para a Internet, nas quais estão inseridos os Portais Corporativos deConhecimento. Conforme Freitas Júnior et al. (2011-A, p. 54), as Aplicações Web, conceito relativoao tipo de tecnologia em questão, “fornecem um conjunto de recursos que permite aintegração de sistemas bem como outras aplicações relacionadas1 sem maiores ajustes”.Assim, um Portal, por exemplo, possibilitaria acesso organizado a informações e serviços dediversas formas e através de diversas aplicações.2.2.2.2 Portais Corporativos de Conhecimento e o Governo Eletrônico Brasileiro Conforme apresenta Gaspar et al. (2009), o uso de Portais Corporativos deConhecimento provê integração de dados heterogêneos oriundos dos sistemas de informaçãoque são disponibilizados para que toda a comunidade interessada possa tanto compartilharconhecimentos quanto interagir com a universidade. Terra e Gordon (2002) explicam que os portais corporativos de conhecimentopossibilitam às organizações uma infraestrutura tecnológica capacitadora para apoiar esustentar fluxos otimizados de informação e conhecimento. Os Portais atuam diretamente dentro do conceito de espiral de conhecimento, tendocomo seu grande foco a externalização de conhecimentos produzidos pelas instituições, fatoque os tornam instrumentos de importância para as universidades, como grandes produtorasde conhecimento a ser empregado pela sociedade. A aplicação dos Portais, no contexto brasileiro, é proposta através de definiçõesrelativas ao Governo Eletrônico (ou e-Gov), algumas das quais estipuladas através deregimentação legal do Governo Federal. No caso das universidades federais em específico,como órgãos componentes do poder Executivo Federal, são regulamentados através doDecreto Nº 6.932, de 1 de agosto de 2009, conhecido como “Decreto Cidadão” em queatravés deste Ato Normativo, estes portais precisam ser elaborados objetivando ocompartilhamento de suas informações e o fornecimento de serviços para a comunidade. O Governo Eletrônico Brasileiro possui um conjunto normativo cada vez maiscompleto de dispositivos legais para a normatização dos serviços a serem disponibilizados1 Enterprise Resource Planning (ERP), Costumer Relashionship Management (CRM) e Data Warehouses, porexemplo.
  • 27. 26para a sociedade. Dentre esses dispositivos, disponibilizados pelo sitio do Governo EletrônicoBrasileiro (2011), podem ser citados:  Em janeiro de 1994 foi lançado o Decreto nº 1.048, que define a criação do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP)2;  Em julho 2005 foi lançada a Portaria Normativa nº 05, responsável pela institucionalização dos padrões de interoperabilidade de governo eletrônico, no âmbito do SISP.  A Portaria nº 07, de maio de 2007, define as normas de acessibilidade para o governo eletrônico no âmbito do SISP;  A Portaria nº 11 da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), de dezembro de 2008, define a estratégia geral de Tecnologia da Informação;  A Instrução Normativa nº 01 de 2009 traz definições sobre Gestão de Segurança da Informação na Administração Pública Federal;  A Instrução Normativa nº 01 de 2011 que trata dos procedimentos de desenvolvimento, disponibilização e uso do Software Público Brasileiro (SPB). É importante enfatizar, que esse conjunto normativo é a base de toda a definição deGoverno Eletrônico que o Brasil hoje possui, fornecendo requisitos regimentais quefundamentam desde a criação de órgãos gerenciais ou coordenadores de TI, passando pelacontratação de serviços especializados e incidindo diretamente no desenvolvimento edisponibilização de software. O Governo Eletrônico, conforme explica Jóia e Cavalcante Neto (2004) apud Pinho(2008, p. 474), possui atores alvo de seus serviços, caracterizados de acordo com suas“diferentes possibilidades de relacionamento”: business-to-government; government-to-business; citizen-to-government; government-to-citizen; government-to-investor; investor-to-government; e government-to-government. No horizonte da aplicabilidade desses conceitos dentro do contexto universitário,conforme Freitas Júnior et al. (2011-B), pode haver uma relação que enalteça os atoresenvolvidos com seu ambiente: universidade para o aluno; universidade para o servidor (deonde surgem as derivação docente e técnico administrativo); universidade para o cidadão,universidade para o empreendedor (ou para a iniciativa privada); e universidade para o gestor. Paula e Cianconi (2007) estabelecem que no final do século XX, foi dado início a umadiscussão muito importante e que acarretaria no despontar do Governo Eletrônico no Brasil: a2 Decreto nº 1048/1994, atualizado pelo Decreto 7579/2011.
  • 28. 27inserção nacional no que seria definido como Sociedade da Informação, culminando com aprodução, já no ano de 2000, do “Livro Verde da Sociedade da Informação”, um dosprimeiros esforços para delinear políticas informacionais destacando o uso das TICs. O Governo Eletrônico, quando analisado do ponto de vista da aplicabilidade de suasdefinições com a finalidade de fornecer as Universidades Federais subsídios tanto teóricosquanto técnicos, acaba por incidir na afirmativa inferida por Pinho (2008, p. 477) aoconsiderar que ele possui duas frentes interconectadas: […] por um lado, um Estado mais responsivo, aberto à participação da sociedade e transparente e, por outro, considera um papel protagonista da sociedade civil, atribuindo a essas possibilidades, por intermédio dos cidadãos e/ou de movimentos sociais, de checar, aferir, controlar o governo (de maneira mais geral, o próprio Estado) e, ainda, de assumir um papel propositivo. Quando Pinho (2008) define “um Estado mais responsivo” pode-se pensar também em“uma Universidade mais responsiva”, principalmente no que diz respeito a sua interação coma sociedade, deixando transparecer sua produção científico-tecnológica e apresentando asociedade a aplicabilidade dessa produção.2.3 ARQUITETURA ORIENTADA A SERVIÇOS É neste ponto que prepondera a Orientação a Serviços nas Universidades,principalmente no que diz respeito à estipulação de um canal de comunicação científica paracom a sociedade através do uso das TICs. Leite e Costa (2007, p. 94) discutem que “é importante destacar que o uso da Internete de tecnologias emergentes no contexto da comunicação científica tem proporcionado eampliado, ao longo do tempo, uma série de novas possibilidades e oportunidades de inovaçãonesse campo”. Levando-se em consideração os diferentes tipos de portais que podem ser aplicados,tem-se especificamente o Portal Corporativo que pode ser entendido como uma etapa maisavançada do uso das Intranets fazendo uso de novas ferramentas para identificação, captura,armazenamento, recuperação e distribuição de grandes quantidades de informação de váriasorigens, sejam internas e externas, para uso interno de uma instituição (REYNOLDS eKOULOPOULOS, 1999 apud DIAS, 2001). Já os Portais de Conhecimento, conforme Dias (2011), podem ser encarados como
  • 29. 28uma convergência de vários outros tipos de portais com a finalidade de fornecer conteúdoespecializado de acordo com a atividade de cada usuário. Logo, da concatenação destes dois conceitos surge o de Portal Corporativo deConhecimento, “possibilitando às organizações uma infraestrutura tecnológica capacitadorapara apoiar e sustentar fluxos otimizados de Informações e conhecimento” tanto para oambiente interno quanto o externo da organização (TERRA e GORDON, 2002). De maneira generalista, Gant e Gant (2001) apud Simão e Rodrigues (2005, p. 82)conceituam portal como “um meio de acesso integrado que oferece aos visitantes um pontoúnico de contato para fornecimento de informações e de serviços on-line”. Choo, Detlor e Turnbull (2000) apud Gaspar et al. (2009, p. 124) discutem que a“tecnologia presente em um portal corporativo possibilita ao usuário a colaboração mútuaentre si, além da participação conjunta em diferentes processos de trabalho”. O uso dos Portais Corporativos de Conhecimento nas Universidades se concretizaatravés da oferta de serviços para os usuários (ou atores) que estão envolvidos em seuambiente: alunos, professores/pesquisadores, técnicos administrativos, gestores e mesmo acomunidade externa. Freitas Júnior et al. (2011) apontam que a gestão das Universidades PúblicasBrasileiras (dentre elas as Universidades Federais) está voltada para a gerência dos seguinteselementos do ambiente universitário: comunidade interna, mercado, fornecedores e produtos. Nesse contexto, o paradigma de “Orientação a Serviços” tem o objetivo de organizar e coordenar uma série de características e potencialidades existentes nas universidades que, até então, encontram-se sobre a gestão de distintas unidades acadêmicas e administrativas. Numa estrutura orientada a serviços, as universidades disponibilizam seus serviços à sociedade que os acessam de forma padronizada e sincronizada por meio da Web. (FREITAS JÚNIOR et al., 2011, p. 138). A arquitetura da Universidade Orientada a Serviços é representada na Figura 5 e temna base os processos e os fluxos de informação que possibilitam aos sistemas de informação ocompartilhamento e o acesso a um banco de dados único.
  • 30. 29 Figura 5 - Arquitetura da Universidade Orientada a Serviços. Fonte: Freitas Júnior et al. (2011-B, p. 144). Para o sucesso dessa visão orientada a serviços nas universidades, é necessária adefinição de uma política consistente de redesenho dos processos de trabalho existentesvisando aperfeiçoá-lo e informatizá-lo, assim como a padronização do desenvolvimento denovos processos e serviços. Na primeira camada, servindo-se da análise dos fluxos dos processos pode-se: (1)visualizar as principais atividades da universidade; (2) compreender como o trabalho, noâmbito global é executado; (3) identificar redundâncias de interações, tanto interna comoexternamente à instituição; (4) avaliar meios alternativos de agrupar pessoas e estabelecerunidades organizacionais e (5) identificar problemas e oportunidades. A segunda camada é dedicada à construção dos sistemas de informação para ainformatização dos processos de trabalho dentro de uma visão integrada e holística dainstituição. O sistema integrado de informações permitirá a coleta de dados referentes aodesempenho gerencial da instituição, transformando-os em indicadores confiáveis queapoiarão a tomada de decisão e o aprimoramento da qualidade gerencial da mesma. A terceira camada se refere à construção de Sistemas Baseados em Conhecimento(SBC) que fará uso de diversas tecnologias (agentes inteligentes, data warehousing, datamining e raciocínio baseado em casos) e conceitos (ontologias e Web semântica), visando àcriação, coleta, assimilação e (re)utilização do conhecimento gerado, tornando a instituiçãomais inteligente e competitiva. Os SBC atendem aos seguintes objetivos: (1) criar umamemória organizacional; (2) melhorar o acesso ao conhecimento por meio do uso detecnologias colaborativas; (3) desenvolver um ambiente e uma cultura organizacional queestimule a criação, disseminação e uso do conhecimento e (4) desenvolver um ambiente de
  • 31. 30apoio à decisão no qual os gestores possam especificar e modelar melhor os processosdecisórios, tomando decisões mais racionais e gerenciar o conhecimento como um recursomensurável. A quarta camada inclui os canais digitais de comunicação e instrumentos deapresentação de informação na Web, com serviços de busca e atualização dinâmica dainformação. Essa camada servirá de elo de ligação da universidade com a sociedade em geral.Nesse contexto, os portais apresentam-se como ambientes integradores dos vários sistemas eunidades de informação, tendo como base o repositório único. No Brasil, um caso de sucesso na adoção de serviços on-line é o do estado de MinasGerais que possui uma série de normas e padrões a serem seguidos de forma a garantir umapadronização e a qualidade desses serviços prestados ao cidadão. Dentre os documentos mais importantes concebidos pelo governo de Minas Gerais,estão: O Manual de Identidade Visual dos Sítios3, a Guia de Referência para o Plano deDesenvolvimento dos Sítios de Informação4, o Manual de Avaliação dos Sítios do Governo doEstado5, e as resoluções da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de Minas Geraispara estruturação, elaboração, manutenção e administração de sítios de informação6,7(ÁVILA, 2011). Todavia, mesmo com todo o avanço notado (principalmente na ultima década), emrelação à disponibilização de serviços on-line: Há uma cultura de interação a ser criada, que envolve, dentre outros fatores, a intenção de maior transparência da gestão pública, a crença na utilização segura dos dados fornecidos e o próprio entendimento da lógica de uso das ferramentas. Mais do que isso, há um processo de aprendizado das potencialidades da Web e das tecnologias da informação e comunicação, a formação de comunidades de práticas, as próprias redes sociais etc. que pressionam o redesenho da relação estado-cidadão. (STEFANUTO et al., 2011, p. 12). Logo, conforme Stefanuto et al. (2011), a orientação a serviços on-line nos portaiscorporativos precisam amadurecer, de forma a se entrelaçarem com a administração pública,tornando-se parte dela e possibilitando uma interação sociedade-governo muito maisavançada e garantido comunicabilidade no duplo sentido da relação. A universidade pública como um vetor para o desenvolvimento social deve investir no3 http://www.egov.mg.gov.br/download?arquivo=16354 http://www.egov.mg.gov.br/download?arquivo=18145 http://www.egov.mg.gov.br/download?arquivo=18266 http://www.egov.mg.gov.br/download?arquivo=18277 http://www.egov.mg.gov.br/download?arquivo=1830
  • 32. 31desenvolvimento dessas ferramentas, servindo de exemplo para que outros órgãosgovernamentais sigam a filosofia do governo eletrônico.
  • 33. CAPÍTULO IIIPROPOSTA DE UMA METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DEMATURIDADE DOS PORTAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS As universidades são organizadas com uma grande multiplicidade de processosinternos, vários usuários e diversas unidades organizacionais, sendo facilmente perceptívelsua natural aderência à utilização do portal corporativo (GASPAR et al., 2009). Os portais universitários carecem atualmente de metodologias padrões para avaliaçãode maturidade. No entanto existem alguns modelos consolidados para a avaliação daOrientação a Serviços que sugerem uma base forte para o estabelecimento de umametodologia para os portais das universidades públicas. Para definir maturidade, pode-se utilizar o conceito de Argyris (1986) que define quepara os indivíduos (no caso deste trabalho, as organizações) se tornarem maduros, sãonecessárias mudanças graduais ao longo do tempo, conforme são adquiridas experiências,precisando ser conquistada por meio de planejamento e tomadas de decisões para o ganho decompetências. A maturidade, no âmbito deste trabalho, é considerada como o grau deaperfeiçoamento/avanço que as organizações disponibilizam seus serviços para os atores deseu ambiente. Entretanto, ligado ao conceito de maturidade está o de modelo de maturidade. Conforme define o Beack (2006) apud Agencia Estadual de Tecnologia da Informaçãode Pernambuco (2010), um modelo de maturidade pode ser entendido como um conjunto decritérios, parâmetros e fatores que podem ser usados para medir e descrever a efetividade deimplementação de uma Arquitetura Orientada a Serviços. Com base nessas duas conceituações, foram levantados alguns modelos criados paraestipulação da maturidade de serviços, tendo-se em pressuposto uma escala de evolução quefoca conceitos relacionados a prestação de serviços desde a disponibilização de informações,até a total presença de serviços independentes da intervenção humana direta através derecursos Web – no caso explorado, dos Portais. Os modelos sugeridos pela Rede de Administração Pública das Nações Unidas(UNPAN – United Nations Public Administration Network) (2008) e por Cardoso Júnior(2006) – que se baseou neste primeiro – fornecem subsídios importantes para definir uma
  • 34. 33escala de maturidade para portais universitários que permita ainda criar um banco deinformações garantindo referenciais qualitativos para comparação do nível de avanço daOrientação a Serviços, assim como da Gestão do Conhecimento e da Informação entre asUniversidades Públicas Brasileiras. Freitas Júnior et al. (2010-B) também sugerem, em um trabalho seminal, uma escalade maturidade, baseando-se em um esforço de identificação dos serviços do ponto de vista dosusuários (ou atores) disponíveis nos portais das Universidades Públicas Brasileiras através deuma análise de seus sítios, possibilitando a identificação daqueles que se enquadram comoportais, e em conseqüência, do enquadramento destes portais dentro de uma escala evolutivaquanto aos tipos de serviços oferecidos.3.1 O MODELO DE AVALIAÇÃO PROPOSTO PELA REDE DE ADMINISTRAÇÃOPÚBLICA DAS NAÇÕES UNIDAS (UNPAN) A UNPAN (2008) publicou um documento intitulado “Uma Observação de GovernoEletrônico 2008: do Governo Eletrônico à Governança Conectada” (An e-GovernmentSurvey 2008: from e-Government to Connected Governance), tendo como objetivo principaluma análise do desenvolvimento do Governo Eletrônico ao redor do mundo, assim como donível de aplicação da Gestão do Conhecimento nos governos. Conforme é definido no textodo referido documento: A Observação de Governo Eletrônico das Nações Unidas 2008 apresenta uma avaliação comparativa dos 192 Estados Membros das Nações Unidas respondendo às cada vez mais prementes demandas dos cidadãos e empresas por qualidade nos serviços e produtos do governo. A Observação avalia a aplicação das tecnologias da Informação e Comunicação para os governos. Os objetivos propostos por estas tecnologias são vários, mas incluem: melhor acesso e entrega de serviços aos cidadãos, maior interação com os cidadãos e empresas, e o fortalecimento do acesso às informações pelos cidadãos. No geral, eles resultam em um governo mais eficaz e eficiente. Essa avaliação de governo eletrônico dispõe os cidadãos na vanguarda ao focar os serviços e produtos do governo que primeiramente lhes afetam. (UNPAN, 2008, p. 12). Nessa avaliação é apresentado um Índice de Medida Web que tem por objetivo avaliara sofisticação da presença on-line dos Estados Membros das nações Unidas. A pesquisa foibaseada em um questionário, em que foram utilizados valores binários para o indicador,
  • 35. 34baseando-se na presença/ausência (isto é, a situação binária) de um serviço eletrônicoespecífico. Conforme definido no documento da UNPAN (2008, p. 15), a avaliação definiu cincoestágios de maturidade:  Estágio I – Emergente (Emerging): a presença oficial do governo é composta principalmente por uma página web ou um sítio oficial; podem ou não existir links para ministérios ou departamentos de controle das funções básicas do Estado; a maior parte da informação é estática (sofrendo poucas atualizações) e há pouca interação com o cidadão.  Estágio II – Aprimorado (Enhanced): o governo provê mais informações em políticas públicas e governança; são criados links para informações arquivadas, tornando-as de fácil acesso aos cidadãos, como por exemplo: documentos, formulários, relatórios, leis e regulamentações além de notícias.  Estágio III – Interativo (Interactive): o governo entrega seus serviços on-line como formulários suscetíveis a download para taxas de pagamento e aplicações para renovação de licenças. Além disso, é evidente o início de um portal interativo ou sitio com serviços para melhorar a convivência dos cidadãos.  Estágio IV – Transacional (Transactional): o governo começa a se transformar para introduzir um duplo sentido de interação entre “cidadãos e governo”; isso inclui opções de taxas de pagamento aplicadas a documentos de identificação, certidões de nascimento, passaportes e renovações de licença, assim como outras interações similares entre governo e cidadão; é importante ressaltar que todas as interações são on-line.  Estágio V – Conectado (Connected): o governo se transforma em uma entidade conectada que responde as necessidades dos cidadãos através do desenvolvimento de uma estrutura de gabinete integrado; é o nível mais sofisticado sendo marcado por conexões horizontais entre governo e agências, conexões verticais entre agências centrais e locais o governo, infraestrutura para conexões/interoperabilidade, conexão entre o governo e cidadãos, conexões entre as partes interessadas (governo, setor privado, universidades, organizações não governamentais e a sociedade civil). A Figura 6 representa esta escala de maturidade:
  • 36. 35 Figura 6 - Escala de maturidade do Governo Eletrônico. Fonte: UNPAN, 2008, p. 15.3.2 O MODELO DE AVALIAÇÃO PROPOSTO POR CARDOSO JÚNIOR (2006-2007) Ávila (2011) afirma que com o advento do Governo Eletrônico a prestação de serviçoseletrônicos passou a ser mais presente na vida dos cidadãos. Todavia, para que a orientação aserviços na estrutura governamental tenha sucesso é necessário o redesenho dos processosexistentes e uma padronização para o desenvolvimento de novos processos. Esse fato pode ser exemplificado através da Figura 7, na qual Cardoso Júnior (2006)apud Ávila (2011, p. 95) define um cenário inicial da interação do cidadão com os serviços,em que “o cidadão busca os órgãos do governo” para a solicitação de serviços e um cenárioproposto onde “o governo, através de seus órgãos, procura o cidadão” para que ele utilize seusserviços. Figura 7 - Cenário de prestação de serviços com foco no cidadão. Fonte: Cardoso Júnior (2006) apud Ávila (2011, p. 95).
  • 37. 36 As Tecnologias da Informação representam um fator decisivo para o sucesso daOrientação a Serviços nos Portais Corporativos de Conhecimento. Levando em consideraçãoesta premissa, Cardoso Júnior (2006) apud Ávila (2011, p. 95-96) define uma escala evolutivapara a Orientação a Serviços em quatro fases:  Presença. Disponibilização de páginas do governo na Internet, com serviços meramente informativos.  Interação. Disponibilização de alguns canais de fornecimento/recebimento de informações entre governo e sociedade. Formulários de envio de sugestões, reclamações; versões iniciais do processo de declaração de imposto de renda, etc.  Transação. Disponibilização de transações eletrônicas, como pagamento de impostos; matrículas em escolas, recurso de infrações e penalidades via Internet; despachos eletrônicos; compras eletrônicas, etc.  Transformação. Disponibilização de serviços por áreas temáticas e eventos da vida; serviços personalizados; discussões on-line; etc. O modelo apresentado por Cardoso Júnior (2006) possui grande semelhança comaquele definido pela UNPAN (2008), mas está voltado para o cenário nacional, uma vez que omodelo apresentado anteriormente possui aplicação internacional. Um detalhe importante aser observado é que a fase “Aprimorada” do modelo UNPAN ficou incorporado à fase“Interação” em Cardoso Júnior. Esse fato poder ser explicado uma vez que o foco da fase “Interação” é adisponibilização de canais de informações através da possibilidade de acesso e descarga dedocumentos ao cidadão, concordado com o foco de ambas as definições para as fases“Aprimorada” e “Interativa” da UNPAN. A Figura 8 apresenta uma síntese do modeloproposto.
  • 38. 37 Figura 8 - Escala Evolutiva para a Orientação a Serviços no Governo eletrônico. Fonte: Cardoso Júnior et al., 2007.3.3 O MODELO DE AVALIAÇÃO POR FREITAS JÚNIOR ET AL. (2011) Em seu trabalho seminal sobre avaliação de portais corporativos das UniversidadesPúblicas Brasileiras, Freitas Júnior et al. (2011-B) realizam uma análise do ponto de vista dosusuários como atores no ambiente universitário: o aluno (ou discente), o professor (oudocente), o servidor (ou técnico), o gestor (ou administrador) e a comunidade externa (na qualsão aplicados projetos de extensão e pesquisa para inovação tecnológica e processosempreendedores). Para cada um desses atores, haveria um portal específico além do portal corporativo,focado em informações e serviços específicos: O portal do Aluno é um espaço com informações e serviços de interesse dos alunos(graduação e pós-graduação). Este portal deve ter como conteúdo as seguintes informações eserviços: manual do aluno, programas de apoio ao estudante, calendário acadêmico, acesso àbiblioteca, informações sobre colação de grau, editais, link para o processo seletivo, acesso aosistema de controle acadêmico, informações diversas sobre os cursos ofertados pormodalidade. O portal do Servidor é um espaço de cooperação e acesso às informações e serviçosde interesse de todos os servidores da Instituição. Este portal deve proporcionar uma área de
  • 39. 38trabalho comum, no qual o servidor por meio de uma visão integrada pode ter acesso a todasas informações e sistemas informatizados relevantes e necessárias à execução do seu trabalho. O portal do Gestor tem como objetivo ser um espaço de divulgação de dados einformações sobre a Instituição. Esse portal segue a Portaria Interministerial no 140, de16/03/2006, e deve conter as informações e serviços: execução orçamentário-financeira,licitações, contratos, convênios, despesas com passagens e diárias, além de outros conteúdosde interesse institucional (relatório de gestão, plano de desenvolvimento institucional,planejamento das unidades, etc.). O portal da Comunidade Externa / do Cidadão é um espaço de cooperação e trocade saberes, buscando a construção e produção de conhecimento visando à transformação dasociedade em que está inserida. O trânsito instituição-comunidade deve ser assegurado adocentes e discentes que encontrariam na sociedade a elaboração da práxis de umconhecimento acadêmico, além da possibilidade de uma dinâmica interdisciplinar, o quepermite a visão integrada do social. Neste portal, tem-se o conceito de rede de extensão quevisa integrar as ações de extensão da universidade em oito áreas temáticas, sendo elas:Comunicação, Cultura e Arte, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde,Tecnologia e Produção e Trabalho. A organização da extensão em rede facilita: a gestão, aintegração dentro e fora da universidade, a visibilidade das ações, a alocação de recursosfinanceiros de forma transparente, a avaliação, etc. O portal do Empreendedor tem como objetivo ser um espaço de cooperação entreempresas e a comunidade científico-tecnológica. Além disso, a interação é dinamizada por umsistema de busca por oportunidades nas empresas e por competência científico-tecnológica. Oprincipal foco desse portal reside na interseção entre demandas do setor produtivo por novasou melhores tecnologias (em produtos, processos e serviços) e ofertas de conhecimentocientífico construído por equipes especialistas na universidade. O foco da pesquisa realizada consistiu em fazer um levantamento nos sítios/portais das56 Universidades Federais existentes, entre os anos de 2009 e 2010, levantando suasprincipais características informacionais e serviços disponíveis. Dentre o total dasuniversidades analisadas, 19 se enquadraram como usuárias do conceito de portal. Para categorização do quadro geral das universidades, criou-se uma escala contendotrês fases evolutivas: Inicial, Intermediária e Avançada. Sobre estas fases, Freitas Júnior et al.(2011-B, p.146) definem:  Fase Inicial. Nesta fase, as instituições utilizam apenas o conceito de portal corporativo. Verifica-se que o portal corporativo apresenta algumas características
  • 40. 39 comuns: áreas para notícias e informes, eventos, menus e sub-menus (interativos ou não) – com links para diversas informações relativas à estrutura e organização universitária; unidades acadêmicas, centros e/ou departamentos; cursos de graduação e pós-graduação; acesso ao sistema acadêmico, acesso à biblioteca virtual etc.  Fase Intermediária. Nesta fase, as instituições utilizam além de um portal corporativo, alguns portais temáticos, por exemplo: portal do aluno e portal do servidor.  Fase Avançada. Nesta fase, as instituições utilizam, além de um portal corporativo, cinco portais temáticos: portal do aluno, portal do servidor, portal da comunidade, portal do empreendedor e portal do gestor. Ou seja, nesta fase a instituição consegue mapear e estruturar as informações e serviços para todos os seus atores. Através desse modelo de escala evolutiva, propôs-se um modelo padrão para a FaseAvançada, consistindo em um conjunto “centrado nos diversos serviços, sistemas deinformações e processos da instituição, integrando e divulgando informações do banco dedados institucional único e ampliando a rede de relacionamentos entre os atores” (FREITASJÚNIOR et al., 2011-B). Esse modelo é representado pela Figura 9. Figura 9 - Proposta para o sistema de Portais na Fase Avançada. Fonte: Freitas Júnior et al., 2011-B, p. 147. Após esse levantamento inicial, foi feito um aprofundamento baseado nos conceitos deportais adotados pelas 19 universidades identificadas na pesquisa com a aplicação de umquestionário dividido em três grupos de questões: 1 - informações institucionais, 2 - perfil doresponsável respondente e 3 - características conceituais e tecnológicas referentes aos portais.
  • 41. 40 A partir dessa metodologia, Freitas Júnior et al. (2011-B) podem elaborar o Quadro 3contendo a categorização das 56 universidades, de acordo com a escala evolutiva proposta. Fase IFES (siglas)Fase Inicial UNIR, UFBA, UFGD, UFPB, UNIFAL, UFCG, UFJF, UFLA, UFMS, UFMG, UFOP, UFPEL, UFPE, UFRR, UFSCAR, UFSJ, UNIFESP, UFS, UFV, UFAC, UFC, UFMA, UFPA, UFPR, UFPI, UFRJ, FURG, UFMT, UFF, UNIVASF, UFRRJ, UFRA, UFVJM, UFCSPA, UNB, UFABC, UFFSFase Intermediária (com as UFG – Portal do Aluno e do Servidordesignações dos portais adotados UNIFEI – Portal do Aluno/Acadêmicopelas Universidades Federais) UFMT – Portal Acadêmico UFSC – Portal da Reitoria UFU – Portal do Estudante, do Docente e do Servidor UNIFAP – Portal Acadêmico/Ambiente Acadêmico e Portal dos Professores UFAM – Portal do Aluno e do Professor UFES – Portal do Aluno e do Professor UNIRIO – Portal do Aluno e do Servidor UNIPAMPA – Portal do Aluno UFRB – Portal Acadêmico UFRN – Portal do Aluno, do Servidor, Administrativo e de Serviços UFRGS – Portal do Aluno e do Servidor UFT – Portal do Aluno, do Servidor e para Concursos, Vestibular e Seleções UFRPE – Portal do Aluno e do Servidor UTFPR – Portal do Aluno UFERSA – Portal do Aluno, do Professor, do Servidor e de Serviços UFAL – Portal do Gestor, da Extensão e do Servidor UFSM – Portal do Aluno e do ServidorFase Avançada Ainda não existem IFES`s que estejam enquadradas nesta fase Quadro 3 - Categorização das 56 Universidades Federais avaliadas por Freitas Júnior et al. Fonte: Freitas Júnior et al., 2011-B, p. 148.3.4 TRABALHOS CORRELATOS Na área de avaliação de Portais Corporativos, de forma geral, destaca-se tambémGaspar et al. (2009) que realizaram uma investigação nos portais de cinco grandesuniversidades brasileiras, dentre as quais duas públicas e três privadas, para a identificação eclassificação de conteúdos acerca de comunicações gerais, pedagógicas sobre pesquisas equestões administrativas e operacionais. Todos estes fatores avaliados por Gaspar et al. (2009) são importantes e levados emconsideração dentro dos aspectos relativos a cada um dos níveis de sofisticação ou evolutivosdefinidos por cada um dos autores anteriormente citados, uma vez que dizem respeito àapresentação de informações e fornecimento de serviços de forma a atender às demandasoriundas dos atores envolvidos. Simão e Rodrigues (2005) também realizam avaliação de quesitos referentes a portais,focados na acessibilidade às informações especificamente no Portal de Serviços eInformações do Governo Federal (Portal Rede Governo). A pesquisa considerou três
  • 42. 41dimensões - conteúdo, usabilidade e funcionalidade – definindo quadros de indicadores compesos para parâmetros específicos de cada uma das dimensões, atribuindo notas para cada umdesses parâmetros, responsáveis pela definição da nota geral da dimensão (variando de 0 a 4). Pinho (2009) realiza uma investigação sobre os Portais dos Governos de algunsestados brasileiros escolhidos de acordo com desenvolvimento econômico, comparando-seseus Produtos Internos Brutos (PIB): São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná,Pernambuco, Santa Catarina e Goiás contando também com o Distrito Federal. O Objetivoseria: […] verificar como governos em estados com níveis de desenvolvimento econômico e de posicionamentos ideológicos diferenciados (ainda que este último aspecto não tenha sido explorado) montam, estruturam os seus portais, pressupondo que governos politicamente mais avançados tenham maior interesse e preocupação em criar um portal mais informativo, transparente e participativo (PINHO, 2009, p. 481). Quanto aos resultados, Pinho (2009) os enquadrou de acordo com quatro categorias:Configuração dos Portais, Informações e Serviços Disponíveis aos Cidadãos, Transparênciados Portais Governamentais e Participação/Interação. Santos (2000), conforme apresentam Costa, Santos e Brasileiro (2010), tambémapresenta uma proposta à avaliação da situação do governo eletrônico a nível mundial,levando em consideração as práticas referentes ao governo eletrônico. Em pesquisa da Acenture realizada em 2001, o Brasil obteve um percentual de menos20% de maturidade, já em 2002, em nova pesquisa, o Brasil passa a 25% de maturidade,adentrando no grupo de países mais avançados em termos de governo eletrônico, sendo ele eo México os únicos representantes da América Latina (COSTA, SANTOS e BRASILEIRO,2010). O Quadro 4 apresenta sua a escala de Santos (2002): Exemplos de Países Categoria Termo em Inglês Descrição nesta categoria Países que possuem baixos níveis de serviços Japão, Brasil, Construtores de plataformas Platform Builders on-line e grande potencial Malásia, África do para desenvolver o Sul, Itália e México governo eletrônico Países que geralmente possuem uma certa amplitude de serviços e Nova Zelândia, Hong que apresentam Kong, França, Irlanda, Realizadores estáveis Steady achievers significativa Portugal, Alemanha, oportunidade de Bélgica otimização do potencial de serviços on-line e da
  • 43. 42 maturidade de prestação de serviços Países que demonstram estar no início de um acelerado crescimento, apoiados numa base Noruega, Austrália, Seguidores visionários Visionary followers sólida de serviços on-line Finlândia, Holanda, e que mostra, em geral, Reino Unido uma certa evolução na maturidade da prestação de serviços Países situados bem acima dos outros países, devido à oferta de grande número de serviços on- line com altos níveis de Canadá, Cingapura e Líderes inovadores Innovative leaders maturidade total, EUA principalmente nos aspectos de desburocratização e sofisticação Quadro 4 - Sistema de classificação de países segundo a maturidade dos mecanismos de governo eletrônico. Fonte: Santos (2002) apud Costa, Santos e Brasileiro (2010).3.5 METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DE MATURIDADE PARA PORTAISCORPORATIVOS DE CONHECIMENTO DAS UNIVERSIDADES FEDERAISBRASILEIRAS Levando em consideração as metodologias de avaliação e escalas de maturidadepesquisada, propõe-se agora uma metodologia sintética para a avaliação de PortaisCorporativos de Conhecimento das Universidades Federais Brasileira. Ela será baseada emuma mescla dos modelos da UNPAN (2008) e de Cardoso Júnior (2006), abordando aindaalguns quesitos do trabalho de Freitas Júnior et al. (2011-B). A seguir é apresentado o Quadro 5, com um comparativo entre os modelosapresentados. UNPAN (2008) Cardoso Júnior et al. (2007) Freitas Júnior et al. (2011) Emergente (Emerging) Presença Inicial Aprimorado (Enhanced) Interação Interativo (Interactive) Intermediário Transacional (Transactional) Transação Conectado (Connected) Transformação AvançadoQuadro 5 - Comparação entre as fases/níveis de evolução propostos pela UNPAN (2008), Cardoso Júnior et al. (2007) e Freitas Júnior et al. (2011).
  • 44. 43 A metodologia de avaliação do grau de maturidade dos Portais das UniversidadesFederais, tema central deste trabalho, tem por objetivo identificar a presença ou ausência decaracterísticas relacionadas às dimensões de Acessibilidade, de Serviços e de Visual, julgadascomo fundamentais para garantir ao usuário conforto e segurança no uso dos portais. A dimensão Acessibilidade tem por finalidade identificar o nível de maturidade doportal pesquisado quanto à aplicação das normas internacionais de Acessibilidade edisponibilidade Linguística. A dimensão Serviços destina-se a identificação de características voltadas para osServiços On-line disponibilizados através do portal, possibilitando aos usuários interatividadee a realização de transações sem o intermédio de outra pessoa. A dimensão Visual avalia a qualidade da apresentação de conteúdo e algumascaracterísticas chave de usabilidade dos portais, permitindo ao usuário uma navegaçãoagradável. As etapas da metodologia avaliativa são: 1. Definição do questionário avaliativo 2. Validação do Questionário 3. Aplicação do Questionário 4. Análise dos resultados 5. Cálculo dos indicadores das dimensões avaliativas e do Indicador de Maturidade do Portal (IMP) 6. Definição dos Percentuais de Maturidade das instituições avaliadas 7. Apresentação da Análise e Resultados Finais A descrição dessas etapas é feita nos itens a seguir.3.5.1 Definição do Questionário Avaliativo O questionário avaliativo foi construído com base nas dimensões definidas, contendo aquantidade de questões necessárias de acordo com o grau de profundidade que a avaliaçãopretende atingir. Visando facilitar a tabulação de dados, optou-se pelo uso de questões compossibilidades binárias de respostas (sim e não), e em alguns casos, questões abertas para quefossem esclarecidas textualmente as características marcantes ou consideradas necessáriaspara detalhamento. Para a pesquisa que foi realizada e que será relatada no Capítulo IV deste trabalho, aquantidade de questões ficou definida da seguinte forma:
  • 45. 44  Acessibilidade – 11 (onze) questões binárias obrigatórias;  Serviços – 13 (treze) questões binárias e 1 (uma) questão aberta optativa;  Visual – 18 (dezoito) questões binárias obrigatórias e 2 (duas) questões binárias optativas.3.5.2 Validação do Questionário Esta etapa consistiu na submissão do questionário, depois de finalizada suaelaboração, para alguns especialistas das áreas definidas pelas três dimensões, com o fim devalidação e, consequentemente, aprovação para imediata aplicação.3.5.3 Aplicação do Questionário Corresponde a etapa de levantamento de dados sobre os portais a serem pesquisados.A aplicação pode ser realizada de duas formas:  Aplicação direta por avaliadores externos à instituição em análise que irão visitar o portal ou conjunto de portais a ser avaliado, neste caso, sugere-se a participação de no mínimo 2 e no máximo 5 avaliadores;  Submissão do questionário para que um responsável na instituição realize seu preenchimento. No presente trabalho, os dados foram levantados por aplicação direta através deavaliadores externos às universidades.3.5.4 Tabulação dos Resultados Depois de finalizada a aplicação do questionário, os dados obtidos foram organizadose estruturados de forma a possibilitar sua análise, criando-se os “escores” para cada instituiçãode forma a aplicar em seguida o cálculo dos indicadores das dimensões e do Indicador deMaturidade do Portal. Trata-se de uma etapa que exige atenção por parte do responsável por sua execução,uma vez que será a fase de organização dos dados/informações necessárias para o desfecho dapesquisa.
  • 46. 45 O uso da ferramenta Forms do Google Docs facilitou bastante esta etapa da pesquisa,possibilitando tabulação e análise rápidas, uma vez que há uma organização automática dasrespostas às questões, para a posterior criação de dados e informações relevantes a seremapresentadas no capítulo de resultados da pesquisa. Quando os questionários são preenchidos por avaliadores externos à instituição emanálise, estes deverão trocar os dados de seus levantamentos entre si, de forma a validar o quefoi levantado.3.5.5 Cálculo dos Indicadores Para cada uma das dimensões definidas anteriormente foi proposto indicador paracompor o Indicador de Maturidade do Portal (IMP), responsável pela definição do grau dematuridade em que se encontra o portal avaliado. Indicadores podem ser entendidos como instrumentos que permitem identificar emedir ordinalmente aspectos relacionados a determinado conceito, fenômeno, problema ouresultado de uma intervenção na realidade, traduzindo de forma mensurável estes aspectos demaneira a tornar operacional sua observação e avaliação (MINISTÉRIO DOPLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, 2007). Nesta pesquisa o intuito maior é demonstrar a aplicação da metodologia que estásendo descrita junto aos resultados que serão apresentados de acordo com os indicadores dasdimensões definidas e o Indicador de Maturidade do Portal proposto. A configuração dessesindicadores ocorre da seguinte forma:  O Indicador de Acessibilidade (IA) consiste no somatório da quantidade de características presentes referente a esta dimensão, em outras palavras, a quantidade de respostas “sim” (ou 1) respondidas (obrigatórias). De forma coerente, não devem ser considerados para a pontuação das questões abertas (textuais) que servirão para o levantamento de características especiais que sejam julgadas pertinentes. Questões não obrigatórias, mas de respostas binárias foram consideradas bônus. Logo, a pontuação máxima que se pode obter para o IA, na pesquisa que foi aplicada, é 11 (onze) pontos.  O Indicador de Serviços (IS) leva em consideração a mesma linha de cálculo para o IA. A pontuação máxima para este indicador, na pesquisa realizada, é de 13 (treze) pontos.
  • 47. 46  O Indicador de Visual (IV) também toma por base as mesmas considerações dos indicadores anteriores. A pontuação máxima na pesquisa realizada é de 18 (dezoito) pontos, contando com um ponto de bônus para cada uma das duas características não obrigatórias. O Indicador de Maturidade do Portal (IMP), para a pesquisa em questão, foi obtidoatravés da aplicação da seguinte fórmula ponderada: IMP = {[(IA / IAMax) × 2] + [(IS / ISMax) × 5] + [(IV / IVMax) × 3]} / 10 O IMP máximo para a pesquisa que foi aplicada é de 1 (um).3.5.6 Definição dos Percentuais de Maturidade das Instituições Avaliadas Para a definição do nível de maturidade, sugere-se a utilização dos conceitos da escalade maturidade apresentada por Cardoso Júnior (2006 e 2007), na qual são trabalhados 4 níveisdistintos de maturidade: Presença, Interação, Transação e Transformação. Contudo, para acategorização pretendida pela pesquisa realizada será utilizada a idéia sintética dessa escala deacordo com Freitas Júnior et al. (2011-B), em que ocorrem três níveis: Inicial (Básico),Intermediário e Avançado. Considerando que nenhuma instituição atingiu o terceiro nível de maturidade, adotou-se nesta pesquisa apenas dois níveis iniciais. Sendo assim, a união dos níveis de Interação e Transação de Cardoso Júnior (2006 e2007) como o próprio nível Intermediário de Fretas Júnior et al. (2011-B). Estes dois níveisestão relacionados, puramente, à disponibilização de serviços aos usuários conforme osconceitos definidos pelo seu autor:  Para Interação, consideraram-se serviços como pagamento de taxas e consultas simples através de aplicações web que podem ou não depender de um segundo indivíduo;  Para Transação foram observados serviços que não necessitam em absoluto da intervenção de um segundo indivíduo além do usuário para serem executados. São serviços que envolvem puramente recursos computacionais de sistemas de informação, com consultas e alterações em bancos de dados (transações) através do uso de aplicações web desenvolvidas para que esses usuários possam interagir com a instituição.
  • 48. 47 Sendo assim, para a definição do grau (em termos percentuais) de avanço em que ainstituição se encontra em termos informacional e interativo-transacional (de serviços), deacordo com a escala definida por Cardoso Júnior (2006 e 2007), adotou-se como padrão osseguintes parâmetros:  Percentual de enquadramento no Nível Informacional: consideram-se as características de acessibilidade, usabilidade e conteúdo (as duas últimas compondo a dimensão de visual) levantadas. Para obter o %Informacional, foi necessária a ponderação do IA e do IV: %Informacional = {[(IA / IAMax) × 2] +[( IV / IVMax ) × 3] / 5} × 100  Percentual de enquadramento no Nível Interativo-Transacional: consideram-se as características referentes aos serviços, logo pode ser considerado como a razão entre o IS obtido e o IS máximo em termos percentuais: % Interativo-Transacional = (IS / ISMax) × 1003.5.7 – Apresentação da Análise e Resultados Finais Após o cálculo do IMP, dos indicadores e a definição do nível de maturidadedefinitivo para o enquadramento da instituição, foi aplicada uma análise estatística queconsiste em distribuição de frequência por classes de IMP, de forma a garantir fácilinterpretação dos dados a qualquer interessado. A divulgação dos dados coletados na pesquisa realizada para formulação destetrabalho, assim como o IMP que define o nível de maturidade das instituições pesquisadas,serão apresentados no capítulo seguinte.
  • 49. 49CAPÍTULO IVRESULTADOS DA APLICAÇÃO DA METODOLOGIA PROPOSTA4.1 APRESENTAÇÃO GERAL DAS INFORMAÇÕES LEVANTADAS Com a tabulação dos dados originados da aplicação do questionário para avaliação dosPortais das Universidades Federais Brasileiras, foram configurados alguns quadros e gráficosque possibilitam uma comparação prática entre o IMP calculado para cada uma dasinstituições avaliadas. O quadro geral com o total de pontuação para cada instituição de acordo com as trêsdimensões do questionário avaliativo assim como os %Informacional e %Interativo-Transacional além do IMP encontram-se no item B do Apêndice deste trabalho. O cálculo da definição de quantidade de classes, amplitude de classes assim como asfórmulas adotadas para o cálculo das medidas de tendência central (media, mediana e moda),das medidas de dispersão (desvio padrão, variância e coeficiente de variação) e as medidasseparatrizes (1º e 3º quartis) encontram-se descritos no item C do Apêndice. De forma compacta, apresenta-se no Quadro 6 os percentuais por instituição obtidospara cada um dos níveis de maturidade: Univers. %Inform. %Inter.-Trans. IMP Univers. %Inform. %Inter.-Trans. IMP UFRN 65,09 76,92 0,7101 UFU 48,18 46,15 0,4717 UFRGS 84,36 53,85 0,691 UNIFESP 48,18 46,15 0,4717 UFBA 71,09 61,54 0,6631 UFS 47,55 46,15 0,4685 UFAL 67,45 61,54 0,645 UFERSA 46,91 46,15 0,4653 UFES 66,82 61,54 0,6418 UFRPE 46,45 46,15 0,463 UFMT 68,09 53,85 0,6097 UFAM 45,18 46,15 0,4567 UFAC 64,45 53,85 0,5915 UNIR 45,18 46,15 0,4567 UFRR 64,45 53,85 0,5915 UFVJM 52,45 38,46 0,4546 UFMS 54,82 61,54 0,5818 UNIPAMPA 44,55 46,15 0,4535 UFF 58,45 53,85 0,5615 UNIVASF 35,55 53,85 0,447 UFG 49,45 61,54 0,555 UNIFEI 57,82 30,77 0,4429 UFPB 54,82 53,85 0,5433 UFCG 38,55 46,15 0,4235 UFMG 60,82 46,15 0,5349 UFABC 53,55 30,77 0,4216 UFSC 60,18 46,15 0,5317 UFT 44,55 38,46 0,415 UFLA 51,82 53,85 0,5283 FURG 28,91 53,85 0,4138 UFSM 51,82 53,85 0,5283 UFSJ 51,82 30,77 0,4129
  • 50. 50 UFC 51,18 53,85 0,5251 UFPE 58,45 23,08 0,4077 UFFS 51,18 53,85 0,5251 UFPEL 41,55 38,46 0,4 UFPI 50,55 53,85 0,522 UNIRIO 41,55 38,46 0,4 UFPR 57,18 46,15 0,5167 UNIFAL-MG 48,18 30,77 0,3948 UFSCAR 40,91 61,54 0,5122 UFMA 39,18 38,46 0,3882 UFV 56,09 46,15 0,5112 UFTM 45,18 30,77 0,3798 UFGD 54,82 46,15 0,5049 UnB 45,18 30,77 0,3798 UNILA 62,09 38,46 0,5028 UNIFAP 44,55 23,08 0,3381 UFRJ 54,18 46,15 0,5017 UFCSPA 58,45 7,69 0,3307 UFRB 61,45 38,46 0,4996 UFJF 47,55 15,38 0,3147 UFRRJ 37,91 61,54 0,4972 UFOPA 51,18 7,69 0,2944 UTFPR 50,55 46,15 0,4835 UFRA 41,55 15,38 0,2847 UFOP 57,18 38,46 0,4782 UNILAB 44,55 7,69 0,2612 UFPA 48,18 46,15 0,4717Quadro 6- Percentuais em ordem decrescente em que se encontram as Universidades Federais para cada um dos Níveis de Maturidade. É importante destacar que o IMP representa o grau de avanço em termos dedisponibilização tanto de informações como de serviços propriamente ditos, destacando oquão sofisticada é a instituição como entidade provedores/fornecedora de serviços on-line querespondem às necessidades dos cidadãos membros de sua comunidade. Faz-se necessário destacar o coeficiente de correlação obtido através de umacomparação entre a matriz de valores do %Informacional e do %Interativo-Transacional,possibilitando a construção de um diagrama de dispersão dos dados do Quadro 6, definindouma reta para a regressão linear destes dados. Este coeficiente procura estabelecer um grau e um sentido (seja crescente oudecrescente) de relacionamento entre variáveis. Tomando-se por base x e y, em umacorrelação entre as duas variáveis, para valores maiores que 0 (r > 0) a correlação é positiva,sendo que a medida que x cresce, y também cresce e quanto mais próximo de 1 maior acorrelação entre ambas. Para valores menores que 0 (r < 0) a correlação é negativa, indicandoque a medida que x cresce, em média y decresce, e quanto mais próximo de -1 maior acorrelação existente. O coeficiente de correlação entre a matriz de %Informacional e a matriz de%Interativo-Transacional foi de aproximadamente 0,24 indicando relacionamento positivo,porém fraco entre os dois tipos de percentual. Esse fato se verifica na conceituação prática deambos, uma vez que o nível Informacional diz respeito à presença da informação pura nos
  • 51. 51portais enquanto que o nível Interativo-transacional refere-se ao grau de presença de serviçoson-line. Portanto, com os %Informacional e %Interativo-Transacional foi construído odiagrama de dispersão que é representado pela Figura 10, em que é evidenciada sua reta deregressão linear com inclinação positiva, representando a correlação positiva (embora fraca)entre os dois percentuais. Figura 10 – Diagrama de Dispersão com a Reta de Regressão Linear para o %Informacional e %Interativo-Transacional. Destacam-se no Quadro 7 abaixo os IMP puros das Universidades que obtiverammaior pontuação dentro das instâncias avaliativas da pesquisa realizada (quanto mais próximode 1 o IMP, mais transformada está a universidade em uma entidade de serviços conectados): Universidade IMP UFRN 0,7101 UFRGS 0,6910 UFBA 0,6631 UFAL 0,6450 UFES 0,6418 UFMT 0,6097 UFRR e UFAC 0,5915 UFMS 0,5818 UFF 0,5615 UFG 0,5550 Quadro 7 - As dez instituições com os maiores IMP.
  • 52. 524.2 TRATAMENTO ESTATÍSTICO DOS RESULTADOS Partindo agora para uma análise mais focada nas frequências em que ocorreram osIMP percentuais – optou-se por utilizar o IMP × 100 para facilitar a construção de classes – ográfico apresentado na Figura 10, apresenta um histograma, de acordo com a distribuição defrequências obtidas e que deu origem aos quadros da parte C do Apêndice. Figura 11 – Composição gráfica do histograma e polígono de frequências obtidos com a distribuição de frequências por classe, a partir do IMP percentual (%Transformacional). Através da análise do gráfico, percebe-se que mais de 16 instituições encontram-senuma faixa de IMP percentual entre 50 e 62 (classe 50 - 62, aquela em que se encontra amoda). Anteriores a esta classe, encontram-se as classes com a segunda e terceira maioresfrequências: respectivamente a classe 44 - 50, em um total de 14 instituições, e a classe 38 -44, com 12 instituições. A partir das definições, pode-se perceber que há a possibilidade de criação de classesde maturidade. Com isso, facilmente pode-se aplicar a definição de Freitas Júnior et. al.(2011-B), dividindo-se as instituições de acordo com os seguintes níveis: Básico,Intermediário e Avançado. Levando-se em consideração o IMP puro ou mesmo sua aplicação percentual épossível definir o Quadro 8 a seguir. Faixa IMP Classificação Até 0,4 Básico De 0,4 à 0,75 Intermediário De 0,75 à 1,0 Avançado Quadro 8 - Níveis de Maturidade/Sofisticação de acordo com Freitas Júnior et al. (2011-B).
  • 53. 53 Com aplicação deste quadro juntamente com o de distribuição de freqüências da parteC do Apêndice, pode-se estabelecer que 30,51% (ver frequência relativa acumulada - Fac) dasUniversidades Federais Brasileiras encontram-se ainda em um nível básico de maturidade deseus portais onde a disponibilização e divulgação de informação é o grande foco. Contudo,20,34% (frequência relativa acumulada da classe do 1º Quartil) destas instituições mobilizam-se para atingir o nível Intermediário. No nível Intermediário está inserido um percentual de 69,49% das instituições,possibilitando concluir que a tendência atual dos portais das Universidades Federais é aconsolidação dos serviços on-line. A mobilização para que seja atingido o nível Avançado ocorre na classe final (68-74),representando um esforço de 3,39% das universidades para que seja alcançado este ultimonível de maturidade, onde ocorreria uma transição para disponibilização total de serviçosatravés da Internet. No entanto, nenhuma instituição encontra-se efetivamente no nívelavançado, dado que não há nenhum IMP maior ou igual a 0,75. Para finalizar a apresentação dos resultados, apresenta-se o Quadro 9 com as medidasde resumo calculadas para os dados obtidos. Medida Estatística Valor Média 50,6 Mediana 48,9 Moda 51,2 Desvio padrão 9,5 Variância 90,1 Coeficiente de Variação 0,19 Correlação entre %Informacional e %Interativo-Transacional 0,24 1º Quartil 68,25 3º Quartil 48,93 Quadro 9- Medidas calculadas de acordo com a distribuição de frequências em classes.
  • 54. 54CAPÍTULO VCONCLUSÃO A aplicação do conceito de Portal Corporativo de Conhecimento pelas UniversidadesFederais responde a uma demanda social pela dinamização e comodidade no uso dos serviçosoferecidos por estas instituições, além de possibilitarem a liberdade de divulgação de ativosde informação e conhecimentos. Como instrumentos de compartilhamento de conhecimento, os portais devem buscaratender às exigências comunitárias fornecendo aos usuários informações e conhecimentos quesão especificamente de seu interesse. Essas informações e conhecimentos podem sercategorizados de acordo com os principais atores do ambiente universitário: Alunos,Servidores Docentes, Servidores Técnico-Administrativos, Gestores e a Comunidade Externa. A disponibilização de serviços on-line reflete também a aplicação da distribuição defluxo de usuário àqueles serviços de interesse específico. Quando se definiu o IMP noCapítulo III deste trabalho, imaginou-se uma forma de indicar numericamente o nível dematuridade/ da instituição para a disponibilização de informações e serviços na Internet,através de seus portais corporativos. Sendo assim, o IMP representa uma ponderação sobre todos os elementos avaliados,dizendo respeito ao conjunto de características de cada dimensão avaliativa definida. OsIndicadores de Acessibilidade (IA), de Serviços (IS) e de Visual (IV), portanto sãocompletamente considerados na composição do IMP. Na análise estatística demonstrada no Capítulo IV, baseada no IMP, é notado queaproximadamente 30% das instituições pesquisadas encontra-se no nível mais elementar dedesenvolvimento de portais, tendo como foco maior a informação. Contudo, cerca de 20% dasinstituições enquadradas nesse percentual começam a estruturar seus portais com umatendência a atingir o nível Intermediário da escala adotada para categorização. Essaestruturação simboliza a preocupação que as Universidades federais possuem em cumprir comseu papel social de difusoras de conhecimento, além de procurarem obedecer a determinaçõeslegais para criação de seus sítios. Por sua vez, aproximadamente 70% das Universidades Federais buscam aconsolidação de seus serviços online, sendo que um pouco mais de 3% (dentro dos 70%iniciais) começa a estruturação para o nível Avançado, onde há a tendência de criação de umaorganização conectada, onde praticamente a totalidade dos serviços e conhecimentos
  • 55. 55disponibilizados e produzidos pelas organizações “reais” ou “físicas”, passam também aexistir nos seus portais. Levando em conta todo o exposto, a metodologia definida ao longo do item 3.5 doCapítulo III adequou-se ao objetivo principal desse trabalho, de avaliar o nível de evolução daentrega de serviços pelos portais das Universidades Federais. A importância dada para um processo metodológico avaliativo permitiu, dessa forma,a criação de um questionário que considera elementos importantes na idealização e naestrutura de um portal, levantando quantitativamente informações suficientes para a criaçãodos indicadores mencionados anteriormente. O questionário foi estruturado na aplicação Forms do Google Docs8, o que possibilitouuma organização rápida dos dados levantados, uma vez que à medida que os questionários sãoentregues, suas respostas são registradas em uma planilha eletrônica contendo a identificaçãode cada instituição. O formulário utilizado encontra-se no Apêndice deste trabalho. Deve-se considerar ainda que o questionário foi construído com base nas MétricasLefis (Questionnaire for Phase II: Target Website Analysis)9, Questionário de Avaliação dosSítios do Governo do Estado de Minas Gerais, Web Content Acessibility Guidelines 1.0 e 2.0e Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico Brasileiro. Ressalta-se que as etapas de análise dos resultados dos questionários aplicados, atabulação de dados e o tratamento estatístico merecem atenção especial no momento de seudesenvolvimento, de forma a garantir resultados sólidos e confiáveis. Com todo esteinstrumental, pode ser desenvolvida a apresentação definida nos objetivos dos portaispesquisados e de seus IMP no Capítulo IV e no Apêndice B.5.1 CONSIDERAÇÕES FINAIS É relevante para este trabalho ressaltar que a metodologia de Avaliação dos Portais dasUniversidades Públicas Brasileiras proposta anteriormente, visa à busca pela qualidade docompartilhamento de informações e da disponibilização de serviços através dos Portais destasinstituições, propondo uma padronização perante as escalas de maturidade e as metodologias8 http://docs.google.com9 Conjunto de métricas/indicadores de avaliação de Governo-Eletrônico desenvolvido pela Rede Lefis (LegalFramework for the Information Society). Conforme Santos et al. (2011), “a rede Lefis busca identificar emportais governamentais, seus diferentes layouts, informações e serviços disponíveis, atendimento a critérios deacessibilidade e usabilidade e, principalmente, a possibilidade da efetivação da interação com o usuário e o setorprivado”.
  • 56. 56utilizadas em outras pesquisas que serviram como base para a composição do quadro teóricoapresentadas. Verifica-se, contudo, que a continuidade no desenvolvimento da pesquisa deAvaliação de Maturidade dos Portais Corporativos não só das Universidades FederaisBrasileiras como de sua expansão para todo o conjunto das Universidades Públicas Brasileirasé considerada imprescindível para a maturação dos procedimentos metodológicos definidos eaplicados. A depender do que seja percebido, ao longo dessa continuidade, pode haver anecessidade de alterações ou correções em algumas definições, mas a sinteticidade dosIndicadores e do IMP apresentados é a principal contribuição deste trabalho. Os resultados obtidos com a aplicação do questionário utilizado fornecem um meio deavaliação de um “retrato” do portal da instituição no momento da aplicação da pesquisa paraas heurísticas ou elementos determinantes de características considerados relevantes. Dentro do escopo de aplicação de uma escala de maturidade sintética baseada nasdefinições da UNPAN (2008), Cardoso Júnior et al. (2007) e Freitas Júnior et al. (2011)favoreceu o término da pesquisa aplicada dentro do cronograma definido no projeto. Noentanto, para a continuidade da pesquisa indica-se a aplicação do modelo de Cardoso Júnior etal. e Freitas Júnior et al., tanto por sua síntese conceitual quanto por possuir um nível dedetalhamento que foi desenvolvido para aplicação no contexto nacional. Destaca-se a pesquisa de Freitas Júnior et al. como uma proposta inicial que deuimpulso a desenvolvimento do presente trabalho, assim como da proposta de suacontinuidade. Entretanto, de acordo com a evolução dos conceitos de Tecnologia da Informação,Gestão da Informação e do Conhecimento e Orientação a Serviços além das práticas deGestão Universitária identificadas através dos dados apresentados, é um forte fator queimplica na atualização dessas heurísticas. Haverá sempre a necessidade de atender a umademanda conceitual que amadurece e evolui com a experimentação/aplicação prática etecnológica. É fundamental, para qualquer pesquisa científica, manter atualizados seus preceitosconceituais, atendendo às exigências de qualidade, veracidade e concretude impostas pelomeio em que é aplicada. Através da análise realizada por este trabalho e por aqueles que serão executadas emsua continuidade, espera-se que as instituições públicas de ensino superior possam tersubsídios suficientes para garantir que seus portais/sítios institucionais estejam sempre
  • 57. 57seguindo as melhores práticas e as tendências mais atuais. Com isso é favorecida tanto ainstituição quanto os usuários de suas informações e serviços compartilhados através dasferramentas pesquisadas.5.2 TRABALHOS FUTUROS Conforme mencionado, a continuidade da pesquisa iniciada com o presente trabalho éevidentemente necessária para a consolidação da metodologia avaliativa. Sendo assim,propõe-se para sua continuidade a construção de uma Plataforma Avaliativa Web na qual iráconstar um questionário aprofundado sobre dimensões avaliativas, responsáveis pelo cálculodos percentuais correspondentes e do IMP final. Essa plataforma irá disponibilizar relatórios individuais e comparativos combenchmarks que possam perpassar para as instituições sua performance em relação ao cenárioem que se inserem. A proposta será de que, ao invés de uma avaliação ad hoc, em outraspalavras, com o uso de avaliadores externos, seja realizada uma auto-avaliação similar aquelaproposta ao Governo do Estado de Minas Gerais (mencionada no Capítulo II). Cada instituição teria, por conseguinte, um espaço em uma espécie de portal com aPlataforma Avaliativa, onde teria acesso a dados individuais podendo selecionar diversasformas de se comparar os resultados obtidos: contexto nacional, contexto regional,instituições do mesmo porte, instituições mais avançadas de acordo com os parâmetrosinstituídos, instituições menos avançadas, dentre inúmeras outras formas de comparação aserem futuramente pesquisadas e propostas. Faz-se importante incluir nos levantamentos futuros a incorporação do conceitoTransformacional/Conectado, que garante uma visão de quanto a universidade se torna umaentidade conectada e provedora de serviços aperfeiçoados através de seus portais de serviços. É também uma proposta levada em consideração, partir para uma avaliação deInstituições Particulares/Privadas de Ensino Superior, de forma a comparar a forma como elasaplicam a Arquitetura Orientada a Serviços com as UPB, possibilitando uma troca deeficientes práticas arquiteturais em duplo sentido (Instituição Particular/Privadas para com asUPB e UPB para instituições Particulares/Privadas). De acordo com a proposta dos dois tipos de instituição, é possível que haja umasegregação entre os princípios e conceitos empregados para atender às necessidades de seuspúblicos-alvo, além de demonstrar sua contribuição e importância para o desenvolvimento
  • 58. 58social. É necessária uma abordagem aproximativa entre esses tipos de instituições, em umultimo nível de amadurecimento para a metodologia de avaliação, garantindo acomunicabilidade e a troca de experiências. Para trabalhos e publicações futuras, propõe-se a apresentação da arquitetura desoftware da Plataforma Avaliativa Proposta, assim como dos processos avaliativos emamadurecimento e dos procedimentos estatísticos, medidas e indicadores a serem agregadosao que já foi proposto. A importância de as Universidades possuírem um meio de autoavaliação quanto a suasofisticação no compartilhamento de informações e conhecimentos e disponibilização deserviços on-line reside no fato de que elas necessitam de parâmetros para nortear e padronizara aplicação destes conceitos importantes para sua interação com a sociedade.
  • 59. REFERÊNCIASAGÊNCIA ESTADUAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DE PERNAMBUCO.Modelo de Maturidade SOA para o Estado de Pernambuco. Gerencia de Normatização eDesenvolvimento do Governo Digital, 2010. Disponível em:<http://www.comunidades.pe.gov.br.>. Acesso em: 30 mar. 2012.ARGYRIS, C. Personalidade e organização: o conflito entre o sistema e o indivíduo. Rio deJaneiro: Renes, 1968.ÁVILA, T.J.T. Arquitetura Orientada à Serviços no Governo. In: FREITAS JUNIOR, O. G.(Org.). Arquitetura Orientada a Serviços na Administração Pública. 1 ed. Maceió:EDUFAL, 2011, v. 1, p.79-132.____________. Portais Corporativos: Uma ferramenta estratégica de apoio a gestão doconhecimento - Um estudo de caso no DETRAN/AL. Monografia, Universidade Federal deAlagoas, Maceió, 2005.BRASIL. Decreto Nº 6932, de 1 de agosto de 2009. Presidência da República, 2009.Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6932.htm>. Acesso em: 18 nov. 2011._______. Uso e Construção de Indicadores no PPA. Ministério do Planejamento,Orçamento e Gestão, Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos, Brasília, 2007.Disponível em: < http://www.seguranca.mt.gov.br/UserFiles/File/SUPF/const_ind_ppa.pdf>.Acesso em: 30 mar. 2012._______. Normas de Governo Eletrônico. Governo Eletrônico Brasileiro, 2011. Disponívelem: <http://www.governoeletronico.gov.br/sisp-conteudo/normas>. Acesso em: 27 nov. 2011.BEACK, T. SOA Maturity Model: Compasso n the SOA Journey. SOA Institute, 2006. In:AGÊNCIA ESTADUAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DE PERNAMBUCO.Modelo de Maturidade SOA para o Estado de Pernambuco. Gerencia de Normatização eDesenvolvimento do Governo Digital, 2010. Disponível em:<http://www.comunidades.pe.gov.br.>. Acesso em: 30 mar. 2012.CANTERLE, N.M.G; FAVARETTO, F. Proposta de um modelo referencial de gestão deindicadores de qualidade na instituição universitária. Ensaio: aval. Pol. Públ. Educ., v. 16, n.60, set. de 2008. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362008000300005&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 27 nov. 2011.CARDOSO JÚNIOR, J.L. Governo Orientado por Serviços. e-GOIA: Electronic,Government, Innovationand Access. CenPRA – Centro de Tecnologia da Informação RenatoArcher – MCT, Campinas, Jun. 2006. Disponível em:<http://www.mct.gov.br/upd_blob/2026.pdf>. Acesso em: 02 Nov. 2011.CARDOSO JÚNIOR, J.L; HOEPNER, P.; STRICK, L. Governo Eletrônico: AspectosSócio-Técnicos. A Experiência do Projeto e-GOIA. Apresentação, CenPRA – Centro de
  • 60. 58Tecnologia da Informação Renato Archer - MCT, Campinas, 2007. Disponível em: <http://http://www.cti.gov.br/noticiaseeventos/2007/gesiti/resumos/pdf/Jarbas.pdf>. Acesso em: 02Nov. 2011.CHOO, C.; DETLOR, B.; TURNBULL, D. Web Work: information seeking and knowledgework ate the world wide web. Boston: Kluwer, 2000. In: GASPAR, M.A.; DONAIRE, D.;SANTOS, S.A.; SILVA, M.C.M. Estudo dos Portais Corporativos como Instrumento deExternalização do Conhecimento Explícito em Universidade. R. Bras. Gest. Neg., v. 11, n.31, p. 119-133,São Paulo, abr./jun. 2009. Disponível em:<http://www.doaj.org/doaj?func=fulltext&passMe=http://200.169.97.104/seer/index.php/RBGN/article/view/176/477>. Acesso em: 10 mar. 2012.COSTA, S.A.; SANTOS, E.; BRASILEIRO, A. Governo Eletrônico: um estudo comparadodas práticas correntes no Brasil. Anais do 4º Congresso Luso-Brasileiro para oPlaneamento Urbano, Regional, Integrado, Sustentável, Faro, Portugal, 2010. Disponívelem: < pluris2010.civil.uminho.pt/Actas/PDF/Paper563.pdf>. Acesso em: 11 mar. 2012.DAVENPORT, T.H.; PRUSAK, L. Ecologia da informação: por que só a tecnologia nãobasta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 1998-A. In: GASPAR, M.A.;DONAIRE, D.; SANTOS, S.A.; SILVA, M.C.M. Estudo dos Portais Corporativos comoInstrumento de Externalização do Conhecimento Explícito em Universidade. R. Bras. Gest.Neg., v. 11, n. 31, p. 119-133, São Paulo, abr./jun. 2009. Disponível em:<http://www.doaj.org/doaj?func=fulltext&passMe=http://200.169.97.104/seer/index.php/RBGN/article/view/176/477>. Acesso em: 10 mar. 2012.DAVENPORT, T.H.; PRUSAK, L. Working Knowledge: how organizations manage whatthey know. Boston: Harvard Business School Press, 1998-B.DIAS, Cláudia Augusto. Portal corporativo: conceitos e características. Ci. Inf., v.30, n.1, p.50-60, 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652001000100007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 20 nov. 2011.FERREIRA, A.F. A gestão da Informação e o Papel do Profissional Gestor da Informação:seus atributos competências e qualificações. IN: SILVA, F.; RODRIGUES, G.C.;SANTANA, G.; FELL, A. Estudos sobre Tecnologia, Ciência e Gestão da Informação,Néctar, Recife: 2010.FREITAS JUNIOR, O. G. (Org.). Arquitetura Orientada a Serviços na AdministraçãoPública. 1 ed. Maceió: EDUFAL, 2011.FREITAS JÚNIOR, O.G.; BARBIRATO, J.C.C. (Orgs.) Gestão do Conhecimento eGovernança Universitária: uma abordagem sistêmica. 1 ed. Maceió: EDUFAL, 2008.FREITAS JÚNIOR, O.G.; BARBIRATO, J.C.C.; BRAGA; M.M.; BRITO, P.H.S. OConceito Tecnológico na Era do Conhecimento. In: FREITAS JUNIOR, O. G. (Org.).Arquitetura Orientada a Serviços na Administração Pública. 1 ed. Maceió: EDUFAL,2011-A, v. 1, p. 22-77.FREITAS JÚNIOR, O.G.; CARVALHO, V.D.H.; DOMARQUES M, A.L.P.;CAVALCANTE, A.B.M. Arquitetura Orientada a Serviços nas Universidades. In: FREITAS
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  • 62. 60<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-99362007000200004&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 16 nov. 2011.PINHO, J.A.G. Investigando portais de governo eletrônico de estados no Brasil: muitatecnologia, pouca democracia. RAP, v. 42, n.3, p.471-493, Rio de Janeiro, nov./dez. 2009.Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S0034-76122008000300003&lng=en&nrm=iso> Acesso em: 16 nov. 2011.REYNOLDS, H.; KOULOPOULOS, T. Enterprise Knowledge has a face. IntelligentEnterprise, v. 2, n. 5, p. 29-34, mar. 1999. In: DIAS, Cláudia Augusto. Portal corporativo:conceitos e características. Ci. Inf., v.30, n.1, p. 50-60, 2001. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652001000100007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 20 nov. 2011.ROCHA, R.R.G.; MORESI, E.A.D. Gestão do Conhecimento como ferramenta para InovaçãoOrganizacional: um estudo da aplicação do cerne na Fundação Parque Tecnológico daParaíba. Anais do 9º Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento, SBGC, Gramado,2010.RODRIGUES, G.C.; TAVARES, P.H.A. A Gestão da Informação (GI) e a Gestão daTecnologia da Informação (GTI) como complementares no âmbito organizacional: um estudoteórico introdutório. IN: SILVA, F.; RODRIGUES, G.C.; SANTANA, G.; FELL, A. Estudossobre Tecnologia, Ciência e Gestão da Informação, Néctar, Recife: 2010.SANTOS, C.F. Gestor da Informação: o profissional. IN: SILVA, F.; RODRIGUES, G.C.;SANTANA, G.; FELL, A. Estudos sobre Tecnologia, Ciência e Gestão da Informação,Néctar, Recife: 2010.SANTOS, P.M.; CAVALHEIRO, A.F.; PAULA, G.; ROVER, A.J. Avaliação dos Portais deJustiça Federais: um estudo baseado na métrica Lefis. Democracia Digital e GovernoEletrônico, n. 5, 2011. Disponível em:<http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/observatoriodoegov/article/view/34125/33063>. Acesso em: 11 mar. 2012.SANTOS, R.J.L. Governo eletrônico: o que se deve e o que não se deve fazer. XVI Concursode Ensayos y Monografias Del CLAD sobre Reforma del Estado y Modernización de laAdministración Pública “Gobierno Electrônico”, Caracas, 2002. In: COSTA, S.A.; SANTOS,E.; BRASILEIRO, A. Governo Eletrônico: um estudo comparado das práticas correntes noBrasil. Anais do 4º Congresso Luso-Brasileiro para o Planeamento Urbano, Regional,Integrado, Sustentável, Faro, Portugal, 2010. Disponível em: <pluris2010.civil.uminho.pt/Actas/PDF/Paper563.pdf>. Acesso em: 11 mar. 2012.SILVA, L.; MENEZES, E.M.. Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação. 2ed., Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC, 2001.SIMÃO, J.B.; RODRIGUES, G. Acessibilidade às informações públicas: uma avaliação doportal de serviços e informações do governo federal. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 2,ago. 2005.Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652005000200009&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 20 nov. 2011.
  • 63. 61SORGATO, L.A.A. Consulta sobre Amostragem Estatística [Mensagem Pessoal].Mensagem recebida por <victorheuer@gmail.com> em 18 jan. 2012.STEFANUTO, G.; ALVES, A.; CASTRO, P.D.; SPIESS, M. As fronteiras do e-Gov noBrasil. Linux Magazine, ed. Especial 6, junho de 2011. Disponível em:<http://www.linuxmagazine.com.br/g9wjrltpa93857/LME06_SPB_FINAL.pdf>. Acesso em:27 nov. 2011.TACHIZAWA, T.; ANDRADE, R. O. B. Gestão de Instituições de Ensino. Rio de Janeiro:Editora Fundação Getúlio Vargas, 1999.TERRA, J.C.C.; GORDON, C. Portais Corporativos: a revolução na gestão doconhecimento. São Paulo: Negócio Editora, 2002.UNITED NATIONS PUBLIC ADMINISTRATION NETWORK (UNPAN). An e-Government Survey 2008: from e-Government to Connected Governance. New York:United Nations, 2008. Disponível em: <http://unpan1.un.org/intradoc/groups/public/documents/un/unpan028607.pdf>. Acesso em: 02nov. 2011.VALENTIM, M.L.P.; CARVALHO, E.L.; WOIDA, L.M.; CASSIANO, E.L. Gestão dainformação utilizando o método infomapping. Perspect. ciênc. inf., vol.13, n.1, pp. 184-198,2008. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/pci/v13n1/v13n1a12.pdf>. Acesso em: 10mar. 2012.
  • 64. APÊNDICE
  • 65. 63A. INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS - QUESTIONÁRIOQuestionário piloto para avaliação dos sítios/portais de serviços das Universidades FederaisBrasileiras (UFBs). Construído com base em modelos reguladores e avaliativos, além dequestionários pré-existentes: Métricas LEFIS (Questionnaire for Phase II: Target WebsiteAnalysis); Questionário de Avaliação dos Sítios do Governo do Estado de Minas Gerais, WebContent Acessibility Guidelines 1.0 e 2.0 e Modelo de Acessibilidade do Governo EletrônicoBrasileiro.Foram estabelecidas 3 dimensões avaliativas, contendo questões que propõem uma avaliaçãobásica mas que englobe as características essenciais para categorizar os sítios/portais dasUFBs de acordo com a adotada como padrão no relatório científico final. As questõesofereceram opções binárias de resposta (sim e não), de forma a agilizar a tabulação de dados ecálculo dos indicadores das dimensões que comporão o Indicador de Maturidade do Portal(IMP).A seguir são enumeradas as questões por dimensão.Dimensão 1 - Acessibilidade e Acessibilidade Linguística1 - São seguidas as recomendações oficiais da W3C (Web Content Acessibility Guidelines –WCAG 1.0 e 2.0) e do e-MAG (Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico brasileiro)?2 – Há ferramenta de aumento de letra e/ou contraste?3 – É possível o uso de teclas de atalho?4 – O sítio/portal possui uma página inteiramente dedicada à explicações sobre suascaracterísticas de acessibilidade?5 – São oferecidas alternativas em áudio para o conteúdo?6 – E oferecido um título descritivo e informativo que permita ao usuário a identificaçãoimediata de conteúdo?7 – Há descrição clara sobre o destino de cada link apresentado?8 – Há Identificador do idioma principal do sitio/portal?9 – É possível modificar a língua em que é apresentado o sitio/portal?10 – A abertura de novas instâncias (pop-ups, abas ou janelas) ocorre somente quandorequisitado pelo usuário?11 – Há possibilidade de acesso e descarga de documentos em formatos acessíveis, fora aversão em HTML (p. ex. PDF, DOC, ODF, XLS)?Dimensão 2 – Serviços (Maturidade de Serviços On-line)1 - Dispõe uma seção “Serviços” no menu principal ou área de destaque no sítio?2 - Disponibiliza catálogo de serviços on-line?3 - Serviços Organizados por público-alvo? # Caso sim, informar como é a organização.4 - Oferece 3 ou mais serviços transacionais ? ( < 3 = nível interativo; >=3 nível transacional);5 - Relaciona os serviços na capa do site pelos serviços mais acessados/consumidos pelosusuários ?6 - Dispõe de serviços interativos (pagamento de taxas, consultas simples, etc.) ?
  • 66. 647 - Oferece personalização do site ao usuário (área com login/senha e serviçospersonalizados)?8 - Oferece serviço de Dúvidas/Perguntas mais frequentes ?9 -Fora o FAQ, há outros serviços de ajuda?10 - Oferece versão mobile do Sítio/Portal de Serviços ?11 – Há algum tipo de certificação para as transações on-line realizadas através dositio/portal?12 – Para cada Serviço disponibilizado há “Termos de Uso”?13 – É possível a realização de consultas públicas ou chamadas para licitações?Dimensão 3 – Visual (Qualidade de Apresentação de Conteúdo e Navegabilidade)1 – É possível a visualização do conteúdo nos principais navegadores do mercado?2 – Quando realizada uma pesquisa, o resultado retornado relaciona-se com a expressãoutilizada?3 – O menu principal é inteiramente acessível sem a necessidade de rolagem da página?4 – Submenus (menus em cascata) são clicáveis e apresentam somente dois subníveis?5 – Há um mapa do sitio/portal?6 – O conteúdo encontra-se agrupado por público-alvo (atores do ambiente universitário)?7 – O Sítio/Portal apresenta barra de Identidade Visual?8 – Dado um erro, o sítio/portal apresenta mensagem informativas claras e que propõem dicaspara solução?09 – São utilizados elementos de compatibilidade com o mundo real (termos familiares elinguagem clara/objetiva)?10 – Há liberdade para o usuário desfazer ações cometidas por equivoco (botões decancelamento ou “undo”, p. ex.)?11 – Há personalização de layout e cores, para cada grupo de usuários (atores)?12 – O conjunto de ícones do sistema de sítios/portais é padrão?13 – O portal disponibiliza breadcrumb para evitar memorização desnecessária pelo usuário?14 – O sitio/portal disponibiliza navegação segura com HTTPS?15 – Há indicação das periodicidade da atualização de informações/notícias no sitio/portal?16 – Existe canal direto de comunicação com o usuário (p. ex.: fóruns e chats) e ainda perfisativos em redes sociais (p. ex.: Twitter e Facebook)?17 – A universidade faz uso de rede social própria?18 – O sítio/portal provê ferramenta de busca de conteúdo dentro e fora de seu domínio?19 – São disponibilizadas informações de endereço e contato com a instituição proprietária dositio/portal?20 – Há possibilidade de customização de busca (busca avançada)?
  • 67. 65B. TABULAÇÃO DAS INFORMAÇÕES COLETADAS ATRAVÉS DA APLICAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS Universidade Total Dim 1 Total Dim 2 Total Dim 3 Pontuação Total %Informacional %Interativo-Transacional IMP FURG 3 7 6 16 28,91 53,85 0,4138 UFABC 4 4 13 21 53,55 30,77 0,4216 UFAC 7 7 13 27 64,45 53,85 0,5915 UFAM 5 6 9 20 45,18 46,15 0,4567 UFBA 8 8 14 30 71,09 61,54 0,6631 UFC 5 7 11 23 51,18 53,85 0,5251 UFCG 4 6 8 18 38,55 46,15 0,4235 UFCSPA 7 1 11 19 58,45 7,69 0,3307 UFERSA 3 6 12 21 46,91 46,15 0,4653 UFRGS 10 7 16 33 84,36 53,85 0,6910 UFES 6 8 15 29 66,82 61,54 0,6418 UFF 7 7 11 25 58,45 53,85 0,5615 UFRN 8 10 12 30 65,09 76,92 0,7101 UFRPE 7 6 7 20 46,45 46,15 0,4630 UFRRJ 3 8 9 20 37,91 61,54 0,4972 UFSC 5 6 14 25 60,18 46,15 0,5317 UFSCAR 3 8 10 21 40,91 61,54 0,5122 UFSJ 6 4 10 20 51,82 30,77 0,4129 UFSM 6 7 10 23 51,82 53,85 0,5283 UFT 4 5 10 19 44,55 38,46 0,4150 UFTM 5 4 9 18 45,18 30,77 0,3798 UFU 5 6 10 21 48,18 46,15 0,4717 UFV 8 6 9 23 56,09 46,15 0,5112 UFVJM 7 5 9 21 52,45 38,46 0,4546 UnB 5 4 9 18 45,18 30,77 0,3798 UNIFAP 4 3 10 17 44,55 23,08 0,3381 UNIFEI 6 4 12 22 57,82 30,77 0,4429 UNIFESP 5 6 10 21 48,18 46,15 0,4717 UNILA 8 5 11 24 62,09 38,46 0,5028 UNILAB 4 1 10 15 44,55 7,69 0,2612
  • 68. 66UNIPAMPA 4 6 10 20 44,55 46,15 0,4535 UFAL 7 8 14 29 67,45 61,54 0,6450 UFFS 5 7 11 23 51,18 53,85 0,5251 UFG 7 8 8 23 49,45 61,54 0,5550 UFGD 6 6 11 23 54,82 46,15 0,5049 UFJF 4 2 11 17 47,55 15,38 0,3147 UFLA 6 7 10 23 51,82 53,85 0,5283 UFMA 5 5 7 17 39,18 38,46 0,3882 UFMG 6 6 13 25 60,82 46,15 0,5349 UFMS 6 8 11 25 54,82 61,54 0,5818 UFMT 8 7 13 28 68,09 53,85 0,6097 UFOP 5 5 13 23 57,18 38,46 0,4782 UFOPA 5 1 11 17 51,18 7,69 0,2944 UFPA 5 6 10 21 48,18 46,15 0,4717 UFPB 6 7 11 24 54,82 53,85 0,5433 UFPE 7 3 11 21 58,45 23,08 0,4077 UFPEL 4 5 9 18 41,55 38,46 0,4000 UFPI 4 7 12 23 50,55 53,85 0,5220 UFPR 5 6 13 24 57,18 46,15 0,5167 UFRA 4 2 9 15 41,55 15,38 0,2847 UFRB 7 5 12 24 61,45 38,46 0,4996 UNIR 5 6 9 20 45,18 46,15 0,4567 UNIRIO 4 5 9 18 41,55 38,46 0,4000 UNIVASF 4 7 7 18 35,55 53,85 0,4470 UTFPR 4 6 12 22 50,55 46,15 0,4835UNIFAL-MG 5 4 10 19 48,18 30,77 0,3948 UFS 4 6 11 21 47,55 46,15 0,4685 UFRR 7 7 13 27 64,45 53,85 0,5915 UFRJ 5 6 12 23 54,18 46,15 0,5017Máximos (com 11 13 20 44 100,00 100,00 1,0000pontuação bônus)
  • 69. 67C. PROCEDIMENTOS ESTATÍSTICOS PARA TRATAMENTO DOS DADOSC.1 DEFINIÇÕES PRELIMINARES Conforme definido no capítulo anterior, após a tabulação dos dados com oconseqüente cálculo do IMP e a definição dos percentuais de maturidade das instituiçõesavaliadas, faz-se necessária a análise dos resultados para que sejam inteligíveis a qualquerinteressado. Utilizou-se para tanto a Distribuição de Frequências, técnica estatística que consiste noagrupamento de dados por classes de ocorrência, possibilitando uma análise de conjuntosextensos de dados (PORTNOI, 2007)10. Para a definição da Quantidade de Classes (k), de acordo com os IMP obtidos,utilizou-se a regra da raiz quadrada, uma vez que a população (n) é inferior a 350indivíduos11: k n Definindo a quantidade de classes para os dados obtidos no presente estudo, com n =59 uma vez que a quantidade total de instituições avaliadas é de 59: k  59 k  7,68 Considerando o arredondamento para o maior valor inteiro posterior e próximo a 7,68,k = 8. A Quantidade de classes a serem utilizada será de 8. Para a Amplitude das Classes (h) – a largura de cada uma das 8 classes - deve-seconsiderar a Amplitude do Conjunto de dados (L), isto é, a largura obtida entre o menor dado(xmin) e o maior dado (xmax) através da subtração: L  xmax  xmin L = 74 – 26 L = 4810 PORTNOI, M. Distribuição de Freqüência. Apresentação, University of Delawere, 2007. Disponível em: <http://www.eecis.udel.edu/~portnoi/classroom/prob_estatistica/2007_1/lecture_slides/aula04.pdf>. Acesso em:24 mar. 2012.11 Caso a população fosse maior que 350 indivíduos, a regra seria logarítmica: k = 1 + (3,3 * log(n))
  • 70. 68 É importante salientar que se considerou, para melhor entendimento, o IMP * 100(IMP percentual) na determinação do xmin e xmax. Com os dados obtidos pode-se então calculara Amplitude das Classes: h  L/k h  48 / 8 h6 Desta vez, obtém-se um h = 6, portanto a Amplitude das Classes será de 6. Por fim,para a determinação dos intervalos de classe, utilizou-se o seguinte padrão: 1ª Classe: xmin até xmin + h 2ª Classe: xmin + h até xmin + h × 2 ... kª Classe: xmin + (k-1) × h até xmin + k × h A seguir será apresentado o quadro de distribuição de frequências, com algumasmedidas julgadas interessantes.C.2 DISTRIBUIÇÃO DOS DADOS E MEDIDAS DE ESTATÍSTICA DESCRITIVA Aplicando os padrões calculados no item anterior, pode-se elaborar o Quadro C1onde está a distribuição de frequências além de se estabelecer uma lista com o demonstrativodas fórmulas para as medidas de tendência central (média, mediana e moda), medidas dedispersão (variância, desvio padrão e coeficiente de variação), coeficiente de correlação emedidas separatrizes (no caso 1º e 3º quartis) utilizados no texto do Capítulo IV. Classes fi fac Fi Fac PM fi x PM Y = PM - Média Y² fi . Y² 26|-32 4 4 6,78 6,78 31 124 -19,63 385,22 1540,90 32|-38 2 6 3,39 10,17 37 74 -13,63 185,70 371,40 38|-44 12 18 20,34 30,51 43 516 -7,63 58,17 698,08 44|-50 14 32 23,73 54,24 49 686 -1,63 2,65 37,07 50|-56 17 49 28,81 83,05 55 935 4,37 19,12 325,08 56|-62 5 54 8,47 91,53 61 305 10,37 107,60 537,98 62|-68 3 57 5,08 96,61 67 201 16,37 268,07 804,21 68|-74 2 59 3,39 100,00 73 146 22,37 500,55 1001,09 Totais 59 100,00 2987 5315,80 Legenda: fi – frequência absoluta; fac – frequência acumulada; Fi – freqüência relativa; Fac – frequência relativa acumulada; PM – ponto médio; Y – desvios; Y² - quadrado dos desvios; fi . Y² -freqência absoluta multiplicada pelo quadrado dos desvios. Quadro C1 - Distribuição de Frequências.
  • 71. 69 Fórmulas utilizadas:- Média x  fi  PM nOnde:x = média fi  PM = somatório das frequências absolutas (fi) multiplicadas pelo ponto médio (PM)n = quantidade de elementos- Mediana  n    2  fac med   ~  li x     h   med fi med    Onde: ~ = mediana xlimed = limite inferior da classe medianan = quantidade de elementosfacmed = frequência acumulada da classe medianafimed =frequência absoluta da classe medianah = amplitude das classes- Moda (Fórmula de Czuber)  fi mod  fi ant  x  li mod   ˆ h  ( fi mod  fi ant )  ( fi mod  fi post )   Onde: ˆ x = modalimod = limite inferior da classe modalfimod = frequência absoluta da classefiant =frequência absoluta da classe anterior a classe modalfipost =frequência absoluta da classe posterior a classe modalh = amplitude das classes- Desvio Padrão
  • 72. 70 S  Fi  Y 2 nOnde:S = desvio padrão fi  Y 2 = somatório das frequências absolutas (fi) multiplicadas pelo quadrado dos desvios(Y²)n = quantidade de elementos- Variância Var = S²Onde:Var = variânciaS² = quadrado do desvio padrão- Coeficiente de Variação CV  x / SOnde:CV = coeficiente de variaçãox = médiaS = desvio padrão- Coeficiente de Correlação Tomando por base o %Informacional e o %Interativo-Transacional do item B deste Apêndice  x  y   n  x  y ) r n  1  S  S  x yOnde:r = Coeficiente de Correlaçãox = %Informacionaly = %Interativo-Transacional x  y = Somatório dos produtos entre x e yn = quantidade de elementosx = média de xy = média de ySx = desvio padrão de x
  • 73. 71Sy = desvio padrão de y- 1º Quartil  n    4  fac Q1 / 4   Q1 / 4  li Q1 / 4     h  fi Q1 / 4     Onde:Q1/4 = primeiro quartilliQ1/4 = limite inferior da classe do primeiro quartiln = quantidade de elementosfacQ1/4 = frequência acumulada da classe do primeiro quartilfiQ1/4 = frequência absoluta da classe do primeiro quartilh = amplitude das classes- 3º Quartil   3n    4  fac Q 3 / 4   Q3 / 4  li Q 3 / 4     h  fi Q 3 / 4     Onde:Q3/4 = terceiro quartilliQ3/4 = limite inferior da classe do terceiro quartiln = quantidade de elementosfacQ3/4 = frequência acumulada da classe do terceiro quartilfiQ3/4 = frequência absoluta da classe do terceiro quartilh = amplitude das classes

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