Patologia Gástrica (úlcera e gastrite)

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    Patologia Gástrica (úlcera e gastrite) - Presentation Transcript

    1. Faculdade de Medicina de Lisboa
      Mecanismos da Doença
      3.º ano Medicina
      Prof. Doutor Mário MascarenhasTP 8
      CASO CLÍNICO- PATOLOGIA GÁSTRICA -
      Carolina CorreiaFernando AzevedoTelma CaladoVânia Caldeira
    2. CASO CLÍNICO
      Sr. Alfredo B.
      65 A
      Pedreiro
      História pregressa:
      • Último ano - episódios de epigastralgias, sem calendário nem horário, acompanhados de sensação de enfartamento
      • Factor de alívio inconstante - ingestão de alimentos
    3. CASO CLÍNICO
      • Antecedentes pessoais:
      • Gonartrose bilateral há 3 anos  medicado com nimesulide
      • Hábitos tabágicos (1 maço/dia)
      • Hábitos etílicos (30 g etanol/dia)
      • Motivo da consulta: aumento da frequência dos episódios dolorosos
      • Foram pedidos: EDA e análises
    4. CASO CLÍNICO
      - Exames complementares de diagnóstico -
      • Análises sanguíneas:
      • Glóbulos vermelhos: 4,8 x 1012/L (4,5 - 5,9)
      • Hemoglobina: 14 g/dL (16 ± 2)
      • Hematócrito: 45 % (47 ± 6)
      • Leucócitos: 4,9 x 109/L (4 - 10)
      • Plaquetas: 250 x 109/L (150 - 400)

    5. CASO CLÍNICO
      - Exames complementares de diagnóstico -
      • Endoscopia digestiva alta:
      • Úlcera gástrica no antro (pequena curvatura), sobre mucosa hiperemiada, comcerca de 8 mm de diâmetro,bordos regulares e fundonacarado
      • Biopsados: bordos e fundoda úlcera, corpo e antro
      Fig. 1 - Úlcera gástrica benigna
    6. CASO CLÍNICO
      - Exames complementares de diagnóstico -
      • Resultado histológico:
      • Em 2 dos fragmentos - mucosa gástrica com processo inflamatório e aspectos hiperplásicos epiteliais regenerativos, fibrina e tecido de granulação
      • Em 4 dos fragmentos - gastrite crónica activa intensa, com atrofia moderada, metaplasia intestinal completa multifocal e grande quantidade de bacilos H. pylori
      Fig. 2 - Metaplasia intestinal gástrica
      Fig. 3 - H. pylori
    7. DIAGNÓSTICO
      ÚLCERA PÉPTICA
      E
      GASTRITE CRÓNICA COM INFECÇÃO POR
      H. PYLORI
    8. CASO CLÍNICO
      • Terapêutica:
      • Omeprazol
      • Claritromicina
      • Amoxicilina
      • Doente assintomático em 5 dias
      • 2 meses depois - nova EDA
      • Revelou pequena cicatriz da úlcera
      • Estudo histológico - gastrite crónica - menor infiltrado inflamatório - sem H. pylori
    9. ANATOMIA DO ESÓFAGO
      DEGLUTIÇÃO:
      • Fase oral
      • Fase faríngea
      • Fase esofágica
      Fig. 4
    10. FISIOLOGIA DO ESÓFAGO
      Fig. 5
      Movimentos peristálticos:
      • Progressão do bolo alimentar ao longo do esófago
      Fig. 6 - Manometria intraluminal
    11. ANATOMIA DO ESTÔMAGO
      Fig. 7
    12. FISIOLOGIA DO ESTÔMAGO
      • Funções:
      • Armazenamento
      • Fragmentação
      • Mistura dos alimentos
      • Relaxamento
      • Movimentos lentos
      • Movimentos fortes
      • Esvaziamento
    13. FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA
      • Suco gástrico:
      • Muco
      • Bicarbonato
      • Pepsinogénio  Pepsina
      • HCl
      • Factor intrínseco de Castle
      • Gastrina (prod. células G do antro)
      • Lipase gástrica
      • Amilase salivar
      • Água
      • Electrólitos
      ou oxíticas
      ou pépticas
      Fig. 8 - Glândula gástrica
    14. SECREÇÃO DE HCl
      • Funções do HCl:
      • Efeito directo
      • Activação dopepsinogénio
      • pH ácido
      Bomba de protões
      H+/K+ ATPase
      Fig. 9 e 10
    15. FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA
      Fig. 11 e 12
    16. FISIOLOGIA DA SECREÇÃO GÁSTRICA
      AGONISTAS
      - Ach
      - Histamina
      - Gastrina
      ANTAGONISTAS
      - SNS
      - Somatostatina
      - Secretina
      - Prostaglandinas
      - Factor de crescimento
      - VIP
    17. FASES DA SECREÇÃO GÁSTRICA
      • Fase cefálica (30 %)
      • Estimulada pela visão, odor, paladar do alimento, pensamento
      • Fase gástrica(50 %)
      • Entrada do bolo alimentar no estômago
      • Estimulado pela - distensão do estômago - contacto directo dos alimentos
      • Faseintestinal (5 %)
      • Passagem do quimo pelo duodeno
      • Fase interdigestiva (15 %)
      • Secreção ácida durante o resto do dia
    18. PROTECÇÃO DA MUCOSA GÁSTRICA
      • Muco
      • Bicarbonato
      • Potencial eléctrico (40 mV)
      • Aderência
      • Renovação celular
      • Prostaglandinas E
      PGs
      Fig. 13
    19. Helicobacter pylori
      • Bastonete gram – curvo
      • Altamente móvel
      • Humanos constituem o principal reservatório
      • Transmissão pessoa-pessoa (oral-fecal)
      • Distribuição universal
      Fig. 14
    20. Tabela 1
    21. Helicobacter pylori
      Fig. 15
      • A eliminação do organismo → cura das úlceras e ↓ taxa de recorrência
    22. Fig. 16 - Acção do H. pylori
    23. Helicobacter pylori
      DIAGNÓSTICO:
      • Microscopia
      • Teste da urease
      • Teste de antigénios
      • Cultura
      • Sorologia
      TRATAMENTO:
      • Inibidor da bomba de protões
      - Omeprazol
      • Antibióticos – tetraciclina, amoxicilina
      • Vacina
    24. AINEs
      Fig. 17 - Efeitos gástricos provocados pelos AINEs
    25. ÚLCERA PÉPTICA
      Lesões crónicas, geralmente solitárias, que ocorrem em qualquer local do tracto GI que esteja exposto à acção agressiva dos sucos pépticos ácidos.
      • > 5mm de diâmetro
      • Interrupções da mucosa → submucosa
      • Duodeno e estômago
      • Lesões recorrentes
      • > 40 anos
      Fig. 18
    26. ÚLCERA PÉPTICA
      Fig. 19
    27. ÚLCERA PÉPTICA - MORFOLOGIA
      • Redonda ou ovalada
      • Bem delimitada
      • Paredes lisas
      • Margens não são elevadas
      • Profundidade variável
      • Base da úlcera – lisa e limpa
      • Mucosa circundante - edemaciada
      Fig. 20
    28. Manifestações Clínicas da Úlcera péptica
      Desconforto epigástrico
      Dor
      Naúseas e vómitos
      Perda de peso
      Complicações:
      Hemorragia GI
      Perfuração
      Obstrução gástrica
      Fig. 21 – Úlcera gástrica profunda.
      Fig. 22 – Úlcera gástrica benigna, no antro.
    29. Manifestações Clínicas da Úlcera péptica
      Fig. 23 – Anti-ácido.
      Tabela 2 – Dor na úlcera péptica.
    30. Complicações da Úlcera péptica
      Fig. 24 – Hemorragia GI.
      Fig. 25 – Úlcera perfurada.
      Fig. 26 – Obstrução gástrica e colocação de stent.
    31. Várias causas que imitam sintomas
      O mais frequente:
      Dispepsia funcional ou dispepsia essencial
      Outros:
      Tumores GI
      RGE
      Pancreatite crónica e cólicas biliares
      Doença de Crohn
      Diagnóstico Diferencial
    32. Avaliação Diagnóstica
      Dor - baixo valor preditivo
      Documentar presença úlcera
      Estudo contraste radiológico: Ba
      Procedimento endoscópico
      Fig. 27 – Endoscopia digestiva alta.
      • Sensibilidade contraste Ba em UD - 80%; se duplo contraste – 90%
      • 8% UG benignas radiologicamente → malignas ED
      • ED - documentação fotográfica e biopsias
      Fig. 28 – RX estômago com contraste.
    33. Gastrite
      Inflamação da mucosa gástrica. É um diagnóstico histológico, podendo ser aguda – presença de inflitrado neutrofílico – ou crónica – infiltrado linfocítico e plasmocítico, com metaplasia intestinal e atrofia gástrica. Pode também ser classificada com base na distribuição anatómica e mecanismo patogénico.
      Tabela 3 – Vários tipos de gastrite.
    34. Gastrite Aguda
      Processo inflamatório transitório
      hemorragia + erosão mucosa
      Associada a:
      AINEs
      Infecções
      Álcool e tabaco
      Quimioterapia
      Stress intenso
      Causas iatrogénicas
      Infecção aguda pelo H. pylori – se não tratada: gastrite crónica
      Manifestações clínicas:
      Assintomática
      Dor epigástrica variável
      Náuseas, vómitos
      Hemorragia, hematemeses, melenas
      Fig. 29 – Gastrite Aguda.
    35. Gastrite Crónica
      Infiltrado inflamatório de linfócitos e plasmócitos
      Atrofia mucosa e metaplasia intestinal -> displasia: base para carcinoma
      Tabela 4 – Fases da Gastrite Crónica.
    36. Gastrite Crónica
      85 – 100% doentes UD
      65% doentes UG
      Permanece após cicatrização úlcera
      Infecção pelo H. pylori – demonstrável
      Tipo A e tipo B
      Manifestações clínicas:
      Poucos sintomas
      Náuseas, vómitos
      desconforto epigástrico
      Hipocloridria
      Fig. 30 – Gastrite Crónica erosiva.
    37. Gastrite Crónica – Tipo A
      Menos comum
      Predominante no fundo e corpo
      Associada à anemia perniciosa
      Presença de anticorpos contra células parietais – gastrite auto-imune
      50% doentes com gastrite
      Fig. 31 – Gastrite crónica.
      Acloridria
      Deficiência vit. B12
      Gastrinémia
    38. Predominante no antro – 90% doentes
      Infecção pelo Helicobacter pylori
      Maioria assintomática
      Maior risco úlcera péptica e cancro gástrico
      2 padrões:
      Predominantemente antral
      Pangastrite + atrofia multifocal
      Gastrite Crónica – Tipo B
      Fig. 32 – Gastrite crónica com sinais de metaplasia intestinal.
    39. Infecção pelo H. pylori e Gastrite Crónica
      Antibioterapia
      Níveis colonização ↑ com idade
      H. pylori – encontra-se:
      Camada de muco superficial e entre as microvilosidades
      Distribuição focal e irregular
      Histologia melhora após erradicação
      nº ↓↓↓ com progressão para atrofia gástrica
      Factor risco cancro gástrico - 3 a 6 vezes superior
      Fig. 33 – Helicobacter pylori.
    40. ARTIGO 1
      Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      Introdução:gastrite atrófica
      Colonização persistente úlcera péptica
      por Helicobacter pylori carcinoma gástrico
      Objectivo:
      Genótipos Infecção pela
      Helicobacter bactéria e suas
      pylori complicações
      Factores do hospedeiro e do patogénio
      ?
    41. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      Genes estudados:
      vacA – citotoxina de vacuolização  lesão tecido epitelial
      2 constituintes: região s e região m
      alelos: s1/s2 e m1/m2
      cagA – gene de associação à citotoxina; marcador de patogenicidade  gastrite atrófica e carcinoma gástrico
      alelos: cagA+ e cagA-
      iceA – gene induzido pelo contacto com o epitélio  úlcera péptica (?)
      alelos: iceA1 e iceA2
    42. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      Materiais e Métodos
      População em estudo
      370 pacientes infectados com Helicobacter pylori
      192 portugueses
      178 colombianos
      Endoscopia
      Biópsia tecido gástrico
      2 amostras antro (A1 e A2)
      1 amostra corpo (B1)
    43. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      Tratamento Histopatológico
      Preparações das amostras biopsadas:
      Formalina, parafina, H&E, ácido azul periódico de Schiff, Giemsa modificado
      Patologistas sem informação clínica dos doentes
      Parâmetros Avaliados
      Densidade Helicobacter pylori
      Inflamação crónica
      Actividade polimorfonuclear
      Atrofia glandular
      Metaplasia intestinal
      Lesão epitelial
    44. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      Resultados
      a) Densidade de Hp
      Tabela 5
      Gráfico 1
    45. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      b) Inflamação Crónica / c) Actividade Neutrofílica / d) Atrofia Glandular
      Gráfico 2
      Gráfico 3
    46. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      e) Metaplasia Intestinal
      f) Lesão Epitelial
      Gráfico 5
      Gráfico 4
    47. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      Tabela 6
    48. Nogueira et al; “Helicobacter pylori genotypes may determine gastric histopathology”; in American Journal of Pathology; 2001
      Discussão / Conclusão
      Infecção por Hp causa gastrite crónica e está associada ao desenvolvimento de úlcera péptica e carcinoma gástrico
      Nem todos os indivíduos infectados, desenvolvem patologia gástrica severa
      Factores do hospedeiro e do patogénio têm papel nesta infecção
      Confirmação importância vacA s1 (estudos anteriores)
      Nova implicação: vacA m1  lesão epitelial, actividade neutrofílica, gastrite atrófica, metaplasia intestinal
      iceA sem grandes associações neste estudo (excepto portugueses)
      Distribuição geográfica desigual dos alelos e das complicações associadas aos mesmos
      Maior prevalência de cancro gástrico na Europa (Portugal, Áustria, Itália, Espanha) versus maior prevalência infecção por Hp (África, Índia)???
      Diferentes genótipos de Hp estão associados a complicações clínicas diferentes na patologia gástrica
    49. ARTIGO 2
      Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Introdução:
      Mucinas – principal componente da camada mucosa que protege a maioria das superfícies epiteliais
      • 12 genes MUC  mucinas epiteliais secretadas ou associadas à membrana
      • Sequência gene MUC1 totalmente conhecida
      • Grande variedade alélica  25-125 repetições na região VNTR
      gene MUC1
      Lesões precursoras Carcinoma Gástrico
      Factores do hospedeiro (genéticos/
      ambientais)
    50. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Objectivo:
      Lesões precursoras
      Polimorfismo carcinoma gástrico:
      Gene MUC1 - gastrite atrófica crónica
      - metaplasia intestinal
      ?
    51. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Materiais e Métodos
      População em estudo
      174 pacientes com gastrite crónica
      portugueses (Viana Castelo)
      Idade: 43,8 ± 9 Sexo: 9,2 ♂: 1♀
      49 pacientes com atrofia glandular (CAG)
      48 com metaplasia intestinal (IM)
      Análises sanguíneas
      Biópsia tecido gástrico
      População controlo
      323 dadores de sangue
      159 doentes com carcinoma gástrico
    52. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Análise polimorfismos
      Isolamento DNA e digestão com EcoRI
      Electroforese e Southern blotting
      MUC1 “large” (L) – alelos 1-5
      Alelos
      MUC1 “small” (S) – alelos 6-15
      LL
      Genótipos Het
      SS
    53. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Tratamento Histopatológico
      Preparações das amostras biopsadas:
      -80ºC, formalina, parafina
      Parâmetros Avaliados
      Gastrite Crónica Atrófica
      Não Atrófica
      Metaplasia Intestinal Completa
      Incompleta
    54. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Resultados
      Gráfico 6
    55. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Gráfico 7
    56. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Tabela 7
    57. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      Gastrite Crónica
      Não-Atrófica
      Het
      Gastrite Crónica
      Atrófica
      LL/SS
      Carcinoma
      Gástrico
      Gastrite
      Crónica
      SS
      Metaplasia Intestinal Incompleta
      SS
      Metaplasia Intestinal Completa
      LL
      Sem Metaplasia Intestinal
      Het
    58. Silva et al; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway”; inEuropean Journal of Human Genetics; 2001
      • Discussão / Conclusão
      • Doentes com gastrite crónica apresentaram frequências alélicas do gene MUC1 diferentes dos grupos de controlo
      • Apenas um pequena população dos doentes com gastrite crónica tem risco acrescido de desenvolver cancro (alelo 10)
      • Atrofia glandular é uma lesão frequente em doentes com gastrite crónica, sendo mais frequente nos homozigóticos (LL e SS)
      • A heterozigotia parece ter um efeito protector para a susceptibilidade à atrofia glandular
      • Genótipos MUC1 também se reflectem no risco de desenvolvimento de metaplasia intestinal (incompleta – SS / completa – LL)
      • Confirmação de estudos anteriores: genótipo SS do gene MUC1 condiciona um risco aumentado de carcinoma gástrico
    59. ARTIGO 3
      Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      Introdução:
      • CG é uma das patologias malignas GI mais comuns
      • É a 2ª causa de morte por cancro (600.000 mortes/ano)
      • Vários factores condicionam o desenvolvimento de CG num indivíduo infectado por Helicobacter pylori
      polimorfismos genéticos
      (genes das citocinas) risco de CG
      - IL-1B e IL-1RN -
      Maior virulência Hp
      + maior susceptibilidade risco aumentado de CG
      hospedeiro (polimorfismos)
    60. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      ?
      Objectivos:
      Genótipos Risco de Gastrite Atrófica Crónica
      TNF α (GAC) e Carcinoma Gástrico (CG)
      Combinação
      polimorfismos Risco de GAC e CG
      pró-inflamatórios
      Combinação genótipos TNF α Risco de CG
      e genótipos bacterianos
      ?
      ?
    61. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      Genes / Polimorfismos estudados:
      IL-1B  citocina IL-1β  pró-inflamatória
      IL-1B-511
      alelos: C e T
      IL-1RN citocina IL-1ra (antagonista receptor IL-1β)  anti-inflamatória
      IL-1RN VNTR
      alelos: S (alelo 2) e L (alelos 1, 3, 4, 5)
      TNFα citocina TNFα  pró-inflamatória
      TNFα-308
      alelos: G e A
    62. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      Materiais e Métodos
      População em estudo
      814 pacientes (Norte Portugal)
      306 controlos
      221 com gastrite crónica (GAC/GNAC)
      287 com carcinoma gástrico
      Endoscopia
      Biópsia tecido gástrico
      Avaliação da infecção por Hp
      Pacientes c/ GC (98,6%)
      Pacientes c/ CG (61,3%)
    63. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      Tratamento Histopatológico
      Preparações das amostras biopsadas:
      Formalina, parafina, H&E, ácido azul periódico de Schiff, Giemsa modificado
      Patologistas sem informação clínica dos doentes
      Tipos de CG (Lauren):
      Intestinal (n=128)
      Difuso (n=90)
      Atípico (n=69)
      Genotipagem
      Polimorfismos genéticos IL-1B, IL-1RN e TNFα
      Indivíduos infectados por Hp: genes vacA e cagA
    64. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      Resultados a) Polimorfismos e patologia gástrica
      Tabela 8
    65. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      b) Polimorfismos  tipos histológicos e localização anatómica CG
      Tabela 9
      c) Combinação polimorfismos genéticos
      Tabela 10
    66. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      d) Combinação genótipos Hp e TNFα-308
      Tabela 11
    67. Machado et al; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma”; inAmerican Gastroenterological Association; 2003
      Discussão / Conclusão
      A infecção por Hp leva à activação de células do SI, entre as quais, citocinas pró-inflamatórias (IL-1β e TNFα) e de moléculas reguladoras (IL-1ra)
      Alelos IL-1B-511*T e IL-1RN*2  ↑ produção IL-1β
      Alelo TNFα-308*A  ↑ produção TNFα
      Polimorfismos genéticos associados ao risco de CG e GAC
      Diferenças na frequência genotípica entre indivíduos com GAC e CG não foram significativas
      s/ associação com o tipo histológico ou localização tumoral
      Combinação polimorfismos  ↑ risco de GAC e CG
      Combinação genótipos de Hp e TNFα não significativos
      Um perfil genético pró-inflamatório aumenta o risco de GAC e CG
      Genotipagem do hospedeiro e da estirpe de Hp parece importante para a identificação de pacientes com alto risco para CG
    68. Bibliografia
      • Formenti, A., Brambilla ,S., Manifestações faringolaríngeas da doença de refluxo, PressCare, 2008
      • Kasper, D. et al: Harrison’s Principles of Internal Medicine 17th edition; McGraw-Hill Companies Inc., 2008, EUA
      • Kumar, V. et al: Robbins and Cotran Pathologic Basis of Disease 7th edition; Elsevier Sauders, 2005, Filadélfia, EUA
      • McPhee, S.J., Ganong, W.F.: Pathophysiology of Disease – An Introduction to Clinical Medicine 5th edition; McGraw-Hill Companies Inc., 2006, EUA
    69. Bibliografia - Artigos
      Nogueira, C.; Figueiredo, C.; Carneiro, F.; Gomes, A.T.; Barreira, R.; Figueira, P.; Salgado, C.; Belo, L.; Peixoto, A.; Bravo, J.; Bravo, L.; Realpe, J.; Plaisier, A.; Quint, W.G.; Ruiz, B.; Correa, P.; Doorn, L.; “Helicobacter pylori genotypes mau determine gastric histopathology” in American Journal of Pathology; 2001
      Silva, F; Carvalho, F.; Peixoto, A.; Seixas, M.; Almeida, R.; Carneiro, F.; Mesquita, P.; Figueiredo, C.; Nogueira, C.; Swallow, D.; Amorim, A.; David, L.; “MUC1 gene polymorphism in the gastric carcinogenesis pathway” in European Journal of Human Genetics; 2001
      Machado, J.C.; Figueiredo, C.; Canedo, P.; Pharoah, P.; Carvalho, R.; Nabais, S.; Alves, C.C.; Campos, M.L.; Doorn, L.V.; Caldas, C.; Seruca, R.; Carneiro, F.; Sobrinho-Simões, M.; “A Proinflammatory Genetic Profile Increases the Risk for Chronic Atrophic Gastritis and Gastric Carcinoma” in American Gastroenterological Association; 2003
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