Setor Lácteo (Abr 2010) (Português)

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Setor Lácteo (Abr 2010) (Português)

  1. 1. Abril 2010 Setor lácteoOportunidades de investimento no Uruguai
  2. 2. POR QUE INVESTIR NO SETOR LÁCTEO URUGUAIOCrescente demanda mundialAs mudanças demográficas mundiais (migração para as cidades), o incremento da rendamédia, as mudanças no estilo de vida e o incremento da população são causas do aumentono consumo de alimentos e em particular de proteínas animais. Já faz 10 anos que aprodução mundial de leite vem crescendo a taxas inferiores ao crescimento da demandamundial de produtos lácteos.O Uruguai é um dos poucos países que podem abastecer esta crescentedemandaA produção de leite da União Européia, da Índia, dos EUA e da Chinaestá orientada a satisfazer as demandas de seu mercado interno e aspossibilidades de expandir a mesma são limitadas ou serão absorvidaspelo consumo doméstico.O setor lácteo uruguaio conta com importantes vantagenscompetitivas e oferece oportunidades de investimento tanto naprodução primária quanto em sua fase industrial. A produção de leitedo Uruguai representa 0,3% da produção mundial, mas o Uruguairepresenta 2% das exportações mundiais. Do mesmo modo que aAustrália e Nova Zelândia, o Uruguai exporta mais de 60% de suaprodução de leite.Baixos custos e potencial de grandes melhorias na produtividadeDurante os últimos 10 anos a produção de leite uruguaia tem crescido em 3% acumulativoanual, e nos últimos 5 anos a taxa de crescimento chegou a 4% acumulativo anual. Aprodução é realizada principalmente à base de pastagem e uma moderada contribuição deconcentrados. Os preços que o produtor recebe são inferiores aos que os produtores daNova Zelândia ou da Austrália recebem (e também inferiores aos que o produtor argentinorecebe) e os custos de produção estão entre os mais baixos do mundo.A expansão da agricultura uruguaia aumenta a disponibilidade doméstica de grãos esubprodutos para a suplementação estratégica.A fase industrial do complexo lácteo também oferece oportunidades. As mesmas estãoassociadas à consolidação de empresas, à inovação em processos e produtos, ao mix deprodutos e ao marketing.2
  3. 3. Mercado mundial, praticamente inexplorado, oferece grandes oportunidadesO mix de exportações está integrado principalmente por leites em pó (53%) e queijos (32%),enquanto que o destino das exportações está orientado primordialmente para a AméricaLatina. Existe uma limitada experiência em abastecer mercados extrarregionais, que estariaassociada à falta de escala e a deficiências no marketing e apresentação dos produtos. Osprodutos à medida e/ou destinados a nichos de mercado que ainda não foram explorados,i.e. mercado kosher e/ou halal, queijos com gosto, produtos orgânicos, etc. e o mesmoacontece com a produção de ingredientes e nutracêuticos.O Uruguai, um país confiável com acesso preferencial ao mercado regional No Uruguai, os investidores estrangeiros recebem o mesmo tratamento que os investidores locais. Existe liberdade de transferir fundos e de repatriação de utilidades. O Uruguai pertence ao Mercosul, um mercado ampliado com mais de 240 milhões de habitantes, e quase 400 milhões se incluirmos outros países sul-americanos com os que o Mercosul tem acordos de complementação econômica, como aBolívia, o Chile, a Colômbia, o Equador, o Peru e a Venezuela, e assinou tratados de livrecomércio com o México e com Israel.O Uruguai conta com um muito atrativo regime de promoção de investimentose de exportaçõesEm 2007 foi aprovado um regime de promoção de investimentos que permite à empresacomputar entre 51% e 100% do capital investido como abatimento do Imposto de Renda,em determinadas condições.Existe ademais, um regime benéfico para todas as exportações, que compreende: devolução do IVA pago nas compras de insumos, um regime de não-pagamento de impostos (alfandegários e outros) para importações de insumos que se incorporem aos bens exportados, um sistema de pré-financiamento de exportações.O Uruguai conta com ampla experiência na indústria lácteaO Uruguai adquiriu uma grande experiência tanto na produção de leite quanto naelaboração de produtos lácteos. Nos últimos 20 anos a produção de leite duplicou e areceita por exportações se multiplicou por 10. A chegada de importantes investimentosestrangeiros nos últimos tempos, como por exemplo, New Zealand Farming Systems,Schreiber Foods e Bom Gosto, anunciam um futuro promissor para o setor.3
  4. 4. Por que investir no UruguaiImportantes vantagens comparativas baseadas em: Superfície bem irrigada, clima temperado com média de chuvas de 1.200 mm distribuídas ao longo do ano Mais de 80% de superfície arável; aproximadamente 4 hectares por pessoa (média mundial 0,21 hectares por pessoa) Sem risco de catástrofes naturaisProdução primária orientada para a exportação: Exportações de base agrícola representam 65% das exportações totais 7º exportador mundial de carne bovina (exporta para 85 países) 3er exportador mundial de carne ovina 6º exportador mundial de arrozGrande disponibilidade de subprodutos do processamento e elaboração de grãos compotencial no uso em suplementação: Produção de soja cresceu em 48% anual nos últimos 8 anos Produção de milho e trigo cresceu em 18% anual nos últimos 8 anosA agroindústria láctea1: Representa 9,3% do VBP agropecuário, terceiro em importância após a carne bovina e o arroz Produção de leite: 1.582 milhões de litros Envio para a planta: 89% da produção Exporta 70% do envio (90 países) Estabelecimentos leiteiros: 4.592 tambos Superfície ocupada: 849 mil hectares (6% do total) Superfície melhorada: 58% do total Número de vacas leiteiras: 408 mil cabeças Exportações: US$ 442 milhões (7,3% do total das exportações; terceira em importância depois da carne bovina e o arroz)1 Dados de 2007/20084
  5. 5. 1. O mercado mundial de lácteos Nos últimos 10 anos, a produção mundial tem crescido a uma taxa de 2% acumulativo anual (Figura 1). A China tem sido o país mais dinâmico quanto ao crescimento da produção, ficando a mesma orientada integramente a abastecer o mercado interno. A produção de leite na China cresceu a uma taxa de 17% acumulativa anual durante o período 2002-2008. O Uruguai está em segundo lugar, com umataxa de crescimento de 4,1% acumulativo anual para o mesmo período (Figura 1). Aprodução de leite na Austrália e na União Européia, dois importantes representantes nocomércio mundial, tem decrescido.Figura 1.- Taxa de crescimento da produção de leite de vaca, 2002-2008 (paísesselecionados) 2 6% Taxa média de crescimento mundial = 2,1% 4,12% 4,02% Taxa de crescimento acumulativo anual 4% 3,29% 3,16% 2,04% 2,02% 2% 0,97% 0,66% 0% Uruguai EUA Argentina México UE Brasil Rússia Índia Ucrânia Nova Zelândia Canadá Austrália -2% -0,57% -0,93% -4% -2,79% -6% -8% -7,69%As exportações globais de produtos lácteos têm crescido durante os últimos 10 anos a taxasde 4% acumulativo anual. No entanto, apenas 7% da produção mundial de leite é exportadasob a forma de produtos. A Nova Zelândia e a União Européia representam 65% do comérciomundial de lácteos, enquanto que o Uruguai representa 2% de comércio mundial deprodutos lácteos (Figura 2).2 Fonte: USDA – FAPRI (não inclui a China)5
  6. 6. Figura 2.- Participação no mercado mundial de lácteos, 2008 (em leite equivalente) 3 Nova Zelândia União Européia 33% 32% Uruguai 2% Outros Austrália 14% EUA 11% 8%O escasso volume de leite que se comercializa em nível internacional faz com que pequenasmudanças relativas na demanda ou na oferta global se vejam amplificadas nos preçosinternacionais. A médio e longo prazo, estima-se que este seja um mercado muito volátil. Ademanda global de produtos lácteos continuará aumentando sobre a base de um crescentereconhecimento do valor nutricional do leite e da melhoria no nível de vida nos paísesemergentes. As principias causas das auspiciosas perspectivas a longo prazo para a leiterianão foram modificados devido à crise econômica global. O relatório da OECD-FAO(Agricultural Outlook 2008-2017) indica que existirão incrementos entre 23% e 57% nasimportações mundiais de lácteos para 2017 com respeito à média 2005-2007, e que ospaíses emergentes capitalizarão o aumento na demanda quase duplicando suas exportações(Figura 3).3 Fonte: Elaborado em base a Dutch Dairy Commodity Board, FAO, USDA6
  7. 7. Figura 3.- Estimações do aumento das exportações e importações de produtos lácteos em2017 vis à vis média 2005-2007 140% 120% 100% 80% 60% 40% 20% 0% Importações Países OECD Países em desenvolvimento -20% Exportações Leite em pó integral Leite em pó desnatado Manteiga QueijoO contínuo crescimento da produção de leite no Uruguai está sustentado em uma forteinserção internacional. Com um consumo de 219 litros equivalentes por pessoa por ano (umdos mais elevados do mundo) todo o incremento de produção é colocado no mercadointernacional. O grau de exposição à concorrência internacional é o segundo mais alto domundo, já que o Uruguai exporta 65% do leite que produz (Figura 4).7
  8. 8. Figura 4.- Exportações de produtos lácteos (% da produção em leite equivalente), média2006-20084. 90% 78% 80% 70% 67% 60% 51% 50% 40% 34% 30% 20% 20% 10% 9% 10% 0% EUA Canadá Argentina União Austrália Uruguai Nova Européia ZelândiaResumindo, as perspectivas a médio e longo prazo são alentadoras para que países com umsetor leiteiro competitivo possam ganhar participação em um mercado internacional delácteos em expansão. O crescimento da produção de leite no Uruguai e sua inserçãointernacional permitem prognosticar a existência de boas oportunidades de negócio. Asmesmas se encontram ao longo de toda a cadeia de agregado de valor. Faz uns poucos anos,uma empresa da Nova Zelândia patrocinou a criação de New Zealand Farming SystemsUruguai (NZFSU), empresa estabelecida no Uruguai e cotada em Auckland. O objetivo deNZFSU é o de capitalizar as oportunidades de adquirir terras e desenvolver e adaptar osistema de produção de leite da Nova Zelândia às condições locais (ver Quadro 2).2. Por que investir no setor lácteo uruguaio?Para efeitos de identificar as oportunidades de negócio ao longo da cadeia de valor faremosuma breve descrição da mesma em sentido inverso ao fluxo do produto.2.1. Descrição do setorO consumo médio de produtos lácteos chega aos 219 litros de leite equivalente por pessoapor ano, similar ao dos países mais desenvolvidos. O valor total do mercado interno seestima em US$ 400 milhões a preços de consumidor (ano 2008). O principal produto deconsumo é o leite líquido (240 milhões de litros, uns US$ 120 milhões), seguido pelos queijose o iogurte. A recente desregulação do mercado de leite fluído abre oportunidades para4 Fonte: FAO - USDA8
  9. 9. pequenas plantas para que participem do mesmo (Ver Anexo I por maior informaçãorespeito mercado interno de leite fluído).As exportações de lácteos em valor cresceram a uma taxa de 9% acumulativa anual duranteo período 1991-2009 e a 19% para o período 2002-2009 (Figura 5). Em 2009 alcançou os US$369 milhões, depois do recorde de 2008 com US$ 433 milhões.Figura 5.- Exportação de produtos lácteos (Milhões de US$, FOB)5 2008 434 2007 346 2006 278 2005 245 2004 189 2003 140 Taxa crescimento acumulativo anual: 1991-2009 = 8,9% 2002 2002-2009 = 19% 126 0 100 200 300 400 500Atualmente o setor lácteo exporta para mais de 60 países. O Brasil e a Venezuelarepresentam 46% da receita por exportações, seguido pelo México com 20% e Cuba com 6%(Figura 6).5 Fonte: DIEA, OPYPA (MGAP)9
  10. 10. Figura 6.- Principais destinos para as exportações de lácteos, 2009 (% em valor)6 Marrocos Chile Argélia 3% 3% 3% Senegal Outros 4% Brasil 6% 25% Alemanha 4% Coréia do Sul Cuba 5% 6% Venezuela 21% México 20%Os leites em pó (integral e desnatado) são o principal produto de exportação, representam44% das exportações, seguido dos queijos com 36%.Figura 7.- Exportações por tipo de produto, 2009 (% em valor) Leite e nata, sem adição de açúcar 1% Lactosoros 2% Soro 8% Manteiga 10% Queijo e requeijão 34% Leite e nata, com adição de açúcar 41% 0% 10% 20% 30% 40% 50%A partir da diversificação nos destinos das exportações de lácteos, também se verifica umaincipiente especialização quanto ao tipo de produto exportado (Figura 8).6 Fonte: Elaborado pela Uruguay XXI em base a dados da Dirección Nacional de Aduanas10
  11. 11. Figura 8.- Exportações de leite em pó e queijo por país, 2008 (% em volume)7 35% 32% 29% 30% 25% 19% 19% 19% 20% 15% 12% 11% 9% 8% 10% 5% 0% 0% 0% 0% Brasil Venezuela México Cuba Coréia do Sul Senegal Leite em pó QueijosVenezuela, México, Cuba, Brasil, Coréia do Sul e Senegal representam 72% das exportaçõesde leite em pó e 86% das exportações de queijo (Ver Quadro 1).A Conaprole, no entanto, a maior empresa láctea, representa mais de 50% das receitas porexportações (Figura 9). Em importância, seguem depois Inlacsa (capitais mexicanos), Ecolat(capitais venezuelanos) e Bonprole (Petra) (joint venture entre a empresa francesa Bongraine Conaprole).Figura 9.- Ranking dos 10 primeiros exportadores de lácteos, 20098 ECOLAT URUGUAY CLALDY 4% DULEI 8% CALCAR 3% PETRA PILI 6% 6% INLACSA 6% SEYLINCO 2% 10% CONAPROLE 54% NIDERA URUGUAYA 1%7 Fonte: BCU – Nota: Último dado disponível 20088 Fonte: Elaborado pela Uruguay XXI em base a dados da Dirección Nacional de Aduanas11
  12. 12. Quadro 1 As exportações de queijoEm 2009 foram exportadas 37 mil toneladas de queijo por um valor de US$ 130 milhões.Sessenta por cento da receita por exportações de queijo do Uruguai corresponde a queijos demassa semidura, ou seja, aqueles que têm entre 36% e 46% de umidade. Exemplos dosmesmos são os queijos tipo “suíço”: Gruyerito, Danbo, Edam, Fontina, Gouda (de origemholandesa, mas de estilo suíço) (Figura 10).Figura 10.- Exportações de queijo por tipo, participação em valor (2009) Outros Massa dura 7% 13% Massa Massa mole semidura 20% 60%Treze 13 % da receita por exportações de queijo corresponde a queijos de massa dura (Sbrinz,Parmesano, Goya, Emmental) e 20% a queijo de massa mole (tipo Colonia, Cuartirolo). Os 7%restantes inclui queijos frescos, mussarela, ralado e fundido, sendo o queijo mussarela o demaior importância (64% do total).OportunidadesO consumo de queijo está aumentando em nível mundial: a base de consumidores estáaumentando da mesma forma que os consumidores tradicionais aumentam seu consumo percapita. A respeito deste último e enfocado no mercado dos EUA, existiriam algumasoportunidades. O consumo de queijo nos EUA tem aumentado nos últimos 30 anos. O desejode consumir novas variedades de queijo com sabores e texturas diferentes e embalados efracionados em forma conveniente dinamizou o consumo. O segmento de “queijos especiais”contribuiu majoritariamente no incremento do consumo per capita.Este é um nicho de mercado que necessita ser descoberto. O nicho de mercado de maiorcrescimento é o vinculado aos gostos de grupos étnicos, por exemplo, o mercado de queijos deestilo latino. Outro nicho igualmente dinâmico é vinculado com os queijos vistos comoartesanais. Embora o segmento de mercado seja pequeno, o potencial de crescimento éelevado.O tipo de alimentação do rodeio leiteiro uruguaio somado ao baixo volume de produção e aocaráter local de algum dos queijos que são produzidos (Gruyerito, tipo Colonia) poderiam ser ocatalisador de novas oportunidades de negócio. A cor amarela intensa do queijo elaborado comleite de vacas alimentadas com pasto é um atributo positivo já que o consumidor podepercebê-lo como produto de valor agregado. 12
  13. 13. 3. Setor industrial em crescimentoA indústria está composta por 36 empresas que recebem leite dos produtores. A indústria éem sua maioria de caráter cooperativo e está fortemente concentrada (Figura 11).Figura 11.- Recebimento de leite em planta para as 10 primeiras empresas (2009)9 INLACSA S.A CALCAR 8% 6% PILI S.A CLALDY ECOLAT URUGUAY 4% 7% 4% DULEI S.A 2% BONPROLE S.A 2% GRANJA POCHA S.A CONAPROLE 1% 65% COLEME 1%O envio para planta tem crescido a taxas de 4% acumulativo anual durante os últimos 20anos, enquanto que a capacidade industrial o tem feito a taxas levemente maiores. Ovolume de leite destinado ao consumo caiu em valor absoluto, e todo o incremento daremissão é destinado à elaboração de produtos industriais.9 Fonte: Estimações próprias em base a dados do Fundo de financiamento e desenvolvimento sustentável daatividade de leite13
  14. 14. Figura 12.- Recebimento de leite em planta industrial por destino (milhões de litros)10 Milhões de litros Elaboração de produtos Consumo fluídoA indústria tem uma capacidade de produção de 8,4 milhões de litros por dia. Osincrementos na capacidade tem acompanhado o aumento na remissão a plantas esobretudo a necessidade de processar o pico de produção primaveral. O uso efetivo dacapacidade instalada se estima entre 63% e 76% para os últimos anos.11Em termos médios, a indústria poderia absorver um aumento de 300 milhões de litrosanuais (20% da remissão de 2008) sem necessidade de aumentar a capacidade instalada.Esta cifra é levemente inferior à meta de produção anual fixada pela New Zealand FarmingSystems Uruguai para 2014 (ver Quadro 2). Cabe ressaltar que não é este o único novoempreendimento produtivo em nível primário.A indústria láctea responde por aproximadamente 6% do valor bruto de produção industrialuruguaio (OPYPA, 2008). A indústria ocupa umas 4.600 pessoas em 2008, cifra que temcrescido nos últimos anos. O valor agregado do setor se estimaem 20% do valor de produção número por baixo da média daindústria. A indústria tem investido principalmente paraaumentar sua capacidade de recebimento e processamentoprimário, mas não da mesma forma em um parque industrialque incorpore valor à matéria-prima em forma competitiva àprodução com destino regional. Isso se traduz em uma baixaparticipação do valor agregado no valor bruto.10 Fonte: DIEA - MGAP11 Nota: Assumindo uma remissão diária constante para o mês de maior produção (outubro ou novembro pelogeral)14
  15. 15. Os investimentos mais recentes são os realizados pela Claldy (planta de soros), Inlacsa eConaprole com uma planta de leite em pó e ampliação de outras, Pili (instalação de plantade nanofiltrado e secagem de soro) e General Mills para produzir caseína e soro, plantaadquirida mais tarde pela Schreiber Foods dos EUA junto com plantas da Dulei (queijos) eBelficor (soro). Esta empresa, que investiu US$ 30 milhões nacompra destas plantas, prevê empregar umas 100 pessoas eindustrializar eventualmente 450.000 litros diários de leite. Por suavez várias plantas locais foram adquiridas por empresasestrangeiras nos últimos 6 anos. Começando pela Ecolat, seguindo pela a Inlacsa e QueseríaHelvética pelo mesmo grupo investidor, e Frigorífico Modelo abriu mão de sua planta delácteos que passou a mãos da Dulei. Por outra parte, a empresa brasileira Bom Gosto anunciou que começará em maio de 2010 a construção de sua primeira planta no Uruguai, que captará 600.000 litros diários de leite para produzir leite em pó e manteiga, com um investimento total de US$ 30 milhões. O mix de produção não variou substancialmente com relação àsituação em 1998, exceto pela perda de participação dos produtos líquidos (leite UHT eleites ácidos) e o incremento na produção de caseínas e caseinatos (Figura 13).Figura 13.- Mix de produção, 2008 (% em litros de leite equivalentes)12 Manteiga/ Acidificadas Outros gorduras 2% 1% 3% Caseínas/atos 4% UHT 8% Queijos 39% Leite em pó 43%12 Fonte: DIEA - MGAP15
  16. 16. 4. Setor primário com grande potencial de crescimento A cadeia láctea uruguaia mostra nos últimos 20 anos um notável crescimento, que a assinala como a de maior dinamismo entre os países exportadores. Este processo se sustentou na competitividade da fase primária da cadeia, que produz leite com os menores preços internacionais. A produção de leite chegou aos 1.750 milhões de litros em 2009, é a produção de toda a cadeia láctea comercial (inclui o que foi processado nos tambos e o consumo predial destes) (Figura 14). Durante o mesmo período, o número de produtores passou de 5.522 a 4.507, acumulando uma diminuição de 18%. Isto reflete umatendência mundial na agricultura na medida em que as pressões do mercado e as mudançasnas práticas de negócios promovem a consolidação para estabelecimentos de maiortamanho com melhores eficiências operativas.Vale indicar que, em média, os produtores remetem às plantas industriais cerca de 80% doleite produzido. O resto é utilizado no próprio estabelecimento, principalmente para aelaboração de subprodutos para comercializar e a venda de leite fresco. Este grupo deprodutores (artesanais), aproximadamente 1.000, dedica-se a industrializar sua própriaprodução.16
  17. 17. Figura 14.- Produção de leite e número de produtores (milhões de litros, número)13 Produtores Milhões de litros Produção ProdutoresA superfície dedicada à produção de leite ficou em aproximadamente um milhão de hectaresdurante o período 1991-2002 (Figura 15). A partir de 2002, perdeu-se superfície leiteiraprincipalmente pelo crescimento da agricultura. Desde 2002 até o ano 2009 a área leiteiradiminuiu em 200 mil hectares para ficar em 800 mil. O número de vacas tem crescidolevemente desde 2005, chegando a 420 mil vacas em 2009.Como resultado destas mudanças a superfície média dos tambos tem diminuído 12% nosúltimos 10 anos, de um pico de 211 hectares em 1999 a 184 hectares em 2008. O númeromédio de vacas aumentou 15% para o mesmo período, passando de 78 a 89 vacas porestabelecimento.13 Fonte: DICOSE - MGAP17
  18. 18. Figura 15.- Superfície total dedicada à leiteria e número de vacas14 1100 500 Área leiteira Area lechera Nº vacas Vacas 1000 450 900 Milhares dede vacas 400Milhares de hectares Miles de hectáreas Miles vacas 800 350 700 300 600 500 250 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009pO crescimento no tamanho médio dos estabelecimentos tem feito com que a produção deleite se encontre muito concentrada. Atualmente, os estabelecimentos com mais de 500hectares representam 5% do total de estabelecimentos leiteiros e respondem por 28% daprodução de leite.O crescimento da produção se baseou em uma mudançatecnológica importante. A produtividade por hectare seincrementou 59% no período 1998-2007. Dois fatorescontribuíram para a melhoria desse indicador: a produtividadepor vaca, que aumentou 21%, e o número de vacas porhectare, que se incrementou 26%. A relação vacas em ordenhesobre vacas totais, uma medida da eficiência no manejo dorodeio leiteiro, incrementou-se 7%. No entanto a relação entreo total de vacas e o total do rodeio leiteiro permaneceuconstante (Anexo I, Tabela 2).A produção de leite no Uruguai é à base de pastagem. Osincrementos na produtividade se basearam também naprogressiva substituição das pradarias naturais por pradariasmelhoradas de alto rendimento. Para 2009, 60% da árealeiteira corresponde a pradarias melhoradas. O uso de concentrados caiu, ao tempo que seincrementa o uso da suplementação com silo e ensilagens.Embora a produtividade cresça nas taxas assinaladas, é importante observar que, aos níveisatuais, existe um importante atraso tecnológico em algumas categorias de tamanho. Esteatraso oferece oportunidades atrativas de investimento. Oberva-se a existência de uma14 Fonte: DICOSE - MGAP18
  19. 19. brecha importante em produtividade por hectare entre as diferentes categorias de tamanho(Anexo I, Tabela 3). Embora não seja possível determinar as causas da mesma com ainformação disponível, os fatores mais importantes se referem à falta de escala, à posse daterra (majoritariamente arrendamentos), ao escasso investimento e à dificuldade naapreensão do novo pacote tecnológico. Do mesmo modo, em termos comparativos com outras leiterias, os níveis de produtividade da leiteria uruguaia não são altos. Por exemplo, NZFSU baseou sua decisão de se estabelecer no Uruguai, entre outras coisas, na brecha em produtividade por hectare existente entre a produção de leite da Nova Zelândia e a do Uruguai, o que identifica a oportunidade de seguir crescendo, sem que necessariamente se expanda a fronteira leiteira. A qualidade genética do rodeio uruguaio éreconhecida, já que tradicionalmente tem se exportado vaquilhonas ao Peru, ao Brasil, àVenezuela e recentemente à China. Há mais de 30 anos se utiliza sêmem de tourosamericanos e canadenses, aos quais se somaram ultimamente, touros australianos e daNova Zelândia.Os preços da terra são baixos em comparação com a região e com o mundo (US$ 2.300/haem média). Isto habilita um maior investimento no desenvolvimento da terra com destino àleiteria. De fato, um dos fatores que NZFSU valorizou positivamente com relação a suadecisão de investir no Uruguai na produção de leite era que o custo de adquirir edesenvolver um hectare equivalia a menos de 30% do custo na Nova Zelândia. A abundânciade água e a possibilidade de irrigar pradarias, aumentando a produção de matéria seca,oferecem uma nova oportunidade de mudança tecnológica.A irrigação e a agriculturização oferecem também a possibilidade, até agora impensada noUruguai, de produzir leite em forma estabulada. Até o momento, há dois empreendimentosque estariam transitando este caminho, se bem que não há maior informação ao respeito.A produção de leite se encontra concentrada principalmente no sul do país. Osdepartamentos de Colonia, San José e Florida representam 84% da produção nacional e 55%dos estabelecimentos, e contêm a maioria das empresas industrializadoras.19
  20. 20. Quadro 2 A empresa New Zealand Farming Systems Uruguay (NZFSU), de capitais neozelandeses principalmente, opera atualmente 31 tambos e tem o objetivo de chegar a 49 em 2012. O investimento total até omomento foi de mais de US$ 200 milhões. A NZFSU foi promovida pela PGG WrightsonLimited (PGGW), a maior companhia de insumos agropecuários da Nova Zelândia. “A NZFSU foi estabelecida para capitalizar as oportunidades de adquirir tambos no Uruguai,onde o sistema de produção neozelandês, uma vez adaptado às condições locais, produzresultados comparáveis aos obtidos na Nova Zelândia.”A NZFSU considerava que a aquisição dos estabelecimentos no Uruguai e seu posteriordesenvolvimento e conversão ao sistema kiwi podia ser realizada pelo equivalente a umterço do custo de adquirir um estabelecimento leiteiro na Nova Zelândia. A produção deleite na Nova Zelândia se realizaprimordialmente em base ao usointensivo das pradarias, i.e. a produçãode grande quantidade de forragem dealta qualidade por hectare e o uso deuma alta dotação de vacas dequalidade genética superior porhectare. Este sistema seria aplicadoem terras de grande potencial e debaixo custo que, de acordo com ospadrões da Nova Zelândia, está sendosubutilizada na produção de leite.A “conversão” dos tambos e terras adquiridas no Uruguai ao sistema kiwi seria realizadacom a aplicação de uma série de passos, que incluem a semeadura de novas espécies depastagem melhoradas, a aplicação de fertilizantes fosfatados, a otimização das subdivisõespara controlar o crescimento das pastagens e melhorar seu aproveitamento, omelhoramento do acesso à água para os animais, o aumento da carga animal, paraaproveitar o aumento de forragem disponível, com animais de alto mérito genético e aaplicação de fosfato e nitrogênio para manutenção das pastagens.Até junho de 2009 a NZFSU operava 36 mil hectares, com 53 mil cabeças de gado, das quais11,3 mil eram vacas em ordenhe, e o projeto contava com um grau de avanço próximo a70% do total do programa de investimentos.Desde fins de 2008 se começou a trabalhar na emissão de bônus no mercado local e, emjulho de 2009, a NZFSU fez uma bem sucedida colocação de US$ 30 milhões, adquiridamajoritariamente por investidores institucionais. Com este financiamento se completarãoobras de infraestrutura, irrigação e eletrificação.20
  21. 21. ANEXO I.Tabela 1. O setor lácteo em números (2007-2008) Superfície ocupada (hectares) 847 mil (4,5% superfície produtiva) Rodeio leiteiro 744 mil cabeças (408 mil vacas) Nº médio vacas 63 vacas Superfície média (hectares) 184 hectares Produtividade média por vaca por ano 3.877 litros Produção de leite 1.582 milhões de litros Envio à planta industrial 98% Setor leiteiro VBP US$ 466 milhões Setor leiteiro VAB US$ 855 milhões Utilização do leite Queijo 40% Leite em pó integral 24% Leite consumo fluído 19% Leite em pó desnatado / Manteiga 10% Principais produtos elaborados (Ton.) Leite em pó…………..63.523 Queijos………………....53.737 Manteiga……………….21.312 Caseínas………………...1.409 Exportações US$ 442 milhões (7,3% do total nacional) Leite em pó…………………..…..48.378 ton. Queijos………………….…………..28.580 ton. Manteiga……………………..…….9.799 ton. Leite longa vida-UHT…..…..…7.174 milhares de litros Porcentagem do leite exportado 63% Principais mercados (Valor) Venezuela 34% México 24% Cuba 11% Brasil 8% Consumo per capita 219 litros equivalentes Força trabalhista (empregos diretos) TOTAL: 23.984 Produção primária: 19.320 Elaboração: 4.66421
  22. 22. Tabla 2. Principais indicadores tecnológicos15 1998 2007 Produtividade por hectare (litros/ha.) 1.175 2370 Produtividade por vaca (litros/vaca) 3.192 3.875 Vacas por hectare 0,38 0,48 Relação vaca ordenhe/ total de vacas 65% 69% Relação vacas/ total do rodeio leiteiro 56% 55% Pradarias melhoradas (% da área total) 40% 60% Suplementação silo e feno (kgs/ha.) 471 1.239 Suplementação concentrados (grs./litros) 150 138Tabela 3. Produtividade por categoria de tamanho (ano 2007)16 Categoria de tamanho Produtividade Litros por vaca Litros por hectare < 50 ha. 14,7 1.943 de 50 a 199 ha. 16,7 2.436 de 200 a 499 ha. 18,2 2.312 de 500 a 999 ha. 19,1 2.594 de 1000 a 2499 ha. 19,2 2.334 > 2500 ha. 18,2 1.932 Média nacional 18,0 2.37015 Fonte: elaborado em base a DIEA-MGAP16 Fonte: elaborado em base a DIEA-MGAP22
  23. 23. ANEXO IIInstitucionalidade Instituto Nacional do Leite (INALE) (Lei 15.640), que constitui um âmbito de consulta do MGAP (Ministério da Pecuária Agricultura e Pesca , por suas siglas em espanhol) para fixar as políticas públicas. Instituto Nacional de Investigação Agropecuária (INIA) e Faculdade de Agronomia da Universidade da República, atuando na pesquisa de tecnologia para a fase primária. Direção de Sanidade Animal do MGAP, que tem sob sua responsabilidade as políticas sanitárias. LATU, órgão particular com participação estatal, que promove o desenvolvimento tecnológico da indústria e emite certificados sanitários para a exportação. Câmara de Indústrias Lácteas do Uruguai, que agrupa praticamente todas as indústrias lácteas. Esta instituição é sócia por sua vez da Federação Pan-americana de Leiteria (FEPALE). Gremiais: Associação Nacional de Produtores de Leite (remetentes a CONAPROLE) Intergremial de Produtores de Leite Câmara de Produtores de LeiteANEXO IIIRegime de políticas públicasA leiteria foi objeto desde seus inícios de múltiples regulações –através de leis e decretos–que buscam atender as características especiais deste subsetor do agro. A primeira delasdatada em 1935 é a Lei de criação da CONAPROLE. A última é a Lei 18.242 de 27 dedezembro de 2007 onde se ditam normas relativas à produção, fomento, desenvolvimento eregulação do setor leiteiro. Esta lei cria o Instituto Nacional do Leite (INALE), pessoa públicanão estatal de direito privado, orientada ao desenvolvimento do setor lácteo. O INALE temcomo objetivo articular as organizações públicas e privadas com a finalidade de gerar umnovo conjunto de políticas públicas do setor que potenciem e projetem o setor ao futuro.Atualmente, qualquer empresa pode participar do abastecimento de leite. O produtorrecebe um único preço, que se fixa livremente, pelo leite que remete à planta. O preço aoconsumidor do leite de consumo fluído é fixado pelo Poder Executivo. Como preço base parao cálculo se toma o preço médio nacional que recebe o produtor. Este é estimado peloMinistério da Pecuária em base à informação fornecida por todas as empresas lácteas, sobreos preços pagos pela matéria-prima (leite) aos produtores.23
  24. 24. ANEXO IVDiagnóstico EstratégicoFase PrimáriaFortalezas: Recursos naturais e humanos de muito boa aptidão para a produção de leite Altíssima competitividade baseada no baixo custo de produção e na boa qualidade do leite Forte integração Permanente crescimento da produtividade Atitude permanentemente favorável à mudança técnica Alto nível de mecanização e granelização Boa imagem pública Apoio do Estado à pequena produção através de diversos mecanismosOportunidades: Consolidar a possibilidade de comércio desde os tambos ao exterior que garanta o acesso ao melhor preço possível Existência de uma brecha tecnológica para a grande maioria dos produtores de leite que possibilita a continuação do crescimento Aproveitamento do spill-over que gera a expansão agrícola: novas áreas, uso subprodutos Implementação de irrigação para aumentar a produção de forragem e diminuir riscos de flutuaçõesFase IndustrialFortalezas: Abastecimento com uma matéria-prima abundante, a preços internacionalmente muito baixos e de superior qualidade, na comparação regional Concentração da oferta de leite em uma área geograficamente próxima, o que barateia custos de recoleção e facilita a granelização Pouca estacionalidade na produção, o que diminui o nível de capacidade ociosa Forte integração da cadeia Tradição exportadoraOportunidades: Desenvolvimento do aparelho produtivo de produtos diferenciados Acesso a matéria-prima regional quando acabem as barreiras sanitárias Criação e/ou fortalecimento de bacias de abastecimento não tradicionais Consolidação do grande número de empresas pequenas concentradas geograficamente24
  25. 25. Uruguai em Síntese (ano 2009)17 Nome oficial República Oriental del Uruguay Localização geográfica América do Sul, limítrofe com a Argentina e com o Brasil Capital Montevidéu 2 Superfície 176.215 km . 95% do território é solo produtivo destinado à exploração agropecuária População 3,3 milhões Crescimento da população 0,3% (anual) PIB per cápita US$ 9.458 PIB per cápita (PPP) US$ 13.019 Moeda Peso uruguaio ($) Índice de alfabetismo 98% Expectativa de vida no nascimento 76 anos Forma de governo República democrática com sistema presidencial Divisão política 19 departamentos Zona horária GMT - 03:00 Idioma oficial: Espanhol Principais Indicadores Econômicos 2005-2009 2005 2006 2007 2008 2009Taxa de crescimento anual do PIB 7,50% 4,30% 7,50% 8,50% 2,90%PIB (PPP), US$ milhões 32.048 34.602 38.235 42.543 43.551PIB, US$ milhões (correntes) 17.367 20.035 24.262 32.207 31.606 18Exportações (US$ milhões), bens e serviços 5.085 5.787 6.936 9.291 8.551Importações (US$ milhões), bens e serviços 4.693 5.877 6.775 10.217 7.775Superávit / Déficit comercial (US$ milhões) 393 -90 166 -926 796Superávit / Déficit comercial (% do PIB) 2,30% -0,50% 0,70% -2,80% 2,50%Superávit / Déficit em conta corrente (US$ milhões) 42 -392 -212 -1.502 258Superávit / Déficit em conta corrente (% do PIB) 0,20% -2,00% -0,90% -4,66% -0,81%Resultado fiscal global (% do PIB)) -0,40% -0,50% 0,00% -1,40% -2,2%Formação bruta de capital (% do PIB a preços correntes) 16,5% 18,6% 18,6% 20,2% 19,1%Economia bruta nacional (% do PIB) 17,60% 16,90% 19,00% 17,90% 17,10%Investimento estrangeiro direto (US$ milhões) 847 1.493 1.329 1.84 1.139Investimento estrangeiro direto (% do PIB) 4,80% 7,50% 5,40% 5,70% 3,60%Tipo de câmbio peso / US$ 24.5 24.1 23.5 20.9 22.5Ativos de Reserva (US$ milhões) 3.071 3.097 4.121 6.329 8.373Taxa de desemprego (% of PEA) 12,20% 11,40% 9,70% 7,90% 7,70%Taxa anual de inflação 4,90% 6,40% 8,50% 9,20% 7,50%Dívida Externa Neta (milhões de dólares) 8.938 9.157 9.662 8.254 11.123 17 Os dados referidos ao PIB foram retirados do FMI, os dados de comércio exterior, IED, tipo de câmbio, reservas internacionais e dívida externa provêm do BCU; as taxas de crescimento da população, alfabetismo, desemprego e inflação provêm do Instituto Nacional de Estatísticas 18 Inclui estimação parcial da atividade produtiva nas zonas francas e a informação sobre a pesquisa coordenada com CUTI para a atividade relacionada com o software 25
  26. 26. Serviços ao investidor Quem SomosA Uruguay XXI é a agência de promoção de investimentos e exportações do Uruguai. Entre outrasfunções, a Uruguay XXI apóia gratuitamente os investidores estrangeiros, tanto àqueles que estãoavaliando onde realizar seu investimento quanto àqueles que já faz tempo operam no Uruguai. Nossos Serviços para o InvestidorA Uruguay XXI é o primeiro ponto de contato para o investidor estrangeiro. Entre os serviços queoferecemos se encontram: Informação macro e setorial. A Uruguay XXI prepara periodicamente estudos sobre o Uruguai e os diversos setores da economia. Informação à medida. Preparamos informação personalizada para responder a suas perguntas específicas, como, por exemplo, dados macroeconômicos, mercado de trabalho, impostos e aspectos legais, programas de incentivo aos investimentos, localização, e custos. Contato com os principais representantes. Geramos contatos com entidades de governo, representantes industriais, instituições financeiras, centros de I+D e potenciais sócios, entre outros. Promoção. Promovemos oportunidades de investimento em eventos estratégicos, missões e reuniões de negócios. Facilitação de visitas ao país de investidores estrangeiros, incluindo organização de agenda de reuniões com, por exemplo, autoridades públicas, fornecedores, potenciais sócios e câmaras empresariais. Publicação de oportunidades de investimento. Periodicamente publicamos em nossa página informação sobre projetos de investimento que nos comunicam autarquias e empresas.26

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