Nova matriz de
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recursos humanos
para o Brasil
Estágios do Desenvolvimento Econômico
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O maior valor agregado na produção hoje provém ...
Os objetivos para o Brasil se inserir na Sociedade da
           Informação e do Conhecimento

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Desafios correlacionados aos pilares da Educação e da
                      Inovação

 Qualidade da Educação Básica;

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Cenário da Educação Superior no Brasil

      Percentual de Instituições por Categoria Administrativa
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Percepção da sociedade Brasileira sobre a Reforma


Os resultados concluem:

       Percepção da sociedade é pragmática: a...
Educação superior necessária ao desenvolvimento



Desafio

Universalização da Educação Superior

Universalizar o acesso à...
Regionalização



Desafio

Diminuir os desequilíbrios regionais de Educação Superior.


Destaque de Proposta

Ampliação da...
Pluralidade de modelos



Desafio

Rever o modelo rígido de Universidade vigente no Brasil,
permitindo a coexistência de d...
Autonomia



Desafio

Ultrapassar a autonomia formal da Universidade alcançando
uma autonomia substantiva.

Autonomia não ...
Gestão e avaliação


Desafio

Implementar modelos de gestão e avaliação adequados à
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Destaque de prop...
Certificação de competências


Desafio

Reconhecer e certificar as competências adquiridas ao
longo da atividade profissio...
Conteúdos programáticos


Desafio

Adequar os conteúdos programáticos da educação superior
aos requisitos da sociedade do ...
Interação empresa – universidade


Desafio

Ampliar o diálogo e as parcerias entre o sistema de
educação superior, governo...
Pesquisa e inovação


Desafio

Apoiar as atividades de pesquisa voltadas ao atendimento
das demandas prioritárias para o d...
Considerações finais



  Tríplice papel do Sistema CNI em Educação Superior:

   – Usuário de RHs das universidades
   – ...
As expectativas da indústria para a Reforma da Educação
             Superior ratificam as convicções

 Transformar o sist...
A Educação                     O desafio              A Educação
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Educação Globalizada
e Tendências
Internacionais.
Universidades entre as Tendências Globais e
Tradições Nacionais


  Tradições Nacionais: Universidade
     – 500 mil unive...
Características da Educação Globalizada

  Uma instituição provedora de educação global deve satisfazer a um
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Mudanças nas demandas dos estudantes

  •   Estudantes buscam programas e cursos com múltiplas entradas e diferentes
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Reações à educação globalizada

   Aspectos cognitivos:
   mecanismos eletrônicos podem conduzir a fragmentação e a
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Tendências Atuais
  •   Educação globalizada ainda está na sua primeira infância, há poucos
      estudos e pesquisas aval...
Correlações e Tendências
Internacionais
  Conhecimento coletivo e compartilhado:
  • Free Software Foundation (www.gnu.org...
O futuro da Educação Superior
Papel fundamental das Universidades na Sociedade do
Conhecimento, na produção, difusão e aplicação do Saber
que passam por...
Pertinência da Educação Superior

  •   As Políticas: a educação superior não cumpre o seu papel se descuida da análise do...
Redes Universitárias


  •   Constituem-se, em exemplo de auto-organização de caráter espontâneo e
      descentralizado e...
As Redes nos Países em Desenvolvimento


  •   Apoio da Unesco para a organização de redes para propiciar transmissão,
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Algumas Tendências/Conseqüências
dos Novos Tempos
 •   Concentração de recursos em universidade e centros de pesquisas que...
Algumas Questões Cruciais

  •   Dificuldade no apoio financeiro às IES Públicas não conseguem responder os
      desafios...
A Empresa como provedora da Aprendizagem



  -   Aparecimento da Universidades Corporativas (que deverá ultrapassar
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Universidade de Classe Mundial
  Somente algumas universidades em certos países podem pretender a condição de
    classe m...
AS MELHORES UNIVERSIDADES                           INVENTAR O FUTURO
Número de universidades entre as 200             Por...
Universidade do Futuro

  •   Ainda não existe, encontra-se em acelerado processo de mudança a partir das “Redes de
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Cenários Futuros da Educação Superior

  Universidade a “La Carte”

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Cenários Futuros da Educação Superior

  Universidade Corporativa

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Cenários Futuros da Educação Superior

  Universidade no Jardim

    Orientada para “scholars”/acadêmicos. Um retorno prof...
Marcos Formiga




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Educação Distribuída


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Descrição Esquemática da Aprendizagem Mista
      Aprendizagem                                           ...
Reunião de Kronberg (Jun/2007)

   Temas-chave:
 Impacto das tecnologias emergentes nos modelos de aprendizagem

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Declaração da Cidade do Cabo
para a Educação Aberta
    Os Recursos Educacionais Abertos incluem conteúdos
     de cursos ...
Marcos Formiga


Países de Língua Portuguesa
       Pais        IDH      Ranking       População      km²               PI...
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Multilingüismo na Internet
          Posição     Língua        Porcentagem
                 1     Inglês ...
Marcos Formiga


Índice de Prontidão para o Futuro

          Suécia
        Finlândia
           Irlanda
    Reino Unido
...
“Sociedades do Conhecimento ainda não são um fato real,
         pelo menos em muitas partes do mundo. Necessitamos
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Apresentação Matriz RH

  1. 1. Nova matriz de formação de recursos humanos para o Brasil
  2. 2. Estágios do Desenvolvimento Econômico Estágios Características Pós-Industrial, Pré-Industrial, Industrial baseado no agrário conhecimento Setor Econômico Líder Agricultura Indústria Serviços Natureza das Trabalhos e recursos Conhecimento - Capital - intensivo tecnologias dominantes naturais intensivo intensivo Principais tipos de Serviços de Alimentos e vestuário produtos de Bens industriais informação consumo artesanal e de conhecimento Natureza da maior parte Interação homem- Interação homem- Interação homem- dos processos de natureza máquina homem produção Produtividade da Principais fatores de natureza (fertilidade Inovação Produtividade riqueza e crescimento do solo, clima, (produtividade do Trabalho econômico recursos biológicos) intelectual)
  3. 3. Cenário em elaboração no Mapa Estratégico da Indústria O maior valor agregado na produção hoje provém do conhecimento; A informação constitui insumo básico para a competitividade; A agilidade e a qualidade são elementos essenciais no contexto competitivo; A inovação é uma estratégia chave para o desenvolvimento econômico e implica constantes mudanças.
  4. 4. Os objetivos para o Brasil se inserir na Sociedade da Informação e do Conhecimento Aumento da escolaridade média da força de trabalho; Melhoria da qualidade da educação em todos os níveis; Ampliação do número de matrículas na educação superior, por ser agora mais importante criar e utilizar efetivamente o conhecimento; Fortalecimento da capacidade de investigação das universidades e sua interação com empresas e instituições de pesquisa; Desenvolvimento de oportunidades de aprendizagem a longo prazo para facilitar o aprendizado e recapacitação contínuos.
  5. 5. Desafios correlacionados aos pilares da Educação e da Inovação Qualidade da Educação Básica; Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica; Adequação da Educação Superior às Necessidades da Sociedade e do Sistema Produtivo; Promoção da Cultura Empreendedora na Educação; Consolidação das Práticas de Educação Continuada; Fomento da Inclusão Digital; Estimulo à Atração e Retenção do Capital Humano; Incentivar a atividade de Inovação nas Empresas.
  6. 6. Cenário da Educação Superior no Brasil Percentual de Instituições por Categoria Administrativa 4,5% 3,5% 3,1% Federal Estadual Municipal Privada 88,9% Cursos de Graduação por Matrícula Instituições por Organização e Área de Conhecimento Acadêmica 1,4% 4,3% Faculdades, Escolas e 10,8% 6% 8,8% Instituições Engenharias Tecnológicas 1,9% 8,4% Centros Universitários 4,1% Ciências em Saúde Faculdades Integradas Ciências Exatas 13,2% Ciências Humanas e Sociais Universidades 68,6% Ciências Agrárias 75,5% Centros de Educação Outros Tecnológicas
  7. 7. Percepção da sociedade Brasileira sobre a Reforma Os resultados concluem: Percepção da sociedade é pragmática: a universidade deve atender às necessidades do setor produtivo e do mercado de trabalho; Despreparo e inexperiência dos jovens que se refletem em sua chegada à educação superior; Perfeita confluência entre a percepção da sociedade e os aspectos destacados na visão do setor industrial; Formação de parcerias entre a Universidade e o setor produtivo é amplamente aceita, tanto pelos dois segmentos; O setor produtivo reconhece a importância da pesquisa científica, da autonomia universitária.
  8. 8. Educação superior necessária ao desenvolvimento Desafio Universalização da Educação Superior Universalizar o acesso à educação superior com qualidade, passar dos atuais 11% para 30% da população em idade universitária, até 2010. Dentre as diversas propostas para enfrentar este desafio destaca-se a da criação de uma Universidade Aberta do Brasil como forma de ampliar de 4,8 milhões de alunos matriculados para 10 milhões até o final da década, garantindo qualidade e economicidade.
  9. 9. Regionalização Desafio Diminuir os desequilíbrios regionais de Educação Superior. Destaque de Proposta Ampliação da oferta de Educação Superior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que apresentam distorções entre a disponibilidade de vagas e o contingente de suas populações.
  10. 10. Pluralidade de modelos Desafio Rever o modelo rígido de Universidade vigente no Brasil, permitindo a coexistência de diferentes propostas de IES. Destaque de Proposta Criação de novos organismos de pesquisa voltados para a área tecnológica, utilizando o setor produtivo como locus privilegiado de ação.
  11. 11. Autonomia Desafio Ultrapassar a autonomia formal da Universidade alcançando uma autonomia substantiva. Autonomia não é soberania, não é liberdade absoluta, mas resulta em ônus, representado pela avaliação da qualidade, e em bônus, a partir da garantia do seu financiamento.
  12. 12. Gestão e avaliação Desafio Implementar modelos de gestão e avaliação adequados à pluralidade das IES. Destaque de proposta Estabelecer modelos de gestão que assegurem a comparabilidade dos resultados, permitindo a utilização de benchmarks entre IES nacionais e internacionais.
  13. 13. Certificação de competências Desafio Reconhecer e certificar as competências adquiridas ao longo da atividade profissional. Destaque de Proposta Implantação de um Sistema de Certificação de Competências que avalie e reconheça as competências profissionais adquiridas nas diferentes locus de aprendizagem.
  14. 14. Conteúdos programáticos Desafio Adequar os conteúdos programáticos da educação superior aos requisitos da sociedade do conhecimento. Destaque Disseminação de uma cultura empreendedora em todos os níveis educacionais, capaz de levar o futuro profissional à aplicação prática das informações e conhecimentos adquiridos.
  15. 15. Interação empresa – universidade Desafio Ampliar o diálogo e as parcerias entre o sistema de educação superior, governo e setor produtivo. Destaque Intensificação do diálogo entre atores do mundo acadêmico e da produção, priorizando a geração de conhecimento voltado à inovação tecnológica e à gestão empresarial.
  16. 16. Pesquisa e inovação Desafio Apoiar as atividades de pesquisa voltadas ao atendimento das demandas prioritárias para o desenvolvimento sustentável. Destaque Flexibilização e agilização do registro de patentes desenvolvidas por pesquisadores vinculados às IES, reduzindo drasticamente os prazos e os custos praticados no Brasil.
  17. 17. Considerações finais Tríplice papel do Sistema CNI em Educação Superior: – Usuário de RHs das universidades – Colaborador em inovação e estágios (IEL) – Ofertante de cursos superiores, tecnológicos (SENAI) e educação corporativa (SESI) Ampliação do diálogo com o MEC abrangendo todo o sistema educacional; Mudança na matriz de formação, hoje concentrada em ciências humanas e sociais para priorizar as engenharias e as ciências exatas e da natureza.
  18. 18. As expectativas da indústria para a Reforma da Educação Superior ratificam as convicções Transformar o sistema de Educação; Construir uma agenda estratégica da Educação Superior; Corrigir a pirâmide invertida da educação nacional; Suprir a carência de tecnologia na economia brasileira; A Reforma só se concretizará com a transformação do sistema educacional em sua integridade. E a indústria deseja atuar como protagonista; A democracia do Brasil para se consolidar deseja uma verdadeira revolução educacional.
  19. 19. A Educação O desafio A Educação Superior hoje Superior desejada Universalizada e com qualidade Universalizada e com qualidade Práticas distantes das Práticas distantes das Capaz de interagir com Capaz de interagir com competências requeridas sociedade e setor produtivo sociedade e setor produtivo competências requeridas pela sociedade Adequar as Adequar as pela sociedade Capaz de atender às demandas Instituições de Ensino Instituições de Ensino Capaz de atender às demandas regionais regionais Superior às Superior às Marco legal difuso e pouco necessidades de uma nova necessidades de uma nova Plural em seus modelos e Plural em seus modelos e Marco legal difuso e pouco moderna em sua gestão sociedade, baseada na sociedade, baseada na moderna em sua gestão efetivo efetivo informação e informação e Autônoma, porém avaliada pela Autônoma, porém avaliada pela conhecimento, conhecimento, sociedade sociedade Excessivamente Excessivamente constituindo-se em constituindo-se em concentrada nas ciências concentrada nas ciências Indutora da pesquisa aplicada e Indutora da pesquisa aplicada e humanas fundamento para o fundamento para o da inovação da inovação humanas desenvolvimento desenvolvimento sustentável sustentável Financeiramente sustentável Financeiramente sustentável Com pouca capacidade de Com pouca capacidade de inclusão da social inclusão da social Capaz de reconhecer os outros Capaz de reconhecer os outros locus de aprendizagem locus de aprendizagem Conteúdos programáticos Conteúdos programáticos adequados às demandas da adequados às demandas da sociedade sociedade
  20. 20. Educação Globalizada e Tendências Internacionais.
  21. 21. Universidades entre as Tendências Globais e Tradições Nacionais Tradições Nacionais: Universidade – 500 mil universitários em 1900 Tendências globais: Multiversidade – 100 milhões de universitários em 2000 – 150 milhões em 2005
  22. 22. Características da Educação Globalizada Uma instituição provedora de educação global deve satisfazer a um conjunto de critérios, tais como: • Estudantes em mais de dois continentes capazes de se comunicar entre si e com o professor; • Objetivo declarado da instituição e dos professores de atrair e aumentar cada vez mais a participação internacional; • Conteúdos dos cursos voltados especialmente para participantes transnacionais; • Operar em escala com vários programas em diversas áreas do conhecimento voltados para um número significativo de alunos.
  23. 23. Mudanças nas demandas dos estudantes • Estudantes buscam programas e cursos com múltiplas entradas e diferentes pontos de saída; • Colocam igual ênfase no enriquecimento pessoal e desenvolvimento profissional; • Combatem as idéias tradicionais de áreas e disciplinas, tais como: * acesso seletivo; * conteúdos seqüenciais cuidadosamente integrados; * legislação educacional rígida; • Ao contrário os currículos serão literalmente desmontados, em seu lugar surgirão demandas customizadas. O que hoje se constitui um curso será crescentemente negociado entre a instituição provedora e o grupo de estudantes-clientes.
  24. 24. Reações à educação globalizada Aspectos cognitivos: mecanismos eletrônicos podem conduzir a fragmentação e a superficialidade dos conteúdos. Aspectos educacionais: criticas aos conteúdos empacotados e o forma agressiva de marketing. Aspectos sociais: conceito de comunidade educacional está preso a tradicional experiência de sala de aula. Aspectos culturais: ligados aos conceitos de imperialismo e ideologias dominantes.
  25. 25. Tendências Atuais • Educação globalizada ainda está na sua primeira infância, há poucos estudos e pesquisas avaliativas; • Por enquanto é possível extrapolar resultados de pesquisas sobre o valor e utilidade da EAD e se fazer observações e recomendações aplicáveis aos aprendizes globais; • Neste início de século XXI são visíveis os avanços e recuos da educação global; • Ela não é uma comodidade acessível. Sua produção é cara e ainda muito caro o seu acesso; • No atual estágio da EG nos países líderes em conhecimento e tecnologia já é possível realizar uma avaliação consistente; • As indicações internacionais mostram uma expansão equilibrada e desde já se apresenta como um fenômeno de indiscutível mérito.
  26. 26. Correlações e Tendências Internacionais Conhecimento coletivo e compartilhado: • Free Software Foundation (www.gnu.org) - Ex: Linux, Open Office, sites de busca com traduções automáticas e ITI (Comitê de Implantação de Software Livre produzido pelo governo brasileiro em direção a uma sociedade da informação inclusiva); • Creative Commons (www.creativecommons.org) - Entidade sem fins lucrativo que permite a utilização de trabalhos intelectuais, reconhecendo-se a autoria, sendo possível agregar novos conhecimentos; • Material didático dos cursos MIT disponibilizados gratuitamente desde abr/2001; • Além das antigas mobilidades de alunos e professores agora também dos cursos (Fórum Mundial da Unesco sobre as Dimensões Internacionais de Segurança e Qualidade, Certificação e Reconhecimento de Diplomas Superiores; • Educação além das fronteiras nacionais, nos paises em desenvolvimento, ora é considerado um atentado a soberania nacional, ora uma forma de atender as necessidades internas.
  27. 27. O futuro da Educação Superior
  28. 28. Papel fundamental das Universidades na Sociedade do Conhecimento, na produção, difusão e aplicação do Saber que passam por profundas transformações • Massificação da Educação Superior (150 milhões de alunos em 2005); • Diversificação – novos modelos para atender a expansão do Conhecimento; • Limitações orçamentárias crescentes do Setor Público, além da falta de verbas, formas ultrapassadas de gestão e desperdício de recursos; • Crescimento do Setor Privado com os riscos da mercantilização; • Século XXI: Abandono do Modelo Único (Humboltdiano).
  29. 29. Pertinência da Educação Superior • As Políticas: a educação superior não cumpre o seu papel se descuida da análise dos principais problemas da sociedade; • O mundo do trabalho: é imperativo que a Educação Superior se adapte as mutações do mundo do trabalho, sem deixar de lado as necessidades do longo prazo da Sociedade; • A Complementariedade: com os demais níveis do sistema de educação; • A cultura: não é algo que esteja pronto, ela se constrói no tempo e no espaço, para isto, a educação Superior deve contribuir com a Cultura em sua diversidade e dimensão universal; • A Educação ao Longo da Vida: exige flexibilidade e mais diversidade dos instrumentos de formação de educação Superior; • Os Estudantes e Professores: as instituições de Educação Superior não devem ser meros centros de formação, esses dois atores tem participação ativa na gestão e na vida da instituição; • A Sociedade: deve aumentar a participação dos grupos desfavorecidos.
  30. 30. Redes Universitárias • Constituem-se, em exemplo de auto-organização de caráter espontâneo e descentralizado e se organizam em torno de Colóquios Internacionais e Revistas de Pesquisa. As Sociedades Científicas perdem seu caráter nacional e se diluem em inter-regionais e internacionais; • Desterritorialização de suas atividades com eventos em rede e congressos itinerantes, e o financiamento virá cada vez mais de entidades não-acadêmicas; • As mudanças já existentes no campo da pesquisa e da produção do conhecimento, chegará ao setor mais conservador da sala de aula; • Os estudantes serão cada vez mais jovens (diferente da situação atual do Brasil) e com grande mobilidade. • Exemplo: Programa “Eramus Europa” se expande para “Eramus Mundo”
  31. 31. As Redes nos Países em Desenvolvimento • Apoio da Unesco para a organização de redes para propiciar transmissão, difusão e valorização do Conhecimento; • Será uma alternativa, com estruturas de redes para propiciar transmissão, difusão e valorização do Conhecimento; • Podem contribuir também para a “fuga de cérebros” e optar pelo fluxo maior de professores – visitantes (menos custo) intensificando a circulação de cérebros (brain circulation) que beneficiaria a todos; • O fundamental é ter acesso á Informação e ao Conhecimento e como compartilhá-los. Novos modelos universitários não significam imitar as universidades dos países do Norte. Nossos problemas são diferentes e mais profundos.
  32. 32. Algumas Tendências/Conseqüências dos Novos Tempos • Concentração de recursos em universidade e centros de pesquisas que apresentam melhores resultados (tendências a separar formação de RH da pesquisa); • Gestão mais empresarial com foco em setores de ponta: C, T e I, TICs, Biotecnologia, Nanotecnologia e diminuição gradativa da área de Humanidades. Exemplos: - Programa 2011 do OCDE, com a participação da China e África do Sul. - Programas da UNESCO: MIRCEN (Microbiologia), PICF (C. Fundamentais); Interoperabilidade: Projeto Genoma Humano • Convergência de tais iniciativas pode levar a uma maior liberação dos serviços educativos como Acordo Geral sobre Comércio de Serviços; • A diferenciação cada vez maior dentro do mesmo sistema de Educação Superior (“Ilhas de Competências”) com o surgimento de sistemas pouco igualitários no plano social e geográfico, poderá acentuar a estratificação social e territorial.
  33. 33. Algumas Questões Cruciais • Dificuldade no apoio financeiro às IES Públicas não conseguem responder os desafios da Sociedade do Conhecimento: Exemplos: - O mercado mundial de educação Superior, em 2002 representava mais de 3% da totalidade de serviços; - A OCDE afirma que em 2000m entraram US$ 10 bi, cifra superior a todo o dispêndio público com ES na América Latina; • No Brasil, a Educação Superior é vinculada à formação profissional (37 profissões regulamentadas – é a chamada “profissionalização precoce” – que o REUNI procura corrigir; • Passamos a “visão de mundo” às gerações futuras de estudantes como candidatos à profissão, em vez de candidatos ao Saber; • O setor público forma 1/3 dos graduados anualmente. Paradoxalmente, 2/3 no setor privado em um País onde 86% da população tem renda até 03 salários mínimos.
  34. 34. A Empresa como provedora da Aprendizagem - Aparecimento da Universidades Corporativas (que deverá ultrapassar em número até 2010, as Universidade tradicionais; - A importância das Megauniversidades que combinam Educação Superior, Educação Aberta e a Distância e contingentes superiores a 100 mil alunos; - A explosão das Universidades Virtuais que até 2020, devem superar os números de alunos das Universidades Acadêmicas.
  35. 35. Universidade de Classe Mundial Somente algumas universidades em certos países podem pretender a condição de classe mundial, fruto de competição internacional entre elas, para isto são necessários um certo número de atributos: • Adequar-se à massificação de Educação Superior; • Garantir o controle de qualidade em seus serviços, em especial a qualidade dos seus títulos acadêmicos; • Liberdade acadêmica dos docentes e pesquisadores; • Vigência de plena autonomia universitária; • Combinar a excelência da pesquisa com a excelência da aprendizagem na formação de Recursos Humanos; • Alto grau de cooperação internacional; • Internacionalização da aprendizagem e da pesquisa; • Diversificação e flexibilidade de programas; • Enfrentamento das conseqüências da diminuição crescente do financiamento público; • Corpos docente e discente procedentes de vários continentes; • Adoção permanente do modelo de integração com o setor produtivo ou Tríplice Hélice”; Tudo isso, com responsabilidade social e alto grau de cidadania.
  36. 36. AS MELHORES UNIVERSIDADES INVENTAR O FUTURO Número de universidades entre as 200 Porcentagem do PIB aplicado em mais importantes pesquisa e desenvolvimento Holanda 1. Suécia 6. Coréia do Sul EUA 54 10 3,8 2,7 França 2. Israel 7. Suiça Reino 24 3,6 2,6 9 Alemanha 3. Finlândia 8. Alemanha Austrália 17 3,4 2,5 9 Canadá 4. Japão 9. Islândia China 10 6 3,0 2,3 BRASIL 5. EUA 27. BRASIL Japão 10 0 2,7 0,8 Fonte: OECD, Times Higher Education Supplement Fonte: Human Development Report
  37. 37. Universidade do Futuro • Ainda não existe, encontra-se em acelerado processo de mudança a partir das “Redes de Conhecimento”, cada vez mais complexas e sem hierarquização; • Desaparecem os departamentos unidisciplinares e aumentam os setores inter, trans e pluridisciplinares (Neurociência, Complexidade, Estudos do Futuro, etc); • Conservam o nome de universidade (melhor seria diversidade), mas sua missão, organização e funcionamento se diversificam; • Multiplicação e diferenciação das instituições. Hoje no Brasil, são cinco, nos USA, desde 1994, são dez , e novas categorias estão sendo propostas; • As CHS ainda majoritárias nos países em desenvolvimento, cederão espaços a outras devido a dificuldades na avaliação comparada e principalmente no intercâmbio mundial de competências; • A revolução no pensamento encerrará a separação rígida entre Ciências Humanas e Sociais e Ciências Exatas e da Natureza, favorecendo a autêntica transdisciplinaridade; • O modelo clássico de universidade está desaparecendo, apesar da inércia das organizações e à reação a mudança que freiam e a diversificação dos modelos e o surgimento de Redes Universitárias.
  38. 38. Cenários Futuros da Educação Superior Universidade a “La Carte” Direcionada ao estudante para o mercado – oferece cursos aos aprendizes globais e empregadores e usam as ultimas tecnologias de aprendizagem. Universidade Invisível Orientada à tecnologia e ao mercado. Um modelo de recursos educacionais abertos, tecnologicamente direcionado e postulado por uma administração não centralizada; suporte de apoio ao estudante flexível e ao estudante – centrado na aquisição de conhecimento, segundo o conceito de “conhecimento para todos”.
  39. 39. Cenários Futuros da Educação Superior Universidade Corporativa Comercialmente orientada. É mantida por recursos privados e trabalha muito próximo à indústria Universidade Estatal Direcionada pelo Estado. Pertence e é administrada pelo Estado, mas em parceria com a indústria local
  40. 40. Cenários Futuros da Educação Superior Universidade no Jardim Orientada para “scholars”/acadêmicos. Um retorno profundo para compartilhar valores e um sistema de educação holístico, um cenário comprometido e entranhado de idealismo. Se opõe à “mac donaldização” da educação superior. Um espaço para florescer idéias em um ambiente paradisíaco de um jardim (espaço socrático)
  41. 41. Marcos Formiga A Educação Flexível é sinônimo de Educação Aberta e a Distância porque ambas estão focadas na habilidade dos aprendizes decidir O QUE ONDE QUANDO APRENDER COMO PARA QUE
  42. 42. Marcos Formiga Educação Distribuída Educação Aberta e a Distância Educação Presencial E-learning (face a face) Educação “Dual” ou Mista ou Educação Flexível Fontes: Bobin Mason – 2007. Adaptado por M.F. 2009
  43. 43. Marcos Formiga Descrição Esquemática da Aprendizagem Mista Aprendizagem Aprendizagem Online Presencial “Online Learning” “Offline Learning” Completamente Alto uso Aprendizagem Mista Baixo uso de Sala de aula online, sem o + ou - meios de tecnologia tradicional componente tecnológicos Blended Learning face-a-face Uso intermediário de meios tecnológicos Aumento gradativo de meios tecnológicos online Curso inteiramente entregue por meio de Curso de uso de plataforma de pequena participação aprendizagem de tecnologia eletrônica e-learning Fontes: Bobin Mason – 2006. Adaptado por M.F. 2009
  44. 44. Reunião de Kronberg (Jun/2007) Temas-chave: Impacto das tecnologias emergentes nos modelos de aprendizagem Papel do professor no futuro Modelos de avaliação no futuro Futuro dos sistemas educacionais tradicionais Conceito universal de “Normas do Conhecimento” Papel das TICs do setor privado na aprendizagem Futuro do e-learning Impacto da tecnologia na evolução das Sociedades do Conhecimento
  45. 45. Declaração da Cidade do Cabo para a Educação Aberta Os Recursos Educacionais Abertos incluem conteúdos de cursos com licenças abertas, tecnologias abertas, livros textos, jogos, softwares, adaptações à inovação e outros materiais de apoio à aprendizagem; Ainda permanecem barreiras à esta visão: a maioria dos educadores desconhecem o crescente número de Recursos Educacionais Abertos; Instituições educacionais e governamentais não estão convencidas dos benefícios da Educação Aberta. Isto devido aos diferentes esquemas de licenças destes recursos, que criam confusão e incompatibilidade; Sem falar na dificuldade de acesso aos computadores e as redes que são indispensáveis a maioria dos esforços da Educação Aberta.
  46. 46. Marcos Formiga Países de Língua Portuguesa Pais IDH Ranking População km² PIB IDH US$ (2005) Portugal 0.897 29 92.391 212.446 milhões 10.676.910 Brasil 0.800 70 189.612.814 1.627.262 milhões 8.514.876 Cabo Verde 0.736 102 426.998 4.033 3.306 milhões São Tomé e 0.654 123 206.178 10.001 60 milhões Príncipe Timor Leste 0.514 150 1.108.777 14.609 729 milhões Angola 0.450 162 1.246.700 38.666 milhões 12.531.357 Moçambique 0.384 172 801.590 26.994 milhões 21.284.701 Guiné-Bissau 0.374 175 36.544 1.160 milhões 1.503.182 Área Total – 10.720.744 População Total – 237.350.917 Fonte: http://indexmundi.com
  47. 47. Marcos Formiga Multilingüismo na Internet Posição Língua Porcentagem 1 Inglês 84,0 % 2 Alemão 4,5 % 3 Japonês 3,1 % 4 Francês 1,8 % 5 Espanhol 1,2 % 6 Sueco 1,1 % 7 Italiano 1,0 % 8 Português 0,7 % 9 Holandês 0,6 % 10 Norueguês 0,6 % 11 Finlandês 0,4 % 12 Tcheco 0,3 % 13 Dinamarquês 0,3 % 14 Russo 0,3 % 15 Malaio 0,1 % Fonte:http://babel alis com
  48. 48. Marcos Formiga Índice de Prontidão para o Futuro Suécia Finlândia Irlanda Reino Unido Dinamarca França Luxemburgo Alemanha Países Baixos Áustria Bélgica 0 25 50 75 100 Fonte: AT Kearney, Global Leader of Tomorrow. O índice de prontidão mede o acesso da população por faixa etária apta a utilizar telecomunicações, tecnologias e Internet.
  49. 49. “Sociedades do Conhecimento ainda não são um fato real, pelo menos em muitas partes do mundo. Necessitamos descobrir como poderemos fazer dessas sociedades uma realidade para todos. Para isto, é preciso transformar a simples visão em ações concretas”. Abdul Kham Diretor de TICs da UNESCO • OBRIGADO PELA ATENÇÃO! • Marcos Formiga • Vice-Presidente da ABED • mmformiga@cni.org.br Pesquisa de Imagens: Jonatas Alexandre

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