Seminário Teológico Batista do Sudeste em Guarulhos                   Teologia da Libertação______________________________...
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Carla geanfrancisco teologia da libertação

  1. 1. Seminário Teológico Batista do Sudeste em Guarulhos Teologia da Libertação________________________________________________________ConteúdoTeologia da Libertação ........................................................................................................... 1Aspectos positivos e negativos da Teologia da libertação ............................................... 3 1. Positivo: .......................................................................................................................... 3 2 Negativos: ...................................................................................................................... 3Conclusão: ................................................................................................................................ 4 Avaliação aos tempos atuais ............................................................................................. 5Bibliografia: ............................................................................................................................... 6Teologia da LibertaçãoA teologia da libertação é antes de tudo um conjunto de escritos produzidos a partirde 1971 por personalidades como Gustavo Gutierrez (Peru), Rubem Alves, HugoAssmann, Carlos Mesters, Leonardo e Clodovis Boff (Brasil), Jon Sobrino, IgnácioEllacuria (El Salvador), Segundo Galilea, Ronaldo Munoz (Chile), Pablo Richard(Chile, Costa Rica), José Miguel Bonino, Juan Carlos Scannone (Argentina), EnriqueDussel (Argentina, México), Juan-Luis Segundo (Uruguai) - para apontar apenasalguns dos mais conhecidos.Esse corpo de textos é, contudo a expressão de um vasto movimento social, quesurgiu no começo dos anos 1960 – muito antes das novas obras de teologia. Essemovimento compreendia setores importantes da Igreja – padres, ordens religiosas,bispos - movimentos religiosos laicos – Ação Católica, Juventude UniversitáriaCristã, Juventude Operária Cristão - comissões pastorais de base popular – PastoralOperária, Pastoral da Terra, Pastoral Urbana - e as comunidades eclesiais de base.Sem a prática desse movimento social – que se poderia chamar de cristianismo dalibertação – não se podem compreender fenômenos sociais e históricos tãoimportantes na América Latina dos últimos 30 anos como a ascensão da revoluçãona América Central - Nicarágua, El Salvador - ou a emergência de um novomovimento operário e camponês no Brasil (o Partido dos Trabalhadores, oMovimento dos Camponeses Sem Terra, etc). (Cf. Löwy, 1998).A descoberta da teologia da libertação pelos cristãos progressistas não foi umprocesso puramente intelectual ou universitário. Seu ponto de partida foi um fatosocial incontornável, uma realidade sólida e brutal na América Latina: a pobreza.Muitos crentes escolheram a teologia da libertação porque ela parecia oferecer asCarla Geanfrancisco 2006 Página 1 de 6
  2. 2. Seminário Teológico Batista do Sudeste em Guarulhos Teologia da Libertação________________________________________________________explicações mais sistemáticas, coerentes e globais sobre as causas dessa pobreza,e porque ele era a única proposta suficientemente radical para aboli-la. Para lutar demaneira eficaz contra a pobreza, é preciso compreender suas causas. Como disse ocardeal brasileiro dom Hélder Câmara: “Durante todo o período em que eu pedia àspessoas para ajudar os pobres, me chamavam de santo. Mas quando eu coloquei aquestão: porque existe tanta pobreza? Me chamaram de comunista...”.O cuidado com os pobres é uma tradição milenar da Igreja, remontando até asfontes evangélicas do cristianismo. Os teólogos latino-americanos se situam nacontinuidade desta tradição que lhes serve constantemente de referência e deinspiração. Mas eles se situam em ruptura profunda com o passado em um pontocapital: para eles, os pobres não são mais, essencialmente, objetos de caridade,mas os mestres de sua própria libertação. A ajuda ou assistência paternalista cedelugar a uma atitude de solidariedade com a luta dos pobres pela sua auto-emancipação. Neste ponto a teologia da libertação faz uma junção com o principioverdadeiramente fundamental do marxismo, a saber “a emancipação dostrabalhadores será feita pelos próprios trabalhadores”. Esta mudança constitui talveza novidade política mais importante e a mais rica de conseqüências trazida pelosteólogos da libertação em relação à doutrina social da Igreja. Ela terá também asmaiores conseqüências no terreno da práxis social.Em ultima instancia, porem, só teremos uma autentica teologia da libertação quandoos próprios oprimidos puderem alçar livremente a voz e exprimir-se direta ecriadoramente na sociedade e no seio do povo de Deus. Quando este povo for opróprio agenciador de sua própria libertação.Desde o inicio teólogos como Gustavo Gutierrez conspiravam para que a teologia dalibertação não caísse em uma auto satisfação intelectual, num tipo de triunfalismofeito por eruditos, com suas novas visões do cristianismo. Só há uma coisarealmente nova: acolher dia a dia o dom do Espirito que nos faz amar em nossasopções concretas por construir uma verdadeira fraternidade humana, em nossasiniciativas históricas por derribar uma ordem de injustiça, com plenitude com queCristo nos amou. Parafraseando o conhecido texto de Pascal, podemos disser quetodas as teologias políticas, da esperança, da revolução, da libertação, não valemCarla Geanfrancisco 2006 Página 2 de 6
  3. 3. Seminário Teológico Batista do Sudeste em Guarulhos Teologia da Libertação________________________________________________________um gesto autentico de solidariedade com as classes sociais espoliadas, Não valemum ato de fé de caridade e de esperança comprometido – de um modo ou de outro –em uma participação ativa por libertar o homem de tudo o que o desumaniza e oimpede de viver segundo a vontade do Pai.Aspectos positivos e negativos da Teologia da libertação 1. Positivo:1 Embora não sendo original, foi o primeiro pensar teológico na América Latina, e pode demonstrar a capacidade intelectual teológica, demonstrando que temos homens em pé de igualdade com teólogos do mundo todo;2 Sendo uma Teologia para o povo, foram criados gêneros literários que fossem acessíveis ao povo, continuando a ser gêneros literários ricos e belos;3 Proporcionou a teologia invadir todas as áreas das chamadas ciências humanas e deixar de ser polemica somente entre intelectuais do mundo teológico;4 Levou a todos a refletir a realidade na América Latina e no terceiro mundo em geral e ampliar o evangelho as mesmas. O evangelho passou a ser algo relevante ao homem de hoje e não apenas para a vida após o tumulo.5 Foi possível assim introduzir a missiologia como tema central e objetivo básico do pensar teológico contemporâneo, e o conceito de evangelização passaram a ser mais amplo e abrangente.6 Passou a ter um despertar entre cristãos sobre a importância da evangelização, assim se organizando em congressos, eventos, etc...2 Negativos:1 A reflexão teológica a partir da práxis, e não da palavra de Deus pode levar a heresias; por se dar predominância maior a primeira que a segunda, sendo o inverso o correto. Pois a teologia desprovida do instrumental hermenêutico, fica prisioneira da linguagem sócio-politica e de levar a palavra de Deus a anular-se pela mesma linguagem.2 Interpretações da Bíblia tendenciosas, sendo feitas através da ótica marxista;Carla Geanfrancisco 2006 Página 3 de 6
  4. 4. Seminário Teológico Batista do Sudeste em Guarulhos Teologia da Libertação________________________________________________________3 Buscam doutrinas do pecado estrutural ou coletivo no antigo testamento, onde deveríamos buscar no Novo Testamento, observando a linha evolutiva.4 Interpretação da libertação em termos sócios políticos, confundindo o reino de Deus com projetos ou sistemas humanos, especialmente o socialismo.5 As escatologias evolucionistas e triunfalistas se esquecem do próprio sermão profético de Jesus Cristo (Mt. 24), em que ele prevê problemas, mas prevê a bonança. E devemos compreender o evangelho em seu todo. A vida eterna, para o verdadeiro cristão, começa nesta vida (João 3:16; 1Joao 5:11-13).6 A falta de ênfase na conversão individual, na necessidade que o ser humano tem de arrepender-ser e crer no evangelho, passando pela experiência do novo nascimento efetuado pelo Espirito de Deus, sendo que na teologia da libertação o importante é a libertação coletiva, política, do pecado das estruturas opressoras e escravizastes, vendo o capitalismo como o pecado a ser combatido, e instaura- se o socialismo como a própria implantação do Reino de Deus. “Não adianta mudar o regime se os homens não forem mudados interiormente pelo evangelho de Jesus” (Daniel Guimarães, Teologia da Libertação);7 O uso de instrumentos marxistas de analise da realidade;8 A utilização errônea do termo “evangelização” para significador de esforços humano para a libertação política, enfraquecendo o sentido bíblico original.Conclusão:A teologia da libertação que foi perseguida pela igreja católica foi denominada denão teologia abriu-nos o olho para externarmos o nosso arrependimento por nossanegligencia e por termos, às vezes, considerado o evangelismo e a ação socialcomo mutuamente incompatíveis. Embora a reconciliação do homem com o homemnão signifique a reconciliação deste com Deus, nem a ação social, evangelismo,nem a emancipação política, salvação, contudo, o evangelismo e o envolvimentosócio político são ambos parcelas do nosso dever cristão. Ambos são expressõesnecessárias das nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, do nosso amor paracom o próximo e da nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvaçãoCarla Geanfrancisco 2006 Página 4 de 6
  5. 5. Seminário Teológico Batista do Sudeste em Guarulhos Teologia da Libertação________________________________________________________implica uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, opressão ediscriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde querque prevaleçam. Quando alguém recebe Cristo, nasce de novo no seu reino e,conseqüentemente, deve buscar não somente manifestar como também divulgar asua Justiça em meio a um mundo ímpio. A salvação que afirmamos usufruir deveproduzir em nos uma transformação total, em termos de nossas responsabilidadespessoais e sociais.Avaliação aos tempos atuaisPassados aproximadamente 30 anos, onde podemos dizer seus “inicio”, aindavemos resquícios da chamada teologia da libertação. Que se realmente tivesse seucentro em Deus, talvez teria sido uma “teologia”, e teria dado certo, claro comoacima avaliadas muitas coisas boas e ruins puderam ser extraídas e até o momentoaplicado.Porem devemos deixar em ambos os campos, seja no espiritual ou no material, ohomem fazer a sua buscar, devemos sim orientá-lo, inspirá-lo e instrui-li, mas nãodarmos a ele o que buscam, pois hoje o que vemos é a igreja, e o poder publico,sendo assistencialista e não socialista, como o que buscavam.Um dos grandes erros da humanidade é a atitude pendular. Um erro gera umareação extrema que leva a outro erro. A Teologia da Libertação cai nesse mesmotipo de tendência histórica. Muitas das alegações e ênfases merecem atenção, poissão justas e apontam problemas reais. Todavia precisamos voltar nossa atençãopara as Escrituras Sagradas e tentar em cada geração derivar nossa teologia eprática a partir da Bíblia. É uma pena que tanto esforço sincero, marcado porenfoques importantes e válidos, tenha se deixado conduzir por filosofias etendências frágeis, reducionistas e passageiras. É muito possível que, em maisalgumas décadas, a Teologia da Libertação torne-se apenas um capítulo da históriateológica que não conseguiu mudar a história (seu alvo principal) nem perpetuaruma tradição. Todavia, não nos esqueçamos de que os problemas que motivaram ateologia da libertação permanecem e talvez sejam ainda mais graves em nossosdias, do que nunca. Que a submissão à autoridade bíblica, motivada por umacompaixão social verdadeira e um profundo respeito e amor ao ser humano, homemCarla Geanfrancisco 2006 Página 5 de 6
  6. 6. Seminário Teológico Batista do Sudeste em Guarulhos Teologia da Libertação________________________________________________________ou mulher, negro ou branco, ocidental ou oriental, domine o nosso coração para queglorifiquemos a Deus em nossa vida.No âmbito espiritual, vemos pessoas buscando a teologia da prosperidade,buscando as riquezas, a divisão de bens, vemos pessoas que desvirtuaram docaminho “Jesus”.A teologia da libertação poderia ter dado certo, se não tivéssemos pessoas autilizando, como jargão político, e não estivessem tão preocupadas com o estrelismoe utilizassem o nome de Deus, para efetuar campanhas de autopromoção; ou entãonão estivessem tão preocupadas em taxá-la como filosofia; batendo de frente comas igrejas, sejam elas católicas ou protestantes.Devemos ter cuidado em usar o nome de Deus, pois em nome de Deus muitasatrocidades no passado já foram feitas e pode continuar se não definirmos asnossas metas de verdades fundamentais da fé.Bibliografia:Nicodemus, Augustos Lopes. A hermenêutica da Teologia da Libertação: umaanalise de Jesus Cristo Libertador de Leonardo Boff.Fedeli, Orlando. www.montfort.org.br, perguntas e repostasCostella, Domenico. Filosofia e Teologia da Libertação, IFIL, 1997.Guimarães, Daniel. Teologia da Libertação, 2ª ed. Juerp.Gutierrez, Gustavo.Teologia da Libertação, 2ª ed. Juerp.Lowy, Michael. O Marxismo da Teologia da Libertação.Sayão, Luiz, Onde foi parar a teologia da libertação?, 2005.Carla Geanfrancisco 2006 Página 6 de 6

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