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O titanic afunda se irremediavelmente.

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O TITANIC AFUNDA-SE IRREMEDIAVELMENTE

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O titanic afunda se irremediavelmente.

  1. 1. E agora? Publicado no D.N. – Opinião em 23.09.2012 por PAULO BALDAIA Sabemos hoje, sem qualquer margem para dúvidas, que o Presidente da República trabalhou exemplarmente e conseguiu rebobinar o filme até ao ponto em que ainda é possível fazer com que tenha um final feliz. O risco reside no facto de os principais atores serem os mesmos e haver partes do guião que estão ainda mal definidas. Podemos confiar numa coligação em que os parceiros não podem confiar um no outro? O Conselho de Estado pode fazer de conta que acredita, como fazem de conta PSD e CDS, que a criação de um Conselho de Coordenação da Coligação é uma esponja que apaga a forma irresponsável como Paulo Portas quase derrubou o Governo, mas nós sabemos que há formas de cancro que nem com quimioterapia se vencem. O poder político acreditou que a lógica de Bloco Central (ora agora ganhas tu, ora agora ganho eu) era imutável e com isso pode ter destruído um amplo consenso social que existia a favor do necessário ajustamento económico e financeiro. As coisas já não se jogam apenas na alternativa PSD ou PS. Sair à rua contra os partidos e contra os políticos pode virar moda e a rua é facilmente influenciada por populismos e interesses obscuros. Comentário de Ulysses O Titanic afunda-se irremediavelmente. Tudo parece estar perdido. A noite é fria e escura, ouvem-se gritos de pavor e de agonia por todo o lado. Mas aconteceu um espantoso milagre! O comandante do navio, no auge do drama, conseguiu habilmente apanhar uma prancha flutuante e agarrou-se desesperadamente a ela. Os passageiros e a tripulação irão morrer todos afogados e congelados. Mas neste nosso triste e singular naufrágio, salva-se o comandante e uma boa parte da tripulação, que irão comandar o próximo barco. Os maus nunca se afogam pois parece que o diabo cuida deles. Os sobreviventes não irão reagir, aceitarão a velha tripulação e não se importam nada de completar a viagem num incómodo cargueiro.

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