Aula 3 psicofarmacologia nos transtornos do humor 1

2,475
-1

Published on

Aula 3 psicofarmacologia nos transtornos do humor 1

  1. 1. Disciplina de PSICOFARMACOLOGIA Prof. Dr. Alfredo Cardoso Lhullier
  2. 2.  Unipolar  Transtorno Depressivo Maior  Transtorno Distímico Bipolar  Transtorno de humor bipolar tipo 1  Transtorno de humor bipolar tipo 2  Transtorno de humor bipolar não especificado em outra parte  Transtorno ciclotímico Outros  Transtorno de humor induzido por substâncias  Transtorno de humor secundário a uma condição médica geral 2
  3. 3.  Pode aparecer frequentemente como sintoma em outras condições patológicas  Demencia  TEPT  Transtornos por uso de substâncias  Esquizofrenia 3
  4. 4. 4
  5. 5. 5
  6. 6.  Só nos EUA o custo anual da depressão maior está acima de 40 bilhões de dólares  Menos de 30% com o tratamento  Restante por incapacitação temporária, mortes prematuras por suicídio ou doenças médicas, fora os custos embutidos numa qualidade de vida pobre Aproximadamente 15% dos indivíduos que sofrem de depressão maior ou depressão bipolar morrem por suicídio 6
  7. 7. 7
  8. 8.  Especificadores:  Episódio único / recorrente  Episódio leve, moderado ou grave  Aparecimento no pós-parto (até 4 semanas após – desde depressão leve a psicode); catatônica (negativismo, agitação e imobilidade alternadas, peculiariedades de movimentos e fala); melancólica (anedonia, humor não reativo, piora matinal, insônia na madrugada, perda de apetite e ruminações de culpa excessivas); atípica (fissura por alimentos ricos em carbohidratos, sono excessivo, paralisia plúmbea, sensação de rejeição pelos outros); psicótica (delírios e alucinações que podem ser congruentes ou incongruentes com o humor) 8
  9. 9.  Transtorno Distímico  Mais crônico e mais severo que TDM  Pode se apresentar em conjunto com TDM, chamado “depressão dupla”, sendo mais difícil obter resposta ao tratamento.  Alguns pacientes podem apresentar episódios de TDM que simulam distimia por terem duração superior a 2 anos 9
  10. 10.  Transtorno bipolar  Em adultos, 10% dos pacientes que iniciam com um episódio de depressão desenvolvem transtorno bipolar  O risco de “virada maníaca” no tratamento com antidepressivos, obriga a um diagnóstico precoce  Deve ser pesquisada história familiar e episódio prévio de hipomania 10
  11. 11.  Transtorno depressivo devido a uma condição médica geral  Alguns sintomas comuns com doenças clínicas: fadiga, distúrbio de sono, perda de apetite (semelhantes aos sintomas neurovegetativos da depressão)  Devem ser considerados sempre, pois em caso contrário, podem ser deixados casos de depressão sem diagnosticar  Algumas doenças clínicas costumam cursar com depressão, como câncer pancreático (induzida por substâncias secretadas pelo tumor), tratada com os mesmos antidepressivos  No caso do hipotireoidismo é necessário corrigir a taxa de hormônios, pois o paciente não responde aos antidepressivos em caso contrário. 11
  12. 12. 12
  13. 13.  Depressão induzida por substâncias  Muitas substâncias terapêuticas ou de abuso induzem depressão, usualmente indistinguível de TDM  No caso do álcool, pode-se questionar qual veio inicialmente, a depressão ou o abuso. O importante é que ambos devem ser tratados simultaneamente, o abuso/dependência e a depressão 13
  14. 14. 14
  15. 15.  Esquizofrenia ou Transtorno Esquizoafetivo A distinção é mais longetudinal que transversal.  Os sintomas psicóticos no curso de um TDM costumam apresentar temas persecutórios ou nihilísticos, já na esquizofrenia costumam enfocar a paranóia e desorganização  Esta diferenciação não vai interferir no tratamento; em ambos os casos devem ser utilizados antidepressivos e antipsicóticos 15
  16. 16.  Demencias  Nos idosos deprimidos geralmente há queixas cognitivas  A “pseudodemência”, depressão que cursa principalmente por déficits importantes cognitivos pode ser confundida com um quadro demencial. Diferencia-se pelo início súbito e responde bem aos antidepressivos; os depressivos em geral se queixam destes problemas, enquanto os demenciados normalmente buscam disfarçar. 16
  17. 17. 17
  18. 18.  Kelsey, J.E., Newport, D.J., Nemeroff, C.B. “Principles os Psychopharmacology for Mental Health Professionals”. John Wiley & Sons:New Jersey, 2006. Stahl, S. “Psicofarmacologia. Bases Neurocientíficas e Aplicações Práticas. 3ª ed. Guanabara Koogan:2010 18

×