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Modelos de negócio Online x Offline - Como a Netflix derrubou a Blockbuster
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Modelos de negócio Online x Offline - Como a Netflix derrubou a Blockbuster

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Essa é a primeira aula do curso Como Utilizar Dados Para Modelos de Negócio Online, hospedado no Udemy www.udemy.com …

Essa é a primeira aula do curso Como Utilizar Dados Para Modelos de Negócio Online, hospedado no Udemy www.udemy.com
Para conhecer mais o curso, acesse:
https://www.udemy.com/indicadores-de-performance-para-modelos-de-negocio-online

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  • Estamos falando da Blockbuster, gigante das locadoras de filmes, que em 23 de setembro de 2010, declarava falência. Nos seus últimos anos a rede viu a drástica redução de suas mais de 9 mil lojas no território americano, para apenas 300. No Brasil, restou para a marca ter suas lojas e extenso estoque de filmes comprados pe- las Lojas Americanas, que até hoje tem dificuldades para se desfazer dos títulos com promoções de final de ano.
  • A empresa, fundada em 1985 como uma locadora de vídeos, logo ganhou dimensão com um modelo que trazia tecnologia e inovação para a forma como os estoques de filmes eram controlados, possibilitando à marca trabalhar com um volume maior de títulos e personalizar o estoque de cada loja de acordo com o perfil dos clientes da região.
    Em 2002, a Blockbuster era o maior player da indústria, com faturamen- to anual de US$5.5 bilhões. Seu modelo de negócio era apresentado nas escolas de negócio como exemplo de diferenciação, pois nenhum estabelecimento local con- seguia competir com a disponibilidade de filmes para seus clientes. Somente na Blockbuster você encontraria o último lançamento disponível para alugar na sexta- -feira à noite.
    Nesse mesmo ano, uma empresa chamada Netflix foi a publico avaliada em US$150 milhões. Aparentemente inofensiva, a startup nem de perto parecia ameaçar a gigante ou ainda subsituir o prazer do consumidor de ir até a locadora mais próxima e passar horas decidindo que filme levar. Foi exatamente esse o pen-samento que tiveram os executivos da Blockbuster. Mas será que era esse mesmo o caminho?
  • Como muitas empresas outrora poderosas, não parecia ter muita noção sobre como evoluir conforme as necessidades de seus clientes. Prova disso é que, em 2008, a Blockbuster comprou uma rede de lojas de eletrônicos chamada Circuit City que quebrou logo em seguida. Mas porque ninguém da administração perce- beu que essa seria uma má ideia? O que será que faltou para eles?
  • Estamos falando da Blockbuster, gigante das locadoras de filmes, que em 23 de setembro de 2010, declarava falência. Nos seus últimos anos a rede viu a drástica redução de suas mais de 9 mil lojas no território americano, para apenas 300. No Brasil, restou para a marca ter suas lojas e extenso estoque de filmes comprados pe- las Lojas Americanas, que até hoje tem dificuldades para se desfazer dos títulos com promoções de final de ano.
  • Em 2012, enquanto a megalomaníaca dos videos declarava falencia, a Ne- tflix já alcançava US$3bi de faturamento anual e seu formato de assinatura de fil- mes online ganhava mais e mais adeptos. Com um modelo exclusivamente online, sem estoque ou lojas físicas, sua estratégia foi toda focada na tecnologia: com base nos filmes assistidos pelos usuários,o sistema desenvolvido pela empresa consegue prever e recomendar filmes que melhor se encaixem a cada perfil. O que torna o serviço automatizado e extremamente personalizado.
    Não é culpa da Blockbuster que as locadoras de vídeo tornaram-se em grande parte obsoletas. Desde 1999, já estava claro que a internet provavelmente substituiria as locadoras. A empresa teve tempo de sobra para se reinventar, mas por não prestar atenção às mudanças provocadas pela web no mercado, e devido à falta de agilidade para se adaptar a um novo modelo de consumo, o resultado foi a autodestruição. E isso que entre 2000 e 2002 eles ainda tiveram a oportunidade de adquirir a Netflix por “apenas” US$50 milhões...
  • Este cenário não é uma exclusividade da indústria do entretenimento e da locação de filmes. Nos mais diversos segmentos empresas foram surpreendidas por uma revolução tecnológica que não permitiu previsões, mesmo para os mais expe- rientes gurus. A origem de tanta mudança, no entanto, não está ao lado das empre- sas, mas sim com seus consumidores. Junto com possibilidades nunca antes imagi- nadas para as interações humanas, a tecnologia digital proporcionou mais agilidade na troca de informações.
    Aliada a isso,a praticidade proporcionada pelo acesso fácil à rede permitiu que a lógica do mercado se invertesse. Resultado: o controle sobre o consumo que antes estava nas mãos das empresas,mudou de lado e agora está junto dos consumi- dores,que têm todas as ferramentas disponíveis para encontrar as melhores empre- sas na busca por produtos e serviços para satisfazer as suas necessidades.
  • Em um desses artigos, Shopping Then and Now: Five Ways Retail Has Changed and How Businesses Can Adapt, publicado em junho de 2013, o autor Sri- dhar Ramaswamy escreve sobre as mudanças ocorridas nos modelos de varejo, e como os negócios podem se adaptar a esta nova realidade.
    Para percebermos essas mudanças o melhor a fazer é olhar para trás e ver como alguns hábitos dos consumidores se transformaram com a expansão dos mo- delos de negócio na web. Com base no artigo, destacamos quatro principais mudan- ças que tiveram grande impacto no trabalho dos vendedores
  • Antes: Pessoas vinham para a loja com pouco ou nenhum conhecimento sobre o produto que procuravam e confiavam no vendedor como fonte de informa- ção para o processo de decisão.
    Hoje: Consumidores estão acostumados a pesquisar o máximo possível so- bre o produto que estão comprando para assegurar-se da compra que estão fazendo.
  • Antes: O processo de compras começava com lojistas recebendo pessoas na sua loja local para,em seguida,virem a conhecer melhor as necessidades e prefe- rências de seus clientes.
    Hoje: Em nosso mundo sempre conectado, um dispositivo é apenas um proxy para o que realmente importa - conhecer seus clientes. Dispositivos ajudam- -nos a aprender o que é importante para o consumidor em um determinado local e em um determinado momento. A mensagem certa no momento certo é o próximo nível de serviço ao cliente - ele pode facilmente transformar a intenção em ação.
  • Antes: Encontrar a loja certa – e o produto que você precisava - dependia do acaso, ou da sua própria familiaridade com o local.
    Hoje: Quando os compradores procuram um nome de loja ou de uma ca- tegoria, esperam ver um mapa com as direções, um número de telefone que eles possam facilmente clicar para ligar ou ofertas especiais que correspondem à sua localização e à hora do dia.
  • Antes: O boca a boca era uma força social que transformava novos produ- tos em itens indispensáveis e pequenas lojas de varejo em impérios.
    Hoje: Varejistas inteligentes estão reconhecendo as oportunidades que se encontram em formato digital onde, ao invés de campanhas baseadas no maior al- cance possível,eles podem investir em ações para falar diretamente com as pessoas, ou comunidades de fãs, que mais amam seus produtos.
  • Antes: O boca a boca era uma força social que transformava novos produ- tos em itens indispensáveis e pequenas lojas de varejo em impérios.
    Hoje: Varejistas inteligentes estão reconhecendo as oportunidades que se encontram em formato digital onde, ao invés de campanhas baseadas no maior al- cance possível,eles podem investir em ações para falar diretamente com as pessoas, ou comunidades de fãs, que mais amam seus produtos.
  • Estamos falando da Blockbuster, gigante das locadoras de filmes, que em 23 de setembro de 2010, declarava falência. Nos seus últimos anos a rede viu a drástica redução de suas mais de 9 mil lojas no território americano, para apenas 300. No Brasil, restou para a marca ter suas lojas e extenso estoque de filmes comprados pe- las Lojas Americanas, que até hoje tem dificuldades para se desfazer dos títulos com promoções de final de ano.
  • Transcript

    • 1. Revolução digital A queda do gigante ocorreu por sua própria culpa e não por culpa da internet. 23/09/2010 Falência da gigante
    • 2. Revolução digital 2002 O maior player da indústria. Faturamento anual de US$5.5 bi. Modelo de negócio offline como exemplo de diferenciação. Startup inovadora. Valor de mercado de US$150 mi. Modelo de negócio 100% digital.
    • 3. Revolução digital Falta de adaptação às tecnologias digitais e às necessidades dos clientes.
    • 4. Estes são os slides da primeira aula do curso Como Utilizar Dados Para Modelos de Negócio Online, hospedado pela Upwell Web Performance no Udemy. Para assistir à aula completa clique aqui. E para conhecer mais o curso, clique aqui. Revolução digital
    • 5. Revolução digital 2012 Declaração de falência. Líder do mercado de filmes online. Faturamento anual de US$3 bi. Serviço automatizado e personalizado.
    • 6. Revolução digital Agilidade Entendimento do consumidor Adaptação do modelo de negócio
    • 7. Revolução digital 2 grandes players da indústria do entretenimento. 2 empresas com o mesmo produto. Modelos de negócio distintos, um offline e outro online.
    • 8. Revolução digital Agilidade na troca de informações. Fácil acesso à rede. Inversão de mercado. Controle nas mãos do consumidor.
    • 9. Revolução digital Mudanças nos hábitos de consumidores com a expansão dos modelos de negócio na web. Shopping Then and Now: Five Ways Retail Has Changed and How Businesses Can Adapt
    • 10. Revolução digital 1 - Clientes conhecem tanto quanto o vendedor sobre um produto que estão procurando. Shopping Then and Now: Five Ways Retail Has Changed and How Businesses Can Adapt Antes Hoje Pessoas iam para lojas com pouco ou nenhum conhecimento e confiavam no vendedor. Consumidores acostumados a pesquisar muito antes da compra.
    • 11. Revolução digital 2 - Varejistas conseguem entregar mensagens mais pessoais. Shopping Then and Now: Five Ways Retail Has Changed and How Businesses Can Adapt Antes Hoje O processo começava na loja e depois se estendia ao relacionamento. Os dispositivos conectados cada vez mais ajudam o vendedor a conhecer o cliente desde o início.
    • 12. Revolução digital 3 - Dispositivos móveis direcionam tráfego para lojas. Shopping Then and Now: Five Ways Retail Has Changed and How Businesses Can Adapt Antes Hoje Encontrar a loja certa dependia do acaso ou de familiaridade com o local. Compradores procuram por lojas na internet, e esperam um mapa que as leve até lá.
    • 13. Revolução digital 4 - As opiniões têm mais peso do que nunca. Shopping Then and Now: Five Ways Retail Has Changed and How Businesses Can Adapt Antes Hoje O boca a boca como força social para popularização de produtos e empresas. Varejistas investindo em ações para falar diretamente com as pessoas que mais gostam dos seus produtos.
    • 14. Revolução digital
    • 15. Conheça também o Blog Upwell. Lá você encontra diversos conteúdos sobre o mercado online, dicas, e discussões relevantes que podem ajudá-lo na gestão do seu modelo de negócio online.