2º ano obesidade  x  nutrição e colesterol
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2º ano obesidade x nutrição e colesterol

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  • 1. OBESIDADE X NUTRIÇÃO O que é? Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo. Como se desenvolve ou se adquire?Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismohumano é o resultado de diferentes interações entre o seupatrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), oambiente socioeconômico, cultural e educativo e o seuambiente individual e familiar. Assim, uma determinadapessoa apresenta diversas características peculiares que adistinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.A obesidade é o resultado de diversas dessas interações,nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos,ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos ospais obesos apresentam alto risco de obesidade, bemcomo determinadas mudanças sociais estimulam oaumento de peso em todo um grupo de pessoas.Recentemente, vem se acrescentando uma série deconhecimentos científicos referentes aos diversosmecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrandocada vez mais que essa situação se associa na maioria dasvezes, com diversos fatores.Independente da importância dessas diversas causas, oganho de peso está sempre associado a um aumento daingesta alimentar e a uma redução do gasto energéticocorrespondente a essa ingesta. O aumento da ingesta podeser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou demodificações de sua qualidade, resultando numa ingesta
  • 2. calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez,pode estar associado a características genéticas ou serdependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos,incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente dedistúrbios hormonais.O que se sente?O excesso de gordura corporal não provoca sinais esintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos.Independente da severidade, o paciente apresentaimportantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrãoatual de beleza, que exige um peso corporal até menor doque o aceitável como normal.Pacientes obesos apresentam limitações de movimento,tendem a ser contaminados com fungos e outras infecçõesde pele em suas dobras de gordura, com diversascomplicações, podendo ser algumas vezes graves. Alémdisso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores,apresentando em longo prazo degenerações (artroses) dearticulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, alémde doença varicosa superficial e profunda (varizes) comúlceras de repetição e erisipela.A obesidade é fator de risco para uma série de doenças oudistúrbios que podem ser: Doenças DistúrbiosHipertensão arterial Distúrbios lipídicosDoenças cardiovasculares HipercolesterolemiaDoenças cérebro-vasculares Diminuição de HDL ("colesterol bom")Diabetes Mellitus tipo II Aumento da insulinaCâncer Intolerância à glicoseOsteoartrite Distúrbios menstruais/InfertilidadeColedocolitíase Apnéia do sono
  • 3. Assim, pacientes obesos apresentam severo risco parauma série de doenças e distúrbios, o que faz com quetenham uma diminuição muito importante da suaexpectativa de vida, principalmente quando são portadoresde obesidade mórbida (ver a seguir).Como o médico faz o diagnóstico?A forma mais amplamente recomendada para avaliação dopeso corporal em adultos é o IMC (índice de massacorporal), recomendado inclusive pela OrganizaçãoMundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se opeso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura emmetros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura). Ovalor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade ecaracteriza também os riscos associados conformeapresentado a seguir: IMC ( kg/m2) Grau de Risco Tipo de obesidade18 a 24,9 Peso saudável Ausente25 a 29,9 Moderado Sobrepeso ( Pré-Obesidade )30 a 34,9 Alto Obesidade Grau I35 a 39,9 Muito Alto Obesidade Grau II40 ou mais Extremo Obesidade Grau III ("Mórbida")A gordura corporal pode ser estimada também a partir damedida de pregas cutâneas, principalmente ao nível docotovelo, ou a partir de equipamentos como aBioimpedância, a Tomografia Computadorizada, oUltrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas sãoúteis apenas em alguns casos, nos quais se pretendedeterminar com mais detalhe a constituição corporal.Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticosdependem da comparação do peso do paciente com curvaspadronizadas, em que estão expressos os valores normaisde peso e altura para a idade exata do paciente.
  • 4. De acordo com suas causas, a obesidade pode ainda serclassificada conforme a tabela a seguir. Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas:Obesidade por Distúrbio NutricionalDietas ricas em gordurasDietas de lancheriasObesidade por Inatividade FísicaSedentarismoIncapacidade obrigatóriaIdade avançadaObesidade Secundária a Alterações EndócrinasSíndromes hipotalâmicasSíndrome de CushingHipotireoidismoOvários PolicísticosPseudohipaparatireoidismoHipogonadismoDéficit de hormônio de crescimentoAumento de insulina e tumores pancreáticos produtores deinsulinaObesidades SecundáriasSedentarismoDrogas: psicotrópicos, corticóides, antidepressivostricíclicos, lítio, fenotiazinas, ciproheptadina,medroxiprogesteronaCirurgia hipotalâmicaObesidades de Causa GenéticaAutossômica recessivaLigada ao cromossomo XCromossômicas (Prader-Willi)Síndrome de Lawrence-Moon-Biedl
  • 5. Cabe salientar ainda que a avaliação médica do pacienteobeso deve incluir uma história e um exame clínicodetalhados e, de acordo com essa avaliação, o médico iráinvestigar ou não as diversas causas do distúrbio. Assim,serão necessários exames específicos para cada uma dassituações. Se o paciente apresentar "apenas" obesidade, omédico deverá proceder a uma avaliação laboratorialmínima, incluindo hemograma, creatinina, glicemia dejejum, ácido úrico, colesterol total e HDL, triglicerídeos eexame comum de urina.Na eventual presença de hipertensão arterial ou suspeitade doença cardiovascular associada, poderão serrealizados também exames específicos (Rx de tórax,eletrocardiograma, eco cardiograma, teste ergométrico)que serão úteis principalmente pela perspectiva futura derecomendação de exercício para o paciente.A partir dessa abordagem inicial, poderá ser identificadatambém uma situação na qual o excesso de pesoapresenta importante componente comportamental,podendo ser necessária a avaliação e o tratamentopsiquiátrico.A partir das diversas considerações acima apresentadas,julgamos importante salientar que um paciente obeso,antes de iniciar qualquer medida de tratamento, deverealizar uma consulta médica no sentido de esclarecertodos os detalhes referentes ao seu diagnóstico e asdiversas repercussões do seu distúrbio.
  • 6. Como se trata?O tratamento da obesidade envolve necessariamente areeducação alimentar, o aumento da atividade física e,eventualmente, o uso de algumas medicaçõesauxiliares. Dependendo da situação de cada paciente,pode estar indicado o tratamento comportamentalenvolvendo o psiquiatra. Nos casos de obesidadesecundária a outras doenças, o tratamento deveinicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.Reeducação AlimentarIndependente do tratamento proposto, a reeducaçãoalimentar é fundamental, uma vez que, através dela,reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calóricodecorrente. Esse procedimento pode necessitar de suporteemocional ou social, através de tratamentos específicos(psicoterapia individual, em grupo ou familiar). Nessasituação, são amplamente conhecidos grupos de reforçoemocional que auxiliam as pessoas na perda de peso.Independente desse suporte, porém, a orientação dietéticaé fundamental.Dentre as diversas formas de orientação dietética, a maisaceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, naqual o paciente receberá uma dieta calculada comquantidades calóricas dependentes de sua atividade física,sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia,com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas.Não são recomendadas dietas muito restritas (com menosde 800 calorias, por exemplo), uma vez que essasapresentam riscos metabólicos graves, como alteraçõesmetabólicas, acidose e arritmias cardíacas.
  • 7. Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi,por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água)também não são recomendadas, por apresentarem váriosproblemas. Dietas com excesso de gordura e proteínatambém são bastante discutíveis, uma vez que pioram asalterações de gordura do paciente além de aumentarem adeposição de gordura no fígado e outros órgãos.ExercícioÉ importante considerar que atividade física é qualquermovimento corporal produzido por músculos esqueléticosque resulta em gasto energético e que exercício é umaatividade física planejada e estruturada com o propósito demelhorar ou manter o condicionamento físico.O exercício apresenta uma série de benefícios para opaciente obeso, melhorando o rendimento do tratamentocom dieta. Entre os diversos efeitos se incluem: o aumento da ação da insulina, a diminuição do apetite, a melhora do perfil de gorduras, a melhora da sensação de bem-estar e auto- estima.O paciente deve ser orientado a realizar exercíciosregulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4vezes por semana, inicialmente leves e a seguirmoderados. Esta atividade, em algumas situações, poderequerer profissional e ambiente especializado, sendo que,na maioria das vezes, a simples recomendação decaminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios,estando incluída no que se denomina "mudança do estilode vida" do paciente.
  • 8. Como se previne?Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já nainfância, evitando-se que crianças apresentem pesoacima do normal. A dieta deve estar incluída emprincípios gerais de vida saudável, na qual se incluema atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivosadequados e uma estrutura familiar organizada. Nopaciente que apresentava obesidade e obteve sucessona perda de peso, o tratamento de manutenção deveincluir a permanência da atividade física e de umaalimentação saudável a longo prazo. Esses aspectossomente serão alcançados se estiveremacompanhados de uma mudança geral no estilo de vidado paciente. COLESTEROL O que é o Colesterol e como evitar seus excessos?O Colesterol é uma substância lipídica que pode serencontrado tanto na carne de animais e seus derivados(colesterol exógeno) como sintetizados no organismo pelofígado (colesterol endógeno). Normalmente o colesterol énecessário em muitas funções corporais complexas,incluindo a síntese do estrogênio, androgênio eprogesterona, que são hormônios responsáveis pelascaracterísticas sexuais secundárias, masculinas efemininas; e ainda manter nossas células nervosas.Quando temos excesso de colesterol no sangue éaumentado nosso risco de desenvolver doenças docoração. Os 2 componentes mais importantes do colesterolsão chamados LDL (lipoproteína de baixa intensidade),o tão chamado "colesterol ruim" e o HDL (lipoproteína dealta intensidade) o "bom colesterol".
  • 9. O grande objetivo no tratamento do colesterol é baixar ocolesterol LDL do sangue e aumentar o HDL. Mas comoocorre o aumento do colesterol? A maior causa desseaumento é através da ingestão de alimentos ricos emgordura saturada ou colesterol. Outra possibilidade seriauma herança genética vinda de parentes próximos onde ocolesterol não é metabolizado adequadamente pelo corpofazendo aumentar seu nível circulante no sangue (porexemplo: diabetes, doenças renais, hepáticas ehipotiroidismo).Com frequência, argumenta-se que o excesso de colesterolcausa uma deposição de material lipídico que acabaproduzindo calcificações e alterações fibróticas, de formaque as paredes arteriais, ficam mais estreitas, rígidas eduras, tornando mais difícil o flúxo sanguíneo, chamado deAterosclerose, podendo levar o indivíduo a um ataquecardíaco ou infarto do miocárdio.O que é assustador na aterosclerose é o fato dela nãoapresentar sintomas até que as complicações já estejamtotalmente instaladas, gerando dores no peito , ataquecardíaco ou dores nas panturrilhas na caminhada,causadas pelo estreitamento e bloqueio das artérias napassagem do sangue.Por que é tão importante tratar o excesso de colesterolno sangue? Por que para cada redução de 1% do nível decolesterol é reduzido cerca de 2% do risco de ataquescardíacos.Como pode ser tratado ? Uma dieta rica em fibras, baixaem gordura total, gorduras saturadas e colesterol podemajudar a reduzir os níveis de colesterol LDL no sangue.Também o exercício físico tem papel fundamental nadiminuição do Colesterol e do Triglicérides, provocando um
  • 10. aumento do HDL (embora sem alterar o Colesterol Totalnem o LDL).Siga as seguintes instruções para uma vida maissaudável:Aumente o consumo de alimentos ricos em fibras, comendofrutas e vegetais (especialmente hortaliças e frutasfrescas), vagem, feijão, alimentos integrais, etc... Prefira carnes brancas, peixes ou abstenha-se das carnesvermelhas mais frequentemente; Remova a pele do frango ou peru antes de cozinhá-los; Quando comer carne vermelha, faça bifes bem modestose corte fora a gordura visível; Alimente-se moderadamente sem exageros; Reduza a quantidade de castanhas, se tem costume decomê-las com frequência, pois são ricas em gordurassaturadas, principalmente castanhas-de-cajú, pistaches ecastanhas-do-pará; Substitua as gorduras saturadas de sua dieta porquantidades moderadas de gorduras monosaturadas epolisaturadas, por exemplo, restrinja o uso de manteigas,margarinas, queijos gordos e óleos tropicais (como de côcoe de palmeiras), os quais são ricos em gorduras saturadas.Troque por óleos de girassol, de soja, de canola, azeite oumargarina light; Troque o leite e derivados integrais pelos desnatados oubaixos em gordura como: queijos, requeijões e iogurteslight. Coma não mais que 4 ovos por semana e utilizesubstitutos para eles; Evite sobremesas que tenham gordura, por exemplo, asque contenham sorvete, glacê ,creme de leite ,etc...Substitua-as por frutas frescas, iogurtes sem gordura,etc.. Reduza os alimentos fritos, alimentos de máquinas e defast food, dê preferência para os alimentos sem gorduraque goste ou substitutos;
  • 11. Tente reduzir a quantidade de colesterol que consomediariamente. O American Heart Association, órgãoresponsável por estudos científicos na área do coração nosEUA, recomenda limitar o consumo de 250 a 300 mg decolesterol por dia. Leia a quantidade de gordura no rótulodos produtos industrializados; Caso esteja acima do peso (clique aqui para certificar-se),vai precisar de perder os excessos; Deve consultar seu médico e procurar um professor deEducação Física para iniciar um programa de exercíciosvoltado para este objetivo; Caso não consiga reduzir seu nível de colesterol atravésda dieta e exercícios vai precisar ingerir medicamentosreceitados pelo seu médico. Existem substâncias quepodem fazer um grande efeito nesse sentido.Caso não tenha ainda o colesterol alto poderá estarpensando...Como posso evitá-lo?É muito simples, juntamente com a mudança naalimentação você pode: Ter uma vida mais ativa, principalmente fazendoexercícios aeróbicos. Procure seu médico e em seguida umprofessor de Educação Física graduado. Faça umaavaliação física e em seguida inicie um programaadequado de atividades físicas regulares; Inicie os exercícios lentamente para evitar lesões; oexercício físico feito no mínimo 3 vezes por semana, porpelo menos 30 min. ajuda a aumentar o nível de colesterolHDL, melhorar a circulação, diminuir a gordura corporal eainda tonificar os músculos. Não fume; Tente manter seu peso dentro da faixa ideal (certifique-sese possui excesso de peso) ou faça controle através daavaliação física com seu professor de educação fisica e/oucom seu médico;
  • 12. Lembre-se de que até crianças podem ter níveis elevadosde colesterol , observe-as de perto e faça sempre umavisitinha ao médico para ter certeza que estão dentro dafaixa de peso ideal para sua idadeMantenha-se livre de problemas do coração ou que afetemsua saúde.Faça um teste para saber se corre risco para desenvolvertais doenças.